Neste post tinha referido quais os comics dos "Novos 52" que estava a seguir. A ideia de ter uma colecção contínua de algumas destas personagens clássicas era apelativa, mas com o preço actual dos comics é complicado, principalmente quando alguns destes não estavam a render em termos de histórias. Chegado ao número #20 tive de fazer umas alterações. Não acabei foi por poupar assim tanto porque mal cancelei uns substitui-os por outros. Aqui ficam umas muito breves apreciações.
Justice League
Falei dos primeiros seis números aqui. Após um início engraçado a JL continuou o seu precurso de consolidação enquanto "a" equipa de Super-Heróis da Terra. Como qualquer família começou a ter problemas e divergências internas o que levou à saída de Hal Jordan. Temos também uma aparição do Green Arrow que tenta em vão juntar-se à equipa e o início do romance entre Superman e Wonder Woman. Porém, chegaria o tempo em que a Liga necessitaria de começar a ramificar-se (ler "Justice League of America") e o Green Arrow acabaria por ser chamado. Por falar em ramificação parece que o Marciano está de regresso também, mas não no núcleo principal. Ainda assim recentemente fez uma aparição onde derrotou violentamente Despero, mostrando que quando o escrevem bem o Marciano é das criaturas mais temíveis do Universo DC. De uma forma geral o título entretém, mas sem grandes deslumbramentos. A saga do Trono de Atlantis prometia mas como era necessário comprar outors comics para a seguir, tornou isto numa chulice ainda maior. Dito isto é um título de momento dispensável, que ainda mantenho porque no fim tinha sempre algumas páginas sobre o Shazam (que me esqueci vergonhosamente de mencionar no meu texto sobre a JL). Já que estava a ler a nova origem do Shazam queria chegar até ao fim, algo que aconteceu no mês passado, onde a "JL #21" lhe foi dedicado.É um início diferente este de Billy Batson e não sendo um grande conhecedor da personagem sempre achei alguma graça ao vilão Black Adam. Como vem aí agora a saga "Trinity Wars" vou manter o título, mas penso que por pouco tempo, já me cheira a cancelamento. Em relação à equipa criativa Geoff Johns tem-se mantido constante no argumento, mas Jim Lee chegou a ser substituído a dada altura, por exemplo, por Ivan Reis, entre outro ou outros.
Veredicto final: ...em espera... a tender para o futuro cancelamento.
Superman
Deste falei aqui. Mantenho a opinião de que destes todos o "Superman" é dos títulos mais fracos senão mesmo o mais fraco. Mas nem tudo é mau, houve aqui boas ideias, como o foco que se deu à imprensa sensacionalista e "cor-de-rosa" da actualidade e como isso levou o Clark Kent a despedir-se do Daily Planet. Os tempos mudaram, o digital veio para ficar e isso passa bem no comic, mas não é suficiente para me fazer continuar a lê-lo, é pena porque é das poucas que mantém o antigo preço. Destes primeiros 20 números saliento a passagem de Helspont, uma personagem do universo Wildstorm que agora foi inserida no dos "Novos 52" e que já se afirmou como vilão do Super. O confronto entre estes dois promete regressar em peso e é algo que gostava de ver. De resto tivemos também mais uma saga que se espalha por outros comics, a saga de H'El com o título sugestivo de "H'El on Earth", aqui o melhor foi mesmo a visita de Superman e Superboy à prisão para ver Lex "the man" Luthor.
Dito isto já perceberam que foi um dos que levou com o machado. Este deve ser o título que masi vezes mudou de equipa criativa, o que também quer dizer qualquer coisa.
Veredicto final: Cancelado.
