quarta-feira, maio 28, 2008

Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull

Indiana Jones tornou-se sinónimo de cinema de aventura. Todos sabem o seu nome e foram muitos que tal como eu cresceram ao som da famosa música de John Williams.
Quanto a mim os três filmes de Indiana Jones, constituíam uma das melhores trilogias de sempre do Cinema (já não constituem porque deixaram de ser uma trilogia) e por isso o seu regresso era aguardado com muito entusiasmo.
O problema é que quando passamos anos e anos a ver e rever filmes que adoramos estes acabam por ter um lugar demasiado especial no nosso coração e por isso para alguns as expectativas em relação a este filme eram demasiado elevadas e muito difíceis de cumprir.
Pessoalmente nunca estive à espera que "Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull" fosse superar o que se tinha feito (tão bem) nos anos 80, fui de mente aberta e agradecido por ter a oportunidade de rever um velho amigo uma vez mais e por isso valeu a pena. Por exemplo a cena inicial em que vemos através da sua sombra Indy a pegar e colocar o chapéu na cabeça foi mágica até dá vontade de chorar.Nesta nova aventura o Doutor Henry Jones Jr. (Harrison Ford) terá de enfrentar Irina Spalko (Cate Blanchett) e o seu temível exército soviético pela posse da famosa Caveira de Cristal de Akator. Mas Indy não está sozinho, contando com a ajuda de Mutt Williams (Shia LaBeouf), da regressada Marion Ravenwood (Karen Allen) uma das suas antigas paixões e do seu velho amigo Oxley (John Hurt) que por vezes complicava mais do que ajudava.
A decisão de misturar as aventuras de Indiana Jones com alienígenas pode ter sido um risco, mas foi feito da maneira mais correcta possível jogando com as teorias que defendem que os extraterrestres tiveram influência no desenvolvimento de algumas civilizações antigas (e aqui tive de me recordar do "Stargate" e da teoria de que as pirâmides do antigo Egipto foram construídas por extraterrestres).
Além disto tudo as próprias caveiras de cristal existem de facto, agora se são verdadeiras ou não, isso é outra conversa.
Por isso todos os típicos detalhes históricos são falados no filme e o espírito das aventuras do nosso arqueólogo favorito continua lá.
Antes de mais há que fazer uma grande vénia a Harrison Ford que nos brindou com tantos personagens memoráveis e que quase esteve para não ser Indiana Jones (o Horror). Harrison Ford na casa dos sessenta anos não só regressa em grande forma, como soube envelhecer na perfeição o personagem. Sim porque Indy continua a ser ele próprio, mas as pessoas envelhecem e mudam e Ford soube alterar esses pormenores na perfeição trazendo novamente o mesmo Indiana Jones mas mais sábio, mais calmo e até mais paternal.
Shia LaBeouf, saído de um grupo de fãs de Elvis, encarna muito bem o jovem rebelde que quem sabe um dia seguirá ou não as pisadas de Indiana Jones. É sempre um prazer ver Cate Blanchett a representar e neste filme traz-nos um excelente vilão característico do estilo. Também gostei muito de rever Marion, apesar de muito provavelmente o meu filme favorito ser "O Templo Perdido" se tivesse de escolher uma mulher para regressar nesta quarta aventura seria sem dúvida Marion.Pessoalmente não fui particular fã de algum CGI utilizado em exagero nomeadamente em algumas cenas da selva, eu gostava daquele aspecto mais clássico dos filmes anteriores, gostava que o tivessem mantido, mas os tempos são outros.
Em relação ao que se tem falado no que toca ao exagero de algumas cenas, elas de facto existem, o que é perfeitamente normal pois os filmes de Indiana Jones nunca primaram pela autenticidade e há cenas que por mais irreais que sejam são Indiana Jones no seu melhor e para comprovar isso não há nada como rever a trilogia original (que é o que eu tenho vontade de fazer agora mesmo).
Resumindo, este é para mim o pior filme da saga, considero sem dúvida os outros três melhores, mas não é por isso que deixa de ser um bom filme, que diverte como só Indiana sabe e se me questionar sobre quando foi a última vez que me diverti tanto a ver um filme de aventuras sei que não vou saber responder, ou seja, Spielberg e companhia independentemente de já terem feito melhor, continuam a saber o que fazem.
Podia dizer várias coisas para aconselhar ou não a ir ver este filme, mas a verdade é que seja excelente ou péssimo para quem é fã deste arqueólogo todas as opiniões vão ser indiferentes pois vão ter de ir ver este filme de qualquer das maneiras. Por isso a única coisa que posso dizer é juntem um grupo de amigos que vibra com as aventuras de Indiana Jones e divirtam-se pois foi exactamente o que eu fiz.

segunda-feira, maio 26, 2008

Alternative Prison Reeditado

Não podia deixar passar esta notícia sobre o álbum que deu nome a este blog, falo obviamente de "Alternative Prison" dos Primitive Reason e como dá para perceber é um álbum muito acarinhado por mim.
Passado 12 anos "Alternative Prison" volta às lojas em formato digipac e para comemorar esta reedição os Primitve Reason planearam uma tour pela Península Ibérica. O primeiro concerto foi já em 9 de Maio na fábrica do Braço de Prata. Para saberem as restantes datas cliquem aqui.
Gosto muito do trabalho dos Primitive Reason, mas sou obrigado a destacar este álbum em particular, porque é na minha opinião "o" álbum desta banda. É um álbum muito heterogéneo que mistura vários estilos musicais, uma explosão de sons, mas sobre ele já falei aqui no primeiro post que fiz para este blog.
Passados 15 anos apenas Guillermo de Llera se mantém da formação original. Podem ler uma entrevista com ele aqui sobre a reedição do álbum.
Para terminar deixo-vos uma excelente música do álbum.
Hipócrita - Primitive Reason

domingo, maio 25, 2008

The Happening - trailer



Estou muito entusiasmado com este filme, posso estar enganado mas sinto que vem aí um filmão. Sempre o senti desde que vi o teaser, mas depois de ver este trailer para maiores de 17 anos fiquei a delirar.

