quinta-feira, julho 02, 2009


Graham: A liar is the second lowest form of human being.
Ann: What's the first?
Graham: Lawyers.

James Spader em "Sex, Lies and Videotape"


Alan Shore: Let me tell you two things about myself. I too am a lawyer, I can be painfully vindictive, and I do not play fair.
Lester Tremont: That's three things.
Alan Shore: See? Not playing fair already. And I'm just getting started.

James Spader em "Boston Legal"

quinta-feira, junho 25, 2009

Michael Jackson (1959-2009)



Goste-se ou não há que reconhecer o seu imenso talento. Conquistou o mundo da pop, encantou com os seus passos de dança e teve um dos mais interessantes e pioneiros videoclips da História "Thriller". Se não estou em erro foi o primeiro vídeo musical estilo curta-metragem. "Thriller" é também o álbum mais vendido de sempre e foi dele o primeiro CD que comprei.
Na música era imortal há já muitos anos.

Morphine - Cure For Pain (Live)



I Need This "Cure For Pain"

quarta-feira, junho 24, 2009


Em Berlim "Nobody Puts Baby In The Corner"

terça-feira, junho 23, 2009

Batman: Reborn

Como informações destas estão sempre a circular não sei se o aviso de SPOILER é realmente necessário de qualquer da maneiras aviso que não li este "Batman: Reborn" mas que vou falar sobre a sua identidade.

Depois de R.I.P. a questão que pairava no ar era a de quem iria substituir Bruce Wayne no papel de Batman.
Para responder a essa questão tivemos "Battle for the Cowl". A resposta foi a mais óbvia (afinal o Sheldon de "The Big Bang Theory" tinha razão). Dick Grayson é agora Batman. A escolha é óbvia e provávelmente a mais acertada uma vez que Dick foi o primeiro Robin, foi trinado desde miúdo para isto e é, na cadeia de comandos, aquele que se segue a Batman, apesar de ter conquistado o seu próprio título como "Nightwing. Caso não fosse Dick teríamos de saltar para Tim Drake (3º Robin) uma vez que a personalidade temperamental de Jason Todd (2º Robin) dificilmente poderia preencher os requisitos para ser o Homem Morcego. No entanto os defeitos de Todd são o que têm tornado mais interessante e ainda iremos ouvir falar dele no futuro certamente.
Com um Batman escolhido começam agora as novas aventuras de "Batman e Robin" neste "Batman: Reborn", novamente pelas mãos de Grant Morrison que agora se junta ao seu parceiro de longa data Frank Quitely, . O Robin actual (já é o 5º nunca mais acabam) é Damian Wayne, precisamente o filho de Bruce Wayne.
Claro que Batman só há um e não dúvido que Wayne regresse, afinal em BD eles regressam (quase) sempre.
Cliquem na imagem para verem a preview deste comic.

segunda-feira, junho 22, 2009

Death Note


"The human whose name is written in this note shall die"

