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quarta-feira, setembro 11, 2013

Arcade Fire - Reflektor



Em 2004 o mundo rendeu-se a "Funeral" o primeiro álbum da banda canadiana "Arcade Fire". O álbum foi considerado por vários críticos como o melhor desse ano. Além disso na lista dos melhores 500's de toda a História feita pela "Rolling Stone" encontra-se em #151 (uma lista que vale o que vale - nada - uma vez que não tem um único álbum dos Pink Floyd no top 40). Uma coisa era certa, não havia contestação que estávamos perante um dos projectos mais interessantes da actualidade.

A fama continuou a crescer e em 2007 a banda regressou com "Neon Bible". Quando a marca que um primeiro álbum deixa é tão grande, acredito que a relização do segundo tenha um nível de pressão assustador. Mantendo-se fiéis a eles próprios o sucessor de "Funeral" é um digno e que recebeu críticas positivas por todo o lado, mesmo não tendo sido elevado aos píncaros como o anterior. Nota-se também um amadurecimento da banda, um som mais coeso, a estrada faz sempre bem a um músico. Uma particularidade do álbum é que grande parte do mesmo foi gravado numa Igreja e a diferença em termos acústicos faz-se notar. "Neon Bible" pode não ser um álbum ao nível do seu anterior, mas também não tinha de o ser e surge como um álbum sólido e uma bela continuação.

Em 2010 chega "The Suburbs" e tirou quaisquer dúvidas que houvessem (não haviam) de que os Arcade Fire são uma banda para deixar o nome na História, além de um álbum ou dois. Tenho ideia que este terceiro projecto ainda recebeu melhores críticas que o anterior, elevando ainda mais o culto da banda. Foi na digressão deste álbum que vi o contagiante concerto que deram no Super Bockhttp://alternative-prison.blogspot.pt/2011/07/17-super-bock-super-rock-150711.html. Se em álbum a banda funciona, ao vivo não lhe fica atrás. A química entre banda e público é uma das que ainda mais recordo.

Agora este ano, a banda está de volta com "Reflektor". O single com o mesmo nome já circula por aí e é qualquer coisa de fantástico. Não só porque é um portento de canção, mas porque traz uns "Arcade Fire" bem distintos daqueles a que estamos habituados e aqui as influências de James Murphy na produção não passam despercebidas, os "Arcade" estão muito mais dançáceis. Isto poderá afastar alguns, mas eu gosto de uma banda que explora novas facetas que procura reinventar-se em vez de se remeter a um determinado estilo. "Funeral" existirá sempre para o admirarmos, bem como os restantes. Agora experimentos "Reflektor".

De salientar também a curta, mas marcante, participação de David Bowie na canção (ele que é um conhecido admirador da banda) e ao facto da realização do video estar a cargo de Anton Corbijn. Juntou-se aqui uma equipa de sonho e o resultado cumpre muito bem com as expectativas.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Control


