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terça-feira, setembro 25, 2012

Batman Earth One


"Earth One" é um novo título da DC Comics que tem por objectivo modernizar a origem de determinados personagens da editora. O primeiro a ter este tratamento foi, obviamente, o Superman escrito por  J. Michael Straczynski e desenhado por Shane Davis. Agora, depois do filho da luz, chegou a vez de contar a história do filho das trevas, por Geoff Johns (argumento) e Gary Frank (desenho).

Quando vi o nome de Geoff Johns associado a este título, o meu primeiro sentimento foi de desconfiança. Gosto bastante do trabalho dele e o que fez nos últimos anos com os Lanternas Verdes tem sido uma enorme diversão. Porém, sempre que ele escrevia a personagem do Batman... não resultava tão bem. Actualmente Johns é responsável pela JLA e até me parece melhor no que toca ao Batman, no entanto, foram as fortes críticas positivas a este "Earth One" que me aguçaram o apetite, os elogios são muitos e o livro saltou logo para prioritário nas minhas leituras.

Antes de continuar é necessário referir que "Earth One" é uma novela gráfica à parte da continuidade oficial. Uma vez que a DC fez um reboot ao seu universo pensei que estas iam ser as novas origens oficiais das personagens, mas estava completamente enganado, até porque além do Alfred ser fisicamente diferente, o final do livro também não deixa margem para dúvidas. Acaba por ser melhor assim, pessoalmente não queria que esta fosse a origem oficial de Batman, prefiro-a muito mais como uma variante, como uma de muitas possibilidades, um de muitos universos paralelos.

A espinha dorsal da história continua a ser a morte dos pais de Bruce Wayne, nem de outra forma poderia ser. Contudo as grandes diferenças fazem-se logo notar e são a nível das personagens, inclusive o próprio Bruce Wayne. Em miúdo é retratado como um pirralho irritante e goste-se ou não, a verdade é que não é de todo surpreendente que uma criança nascida neste seio fosse exactamente assim. Enquanto Batman temos uma visão mais "realista" da personagem, afinal de contas ele não é, na génese da palavra, um Super-Herói, e isso é um aspecto que tem particular atenção por parte dos autores, atente-se por exemplo que conseguimos ver-lhe os olhos ao invés da película branca característica deste tipo de máscaras. Além do mais, este é o início da sua carreira, então além dos perigos que um humano normal teria de enfrentar ainda temos de contar com a sua, tão evidente, inexperiência.

De todos, Alfred será porventura a personagem mais modificada. Nesta versão nunca foi mordomo dos Wayne e apenas surge na história para com a sua experiência ajudar a proteger o seu velho amigo, Thomas Wayne. Nesta versão Thomas está em plena campanha eleitoral por Gotham City e a sua popularidade aliada à vontade em "limpar" as ruas de Gotham, fizeram-no conquistar inimigos perigosos nomeadamente o actual Mayor (um velho conhecido nosso).

Há personagens que também começam de uma forma bastante diferente da qual os conhecemos, como Jim Gordon e Harvey Bullock, mas que com os acontecimentos encontram o seu respectivo lugar, aquele que nos é muito mais familiar. Nesta versão é também Alfred, aqui muito mais soldado (literalmente, pertenceu aos Royal Marines) que treina Bruce, já não temos a viagem à volta do mundo para conhecer a mente criminosa, uma pena.


Quanto aos desenhos, Gary Frank, não desilude. O retrato das personagens é muito detalhado, algo que se nota particularmente nas suas expressões faciais, e realista tal como a história pretende.

"Batman Earth One" é uma boa história, uma outra visão sobre a origem do Morcego, mas que esteve longe de me conquistar, principalmente quando já existe um "Year One" por Frank Miller e David Mazzucchelli. Continuo a sentir que Johns não entende tão bem a personagem, não como Miller, Morrison ou Snyder. Mas, em contrapartida, também parece que é propositado que este Batman seja tão diferente. Está previsto seguirem-se mais dois volumes onde a evolução de Batman será um aspecto em constante desenvolvimento.