Action Comics
Deste grupo o "Action Comics" foi o meu segundo título predilecto e seria para continuar caso Grant Morrison não tivesse saído do leme. Adoro a forma como o Morrison escreve o Super/Clark e o Lex Luthor. Aquela cena em que Luthor ajuda o Superman porque se alguém o matará tem de ser ele, espelha muito bem a relação entre estes dois. De resto tivemos ainda uma passagem por Brainiac e na recta final visitas desses seres místicos da 5º dimensão cujos nomes são mesmo dificeis de pronunciar, mas há quem o consiga. Parece-me justo dizer que "Action Comics" começou melhor do que terminou, talvez porque Morrison teve de arrumar as malas à pressa e começar a desenvolver as histórias a outro ritmo. Ainda assim foi desta primeira leva de comics dos que valeu mais a pena, ele é um autor que gosta de mergulhar a fundo na mitologia dos heróis com resultados por vezes bem interessantes - apesar de já ter escrito um "Superman" muito mais emocionante (ver All-Star Superman). Já agora convém mencionar que Rags Morales saiu com Morrison do título. Os títulos seguintes já se mostraram imediatamente menos inspirados e por isso...
Veredicto: Cancelado.
Detective Comics
Tony S. Daniels assinalou um primeiro número que captou a atenção de todos quando nos deixou no último painel a face do Joker colada na parede. Um momento tenebroso e surpreendente, mas do qual Daniels nunca viria a colher os seus frutos. O enredo do Joker seria algo para ser usado no futuro, mas não seria por ele (e ainda bem), que seria afastado do título. Em termos de desenho foi fantástico, mas os argumentos eram medianos/fracos, parece-me que nesse campo ainda está a começar e acredito que venha a melhorar no futuro. Entram assim John Layman no argumento e Jason Fabok e Andy Clarke na arte, mas mesmo assim a dupla trouxe pouca vida a "Detective Comics". O arco do "Emperor Penguin" teve o seu interesse por vermos um novo vilão emergir, mas terminou abruptamente deixando um sabor amargo no final. Também houve momentos engraçados quando em "Batman" decorria "A Death of the Family", ou seja, para quem gosta de Batman estas histórias lêem-se sempre relativamente bem, mas não valem o tempo nem o dinheiro. Pelo especial #0 (que saiu um ano depois do #1) ainda tivemos a colaboração de Gregg Hurwitz no argumento com Tony S. Daniels, que juntos visitaram um episódio do treino de Bruce Wayne para se tornar no Batman. Seria interessante ver mais destes dois juntos, pois como já referi se Daniels não é um grande argumentista do Morcego é um grande desenhador. Já Hurwitz, apesar de não ter lido o seu "Dark Knight" li o seu "Penguin Pain e Prejudice" e aconselho. No #19 houve uma edição muito especial por corresponder à #900 caso os "Novos 52" nunca tivessem acontecido. Mas é uma edição demasiado cara para o que trouxe, pois o aumento das páginas não correspondeu a aumento de qualidade.
Veredícto: Cancelado
Batman
Suponho que um dos sinais indicativos de que uma série está a correr bem é quando a equipa criativa não muda. Scott Snyder (argumento) e Greg Cappullo (desenho) mantêm-se unidos desde o #1 e assim esperemos que continue por muito tempo. Depois do fantástico arco "The Court of Owls" seguiu-se a vez de "Death of The Family", o regresso do Joker. Afinal seriam Snyder e Capullo a desenvolver o conceito que Tony S. Daniels criou no Detective Comics #1. O regresso do palhaço do crime foi um como nunca antes o vimos, não só a sua face estava agora presa por molas na cara como regressa ainda mais tenebroso, até Harley Quinn treme na sua presença. Podemos dizer que para o Joker algo está podre no reino de Gotham City e ele como o fiél Bobo do Rei Batman precisa mostrar-lhe o quanto este se perdeu na sua demandada. No final o título ganha todo o sentido, isto não é uma história sobre a morte de um familiar mas antes sobre a morte da familia. Ficou a sensação de que os autores poderiam ter ido mais longe, mas provavelmente não os deixariam mesmo se quisessem. Ainda asism temos aqui grandes diálogos uma excelente exploração da relação Batman/Joker e uma arte fantástica de Capullo que cada vez mais se tem consolidado como mais um dos grandes desenhadores do universo Batman. O único ponto negativo a apontar a esta dupla, são as curtas histórias que existem enquanto eles não enveredam por um novo arco mais longo e desenvolvido. Agora após o desaparecimento de Joker, Snyder e Capullo irão mergulhar na origem do Morcego, que dos principais nos "Novos 52" deve ser o único cuja origem ainda não foi revelada. O "Earth One" é uma visão alternativa e não conta (ainda bem). O #0 já tinha sido uma espécie de aperitivo avisando que este seria um caminho a seguir no futuro, futuro esse que nos chega finalmente em Batman #21 e que conta com o nome: "Zero Year". Ainda só com um número é dificil comentar, Snyder gosta de contar as coisas com calma e de as ter bem desenvolvidas, mas estou confiante. De salientar também as capas, além dos desenhos o próprio design tem sido bem engraçado, na primeira de "Death of The Family", por exemplo, tinhamos uma máscara em cartão do Joker a cobrir a cara do Batman. Já agora esta saga dedicada ao Joker esteve espalhada por mais comics (o costume) mas de uma forma independente do que decorria no arco principal, não obrigando a comprar outros, o que é muito mais do meu agrado.