sexta-feira, maio 23, 2008

Pura Anarquia

Este é o primeiro livro que leio de Woody Allen. Se há uns tempos para cá me tenho esforçado por conhecer cada vez mais a sua filmografia porque não dar uma espreitadela aos seus textos?
“Pura Anarquia” consiste em um conjunto de dezoito contos, dez dos quais publicados no “The New Yorker” e oito inéditos. São contos sobre o dia-a-dia de diferentes pessoas, todos eles carregados do humor e inteligência característicos de Allen.
A fim de transmitir uma pequena ideia do que pode ser encontrado neste livro, deixo-vos uma pequena impressão sobre algumas das minhas estórias predilectas.
Em “O Resgate do Tandoori” podemos seguir de perto a carreira de um actor que luta desesperadamente por conseguir “o” papel da sua vida, mas que apenas consegue ser contratado para trabalhar num filme como uma espécie de duplo do protagonista devido às semelhanças físicas entre os dois. O seu trabalho consiste em ficar de pé durante horas a fio sobre uma marca, a fim de os cameramens poderem testar os projectores e as sombras. No entanto, a sua verdadeira aventura começa quando é raptado, por engano, ao ser confundido com o actor principal.
Não sendo das preferidas, não posso deixar de falar de “Sam, fizeste as calças demasiado bem-cheirosas” uma sátira às novas tecnologias aplicadas aos tecidos. Aqui podemos conhecer alguns dos mais extravagantes fatos da História. Fatos que transmitem corrente eléctrica possibilitando assim o carregamento de por exemplo telemóveis; fatos com mil e um odores diferentes; fatos com líquidos armazenados e com uma palhinha no colarinho para os podermos beber e até fatos que aprisionam odores não desejados, como o fumo do tabaco ou quem sabe o perfume de uma amante.
No ramo da nanotecnolgia tem-se trabalhado em coisas formidáveis nomeadamente em roupas cujos poros fecham assim que expostas a material perigoso. Quem sabe se num futuro próximo esta tecnologia não venha a ser aplicada em coisas similares aos de este conto, não me surpreenderia nada (com o da corrente eléctrica é que é preciso ter muito cuidado principalmente quando chove).
Em “Querida Ama” temos uma divertidíssima tentativa de assassinato de uma ama por parte dos seus patrões após descobrirem que ela se encontra a escrever um livro sobre eles. A conclusão desta estória é simplesmente hilariante e Allen nunca se esquece de pormenorizar as situações que aborda, pormenores esses, onde se encontram alguns dos melhores momentos das suas estórias.
Adorei “A física do físico” onde as várias leis da física são aplicadas à vida do quotidiano. Temos aqui momentos que são verdadeiras pérolas de humor onde a física quântica e a teoria das cordas são misturadas com algumas das situações mais banais do dia-a-dia.
Mais perto do fim temos um livro de dietas escrito por, nada mais nada menos, do que Friedrich Nietzsche em “Assim comia Zaratustra” e um julgamento fabuloso em que a testemunha principal é o rato Mickey e onde há tempo para falar do alcoolismo de Pateta e dos vários casos amorosos de Donald, simplesmente fantástico. O livro termina com “A Lei de Pinchuck” onde vemos retratada uma das mais divertidas investigações policiais que já tive o prazer de ler, onde cada membro novo da polícia que vai aparecendo é melhor que o anterior.
A todos os que quiserem passar momentos de boas gargalhadas, experimentem.

terça-feira, maio 20, 2008

Apuesta por el Rock and Roll


Porque neste Sábado recordei tempos mais antigos, esta é dedicada a ti Carla ;)

segunda-feira, maio 19, 2008

The Dark Knight - Novo Poster

Photobucket
E eles não param de aparecer.
Este é dedicado ao Joker, tinha mesmo de o por aqui.

domingo, maio 18, 2008

Influências/Semelhanças #10

Finalmente completei o segmento final sobre os speedsters, neste caso aqueles correspondentes à "Idade Moderna". Não sei se me afastei um pouco da ideia original desta rubrica, mas de qualquer das maneiras tinha de terminar o que comecei, ou seja, uma breve descrição de alguns dos speedsters mais relevantes nos comics, baseado obviamente na minha opinião e conhecimento. Antes de continuar, para melhor percepção dos textos é aconselhada a leitura dos segmentos anteriores:

- Speedsters da "Idade de Ouro" (1930s-1950s)

- Speedsters da "Idade de Prata" (1950s-1970s)


Jesse Quick


Jesse Chambers foi criada por Len Strazewski e Mike Parobeck e surgiu pela primeira vez nos comics em 1992.
Jesse é filha de Johnny Chambers, o famoso super herói Johnny Quick (ver speedsters da "Idade de Ouro"). Johnny decidiu ensinar à sua filha a fórmula que lhe concedeu a sua super velocidade a fim de ter alguém que continuasse o seu legado no combate ao crime. E quem melhor para continuar o seu trabalho do que a própria filha?
Wally chegou a pedir a Jesse para ela o substítuir como Flash, caso alguma coisa lhe acontecesse, mas provou-se mais tarde que tudo não passava de um truque para levar Bart Allen a levar o seu papel no legado dos "Flash" mais a sério, mas dele falarei mais tarde. Quando Jesse descobriu isto ficou muito magoada, mas eventualmente os dois continuaram amigos.
Jesse possui os mesmos poderes que o seu pai, quando visualiza a fórmula "3x2(9YZ)4A" consegue voar e mover-se a grandes velocidades. Aparentemente quando está em grande stress, possui um certo nível de super força que herdou da sua mãe a Liberty Belle, mas o porquê de isto acontecer não é explicado.
Jesse começou por usar o nome de "Jesse Quick" e mais tarde adoptou o de sua mãe, "Liberty Belle".


Meanstreak


Foi criado por John Francis Moore e Ron Lim, para integrar o grupo de heróis "X-Men" do ano 2099. A saga da Marvel sobre o ano 2099 começou em 1993 e soube-se mais tarde que não seguia a continuidade da Marvel, ao invés de ser o mesmo Universo no futuro, tratava-se de facto de um Universo paralelo.
Henri Huang é há semelhança de Quicksilver (ver speedsters da "Idade de Prata") um mutante com o poder da super velocidade. Foi escolhido por Xi'an para integrar o grupo de mutantes "X-Men". Além da sua super velocidade é um grande génio no que toca a tecnologia.
É capaz também de se curar mais depressa devido aos seus poderes de velocidade.
Não se sabe se Meanstreak morreu ou não no final da saga 2099, pois a sua última aparição foi a cair de um penhasco e como a série foi cancelada nunca se soube o destino desta personagem.
Do Universo 2099 apenas um personagem continuou a ser utilizado, o Spider Man 2099 que é membro activo da equipa "Exiles" uma equipa constituída por membros de vários Universos Alternativos, talvez há semelhança de Spider-Man, Meanstreack ainda volte a aparecer nos comics.


