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quinta-feira, setembro 04, 2014

Torchwood - Miracle Day (Temporada 4)




Stop being so nice. We left nice behind a hundred miles back. I'm trying to be honest, okay? Because do you know what the worst thing is of all? Out of all the shit we have seen, all the bloodshed, all the horror...You know what is worse than all that? I loved it. I bloody loved it.

Gwen Cooper

SPOILERS

Há semelhança de "Doctor Who" também "Torchwood" tem sofrido "regenerações" ao longo destas temporadas, onde a 3º e 4º seguem um estilo distinto das anteriores, previligiando um mistério com continuidade ao longo de todos os episódios. "Miracle Day" mantém o registo de "Childrens of the Earth", mas duplicando o número de episódios. Infelizmente essa não foi a única diferença, por alguma razão qualquer, "Miracle Day" é uma co-produção americana e essa influência do outro lado do Atlântico faz-se sentir, por vezes, de forma negativa. E eu que pensava que a terceira teria tido um sucesso comercial tão grande que "Torchwood" tinha a continuação garantida.

Logo para começar, é de valorizar que o enredo desta temporada tenha sido tão ambicioso, a ideia de impedir a morte em todo o mundo podia descarrilar como um comboio a alta velocidade, mas funcionou bastante bem. Como todo o mundo se tornou imortal, o Captain Jack ficou mortal, algo que já não víamos há muito tempo. Outro aspecto de bom gosto prende-se com o facto da equipa (agora só Jack e Gwen) se ter deslocado à América. Um toque que apreciei por vermos o regresso do Captain Jack à sua terra Natal. Infelizmente alguns clichés e cenas de sexo gratuito conseguiram esgueirar-se para dentro desta série, quando não faziam falta nenhuma, uma quase certa influência da co-produção... De qualquer das formas, e apesar de ter revirado os olhos nuns quantos momentos, "Miracle Day" viu-se bastante bem, não deixando de ser uma aventura entusiasmante (apenas bem afastada da qualidade de "Children of the Earth", algo que não a ajuda, uma vez que se trata da temporada seguinte a essa).

Se na temporada anterior a razão porque os Aliens queriam as crianças foi um toque tanto surpreendente como terrífico, aqui a exploração desta imortalidade também teve a sua graça. Mantermos-nos vivos não é necessariamente melhor em muitas situações e isso teve algumas abordagens de valor.

Além das  novas personagens que se aliam ao grupo, tivemos a participação do veterano Bill Pullman, no papel de um pedófilo que é impedido de morrer, devido ao "Milagre", no dia da sua setença. O desenvolvimento desta personagem começou por ser um dos aspectos que aparentava ter mais potencial na série e mesmo podendo ter sido mais explorado, teve um bom par de momentos. Para os fãs de "Six Feet Under" voltar a ver Lauren Ambrose é sempre digno de nota, quase irreconhecível tapada por tanto batom.

No campo humorístico gostei particularmente das interacções entre Jack e Rex, a forma como Rex o apelidava de "World War II" ou as várias oportunidades que Jack não perdia para assustar Rex com alusões homossexuais, foram bem divertidas. Esther é a analista da CIA que trabalha com Rex e acaba por ser obrigada a ter uma participação mais activa, cometendo algusn erros crassos no caminho. É a personagem amorosa da temporada, completamente distinta da Gwen. Ainda tivemos uma personagem nova que é preciso mencionar, a doutora Vera. Apesar desta médica se ter despedido mais cedo do que se antecipava, a marca que deixou foi forte, tratou-se das mortes mais tristes desta história, também por todo o momento em si.

Sendo picuinhas e pertencendo esta série ao universo "WHO", estranha-se que o Doctor nunca tenha mencionado o "The blessing" nem que não tenha reparado que houve uns tempos em que ninguém na Terra morria, uma vez que ele anda sempre por cá. Mas é um pormenor que se desculpa. Outro aspecto digno de nota é que "Torchwood" é uma organização que combate as ameaças alenígenas e que, pela primeira vez, se defrontou com uma ameaça 100% terráquea, uma divertida surpresa, quando se especulava que tudo tivesse origem "fora de portas".

Para final de série (uma vez que isto acabou por não ter continuação) é que tínhamos ficado melhor servidos com o final da temporada anterior.Independentemente disso, vou ter mesmo saudades disto.

quarta-feira, setembro 03, 2014

Torchwood - Children of the Earth (Temporada 3)


SPOILERS


There's a saying here on Earth. A very old, very wise friend of mine taught me it; An injury to one is an injury to all. And when people act accordingly to the philosophy, the human race is the finest species in the universe.

Captain Jack Harkness


Depois de nos termos despedido de Owen e Tosh, mudanças seriam de esperar nesta terceira temporada de "Torchwood". Contudo, a série foi muito além da simples manobra de recrutar novos membros para esta equipa. A terceira temporada iniciou uma nova fase, onde os casos da semana foram subtituidos por temporadas mais temáticas e com continuidade entre os episódios. Com o sub-título de "Childrens of the Earth" a terceira temporada de "Torchwood" foi reduzida no número de episódios (são só 5, que correspondem a 5 dias), mas aumentada na sua qualidade.