Veredicto: A continuar.
Durante este tempo também já tive tempo de espreitar "Stormwatch" e "I Vampire", enquanto guardo outros títulos para após ter terminado material mais antigo dessas personagens, tais como "Swamp Thing", "Animal Man", "Green Lantern" e "Flash".
Quanto aos novos comics que comecei a comprar deste Universo foram estes dois:
Superman Unchained
Preferia o primeiro nome anunciado para esta série: "Man of Steel", mas não se pode ter tudo. Decidi substituir o "Superman" por este porque é da dupla Scott Snyder e Jim Lee. Além do mais Snyder disse numa entrevista que se só tivesse oportunidade de escrever uma história do Super seria esta. Ora tendo em conta que é um argumentista que ando a gostar bastante, depois de saber isto mais reforço a ideia de que pelo menos o 1º arco de "Unchained" vai valer a pena. O #1 já saiu e como referi em "Batman" é ainda muito cedo para o comentar em termos de história, mas gostei da forma como vai envolver o bombardeamento de Hiroshima e Nagasaki na altura da segunda Guerra. Parece que o que aconteceu nesse dia não foi exactamente o que vem descrito nos livros da História e o Super está prestes a descobri-lo. Em termos de desenho é mais do que o Jim Lee nos tem habituado, há quem adore, há quem abomine, eu acho que combina muito bem com o universo dos Super-Heróis especialmente com o do Superman. Porém, já ouvi dizer que Lee já foi melhor do que é hoje, tenho de conhecer mais da sua carreira para trás, de momento só me lembro dos seus "X-Men" com o Claremont. Neste #1 colocaram um poster a dada altura, que é engraçado e tal não fosse o aumento do preço...
Batman/Superman
Apesar de haverem vários heróis que se conhecem, que trabalham juntos e que até desenvolvem laços de amizade, há sempre aqueles que criam laços mais fortes com uns dos que com outros. Tal é o caso do Hal Jordan com o Barry Allen ou com o Oliver Queen e, pois claro, do Clark Kent com o Bruce Wayne. A amizade entre os dois heróis mais icónicos da DC Comics é uma das que mais aprecio. Enquanto um simboliza a luz outro simboliza as trevas, são ambos muito distintos na forma de agir sobre o mundo, mas são ambos dois dos melhores heróis, a fazerem o melhor que podem, e que se respeitam mutuamente. Existe um número muito - mesmo muito - reduzido de pessoas em que Batman confia, Superman é uma delas. E não haverá também muitos a quem Kal-El quissesse entregar um anel com Kryptonite, para o caso de ele um dia constituir uma ameaça - Batman recebeu esse anel de Superman. Mas mesmo gostando da relação deles, por questões monetárias não ia adquirir esta história, até que vi o nome de Jae Lee como um dos envolvidos. Conheci os seus desenhos com o seu Ozymandias em "Before Watchmen" e fiquei fascinado. Adoro o traço, o storytelling, a cor, enfim, tudo. E quando vi a capa não tive dúvidas, tinha de ter isto. Por este primeiro número não estou nada arrependido, a história de Greg Pak promete e o desenho de Lee é aquilo a que ele nos tem habituado, bestial. A dada altura o desenho passa para o cargo de Ben Oliver, mas faz sentido na história e até acho que funciona bem. A hitória aborda a primeira vez que estes dois heróis travam conhecimento um com o outro, neste novo universo da DC. Muitos pensavam que tal tinha sido no #1 da Justice League... mas não.
