domingo, março 11, 2012

Avengers VS X-Men - Adenda

Ainda estou muito longe de me aproximar deste evento. De momento estou a ler "Dark Phoenix Saga", ou seja, não estava brincar quando disse que ia visitar o passado e sendo esta saga sobre a Phoenix que melhor maneira de começar? OK talvez pela saga da Phoenix que vem antes desta. Mas esta também não está mal.

No entanto, como achava, algumas das coisas que escrevi no post anterior já não são como eu as imaginava. Estando tão distante destas personagens nada de surpreendente. Por isso volto a referir que as coisas que menciono podem não estar actualizadas. Apenas estou a usar o blog para ir partilhando esta viagem pessoal no universo Marvel. O meu "regresso" a ele.



Em relação às novas descobertas queria apenas referir:

- O Dr. Strange aparentemente sofreu um downgrade, já não é o ser tão poderoso que eu recordava. Este era das personagens que eu considerava mais mortíferas nos Avengers, sendo assim a balança ganha mais peso nos X-Men do que antecipei. A irmã do Colossus também faz parte dos X-Men actualmente e lida com magia.

- O Thor vai estar no espaço, juntamente com Miss Marvel e Captain Britain no início deste confronto. O Thor é novamente um dos grandes trunfos. Vá mas certamente ainda chega a tempo de dar uma martelada em alguém.

- O Sentry morreu... Avengers grande perda...

- O Colossus tem agora o poder do Juggernaut!!!! Por esta não esperava. The Thing, Red Hulk, esqueçam. Colossus for the win. A grande besta verde vai ser mesmo necessária. Poucos são aqueles que derrotam o poder do Juggernaut em confronto físico. Hulk faz parte dessa minoria.

- A sala de perigo dos X-Men assumiu forma humanóide e também combate. Aparentemente é uma daqueles "bestas" de poder enorme.

- A equipa do Wolverine parece ter mutantes de um poder incrível. Mas não sei onde se vão colocar.


Concluindo. A balança dos X-Men ganhou muito mais peso depois destas descobertas. Sem falar que em termos de telepatia eles têm a grande vantagem. O poder físico dos Avengers por muito grande que seja, não é suficiente. Nesse aspecto a grande vantagem destes continua a ser no facto de terem os grandes cérebros da humanidade. Tecnologia que protege de telepatia e anula o gene mutante.

Enfim, que seja uma grande história. E provavelmente não vai acontecer mas o que gostava de ver Doom e Surfer envolvidos nisto.

sábado, março 10, 2012

Moebius (1938-2012)


Seja como Jean Giraud ou Moebius (Pseudónimo dos seus trabalhos de ficção científica) este senhor é uma das maiores referência na Banda Desenhada.

Criador de Blueberry, Arzach (na imagem), Incal, Garagem Hermética, entre outros.

A sua falta será sentida.

Grandes Duos da TV [6]

Homer Simpson and Duff Beer (The Simpsons)


All right, brain. You don't like me and I don't like you, but let's just do this and I can get back to killing you with beer.

Bart, a woman is like beer. They look good, they smell good, and you'd step over your own mother just to get one!

I've figured out an alternative to giving up my beer. Basically, we become a family of traveling acrobats.

You've been rubbing my nose in it since I got here! Your family is better than my family, your beer comes from farther away than my beer, you and your son like each other, your wife's butt is higher than my wife's butt! You make me sick!

Homer no function beer well without.

Beer: The cause of, and solution to, all of life's problems.

Alcohol is a way of life, alcohol is my way of life, and I aim to keep it.

I'm in no condition to drive...wait! I shouldn't listen to myself, I'm drunk!

sexta-feira, março 09, 2012

Filmes no Fantasporto 2012

Keyhole (2011)


Um dos cineastas da actualidade que tinha mais curiosidade em conhecer é o canadiano Guy Maddin, conhecido por evocar o estilo do cinema antigo, nomeadamente a era do mudo, mas não só.
Quando soube que a sua última longa-metragem ia ser exibida no Fantasporto tentei não a perder.
"Keyhole" é inspirado levemente na "Odisseia" de Homero e em "Ulisses" de Joyce. Conta a história de, Ulysses Pick (Jason Patric), um gangster que ao regressar a casa para junto do s seus se aventura por uma viagem fantástica e surrealista dentro da sua própria casa.
Jason Patric, Isabella Rosselini e Udo Kier são alguns dos nomes bem conhecidos a protagonizarem esta viagem.
O ambiente do filme é um dos seus pontos fortes, o surrealismo por vezes a evocar David Lynch, a claustrofobia, afinal de contas a casa é uma das grandes personagens do filme, e o humor são mais do que suficientes para tornarem o filme uma das viagens mais alucinantes que tive em cinema nos últimos tempos.




Het varken van Madonna (2011)


Em inglês, "Madonna's Pig", é uma simpática comédia fantástica oriunda da Bélgica e realizada por Frank Van Passel.
Tony Roozen (Kevin Janssens) é um jovem vendedor que devido a uma competição na sua empresa se vê obrigado a alterar os seus planos de fim-de-semana. Devido a um acidente acaba por ficar "preso" numa pequena aldeia que não o recebe da forma mais carinhosa, até porque neste momento os aldeões têm problemas maiores na sua cabeça.
Se a esta premissa juntarmos um fantasma e um porco robot, de nome Porky que emana feromonas capazes de transformar qualquer chiqueiro num bordel, já temos um filme menos vulgar.
Gosto deste género de histórias, gostei das personagens e ri-me bastante ao longo do filme. Dispensava a cena final, mas também não me incomodou e tendo em conta tudo que se viu para trás nunca podia sair da sala desiludido.
Ainda abordou levemente o facto de grandes indústrias pagarem a criadores de porco para...não criarem porcos.
Aconselhado.

quinta-feira, março 08, 2012

Avengers VS X-Men


"Avengers VS X-Men" ou "AvX" é a mais recente aposta da Marvel em uma das suas grandes sagas. Terá início em Abril e irá debruçar-se sobre o regresso da Phoenix Force ao nosso planeta.

Duas das maiores equipas de super-heróis vão estar aparentemente em desacordo no que toca às medidas a tomar em relação à Phoenix Force o que despoletará este confronto. Existem algumas personagens que pertencem a ambas as equipas e será curioso ver para o lado que pendem. Falo por exemplo do Wolverine e do Beast.

Tenho andado completamente a leste da Marvel, salvo a excepção do Moon Knight. Recentemente também voltei ao Daredevil nomeadamente na saga "Shadowland". Mas no que toca a Avengers e X-Men ando meio perdido e vou ter de me actualizar para seguir esta saga. Porque vamos ser sinceros, quem gosta de ler este tipo de BD, gosta de ler porrada da boa e quem nunca quis colocar os bons a lutar uns contra os outros? Por isso é que "Civil War" chamou tanto a atenção.

Quanto à premissa aparentemente a Phoenix Force está a caminho da Terra como foi relatado pelo Nova. Deve vir à procura de um novo hospedeiro e tudo indica que esse hospedeiro dá pelo nome de Hope Summers (filha adoptiva do Cable). Hope é a primeira mutante a nascer depois da saga "House of M" e considerada por muitos como o Mutante Messias que os salvará da extinção.
Nesse sentido Cyclops e a sua equipa (agora há outro grupo liderado pelo Wolverine) vão fazer de tudo para a proteger.
Por outro lado os Avengers não querem correr riscos com a Phoenix Force, pois sabem do que é capaz e temem pela destruição do planeta. Espero sinceramente que o plano dos Avengers não passe por matar a Hope isso seria péssimo, não aprenderam nada com a "Civil War"? Além de que hospedeiros não faltam. Quererão os X-Men usar a Phoenix Force então? Não sei.

