quarta-feira, junho 24, 2015

Podcast TVDependente


O Podcast TVDepentente, que já vai na sua 69º edição, regressou ao blog, com uma nova equipa, da qual, a partir de agora, farei parte regular, juntamente com o Rafael Santos, o Pedro Andrade e o Vítor Rodrigues.

A nova edição "For The Watch" já se encontra disponível e versa sobre a temporada passada de "Game of Thrones". Como já antecipávamos que isto ia dar pano para mangas, o podcast foi inteiramente dedicado à série.

Para ouvirem apareçam aqui.

terça-feira, junho 23, 2015

Crónic4s: TV Gourmet


Nesta nova rubrica do TVDependente tentei fazer justiça às séries, que tantas vezes são menosprezadas em comparação com filmes, quando se tratam, na sua base, de um produto diferente.

Existem séries de excelência, acreditem, não são mesmo um mito. E comparações entre Cinema e TV, podem e devem ser feitas, mas de um ponto de vista que tenha interesse em fazê-las.

Podem ler a crónica aqui.

sábado, junho 20, 2015

OhZona no blog Ler BD


No ano passado falei aqui da "OhZona" uma BD na qual participei com o meu argumento "Noite do Diabo".

Saiu agora no blog do crítico Pedro Moura um texto referente à mesma, que gostava de partilhar. Para o consultar cliquem aqui.

sexta-feira, junho 19, 2015

Paradise Lost - Beneath Broken Earth


Os Paradise Lost estão de volta, com uma sonoridade que evoca tempos passados. Independentemente disso o que importa frisar é que "Beneath Broken Earth" é um grande e viciante single que promete um álbum à altura.

segunda-feira, junho 15, 2015

Lançamento QCDI 3000


Esta quinta-feira, dia 18, a partir das 22h irá decorrer o lançamento do QCDI #3000, o primeiro livro de BD a ser lançado no espaço Damas (Graça, Lx).

Este volume trata-se do terceiro duma  série de livros de BD cujo objectivo é dar a conhecer o trabalho de uma nova geração de autores nacionais. Neste terceiro tomo a Associação Chili Com Carne uniu forças (ou vendeu a alma) ao Clube do Inferno


Como o livro já fez o circuito do Festival de Beja, já conto com um exemplar há um par de semanas. Por isso já posso com, conhecimento de facto, aconselhar a sua leitura. Não só para conhecer o que alguns dos novos autores têm para oferecer, mas porque é francamente bom e coloca questões pertinentes, bem como o dedo em algumas feridas.

Deixo-vos a capa e alguma informação tirada do blog da Chili sobre o evento.





André Pereira, Astromanta, Hetamoé e Mao são os quatro autores deste número sub-intitulado Fear of a Capitalist Planet com quatro histórias que operam em diferentes matizes, entre o fantástico, o político e o onírico. Dragões, polícias e pizzas deformadas fazem parte da iconografia deste projecto que continua a ideia do Clube do Inferno de que vivemos depois da catástrofe. O colectivo coloca-se de fora, no futuro, na realidade paralela, para obter tangentes que se querem alienígenas mas não alienantes.


Filipe Felizardo foi o músico convidado para criar o ambiente apropriado para as narrativas pós-apocalípticas que o QCDI #3000 nos oferece. Guitarrista de música exploratória tem discos pelas muito recomendáveis editoras Shhpuma, Wasser Bassin e Three:Four (da Suiça). Espera-se pura aridez amplificada! 


Por fim unDJ MMMNNNRRRG conclue uma noite com Tangos finlandeses, Drones e Hip Hop, que são as músicas favoritas do Grande Cabrão.

sábado, junho 13, 2015

Mad Max: Fury Road

FINALMENTE!

Depois de me dedicar a ver/rever a trilogia original, consegui finalmente ir ver a nova incursão de George Miller neste universo.

O espírito continua todo lá, só que desta vez com os recursos de topo do cinema actual. Uma verdadeira lição de cinema de acção e uma das viagens mais alucinantes a que assisti na sala.

Dizem que ainda há Star Wars no final do ano, mas vai ter de comer muito arroz e feijão, se quiser superar este "Fury Road", que é já um dos filmes do ano.

terça-feira, junho 09, 2015

Malmö Kebab Party


O quarto volume da colecção LowCCCost já se encontra disponível. Falei dele aqui no "Deus me Livro".

quarta-feira, maio 27, 2015

XI Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja


Mais um ano, mais um festival de BD em Beja a ter início já neste fim-de-semana, prolongando-se até 14 de Junho.