Impulse /Kid Flash II /The Flash IV


Bartholomew Allen (mais conhecido por simplesmente Bart Allen) já foi conhecido por muitos nomes, surgiu pela primeira vez no número 91 de "Flash vol. 2" em 1994 e ostentava o nome de código "Impulse". Em 2003 adoptou o título de Kid Flash, e em 2006 substituiu Wally West após o seu desaparecimento durante a "infinite Crisis", usando pela primeira vez o nome de "Flash". Foi criado por Mark Waid e Mike Wieringo.
Se repararem no apelido de Bart vão aperceber-se que é o mesmo do segundo Flash, Barry Allen, pois Bart é nada mais nada menos do que o seu neto, ou seja, o sangue do "Flash" já lhe corria nas veias desde o início. É filho de Don um dos Tornado Twins que mencionei brevemente ao falar de Barry na secção de Speedsters da "Idade de Prata", para quem não leu os Tornado Twins são os filhos que Barry teve no século XXX. Curiosamente pelo lado da mãe é descendente do arqui-inimigo do seu avô, o Professor Zoom.
Bart nasceu com um metabolismo super acelerado, então com apenas dois anos aparentava ter 12. De forma a que ele não sofresse problemas mentais foi criado durante algum tempo numa máquina de realidade virtual. Uma vez que este método não estava a resultar a sua avó Iris West decidiu levá-lo para o presente onde Wally West (terceiro flash) conseguiu finalmente "curá-lo" desta condição. Permanecendo no presente iniciou um treino com Max Mercury (ver Speedsters da "Idade de Ouro").
Após se aliar ao grupo "Teen Titans" Bart foi baleado no joelho por Deathstroke (quando possuído por Jericho) durante o período em que esteve parado alterou o seu nome para "Kid Flash" (à esquerda temos uma imagem dele com o Fato de "Impulse" e de "Kid Flash").
Agora vem a parte complicada, durante a saga "Infinite Crisis", Wally, Jay e Bart tentam impedir o Superboy Prime usando as suas velocidades para o enviar para a dimensão da Speed Force, durante este processo Jay fica para trás pois dos três é o menos rápido e Wally transforma-se em energia e desaparece. Quando tudo parece perdido para Bart, Max Mercury, Johnny Quick e Barry Allen aparecem para o ajudar (todos tinham sido absorvidos pela Speed Force no passado). Durante este feito Bart desaparece para uma realidade alternativa onde passa quatro anos até conseguir regressar ao tempo em que decorria a batalha contra o Superboy Prime, ou seja, para os seus amigos apenas segundos passaram entre o seu desaparecimento e o seu regresso, mas quando Bart regressou veio quatro anos mais velho e a usar o fato do Flash.
Bart é um jovem muito dotado, além das habilidades comuns de um speedster (correr sobre a água, criar tufões, etc), é capaz de criar uma espécie de "réplicas" que consegue enviar através do tempo, mas é uma manobra muito perigosa uma vez que a morte de uma dessas "réplicas" o colocou em coma. Tem também a habilidade de memorizar tudo o que leu, ouviu ou viu.
Após a "infinite Crisis" a Speed Force ficou contida nos eu corpo tornando-o mais poderoso, mas dando-lhe uma maior dificuldade em controlar os seus poderes.
Bart é um dos speedsters mais poderosos e o tempo indicava que possívelmente se iria tornar no mais poderoso de sempre, mas poder não é tudo e Bart não foi capaz de preencher o vazio deixado por Wally, da mesma forma que este o fez com Barry talvez por isso tenham decidido em matá-lo, trazendo de volta Wally West.
Sobre a sua morte, muito rapidamente ocorreu às mãos de vários vilões, mas o principal culpado terá sido, Inertia que por acaso também é em parte seu clone. Inertia tenta utilizar uma máquina para roubar a velocidade a Bart, este sem poderes e contra vários vilões, nunca teve hipótese de sobreviver.
A sua morte no entanto aconteceu na mesma altura do regresso de Wally e aparentemente não foi a máquina que roubou a Speed Force a Bart, mas Wally uma vez que ao regressar absorveu-a acidentalmente.


Black Flash


O Black Flash foi criado por Mark Millar, Pop Mhan e Christ Ivy e foi publicado pela primeira vez em 1998.
Este personagem da DC Comics consiste na personificação da Morte para todos os que possuem super velocidade, portanto os speedsters. A sua existência ainda não foi totalmente explicada, há quem sugira que ele existe porque os speedsters são demasiado rápidos para a Morte tradicional os conseguir apanhar ou que simplesmente é um efeito relacionado com a speed force, pois quando o Black Flash vem capturar estes personagens é para os levar até essa dimensão. Quanto a mim a primeira explicação faz pouco ou nenhum sentido, a Morte não tem de correr para apanhar quem está na sua lista.
O ditado sobre este personagem é que "Ninguém é mais rápido que o Black Flash", eventualmente ele irá capturar-te. Nos comics já apareceu a vários speedsters, no entanto Wally West conseguiu vencê-lo ao correr até o fim dos tempos até um ponto onde a morte não fizesse mais sentido fazendo com que o Black Flash acabasse por desaparecer (as condições em que Wally se conseguiu safar são incertas pois ainda não li a estória em questão, apenas me baseei na informação disponível no site da Wikipédia).


Zoom


Criado por Geoff Johns e Scott Kolins, Hunter Zolomon é o terceiro homem a usar o título de "Reverse Flash". Surgiu pela primeira vez nos comics em 2001, mas só apenas em 2003 como Zoom.
O seu pai era um assassino em série que quando foi denunciado à polícia pela sua própria mulher, matou-a também. Desde esse acontecimento que Zolomon ficou obcecado em parar criminosos como o seu pai, tendo mais tarde alistado-se no F.B.I.
Após ter sido expulso do F.B.I. devido a um caso que resultou na morte do pai da sua mulher e colega Ashley, foi trabalhar divorciado para Keystone City como Profiler. Aqui ele começou a trabalhar em casos com Wally West e juntos desenvolveram uma amizade.
Certo dia durante um ataque do Gorila Grodd, ficou paralisado da cintura para baixo e pediu a Wally para usar uma máquina de viajar no tempo que se encontrava no "Museu Flash" a fim de o ajudar. Wally recusou pois as consequências em alterar a continuidade do tempo podem ser dramáticas. No entanto a explicação de Wally não foi suficiente para o fazer mudar de ideias e assim Zolomon invadiu o museu e tentou usar a máquina, resultando numa explosão que destruiu o museu e alterou a sua ligação ao tempo para sempre, isto é, Zolomon é capaz de manipular o tempo, diminuindo-o em relação à sua pessoa e dando assim a ilusão que se move a grandes velocidades quando na verdade é o resto do mundo que se está a mover muito devagar.
No fundo Zolomon não é verdadeiramente um speedster e por isso não tem acesso à Speed Force, uma vez que os seus poderes são fruto da manipulação do tempo, no entanto achei que o"Reverse Flash" de Wally tinha de ser mencionado, e porque é sem dúvida uma característica muito engraçada do personagem.
Como ele manipula o tempo à sua volta, Zoom não sofre de problemas provocados pela supervelocidade, como problemas de fricção (claro que quem usa a speed force consegue vencer esses problemas também). No entanto há desvantagens, uma vez que ele não se está a mover a grandes velocidades não cosnegue vibrar através de matéria sólida.
Zoom acha que Wally não o ajudou no passado porque ao contrário do seu tio Barry nunca experenciou tragédia na sua vida (Barry tinha perdido a mulher), então torna-se obcecado em trazer essa tragédia a Wally com o objectivo de o tornar num herói melhor. Zoom é sem dúvida um dos mais temíveis vilões do Flash.