Tenham em conta que escrevo estas linhas estando a leste do que se tem passado, nem sequer conhecia a Hope. Para mim é estranho a Phoenix vir procurá-la quando já usou durante anos a fio a Rachel Summers como hospedeira e que continua viva e activa. Se calharam zangaram-se ou então Hope Summers é a reencarnação da sua hospedeira favorita, Jean Grey.

Há medida que for lendo conto ir relatando por aqui. De momento até vou andar mais para trás para ler alguns dos clássicos e ir assim subindo gradualmente até este mega evento que esperemos não venha a desiludir como "Secret Invasion" e afins.

Vou aproveitar para deixar algumas considerações sobre as vantagens de cada equipa, o que vai ser difícil porque tenho dúvidas em quais os membros que as vão constituir e porque tendo estado ausente posso estar completamente errado. Corrijam à vontade.


- Força Física/ Poder Destrutivo



Inclino-me para os Avengers. Eles têm o Thor e o Hulk. Não sei se o verde os vai ajudar já li que não se sabe ainda e já vi publicidade que o coloca nesta equipa. De qualquer das maneiras os Avengers também têm o Hulk vermelho. Penso que o Sentry actualmente não faz parte da equipa. Este senhor é o Superman da Marvel. Demasiado forte e rápido para qualquer um dos X-men.
Agora o Namor faz parte dos X-men o que é problemático e o Colossus também é uma força a ter em conta. Mas o Colossus talvez conseguisse derrotar o The Thing, agora o Hulk? e o Namor o Thor? No Way in Hell.
Ainda há Miss Marvel VS Rogue, este de certeza que vai acontecer.
O Magneto também tem um poder que pode ser altamente destrutivo, ele que agora faz parte dos X-Men e fará de tudo para salvar a sua espécie. Ainda assim contra o Mjolnir e apostando que o Iron Man tem tecnologia para se precaver de ataques magnéticos...
Quem controla o tempo controla o campo de batalha, vantagem do lado de Storm. Porém, dúvido que a Storm consiga controlar o relâmpago quando o Mjolinr está em cena.
Não faço ideia onde anda o Quicksilver, mas o Northstar anda pelos X-Men se não estou em erro e eu privilegio sempre os speedsters em combate são importantíssimos.



- Telepatia


Se há coisa que os X-Men sempre tiveram foi telepatas. Emma Frost e Psylocke sei que fazem parte da equipa. Não sei se a Rachel vai estar lá a ajudá-los, mas, é bem possível. O Xavier não sei onde anda e se usarem a máquina Cerebro ainda pior.
Os Avengers podem vencer num confronto físico mas se as suas mentes forem controladas pelos X-Men esqueçam.




- Estratégia


O Cyclops pode ter crescido muito nos X-Men e ser um líder a ter em conta, mas neste campo dificilmente bate o Captain America. Tanto como líder como a delinear estratégias de ataque. Os Avengers levam esta.




- Corpo a Corpo


Avengers novamente. Captain America, Iron Fist, Daredevil, Moon Knight, Black Widow e quem sabe se o Black Panther não aparece também. Os melhores praticantes de artes marciais estão deste lado. Mas num confronto contra seres como Colossus, Magneto, Storm, Emma Frost, etc. Isto vale de muito pouco a roçar o nada.





- Cérebro


Novamente inclino-me para os Avengers. Beast (se ficar do lado dos X-Men) e o Magneto são dos mais inteligentes no grupo dos mutantes, mas, os grandes cientistas estão do outro lado. De momento temos o Tony Stark e o Hank Pym. O primeiro construiu a armadura robótica mais desenvolvida na Terra e o segundo a inteligência artificial mais poderosa (Ultron).
Se o Bruce Banner aparecer, se pedirem ajuda ao Reed Eichards e se por alguma razão Victor Von Doom achar que a Phoenix Force é uma ameaça ao "seu" planeta e decidir dar uma mãozinha então sim os X-Men estão definitivamente perdidos.
Há tecnologia que elimina os poderes dos mutantes e ataques telepáticos. Os Avengers têm essa tecnologia.
Se o Forge viesse ajudar os X-Men seria certamente muito bem-vindo neste campo, ainda assim não acho que suficiente.




- Poderes exóticos


Para já inclino-me para os Avengers porque têm o Dr. Strange. É verdade que ele é escrito de forma inconstante mas não há dúvidas que as suas artes mágicas são uma das maiores forças do Universo Marvel. E a partir da Magia ele consegue proteger a sua mente e entrar na dos outros. Claro que a Scarlet Witch vai aparecer e pode mudar as coisas, mas, de que lado ela estará? Da sua equipa? ou da sua raça? Ela que teve um papel crucial em "House of M" ela que é a causadora de os mutantes estarem hoje à beira da extinção.
Além do Strange ainda temos o Mjolnir do Thor capaz de feitos extraordinários como abrir portais e espetar os X-Men para outra dimensão. Porém, não posso deixar de referir o Magneto, o Iceman e a Storm. O primeiro que consegue controlar o ferro no sangue das pessoas nunca pode ser substimado. É quanto a mim um grande trunfo e se atacasse para matar causaria demasiados estragos com apenas um piscar de olhos. Era preciso era ter tomates a escrever isto.
O Iceman é nível Omega, nem sei se dá para matar o tipo actualmente e a Storm controla o tempo (metereologicamente falando).





- Piadolas


Sim há sempre a possibilidade de vencer através do riso. Aranha e Hawkeye do lado dos Avengers e Iceman ( e possivelmente) Deadpool do lado dos X-men. Vai ser complicado mas como o Deadpool é imortal o mais certo é nunca se calar. Os X-Men levam esta. Quem ganha somos nós.





- Balanço Final


Como já deu para perceber inclino-me para a vitória dos Avengers, são a equipa mais poderosa da Terra por alguma razão. Isto se não existisse uma coisa chamada Phoenix Force. Tudo o que eu disse vai directamente para as urtigas se a Phoenix chegar à Terra e ajudar os X-Men. Estamos a falar de uma entidade capaz de fazer Galactus tremer. Com ela os X-Men saem vitoriosos. Só mesmo com a união das grandes mentes talvez lá encontrem forma de a conter, mas vai ser muito complicado.

Isto assumindo que a Phoenix vem mesmo pela Hope, porque neste campo haverá certamente surpresas... espreitem aqui se quiserem por conta e risco. Não creio que tal vá acontecer pelo menos em definitivo mas haverá surpresas certamente, tem de haver.

terça-feira, março 06, 2012

Penguin: Pain and Prejudice


No mês passado terminou a mini-série dedicada ao Penguin da autoria de Gregg Hurwitz (argumento) e Szymon Kudranski (desenho), composta por cinco comics.

O título é um óbvio trocadilho com o romance de Jane Austen. Não sei se ela iria apreciar a brincadeira, quem sabe, se a autora tivesse nascido noutro tempo até poderia ser uma ávida leitora das aventuras do cavaleiro das trevas. De qualquer das maneiras o título não está lá só porque fica bonito, ele faz todo o sentido, afinal de contas se há personagem neste universo que sofre com o preconceito desde que nasceu, essa personagem terá de ser Oswald Cobblepot.

