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quarta-feira, janeiro 20, 2016
sexta-feira, setembro 13, 2013
Death Note vol. 6 – Toma Lá, Dá Cá
Com este 6º volume da série “Death Note”, intitulado “Toma Lá, Dá Cá”, a Devir chegou assim ao meio desta alucinante aventura. É de congratular a editora não só pela aposta em mangá mas, também, pela frequência com que este tem sido editado. O regresso da Devir às publicações de BD parece assim ganhar contornos cada vez mais seguros, nomeadamente no que toca ao mangá, tal como se pode comprovar com o início da publicação de “Naruto” e, igualmente, com a promessa de “Blue Exorcist” para um futuro muito próximo.
Até aqui tudo séries Shōnen (mangá direcionado maioritariamente ao sexo masculino dos 13 anos para cima), o que faz sentido se tivermos em conta que é o género de mangá mais popular. Porém, consoante a taxa de sucesso destas edições, talvez a Devir se arrisque por outros campos. Ainda assim, apesar de “Death Note” se encontrar nesta categoria, afasta-se dos restantes títulos mencionados por ter conteúdos mais maduros e que o aproximam do género Seinen (mangá direcionado maioritariamente ao sexo masculino entre os 18-30 anos), o que também poderá ter contribuído para o seu grande sucesso (é dos mangás mais vendidos no mundo) uma vez que tanto os habituais leitores de Shōnen como os de Seinen, poderão se interessar pela mesma. De qualquer das formas, o maior mérito do sucesso de “Death Note” prende-se com uma excelente premissa, cujo desenvolvimento tem sido do mais aliciante possível e, esse mérito, ninguém lho tira.
É de sublinhar que este texto, não desvendando o enredo deste volume, fará menções a acontecimentos passados nos antecedentes, sendo um texto direcionado a quem tem vindo a seguir os restantes capítulos. No volume anterior, o duelo entre L e Light havia assumido proporções tão hercúleas que algo teria de, obrigatoriamente, mudar na série. Depois de L nos ter proporcionado a maior reviravolta da história ao se revelar a Light (quem estava à espera desta?), a sua investigação começou a aproximar-se cada vez mais dos detentores dos dois cadernos da morte – Light e Misa. Da forma que a história estava a seguir, Tsugumi Ohba tinha de tomar uma decisão drástica: ou concluía este duelo de titãs ou, então, precisava de uma outra reviravolta – o autor optou pela segunda.
Em mais um desenvolvimento mirabolante – a como esta série nos tem bem habituado -, Light entrega-se a L, abdicando posteriormente da posse do caderno da morte e, por conseguinte, das suas memórias em relação ao mesmo. Claro que não o faz sem antes instruir o Shinigami Rem para entregar o caderno a outro humano, na condição de que este continue os seus julgamentos. Desta forma, com as acções de Kira a continuarem e com Light preso, L acaba por ver-se obrigado a libertá-lo, algo que não faz de bom grado.
Como Light já não possui as suas memórias enquanto Kira, estamos agora perante uma personagem substancialmente diferente e que tem intenções sinceras quando se voluntaria em ajudar na investigação de L. Foi uma decisão sensata e interessante, esta do autor, que, apercebendo-se que uma determinada linha narrativa tinha chegado ao fim e em vez de a esticar até ao aborrecimento, optou antes por outro tipo de mudança radical. Agora, L e Light trabalham juntos – mesmo juntos porque estão algemados um ao outro uma vez que L ainda desconfia dele – para apanharem o novo Kira que, pela primeira vez, tem uma identidade também misteriosa para o leitor.
Este volume trata precisamente da história referente à investigação do novo Kira, que já havia sido iniciada no final do volume 5 e que Light já havia focado nos líderes da empresa Yotsuba. Seguimos assim, ao longo deste volume, uma operação policial com resultados bem mais produtivos do que quando Light era Kira. Quanto ao novo Kira, não é de longe uma personagem tão interessante como Light, mas é uma que vale a pena conhecer para termos a imagem do que outra pessoa faria com o caderno; neste caso, alguém mais avarento que usa o caderno apenas para enriquecer à custa da vida de outros, um objectivo muito mais banal e mesquinho que o de Light, mas que vale a pena mostrar. Este Kira assume-se logo distinto, por exemplo, quando ameaça a vida dos políticos se estes continuarem a tentar capturá-lo, o que leva a retirarem a polícia deste caso, uma decisão que terá as suas repercussões na equipa de L.
Há medida que a investigação vai evoluindo, Ohba mostra-nos como sabe construir uma tensão em crescendo ao longo de cada capítulo, até atingir níveis fervorosos num fantástico clímax final. Como é típico no mangá, estamos perante uma narração visual muito dinâmica e, neste caso em particular, onde há sempre algo relevante a acontecer e a ser descoberto.
