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terça-feira, julho 23, 2013

Wolverine - Vol.1 (#1-4) 1982


Com a estreia à porta de "The Wolverine" regresso com mais uma sugestão bedéfila, desta vez uma bastante óbvia, ou seja, o arco de Wolverine escrito em 1982 por Chris Claremont e desenhado por Frank Miller. Escolhi-a por ser a história em que o filme se inspira, mas também, e mais ainda, porque vale bem a pena conhecer.

A ideia destas sugestões é a de aproveitar a projecção que estes filmes têm para fazer uma ponte entre eles e a BD, aproveitando assim o sucesso de um para dar a conhecer mais do outro. A intenção não era a de sugerir que ficam melhor servidos a ler estas sugestões do que a ver os filmes em questão, afinal de contas, são desportos diferentes e o prazer de um não implica nem arruína o do outro. Contudo, este ano os filmes têm ficado aquém das minhas expectativas, apesar de terem todos grandes momentos - o "Iron Man 3" tira uma grande cartada com o Mandarim e a introdução de "Man of Steel" é imponente - no final fica a sensação de que se podia ter ido mais além. No caso de "The Wolverine", inicialmente fiquei muito entusiasmado quando Darren Aronofsky foi revelado como o realizador deste filme, imagino que muitos de nós ficaram. Ter o realizador de "The Fountain" a pegar neste material era tão promissor que só podia ser mentira... Passado algum tempo Aronofsky saiu do projecto, por razões que questiono se foram mesmo autênticas, mas não vale a pena entrar em especulações. O projecto continua e pelas amostras em trailers e primeiras críticas, parece ser mais do mesmo que vimos no primeiro, ou seja, fraquinho (o que me lembra que vale a pena ler a "Origem" de Wolverine). Pessoalmente vou arriscar e vê-lo em casa, não quero contribuir para que continuem a pegar nestas personagens e nos sirvam material muito aquém do que elas merecem. É preciso mostrar aos estúdios que não é por ter o nome de uma destas personagens no título de um filme que ele será um sucesso comercial, é preciso mostrar-lhes que precisam ter qualidade. Mas chega de falar do filme, até porque nem o vi e fica-me mal.



Em relação a esta história, penso que foi a primeira a ser escrita sob o título de "Wolverine", em adição, tenho ideia que também é a primeira que foca o passado da personagem no Japão associando-o aos samurais, algo que hoje é uma imagem de marca da mesma.

Quando Logan recebe a notícia do casamento de Mariko Yashida, a sua amada, regressa imediatamente ao Japão para a confrontar com esta história. Os seus sentimentos ainda entram em maior turbilhão quando a encontra e descobre que tem sido vítima de abusos domésticos por parte do seu novo marido, um casamento ao qual Mariko foi obrigada para não desonrar o seu pai que havia oferecido a sua mão. Shingen Yashida, líder do clã Yashida e pai de Mariko, havia sido considerado morto, mas agora, passado alguns anos, está de regresso para provar o contrário. Neste retorno parece ter vindo um homem mais cruel e, pior ainda, sem honra, algo que Mariko ainda não contemplou na sua plenitude, mas que está condenada a descobrir.

Num primeiro encontro entre Shingen e Logan, o segundo é humilhado em combate pelo primeiro, não por ter perdido, mas pela forma desleal com que chega a combater. O que o mancha aos olhos de Mariko, que desconhece que Logan foi envenenado antes, não se encontrando em situação leal. Após ter sucumbido ao seu lado animal e ter visto a vergonha no olhar de Mariko, Logan opta por deixá-la em paz. Mas Shingen tem outros planos para "o animal" e sem saber Logan envolve-se numa grande conspiração pelo poder do crime organizado no Japão.

Chris Claremont é um excelente contador de histórias visuais e foi um dos nomes mais importantes a passar pelos "X-Men", nomeadamente por Wolverine em particular. Aqui presenteia-nos com a primeira história de Wolverine a solo, nesta série limitada de quatro números que posteriormente seria precedida por uma série continua, também escrita por Claremont e que narra as aventuras do herói em Madripoor.

Um dos grandes focos nesta história consiste na abordagem à dualidade na vida de Logan, à sua constante luta interior entre o seu lado humano e animal - Dr. Jeckyl e Mr. Hyde saltam à memória - e que é bem desenvolvida pelo autor. Estando no Japão o código de honra de um guerreiro ganha especial relevo e é interessante ver como Logan começa por se perder no início da história, para posteriormente se encontrar, descobrindo que não tem de ser o animal que Shingen o faz crer que é. Acima de tudo Logan é um guerreiro e um com honra.