Quem já lá foi pelo menos uma vez, já se apaixonou pelo festival, por isso garanto que é um evento contagiante. Este ano é de salientar a produtividade do argumentista André Oliveira que irá apresentar os seus mais recentes projectos a ver a luz do dia. Da minha parte continuarei a ser o moderador do "Living Will" cujo quarto número será oficialmente lançado no festival. A nível internacional tenho de destacar Yslaire, o autor de "Sambre".

Para consultarem a programação e qualquer tipo de informação relacionada com o festival, cliquem aqui.

sábado, maio 23, 2015

Man Seeking Woman

 

Que grande comédia esta de Simon Rich. "Man Seeking Woman" utiliza elementos de fantasia para abordar os situações do dia-a-dia. À primeira vista pode parecer tudo parvo, mas, de verdade que não é. Os elementos usados podem ser fantasiosos, mas são escolhidos a dedo para espelhar uma determinada realidade. No fundo estamos perante uma série que usa metáforas como se não houvesse amanhã, felizmente usa-as muito bem.

O final, digno de um qualquer épico futurista distopiano de ficção científica, encerra com a grande lição sobre um relacionamento a dois. Perfeito.

segunda-feira, maio 18, 2015

Os Livros que Devoraram o Meu Pai


O primeiro contacto com Afonso Cruz, veio através do livro infantil "Os Pássaros", que contém uma série de versos acompanhados de ilustrações feitas pelo próprio (o senhor é realmente multifacetado).

Mesmo sem este livro, o nome de Afonso Cruz já cresceu tanto que conhecer as suas palavras era obrigatório. "Os Livros que Devoraram o Meu Pai" foi amor à primeira leitura, Afonso Cruz tem uma prosa cuidada e que mostra uma forte identidade. É a sua voz de autor e a de mais nenhum.

A ideia é divertidíssima e faz-nos viajar por várias histórias, das quais sou grande fã. Através desse manto de diversão Cruz vai contando uma história séria e até sombria. Com muita brincadeira nos engana, ou melhor, nos apanha despercebidos. Fantástico.

quinta-feira, maio 14, 2015

Penny Dreadful - 2º temporada



Penny Dreadful regressa e com a série os meus textos no TVDependente.

domingo, abril 26, 2015

sexta-feira, abril 17, 2015

Daredevil (Netflix)

A nova aposta da Netflix é sobre o herói Daredevil. Falei do piloto no TVDependente.

sexta-feira, abril 10, 2015

Comprimidos Azuis


No "Deus Me Livro", destacamos "Comprimidos Azuis", editado pela Devir. Podem ler mais aqui.

quarta-feira, março 25, 2015

Doctor Who - Temporada 8



Mais uma análise a uma temporada do Doctor. Desta vez no TVDependente.

terça-feira, março 24, 2015

Herberto Helder (1930-2015)

Ainda há poucos meses destacava o último livro de Heberto Helder, quando hoje de manhã me deparo com a notícia da sua morte. Trata-se de um dos mais recentes autores a quem me tenho dedicado descobrir e, apesar de não ser um grande conhecedor, não podia deixar de fazer uma homenagem a este grande poeta.

O facto de ter editado no final do ano passado um livro que reúne o seu corpo de poesia definitivo (segundo o próprio), não deixa de assumir uma certa simbologia,  como se se tratasse de um presságio por parte do próprio autor que aproveita para "arrumar a sua casa" antes de partir.

Porque a melhor maneira de recordar Herberto Helder, é lendo-o, deixo em seguida as seguintes palavras aqui publicadas:

"Triptico

I

Transforma-se o amador na coisa amada com seu
feroz sorriso, os dentes,
as mãos que relampejam no escuro. Traz ruído
e silêncio. Traz o barulho das ondas frias
e das ardentes pedras que tem dentro de si
 E cobre esse ruído rudimentar com o assombrado
silêncio da sua última vida.
O amador transforma-se de instante para instante,
e sente-se o espírito imortal do amor
criando a carne em extremas atmosferas, acima
de todas as coisas mortas. 

Transforma-se o amador. Corre pelas formas dentro.
E a coisa amada é uma baía estanque.
É o espaço de um castiçal,
a coluna vertebral e o espírito
das mulheres sentadas.
Transforma-se em noite extintora.
Porque o amador é tudo, e a coisa amada
é uma cortina
onde o vento do amador bate no alto da janela
aberta. O amador entra
por todas as janelas abertas. Ele bate, bate, bate.

O amador é um martelo que esmaga.
Que transforma a coisa amada. 

Ele entra pelos ouvidos, e depois a mulher
que escuta
fica com aquele grito para sempre na cabeça
a arder como o primeiro dia do verão. Ela ouve
e vai-se transformando, enquanto dorme, naquele grito
do amador.
Depois acorda, e vai, e dá-se ao amador,
dá-lhe o grito dele.
E o amador e a coisa amada são um único grito
anterior de amor. 