E da DC é tudo (e já é muito). Num próximo post falarei das séries e mini-séries actuais que ando a seguir na Image, IDW e BOOM Comics.
Mostrar mensagens com a etiqueta New 52. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta New 52. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, julho 11, 2013
quarta-feira, novembro 02, 2011
Os Novos 52
Um pouco tarde, mas aqui ficam as minhas primeiras impressões dos comics que ando a seguir dos "Novos 52 da DC".
JLA #1

Jim Lee regressa a lado do "Man of the hour" da DC, Geoff Johns.
Logo a início somos avisados que esta história decorre 3 anos antes da cronologia usada nos comics das respectivas personagens.
É um novo início para esta Liga e Johns quer contar a história com calma, saboreando cada momento e por isso mesmo não se optou por colocar todas as personagens da equipa neste primeiro número.
Aqui seguimos Batman a perseguir um E.T., enquanto ele próprio é perseguido pela polícia. Batman é portanto procurado pelas autoridades e considerado uma ameaça para Gotham City.
Durante a perseguição surge Hal Jordan aka Green Lantern, afinal se envolve criaturas alienígenas isto é um caso para a polícia universal. O momento em que estes dois heróis se conhecem é bastante engraçado, vemos por exemplo que o Lantern pensava que o Batman não passava de uma lenda urbana e a sua expressão quando descobre os "poderes" de Batman é excelente.
Tinha algum receio de ver como seria o Batman de Johns, pois o autor não é famoso pela escrita desta personagem. Mas até agora está tudo OK e para minha surpresa até o colocou a ridicularizar o Lantern (vamos pensar que Jordan é muito novato).
A personagem de Victor também é introduzida numa história em paralelo naquele que é o substituto do Martian Manhunter na formação original da Liga. Tenho pena, não conheço muito bem o Cyborg nunca segui Teen Titans, mas o Marciano é membro fundador da Liga e de todos é o único que falha neste novo início, não devia. O que me deixa mais tranquilo é que ele estará junto de uma equipa que tem tudo para brilhar, falo de Stormwatch. Mas esse vou adquirir em trade paperback e falarei mais tarde.
Este é uma boa opção para quem quiser ler BD da DC e não conhece muito bem este universo. Os que conhecem adiantam-se um bocadinho e ficam logo a saber quem é o vilão que está por detrás desta trama.
No número 2 vamos ter Superman VS Batman & Green Lantern. Mal posso esperar.
Detective Comics #1

Esta publicação é dedicada a Batman. Estamos perante um Batman em início de carreira. Harvey Dent ainda é um promotor público e duvido que já tenha existido algum Robin.
Para primeiro vilão temos o maior deles todos, The Joker.
O duelo entre Joker e Batman é interessante, mas é o final da história que me deixou mais intrigado. É um daqueles momentos what the fuck? Que realmente só podia ser executado pelo Joker, não imagino mais nenhum vilão a ser capaz de tal coisa.
Não faço ideia como isto vai terminar, mas para já promete.
O argumento e desenho estão a cargo de Tony S. Daniel.
Action Comics #1

Se a de cima é dedicada a Batman esta só podia ser ao Superman. E juntamente com essa foi das minhas leituras preferidas desta nova vaga.
Aqui também Superman é jovem nestas andanças. Já está em Metropolis a trabalhar num jornal rival ao Daily Planet e é portanto concorrente de Lois Lane. Os seus poderes ainda não estão totalmente desenvolvidos, é um super mais fraco, menos resistente e que ainda não tem a capacidade de voar. Uma abordagem que gostei bastante.
O escritor, e a razão porque decidi comprar, Grant Morrison, opta por trazer-nos um Super diferente ao que estávamos habituados. Kal-El é mais arrogante é certo mas a sua atitude rebelde de esquerda a lutar contra o sistema, preocupado sempre com os mais desfavorecidos é executada com muito estilo. Não me parece que este Super seja manipulável politicamente como era o escrito por Frank Miller.