Há quem diga que um herói só é tão bom quanto os seus vilões o forem. Nesse aspecto Batman tem uma galeria de arqui-inimigos invejável e é sem dúvida alguma um dos aspectos mais ricos nas suas histórias o que certamente também contribui para ele ser eleito como um dos melhores super-heróis do mundo, tal como aconteceu recentemente na revista Comic Heroes ou mais importante ainda neste blog aquando do torneio de melhor personagem de BD norte-americana.

Precisamente por termos aqui vilões que são acima de tudo excelentes personagens, aprecio bastante as investidas que fazem quando contam histórias dos seus pontos de vista. Neste aspecto a mais conhecida será "The Killing Joke" de Alan Moore e Brian Bolland que se debruça sobre aquele que é o vilão mais icónico, o Joker. Personagem que voltaria a protagonizar uma BD no mais recente "Joker" de Brian Azzarello e Lee Bermejo.


Agora chegou a vez de esta honra calhar a Oswald Cobblepot mais conhecido por "The Penguin" criado por Bob Kane e Bill Finger em 1941, tratando-se de um dos vilões mais clássicos e importantes na história do Morcego.

people hate what is ugly, what is weak.
it is a mirror of their own worst fears.
a reminder of what awaits us all.
sickness. frailty. death. the existential joke.

Esta mini-série tem uma estrutura narrativa similar à "The Killing Joke" no sentido em que alterna entre o presente e o passado do Penguin abordando a sua transição para o lado negro da vida. Prevejo por isso algumas comparações entre ambos os livros o que poderá até levar a abordagens do mesmo género para outras personagens e isso seria muito bem-vindo.

No que toca ao seu passado a personagem é-nos dada a conhecer a partir do seu nascimento, para nos mostrar que desde a sua primeira aparição neste mundo que a sua vida é manchada por preconceito. Oswald nasceu diferente e por isso é considerado por muitos uma aberração, incluindo o seu próprio pai. Tirando a sua mãe, Oswald nunca foi amado por mais ninguém e por isso não é de admirar que tenha desenvolvido uma relação muito dependente dela que se encontra hoje aos seus cuidados. Com o desenrolar da história vamos conhecendo como foi crescer naquele seio familiar e o que o levou a seguir por caminhos mais obscuros. Desde cedo Penguin consegue ser das personagens mais cruéis e ao mesmo tempo mais carinhosas de "Batman".

Actualmente Oswald Cobblepot é um dos grandes senhores do crime organizado de Gotham City e um dos mais temidos também. Devido à fortuna que herdou e às suas capacidades intelectuais conseguiu construir um império que impõe respeito, não se privando a nenhum dos seus caprichos. What Oswald wants. Oswald gets.

Pelo meio conhece Cassandra, uma jovem cega com quem ele cria uma ligação precisamente por ela não ser capaz de ver nele aquilo que o diferencia dos outros. E tratando-se ele de um verdadeiro cavalheiro rapidamente consegue cativar esta bela mulher.


Gosto particularmente da forma como focam a sua personalidade. Penguin não é certamente dos vilões mais físicos (mesmo que ele não se veja assim), mas é certamente dos mais cruéis sendo capaz de destruir a vida de qualquer um só por lhe dirigirem mal uma palavra. Mas, é também alguém que reconhece a bondade dos outros mostrando ser capaz de a valorizar e recompensar. Se a sua alma não estivesse tão contaminada pelo ódio que tem ao mundo, ele poderia ultrapassar os seus receios e criar uma nova vida. A conclusão da sua história amorosa, ainda que rápida, é intensa sendo um dos pontos altos desta história e que mostra o quão assustador ainda é para ele o preconceito dos outros.

pinguins can´t fly.
they are awkward on land. slow moving. uncoordinated.
so they adapt.
make do with what they have. play to their strenghs.
of all birds, they swim the fastest. dive the deepest.

Também gosto de ler o Batman a partir da perspectiva de outras personagens. Estamos na sua cidade e a qualquer momento ele pode mostrar os ares da sua graça. Desta vez não seguimos nenhuma investigação, Batman apenas aparece e mostra-nos aquilo em que ele é melhor. E o guardião de Gotham consegue ser ainda mais assustador quando estamos do outro lado.

Há ainda tempo para um convidado especial. Apesar de não ter nada a ver com a história há uma determinada personagem que faz um par de divertidíssimos cameos ao longo da trama. Cameos esses que são cada um mais esquisito que o outro, não fosse ele...

Aquilo que menos me entusiasmou nesta série foi a sua conclusão. Apesar de ter um grande momento, acabou por ser demasiado apressada e isso ressente-se no seu todo. Os desenhos de Kudranski são magníficos e o seu uso das sombras espelham bem o ambiente negro e gótico de Gotham bem como a alma torturada do Penguin, no que é uma excelente parceria entre o desenhador e o colorista John Kalisz. O mesmo vale para as capas, todas da autoria de Kudranski. Há momentos no último comic que o excesso de escuridão talvez esteja num tom demasiado carregado, mas fora isso, a arte é imaculada.

Hurwitz é um nome muito conhecido na literatura e que ganhou notoriedade graças aos seus vários thrillers. Mais recentemente esteve envolvido também na série "V". A sua carreira na BD é ainda curta mas tem dado nas vistas tendo já escrito "Punisher", "Moon Knight" e "Wolverine", entre outros.
Agora pela primeira vez entrou no Universo da DC Comics e logo pela porta da frente, naquela que é uma das suas sagas mais entusiasmantes, a do Batman.

segunda-feira, março 05, 2012

The Yards


Conheci o trabalho de James Gray com "We Own The Night", belíssimo filme cujo tema recai no mundo do crime organizado norte-americano. Descobri mais tarde que o realizador fecha com este filme, o seu terceiro, uma trilogia dedicada a este género. "Little Odessa" é o primeiro, e o que me falta, e este "The Yards" o segundo.

São dois filmes similares, na temática, na moral, na atmosfera tensa e pesada e até na dupla de protagonistas, Joaquin Phoenix e Mark Wahlberg. Gray consegue dotar ambos os filmes de um cunho pessoal, uma imagem de marca, que é provavelmente o melhor elogio que lhe posso tecer.

Como o "Boogie Nights" foi dos primeiros filmes que vi com Wahlberg sempre achei que ele tinha potencial para ser um bom actor. Se este era o meu papel favorito dele até à data, agora divide-se com o seu Leo, um ex-recluso que regressa a Queens, que regressa a casa. Uma das suas grandes personagens.


[pode conter ligeiros SPOILERS]


O regresso de Leo é o despoletador da acção. É a sua chegada que irá desequilibrar o estado em que a sua família se encontra. A sua relação de amizade com Willie é posta ao teste e aqui é de salientar o quão grande é Joaquin Phoenix, a sua cena final no carro depois de ter atingido o abismo é tão genuína que arrepia. Mas, todo o elenco é portentoso, desde James Caan até às mães, Ellen Burstyn e Faye Dunaway.

Por vezes uma má decisão conduz-nos por caminhos sombrios, se pensarmos na situação futuramente nem sequer conseguimos apontar o momento em que decidimos tal coisa, parece que o nosso corpo involuntariamente seguiu por um certo caminho, o da auto-preservação, e quando queremos voltar atrás já é tarde demais. Então tudo que nos resta é seguir em frente e com isso acabamos apenas por reforçar a imagem que, sem saber como, havíamos precisamente criado.

