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sexta-feira, junho 27, 2014

Mat


Por cá continua-se a conhecer Edmond Baudoin e em francês. Neste "Mat" a leitura foi significativamente mais fácil, não porque o meu fracês esteja a ter progressos estupendos, mas porque tinha menos para ler do que "Piero".

Baudoin volta a misturar a realidade e os sonhos ao nos contar a vida de Mat, um rapaz solitário que após ter perdido a mãe tem vindo a desenvolver uma relação tumultuosa com o seu pai. Mais um belo pedaço de uma vida retratada por este autor francês, com o mesmo traço a negro que me tem vindo a habituar.


quarta-feira, maio 14, 2014

Piero


Quem lê BD sabe que há vantagens em dominar a língua francesa. Além de ser uma língua na qual muita BD é produzida, também é uma língua na qual a grande maioria é traduzida. Mais por causa do material original, ao qual não se tem acesso em português ou inglês, tenho tentado refrescar a memória e melhorado a minha compreensão do francês, tentando ler algumas BDs. Dizer que esta tarefa tem sido desenvolvida a passo de caracol é dizer muito, por isso um empurrão de vez em quando é o que nós precisamos.

Por isso quando me colocaram Piero, de Edmond Baudoin, nas mãos, heistei um breve segundo, e aceitei a sugestão. De facto dá-me dó ver o tempo que demoro a ler esta curta história, agarrado ao google tradutor, mas foi uma tarefa que valeu a pena e agora já posso colocar Baudoin na lista de autores lidos.

Piero é um livro autobiográfico, cujo título é o nome do irmão do autor. Ambos viviam em Nice numa França pós-guerra e onde passavam grande parte do tempo a desenhar. Neste olhar sobre o seu passado, Baudoin mergulha tanto na realidade como nos sonhos da sua infância, misturando-os com uma sensibilidade enternecedora. Tudo contado num traço simplista e negro.


Ficamos tambéma  saber que não é Baudouin quem persegue os estudos nas artes, mas antes o seu irmão, uma vez que a família não tinha posses para os dois. Claro que o bichinho do desenho persiste e eventualmente o regresso a ele é inevitável, nem que fosse para desenhar este livro como o autor conclui no final.

É um daqueles pequenos objectos, que por dentro está bem carregado de emoções e sonhos. Sonhos essas criaturas espantosas cuja grandeza ninguém consegue medir e que, no entanto, se podem esconder nos confins mais pequenos do mundo.