Nota: Algumas informações como por exemplo as datas foram retirados do site da wikipédia.

quinta-feira, maio 15, 2008

Rua de Baixo V.2


A "Rua de Baixo" começa a dar os seus primeiros sinais de vida, se forem até ao site da "Rua" já podem ter acesso a um pequeno trailer e um podcast. Eu confesso que ainda não ouvi o podcast porque não tenho o itunes instalado.
O regresso está próximo e isso para mim são óptimas notícias.
Cliquem na imagem ou no nome para aceder à página.

terça-feira, maio 13, 2008

The Clone Wars - Novo Trailer

Desde que vi o primeiro filme que saiu da "Guerra das Estrelas", actualmente conhecido como "Episode IV: A New Hope", que tenho uma enorme vontade de ver a "Clone Wars".
Tudo começa quando Ben Kenobi conta a Luke Skywalker que ele e o seu pai lutaram juntos nesta temível guerra. Foi o suficiente, apenas meia dúzia de palavras proferidas pelo senhor Kenobi, para tantos como eu terem sonhado com a "Clone Wars".
Ora nos filmes Lucas salta esta parte, se no "Episódio II" nos mostra como esta guerra tem início, no "Episódio III" mostra-nos como termina. Mas ainda há tanta coisa para contar, como por exemplo a passagem de Anakin de Padwan para Jedi. Para isto existiram uns desenhos animados com episódios na ordem dos 3 minutos que vierama crescentar mais informação sobre esta batalha épica. depois há ainda as BDs.
Agora em Agosto de 2008 a "Clone Wars" regressa e pela primeira vez ao grande ecrã.
O filme será animado e finalmente vai-nos mostrar Obi-Wan Kenobi e Anakin Skywalker a lutar lado a lado, como irmãos. Acho que apenas pelo "Episódio III" quase que não dá para ter a noção de como estes dois eram chegados e por isso o final entre eles ser um tão trágico.
Cliquem na imagem para ver o novo trailere espero que isto estreie por cá.

segunda-feira, maio 12, 2008

Um dia no IV Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja

Como planeado eu e a Cube, lá partimos para Beja neste Sábado, a ideia original era passar o fim de semana, mas por outros motivos só foi mesmo possível estar lá um dia.
Coloquei no rádio do carro a "Heroes" tocada pelos Blind Zero e lá iniciámos a nossa viagem.
A visita acabou por se centrar na Casa da Cultura que era o grande núcleo do festival, onde estavam a decorrer as exposições de Dave Mckean (imagem de baixo), Filipe Andrade e Filipe Pina, Frantz Duchazeau, Gipi, João Lemos, Martin Tom Dieck, Nuno Saraiva , Pedro leitão, uma exposição sobre 10 anos de BD Galega e outra sobre Jovens autores Americanos.





Assistimos ao lançamento do fanzine "venham + 5" que acabei por comprar, ao lançamento do BD Jornal nº22, de uma nova revista de humor a "Moda Foca" e à apresentação do livro "BRK" (imagem da esquerda) da autoria de Filipe Andrade e Filipe Pina que deverá estar disponível em Outubro, por enquanto a estória "BRK" pode ser encontrada nos "BDs Jornais" onde tem vindo a ser publicada. E por fim o lançamento do livro "A Carga" de Susa Monteiro.
Sobre algumas das apresentações, acho que podiam ter tentado cativar mais o público, talvez mostrando mais sobre alguns dos trabalhos em questão, mostrando algumas pranchas por exemplo, mas são apenas ideias para tentar dinamizar a relação entre os apresentadores e o público.
Se a Banda Desenhada já não é por sim um evento de grandes massas, então um festival situado numa cidade do interior, não iria estar recheada de pessoas e isso como tudo tem as suas desvantagens e vantagens. As vantagens passam por tornar o festival mais acolhedor e por porporcionar encontros que de outra forma seríam impossíveis, com isto quero dizer que enquanto estávamos na fila para falar com Dave Mckean encontrámos por acaso os companheiros bloguistas DC e Bongop, que eu apenas conhecia através dos seus blogs. Depois através deles conheci também
Quando chegou a vez de entregar o "Asilo Arkham" não resisti e pedi-lhe um "Joker", está lindo!!!!!


Ainda aproveitei para ir meter conversa com Filipe Andrade e Filipe Pina sobre o seu projecto "BRK" que confesso não conhecer, pensava que apenas tinha visto alguns desenhos no FIBDA, mas rapidamente percebi que afinal conheci esta saga através do fórum da Central Comics.
Gentilmente o Filipe Andrade fez-me este belo desenho da série "BRK":



A Cube motivada por esta energia bedéfila e pela conversa que teve com a mulher do Sr. Mckean, foi comprar o "Wolves in The Walls" e ficou com este belo desenho:


Para terminar deixo-vos um pequeno vídeo onde podem ver Dave Mckean a desenhar-me o "Morpheus".