Se tivesse de resumir esta saga em apenas uma frase esta seria sem dúvida a escolhida. É uma frase que irá acompanhar toda a obra e que consiste na sua premissa: um caderno com a capacidade de matar qualquer pessoa cujo nome nele seja escrito e cuja cara seja conhecida a quem o escreveu (esta última parte é também obrigatória de forma ao caderno não matar pessoas com o mesmo nome). Este é o caderno da morte.
Os Shinigami´s (deuses da morte) existem e são eles os detentores dos "Death Note" os quais usam para tirar a vida. O mundo dos Shinigami´s é desértico e sem vida, a maior parte dos seus habitantes passa os dias a jogar numa apatia extrema. Ryuk aborrecido com a sua vida decide terminar com esta monotonia deixando cair um "Death Note" no mundo humano.
O caderno vai parar às mãos de Light Yagami um indíviduo dotado de uma inteligência excepcional e que partilha com Ryuk o sentimento de monotonia para com o seu mundo, monotonia essa que irá terminar para ambos a partir do instante em que Light segura neste "Death Note".
A princípio Light considera que o caderno não passa de uma brincadeira ridícula, afinal de contas é impossível um objecto possuir tal poder. No entanto sente-se tentado a experimentá-lo e verdade seja dita quantos de nós não sentiriam? Decide então usar o caderno num criminoso, não vá o diabo tecê-las, aproveitando um relato na televisão sobre um homem que tinha raptado oito pessoas numa enfermaria, incluindo crianças.
Para sua surpresa o raptor morre de ataque cardíaco passado 40 segundos do seu nome ter sido escrito no caderno (quando não se especifica a morte nem o tempo, todas as pessoas morrem de ataque cardíaco e 40 segundos depois de os seus nomes terem sido escritos no caderno).
Aterrorizado a princípio decide investigar melhor a autenticidade do caderno e após a comprovar decide usá-lo para um bem maior, começando a eliminar todos os grandes criminosos com o objectivo de criar um mundo justo e pacífico, um mundo onde ele governará como o seu novo deus. Não fosse esta última parte podíamos dizer (concordando ou não) que os ideias de Light eram 100% altruístas, de qualquer das maneiras a sua maneira de pensar contribui em muito para a qualidade da obra uma vez que é muito mais interessante termos um personagem a usar este caderno para eliminar o mundo do mal, ao invés, de um tipo qualquer que o usa apenas para obter poder e dinheiro.
Esta ideia é, na minha opinião, muito apelativa e captou logo a minha atenção, no entanto, por muito interessante que seja ter alguém que possui um "Death Note" não chega para tornar a história aliciante e é aí que entra...L!
Para criar o impacto que pretende no mundo Light tem de provar que é alguém que está por detrás de todas as mortes e que estas não são casuais, para isso escolhe o ataque cardíaco como causa de morte para todos os que julga. É certo que o simples facto de morrerem apenas criminosos denúncia que algo de errado se está a passar, mas ao escolher sempre o mesmo método de homícidio Light leva não só a polícia a chegar a essa conclusão mais rápido como garante que nenhuma das suas julgações passe incólume. Assim quando algum criminoso morre de ataque cardíaco sem nunca antes ter revelado problemas do foro cardíaco a sua morte é logo associada a Kira, o nome pelo qual Light virá a ser conhecido pela multidão. A fim de deter este criminoso desconhecido que mata de uma forma inexplicável surge L, o melhor detective do mundo cujo nome e face são desconhecidos para todos inclusivé para aqueles com quem trabalha, salvo a excepção de Watari o seu fiél parceiro.
Mal começa a trabalhar no caso L descobre factos extremamente importantes sobre Kira confrontando-o em directo através da televisão. Este confronto mostra-nos que estamos perante um duelo de Titãs e que a luta entre estes dois ao longo do livro será no mínimo memorável.
O autor Tsugumi Ohba nunca teve a intenção de impingir uma ideologia ao longo da série uma vez que cada pessoa tem a sua própria noção de justiça. Isso foi provavelmente a decisão mais correcta e é engraçado constatar que há semelhança do que ocorre no Manga existem aqueles que condenam Kira e aqueles que o defendem. Na minha filosofia de vida nunca considerei as acções de Light Yagami como correctas, o mundo pacífico que idealiza baseia-se numa falsa paz que é construída através do medo, além de que nenhum ser humano tem o direito de tirar a vida a outro. No entanto o tema da justiça é algo que acho extremamente fascinante e complicado de debater, o mundo não é a preto e branco. Por isso não interpretem a minha opinião como um mero "Light é mau e L é bom", como disse as coisas não são tão lineares e se há um personagem que representa a bondade e a integridade em "Death Note" esse alguém terá de ser Soichiro um oficial da polícia que irá assistir L na sua investigação.
Aliás estando em pólos completamente opostos os personagens de L e Light tocam-se. Ambos são muito similares na forma de pensar uma vez que são extremamente inteligentes e capazes de determinadas acções quando pensam que os fins justificam os meios.
No entanto nem tudo é excelente nesta obra, na verdade podemos dividir "Death Note" em duas partes, com uma primeira fascinante e uma segunda, mais fraca, mas também de grande interesse.
A arte está a cargo de Takeshi Obata conhecido pelo seu trabalho em "Shonen Jump" e é maravilhosa. É de salientar o seu trabalho notável na criação dos personagens, criando figuras já clássicas de Manga. Tão cedo não esqueceremos o ar snob e esbelto de Light ou os tiques e maneirismos de L. E depois há ainda Ryuk, nunca um deus da morte foi tão divertido.
A série de Manga é composta por 12 volumes e existe também no formato de Animé. As diferenças entre elas são mínimas apesar de ambas conterem cenas exclusivas. A maior diferença está no final que na Manga se prolonga um pouco mais ao longo do tempo. No entanto qualquer uma delas é uma boa opção para ver esta, muito aconselhada, série.
Quanto aos livros existe ainda um 13º que consiste em extras. É um livro interessante mas não indispensável. Contém uma secção onde explica tudo o que se passa na história algo desnecessário para quem a leu com a devida atenção. É normal que por vezes surjam algumas dúvidas uma vez que "Death Note" tem um ritmo alucinante com grandes acontecimentos a ocorrer em todos os capítulos. No entanto as respostas estão todas bem fundamentadas na história e até as regras do "Death Note" vão sendo reveladas/relembradas ao longo da saga, algumas das quais são essenciais para entender algumas acções enquanto outras não passam de meras curiosidades. Este volume contém também fichas de identificação para todos os personagens, mas que claramente não foram feitas pelo criador, uma vez que ao compararmos a ficha de L, Light e Near, o primeiro é considerado o menos inteligente quando páginas à frente temos o autor do livro a dizer precisamente o oposto que L é o mais inteligente em "Death Note" isto entre outras coisas tornam estas fichas obtusas.
O que realmente vale a pena neste 13º volume são as entrevista aos criadores, as histórias humorísticas, a primeira história de "Death Note" lançada na "Weekly Jump" e um cartão com um segredo que nunca é revelado na série.
Actualmente esta obra está a ser re-lançada com uma nova edição de nome "Death Note Black Edition". Nela podemos encontrar algumas páginas a cores e as extremidades das páginas estão pintadas de negro.


Há semelhança do que perguntaram a Tsugumi Ohba e a Takeshi Obata gostava de enumerar os meus três momentos favoritos desta obra que obviamente NÃO DEVEM SER LIDOS POR QUEM NÃO CONHECE A OBRA.

3 - O primeiro confronto entre L e Light. quando L o engana usando um recluso para se passar por ele. Golpe de génio que o fez reduzir a investigação ao Japão.

2 - A morte de L. O impacto é grandioso. Ohba ficou três dias sem comer depois de a ter escrito. E é de salientar que um deus da morte teve de se envolver e morrer para que L perdesse a vida. Near e Mello nunca tiveram de enfrentar um deus da morte.