Pode não ser exactamente isto que acontece a Willie, há mais do que um momento em que a sua moral é posta em causa, mas a dada altura sentimos que já é tarde demais para voltar atrás. O vínculo que o unia a Leo é quebrado, no final das contas eles não são iguais. No passado, Leo foi preso sem o denunciar, arcou com as consequências sozinho, salvou o homem cuja namorada é a mulher que ama, a sua prima Erica (Charlize Theron), uma relação condenada pela consanguinidade aos olhos dos outros. Não se pode trair um homem assim.

Tudo isto decorre com os negócios dos caminhos de ferro como pano de fundo. Com James Caan a interpretar o Al Capone dos comboios, aquele que detém a maior percentagem de trabalho graças a subornos. Onde quer que haja dinheiro há crime organizado.

Uma curiosidade, "The Yards" é quase garantidamente o "Queens Boulevard" na série "Entourage". Série essa levemente baseada na vida de Wahlberg.

sexta-feira, março 02, 2012

O Incal VI: A Quinta Essência 2º Parte


O Incal I: O Incal Negro
O Incal II: O Incal Luz
O Incal III: O Que Está Em Baixo
O Incal IV: O Que Está Em Cima
O Incal V: A Quinta Essência 1º Parte


[Comentário com SPOILERS]

O Incal precisa da energia emanada por todos os humanos quando estiverem em sono teta. Perto do final estava tudo pronto, não fosse o facto de existirem mais 78 biliões de humanos que não se estavam a contar. Como é isso possível?

Lembram-se quando Difool fecundou a rainha Berg? Pois bem o povo Berg é um povo bizarro. Como disse nessa altura os Berg organizam um torneio entre os vários povos que existem na galáxia. O vencedor terá a honra de fecundar a rainha. O que não sabíamos era que os biliões de filhos que vão nascer serão a cara chapada do pai, por isso a cada fecundação os Berg mudam de aparência.

Já estão, portanto, a ver que quando Difool e Deepo chegam ao planeta deparam-se para sua supresa com 78 biliões de John's Difool. O pior é que o odeiam.
Desde que partiu o coração à rainha que o seu ódio "manchou" os seus filhos. Aquela que prometia ser a idade de ouro para os Berg tem sido mais a idade do latão.


Mas, Deepo que apesar de ser uma gaivota é das personagens mais perspicazes, salva o dia, o pénis de Difool (iam capá-lo) e o Universo tudo de uma só ve, ao perceber que a fixação que a rainha tinha nunca havia sido por Difool mas antes pelo Incal (que na altura do coito estava dentro de Difool). Perdoando-o e passando a amar os seus rebentos parece que a idade de ouro sempre se vai cumprir.

Com todos a aderirem ao sono teta e com a equipa original a assumir as mesmas posições dentro do Incal o combate que estava destinando entre o Incal e a Treva começa.

Infelizmente, o Metabarão, Solune, Deepo, enfim todos acabam por ter de dar a vida para o incal conseguir vencer. Todos menos Difool que se recusou para mais tarde descobrir que se trata da testemunha eterna.
Este combate com a treva é uma das viagens mais alucinantes da histórias. Todos são obrigados a combater contra os seus pesadelos e no final, quando o Incal emerge vencedor encontramos, ORH, a luz antiga, o criador do Espaço e do tempo, pai do Incal. A cena em que a sua face surge ocupando toda a página é absolutamente maravilhosa.

O universo está salvo, uma nova era prestes a começar... mas Difool é projectado para longe com uma mensagem a de recordar e assim sem mais nem menos voltamos ao início quando Difool era perseguido e caía para o lago dos suicídas. Um livro tão alucinante como este nunca poderia ter um final calmo e pacífico.
Como deu para perceber é também uma saga com uma forte componente Deus Ex-Maquina, assim do nada o Incal surge sempre com um plano mirabolante para todos se safarem.


Esta história chega assim ao fim e como eu adoro finais deste género que mexem com as linhas temporais.
Diz quem leu que o "Incal Final" tem continuação a partir desta cena final. Caramba mal posso esperar para lhe pôr a vista em cima.

quinta-feira, março 01, 2012

Grandes Duos da TV [5]

FBI special agent Dana Katherine Scully and FBI Special Agent Fox William Mulder ("The X-Files")



Mulder: Sorry, nobody down here but the FBI's most unwanted.
Scully: Agent Mulder? I'm Dana Scully. I've been assigned to work with you.
Mulder: Oh, isn't it nice to be suddenly so highly regarded. So, who did you tick off to get stuck with this detail, Scully?
Scully: Actually, I'm looking forward to working with you. I've heard a lot about you.
Mulder: Oh, really? I was under the impression that you were sent to spy on me.


Scully: You have seen this before, I can tell. You lied to them.
Mulder: I would never lie. I willfully participated in a campaign of misinformation.


Mulder: Sometimes the only sane answer to an insane world is insanity.


Scully: I have never met anyone so passionate and dedicated to a belief as you. It's so intense that sometimes it's blinding.


Mulder: We've both lost so much... but I believe that what we're looking for is in the X-Files. I'm more certain than ever that the truth is in there.
Scully: I've heard the truth, Mulder. Now what I want are the answers.


Mulder: I have a theory. Do you want to hear it?
Scully: Van Blundht somehow physically transformed into his captor and walked out the door, leaving no one the wiser?
Mulder: Scully, should we be picking out china patterns or what?

Cassandra Wilson - Shelter From The Storm



A belíssima voz de Cassandra Wilson a entoar as poderosas palavras de "Shelter From The Storm" de Bob Dylan. O resultado é este.

Já não ouvia o "Belly of the Sun" (álbum que contém esta versão) há vários anos andava lá perdido na estante, soube bem a recordação.

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

O Incal V: A Quinta Essência 1º Parte



O Incal I: O Incal Negro
O Incal II: O Incal Luz
O Incal III: O Que Está Em Baixo
O Incal IV: O Que Está Em Cima

[Comentário com Spoilers]

O volume anterior tinha terminado com a "faca no pescoço". Uma parte da entidade que dá pelo nome de Treva infectou o Imperoratriz a vida de Difool e companhia era mais uma vez ameaçada. Porém, a ameaça acabpu por ser leve uma vez que uma das medusas conseguiu contê-la.

Mas como referi já são demasiadas ameaças e Difool está cansado delas. Por duas vezes tenta abandonar os sesu camaradas para ir até um planeta paraíso. Idealmente com Animah, mas sozinho se ela não quiser. Pelas duas vezes acaba por não ir precisamente porque ao pé de Animah é um coração mole e ingénuo.

Este é o volume onde a guerra culmina. A guerra contra o Tecnocentrador o grande vilão por detrás destes maquiavélicos planos e que se encontra na estação "Estrela da Morte" um local virtualmente invulnerável.

Changri um antigo assistente do Imperoratriz que o traiu para salvar a sua filha Cristal juntou-se agora aos rebeldes. Juntamente com Difool servem de iscas para conseguirem entrar na Estrela da Morte. Nunca as coisas estiveram tão negras para Difool, literalmente, pois quase é consumido na sua totalidade pela Treva, não fosse o Incal a abandonar o seu corpo através do último fio de cabelo que se mantinha ainda livre do domínio negro. É de salientar que foram todos um pouco nabos em confiar em Changri, se a sua filha ainda era refém é claro que ele ia denunciar tudo mal ela fosse ameaçada.