Como disse, é uma boa história, porém, se querem ler sobre a origem do herói aconselho muito mais o já mencionado "Year One" e para aqueles que procuram histórias da actualidade desta personagem acho que o dinheiro é muito mais bem gasto no recente "The Court of Owls" de Scott Snyder e Grag Capullo, sobre o qual falarei muito brevemente.

quinta-feira, março 15, 2012

JLA: #1-6 (New 52)


Este foi o livro que mais me fez questionar os problemas relacionados com o reboot da DC Comics. Problemas porque a editora não fez um reboot total pelo que sei. Falo de Green Lantern e Batman por exemplo. Todos os títulos relacionados com o Green Lantern parecem estar no universo antigo, seguindo os eventos após "Blackest Night" e "Brightest Day". No caso do Batman também parece estar tudo igual excepto com Stephanie Brown e Barbara Gordon que agora voltou a andar mas sem nenhum tipo de explicação.

Tal como "Superman", "Wonder Woman" entre muitos outros, esta Justice League of America (JLA) faz parte do famoso reboot e é de todos os comics que li o único que começa mesmo do zero, ou seja, com a formação da equipa algo que muitos gostarão de ler. O que me faz pensar, terá este novo Hal Jordan a ridícula fraqueza à cor amarela como nos tempos antigos? Ainda não se sabe mas dúvido, uma das melhores coisas que fizeram quando criaram o Kyle Ryner foi verem-e livres disso. Porém, Geoff Johns até soube dar uma boa utilização a essa fraqueza, falo de Parallax e esta entidade mantém-se no universo do Green Lantern. Isto tudo para dizer que é estranho ter dois Hal Jordan's distintos, um na JLA e outro no título dos lanternas. E quando decidirem misturar histórias não complicará? Ou então serão abordados como universos paralelos, como me parece que vá ser o caso da JSA que terá as suas aventuras noutro universo tal como foi no passado antes da "Crisis on Infinite Earths", sim o multiverso está de volta. Dá-me a sensação que estamos perante dois universos DC actualmente, o do reboot e o antigo, fica a questão se os estão a pensar fundir num só ou não. Por exemplo, as histórias da série do Batman poderiam estar a decorrer num futuro em relação a estas e assim não alterando nada do Morcego ele pertenceria a este novo universo. O mesmo para o Lanterna, apesar de me parecer mais complicado e que resultará em pontas soltas e buracos no argumento.

É esperar para ver, porque há uma ligação clara entre este universo e o antigo, ou seja, há um plano maior nisto tudo que ainda não foi revelado. Prova disso é a introdução de uma misteriosa figura de capuz nos vários títulos e que está relacionada com os eventos de "Flashpoint" a última grande saga da DC antes do novo início. Será esta estranha personagem a causadora do reboot? No final de JLA assistimos a um encontro seu com o Phantom Stranger, resta-nos aguardar pelos próximos números para descobrirmos mais sobre isto.

A DC como é habitual, gosta de complicar e isso não me parece que atraia muito novos leitores, que é precisamente o objectivo. Claro que ligações entre as personagens e os universos aparte o que realmente interessa e faz a diferença é a qualidade dos comics em si. E nisso as coisas parecem estar a correr bem, tanto pelo que li, como pelo número de vendas. Já há muito tempo que a DC não destronava a Marvel. Gostava de saber em relação a esses valores é quantos são novos leitores.

Do que li o único que me desiludiu foi o já falado "Superman". Tanto este "JLA" como o "Detective Comics" são bons e o "Action Comics" e "Batman" muito bons. Este último então o melhor de todos e completamente indispensável para os fãs do Morcego.

Mas voltando à JLA que chamou logo a atenção por unir Geoff Johns e Jim Lee. O talento de Lee para desenhar super-heróis é bem conhecido e aplaudido. Já Johns é um dos homens do momento na DC Comics. O seu trabalho com o Green Lantern tem dado imensos frutos os quais serão a maior razão para não terem optado pelo dito reboot. Muito trabalhinho seria mandado às urtigas se o tivessem feito. Sim, porque a grande vantagem do que Johns fez não foi simplesmente alterar o passado da personagem quando lhe convinha, ele foi procurar espaço no passado para introduzir os conceitos que queria usar no presente.