1 - O momento mais "what the fuck" da série tem de ser quando L revela a sua identidade a Light. Foi uma jogada que não estava à espera de tão arriscada que é. No entanto L não falha.

terça-feira, junho 16, 2009

Berlim em 7 imagens

A fim de tentar captar um pouco a essência de como vivi esta cidade e de forma a não me exceder decidi escolher 7 imagens que espelhem estes últimos dias que estive em Berlim. Obviamente que 7 imagens não chegam para mostrar tudo que esta cidade tem de fantástico e como já lá tinha estado há monumentos obrigatórios que também não colocarei porque estas imagens que se seguem são as desta viagem.


Esta tinha de ser a primeira. Não foi só come sta máquina que trabalhei mas foi sem dúvida aquela com que mais dias passei. Fiquei um perito na sua limpeza. Trata-se de um aparelho de ATR-FTIR.



No início um por dia era sagrado. Queria provar todos, daqueles que consegui os favoritos foram o de mirtilo e o de maça.



O Cristo de Kal Hemmeter é uma obra que mete respeito. Vê-la no guia não transmite em nada a sua grandiosidade, impossível ficar indiferente.



E por falar em respeito foi coisa que não faltou ao pé deste senhor. Para mim o rei do Zoologischer Garten. O Zoo desperta-me sempre sentimentos ambivalentes. Por um lado adoro conhecer animais, mas por outro não gosto da ideia de os ter encarcerados para prazer da vista humana. No entanto tenho ideia que muitos Zoos fazem alguns trabalhos fantásticos com animais ajudando à preservação da sua espécie por exemplo. O Zoo de Berlim é muito bem conotado, considerado uma das melhores 10 coisas a ver na cidade. Sendo assim optei por partir à sua descoberta e tem de facto uma quantidade exorbitante de diferentes animais, no entanto quando lá vi ursos polares comecei a desconfiar sobre o seu tratamento. É que dá-me ideia que estes animais devem sofrer bastante com este clima.





O Berlinder Dom. Provavelmente a igreja mais majestosa de Berlim. Tanto por fora como por dentro a sua construção é qualquer coisa de especial.




O Pergamonmuseum foi sem dúvida um dos meus museus preferidos em Berlim. Desde a reconstrução do altar de Pérgamo passando por toda a sua colecção da antiguidade Grega, Romana e a secção dedicada à arte islâmica são peças que não passarão despercebidas.
Para mim esta viagem pela Grécia antiga (não só neste mas em outros museus também) teve um gosto muito especial uma vez que me encontro a ler a "Ilíada" e ao mesmo tempo a estudar a obra relembrando-me de toda esta mitologia Grega, a qual sempre adorei.
Na foto podem ver Hermes o deus mensageiro, veloz como um trovão, fez juz ao seu nome pois fugiu-me sempre da foto. Neste museu faltou-me a bateria em outra exposição (que também continha uma estátua sua) esqueci-me do cartão de memória, enfim sempre consegui a foto.



Para terminar tinha de mencionar outro dos mais poderosos museus de Berlim, neste caso o melhor no que toca a pintura, o Gemldegalerie. A quantidade de quadros é espantosa e contém obras de Rembrandt (na imagem), Caravaggio (o seu famoso quadro de Eros/Cupido), Botticelli, Rafael e muitos outros. Uma colecção riquísssima no que toca a pintura europeia, especificamente, alemã, holandesa e flamenga, francesa, inglesa, espanhola e italiana.

segunda-feira, maio 25, 2009

Berlim

Hoje parto para Berlim em trabalho. Já lá tinha passado um dia quando fiz o interrail e era definitivamente uma cidade a voltar, não pensava no entanto que o regresso estava tão perto.
Por isso é bem possível que nos próximos tempos isto vá estar parado (a ver).
Para esta "despedida" queria deixar a música "Berlim" dos Mão Morta mas não a encontrei...uma pena.
Deixo então "Beauty and The Beast" de David Bowie, retirada do álbum "Heroes" que faz parte da sua famosa "trilogia de Berlim".

domingo, maio 24, 2009

V Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja

O site do Festival de Beja já se encontra online.
Relembro que o festival tem já início no próximo Sábado.
Cliquem na imagem para aceder ao site.

terça-feira, maio 19, 2009

The Stuff Of Legend

Ainda sobre o "Free Comic Book Day" quero salientar um livro que descobri de nome "The Stuff of Legend". Este comic pertence à muito recente editora th3rdworld Studios que aproveitou este evento para lançar as primeiras páginas desta história que sairá algures no Verão.
Este foi de todos os comics gratuitos que trouxe (e trouxe muitos) aquele que me chamou mais a atenção, pois tem uns desenhos absolutamente maravilhosos e é impossível resistir-lhes.
Quanto à história relembra um "Dark Toy Story", decorre no ano de 1944 e tem início com o rapto de uma criança por parte do Papão. A fim de salvar este jovem o seu cão e os seus brinquedos mais fiéis e corajosos reúnem-se para o ir buscar. Porém para o fazerem terão de entrar numa outra dimensão de nome "The Dark". O curioso é que quando os brinquedos passam para "o outro lado" ganham novas dimensões (como podem ver na capa) mas para sabermos mais temos de esperar pelo Verão.
A história parece bem engraçada e no final dá a sensação que assumirá um tom mais negro. Quanto à arte nem vale a pena dizer mais nada penso que já a elogiei o suficiente.
Mas o melhor é conferirem por vocês mesmo pois o comic encontra-se disponível online, é só clicar aqui (e não se fiem apenas na capa que mostro).

domingo, maio 17, 2009

Lost

Com o tempo há coisas que começamos a dar por garantidas na vida, para mim uma delas é que muito provavelmente irei gostar de chocolate o resto da minha vida e outra é que os episódios finais das temporadas de Lost são sempre verdadeiras pérolas.
Neste final de 5º temporada Lost voltou a cumprir e de que maneira. Como já é habitual lá teremos que nos preparar para uns quantos meses a roer as unhas.