Quando vamos ver um filme do género de "Control" temos no mínimo uma coisa boa garantida, pois dificilmente um filme sobre os Joy Division terá uma má banda sonora. Mas "Control" é mais do que excelente música, é cinema, é vida e é Ian Curtis.
"Control" conta a trágica história de Ian Curtis, o célebre vocalista dos Joy Division que com apenas 23 anos escolheu terminar a sua vida.
O filme tem início em 1973 um ano após o mítico lançamento dessa obra-prima que dá pelo nome de "Ziggy Stardust". Encontramo-nos portanto numa altura em que o Glam Rock é uma das grandes influências dos jovens Ingleses e Ian não é excepção, que começa o filme com a compra do novo álbum de Bowie, "Aladdin Sane". É precisamente neste dia que Ian conhece Deborah a namorada de um amigo seu que pouco tempo mais tarde se tornaria sua esposa, num casamento que se viria a provar demasiado prematuro.
Após o seu casamento Ian e Deborah iniciam-se na sua vida de casal. Mudam-se para um apartamento, Ian começa a trabalhar no centro de emprego e Deborah trata da lida da casa. No entanto há algo que falta na vida de Ian e a resposta não demora muito tempo a chegar quando após um concerto fora do vulgar dos emblemáticos "Sex Pistols" decide juntar-se à banda de Peter Hook, Stephen Morris e Bernard Sumner para juntos formarem os "Warsaw", que mais tarde viriam a ser conhecidos por "Joy Division".
Devido não só à enorme qualidade musical da banda, mas também à personalidade ousada de Ian Curtis, conseguem ir actuar no programa de TV de Tony Wilson e iniciar-se no que seria uma carreira que iria marcar para sempre a música.
No entanto, enquanto a banda vai crescendo em termos de popularidade, a vida de Ian torna-se cada vez mais problemática. O seu casamento é-lhe cada vez menos interessante, apaixona-se por Annik Honoré uma jovem que é repórter nos seus tempos livres e descobre que sofre de epilepsia. Com o tempo a fama dos Joy Division torna-se mais um peso que Ian não quer carregar.
A luta contra uma doença que o assusta, o facto de não querer magoar as três mulheres da sua vida (Ian tem uma filha) e de deixar mal os seus companheiros, começam a tornar-se sentimentos esmagadores no seu dia-a-dia.
Todos temos uma sensibilidade diferente à forma como vivemos e sentimos as coisas, "Control" é o filme que nos mostra a sensibilidade de Ian Curtis e como este escolheria, se pudesse, magoar-se ao invés de magoar aqueles que ama.
A semelhança entre os actores e os membros originais dos "Joy Division", o facto de serem os próprios a interpretar as canções ao longo do filme, confere a esta obra um realismo arrepiante. Recordei-me do telefilme sobre o "Elvis" onde Jonathan Rhys-Meyers interpreta o próprio e tendo um bom desempenho sempre que a voz de Elvis era dobrada quando ia cantar, o filme soava a "falso" e isso não acontece em "Control".
Porque "Control" é um dos melhores biopics que vi, porque os "Joy Division" são uma das grandes bandas de sempre e porque se trata de uma história com enorme sensibilidade cinematográfica e musical, vejam este filme.
Quem sabe um dia surja uma espécie de sequela, sim porque o filme é sobre Ian Curtis, mas também sobre os "Joy Division" e após a morte de Ian, Peter Hook, Stephen Morris e Bernard Sumner não desapareceram, iniciando um novo projecto, não menos importante, que dá pelo nome de "New Order".

quinta-feira, novembro 15, 2007

Control, American Gangster, Beowulf - Trailers

Esta quinta-feira chegam finalmente às nossas salas estas três obras.


"Control" conta a vida de Ian Curtis o famoso vocalista dos Joy Division, que é interpretado por Sam Riley cujas semelhanças físicas são bem notórias. Uma curiosidade é que Sam Riley entrou no filme "24hr party people" mas não como Ian Curtis.
Os "Joy Division" são uma das bandas, juntamente com os The Cure, que mais marcaram o rock do final dos anos 70. E é nestas situações que se comprova a qualidade dos músicos, pois mesmo após o suicídio de Curtis, a banda continuou em frente, num novo projecto, num novo registo agora mais electrónico e sempre com um grande nível de qualidade, falo claro dos "New Order".
Mas deles falarei numa outra altura, hoje é dia de "Joy Division", hoje é dia de Ian Curtis.
Cliquem na imagem para ver o trailer.


"American Gangster" é o novo filme de Ridley Scott e junta frente a frente dois grandes actores do nosso tempo, Denzel Washington e Russel Crowe. Pela amostra do trailer este duelo entre detective e mafioso promete e muito.
Cliquem na imagem para ver o trailer.


Por fim estreia Beowulf (versão 3D) de Robert Zemeckis. Já foram feitos mais filmes no passado sobre este poema, a novidade deste projecto tem a ver com a forma como foi feito. Quando começamos a ver o trailer parece que estamos a ver mesmo os actores, mas à medida que o tempo passa cedo nos apercebemos que se trata de um filme de animação.
Muito interessante é a possibilidade de ver este filme em 3D.
O argumento deste filme foi escrito por Neil Gaiman e Roger Avary.
Cliquem na imagem para ver o trailer.