A quem puder aconselho a passagem por lá.

quinta-feira, maio 08, 2008

Novos filmes da Marvel anunciados para 2010 e 2011

Esta foi a notícia que me chegou através da newsletter da Marvel.
Depois do grande sucesso que foi o fim de semana da estreia de Iron Man, já se confirmou que em 2010 irá estrear "Iron Man 2".
Dois meses depois da estreia de "Iron Man 2" chega-nos "Thor" que será realizado por Matthew Vaughn ("Stardust" e "Layer Cake"). Sobre o deus do trovão em si, ainda não foram confirmados nomes mas tudo aponta para Kevin McKidd ("Rome").
Depois saltamos para o Verão de 2011, altura prevista para estrear "Captain America" e passado dois meses a estreia daquele revelado no final dos créditos de "Iron Man": "The Avengers".
Esta notícia pode ser lida aqui.
E vocês se pudessem escolher os super heróis que vão entrar no filme dos "Avengers", quem escolheriam? Para responderem usem a caixa de comentários ou simplesmente votem na sondagem do lado direito. Claro que não coloquei todos os membros na sondagem como podem ver aqui eles já tiveram mesmo muitos membros.

quarta-feira, maio 07, 2008

Iron Man


A época dos Blockbusters estreou-se com "Iron Man" e que estreia formidável!
Como disse foi o primeiro filme a abrir esta época e apesar de ainda faltar muito tempo até terminar, arrisco-me a dizer que é um dos grandes vencedores.
Ao comparar os mais recentes filmes baseados em personagens das duas editoras mais conhecidas de banda desenhada Americana, a DC Comics e a Marvel, posso afirmar que os filmes da DC têm demonstrado um maior cuidado, tentando sempre ter um mínimo de qualidade e talvez por isso vários projectos tenham vindo a ser adiados e cancelados. Por outro lado os filmes baseados em super heróis da Marvel explodiram e explodiram no mau sentido. Se por um lado a saga "X-Men" e "Spider-Man" resultou (apesar de mais uma vez salientar que os filmes do Aranha não me convenceram muito mas reconheço-lhes mérito) o mesmo não se pode dizer de vários outros projectos como o "Daredevil", o "Punisher" ou o "Ghost Rider". Ultimamente e apenas no caso de personagens Marvel, este género de filmes aparentava estar meio perdido e isso notou-se também no terceiro capítulo dos "X-Men" e do "Spider-Man". Antes de terminar tenho de salientar o "Hulk" de Ang Lee que não sendo perfeito foi uma abordagem bem interessante ao personagem.
Pois bem "Iron Man" traz de volta o nível de qualidade a que nos tínhamos habituado com "X-Men", sendo uma das melhores adaptações da Marvel ao cinema e com ele vem toda uma esperança de que as coisas vão mudar.
Iron Man foi criado por Stan Lee, Larry Lieber, Don Heck e Jack Kirby e surgiu pela primeira vez no comic "Tales of Suspense #39" em 1963.
Anthony Edward Stark é uma das grandes mentes do Universo Marvel, juntamente com Reed Richards (Mr. Fantastic), Victor Von Doom (Dr. Doom), Hank Pym (Yellowjacket ou Antman) e Bruce Banner (Hulk).
No filme Tony Stark é um dos maiores produtores de armas da América e no dia em que se encontra a fazer uma demonstração no Afeganistão sobre o seu mais recente trabalho, o "Jericho", é raptado por vários grupos terroristas, que o querem obrigar a criar esta nova arma a fim de ser usada por eles.
Em cativeiro Stark conhece Ho Yinsen, personagem quanto a mim muito importante no nascimento de "Iron Man". Encorajado por Yinsen, Stark decide dar tudo por tudo e em vez de criar o "Jericho" para os seus inimigos começa a trabalhar numa armadura que será a sua passagem para fora dali. Durante esta pequena experiência descobre que as suas armas têm sido vendidas a estes grupos terroristas.
Há semelhança do que têm feito nestes filmes, as estórias originais são ligeiramente (nuns casos mais que outros) alteradas para se tornarem mais actuais e sendo assim o Afeganistão substituiu o Vietname, o país onde Stark é raptado na BD (na altura decorria a Guerra com o Vietname).
Quando Stark regressa, decide terminar com a produção de armas por parte das "Indústrias Stark" e começa a trabalhar numa versão melhorada da sua armadura.
Os efeitos especiais estão sublimes, mais uma vez a "Industrial Light & Magic" está de parabéns, é verdadeiramente fantástico ver a armadura de Iron Man em todo o seu esplendor e glória no grande ecrã.
A estória está muito bem equilibrada, temos bons momentos de humor, alguma profundidade e as cenas de acção são extremamente divertidas.
Por fim o grande trunfo deste filme é mesmo Robert Downey Jr., este senhor é um actor genial e é a escolha ideal para representar Tony Stark. O resto do elenco é também ele muito bom, com Gwyneth Paltrow na pele de Virginia 'Pepper' Potts assistente e interesse amoroso (porque tem sempre de haver um) de Stark, Terrence Howard na pele do seu fiel amigo, Jim Rhodes e por fim o grande Jeff Bridges como Obadiah Stane. Como disse o resto do elenco é bom principalmente no que toca a Bridges, mas todo o filme é ofuscado pelo brilho de "Iron Man" e esse brilho vem do trabalho de Robert Downey Jr.
Como já deu para perceber fiquei bem surpreendido pelo trabalho de Jon Favreau que como realizador desconheço e confesso nunca me tinha atraído, por mim ele pode ser o realizador da sequela, que já está confirmada para 2010.
Enquanto via o filme estava na dúvida se havia alguma intenção de tornar o vilão uma surpresa para quem não está familiarizado com a BD, mas como no trailer o desvendam penso que se havia então estragaram-no.
Uma curiosidade até pela cena em que Jim Rhodes diz que quer uma armadura como a do "Iron Man": no futuro (possivelmente já na sequela) Jim Rhodes será...(quem quiser saber clique aqui).
Em jeito de conclusão, "Iron Man" é de facto um dos melhores filmes do seu género e é divertimento assegurado, mesmo para aqueles que não estão familiarizados com o personagem, dêem-lhe uma oportunidade que vão ver que não se arrependem.

terça-feira, maio 06, 2008

IV Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja

Para quem tiver o interesse e a possibilidade, o "IV Festival Internacional de Banda desenhada de Beja" arranca já no dia 10 e termina no dia 25 de Maio.
Para consultarem a programação cliquem na imagem.
De momento saliento dois acontecimentos, o primeiro a presença no dia 10 de Dave Mckean provavelmente o meu artista favorito de BD, responsável pela arte de inúmeros livros entre os quais "Signal to Noise", "Mr. Punch", "Violent Cases", "Black Orchid", "Arkham Asylum", "Cages" (onde escreveu a estória também), bem como todas as capas da série "Sandman", entre outros.
Outro acontecimento é a apresentação de mais uma nova BD portuguesa, "Murmúrios das Profundezas" de Diogo Campos, Diogo Carvalho, Flávio Gonçalves, Luís Belerique, Phermad, Ricardo Reis, Rui Ramos e Vanessa Bettencourt. O livro consiste em uma série de contos inspirados pela obra "Lovecraft" e a apresentação estará a cargo de Rui Ramos.

segunda-feira, maio 05, 2008


"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente."