O início do episódio foi sublime, houve momentos dramáticos, aventura, respostas que nos trouxeram mais questões mas de uma boa maneira, uma fantástica revelação final e foi muito engraçado ver o mestre da manipulação a ser manipulado.

Agora já só falta mais uma temporada que por certo deixará saudades.

Sem dúvida uma das melhores criações para TV.

sexta-feira, maio 15, 2009

25º Aniversário das Tartarugas Ninja

No início do mês de Maio existe um evento que é o "Free Comic Book Day". Penso que ocorre no primeiro Sábado deste mês, no entanto, há quem faça depois.
Como o próprio nome indica é um dia dedicado a dar comics. Uma forma de dar a conhecer várias histórias aliciando assim futuros compradores.
Este ano em jeito de comemoração um dos comics disponíveis era o número 1 das Tartarugas Ninja que comemoram este ano 25 anos de existência e por isso aproveito para dar os parabéns a Kevin Eastman e Peter Laird pelo seu trabalho que ainda hoje é recordado.
Fiquei com a ideia que será editado uma compilação com os primeiros 11 comics destas aventuras.
A capa é a que se encontra na imagem que foi inspirada na de "Ronin" de Frank Miller que juntamente com Jack Kirby é uma das maiores influências desta dupla de autores.

terça-feira, maio 12, 2009

Zachary Quinto em "Off Centre"

Até há pouco tempo Zachary Quinto não era um nome que associávamos ao Cinema, penso que "Star Trek" foi a sua primeira longa-metragem. É caso para dizer que Quinto entrou com o pé direito no mundo da 7º arte.
Porém o seu nome é já bem conhecido no mundo da televisão por causa de séries como "24" e mais recentemente "Heroes" onde criou o fantástico vilão Sylar. Uma das únicas coisas que ultimamente valem a pena na série.
Estou a escrever este post apenas porque me estava a recordar a primeira vez que vi Quinto na TV. Foi na série "Off Centre" que infelizmente foi cancelada na sua 2º temporada (mais uma injustiça). Curiosamente John Cho fazia parte do elenco principal (era o mítico Chau) que participa também em "Star Trek" interpretando o piloto Hikaru Sulu.

deixo então um vídeo que encontrei com as cenas do episódio em que Quinto participou:

segunda-feira, maio 11, 2009

Star Trek - Sabotage

Após ver o filme queria apenas dizer isto:




Espero escrever umas linhas sobre o filme algures esta semana.