A Claremont junta-se Frank Miller e é pena que apenas nestes quatro números. Tenho ideia que Miller foi uma influência forte na história e a nível de desenho é mais um trabalho notável seu, gostava de o ver mais vezes a desenhar o Wolverine. Lembro-me que a início me deslumbrei mais com as capacidades narrativas de Miller, mas quanto mais conheço o seu trabalho gráfico mais o admiro também como desenhador. Tem sempre um olho atento para a personagem que está a trabalhar avaliando clinicamente a forma como esta se deve mover, e claro, lutar. A forma como um Aranha, um Daredevil ou um Wolverine combatem é diferente e isso nota-se muito bem no trabalho de Miller.

Algo que se torna muito dispensável quando lemos a história seguida são as constantes introduções à personagem em todos os números. No início de todos os comics Claremont explica sempre quais os poderes de Wolverine. Era algo comum na altura, principalmente sendo o início da série a solo da personagem, para que qualquer leitor pudesse pegar em qualquer número e situar-se minimamente na narrativa.

Para concluir resta-me dizer que esta história teve um forte impacto na "carreira" da personagem. tendo-se tornado numa das mais populares. Além do filme também este arco foi adaptado na série de animé de Wolverine. A série também se encontra editada em português pela Devir.

quinta-feira, julho 12, 2012

Homem-Aranha: Integral Frank Miller


 No âmbito da colecção, "Heróis Marvel", a ser distribuída com o jornal Público, venho falar deste primeiro lançamento, "Homem-Aranha: Integral Frak Miller" que foi estrategicamente lançado na estreia do filme "The Amazing Spider-Man". Que a nível de timing é uma excelente decisão, mas monetário nem tanto porque não houve tempo para concluir a colecção "Thorgal" também a ser distribuída actualmente com o mesmo jornal.

Pormenores à parte, vamos à edição em si que é o que interessa. O Público em parceria com a editora ASA tem estado de parabéns no que toca às edições de BD europeias, desde Thorgal a Blueberry passando por muitos outros, os fãs de BD têm tido a oportunidade de fazer algumas belas colecções. Desta vez o jornal em parceria com a Levoir volta a apostar em BD Norte-Americana e com uma colecção muito apetecível que reúne material do clássico ao moderno que são na sua maioria histórias aconselhadas.

Neste primeiro volume reúnem-se os trabalhos desenvolvidos por Frank Miller no Homem-Aranha. Miller viria a tornar-se um dos grandes autores de comics e hoje é sobejamente conhecido por ter desempenhado um papel fundamental em Daredevil e Batman e por ter criado essa cidade sem escrúpulos e que respira noir por todos os poros que é "Sin City". Este livro promete-nos uma viagem no tempo, antes de Miller ter ido trabalhar em Daredevil, esteve antes no Aranha e quanto a mim, acho sempre interessante conhecer os trabalhos iniciais de um autor, até porque, já conhecendo o seu trabalho posterior, conseguimos reconhecer nestes determinados estilos na sua arte que posteriormente seriam desenvolvidos.

Em relação às histórias, são todas parcerias com outros heróis. O que eu adorava quando juntavam na mesma história vários dos meus heróis preferidos. Não é que fossem necessariamente as melhores, mas poder ver o Aranha e o Daredevil juntos é muito bom. Em relação a estes dois, que funciona quase como uma passagem de testemunho para Miller, é de salientar a forma distinta como são desenhados tal como mencionado por Julián M. Clemente, num bom texto introdutório ao volume. Ambos são personagens que primam pela agilidade e percorrem as ruas de Nova Iorque de prédio em prédio, no entanto, o Daredevil não passa de humano enquanto o Aranha tem uma agilidade sobre-humana e alcança posições muito mais desafiadoras. Já disse mais do que uma vez, o Aranha é o praticante por excelência de Yôga.

Esta foi uma leitura que me levou a viajar no tempo, para histórias mais antigas e até para os tempos em que lia Marvel em português. Já há tanto tempo que não via a palavra Demolidor (Daredevil) ou Justiceiro (Punisher) escritas. Além destes as aventuras são partilhadas com o Doutor Estranho (Doctor Strange), o Quarteto Fantástico, o Punho de Ferro (Iron Fist), o Luke Cage e um dos meus predilectos, o Cavaleiro da Lua (Moon Knight). É de salientar também o retrato da cidade pelas mãos do autor, Frank Miller captou-me primeiro a atenção como argumentista e só posteriormente é que prestei mais atenção aos seus desenhos, curiosamente o seu percurso é inverso.

