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quinta-feira, março 15, 2012

JLA: #1-6 (New 52)


Este foi o livro que mais me fez questionar os problemas relacionados com o reboot da DC Comics. Problemas porque a editora não fez um reboot total pelo que sei. Falo de Green Lantern e Batman por exemplo. Todos os títulos relacionados com o Green Lantern parecem estar no universo antigo, seguindo os eventos após "Blackest Night" e "Brightest Day". No caso do Batman também parece estar tudo igual excepto com Stephanie Brown e Barbara Gordon que agora voltou a andar mas sem nenhum tipo de explicação.

Tal como "Superman", "Wonder Woman" entre muitos outros, esta Justice League of America (JLA) faz parte do famoso reboot e é de todos os comics que li o único que começa mesmo do zero, ou seja, com a formação da equipa algo que muitos gostarão de ler. O que me faz pensar, terá este novo Hal Jordan a ridícula fraqueza à cor amarela como nos tempos antigos? Ainda não se sabe mas dúvido, uma das melhores coisas que fizeram quando criaram o Kyle Ryner foi verem-e livres disso. Porém, Geoff Johns até soube dar uma boa utilização a essa fraqueza, falo de Parallax e esta entidade mantém-se no universo do Green Lantern. Isto tudo para dizer que é estranho ter dois Hal Jordan's distintos, um na JLA e outro no título dos lanternas. E quando decidirem misturar histórias não complicará? Ou então serão abordados como universos paralelos, como me parece que vá ser o caso da JSA que terá as suas aventuras noutro universo tal como foi no passado antes da "Crisis on Infinite Earths", sim o multiverso está de volta. Dá-me a sensação que estamos perante dois universos DC actualmente, o do reboot e o antigo, fica a questão se os estão a pensar fundir num só ou não. Por exemplo, as histórias da série do Batman poderiam estar a decorrer num futuro em relação a estas e assim não alterando nada do Morcego ele pertenceria a este novo universo. O mesmo para o Lanterna, apesar de me parecer mais complicado e que resultará em pontas soltas e buracos no argumento.

É esperar para ver, porque há uma ligação clara entre este universo e o antigo, ou seja, há um plano maior nisto tudo que ainda não foi revelado. Prova disso é a introdução de uma misteriosa figura de capuz nos vários títulos e que está relacionada com os eventos de "Flashpoint" a última grande saga da DC antes do novo início. Será esta estranha personagem a causadora do reboot? No final de JLA assistimos a um encontro seu com o Phantom Stranger, resta-nos aguardar pelos próximos números para descobrirmos mais sobre isto.

A DC como é habitual, gosta de complicar e isso não me parece que atraia muito novos leitores, que é precisamente o objectivo. Claro que ligações entre as personagens e os universos aparte o que realmente interessa e faz a diferença é a qualidade dos comics em si. E nisso as coisas parecem estar a correr bem, tanto pelo que li, como pelo número de vendas. Já há muito tempo que a DC não destronava a Marvel. Gostava de saber em relação a esses valores é quantos são novos leitores.

Do que li o único que me desiludiu foi o já falado "Superman". Tanto este "JLA" como o "Detective Comics" são bons e o "Action Comics" e "Batman" muito bons. Este último então o melhor de todos e completamente indispensável para os fãs do Morcego.

Mas voltando à JLA que chamou logo a atenção por unir Geoff Johns e Jim Lee. O talento de Lee para desenhar super-heróis é bem conhecido e aplaudido. Já Johns é um dos homens do momento na DC Comics. O seu trabalho com o Green Lantern tem dado imensos frutos os quais serão a maior razão para não terem optado pelo dito reboot. Muito trabalhinho seria mandado às urtigas se o tivessem feito. Sim, porque a grande vantagem do que Johns fez não foi simplesmente alterar o passado da personagem quando lhe convinha, ele foi procurar espaço no passado para introduzir os conceitos que queria usar no presente.

Se Johns escreve um grande Lanterna, o mesmo não se pode dizer do seu Batman, sempre que surge nas suas histórias... Digamos que a maior vantagem de "Blackest Night" para Johns foi o Batman estar morto. E tratando-se da JLA ver o nome dele à frente do título foi um misto de contentamento com apreensão. Até porque já por si o Batman não é um "super" herói ao lado dos seus companheiros.

Como já referi, gostei desta primeira apresentação da Liga. Johns levou o seu tempo e apresentou as personagens uma a uma, sabendo dar tempo a cada uma, gostei disso ao invés de aparecerem todos no primeiro número como alguns defendiam. Há que saborear. Tirando um número em particular, penso que o 3º, aquele em que surge a Wonder Woman, são todos uma leitura divertida. Este que menciono perde-se em porrada não contando nada. Atenção, porrada desprovida de interesse e que não interessa nem ao menino Jesus.