Fernando Pessoa

domingo, maio 04, 2008

The Dark Knight - Novo trailer

Finalmente o novo trailer (em boas condições) encontra-se disponível.
Cliquem na imagem para ver.
Novamente relembro que a campanha de publicidade deste filme tem sido um verdadeiro espectáculo.

sábado, maio 03, 2008

My Blueberry Nights


"My Blueberry Nights" é o mais recente regresso de Wong Kar Way e a sua primeira experiência cinematográfica Americana. Após ver o filme podemos concluir rapidamente duas coisas. A primeira é que o estilo de Kar Way se mantém fiél a si próprio, não importa em que país estamos as pessoas continuam a ser pessoas e um filme de Wong Kar Way será sempre um filme de Wong Kar Way. A segunda é que se "My Blueberry Nights" fosse filmado na China, o papel de Jude Law ia de certeza absoluta para Tony Leung Chiu Wai. Tony Leung e Kar Way que fazem uma das grandes duplas Actor/Realizador do cinema, há semelhança de Johnny Depp e Tim Burton ou Robert De Niro e Martin Scorscese.
Este filme marca também a primeira experiência na representação (pelo menos em cinema) de Norah Jones, que se portou à altura. O resto do curto elenco é todo ele magnífico, com Jude Law, David Strathairn, Rachel Weisz e Natalie Portman.
Elizabeth (Norah Jones) é uma jovem mulher que após um desgosto amoroso trava amizade com Jeremy (Jude Law) o dono de um café em Nova Iorque.
Apesar de todas as noites se encontrarem e partilharem belos momentos de conversa enquanto Elizabeth come um pedaço de tarte de mirtilo com gelado, algo ainda está por resolver na sua vida e por isso deixando apenas um recado a Jeremy decide partir numa jornada pelo país fora para resolver os seus dilemas sentimentais ou quem sabe descobrir-se a si própria. Durante a sua jornada, Elizabeth vai conhecendo uma série de personagens interessantes, entre eles o polícia alcóolico Arnie Copeland (David Strathairn) que conhece durante a sua estadia em Memphis. Arnie é um homem infeliz e em constante depressão fruto do afastamento da sua ex-mulher por quem ele é um eterno apaixonado. Mais tarde devido a um triste evento Elizabeth travará conhecimento com a sua ex-mulher, Sue Lynn (Rachel Weisz) num segmento onde teremos uma visão mais ampla da sua personagem e da de Arnie Copeland.
Mais tarde enquanto trabalha num casino, conhece Leslie (Natalie Portman) durante um jogo de Póker. Após Leslie perder todo o seu dinheiro, procura desesperadamente encontrar alguém que lhe "empreste" mais algum para continuar a jogar. Numa curta conversa com Elizabeth descobre que esta se encontra a juntar dinheiro para um carro e então decide pedir-lho garatindo que vai vencer o jogo devolvendo-lhe assim o dinheiro emprestado juntamente com uma percentagem dos ganhos. Mas se por acaso perder, Elizabeth fica com o seu Jaguar.
Após umas boas horas de jogo Leslie sai da sala e apenas diz a Elizabeth que o carro é dela, mas que vai precisar de uma boleia até Las Vegas.
Durante esta viagem Leslie tenta ensinar Elizabeth a não confiar em ninguém, enquanto lhe demonstra as suas grandes capacidades em ler as pessoas, característica essencial para se ser um bom jogador de Póker. E assim durante alguns dias as duas vão-se conhecendo um pouco melhor e tornando uma espécie de amigas.Ao longo das suas viagens Elizabeth vai sempre enviando postais a Jeremy que tenta com todas as forças encontrá-la através da informação que descobre neles.
Mas não é apenas Norah Jones a única cantora a aparecer neste filme, Cat Power também tem direito a uma pequena aparição como Katya, uma ex-namorada de Jeremy. No entanto se a aparição de Cat Power é curta como actriz o mesmo não se pode dizer na banda sonora. A sua canção "The Greatest" é "a" canção de "My Blueberry Nights".
Personagens cativantes, uma atmosfera enternecedora e carregada de cores como só Wong Kar Way sabe fazer, terminando com um dos mais belos beijos da história do cinema, fazem de "My Blueberry Nighst" um belo filme a não perder.

quinta-feira, maio 01, 2008

Novo Trailer de "The Incredible Hulk"

Photobucket
Como já tinha dado para perceber através do primeiro trailer, não será apenas na estória e nos actores que "The Incredible Hulk" e "Hulk" serão completamente diferentes, pois nos efeitos especiais também. Aqui o Hulk aparenta ser mais "plasticina" do que o digital de Ang Lee.
Desconhecia era que o próprio Edward Norton tinha participado na escrita deste argumento, aparentemente ele gosta bastante desta máquina verde de destruição.
Quanto a mim continuo de "pé atrás!, o "Iron Man" parece-me mais apelativo, mas já faltou mais para descobrir.
Algo muito engraçado neste filme é que terá uma cena em comum com o "Iron Man", ou então o Tony Stark fará apenas uma pequena aparição neste, não tenho a certeza de qual (mas preferia a primeira).
Cliquem na imagem para ver o novo trailer.