Todas as histórias são desenhadas por Miller excepto em "Marvel Team-Up Anual #4" onde assumiu pela primeira vez o papel de argumentista e onde aproveita para reunir uma data de personagens.

No final há uma história incompleta que poderá incomodar muitos, pois a seguinte já não contava com a participação de Frank Miller e por isso ficou de fora, mas não sem uma explicação dos editores em relação aos acontecimentos. Pessoalmente não me incomodou porque o arco que vinha de trás é encerrado, apenas abrem outro no final para nos aguçar o apetite para a próxima história.

Em tom menos positivo, achei que o texto continha demasiadas gralhas, algo que uma revisão cuidada reduziria consideravelmente. Nada que torne as falas imperceptíveis, erros simples como a omissão da conjunção "e" ou o facto do Senhor Fantástico na página 68 afirmar que não está sozinho quando se devia referir ao Aranha e não ao próprio. Em média são cerca de uma gralha por história, talvez mais. Como disse não é nada que não se perceba mas devia ter havido mais brio na edição final, talvez problemas de prazo uma vez que este "tinha" de sair aquando a estreia do filme já mencionado. De resto e do que conheço das versões originais, houve alguns momentos em que, pessoalmente, traduziria o Aranha de forma diferente, mas talvez seja uma questão mais pessoal do que outra coisa.

Infelizmente a galeria final com as capas de Miller encontra-se estranhamente incompleta, ao contrário da edição original. Claro que esta é substancialmente mais cara, ainda assim não se entende a decisão.

As histórias incluídas neste volume são:

- Amazing Spider-Man Anual #14;
- Marvel Team-Up #100;
- Marvel Team-Up Anual #4;
- Amazing Spider-Man Anual #15;
- Spectacular Spider-Man #27
- Spectacular Spider-Man #28

terça-feira, dezembro 04, 2007

300

Conhecido pelo seu famoso retrato “policial noir” de uma cidade corrupta em “Sin City” e por ressuscitar o cavaleiro das trevas com livros como, “Batman Ano um” e o “Regresso do Cavaleiro das Trevas”, Frank Miller é hoje um dos nomes mais conhecidos do mundo da banda desenhada, não sendo assim surpresa que muitas das novas apostas para adaptações deste género ao grande ecrã venham de obras suas.
Este livro retrata a famosa batalha das Termópilas, em que 300 guerreiros Espartanos combateram ferozmente contra um exército de milhares de Persas. Frank Miller teve conhecimento desta batalha quando viu em criança o filme “The 300 Spartans” de 1962, que o viria influenciar posteriormente na realização deste projecto.
A história é contada do ponto de vista do Rei de Esparta Leonidas e apesar de o autor se ter baseado no trabalho do historiador Heródoto, a sua ideia nunca foi a de relatar esta história exactamente como aconteceu. Miller conta assim de uma forma mais poética a batalha de 300 homens, que num enorme acto de coragem humana se sacrificaram por um novo mundo, provando que a história não é só feita de vitórias e que uma derrota quando elevada acima da condição Humana pode mudar o mundo, pois um homem pode ser destruído, mas uma lenda é eterna.
Apesar deste livro graficamente aparentar ser muito diferente do que o autor nos tem habituado, a verdade é que o desenho não se distancia muito do trabalho feito em “Sin City”, devendo-se esta grande diferença ao excelente trabalho feito pela colorista Lynn Varley e ao facto de a história ser apresentada de forma deitada (formato italiano), o que vai proporcionar a este trabalho um maior ênfase e impacto nas cenas de batalha entre Espartanos e Persas.
300 foi editado em Português o ano passado pela editora espanhola “Norma” encontrando-se disponível em qualquer loja especializada de BD ou na Fnac e a sua adaptação ao cinema está prevista estrear em 2007.

publicado originalmente em Rua de Baixo (Setembro de 2006) por José Gabriel Martins (Loot)

terça-feira, dezembro 26, 2006

300 - Trailer

O filme cada vez tem melhor aspecto, a música escolhida para os trailers está em perfeita sintonia com as imagens que parecem páginas arrancadas da própria BD de Frank Miller. Resta-nos esperar pelo filme em si, a premissa pelo menos é muito boa.
Cliquem na imagem para confirmar.