Em relação ao Batman, não esteve mal. De uma forma geral todas as personagens foram ainda pouco aprofundadas, aquele mais explorado é o Cyborg porque é neste número que a personagem enquanto super-herói nasce, uma vez que todos os outros já enveredam o respectivo manto. Há um par de momentos com o Morcego bastante engraçados e gostei do facto de ele ser abordado como uma lenda urbana, tanto o Lanterna como o Flash ficaram surpresos ao descobrirem que ele existia e de queixo caído quando souberam que ele não tinha poderes.
Há apenas uma cena em que estranho uma decisão do Batman. Para entrar no seu círculo de confiança é muito complicado e não vejo aquilo acontecer, mas tempos desesperados pedem medidas desesperadas, talvez fosse necessário, no entanto, não me pareceu.

Hal Jordan e Flash mostram bem a forte amizade que os une. Jordan está bem longe do lutador que conhecemos, aqui acabou de receber o anel e ainda é muito principiante, desconcentrando-se com relativa facilidade. Ele que tem o potencial para ser dos super-heróis mais poderosos aqui ainda leva facilmente uma forte tareia do Homem de Aço. O Flash, Barry Allen, é dos meus predilectos nesta equipa, sempre foi e ainda bem que há coisas que não mudam. O seu sentido de humor está lá e claro a sua velocidade. A reacção do Super quando descobre que é mais lento que o Flash é um dos melhores momentos.

Por falar no Homem de Aço, de momento ele é o peso pesado da Liga, para já não há dúvidas. É retratado como sempre devia ser, ou seja, uma força da natureza a ter em consideração e respeito. Claro que para azar da equipa o primeiro vilão que enfrentam juntos é nada mais nada menos que um dos mais temíveis do universo DC Comics. Se quiserem saber quem cliquem aqui.

Tanto Diana como Arthur, não têm muito tempo de antena. O Aquaman tenta fazer uma entrada triunfante com o uso dos seus poderes, mas estes não têm o efeito pretendido, não em mim. Adorei no entanto quando ele explica que o seu fato é tradicional de Atlantis pois ele nunca escolheria o amarelo. A Wonder Woman além de se revelar como uma valente mulher de armas pouco ou nada dela sabemos mais. No entanto, ainda proporciona dois dos momentos mais engraçados juntamente com Hal Jordan.

Por fim o Cyborg. Não o conheço muito bem, tem uma história trágica e agora ao invés de se aliar aos Teen Titans vem brincar com os adultos. Não está mal o rapaz, mas continua-me a custar vê-lo lá em vez do Marciano. Pelo menos que o J'onn fundasse a Liga como sempre fez e depois sim trocavam-no pelo Cyborg. Bem falta vai fazer com os seus poderes telepáticos. Agora o único telepata é o Aquaman e bem a sua telepatia é mais para os peixes.

Os desenhos estão ao nível que Jim Lee nos habituou e para quem gosta certamente não ficará desiludido.

No final 7 heróis vêm-se juntos a unirem forças para proteger um bem maior, a vida de todos nós. Nenhum tinha intenções de formar um grupo ou qualquer tipo de parceria, mas as forças do destino assim os juntaram na mesma. Dêem as boas vindas aos "The Super Seven" (O Flash prometeu pensar num nome melhor mais tarde).

quarta-feira, novembro 02, 2011

Os Novos 52

Um pouco tarde, mas aqui ficam as minhas primeiras impressões dos comics que ando a seguir dos "Novos 52 da DC".



JLA #1



Jim Lee regressa a lado do "Man of the hour" da DC, Geoff Johns.
Logo a início somos avisados que esta história decorre 3 anos antes da cronologia usada nos comics das respectivas personagens.
É um novo início para esta Liga e Johns quer contar a história com calma, saboreando cada momento e por isso mesmo não se optou por colocar todas as personagens da equipa neste primeiro número.
Aqui seguimos Batman a perseguir um E.T., enquanto ele próprio é perseguido pela polícia. Batman é portanto procurado pelas autoridades e considerado uma ameaça para Gotham City.
Durante a perseguição surge Hal Jordan aka Green Lantern, afinal se envolve criaturas alienígenas isto é um caso para a polícia universal. O momento em que estes dois heróis se conhecem é bastante engraçado, vemos por exemplo que o Lantern pensava que o Batman não passava de uma lenda urbana e a sua expressão quando descobre os "poderes" de Batman é excelente.
Tinha algum receio de ver como seria o Batman de Johns, pois o autor não é famoso pela escrita desta personagem. Mas até agora está tudo OK e para minha surpresa até o colocou a ridicularizar o Lantern (vamos pensar que Jordan é muito novato).
A personagem de Victor também é introduzida numa história em paralelo naquele que é o substituto do Martian Manhunter na formação original da Liga. Tenho pena, não conheço muito bem o Cyborg nunca segui Teen Titans, mas o Marciano é membro fundador da Liga e de todos é o único que falha neste novo início, não devia. O que me deixa mais tranquilo é que ele estará junto de uma equipa que tem tudo para brilhar, falo de Stormwatch. Mas esse vou adquirir em trade paperback e falarei mais tarde.
Este é uma boa opção para quem quiser ler BD da DC e não conhece muito bem este universo. Os que conhecem adiantam-se um bocadinho e ficam logo a saber quem é o vilão que está por detrás desta trama.
No número 2 vamos ter Superman VS Batman & Green Lantern. Mal posso esperar.