Se Johns escreve um grande Lanterna, o mesmo não se pode dizer do seu Batman, sempre que surge nas suas histórias... Digamos que a maior vantagem de "Blackest Night" para Johns foi o Batman estar morto. E tratando-se da JLA ver o nome dele à frente do título foi um misto de contentamento com apreensão. Até porque já por si o Batman não é um "super" herói ao lado dos seus companheiros.

Como já referi, gostei desta primeira apresentação da Liga. Johns levou o seu tempo e apresentou as personagens uma a uma, sabendo dar tempo a cada uma, gostei disso ao invés de aparecerem todos no primeiro número como alguns defendiam. Há que saborear. Tirando um número em particular, penso que o 3º, aquele em que surge a Wonder Woman, são todos uma leitura divertida. Este que menciono perde-se em porrada não contando nada. Atenção, porrada desprovida de interesse e que não interessa nem ao menino Jesus.

Em relação ao Batman, não esteve mal. De uma forma geral todas as personagens foram ainda pouco aprofundadas, aquele mais explorado é o Cyborg porque é neste número que a personagem enquanto super-herói nasce, uma vez que todos os outros já enveredam o respectivo manto. Há um par de momentos com o Morcego bastante engraçados e gostei do facto de ele ser abordado como uma lenda urbana, tanto o Lanterna como o Flash ficaram surpresos ao descobrirem que ele existia e de queixo caído quando souberam que ele não tinha poderes.
Há apenas uma cena em que estranho uma decisão do Batman. Para entrar no seu círculo de confiança é muito complicado e não vejo aquilo acontecer, mas tempos desesperados pedem medidas desesperadas, talvez fosse necessário, no entanto, não me pareceu.

Hal Jordan e Flash mostram bem a forte amizade que os une. Jordan está bem longe do lutador que conhecemos, aqui acabou de receber o anel e ainda é muito principiante, desconcentrando-se com relativa facilidade. Ele que tem o potencial para ser dos super-heróis mais poderosos aqui ainda leva facilmente uma forte tareia do Homem de Aço. O Flash, Barry Allen, é dos meus predilectos nesta equipa, sempre foi e ainda bem que há coisas que não mudam. O seu sentido de humor está lá e claro a sua velocidade. A reacção do Super quando descobre que é mais lento que o Flash é um dos melhores momentos.

Por falar no Homem de Aço, de momento ele é o peso pesado da Liga, para já não há dúvidas. É retratado como sempre devia ser, ou seja, uma força da natureza a ter em consideração e respeito. Claro que para azar da equipa o primeiro vilão que enfrentam juntos é nada mais nada menos que um dos mais temíveis do universo DC Comics. Se quiserem saber quem cliquem aqui.

Tanto Diana como Arthur, não têm muito tempo de antena. O Aquaman tenta fazer uma entrada triunfante com o uso dos seus poderes, mas estes não têm o efeito pretendido, não em mim. Adorei no entanto quando ele explica que o seu fato é tradicional de Atlantis pois ele nunca escolheria o amarelo. A Wonder Woman além de se revelar como uma valente mulher de armas pouco ou nada dela sabemos mais. No entanto, ainda proporciona dois dos momentos mais engraçados juntamente com Hal Jordan.

Por fim o Cyborg. Não o conheço muito bem, tem uma história trágica e agora ao invés de se aliar aos Teen Titans vem brincar com os adultos. Não está mal o rapaz, mas continua-me a custar vê-lo lá em vez do Marciano. Pelo menos que o J'onn fundasse a Liga como sempre fez e depois sim trocavam-no pelo Cyborg. Bem falta vai fazer com os seus poderes telepáticos. Agora o único telepata é o Aquaman e bem a sua telepatia é mais para os peixes.

Os desenhos estão ao nível que Jim Lee nos habituou e para quem gosta certamente não ficará desiludido.

No final 7 heróis vêm-se juntos a unirem forças para proteger um bem maior, a vida de todos nós. Nenhum tinha intenções de formar um grupo ou qualquer tipo de parceria, mas as forças do destino assim os juntaram na mesma. Dêem as boas vindas aos "The Super Seven" (O Flash prometeu pensar num nome melhor mais tarde).