domingo, maio 10, 2009

X-Men Origins: Wolverine

Antes de começar gostaria de salientar que não me considero um purista da BD e com esta afirmação pretendo dizer que não sou da opinião que uma adaptação cinematográfica de uma determinada BD deve ser idêntica à mesma, até considero que alguns filmes perderam com isso. Portanto nunca me incomodou que este Wolverine não tivesse 1,60m de altura ou fosse mais peludo. Sou daqueles que adorou ver o excelente trabalho de Hugh Jackman a encarnar um dos mais populares mutantes da Marvel. Dito isto não quer dizer que não dê comigo, por vezes, a discordar de algumas decisões, preferindo na minha opinião caminhos seguidos na BD, mas penso que (quase) sempre me consigo abstrair do livro ao ver o filme pois tratam-se de duas formas de arte distintas e que não devem ser comparadas lado a lado. Por isso quando digo que preferia que o Gambit tivesse sotaque francês, até porque mantiveram o nome dele como Remy LeBeau, não quero com isso referir-me à qualidade da obra que infelizmente é fraca, mas obviamente por outras razões.
Depois do sucesso que conquistou a trilogia "X-Men", este é o filme que pretende contar a origem de Logan, um dos membros mais activos e queridos nos filmes mencionados, ou melhor, este é o filme que pretende contar como Wolverine "recebeu" o seu esqueleto de Adamantium, pois a sua vida antes deste feito é muito pouco explorada contendo apenas uma breve sequência inicial sobre a sua infância que é retirada do livro "Origem" escrito por Paul Jenkins. A história de Jenkins é uma das mais belas sobre este personagem e aqui foi claramente subaproveitada, o que é verdadeiramente uma pena, mas como referi acima o objectivo deste filme nunca se prendeu com esta mas sim outra história e nesse sentido o início consegue em poucos segundos e de uma forma muito simples dar-nos uma breve ideia sobre de onde ele veio.
Feita a introdução ficamos a saber que Logan tem um irmão, Victor Creed e que ambos nasceram no séc. XIX (na minha opinião esta foi uma óptima decisão, pois em filme não havia tempo para complicar e uma ligação fraternal entre estes dois sempre me fez todo o sentido). Creed e Logan são dois mutantes muito similares que possuem exactamente os mesmos poderes variando apenas no tipo de garras. Uma vez que ambos contêm um factor de cura são capazes de sobreviver a terríficos ferimentos e envelhecem a uma velocidade extremamente reduzida, por isso não é de estranhar que durante os créditos iniciais nos mostrem ambos a combater na guerra civil Americana, na 1º e 2º guerra mundial (alguém andou à procura do Capitão América?) e na guerra do Vietname, uma vez que sobreviveram a todas. A grande diferença entre estes dois é que ao contrário de Logan que procura manter sempre o seu lado humano intacto, Creed abraçou com "unhas e dentes" o animal que há em si e por isso ao longo dos anos a distância entre os dois é cada vez mais notória e pouco a pouco os personagens vão-se afastando. Durante a guerra do Vietname são sentenciados à morte por fuzilamento, devido aos actos violentos de Creed que matou friamente um oficial superior ao este o impedir de violar uma jovem rapariga. O "problema" é que não importa a quantidade de cartuchos que despejem nestes dois pois no fim eles irão sempre levantar-se.
William Stryker é um oficial Americano que conhece muito bem o que os mutantes são capazes de fazer e considera que têm muita utilidade no mundo se forem devidamente controlados, isto é, controlados por ele. Stryker encontra-se a reunir uma equipa especial e quando tem conhecimento das capacidades extraordinárias destes dois irmãos não hesita em adicioná-los à sua equipa que conta já com Wade Wilson (Deadpool), John Wraith, David North (Agent Zero, que também já foi conhecido por Maverick na BD), Frederick J. Dukes (Blob) e Bradley (Bolt).
Com o tempo Logan vai cada vez mais abominando as actividades assassinas desta equipa e por isso decide afastar-se. Já Creed tem aqui a sua profissão de sonho, ou seja, a possibilidade de viver constantemente numa carnificina.
Passado seis anos vemos Logan a viver nas montanhas do Canadá com Kayla Silverfox e a trabalhar como lenhador. É um homem apaixonado a viver uma vida simples e pacífica. Mas Stryker e Creed ainda não se esqueceram dele. Stryker encontra-se de momento a fazer testes em vários mutantes e precisa de alguém com um factor de cura como o de Logan para testar uma das suas mais recentes ideias, a de cobrir o esqueleto humano com o metal adamantium, tornando essa pessoa virtualmente indestrutível. A vida pacífica de Logan tem assim os seus dias contados.
Não deixei de sentir uma certa pressa em colocar o adamantium em Logan, quase como se o personagem não fosse tão interessantes sem essa particularidade, o que é falso.
Uma vez que já todos conhecemos bem Hugh Jackman como Wolverine a grande surpresa do filme para mim foi sem dúvida Liev Schreiber que consegue criar um Creed soberbo nunca esquecendo o seu lado animalesco e sanguinário. É curioso que durante todo o filme nunca o apelidem de Sabretooth, talvez para não se fazer a ligação com o personagem de "X-Men" que utiliza o mesmo nome e que não foi devidamente explorado (provavelmente na altura ninguém pensava em fazer um filme sobre a vida de Wolverine), pelo menos espero eu que seja isso ao invés de os tornarem no mesmo personagem que seria a meu ver um erro crasso.
Por falar em nomes, reparei que começam o filme a chamar o Wolverine de James mas rapidamente ele fica conhecido por Logan sem darem qualquer tipo de explicação. Este facto fez-me pensar porque eu sei que o seu nome de baptismo é James Howlett e que ele o muda mais tarde para Logan, no entanto, quem não está familiarizado com esta história deve provavelmente assumir que o seu nome é simplesmente James Logan.
Se Brian Cox tinha interpretado um Stryker diabólico em "X2", Danny Huston em nada lhe fica atrás pegando no papel sempre com um grande nível de qualidade.
Infelizmente o filme não consegue acompanhar a qualidade dos actores acima mencionados e esta história maioritariamente sobre a procura de vingança de Wolverine torna-se, com muita pena minha, em algo enfadonho e com pouca profundidade. Onde está o humor e a imaginação característicos de "X-Men" e "X2"? Provavelmente foram-se embora com Bryan Singer.
Taylor Kitsch não deslumbre, mas cumpre no seu papel de Gambit, um dos mutantes mais pedidos para aparecer no Cinema e que ainda não o tinha feito. Visto surgir nesta linha temporal dificilmente fará parte dos X-Men no Cinema, mas como aparentemente teremos sequelas de "Wolverine" acredito que ainda podemos esperar mais deste personagem.
Penso que não é surpresa para ninguém que Wolverine perde a memória, facto bem conhecido na trilogia "X-Men". Na BD são-lhe colocados implantes de memória durante a operação cirúrgica em que recebe o adamantium. Neste filme tal não seria possível uma vez que precisavam do personagem tanto com o metal como com a sua memória intacta e por isso uma nova forma de lhe eliminar as recordações era necessária. Estando num Universo onde existem telepatas não deixo de sentir que a opção tomada para esta acção foi bem parvinha.