Detective Comics #1



Esta publicação é dedicada a Batman. Estamos perante um Batman em início de carreira. Harvey Dent ainda é um promotor público e duvido que já tenha existido algum Robin.
Para primeiro vilão temos o maior deles todos, The Joker.
O duelo entre Joker e Batman é interessante, mas é o final da história que me deixou mais intrigado. É um daqueles momentos what the fuck? Que realmente só podia ser executado pelo Joker, não imagino mais nenhum vilão a ser capaz de tal coisa.
Não faço ideia como isto vai terminar, mas para já promete.
O argumento e desenho estão a cargo de Tony S. Daniel.




Action Comics #1



Se a de cima é dedicada a Batman esta só podia ser ao Superman. E juntamente com essa foi das minhas leituras preferidas desta nova vaga.
Aqui também Superman é jovem nestas andanças. Já está em Metropolis a trabalhar num jornal rival ao Daily Planet e é portanto concorrente de Lois Lane. Os seus poderes ainda não estão totalmente desenvolvidos, é um super mais fraco, menos resistente e que ainda não tem a capacidade de voar. Uma abordagem que gostei bastante.
O escritor, e a razão porque decidi comprar, Grant Morrison, opta por trazer-nos um Super diferente ao que estávamos habituados. Kal-El é mais arrogante é certo mas a sua atitude rebelde de esquerda a lutar contra o sistema, preocupado sempre com os mais desfavorecidos é executada com muito estilo. Não me parece que este Super seja manipulável politicamente como era o escrito por Frank Miller.
Diz quem conhece melhor que este Super tem muito do mais antigo.
De salientar também a introdução de Lex Luthor. Frio, calculista, manipulador e sem escrúpulos, que tem neste número a função de prender o alienígena que anda a saltar pelos prédios de Metrópolis. Luthor é implacável, Kal-El mal sabe o que o espera.
O desenho é de Rags Morales.





Batman #1



Scott Snyder e Greg Capulo trazem-nos o primeiríssimo número de Batman. E aqui se começa a notar que este "novo" universo da DC alterou muito pouca coisa em relação ao antigo, provando-se desnecessário. Os Robin's são os mesmos e o actual é precisamente Damian o filho de Batman que era já o actual no universo antigo. No fundo disseram-nos que estamos perante um novo começo, mas as ligações ao passado são idênticas salvo excepções pontuais como a personalidade de algumas personagens ou o facto de Barbara Gordon ter recuperado a mobilidade nas pernas.
O livro começa com Batman a invadir o Asilo Arkham lutando contra vários vilões (aqui já temos Two Face) aliado a Joker?????
Depois do momento Batman o livro segue num momento Bruce Wayne onde assistimos a um belo discurso sobre a sua cidade de eleição. O auge tal como em Detective Comics é o final que nos revela um suspeito inesperado na investigação de Batman. Claro que não é ele o culpado, mas ainda assim aguçou o apetite para descobrir aonde isto vai dar.






Superman #1



Este juntamente com a Liga não estava nos planos de compras. Os comics saem muito caros.
Porém acabei por decidir arriscar até para ver se os acontecimentos em Action Comics se poderão notar neste.
Novamente sentimos uma desilusão em termos de "novo universo DC". Tiraram-lhe as cuecas por cima do fato e modernizaram o espaço e personagens. As pessoas usam o twitter, o jornal impresso sofre problemas com a evolução do digital, enfim situações que facilmente seriam introduzidas no universo tradicional, afinal de contas presidentes são eleitos, monumentos construídos, mas os super-heróis mantêm-se, intocáveis pelo tempo.
Seguimos a aquisição do Daily Planet por um novo empresário e um estranho inimigo que acabará a defrontar o grande azulão. De todos foi o que menos apreciei.
George Perez escreve e Jesus Merino desenha.