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sexta-feira, maio 30, 2014
Hannibal - Temporada 2
Estive quase para não a ver, até porque a TV norte-americana parece começar a padecer do vírus da falta de ideias, começando a atacar veemente os filmes, adaptando-os a este meio. Claro que isso não quer dizer que as séries não sejam boas, não quero é passar a vida a ver sempre as mesmas coisas.
O importante é estar atento às que realmente interessam e, neste caso, o nome de Fuller a liderar este projecto valeu-lhe uma merecida oportunidade. Depois de uma assombrosa primeira temporada as dúvidas que poderiam haver foram totalmente obliteradas. Ora esta segunda temporara parece-me ter sido ainda melhor. Um autêntico baptismo de sangue para Will (grande Hugh Dancy) e, também, um mergulhar mais fundo nas profundezas das trevas, ou seja, nesta temporada ficámos a conhecer melhor aquele que dá nome a isto tudo, Mr. Hannibal Lecter (grande Mads Mikkelsen).
E depois de um crescendo de episódio chegámos ao 13º e ficamos sem palavras para todo o maravilhoso espectáculo orquestrado por Fuller. Que grande final, que grandes personagens e, claro, que grande série.
Existe uma certa suspensa de descrença, sem dúvida. Hannibal é capaz de tudo e a empatia de Will por vezes assemelha-se a um super-poder. Mas a aceitar é deixarmos-nos levar por uma das séries do ano.
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sexta-feira, julho 19, 2013
Hannibal: Temporada 1
Depois de ter gabado o início de Hannibal aqui, venho agora, após 13 episódios, confirmar que a primeira temporada foi um dos grandes acontecimentos televisivos do ano.
O início da série foca-se muito em nos apresentar o detective Will Graham interpretado por Hugh Dancy que faz um trabalho notável a dar vida a este investigador atormentado que tem o "dom" de conseguir estabelecer facilmente empatia com as pessoas, o que o faz compreender a mente de um serial killer como poucos. O que Graham tem a mais, os psicopatas têm a menos, mas mesmo assim, quando o mesmo mergulha a fundo nas profundezas da psique de um maníaco, isso pode deixar as suas marcas e a sanidade de Graham começa a ser questionada.
Posteriormente, a série volta a sua maior atenção a Hannibal, que começa a estabelecer uma amizade com Will Graham. Sei que todos temos a imagem de Hopkins muito presente na memória quando se trata desta personagem, mas aqui Mads Mikkelsen é mestre e senhor, dando uma nova roupagem à personagem e tornando-a sua. A forma como Fuller a desenvolve no papel e, posteriormente, como Mikkelsen a transporta para o ecrã, rapidamente nos conquistam, só é preciso dar-lhes uma oportunidade.
De resto, como referi anteriormente, toda a estética dos episódios é muito bem orquestrada. Por se tratar de uma série que passa em sinal aberto, Fuller teve de se conter nas doses de sangue, mas nada que se faça sentir, a abordagem mais fria às cenas do crime é muito funcional e deixa a sua marca no espectador. Não resisto à tentação de referir que "Hannibal" é como uma refeição gourmet, preparada com muita atenção e delicadeza, o que me lembra as cenas com os preparativos culinários de Hannibal, os quais resultam sempre em grandes momentos de televisão, e onde aproveito para salientar o fantástico "Sorbet".
Trata-se também de uma série muito imaginativa, vi aqui alguns dos crimes mais horrendos e criativos da história da televisão. Tudo isto juntamente com a relação entre Hannibal e Will Graham, fizeram de "Hannibal"uma das séries mais antecipadas da semana. Todas as quintas estava ansioso para que desse mais um episódio. Já agora aproveito também para referir o quanto bom foi rever Caroline Dhavernas como Dr. Alana Bloom - está tão crescida desde "Wonderfalls" - e Gillian Anderson como Dr. Bedelia Du Maurier.
De resto, tendo por pano de fundo alguns crimes distintos, há sempre uma clara linha narrativa em que a série segue, desenvolvendo muito as repercurssões que o assassino de "Minnesota Shrike" teve em Will. Tal como é referenciado nos livros, este foi um caso que o atormentou particularmente.
A recta final é portentosa, onde vamos assinstindo ao culminar de todo um plano maticuloso de Hannibal que foi sendo contruído a cada episódio.Para todos os fãs desta mitologia o final é extremamente simbólico e, por isso mesmo, ainda mais poderoso.
Uma grande série, que felizmente já tem a segunda temporada confirmada.
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terça-feira, maio 14, 2013
Jagten
SPOILERS
Já me tinham prevenido que "Jagten" de Thomas Vinterberg é uma das melhores estreias do ano e, após a sua visualização, só posso concordar.