SPOILERS

Não queria terminar sem comentar as partes que me deixaram mais triste neste filme, mas para isso tenho de avisar que o que estou prestes a dizer contém spoilers.
Novamente sobre a perda de memória que basicamente consistiu em atirar uma bala de adamantium à testa de Wolverine. Eu sei que uma forte pancada pode causar amnésia, se a pode causar em alguém com um factor de cura já é questionável, agora pior é assumir que essa pancada irá a 100% fazê-lo. Andou Stryker a praticar este acto antes de o usar em Wolverine? Não me parece. Não era muito mais credível ter um telepata a limpar-lhe a mona? O próprio filho do Stryker (que aparece no filme) poderia fazê-lo.
E o que dizer do vilão final? Que horror! E não digo isto por preferir de longe o Deadpool da BD. O personagem foi completamente reformulado para o filme e isso não me traria quaisquer problemas se tivesse sido bem feito. Agora o personagem não transmite carisma nenhum e pior se lhe saem duas lâminas enormes dos braços como é que ele consegue dobrar os cotovelos quando elas estão retraídas? Mas pronto isto já sou eu a ser chato.

sábado, maio 09, 2009

Watchmen

Foi com muito gosto que vi "Watchmen" em destaque na edição de Maio da Rua de Baixo. Em primeiro lugar porque se trata de uma das minhas obras predilectas e em segundo porque fui eu quem escreveu o texto (onde aproveito para falar tanto do livro como do filme).
Quem segue este blog não encontrará nada referente ao livro que eu não tenha já mencionado aqui, no entanto, como tinha prometido escrever umas linhas sobre o filme aproveito para remeter-vos para lá onde poderão ler a minha opinião.
Para lerem é só clicar na imagem.

sexta-feira, maio 08, 2009

V Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja

O Festival de Beja está de regresso e irá decorrer entre 30 de Maio e 14 de Junho.
Como não podíamos deixar passar este evento, que é já um dos melhores em Portugal no que toca a Banda desenhada, a Rua de Baixo na minha pessoa teve o prazer de estar à conversa com o seu director, Paulo Monteiro.
A todos os interessados a entrevista já se encontra disponível na edição de Maio e pode ser vista aqui.

Vou aproveitar também para colocar no blog algumas informações que o Paulo me facultou sobre o festival, nomeadamente o programa (até agora) e imagens de alguns dos convidados:

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

Alex Gozblau

Alberto Vázquez (Espanha)

Carlos Rocha

Craig Thompson (Estados Unidos da América)

Denis Deprez (Bélgica)

Fernando Gonsales (Brasil)

Gary Erskine (Escócia)

Hugo Teixeira

João Maio Pinto

Lorenzo Mattotti (Itália)

Marco Mendes

Pedro Burgos

Richard Câmara

Rui Cardoso


EXPOSIÇÕES COLECTIVAS

All-Girlz
Com Ana Biscaia, Ana Freitas, Andreia Rechena, Carla Pott, Cláudia Dias, Inês Casais, Joana Pereira, Joana Sobrinho, Kati Zambito, Marta Monteiro, Rosa Baptista, Sara Franco, Sara Mena Gomes, Sofia Verdon e Sónia Oliveira

All-Girlz Banzai
Com Joana Lafuente e Selma Pimentel

Atelier de Serigrafia Mike goes West
Com Alberto Corradi, Aleksandar Zograf, André Lemos, Filipe Abranches, Gianluca Costantini, João Maio Pinto, José Feitor, Luís Henriques, Marco Mendes, Max, Miguel Carneiro e Mike Diana

Luminus Box
Com Catarina Guerreiro, Tânia Guita e Telma Guita

Venham + 5
Com Agonia Sampaio, Carlos Apolo Martins, Carlos Bruno, Diego Blanko, Inês Freitas, João Lam, Kike Benlloch, Lobato, Luís Guerreiro, Maria João Careto, Paulo Monteiro, Pedro Brito, Pedro Ganchinho, Pedro Rocha Nogueira, Susa Monteiro, Véte e Zé Pedro

Voyager
Com Diogo Campos, Diogo Carvalho, Luís Belerique, Luís Maiorgas, Nelson Nunes, Phermad, Ricardo Reis e Rui Ramos


Organização: Câmara Municipal de Beja – Bedeteca de Beja Parceria: Museu Regional de Beja / Associação para a Defesa do Património Cultural da Região de Beja.


























Alberto Vázquez



























Alex Gozblau




Craig Thompson



























Denis Deprez















Fernando Gonsales





Gary Erskine




























João Maio Pinto



























Lorenzo Mattotti




Marco Mendes



























Pedro Burgos




























Rui Cardoso



A todos os que puderem apareçam por lá, vale sempre a pena visitar Beja, principalmente quando está a decorrer um festival de tão grande qualidade e que se tem vindo a superar todos os anos.

segunda-feira, maio 04, 2009

Workshop ETICnology


A todos os interessados vai haver um workshop de Banda Desenhada nos dias 11 e 12 de Maio sob a tutela de João Mascarenhas, organizado pela ETIC (Escola Técnica de Imagem e Comunicação) e pela editora "Qual Albatroz".

Para mais informações consultar aqui ou no blog do João Mascarenhas.
O preço é de 10€ e dá direito ao livro "A Essência" do Menino Triste.

domingo, maio 03, 2009

Prémios do 6º Festival Black & White

Nestes últimos tempos o blog não tem estado nos seus melhores momentos e novamente volto a colocar algumas notícias com atraso.

No entanto não queria deixar de fazer uma breve referência aos prémios deste festival que podem ser visualizados na página oficial.

Apenas tive a oportunidade de ir ao último dia do festival onde pude observar 10 dos vídeos que entravam na competição. Nenhum deles foi premiado, porém deixo aqui um dos meus favoritos desses 10 o "Karuzele Skutery Rodeo" de Karolina Glusiec, um vídeo de animação bem engraçado que se trata de um videoclip para uma canção de Lenny Valentino.