Destruindo por dentro os escudos protectores a Estrela da Morte ficou vulnerável a um ataque espacial liderado por Raimi e que conduziu à vitória. O climax do confronto terá de ser a batalha entre o Tecnocentrador e Solune o andrógino perfeito que no final assume o papel de Imperoratriz.


Porém, a Treva está longe de ter sido vencida. Solune, agora líder das colónias, é o porta-voz do Incal e assegura que todos os humanos precisam estar em sono teta dentro de 22 dias caso contrário toda a vida será exterminada pela Treva. Esta parte ainda não foi bem explicada, mesmo assim um treino começa a ser efectuado e quando se pensa ter conseguido atingir o objectivo, descobre-se que existem 70 biliões de seres humanos na galáxia Berg. Aparentemente a fecundação de Difool na Rainha teve desenvolvimentos inesperados.

Agora é preciso viajar até ao "Planeta Difool" a fim de concluir esta alucinante aventura.

The Avengers - Trailer II



Continuo a não atinar com o fato do Captain, está pior que no filme dele.

Mas vai ser giro ver a equipa a trabalhar junta. Uma coisa é garantida, "there will be blood" (não literalmente que isto deve ser para maiores de 13).

Game of Thrones - Season II


Tyrion Lannister, Jon Snow, Daenerys Targaryen, Stannis Baratheon...RISE!

terça-feira, fevereiro 28, 2012

O Incal IV: O Que Está Em Cima


O Incal I: O Incal Negro
O Incal II: O Incal Luz
O Incal III: O Que Está Em Baixo

[Comentário com Spoilers]

No tomo anterior as coisas não estavam nada boas para os bons. Difool e companhia descobriram que o Sol do nosso sistema solar está a ser atacado pelos terríveis ovos negros e pior estes não podem ser destruídos, pois não é à falta de tentar.

Kamar Raimo e a sua equipa encontram-se no planeta prisão, Aquaend, um planeta inteiramente coberto por água. Como disse para nenhum destes grupos as coisas parecem boas, porém, mal eles sabiam que os seus destinos estavam cruzados.

Raimo e sua equipa são salvos por uma medusa gigante. O verdadeiro Imperoratriz está vivo e mantém asilo neste planeta, um sítio onde jamais o encontrariam. Afinal aquele que vimos ser assassinado antes tratava-se de um clone.

O Incal também coloca o planeta prisão na rota de Difool. O segredo para derrotar os ovos encontra-se lá e trata-se precisamente das medusas.
Confesso que sinto alguma estranheza em ver Difool e os outros a trabalharem com o Imperoratriz sem lhe mandarem nenhuma boca afinal foi ele que ajudou o Presidente do planeta de Difool a destruir uma data de rebeldes incluindo o grupo Amok de Tanatah e Kill "cabeça de cão".

Ao mesmo tempo que as medusas são preparadas para o combate. O Metabarão ajuda Difool a treinar as suas artes do combate. O Incal tem uma missão muito especial para ele. Eles precisam da frota Berg para destruir o Planeta Tecno. Para terem a sua ajuda Difool tem de vencer o grande jogo da fecundação quinquenal. Um evento que junta seres de várias galáxias e onde o vencedor terá o privilégio de fecundar a rainha dos Berg.

Com a ajuda dos seus amigos Difool consegue vencer e pedir ajuda à rainha (oferecendo-lhe o Incal em troca).

No final tudo resulta bem, as medusas são preparadas e graças ao seu plasma conseguem impedir a actuação dos ovos negros e a frota Berg tem sucesso na destruição do planeta Tecno. Até Difool que magoou a rainha e sente os seus átomos a separarem-se do seu corpo consegue regressar a uma forma corpórea graças ao amor entre Metabarão e Tanatah. Finalmente o Metabarão abdicou do seu amor por Animah e finalmente Animah correspondeu aos sentimentos de Difool.

Tudo parecia bem... Infelizmente os tecnos, tendo descoberto que o Imperoratriz estava vivo desenvolveram um plano para o encontrar e infectar com um vírus. Consumido pela treva o que será do Imperoratriz e o que será dos nossos amigos?



Nota: Não encontrei imagem da capa em versão portuguesa daí a diferença no título.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Rubber


Porque é que Quentin Dupieux quis realizar um filme sobre um pneu assassino? Porque é que existe um grupo de pessoas num monte a seguir atentamente a vida do pneu? E porque é que o pneu tem poderes psíquicos?

A resposta é simples. Não há razão (excepto para a 3º pois sem os poderes dificilmente ele matava alguém).

"Rubber" é uma homenagem assumida aos acontecimentos sem qualquer tipo de razão de ser. Isto é-nos maravilhosamente explicado na grande introdução de Stephen Spinella. Já agora, em resposta a esse monólogo, há uma razão para o ar à nossa volta não ter cor, é precisamente para conseguirmos ter uma boa visão do mundo ao nosso redor.

Gosto deste tipo de exercícios. "Rubber" é completamente alucinado. Um pneu que do nada "acorda" e semeia um rasto de destruição à sua volta. Uma das minhas cenas favoritas é precisamente após a sua primeira morte de um ser-vivo, um coelho. Conseguimos sentir na perfeição a felicidade deste pneu, simplesmente mudando a canção e fazendo-o andar aos zig-zags tudo muda, parece o Leonardo di Caprio no "Titanic" a gritar "I'm the king of the world".

Tudo isto a ser observado por um grupo de pessoas que pensando que vinham ver um filme, são largados no meio de um monte com binóculos para seguirem o trajecto deste pneu. Aparentemente é mesmo tudo um filme e todos os intervenientes são actores, apesar de apenas alguns aparentam saber isso.

Uma ode ao "sem razão". Porque a constante justificação das coisas muitas vezes é sobrevalorizada. Nem tudo na vida tem uma razão de ser e "Rubber" não tem nenhuma a não ser proporcionar uma divertida viagem ao espectador, se deixarem.

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Grandes Duos da TV [4]

Himura Kenshin e Sagara Sanosuke ("Rurouni Kenshin")



Himura Kenshin: New eras don't come about because of swords, they're created by the people who wield them.

Sagara Sanosuke [about Kenshin]: Give him a sword and he's unstoppable, but give him a bail of rice and he's just an ordinary guy.

Himura Kenshin: If you require an opponent, I will fight you. If you want to taste the ground, feel free to attack me.

Sagara Sanosuke : Love and selfishness kinda go hand in hand, don't they?

Himura Kenshin: We once fought together for an ideal with our swords. It wasn't for power or for glory, but to create a peaceful world where people could live without fear. And, if you should forget about that, then what did we fight the revolution for?

Sagara Sanosuke: I wouldn't mind picking a fight for a change. Usually, I don't have any choice about who I fight with, but I can't stand watching people abuse those weaker than them. Something about that sort of bugs me. Especially when it's a bunch of hypocrites talking about the virtues of freedom and justice for all. That really pisses me off.

Sagara Sanosuke [steps into the room and punches Kenshin]: And just where the hell do you think you're going without me?
Himura Kenshin [surprised]: Sano, what are you doing in Kyoto?
Sagara Sanosuke: I followed you! And that's what you get for leaving without even saying goodbye!
Himura Kenshin: You came all this way just to punch me?
Sagara Sanosuke: No, you idiot! I came to help you stop Shishio Makoto!"