Temos aqui um grande argumento de Tobias Lindholm eThomas Vinterberg que toca em uma das questões mais sensíveis para o ser humano, o do abuso de menores. As crianças são os inocentes do nosso mundo, aqueles que protegemos acima de tudo e aqueles a quem não toleramos que sofram acima dos outros. Vinterberg opta por explorar não o lado do abuso, mas o que uma acusação deste calibre pode fazer a alguém.
Lucas (excelente Mads Mikkelsen) é um professor que trabalha num jardim de infância. É um homem amado na sua comunidade e pelas crianças com que trabalha também. O pior da sua vida é a luta pelo seu filho, cuja custódia perdeu. Porém, tudo está prestes a mudar quando Klara, a filha do seu melhor amigo, profere à frente da directora da escola que viu o pénis duro de Lucas. Tais palavras e imagens, vieram do seu irmão e de um colega que as viam no ipad. A directora, contudo, não sabe isto e fica em alerta. A situação começa a escalar e assume proporções gigantescas e, a dada altura, Lucas é acusado de ter abusado de várias crianças da turma.
Quando a própria Klara admite ter inventado tudo, já todos pensam que é o trauma que a faz mentir e quase a convencem, por sugestão, do que aconteceu conLucas foi verdade. A sugestão é algo muito delicado, não me surpreendia que no filme Klara surgisse após 20 anos a acreditar que tinha sofrido um abuso de Lucas.
A grande força do filme é este forte realismo que sentimos ao assisti-lo. Esta é uma história que poderia acontecer a qualquer um. Basta uma criança proferir tais palavras e todos ficamos alarmados e desconfiados. A problemática maior é que é possível que uma criança também minta quando foi abusada e a dada altura como ficamos a conhecer a verdade? De fora ainda poderemos conseguir manter algum sangue frio, mas e se fosse o nosso filho? Por muito que crítique a atitude da directora, principalmente no aviso a todos os pais onde espalha um pânico desnecessário, a verdade é que facilmente podemos cair no lado da injustiça e sem grandes esforços. É que se por acaso for verdade...
Claro que uma mancha destas na vida de alguém é algo que por muito que se limpe, nunca sai verdadeiramente, como se mostra no final do filme. Para sempre Lucas terá a vida injustamente manchada.
Um filme duro de ver, novamente, pela sua abordagem tão real, que o elevam a uma das propostas mais interessantes do ano.
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segunda-feira, abril 08, 2013
Hannibal
Começou na semana passada uma nova série televisiva que me chamou a atenção por duas razões. Primeiro, o título, "Hannibal". Estamos a falar de um dos assassinos em série mais conceituados da ficção. A imagem do assassino culto ficou marcada por esta personagem, muito graças ao "Silence of The Lambs" e à interpretação de Antony Hopkins, pois Tom Ripley nasceu primeiro na literatura.
Contudo, o charme de Hannibal tem vindo a diminuir de filme para filme, se começarmos a contagem no "Silence of The Lambs". O anterior "Manhunter" de Michale Mann havia sido bem interessante. Pensando melhor não diria o charme de Hannibal, esse mantém-se ainda muito forte, se não duvido que a série existisse. Será porventura mais correcto dizer que a qualidade dos filmes é que veio a diminuir, nem cheguei a ver o "Hannibal Rising" por exemplo.
O que me leva para o segundo ponto de interesse e o que me fez querer ver a série. O criador por detrás da mesma é Bryan Fuller a mesma mente creativa por detrás de "Wonderfalls", "Pushing Daisies" e "Dead Like Me". É que o nome Fuller leva-me a acreditar que isto é mais que uma mera exploração de uma personagem para gerar audiências fáceis. Recentemente também estreou "The Bates Motel", que se trata de outra prequela, só que neste caso de "Psyco". Esperemos que a TV americana não caia no mesmo erro de "Hollywood" que está constantemente a ir buscar coisas ao baú em vez de criar algumas novas.
Vi este fim-de-semana o piloto e fiquei satisfeito. Esta série é uma prequela dos acontecimentos em "Red Dragon" mostrando-nos como Will Graham e Hannibal Lecter se conheceram e vieram a trabalhar juntos. Gostei do elenco, Hugh Dancy como o mítíco Will Graham convence e gera interesse. É verdade que a personagem está diferente do que conhecemos, mas é uma abordagem que me parece de valor. Mads Mikkelsen tem a tarefa árdua de interpretar Hannibal. A sombra de Hopkins é grande e espero que isso não afaste as pessoas do seu trabalho. Gostei do que vi e é preciso ver a série com um certo afastamento dos produtos mencionados acima.
Foi um bom começo e tendo em conta que os pilotos raramente são dos melhores episódios, é uma boa premissa. Ah e ainda temos
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