Pude também visualizar a competição de fotografia. Nesta área o júri decidiu não dar nenhum prémio em especifico existindo apenas uma menção honrosa para a obra fotográfica "Sinto que estou a ser observado" de Alexandre Rola.
De todas as peças a única premiada foi também uma das minhas predilectas juntamente com "Retrato de Minha Mãe" de C. Mariana Baldaia.

De resto quero dar os meus parabéns à organização e para o ano espero que nos encontremos novamente.

domingo, abril 26, 2009

70 anos de The Dark Knight

Não tivesse passado pelo Notas Bedéfilas e tinha-me mesmo esquecido de salientar o 70º aniversário do Homem Morcego que viu pela primeira vez a luz do dia em 18 de Abril de 1939 no número 27 da BD "Detective Comics" (ver imagem).

Muitos Parabéns a Bob Kane e Bill Finger por terem criado este magnífico personagem que ainda hoje nos continua a deslumbrar. E volto a salientar o trabalho de Bill finger que não sei bem porquê foi completamente esquecido e raramente mencionado quando se fala de Batman.

quarta-feira, abril 22, 2009

Mundo Cão - Ordena que te ame


Eles estão de volta. Eu gostei bastante do primeiro álbum, tenho de ver se ouço este.

segunda-feira, abril 20, 2009

Passatempo Black & White - Vencedores


Os vencedores do passatempo "Black & White" são:


- Sara Ferraz de Lima Ferreira

- Ana Luísa de Matos Moreira

- Magda Sofia Lourenço Fernandes

- Maria Antónia Ferreira de Magalhães

- Patricia Alexandra Gonçalves

Os convites valem para a sessão que preferirem e deverão ser levantados na entrada do festival mediante a apresentação do bilhete de identidade.
A organização do festival deverá entrar em contacto, brevemente, com os vencedores.

Obrigado a todos os que participaram e espero que tenham um óptimo festival.

sábado, abril 18, 2009

Desafio: Óscares

Fui desafiado pela Anita em escolher um ano dos Óscares e dar a minha opinião em relação aos vencedores nas categorias de melhor filme, realizador e actores principais.
Como ligo a estes prémios há pouco tempo as escolhas recaíram obviamente num ano recente, mais especificamente a 78º edição que decorreu em 2006.

Começando pelo melhor filme o vencedor foi "Crash" de Paul Haggis que é na minha opinião um belo filme. Os restantes nomeados eram "Brokeback Mountain", "Capote", "Munich" e "Good Night, and Good Luck". A questão que eu coloco é: onde está o poético "The New World"? que apenas recebeu uma nomeação. Esta pérola de Terrence Malick devia não só ter sido nomeado como levado a estatueta para casa.

Em relação ao melhor realizador daria o Óscar a Terrence Mallick novamente pelo seu trabalho notável em "The New World". O vencedor foi Ang Lee por "Brokeback Mountain" um excelente trabalho também, sem qualquer dúvida pois é também um filme do qual gosto bastante.

Sobre o melhor actor masculino temos um daqueles casos "venha o diabo e escolha". A competição era dura e ainda nem sequer vi o trabalho de Joaquin Phoenix em "Walk the Line". O vencedor foi Phillip Seymor Hoffman por "Capote" um justíssimo vencedor e aqui nada tenho a apontar, apenas digo que o prémio não ia mal entregue ao Ennis del Mar de Heath Ledger mas jamais em tempo algum direi que a vitória de Hoffman foi injusta. Foi talvez como o caso Penn e Rourke este ano provavelmente (uso esta palavra porque ainda não vi "Milk") ambos o mereciam.

Por fim melhor actriz principal. A vencedora foi Reese Witherspoon em "Walk the Line". Aqui não posso comentar rigorosamente em nada pois não vi nenhum dos filmes nomeados. No entanto Felicity Huffman parecia estar muito bem em "Transamerica". Mas acredito que o prémio tenha sido bem entregue.

sexta-feira, abril 17, 2009

Jesus, The Misunderstood Ft/ Siddharta, The Underrated ao vivo.

Ok a segunda parte é mentira, mas para quem quiser ver os Jesus, The Misunderstood ao vivo, fica o aviso de que o concerto será amanha pelas 19 horas no espaço Evoé.
Os bilhetes se não estou em erro são 4 euros.
Como já tinha falado aqui, os Jesus dão valentes concertos por isso a todos os que estiverem perto da zona de Lisboa e possam, dêem lá um saltito que dificilmente se arrependerão.
A foto que eu roubei do Myspace é da autoria de Vera Marmelo.

Nine Inch Nails em Paredes de Coura

Depois da confirmação de Franz Ferdinand e Supergrass chega a vez da banda de Trent Reznor.
Pensava eu que ia demorar anos até estes senhores regressarem. Ainda bem que estava errado.
O festival vai decorrer entre 29 de Julho e 1 de Agosto e os bilhetes custam entre 40 e 70 euros.
Não sei se vou poder lá dar um salto mas se tem Nine Inch Nails vai valer de certeza a pena.

Black & White - TV Spot

Apesar de esta informação chegar um pouco atrasada não podia deixar de a salientar. estou a falar do TV Spot do festival Black & White que se encontra já disponível.
Vale a pena dar-lhe uma espreitadela.


B&W 09 - TV Promo from eartes on Vimeo.