quarta-feira, abril 30, 2008

I´m Not There

"I´m Not There" pretende abordar a vida do homem/lenda/poeta que foi/é/poderia ter sido, Bob Dylan.
Foram várias as propostas que existiram para se fazer um filme sobre a vida deste Senhor, mas acabou por ser a visão alternativa de Todd Haynes a conquistar a aceitação do músico, e depois de se ver o filme, independentemente de se gostar ou não, percebe-se perfeitamente porquê, uma vez que a ideia de Haynes é verdadeiramente aliciante.
Após o ter visto era impossível não me recordar de "Velvet Goldmine" essa obra de culto que nos mostra a visão do Glam Rock por Todd Haynes, e que visão explendorosa. Apaixonei-me por este filme na primeira vez que o vi, altura em que conhecia muito pouco sobre o movimento Glam. O filme fez-me querer conhecer mais e hoje David Bowie é um dos meus artistas de eleição e Oscar Wilde um dos meus escritores predilectos. Hoje posso ver o filme com uns olhos mais conhecedores, mas sei que é capaz de conquistar qualquer um e já com "I´m Not There" tenho as minhas dúvidas. É claramente um filme que será vivido de forma muito diferente consoante o conhecimento e paixão que se tem por Bob Dylan. Tal como em "Velvet Goldmine" ver este filme deu-me vontade de descobrir e ouvir ainda mais de Bob Dylan (e como adoro estes processos todos de descoberta). Porém e isto pode dever-se ao facto de já ter algum conhecimento da vida do artista, "I´m Not There" pareceu-me um filme mais díficil de ver para aqueles que pouco ou nada conhecem dele, no entanto, não quero com isto dizer que não possa ser apreciado pelos mesmos, aliás se este filme der vontade às pessoas de conhecerem mais sobre Dylan, então já cumpriu uma função.
O filme reparte-se por seis actores, seis pessoas diferentes que encarnam fases distintas da vida do homem/lenda/poeta.Marcus Carl Franklin interpreta um vagabundo com 11 anos cujo nome é Woody Guthrie, numa clara homenagem ao cantor folk de mesmo nome que inspirou Dylan a enveredar por esse género musical. O verdadeiro Woody Guthrie é aquele que é visitado mais tarde no hospital pela personagem de Marcus Carl Franklin.
Ben Whishaw é a figura mais poética do filme, recitando (numa entrevista?) várias frases ao longo do filme, frases poderosas que se entrelaçam com as várias estórias do filme. O nome desta personagem também foi escolhido em homenagem a alguém, neste caso um dos poetas favoritos de Dylan, falo do fascinante e alucinado Arthur Rimbaud.
A Christian Bale calhou poder interpretar duas fases da vida do artista, como Jack Rollins ele mostra-nos o Dylan profeta. Primeiro no início dos anos 60 durante a sua ascenção como estrela Folk e como cantor protestante com letras bastante políticas, estamos portanto na altura de "Blowin' In The Wind". E mais tarde na fase em que se converteu ao Cristianismo no final dos anos 70 onde experenciou com música Gospel. Para quem não sabe Bob Dylan é Judeu e caso não seja claro no filme esta sua fase Cristã não foi permanente, como disse mais tarde ele "encontra a religião e a filosofia na música".
Poderíamos dizer que Cate Blanchet teve sorte pois de todos deve ter sido a que mais material teve para estudar Dylan uma vez que o representa em uma das suas fases mais populares, no entanto por outro lado é a mais fácil de criticar pois o seu Dylan é o que está na memória da maior parte. A verdade é que nada disto interessa depois de ver o seu desempenho arrebatador. Blanchet está verdadeiramente arrepiante na pele de Jude Quinn, a fase "eléctrica" de Dylan. Como o próprio nome indica nesta fase Dylan começou a usar instrumentos eléctricos. Na altura gerou muita controvérsia e muitos dos seus fãs o chamaram de traidor, pois não esperavam tal mudança. Hoje em dia esta é considerada uma das melhores fases da sua carreira, foram nestes anos que ele compôs entre muitas o hino "Like A Rolling Stone". Nesta parte do filme é muito interessante assitir ao encontro com os Beatles, com o poeta Allen Ginsberg, com a senhora Coco Rivington e obviamente ao "duelo" com Keenan Jones, a quem mais tarde será dedicada a grande música "Ballad of a Thin Man". A escolha de Blanchet é a mais caricata uma vez que se trata de uma mulher, mas é ela curiosamente que acaba por ser fisicamente a mais parecida com Bob Dylan.Heath Ledger que apesar de ainda não ter desaparecido das telas já deixa muitas saudades, representa Robbie Clark um actor que representou em alguns filmes Jack Rollins (esse mesmo, o Dylan interpretado por Christian Bale). Aqui Ledger aborda através de Robbie Clark a vida familiar de Dylan, mais especificamente o seu casamento e divórcio com Sarah Lownds (que no filme tem o nome de Claire). Quando apareceram as filhas pensei que poderia também aparecer um rapaz, Jakob Dylan, mas afinal não.
Por fim temos Richard Gere como Billy The Kid, na parte do filme em que mais questões tive. Sei que Bob Dylan gosta muito dó personagem Billy The Kid e que até participou no filme de Sam Peckinpah, "Pat Garrett and Billy the Kid ", além de ter composto a sua banda sonora. Foi aqui que surgiu o clássico "Knocking on Heaven´s Door". É sem dúvida a parte mais bizarra do filme colocando esta versão de Dylan num Western alternativo. A personagem de Gere aparenta ser um erimita o que me faz pensar que esteja a interpretar a fase em que Dylan esteve ausente após o seu acidente de mota em 1966, acidente esse também falado no filme.
Mais uma vez a escolha de diferentes actores para interpretar diferentes fases da vida de Bob Dylan, foi um golpe de génio, mas não foi apenas na escolha de vários actores que as diferenças do filme terminam, a própria forma como Haynes escolheu filmar cada segmento é diferente. Por exemplo as cenas sobre as personagens Woody Guthrie, Robbie Clark e Billy the Kid são filmadas a cores. As cenas sobre Jack Rollins são filmadas em formato documentário a cores e em 16mm. Por fim as cenas com Jude Quinn e Arthur Rimbaud são filmadas a preto e branco, mas em estilos completamente distintos (não sei o termo técnico para a filmagem das cenas de Rimbaud, que se encontram naquele formato cheio de "grão").
O nome Bob Dylan ou Robert Allen Zimmerman (nome verdadeiro de Dylan) nunca são mencionados no filme e não fosse pela sua aparição numa imagem perto do fim, podíamos dizer que Dylan, verdadeiramente nunca "Esteve lá".
Para terminar posso dizer que para mim é um excelente filme, que acima de tudo não tem medo de arriscar e só por isso Todd Haynes já merece uma grande salva de palmas.

segunda-feira, abril 28, 2008

Welcome To A World Without Rules

Welcome To A World Without Rules
O novo poster de "The Dark Knight".

quarta-feira, abril 23, 2008

All Along The Watchtower

Ainda a respirar "Bob Dylan e "I´m Not There".


