domingo, novembro 17, 2013

Contos de Máximo Gorki: Vinte e seis e mais uma



Poema

Em pouco tempo calávamos quem ousava dizer tal coisa: precisávamos de amar alguma coisa - tínhamo-la encontrado e amávamo-la; como tal, essa coisa que nós, todos os 26, amávamos, tinha de ser inacessível, como se fosse sagrada, e qualquer um que nos fizesse frente nessa questão era nosso inimigo.


Tchelkashe

Gavrilo continuava a rir, olhando estupidamente para o seu patrão. Aquele olhava-o também, pensativo e lúcido. Via à sua frente um homem cuja vida estava nas suas patas de lobo. Tchelkashe sentia que podia controlá-lo a seu gosto. Podia rasgá-lo em pedaços, como uma carta de jogar, ou podia ajudá-lo a fazer-se um homem sério.

5 comentários:

MMMNNNRRRG disse...

finalmente algo de jeito!!!
li isto este verão numa tarde de praia... um génio!
agora quem divulga Gorki não devia meter notícias da treta como super-homens e afins...

Rafael Santos disse...

Ando a ler "O Vagabundo Filósofo" do Gorki, muito bom :D

Loot disse...

MMMNNNRRRG: Acredito que há espaço para os dois. Então e Dostoievski não? Está uns posts abaixo deste.

Rafael: Apetece-me dizer que o Gorki é o Máximo, mas a piada é tão má :P
Li-o pela primeira vez com estes dois contos. Fiquei muito bem impressionado com a sua escrita e sensibilidade para descrever o homem e respectivas classes sociais.

Abraço aos dois

MMMNNNRRRG disse...

espaço para dois para quê? não são amigos com territórios em que não interferem, pelo contrário cada vez mais o mainstream cada vez mais gordo quer acabar com tudo o resto... Olha a Disney que já comprou Marvel e Star Wars! se apoias o lado comercial ajudas a liquidar o outro. além de que não é uma questão de espaço mas de inteligência, alguma vez pensaste porque a BD é tão mal vista em comparação com as outras artes? não? queres comparar o Máximo Gorki com... a última mini-série do Wolverine!?
relê o teu blogue (que não é mau apesar de tudo!) e vais perceber a diferença... um dia... espero eu!
abraços

Loot disse...

Estás a confundir haver espaço para os dois com esse espaço existente ser equilibrado, não é. Gostava que fosse neste blog e estou a tentar caminhar nessa direcção, pois tenho noção de que ainda há um fosso muito acentuado no meu conhecimento.

Mas independentemente da validade dos teus argumentos isso não quer dizer que Mainstream tem de ser mau. A Walt Disney criou a noção da animação ser infantil, o que é tão errado. Mas dizer que todos os filmes da Disney são maus, também é injusto. Pegando nas comparações, nem tudo dentro do mainstream é igual, não queres comparar o Batman Asilo Arkham ao Batman Earth One.

Tens razão quando dizes que o mercado mais gordo come o mais fraco, infelizmente, muita coisa morre sem ter hipótese de florescer. Porém, se calhar ao contrário do que dizes, se tivessemos um bom mercado mainstream de BD, muita outra coisa mais próxima de Gorki veriam a luz do dia. Acho esta opção mais realista até. Mas posso estar errado, estou a especular.

Sinceramente, acho que uma maior exposição da BD nas crianças é que seria muito benéfico em criar leitores e potenciais interessados em outros géneros de livros. Eu cresci a ver os filmes de Hollywood e hoje procuro de tudo um pouco no Cinema.

Algo que desvalorizas é o facto de mais pessoas virem aqui se eu falar da mini do Wolverine. E porque é que isso importa? Porque assim acabam por ver também o Asterios Polyp e se calhar alguns até acabam por comprá-lo e lê-lo. Se não fosse o Wolverine nunca o teriam feito. Se calhar esta é uma visão sonhadora, mas acredito que acontece e acredito que é uma boa forma de dar a conhecer outro tipo de material a muita mais gente.

Abraço