Sagara Sanosuke: Hey, Kenshin, what are you doing?
Himura Kenshin: Oh, I was just rummaging.
Sagara Sanosuke: Rummaging, uh? What's in the box? Is it food?
Himura Kenshin: No, actually it's...
Sagara Sanosuke: Never mind, don't care.
Himura Kenshin: Uh, ok.
[sighs]
Himura Kenshin: That's just like Sano..."

domingo, fevereiro 19, 2012

Os 10 melhores combates em Rurouni Kenshin


A todos os que gostam desta série, estejam atentos ao TV Dependente onde irei ao longo desta semana revelar o top 10 daqueles que são para mim os melhores 10 combates.

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

O Incal III: O Que Está Em Baixo


O Incal I: O Incal Negro
O Incal II: O Incal Luz

Alguém me disse sobre os filmes de Jodorowsky, que este os devia filmar sob o efeito de psicotrópicos. Podemos dizer o mesmo neste Incal. Até agora têm sido explosões de ideias umas a seguir às outras, todas completamente alucinadas. Sem dúvida uma das viagens mais alucinantes que li numa BD.


[Comentário com Spoilers]


O volume anterior terminou com John Difool, Deepo, Metabarão, o seu filho Solune, Kill "cabeça de cão" e Tanatah a serem sugados por um redemoinho no lago dos suicídas. O caminho leva-os até um local paradisíaco... se formos o Cascão do Maurício de Sousa. Como já deu para perceber os nossos amigos caem no meio de uma enorme lixeira que virão a descobrir ser território de Corgo o Sujo.

Cá em baixo são atacados por terríveis psico-ratos, ratos que se multiplicam e aumentam de tamanho quanto mais medo as suas vítimas sentirem. Tal é explicado por Animah que se auto intitula como a sua rainha. Sem dúvida que a presença de Animah aqui facilitou as coisas, pelo menos já não é necessário procurá-la afinal de contas é ela que tem o Incal Negro na sua posse.

A partir daqui Animah torna-se a guia deste grupo e até juntamente com Difool (unindo o poder de ambos os Incais) cura Tanatah que a havia traído no passado. O Presidente deste planeta que para derrotar os rebeldes tinha passado a sua consciência para um necrosonda destruidora procura agora por este grupo para o eliminar.

Um grupo de 7 a fugir de uma necrosonda enquanto esta transmite a perseguição em directo para a televisão. A necrosonda tem a capacidade de assumir várias formas quando uma é destruída (robot, tanque).
O objectivo de Animah é levar este grupo até à porta da transfiguração. Será que alguém além de Animah e Tanatah sabe porque o grupo se dirige para lá? Provavelmente não mas seguem para lá na mesma, claro que o facto de estarem a ser perseguidos também não os incentiva a não fugirem dali.

Durante este percurso vamos atravessando cenários mirabolantes numa aventura sem igual. Pelo caminho os 7 têm de unir os seus corações em harmonia e aqui Kill vê-se obrigado a largar a sua vingança contra Difool e Tanatah arrepende-se dos seus pecados. Descobrimos também que Solune é o andrógino perfeito, filho de Animah e Difool.

Há aqui um claro destino traçado para Solune, afinal de contas Animah até procurou e enganou Difool pois um filho deles teria uma forte probabilidade de ser o andrógino perfeito. E o que é este andrógino? Não sei. Sei apenas que o líder desta galáxia, como havia mencionado no volume anterior, o Imperoratriz, é um andrógino também que pensei ser constituído por duas mentes separadas e agora já não tenho essa impressão.

Por falar no Imperoratriz, as coisas não estão boas para o seu lado. Durante uma assembleia Kamar Raimo e sua equipa surgem inesperadamente para revelar a traição dos tecnopapas, dos Marrecos de Iman Horlog e dos representantes do Ekonomat que lançaram um Ovo de Sombra num determinado sistema planetário (Onde ele vai buscar estas ideias? marrecos e corcundos é só rir). Este Ovo é capaz de destruir astros solares tendo condenado à morte os dois planetas pertencentes a este sistema.

Raimo tem boas intenções mas chegou tarde demais a teia da corrupção já está por demais espalhada e resulta no assassinato do Imperoratriz.
Ao mesmo tempo os Berg decidem atacar.

Difool e companhia conseguem chegar até ao nosso planeta, um destino com um sabor amargo pois adivinhem que Sol está a ser atacado por um Ovo de Sombra?
Resta esperar que os 7 magníficos (que agora até já passaram pela porta da trasnfiguração) consigam salvar a galáxia.

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Chronicle

"Chronicle" trata-se da primeira longa-metragem do realizador Josh Trank e do argumentista Max Landis. Dois nomes que após este filme certamente irão ser seguidos com mais atenção. Quando li o nome de Max Landis questionei-me imediatamente se teria algum grau de parentesco com o mítico John Landis, e sim é o filho.

É filmado com uma câmara portátil naquele que ficou conhecido como o registo "Blair Witch Project". Uma opção que faz todo o sentido uma vez que "Chronicle" pretende abordar de forma realista a forma como 3 pessoas reagiriam ao receberem super-poderes, neste caso em particular, telequinésia. Todo o conceito do filme é ser apegado à realidade e daí a escolha deste tipo de filmagem, é como se alguém tivesse pegado nas várias filmagens e compilado para mostrar ao mundo esta aventura. É como se tivesse mesmo acontecido.

Claro que num filme destes é complicado manter este tipo de filmagem. Como se não chegasse ter uma personagem que decide passar a filmar tudo à sua volta, acabam por ter de ir buscar outras gravações para mostrar o que se passa com outras personagens. É de salientar no entanto a montagem final. durante uma épica luta vemos o filme através das imagens captadas pelos telemóveis e câmaras de uma cidade, muito bom. Tecnicamente o filme é exemplar.

Adorei o tom do filme. Três adolescentes ganham poderes e aqui o como e o porquê não interessam, mas sim, como será a vida deles a partir daqui.
São três adolescentes é claro que vão divertir-se com as suas novas habilidades. A cena da pastilha elástica, a criança que assustam ou o carro que mudam de lugar são cenas hilariantes e que vemos as pessoas a fazerem caso estivessem na mesma situação.
Claro que há medida que os acontecimentos se vão desenvolvendo e os poderes aumentando é uma questão de tempo até alguém abusar deles.


Adorei a abordagem à telequinésia. O filme foge completamente ao estilo de "super-herói" porém foi imaginativo, tal como na BD, à forma de usar os poderes. A telequinésia a um determinado nível pode ser usada para mais do que levantar objectos. Pode ser usada para nos levantar a nós para assim voarmos e pode afastar todos os objectos do nosso corpo funcionando como uma espécie de campo de força. É uma força mental logo não é necessário usar as mãos como acontece na maioria destas histórias. A razão de usar as mãos prende-se com o facto de dar mais estilo e eles fazem-no precisamente por isso.
É abordada também como um músculo que quanto mais treinado mais se desenvolve.

Três rapazes de "mundos" tão diferentes, Andrew Detmer (Dane DeHaan) o solitário, Steve Montgomery (Michael B. Jordan) o popular e Matt Garetty (Alex Russell) o pensador, tornam-se assim amigos inseparáveis. Esta é a sua história, esta é a sua crónica.

Desde que vi o Michael B. Jordan no trailer do filme que a sua cara me era familiar. Durante o filme todo tentei lembrar-me, sem êxito, de onde o conhecia. Até que numa determinada cena mostram fotos dele em miúdo e caramba aí foi instantâneo, ele é o grande Wallace de "The Wire".

