Os Radiohead são um dos primeiros nomes que me vêm à cabeça quando me perguntam quais as minhas bandas predilectas. São também uma das bandas que me acompanha há mais tempo, agora que penso melhor é mesmo A banda que me acompanha há mais tempo. Desde 97, ano em que saiu essa pérola que abanou os alicerces da música e que dá pelo nome de OK Computer.
Lembro-me perfeitamente do ano em que estiveram cá pela última vez e ainda me lembro melhor do facto de não ter ido ver. Nunca pensei que tantos anos se passassem até um regresso, mas a verdade é que foram 11. Quando soube que vinham não hesitei em comprar o bilhete. lMesmo sabendo que o cartaz do alive seria estupendo nos três dias, normalmente vale sempre a pena, acabei por comprar só para este dia, porque já tinha o "Primavera Sound" e "Bruce Springsteen".
Fiquei com a sensação que em termos de quantidade o dia de Radiohead foi o menos interessante, para mim, excepto por eles. Antes havia Refused, Stone Roses e depois The Cure e Tricky entre muitos outros.
Nunca antes senti tanto estar num festival por uma banda apenas. Atenção, claro que houve grandes concertos neste dia, mas o sentimento que pairava no ar com sabor a Radiohead era impossível de se conter.
Por falar em bons concertos, grande recepção ao público feita pelos Paus que abriram tão bem o palco principal. Já me tinham escapado no Super Bock, agora vi-os finalmente e gostei bastante. Depois foi a vez de Warpaint, no palco Heinken. Uma descoberta interessante, além de que há sempre qualquer coisa de sensual em ver uma mulher atrás da bateria.
Depois distribui-se o tempo entre reuniões de amigos, algumas canções da Márcia, no palco do meio (não sei o nome) e em tom de peregrinação começa-se a caminhar para o palco principal para ver Caribou e mais importante arranjar um bom lugar. Caribou pareceu-me uma escolha que resultaria melhor no final do concerto dos Radiohead do que no início, até porque não havia ninguém a seguir aos ingleses. Quanto ao canadiano provavelmente merecia mais atenção do que a que lhe dei, para mim foi um concerto morno no geral.
Por fim, é a vez de subir ao palco, aquela que é para muitos uma das bandas mais importantes dos últimos 20 anos. Os Radiohead são um marco, indiscutivelmente e é difícil superar as expectativas geradas por um mito como este. É que até os outros palcos pararam para se ouvir
Em relação à setlist, e porque essa ainda antes de ser revelada já tinha gerado muito conversa, era impossível conter todos os temas que queremos ouvir. Todos temos as nossas preferências e muitos de nós nunca tínhamos ouvido nenhuma canção, pessoalmente eu gostaria de ouvir algo de todos os álbuns, mas não contava com isso. "Pablo Honey" e "The Bends" estão muito distantes do caminho que a banda percorre e costumam ficar de fora, ia preparado para isso. Por isso quando Thom Yorke, após proferir que "10 anos é muito tempo", começa a tocar os acordes de "Street Spirit (Fade Out)" entrei em êxtase. Adoro a canção e foi uma maneira belíssima de fechar tudo o que tínhamos assistido.
De resto as escolhas foram bastante equilibradas entre "OK Computer" e "In Rainbows", tendo racaído maior atenção sobre "King of Limbs" afinal de contas é a sua digressão.
Grande concerto, com alguns momentos realmente mágicos, ainda me arrepia recordar a "Exit Music (For a Film) entre outras. Espero que não volte a passar mais uma década, porque isto vale mesmo muito a pena.
Em tom mais negativo, como o dia tinha esgotado é escusado dizer a enorme massa de pessoas que se encontrava no recinto. Ora durante o concerto os ecrãs não o passaram, o que terá feito com que muitos não tivessem visto nada. Ao invés as imagens projectadas foram as que passavam nos vários ecrãs atrás da banda que em em tons diferentes de cores iam mostrando partes individuais de todos os membros da banda (ver foto acima).
Depois vieram os The Kills às 1h50, no palco Heinken. Não podia ter sido mais cedo? Bem, foi grande concerto, ainda estava num comprimento de onda dos Radiohead, mas há que realçar o grande concerto deste duo. Que até podiam ter estado no palco principal, tamanha adesão. Entre uma paragem, em que alguém se sentiu mal e um momento mais emocional por parte da vocalista, foram várias canções que percorreram a noite sempre com um forte sabor a Rock n' Roll.
Depois pelas 3 vieram os Metronomy. Estava a gostar, mas não querendo arriscar sair ao mesmo tempo que todos e porque isto de ir trabalhar no dia seguinte desmotiva cada vez mais, não fiquei até ao final. Pensava que por esta altura seria DJ Set e estaria já em casa, mas o Alive trocou-me as voltas. Tinha planeado sair depois de Kills, mas a curiosidade, essa que matou o gato, é tramada.
Mostrar mensagens com a etiqueta Radiohead. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Radiohead. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, julho 19, 2012
quinta-feira, agosto 27, 2009
These Are My Twisted Words
Uma das novas dos Radiohead e não é preciso dizer mais!
estou com a sensação que vêm cá para o ano. O problema é que me engano muitas vezes.
estou com a sensação que vêm cá para o ano. O problema é que me engano muitas vezes.
Subscrever:
Mensagens (Atom)