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terça-feira, abril 01, 2014

The Immigrant (2013)


James Gray não será dos nomes mais conhecidos, mas está a cada vez mais a tornar-se um dos grandes realizadores da actualidade.

"The Yards" e "We Own The Night" são os filmes que lhe conhecia (falta-me ainda o primeiro "Little Odessa") e com os quais fiquei muito impressionado. A forma como filmou ambas as histórias mostram-nos que estamos perante alguém com uma grande noção de estilo e conteúdo. Ainda não vi o seguinte "Tow Lovers", mas parece ser um filme que se marca pela mudança na carreira do realizador que aqui parece abandonar os polícias e os gangsters.

2013 foi ano de novo filme seu que teve estreia no Estoril Film Festival, com a presença do realizador. O filme é "The Immigrant" que com pena minha não vi nessa altura, mas vi agora.

"The Immigrant" mostra-nos que Gray continua em grande forma a querer contar-nos histórias trágicas entre pessoas. Aqui a relação é entre a imigrante polaca Ewa Cybulski (Marion Cotillard) que chega aos Estados Unidos e se vê envolvida nas teias de Bruno Weiss (Joaquin Phoenix) um homem que inicialmente parece preocupado em ajudá-la mas que na realidade sempre teve a intenção de se aproveitar da sua boa vontade. Tudo isto torna-se muito mais à medida que Gray desenvolve a relação entre estes dois, mostrando-nos que são personagens muito mais complexas do que inicialmente aparentavam. Fantástico. Um filme a não perder.

terça-feira, março 26, 2013

De rouille et d'os


Em português "Ferrugem e Osso" é o mais recente filme de Jacque Audiard, realizador de "Un prophète" e "De battre mon coeur s'est arrêté". Ambos filmes bem conceituados mas que ainda não tive oportunidade de assistir. Contudo, "De rouille et d'os" apresentou-me um realizador inteligente, sensível e que dá vontade em conhecer mais e mais.

Este é um Drama com d maiúsculo! Saímos do cinema com a sensação de um cansaço físico, o coração sofreu e com ele o resto do corpo. Mas, o filme de Audiard não cai em exageros melodramáticos, sendo muito sóbrio, maduro e realista/actual. Um belo filme de onde destaco uma das cenas finais, falo da conversa ao telefone entre os protagonistas, uma entrega soberba da parte de Matthias Schoenaerts à sua personagem. Tanto ele como Marion Cotillard estão fantásticos nos seus papéis criando uma relação memorável entre duas pessoas "quebradas" que encontram uma na outra, o seu porto de abrigo.