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domingo, fevereiro 22, 2015

Sleepwalk And Other Stories


 Já tinha mencionado aqui como descobri Adrian Tomine, um dos novos autores sensação da BD Norte-Americana. Desta vez, mais consciente, virei-me para o início, nomeadamente, este "Sleepwalk And Other Stories" que se trata da compilação dos primeiros números da revista de Tomine, a "Optic Nerve".

Aqui podemos comprovar que desde o início que o interesse no autor se prende com a vida das pessoas. Situações do quotidiano - algumas mais bizarras do que outras - formam o conjunto de episódios que se encontram aqui retratados. E são realmnente episódios, sem terem necessariamente um início ou um fim. Como se de repente abrissemos uma janela para espreitar o que se passa na vida de alguém que vimos passar na rua. Tudo, normalmente, aputado por uma aura de melancolia que impressiona e fica connosco.

As personagens de Tomine são tão bem escritas que podiam ser reais (se calhar até são) e é na partilha desses pequenos pedaços de vida, que o autor nos conquista.

Entretanto também me deparei no caminho com "Scenes of an impending marriage" que se trata de um pequeno livro em que Tomine brinca com a organização do seu próprio casamento. Menciono este divertido livro porque ao contrário do restante trabalho do autor, é mais leve e humorístico.

quarta-feira, abril 30, 2014

Optic Nerve #12



Adrian Tomine é um dos autores que se encontra em destaque na loja Mundo Fantasma e ainda bem, pois até à data o seu nome era-me completamente desconhecido. Senti-me tentado a trazer várias das suas obras, mas desta vez - tem de ser - fui ponderado e trouxe este floppy, o número 12, e a peça mais barata em exebição. Pois há que conhecer primeiro.

Tomine parece ser um nome bem consagrado na indústria alternativa norte-americana e só por esta amostra já percebi porquê. Neste Optic Nerve o autor traz-nos três curtas. A primeira, A Brief History of the Art Form Known as Hortisculpture, é uma divertida história sobre um jardineiro que se aventura a misturar duas formas de arte distintas na tentativa de criar algo novo e diferente. O formato é o dos cartunes dos Jornais - com um traço muito simples -, mas onde as tiras apresentam ligação entre si. Nesta história o autor aproveita para explorar o que é a Arte, sempre com um forte tom humorísitico. É a melhor das três.

Amber Sweet foca-se numa história sobre identidade, quando uma jovem rapariga vê a sua vida ser alterada por ser fisicamente muito parecida com uma estrela porno. Não tão inventiva como a primeira, é uma história que cumpre bem o objectivo a que se propõe. Em termos visuais, contudo, é a mais trabalhada e a única feita na totalidade a cores.



No final ainda temos um muito rápido bónus, com umas tiras autobiográficas em que o autor fala sobre a situação actual da indústria de BD norte-americana reforçando porque ainda publica neste formato: o floppy. A história não só é boa, como me fez aprender mais um termo. Não sabia que os fascículos, a que vulgarmente chamo apenas comics, são floppys.

Um excelente descoberta que continuarei a aprofundar certamente. Se quiserem conhecer mais sobre este autor, que costuma publicar no The New Yorker, cliquem aqui para ir à sua página oficial.