“Childrens of Earth” resulta num dos maiores confrontos que a Terra já assistiu, quando vê as suas crianças serem ameaçadas de uma forma tão simples e eficaz. Mas além de todo o mistério, muito estimulante, que a série nos traz, esta temporada á acima de tudo um potentíssimo drama, que irá questionar algumas das decisões que o Captain Jack fez no passado, voltando-o a confrontar com as mesmas no presente. Será que os fins justificam os meios? Será que devemos sacrificar poucos para salvar muitos? Que Jack tem muitos pecados ninguém dúvida, mas será ele hoje, o mesmo homem que foi em tempos? Algo que sempre me apaixonou nesta série, prende-se nas diferenças entre o seu protagonista e o Doctor. São aventuras que decorrem no mesmo Universo, mas lideradas por dois homens muito diferentes, apesar de por vezes se tocarem. Será o Doctor assim tão diferente, quando ele próprio foi quem colocou um ponto final na Time War?

Gwen continua a crescer, é uma personagem que tem sofrido um percurso bem agitado nesta série, conseguindo criar tanto simpatia como antipatia pelas suas decisões. Ao menos as piadas sobre Rhys pararam e a personagem assumiu um papel bem definido e importante nesta equipa. Ianto é outro cujo percurso ascendente é bem notório, notou-se crescimento na personagem e no actor. O seu romance com o Captain Jack assume um tom ainda mais trágico, porque assistimos à sua despedida. Uma muito rápida que resulta do confronto entre Jack e o inimigo. Ianto deixará mesmo muitas saudades. A menção, por parte de Jack, a uma citação de Nelson Mandela (salientada no início do texto) foi outro toque sublime, numa temporada nada abaixo do fantástica.

E no fundo é isto, se “Torchwood” já era uma série com alguns momentos memoráveis, “Childrens of Earth” só contribuiu para aumentar ainda mais o seu estatuto. Uma pena que o futuro não tenha sido tão promissor e agradável como seria de esperar após este portento televisivo.

segunda-feira, agosto 04, 2014

Torchwood - Temporada 2


Suddenly in an underground mortuary, on a wet night in Cardiff, I hear the sound of a nightengale. Miss Martha Jones.

Captain Jack Harkness


SPOILERS


Depois da season finale da primeira temporada ter sido um dos piores episódios da série, "Torchwood" parece recompor-se para um bombástico início com "Kiss Kiss, Bang Bang", um episódio que nos trouxe James Marsters no papel de Captain John Hart, um antigo colega (e mais) do Captain Jack. Este ínício além de resultar num episódio bem divertido pauta logo o tema que nos irá acompanhar ao longo da série, o passado de Jack.

A série continua em bom terreno com o misterioso "Sleeper" e o regresso às viagens no tempo em "To the last man". Podemos não estar em "Doctor Who" mas os episódios que se debruçam sobre o "timey wimey wibbly wobbly stuff" são sempre bem-vindos. "Meat" quase que podia ser usado como propaganda vegetariana e não sendo dos melhores episódios é "Torchwood" até ao osso, contendo bons momentos e dando mais protagonismo a  Rhys Williams, personagem que muito sofre ao longo da temporada sendo constantemente o bobo da corte. No início até tem graça, mas a dada altura já chega.

Em "Adam" temos a aparição de um novo membro de "Torchwood" que acaba por se revelar um alien capaz de alterar as memórias daqueles em que toca. Boa premissa que é aproveitada para mergulhar na infância de Jack, onde descobrimos que o seu irmão mais novo foi raptado por aliens, um momento que sempre o atormentou de culpa. Acaba por ser também um momento que denuncia, imediatamente, o que acontecerá no último episódio, ou seja, o regresso do irmão de Jack. Já agora foi bem divertido ver os papéis de Owen e Tosh trocados.

Nos episódios "Reset", "Dead Man Walking" e "A Day in The Dead", a série trouxe uma convidada bem amada dos fãs deste universo, a antiga companion e agora membro da UNIT: Doctor Martha Jones. Neste conjunto de episódios o destaque foi para a morte de Owen e o seu posterior regresso, por momentos ainda pensei que Jones o fosse substituir (médico por médico). Já tinha referido que "Torchwood" entra num campo mais espiritual e menos cientifico do que "Doctor Who" e nesta temporada isso voltou-se a sentir, não só neste conjunto de episódios mas principalmente no sofrível "From out of the Rain". Talvez seja um campo que David T. Russel goste de explorar, afinal foi ele o criador do arco mais divino de "Doctor Who", o "Bad Wolf" (apesar de nesta temporada não existir um episódio escrito por ele). Nesta fase a série começa a cair em relação ao início, o que é uma pena tendo em conta que estamos ao pé de Martha Jones. 