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Grandes Duos da TV [3]

Sherlock Holmes and Dr. John Watson (Sherlock)



Lestrade: Cardiff?
Sherlock Holmes: It’s obvious, isn’t it?
John Watson: It’s not obvious to me.
Sherlock Holmes: Dear God. What is it like in your funny little brains? It must be so boring.
[...]
Sherlock Holmes: [about the murder victim] Her coat is slightly damp; she's been in heavy rain in the last few hours. No rain anywhere in London in that time. Under her coat collar is damp too; she's turned it up against the wind. She's got an umbrella in her left-hand pocket, but it's dry and unused: not just wind, strong wind, too strong to use her umbrella. We know from her suitcase that she was intending to stay overnight, so she must have come a decent distance, but she can't have traveled more than two or three hours because her coat still hasn't dried. So, where has there been heavy rain and strong wind within the radius of that travel time? Cardiff.
Dr John Watson: That's fantastic!
Sherlock Holmes: Do you know you do that out loud?
Dr John Watson: Sorry. I'll shut up.
Sherlock Holmes: No, it's... fine.




Sherlock Holmes: Did he offer you money to spy on me...?

John Watson: Yes.
Sherlock Holmes: Did you take it?
John Watson: ...No.
Sherlock Holmes: Pity, we could've split the fee. Think it through next time.




John Watson: There are lives at stake, Sherlock! Actual human live— Just, just so I know, do you care about that at all?

Sherlock Holmes: Will caring about them help save them?
John Watson: [angrily] Nope!
Sherlock Holmes: Then I'll continue not to make that mistake.
John Watson: And you find that easy, do you?
Sherlock Holmes: Yes, very. Is that news to you?
John Watson: No. [pause] No.
Sherlock Holmes: [realising] ...I've disappointed you.
John Watson: [sarcastically] That's good, that's good deduction, yeah.
Sherlock Holmes: Don't make people into heroes, John. Heroes don't exist, and if they did, I wouldn't be one of them.




Sherlock Holmes: [talking to John on the phone while on the roof of St. Barts] I'm a fake.

John Watson: Sherlock...
Sherlock Holmes: The newspapers were right all along. I want you to tell Lestrade, I want you to tell Mrs. Hudson and Molly, in fact tell anyone who will listen to you... that I created Moriarty for my own purposes.
John Watson: Ok, shut up Sherlock. Shut up. The first time we met - the first time we met, you knew all about my sister, right?
Sherlock Holmes: Nobody could be that clever.
John Watson: You could.

terça-feira, fevereiro 14, 2012

O Incal II: O Incal Luz


O Incal I: O Incal Negro

Curioso que o volume com a capa mais escura é aquele cujo nome remete para o Incal Luz, tendo sido o nome do anterior o Incal Negro. Até as apresentações são ao contrário, primeiro conhecemos o da luz e depois o das trevas.

[Comentário com Spoilers]

No volume anterior fomos atirados de cabeça (Difool literalmente quando quase cai no poço dos suicidas) para este universo. De repente, sem prévio aviso, estamos no meio de uma civilização caótica onde habitam diversas sociedades, raças e espécies distintas. Cabe ao leitor ir entendendo-se neste mundo.
Em "O Incal Luz" mais pontos vão sendo ligados à medida que conhecemos um pouco mais deste "jodoverso".

O pobre Difool encontra-se aprisionado pelos tecnopapas e está prestes a ter todos os seus órgãos separados individualmente. Ele bem pede por ajuda ao Incal que continua na sua posse (dentro dele), porém é Deepo quem surge em seu auxílio.

Num tentativa de fuga Difool e Deepo entram dentro de um complexo cujo interior mais parece o exterior uma vez que tem muito mais espaço do que aquele que seria, aparentemente, possível conter. Nesse espaço está um ser monstruoso e o guardião do Incal Negro, o Cardiogrifo. Que a luta comece.

O Metabarão por sua vez está cada vez mais próximo de Difool, pelo caminho enfrenta um grupo de Bergs com relativa facilidade. Até o mercenário mais famoso deste mundo fica surpreendido com a existência destes alienígenas que apesar de serem de conhecimento comum parece que poucos os haviam vislumbrado.

Quando o Metabarão encontra finalmente Difool, já este havia criado o caos. Entregando-se ao Incal foi capaz de vencer o Cardiogrifo e obter o Incal Negro, conquista essa que lhe durou pouco tempo quando foi aparentemente hipnotizado por uma misteriosa mulher montada num rato. No meio disto tudo ainda foi o causador da destruição da cidade dos tecnopapas.

Do outro lado um severo motim está a acontecer quando grupos de rebeldes atacam a nave presidencial. Aqui marca presença também o Amok liderado por Kill "cabeça de cão". Nesta batalha o Amok revela ser possuidor de tecnologia dos tecnopapas, o que lhe dá uma considerável hipótese de vencer. Como eles obteram tal tecnologia é um ponto a salientar e que é explicado no final.

E de verdade seria realmente o fim para o presidente se este não se resignasse à sua insignificância e pedisse ajuda ao Imperoratriz, um Imperador e uma Imperatriz que parecem estar em corpos distintos com consciências separadas mas que agem como um líder..

Quando o Metabarão entrega o corpo de John Difool para receber em troca o do seu filho, que descobrimos ser adoptado, é traído por Tanatah que demonstra nunca ter tido intenções de honrar o seu acordo. Felizmente para Difool esta decisão era algo já esperado pelo mercenário. Assim, unindo forças, Metabarão, Difool e Solune (o filho) dão um festival de pancada nos soldados da líder dos Amok.

Com o falhanço da revolta e um ataque vindo da superfície aqueles que começaram como inimigos são forçados a trabalhar em equipa para escapar. E assim Tanatah, Difool, Deepo, Metabarão e filho e Kill fogem até ao lago dos suicidas (lago de ácido). Durante este segmento descobrimos que a mulher que roubou o Incal Negro é Animah, irmã de Tanatah, sendo elas as duas guardiãs dos Incais até a ganância se ter apoderado de Tanatah que começou a planear a sua conquista que supostamente teria sido alcançada neste dia se o ataque presidencial não tivesse falhado.

"O Incal" tem-se provado ser altamente viciante, quanto mais sabemos sobre esta história mais queremos descobrir. Para quem gosta de ficção científica completamente alucinada, não pode deixar escapar esta obra.

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Moon Knight #9

MK #9

Hei-de voltar a esta BD quando tiver terminado pois faltam apenas três números.

No entanto, se há coisa que a nova série do Moon Knight tem providenciado é uma colecção de capas fantástica e neste número 9 Alex Maleev excedeu-se.

O Incal I: O Incal Negro

"O Incal Negro" é o primeiro volume da saga "O Incal" e aquele que deu a conhecer pela primeira vez o universo que viria a ser apelidado de "Jodoverso".

A acção desenrola-se num universo completamente distópico. John Difool é um detective de classe-R cujas maiores preocupações na vida é arranjar dinheiro para tabaco e prostitutas. No entanto a sua vida dá uma volta de 180ºC quando recebe pelas mãos de Berg (uma raça de aliens que reside numa galáxia próxima) aquilo que viria a descobrir tratar-se do Incal, um artefacto de imenso poder e que aparentemente tem uma missão para ele.