Tsugumi Ohba ficou conhecido mundialmente através de “Death Note”. Contudo, no caso do desenhador Takeshi Obata o caso é outro, pois estamos perante um autor que já gozava de um maior reconhecimento – reconhecimento esse que volta a ser justificado em “Death Note”. Obata tem um traço fluido e uma atenção à caracterização das personagens, que dão uma vida não só muito enérgica mas, também, pessoal a esta série. Mesmo que os Shinigamis sejam de certeza das personagens mais engraçadas de desenhar, sente-se sempre que Obata se diverte muito com L – quiçá o detective mais peculiar a pisar as páginas de um mangá – e isso é um sentimento que passa para o leitor.
Depois deste final fica a questão no ar: qual será o novo rumo que a série seguirá? E será que Light abdicou mesmo do seu plano de ser Kira? É algo que custa a crer, tendo em conta a sua personalidade. De qualquer das formas, as respostas terão de aguardar pela edição do sétimo volume que, se tivermos em conta o que tem sido feito até aqui, promete ser épico.
Notas:
- Publicado originalmente no site da Rua de Baixo;
- Um comentário à série completa pode ser lido aqui
- Comentários a todos os episódios da série de animé aqui.
- Um agradecimento especial à Devir pelo livro.
segunda-feira, junho 22, 2009
Death Note

"The human whose name is written in this note shall die"
Se tivesse de resumir esta saga em apenas uma frase esta seria sem dúvida a escolhida. É uma frase que irá acompanhar toda a obra e que consiste na sua premissa: um caderno com a capacidade de matar qualquer pessoa cujo nome nele seja escrito e cuja cara seja conhecida a quem o escreveu (esta última parte é também obrigatória de forma ao caderno não matar pessoas com o mesmo nome). Este é o caderno da morte.
Os Shinigami´s (deuses da morte) existem e são eles os detentores dos "Death Note" os quais usam para tirar a vida. O mundo dos Shinigami´s é desértico e sem vida, a maior parte dos seus habitantes passa os dias a jogar numa apatia extrema. Ryuk aborrecido com a sua vida decide terminar com esta monotonia deixando cair um "Death Note" no mundo humano.
O caderno vai parar às mãos de Light Yagami um indíviduo dotado de uma inteligência excepcional e que partilha com Ryuk o sentimento de monotonia para com o seu mundo, monotonia essa que irá terminar para ambos a partir do instante em que Light segura neste "Death Note".
A princípio Light considera que o caderno não passa de uma brincadeira ridícula, afinal de contas é impossível um objecto possuir tal poder. No entanto sente-se tentado a experimentá-lo e verdade seja dita quantos de nós não sentiriam? Decide então usar o caderno num criminoso, não vá o diabo tecê-las, aproveitando um relato na televisão sobre um homem que tinha raptado oito pessoas numa enfermaria, incluindo crianças.
Para sua surpresa o raptor morre de ataque cardíaco passado 40 segundos do seu nome ter sido escrito no caderno (quando não se especifica a morte nem o tempo, todas as pessoas morrem de ataque cardíaco e 40 segundos depois de os seus nomes terem sido escritos no caderno).
Aterrorizado a princípio decide investigar melhor a autenticidade do caderno e após a comprovar decide usá-lo para um bem maior, começando a eliminar todos os grandes criminosos com o objectivo de criar um mundo justo e pacífico, um mundo onde ele governará como o seu novo deus. Não fosse esta última parte podíamos dizer (concordando ou não) que os ideias de Light eram 100% altruístas, de qualquer das maneiras a sua maneira de pensar contribui em muito para a qualidade da obra uma vez que é muito mais interessante termos um personagem a usar este caderno para eliminar o mundo do mal, ao invés, de um tipo qualquer que o usa apenas para obter poder e dinheiro.
Esta ideia é, na minha opinião, muito apelativa e captou logo a minha atenção, no entanto, por muito interessante que seja ter alguém que possui um "Death Note" não chega para tornar a história aliciante e é aí que entra...L!Para criar o impacto que pretende no mundo Light tem de provar que é alguém que está por detrás de todas as mortes e que estas não são casuais, para isso escolhe o ataque cardíaco como causa de morte para todos os que julga. É certo que o simples facto de morrerem apenas criminosos denúncia que algo de errado se está a passar, mas ao escolher sempre o mesmo método de homícidio Light leva não só a polícia a chegar a essa conclusão mais rápido como garante que nenhuma das suas julgações passe incólume. Assim quando algum criminoso morre de ataque cardíaco sem nunca antes ter revelado problemas do foro cardíaco a sua morte é logo associada a Kira, o nome pelo qual Light virá a ser conhecido pela multidão. A fim de deter este criminoso desconhecido que mata de uma forma inexplicável surge L, o melhor detective do mundo cujo nome e face são desconhecidos para todos inclusivé para aqueles com quem trabalha, salvo a excepção de Watari o seu fiél parceiro.