Diz quem conhece melhor que este Super tem muito do mais antigo.
De salientar também a introdução de Lex Luthor. Frio, calculista, manipulador e sem escrúpulos, que tem neste número a função de prender o alienígena que anda a saltar pelos prédios de Metrópolis. Luthor é implacável, Kal-El mal sabe o que o espera.
O desenho é de Rags Morales.
Batman #1

Scott Snyder e Greg Capulo trazem-nos o primeiríssimo número de Batman. E aqui se começa a notar que este "novo" universo da DC alterou muito pouca coisa em relação ao antigo, provando-se desnecessário. Os Robin's são os mesmos e o actual é precisamente Damian o filho de Batman que era já o actual no universo antigo. No fundo disseram-nos que estamos perante um novo começo, mas as ligações ao passado são idênticas salvo excepções pontuais como a personalidade de algumas personagens ou o facto de Barbara Gordon ter recuperado a mobilidade nas pernas.
O livro começa com Batman a invadir o Asilo Arkham lutando contra vários vilões (aqui já temos Two Face) aliado a Joker?????
Depois do momento Batman o livro segue num momento Bruce Wayne onde assistimos a um belo discurso sobre a sua cidade de eleição. O auge tal como em Detective Comics é o final que nos revela um suspeito inesperado na investigação de Batman. Claro que não é ele o culpado, mas ainda assim aguçou o apetite para descobrir aonde isto vai dar.
Superman #1

Este juntamente com a Liga não estava nos planos de compras. Os comics saem muito caros.
Porém acabei por decidir arriscar até para ver se os acontecimentos em Action Comics se poderão notar neste.
Novamente sentimos uma desilusão em termos de "novo universo DC". Tiraram-lhe as cuecas por cima do fato e modernizaram o espaço e personagens. As pessoas usam o twitter, o jornal impresso sofre problemas com a evolução do digital, enfim situações que facilmente seriam introduzidas no universo tradicional, afinal de contas presidentes são eleitos, monumentos construídos, mas os super-heróis mantêm-se, intocáveis pelo tempo.
Seguimos a aquisição do Daily Planet por um novo empresário e um estranho inimigo que acabará a defrontar o grande azulão. De todos foi o que menos apreciei.
George Perez escreve e Jesus Merino desenha.
JLA #1

Jim Lee regressa a lado do "Man of the hour" da DC, Geoff Johns.
Logo a início somos avisados que esta história decorre 3 anos antes da cronologia usada nos comics das respectivas personagens.
É um novo início para esta Liga e Johns quer contar a história com calma, saboreando cada momento e por isso mesmo não se optou por colocar todas as personagens da equipa neste primeiro número.
Aqui seguimos Batman a perseguir um E.T., enquanto ele próprio é perseguido pela polícia. Batman é portanto procurado pelas autoridades e considerado uma ameaça para Gotham City.
Durante a perseguição surge Hal Jordan aka Green Lantern, afinal se envolve criaturas alienígenas isto é um caso para a polícia universal. O momento em que estes dois heróis se conhecem é bastante engraçado, vemos por exemplo que o Lantern pensava que o Batman não passava de uma lenda urbana e a sua expressão quando descobre os "poderes" de Batman é excelente.
Tinha algum receio de ver como seria o Batman de Johns, pois o autor não é famoso pela escrita desta personagem. Mas até agora está tudo OK e para minha surpresa até o colocou a ridicularizar o Lantern (vamos pensar que Jordan é muito novato).
A personagem de Victor também é introduzida numa história em paralelo naquele que é o substituto do Martian Manhunter na formação original da Liga. Tenho pena, não conheço muito bem o Cyborg nunca segui Teen Titans, mas o Marciano é membro fundador da Liga e de todos é o único que falha neste novo início, não devia. O que me deixa mais tranquilo é que ele estará junto de uma equipa que tem tudo para brilhar, falo de Stormwatch. Mas esse vou adquirir em trade paperback e falarei mais tarde.