Difool tem como animal de estimação uma "gaivota de cimento" chamada Deepo. Após ter escondido o Incal dentro de Deepo este ganhou a habilidade de falar e parece vir a tornar-se um parceiro indispensável. Difool por sua vez é um louco cobardolas e digo louco porque as personagens principais desta saga são baseadas em cartas de Tarot. Sendo assim John Difool, até pelo trocadilho do nome, se nota ser inspirado na carta do louco (The Fool).

Perto do final deste volume surge a revelação de que existe um outro Incal, porque todas as moedas têm duas faces, o Incal Negro. Depois de Difool ter conseguido escapar de um grupo de corcundas do presidente (sim os guarda-costas do presidente são corcundas) vê-se agora na cidade Tecnos no meio dos adoradores do Incal Negro.

Para piorar o seu destino Tanatah, líder do grupo rebelde Amok, chantageia o maior mercenário deste Universo, o Metabarão, para que este lhe traga o corpo de John Difool. Pertencente a este grupo está também Kill "cabeça de cão", um mutante que quer vingar-se por Difool lhe ter disparado contra a orelha durante uma daquelas festas que termina em tremendas orgias.

Desde aliens a mutantes, desde o governo corrupto aos membros da cidade Tecnos, são muitas as facções a mostrarem interesse neste misterioso artefacto que dá nome à série e todos parecem conhecer mais sobre ele do que o nosso herói.

Um universo riquíssimo da autoria de Jodorowsly e Moebius. A título de curiosidade a personagem do Metabarão esteve nomeada no torneio de personagens de BD Europeia.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Grandes Duos da TV [2]

George Costanza and Jerry Seinfeld (Seinfeld)

Jerry: You know it's a very interesting situation. Here you have a job that can help you get girls. But you also have a relationship. But if you try to get rid of the relationship so you can get girls, you lose the job. You see the irony?
George Costanza: Yeah, yeah, I see the irony.

George Costanza: I like DeSoto.
Jerry: DeSoto? What did he do?
George Costanza: He discovered Mississippi.
Jerry: Yeah, like they wouldn't have found that anyway.

George Costanza: But I really want to leave my mark this time. Like remember that summer at Dairy Queen when I cooled my feet in the soft serve?
Jerry: So you want to go out in a final blaze of incompetence?
George Costanza: Flame on.

George Costanza: I gotta call Elaine.
Jerry: She's out.
George Costanza: Oh, yeah. The blind date.
Jerry: They call it a setup, now. I guess the blind people don't like being associated with all those losers

MAB - Cartaz e Autores Convidados


Aqui fica a lista de autores presentes no festival (surgiram alterações de última hora):

Autores Alemães
Anke Feuchtenberger
Ulf K
Kai Pfeiffer
Lars Henkel

Autores Belgas
Dominique Goblet
Olivier Deprez
Denis Deprez

Autores Ingleses:
David Hine
Melinda gebbie

Autores Italianos:
Fabio Civitelli

Autores Portugueses:
Regina Pessoa
Pedro Serrazina
Filipe Abranches
Filipe Melo
Ricardo Cabral
João Mascarenhas
Rui Sena
Derradé e Geral
Hugo Teixeira


Por fim o cartaz aqui colocado é o oficial e definitivo do MAB.
Resta também esperar pelos horários e distribuição dos autores.

Abaixo o ACTA


Spider-Man VS The Lizard.

Ou como o Dr. Connors recebeu a notícia de que Portugal assinou o acordo do ACTA.

Há uma petição a decorrer aqui contra a implementação do ACTA. Aproveito também para deixar o link do STOP ACTA.

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Hail to the Lizard



- Piadas à Spidey: Check
- O Spider-Man é visto como um fora-da-lei: Check
- Gwen Stacy primeiro que Mary Jane: Check

Yep, é capaz de resultar.

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Fevereiro é o mês de Alejandro Jodorowsky


Pronto talvez Fevereiro não seja o mês de Alejandro Jodorowsky, mas vou aproveitar que a colega blogger Andreia Mandim, sugeriu três dos seus filmes para ver este mês aqui, para falar deste lado em paralelo na sua BD, mais especificamente na colecção "O Incal".

Não conheço a filmografia do autor, mas arrisco-me a dizer que a sua carreira na BD é de maior projecção. Qualquer pessoa que leia BD Europeia já ouviu falar do seu nome, precisamente porque a obra mencionada acima foi muito aclamada. Em cinema, no entanto, é um realizador de culto, isso já deu para perceber.

"O Incal" deu origem ao chamado "Jodoverso" e a partir daqui o autor criaria uma série de histórias a decorrer nele. Entre elas temos "Os Metabaroes" e os "Tecnopapas", para citar algumas.

Na BD é maioritariamente um autor de ficção científica porém, já enveredou por outros caminhos. Entre os quais o Western em "Bouncer" e a BD histórica em "Os Bórgia".

Já trabalhou também com alguns dos maiores artistas deste género. Por exemplo, com o mestre Moebius em "O Incal" (que não voltaria a participar nas restantes aventuras no "jodoverso") e com o erótico Milo Manara em "Os Bórgia".

Infelizmente, muitas das suas séries são complicadas de encontrar editadas em português, outras nem sequer existem. A vitamina BD ainda publicou um volume de "A Casta dos Metabarões" mas, com muita pena minha, ficou-se por aí.

A título de curiosidade Jodorowsky e Moebius chegaram a processar Luc Besson por causa do filme Tthe 5th Element" que segundo o autor Chileno plagiava "O Incal". Contudo, perderam, uma vez que Moebius tinha trabalhado no dito filme.

James - Sometimes


Parece que vão regressar a terras Lusas e no dia de Bruce Springsteen.

Porque como um amigo meu disse há muitos anos: "os James gostam mais de Portugal do que de chocolate".

domingo, fevereiro 05, 2012

MAB - Novidades

Dominique Goblet é o nome de mais uma autora confirmada para o MAB (imagem acima da sua autoria).

No que toca às exposições haverá uma de originais da personagem Zakarella.

De salientar que o blog dedicado ao festival também já se encontra disponível aqui.

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Kino 2012 - Sessão de Abertura

Der Besuch (2010)



O festival de cinema de expressão alemã abriu com a primeira curta-metragem de Conrad Tambour, "Der Besuch".
Trata-se de uma curta de animação que aborda a vida de uma senhora idosa que vive com o filho. Numa altura em que o tema da idade tem estado novamente em destaque por cá, até parece que foi de propósito esta escolha.

Gostei bastante da curta, aborda um tema sério de uma forma leve e descontraída. Funcionou bastante bem




Almanya - Willkommen in Deutschland (2011)



O filme foi também uma espécie de estreia. "Almanya" é afinal de contas a primeira longa-metragem de Yasemin Samdereli para Cinema.

Uma história sobre a família, que tem como pano de fundo o tema da imigração turca para a Alemanha. A família escolhida é a do 1001º imigrante cujo nome é Hüseyin.

A acção decorre no presente com um Hüseyin já avô e prestes a receber cidadania alemã. Ao mesmo tempo uma das suas netas vai contando ao primo como é que o avô se iniciou nesta aventura.

Tudo é contado sempre com uma forte presença do humor, salientando sempre as diferenças entre a cultura alemã e turca e aqui é bastante engraçado ver o regresso dos imigrantes ao seu país de origem, onde algumas coisas já não são como as recordavam, não porque o país tenha mudado, mas porque eles mudaram.