Mal começa a trabalhar no caso L descobre factos extremamente importantes sobre Kira confrontando-o em directo através da televisão. Este confronto mostra-nos que estamos perante um duelo de Titãs e que a luta entre estes dois ao longo do livro será no mínimo memorável.
O autor Tsugumi Ohba nunca teve a intenção de impingir uma ideologia ao longo da série uma vez que cada pessoa tem a sua própria noção de justiça. Isso foi provavelmente a decisão mais correcta e é engraçado constatar que há semelhança do que ocorre no Manga existem aqueles que condenam Kira e aqueles que o defendem. Na minha filosofia de vida nunca considerei as acções de Light Yagami como correctas, o mundo pacífico que idealiza baseia-se numa falsa paz que é construída através do medo, além de que nenhum ser humano tem o direito de tirar a vida a outro. No entanto o tema da justiça é algo que acho extremamente fascinante e complicado de debater, o mundo não é a preto e branco. Por isso não interpretem a minha opinião como um mero "Light é mau e L é bom", como disse as coisas não são tão lineares e se há um personagem que representa a bondade e a integridade em "Death Note" esse alguém terá de ser Soichiro um oficial da polícia que irá assistir L na sua investigação.
Aliás estando em pólos completamente opostos os personagens de L e Light tocam-se. Ambos são muito similares na forma de pensar uma vez que são extremamente inteligentes e capazes de determinadas acções quando pensam que os fins justificam os meios.
No entanto nem tudo é excelente nesta obra, na verdade podemos dividir "Death Note" em duas partes, com uma primeira fascinante e uma segunda, mais fraca, mas também de grande interesse.
A arte está a cargo de Takeshi Obata conhecido pelo seu trabalho em "Shonen Jump" e é maravilhosa. É de salientar o seu trabalho notável na criação dos personagens, criando figuras já clássicas de Manga. Tão cedo não esqueceremos o ar snob e esbelto de Light ou os tiques e maneirismos de L. E depois há ainda Ryuk, nunca um deus da morte foi tão divertido.A série de Manga é composta por 12 volumes e existe também no formato de Animé. As diferenças entre elas são mínimas apesar de ambas conterem cenas exclusivas. A maior diferença está no final que na Manga se prolonga um pouco mais ao longo do tempo. No entanto qualquer uma delas é uma boa opção para ver esta, muito aconselhada, série.
Quanto aos livros existe ainda um 13º que consiste em extras. É um livro interessante mas não indispensável. Contém uma secção onde explica tudo o que se passa na história algo desnecessário para quem a leu com a devida atenção. É normal que por vezes surjam algumas dúvidas uma vez que "Death Note" tem um ritmo alucinante com grandes acontecimentos a ocorrer em todos os capítulos. No entanto as respostas estão todas bem fundamentadas na história e até as regras do "Death Note" vão sendo reveladas/relembradas ao longo da saga, algumas das quais são essenciais para entender algumas acções enquanto outras não passam de meras curiosidades. Este volume contém também fichas de identificação para todos os personagens, mas que claramente não foram feitas pelo criador, uma vez que ao compararmos a ficha de L, Light e Near, o primeiro é considerado o menos inteligente quando páginas à frente temos o autor do livro a dizer precisamente o oposto que L é o mais inteligente em "Death Note" isto entre outras coisas tornam estas fichas obtusas.
O que realmente vale a pena neste 13º volume são as entrevista aos criadores, as histórias humorísticas, a primeira história de "Death Note" lançada na "Weekly Jump" e um cartão com um segredo que nunca é revelado na série.
Actualmente esta obra está a ser re-lançada com uma nova edição de nome "Death Note Black Edition". Nela podemos encontrar algumas páginas a cores e as extremidades das páginas estão pintadas de negro.
Há semelhança do que perguntaram a Tsugumi Ohba e a Takeshi Obata gostava de enumerar os meus três momentos favoritos desta obra que obviamente NÃO DEVEM SER LIDOS POR QUEM NÃO CONHECE A OBRA.
3 - O primeiro confronto entre L e Light. quando L o engana usando um recluso para se passar por ele. Golpe de génio que o fez reduzir a investigação ao Japão.
2 - A morte de L. O impacto é grandioso. Ohba ficou três dias sem comer depois de a ter escrito. E é de salientar que um deus da morte teve de se envolver e morrer para que L perdesse a vida. Near e Mello nunca tiveram de enfrentar um deus da morte.
1 - O momento mais "what the fuck" da série tem de ser quando L revela a sua identidade a Light. Foi uma jogada que não estava à espera de tão arriscada que é. No entanto L não falha.
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