Este é uma boa opção para quem quiser ler BD da DC e não conhece muito bem este universo. Os que conhecem adiantam-se um bocadinho e ficam logo a saber quem é o vilão que está por detrás desta trama.
No número 2 vamos ter Superman VS Batman & Green Lantern. Mal posso esperar.
Detective Comics #1

Esta publicação é dedicada a Batman. Estamos perante um Batman em início de carreira. Harvey Dent ainda é um promotor público e duvido que já tenha existido algum Robin.
Para primeiro vilão temos o maior deles todos, The Joker.
O duelo entre Joker e Batman é interessante, mas é o final da história que me deixou mais intrigado. É um daqueles momentos what the fuck? Que realmente só podia ser executado pelo Joker, não imagino mais nenhum vilão a ser capaz de tal coisa.
Não faço ideia como isto vai terminar, mas para já promete.
O argumento e desenho estão a cargo de Tony S. Daniel.
Action Comics #1

Se a de cima é dedicada a Batman esta só podia ser ao Superman. E juntamente com essa foi das minhas leituras preferidas desta nova vaga.
Aqui também Superman é jovem nestas andanças. Já está em Metropolis a trabalhar num jornal rival ao Daily Planet e é portanto concorrente de Lois Lane. Os seus poderes ainda não estão totalmente desenvolvidos, é um super mais fraco, menos resistente e que ainda não tem a capacidade de voar. Uma abordagem que gostei bastante.
O escritor, e a razão porque decidi comprar, Grant Morrison, opta por trazer-nos um Super diferente ao que estávamos habituados. Kal-El é mais arrogante é certo mas a sua atitude rebelde de esquerda a lutar contra o sistema, preocupado sempre com os mais desfavorecidos é executada com muito estilo. Não me parece que este Super seja manipulável politicamente como era o escrito por Frank Miller.
Diz quem conhece melhor que este Super tem muito do mais antigo.
De salientar também a introdução de Lex Luthor. Frio, calculista, manipulador e sem escrúpulos, que tem neste número a função de prender o alienígena que anda a saltar pelos prédios de Metrópolis. Luthor é implacável, Kal-El mal sabe o que o espera.
O desenho é de Rags Morales.
Batman #1

Scott Snyder e Greg Capulo trazem-nos o primeiríssimo número de Batman. E aqui se começa a notar que este "novo" universo da DC alterou muito pouca coisa em relação ao antigo, provando-se desnecessário. Os Robin's são os mesmos e o actual é precisamente Damian o filho de Batman que era já o actual no universo antigo. No fundo disseram-nos que estamos perante um novo começo, mas as ligações ao passado são idênticas salvo excepções pontuais como a personalidade de algumas personagens ou o facto de Barbara Gordon ter recuperado a mobilidade nas pernas.
O livro começa com Batman a invadir o Asilo Arkham lutando contra vários vilões (aqui já temos Two Face) aliado a Joker?????
Depois do momento Batman o livro segue num momento Bruce Wayne onde assistimos a um belo discurso sobre a sua cidade de eleição. O auge tal como em Detective Comics é o final que nos revela um suspeito inesperado na investigação de Batman. Claro que não é ele o culpado, mas ainda assim aguçou o apetite para descobrir aonde isto vai dar.
Superman #1

Este juntamente com a Liga não estava nos planos de compras. Os comics saem muito caros.
Porém acabei por decidir arriscar até para ver se os acontecimentos em Action Comics se poderão notar neste.
Novamente sentimos uma desilusão em termos de "novo universo DC". Tiraram-lhe as cuecas por cima do fato e modernizaram o espaço e personagens. As pessoas usam o twitter, o jornal impresso sofre problemas com a evolução do digital, enfim situações que facilmente seriam introduzidas no universo tradicional, afinal de contas presidentes são eleitos, monumentos construídos, mas os super-heróis mantêm-se, intocáveis pelo tempo.
Seguimos a aquisição do Daily Planet por um novo empresário e um estranho inimigo que acabará a defrontar o grande azulão. De todos foi o que menos apreciei.
George Perez escreve e Jesus Merino desenha.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