Infelizmente a distância impossibilitou-me de comparecer à conferência de impressa que ocorreu na passada quarta-feira, mas para quem tiver curiosidade passem pelo blog do Fifeco que esteve presente.

sexta-feira, abril 10, 2009

Black & White - Passatempo


O 6º Festival Audiovisual "Black & White" tem a estreia marcada já para o próximo dia 22 de Abril decorrendo até 25 do mesmo mês. O Alternative-Prison em colaboração com o festival tem 5 convites duplos para vos oferecer para qualquer sessão do vosso agrado. É de salientar que o convite dará também acesso às noites Black & White onde decorrerão diversos concertos de música.

A todos os interessados em vencer um convite apenas têm de responder à questão que se encontra abaixo enviando o vosso nome completo e o número de bilhete de identidade para jgabrielam@hotmail.com.
O passatempo decorrerá até dia 19 de Abril.


1 - Em que Universidade se realiza o 6º Festival Audiovisual Black & White?"

sábado, abril 04, 2009

Festival Black & White - Trailer

Com a chegada do festival a estar cada vez mais próxima, encontra-se já disponível o trailer de apresentação.
Volto a relembrar que o festival decorre entre 22 e 25 de Abril.

quarta-feira, abril 01, 2009

MONSTRA Sexta-Feira 13

Sita Sings The Blues

“Sita Sings The Blues” era para mim um dos filmes que mais ansiava ver na programação da MONSTRA, e na passada Sexta-feira, 13 de Março a oportunidade finalmente chegou.
Esta obra de animação é da autoria da realizadora Americana Nina Paley e trata-se de um filme sem qualquer propósito comercial onde a própria realizadora pede para todos nós o vermos e distribuirmos. Por isso a todos os interessados o filme encontra-se disponível para download na página oficial que se encontra disponível na zona dos links externos deste artigo.
O filme conta-nos a história Hindu, “Ramayana”, que aborda a vida de Rama e Sita. Primogénito de Dasaratha, Rei de Kosala, Rama sería, por lei, o próximo da sua linhagem a subir ao trono, no entanto Kaikeyi, a terceira e mais nova mulher do Rei, decide cobrar uma antiga promessa que o marido lhe havia feito, pedindo assim o exílio de Rama. Obrigado a abandonar o castelo é acompanhado pela sua mulher Sita cujo amor por ele é maior do que a própria vida. O filme acaba assim por se centrar maioritariamente na personagem de Sita e na sua luta pela igualdade.
A narrativa ao longo do tempo vai mudando de tom, podendo ser dividida em três partes, cada uma característica por um estilo de animação distinto que permitem identificar facilmente em que qual dos ambientes nos encontramos. Por um lado temos os momentos em que a história é narrada por três divertidos shadow puppets indianos que proporcionam algumas das melhores gargalhadas no filme ao misturarem os relatos da lenda com as suas opiniões pessoais e é filmada utilizando animação fotográfica. Os segmentos que contam a história de uma forma mais tradicional utilizam pinturas que se assemelham ao estilo tradicional indiano Rajput. Por fim, e não fosse o título do filme “Sita Sings The Blues”, temos a parte musical onde Sita canta canções da artista jazz Annette Hanshaw. Este segmento baseia-se num estilo de animação gráfico que utiliza figuras geométricas para construir as imagens.
Paradoxalmente à história principal existe um segmento autobiográfico que conta a história de um casal que vive em São Francisco mas que se começa a distanciar quando o marido aceita uma proposta para ir trabalhar para a Índia. Esta parte é caracterizada também por ter um estilo distinto de animação, neste caso a técnica utilizada é a Squigglevision onde as formas são criadas de forma a tremerem e ondularem.
Como podem perceber “Sita Sing The Blues” é uma verdadeira amálgama de estilos e géneros que resulta num filme lindíssimo e bem-humorado. Infelizmente a realizadora Nina Paley teve de cancelar a sua visita ao festival mas no seu lugar esteve o muito simpático Nik Phelps um dos compositores da banda sonora que amavelmente se disponibilizou para conversar sobre o filme com todos os interessados.
No que toca à competição da MONSTRA acabou por levar para casa o prémio especial do júri.



Cabaret Voltaire: Lauro Palma

Em jeito de comemoração dos 90 anos do dadaísmo, que nasce precisamente em Zurich na Suíça (País convidado), a MONSTRA organizou para esta edição dois espectáculos dentro do espírito do Cabaret Voltaire que foi na altura um dos grandes impulsionadores deste movimento cultural.
A banda convidada para esta noite foram os Lauro Palma que a seguir à visualização de “Sita Sing The Blues” concluíram mais um dia do festival.
O concerto teve início com uma das canções mais viciantes do grupo “Cá se fazem cá se pagam” e apesar de terem “entrado a matar” confesso que preferia tê-la ouvido no final mesmo antes de ir para casa.
Sintetizadores e letras parodistas sobre os mais variados temas, desde uma “famel no Paris Dakar” ou “uma mosca sem valor que pousa com a mesma alegria na careca de um doutor como em qualquer porcaria” são a grande imagem de marca dos Lauro Palma que conseguiram acima de tudo entreter e divertir o público.
Uma das ideias originais do director Fernando Galrito para estes momentos musicais consistia em que estes incluíssem também uma estética de imagem ligada idealmente ao cinema de animação Suíço ou ao realizado pelos estudantes para a competição. Apesar de a intenção original não ter acontecido, de certeza que foram poucos aqueles que não saíram muito satisfeitos depois de terem assistido a este divertidíssimo momento musical que fará garantidamente furor em qualquer arraial académico.

Texto publicado nas reportagens da edição de Março da Rua de Baixo.