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sábado, dezembro 22, 2012
30 anos de AKIRA
"Akira" é muito especial para mim, foi das primeiras BDs que mais me fascinou. Com muita sorte ofereceram-me o primeiro volume ainda em miúdo e foi paixão à primeira leitura. Paixão essa que se mantém até hoje.
Ao passar pelo Leituras do Pedro, descobri que hoje a série comemora 30 anos e não podia deixar passar a data despercebida.
Um muito obrigado a Katsuhiro Otomo, e muitos parabéns a Kaneda e companhia.
sábado, dezembro 08, 2007
Batman: Black and White Vol.1
Editado em 1996 nos meses de Junho a Setembro, “Black and White” acabou de comemorar o seu décimo aniversário. Um livro cujo a ideia, era a de convidar vários artistas de renome e criar mini-estórias a preto e branco sobre o homem morcego. Como resultado final temos vinte contos de oito páginas cada, que nos transportam para o mundo de Batman, abordando a personagem sob diferentes perspectivas e a influência que este manifesta na sua cidade.O livro começa muito bem com “Perpetual Mourning” uma estória estilo CSI que tem início na morgue onde Batman assumindo o papel de um médico legista, procura as respostas no corpo de uma mulher encontrada momentos antes em Gotham City sem roupa, sem vida e sem identidade… E durante 8 páginas assistimos a uma reflexão sobre a vida, a morte e a memória, que nunca esqueceremos.
Bruce Timm, mais conhecido pelas séries animadas de Batman, escreve e ilustra “Two of a kind” a primeira estória do livro centrada não no homem morcego mas no seu vilão Two-Face. Aqui encontramo-lo recuperado, após uma cirurgia reconstrutiva da sua face desfigurada, a fim de terminar com a sua disfunção psicológica sobre a dualidade e poder recomeçar a sua vida livre do crime. Uma estória sobre os problemas e dilemas de uma personagem clássica deste universo e como esta interage com um mundo onde a existência de um guardião da noite é real. No mínimo muito interessante.
Muito curioso são também as estórias que retratam Batman através dos olhos de outros, como em “An innocent guy”, uma visão arrepiante sobre o bem e o mal, que nos leva a questionar se uma pessoa pode ser verdadeiramente boa sem nunca ter experimentado o mal, perturbador e aliciante ao mesmo tempo. Ou em “Good Evening Midnight” onde somos conduzidos por Alfred, o mordomo de Bruce Wayne, em uma volta ao passado quando este (re)encontra e lê uma carta de Thomas Wayne. E durante uma estória seguimos as palavras ternas de um pai para um filho, onde “irá sempre haver uma luz para nos afastar da escuridão”.Em “Dead Boys Eyes” a imagem do herói não nos é dada por outras personagens mas pela própria cidade em si, onde acompanhamos um Batman moribundo a deambular pelos esgotos de Gotham, enquanto ouve o seu chamamento.
O estilo que tornou o homem morcego famoso está também presente neste livro, falo obviamente dos policiais, afinal Batman será sempre o eterno detective. E se em “Petty Crimes” observamos um assassino a ser perseguido por Batman, em “The Devil's Children” observamos Batman a perseguir um assassino. O mesmo estilo de estória, dois pontos de vista opostos.
Mais conhecido pelo seu trabalho em “Akira” um dos Mangas mais revolucionários da história, Katsuhiro Otomo apresenta-nos aqui também a sua visão do homem morcego. Quem está familiarizado com o seu trabalho irá encontrar determinados traços familiares, misturados agora com o universo desta personagem. Uma estória sobre personalidades e o modo como elas nos afectam a nós e aos outros.
Antes de terminar não podia deixar de realçar três das minhas estórias preferidas, falo de “The Devils Trumpet”, sobre a lenda do músico Coley Treadwell, que numa noite enquanto tocava trompete foi desafiado pelo Diabo, que perdendo deixou o seu trompete nas mãos de Coley. Uma estória magnífica que mistura lendas da cultura jazz com a lenda do homem morcego, imperdível.“Heroes” escrito por Archie Goodwin e vencedor de um préimo Eisner, é uma das mais belas estórias de “Black and White”, onde através dos olhos de uma criança observamos os heróis do nosso mundo, e como muitos se encontram mais perto do que alguma vez imaginávamos.
Por fim, Neil Gaiman assinala a única estória humorística desta compilação e uma das melhores também, “A Black and White World” mostra-nos um mundo onde Batman e Joker não passam de actores a representar personagens de banda desenhada. É contagiante o humor presente nos diálogos entre os dois. Conhecidos como os eternos rivais, aqui são retratados simplesmente como colegas de trabalho a discutir o estado do emprego e até a fazerem palavras cruzadas enquanto esperam pela próxima cena. Resumindo em uma palavra: hilariante.
Na galeria de extras podem ser encontrados pin-ups de autores como Moebius, Alex Ross, P. Craig Russell, Marc Silvestri e Batt, entre outros.
Publicado originalmente em Rua de Baixo (Outubro de 2006) por José Gabriel Martins
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