E gritam e batem. Ele bate-lhe com o seu espírito
de amador. E ela é batida, e bate-lhe
com o seu espírito de amada.
Então o mundo transforma-se neste ruído áspero
do amor. Enquanto em cima
o silêncio do amador e da amada alimentam
o imprevisto silêncio do mundo
                                                     e do amor."

Herberto Helder

terça-feira, março 10, 2015

O Espelho de Mogli


"O Espelho de Mogli", editado no ano passado pela MMMNNNRRRG, trata-se de uma das peças de BD mais notáveis a chegar ao nosso mercado nos últimos anos. O livro de  Arsène Schrauwen, consegue cativar-nos pelo seu conteúdo, pela sua sensibilidade gráfica e até pelo objecto em si (o formato é o de uma espécie de jornal). Estamos a falar de uma peça que tem tudo para se tornar de culto.

A ideia pode ter nascido do livro de Kipling, quando o autor pegou no conceito do menino criado na selva, mas rapidamente seguiu o seu próprio curso e um muito diferente do explorado em o "Livro da Selva". Em "O Espelho de Mogli" seguimos o protagonista na procura de companhia, um exercício que acaba por se provar infrutífero, porque por mais que a selva seja uma casa para Mogli, este continua a ser um estrangeiro no meio dos seus habitantes.  Arsène Schrauwen, sem nunca recorrer ao uso de uma palavra, traz-nos assim uma excelente reflexão sobre a identidade do Homem e a fronteira que se ergue entre ele e o animal.  Uma viagem de reflexos e reflexões, para o Homem que procura conhecer-se melhor. Tudo isto sempre pautado por emoções diversas, pois Schrauwen é um mestre a compôr este trabalho, conseguindo colocar-nos a rir de Mogli com a mesma facilidade e à vontade que nos faz sentir a sua dor e desespero.

Em relação a esta edição, difere da original no tamanho - é maior, com 25 x 30 cm - e na cor, previligiando o uso do laranja e azul, numa composição muito terrena, de um livro que, por vezes, tem um sabor bastante onírico.

Foi um livro que acabou por surgir numa altura em que não estava a escrever sobre nada. Mas pelo impacto que teve em mim e por considerá-lo, provavelmente, o lançamento mais relevante de 2014, não podia deixar passá-lo despercebido aqui no blog. Estou a falar de lançamentos de material novo, pois 2014 teve a edição de MAUS e da Mafalda que serão sempre peças fundamentais deste universo que é a BD.


terça-feira, março 03, 2015

Beladona


"Beladona" é o novo trabalho de terror de Ana Recalde e Denis Bello na BD. Editado pela AVEC, trata-se de mais um livro que nos chega do Brasil. Chega, salvo seja, "Beladona" pode não precisar de tradução, mas a sua compra terá de ser feita por correio, uma vez que dificilmente se encontrará nas nossas lojas. Por isso vale a pena espreitar o site da editora.

Falei sobre ele no "Deus me Livro".


segunda-feira, março 02, 2015

O Estrangeiro


Camus parece ter agrupado o seu trabalho em três grandes ciclos temáticos, o do absurdo, o da medida e o da rebelião. Quando li "A Peste" mencionei que apesar deste pertencer ao da rebelião, lhe reconhecia traços do absurdismo, corrente filosófica que comecei a conhecer na altura e que me interessava em particular por me identificar em vários aspectos com a mesma.

Agora, após ler "O Estrangeiro", posso dizer que este sim é o verdadeiro tratado ao absurdismo em forma de livro ficcional. Toda a construção da história evoca o pensamento absurdista, inclusivé a forma como está escrito em termos narrativos. Camus afasta-se da poesia literária (mas não sempre) e torna-se - a partir do seu protagonista - num observador prático, recorrendo a frases curtas e simples para descrever a acção. Toda esta atenção na construção deste "Estrangeiro" tornam o livro de Camus, numa peça literária de enorme valor.

Muito sucintamente, esta é a história de Meursault, um argeliano, que por não seguir as normas da sua sociedade, se torna um estrangeiro na sua própria cidade (no mundo). Um estrangeiro, precisamente, por ser diferente, acaba por não pertencer e, por isso mesmo, o seu comportamento é mais depressa julgado e condenado. Como podem ver, o título nada tem a ver com nacionalidades ou etnias, aliás, todos nós, em determinados momentos da noosa vida já fomos ou somos estrangeiros.

A edição da "Livros do Brasil" traz uma soberba introdução de Sartre, a qual ainda enriquece mais a leitura. Tudo o que poderia escrever aqui sobre "O Estrangeiro" Sartre disse-o melhor, por isso a sua leitura é muito recomendada. Caso tenham uma edição que não a contenha, vale a pena procurá-la.

Mais uma leitura obrigatório deste grande autor francês.