Este conjunto de episódios foram dos mais fracos, salvando-se o divertido "Something Borrowed" que decorre durante o casamento de Gwen quando ela descobre que está grávida de um... alien. Pena que logo a seguir tenhamos o já mencionado"From out of the Rain" onde nem a sua componente estética o salva.

Felizmente, "Adrift" e "Fragments" revitalizam a segunda temporada com novo fôlego. O primeiro centra-se em Gwen que contra as ordens de Jack persegue um antigo mistério que, como esperado, traz mais dor do que paz após ser revelado. Já "Fragments" é uma preparação para a season finale que se foca na reunião desta equipa no passado.

Por fim, "Exit Wounds" traz-nos o então o - mais do que esperado - regresso do irmão do Captain Jack. Um regresso muito pouco explorado e que sabe a pouco. Ainda assim um final mais satisfatório do que o anterior e que volta a trazer o Captain Jonh Hart, o que ajuda bastante.

No geral, tal como a primeira, é uma temporada desiquilibrada capaz de alternar entre episódios muito estimulantes e outros severamente aborrecidos. No entanto, continua a ter a sua misticidade, mantendo-nos interessados no futuro das suas personagens. O trio amoroso Jack/Ianto e Gwen continua a desenvolver-se, mais especificamente a relação entre Jack e Ianto (que tem crescido bastante), uma vez que Gwen acabou por casar, mesmo tendo focado o quanto se sente atraída pelo Captain. Do outro lado, Owen e Tosh aproximaram-se como nunca antes, uma clara preparação para o final mais dramático dos dois.

quinta-feira, maio 22, 2014

Torchwood - Temporada 1



SPOILERS

No. Think dangerous. Think something you can only half-see, like a glimpse, like something out of the corner of your eye. With a touch of myth, a touch of the spirit world, a touch of reality all jumbled together, old moments and memories that are frozen in amongst it. Like debris, spinning around a ring planet, tossing, turning, whirling... backwards and forwards through time.

Captain Jack Harkness


Um dos meus episódios favoritos de Doctor Who é o Empty Child. Pela história, pelo ambiente de terror, mas também pela introdução do Captain Jack Harkness, que se tornou instantaneamente parte da mitologia deste universo.

Ainda o acompanhámos enquanto companion do Doctor durante alguns (poucos) episódios. A sua participação foi sempre muito bem-vinda, mas compreende-se que Jack não seja menino para andar sempre atrás do Doctor. Nasce assim Torchwood (anagrama de Doctor Who), uma série dedicada à equipa (já previamente mencionada na série do Doctor) responsável por lidar com ameaças Extraterrestres na Terra e liderada pelo ilustre Captain Jack Harkness.

Tenho algum receio dos spin-offs, há personagem que resultam maravilhosamente enquanto secundárias, mas não enquanto protagonistas, além disso o que é demais enjoa. Mas Torchwood consegue marcar a sua posição e distinguir-se. Uma vez que se trata de uma série voltada apenas para adultos pode entrar por determinados campos restritos ao Doctor e também os protagonistas destas duas séries se encontram em campos dbem iferentes. Ao contrário do Doctor, o Jack não tem tantos problemas em sacrificar determinadas vidas e ver essa diferença na forma como ambos lidam em determinadas situações é um dos pontos mais interessantes da série.

A série até começa bem, mas confesso que a início me pareceu que a iria ver mais pela paixão ao universo do que pela própria série em si. Felizmente, esse sentimento desvanece logo, quanto mais episódios vemos, mais as histórias vão melhorando, bem como as restantes personagens (o Jack não, esse sempre esteve em grande).

O Doctor Who nunca enveredou muito pelo caminho espiritual, mas aqui temos um episódio dedicado a uma alma (graças a tecnologia alien), que me faz questionar se nos quiseram dizer que há vida depois da morte. O Jack bem acha que não há nada depois de morrermos e morrer é com ele. Para quem não sabe depois dos eventos no final da 1º temporada de Doctor Who (da de 2005) o Jack é imortal.

O último episódio é que nos volta a trazer os exageros do Russel T. Davies e aos quais já não estava habituado. Normalmente o seu lado emotivo compensa sempre essa extravagância, mas aqui acho ele esticou demais a corda, tudo bem, já sabemos o que a casa gasta. O que adorei no final foi que fez a ponte com os acontecimentos do final da terceira temporada do Doctor, excelente.

De salientar ainda que este Captain Jack já se encontra a viver na Terra há mais de 100 anos e o peso dessa idade e experiência de vida fazem-se sentir na personagem. Apesar de ser o mesmo Jack, não é exactamente aquele que conhecemos na primeira temporada de Doctor Who.

A música é de Ben Foster e do Murray Gold e há que dar crédito a estes senhores, não só pela música sod episódios, mas pelos temas contagiantes das intros que criam.