E há semelhança de Haynes que mostrou seis actores a representar Dylan, deixo aqui seis versões de uma das suas grandes canções.
Uma frase no poster do filme era, "They are all Bob Dylan", pois bem neste caso eu digo: "They´ve all played Bob Dylan":



Jimmy Hendrix


Neil Young


Brian Ferry


U2


Dave Matthews Band


Eddie Vedder

terça-feira, abril 22, 2008

Star Wars - Revelations

"Star Wars: Revelations" é um filme feito pelos fãs do maravilhoso Universo que é "Star Wars". O filme foi lançado em 2005, o que me leva a perguntar porque só agora é que ouvi falar dele? Sim porque já falei com mais pessoas que só o descobriram agora. A cube foi a primeira a avisar-me e se bem me lembro ela contou-me que falaram dele na "Antena 3", mas desconheço a razão de o terem feito apenas agora, de qualquer das maneiras isso não é importante.
O que interessa aqui é passar a palavra sobre este curto filme (cerca de 47 minutos) que se desenrola algures entre o "Episódio III: Revenge Of The Sith" e o "Episódio IV: A New Hope". Como foi feito antes do "Episódio III" estar concluído é possível que existam algumas falhas na continuidade.
O objectivo desta estória é a de explicar a extinção da ordem dos Jedis e parece que o próprio George Lucas ficou bem impressionado com o trabalho destes fãs.
Eu ainda não tive tempo de ver, mas para quem estiver interessado fica aqui o aviso. Podem tentar ver a partir deste site se não conseguirem fazer o download por algum motivo vejam directamente a partir daqui.

segunda-feira, abril 21, 2008

The Spirit - Teaser

Já se encontra disponível o teaser trailer de "The Spirit", filme baseado na personagem criada em 1940 pelo grande Will Eisner.
A realização está a cargo de Frank Miller e pelo teaser dá para perceber que será uma experiência visual muito influenciada por "Sin City".

quinta-feira, abril 17, 2008

We Own The Night - Trailer

Confesso que quando ouvi falar deste filme, passou-me completamente ao lado, mas agora todo o falatório à volta dele, me deixou extremamente curioso, parece ser unânime que temos aqui um filmão. A ver...
Cliquem na imagem para ver o trailer.

quarta-feira, abril 16, 2008



É HOJE, É HOJE, É HOJE!!!!!!!!!!!!

terça-feira, abril 15, 2008

[Rec]

Se nós não vamos ao Fantasporto, o Fantasporto vem até nós ou pelo menos alguns filmes da competição, neste caso o vencedor do prémio de melhor filme e do público, [Rec] de Jaume Balagueró e Paco Plaza.
Gosto de ir ao cinema sem saber nada sobre um filme, literalmente nada, nem do que trata. Claro que por vezes é preciso ter alguma ideia para podermos chegar às bilheteiras e escolhermos qual o filme a ver, nem que seja saber qual o realizador ou o actor que nele partecipa. Além do mais adoro ver trailers, mas claro que há filmes que nunca iremos ver no escuro, como por exemplo um "Iron Man" onde já sabemso minimamento do que vai tratar.
Conheci o [Rec] através deste trailer e adorei a forma como o publicitaram, ficando cheio de vontade de o ver. Uma vez que o trailer filma as pessoas no cinema e não o filme em si, decidi manter todo o mistério e não ver mais nada em relação ao filme. Assim no passado domingo fui vê-lo sem fazer qualquer ideia do que tratava, nem sequer que era filmado com câmara ao ombro (estilo "Blair Witch Project") e posso dizer que soube muito bem ir às escuras ao encontro de esta bela surpresa.
Devo salientar que ainda não vi "Blair Witch Project" nem "Cloverfield" (apesar de este último ter sido feito depois de [Rec]), e por isso não estou familiarizado com este estilo de filmar e muito menos cansado como já li algures, até porque achei essa decisão a mais correcta para este filme, pois torna a experiência mais real e pessoal, quase como se estivessemos dentro do próprio filme ou pelo menos a ver filmagens de algo que realmente aconteceu.
O filme começa com a repórter Ángela Vidal e com o seu operador de câmara Pablo, que se encontram num quartel de bombeiros a fazer uma reportagem sobre os mesmos e sobre as emergências que acontencem durante a noite.
A noite acaba por se tornar extremamente aborrecida e como Ángela comenta com um bombeiro durante uma entrevista, ela gostava que algo de emocionante acontecesse. Não te preocupes Ángela (penso eu) emoção vai ser o menor dos teus problemas.
Passado algum tempo chega finalmente uma chamada de emergência, sobre uma senhora idosa que se encontra presa no seu apartamento. Até agora nada que aparente ser grave.
Quando chegam ao prédio os bombeiros, os jornalistas e um polícia sobem até ao andar em questão, onde encontram uma velha com a roupa coberta de sangue e num estado mais "animal" do que humano. Ao tentarem segurar a mulher o polícia é terrívelmente mordido pela senhora. Os bombeiros tentam o mais rapidamente possível socorre-lo levando-o para fora do andar imediatamente, entretanto Ángela está simplesmente delirante por Pablo ter conseguido apanhar tudo na câmara.
O problema é que quando tentam sair para fora são impedidos pela polícia e pelas autoridades sanitárias que se encontram a selar o prédio sem lhes providenciarem quaisquer informações, dando a entender apenas mais tarde de que se trata ou de uma ameça nuclear, ou química ou biológica. A partir daqui o pânico instala-se entre os residentes do prédio mal sabendo eles que algo de terrífico se encontra junto a eles e a "espalhar-se".
Um filme claustrofóbico cheio de momentos assustadores, onde saliento o seu fantástico final, a voz de Pablo (o operador de câmara) numa das partes finais está perfeita, acho que naquela situação era mesmo assim que a sua voz de alguém soaria.
O que mais me irritou na visualização foi mesmo o intervalo dos cinemas Lusomundo. Até nem sou de me queixar dos intervalos e num filme grande percebo que possam dar jeito, caso alguém queria ir à casa de banho, mas [Rec] dura apenas 85 minutos e é um crescendo de medo onde um intervalo corta completamente esse crescendo, transportando-nos novamente para a nossa vida real e não "havia necessidade". Claro que eu aproveitei o intervalo para entrar novamente na sala a dizer em voz (relativamente) alta de que estávamos todos fechados no cinema pelas autoridades sanitárias e pela polícia, mas ninguém me prestou atenção.
Para quem gosta do género este é um filme imperdível, para os outros aventurem-se a ter uns bons sustos pois [Rec] é uma experiência intensa e que merece ser visualizada.

domingo, abril 13, 2008

David Fonseca no Coliseu dos Recreios 12/04/2008

E lá fomos nós neste sábado ver o tão aguardado concerto "Dreams in Colour" de David Fonseca e posso dizer para já que foi um verdadeiro espectáculo, com muita música, muito bom gosto e alguns momentos de humor.
Eu gosto muito do seu trabalho e por isso ficaria sempre satisfeito em ir apenas a um concerto e ouvir pura e simplesmente as suas canções, mas felizmente ele tem uma vertente que aprecio imenso que é a de introduzir grandes músicas de diferentes artistas ao longo do seu espectáculo e por isso quando ouvi a "Song to the Siren" de Tim Buckley a ser tocada ainda no início do concerto soube logo que estávamos a assistir a algo que seria sem dúvida especial.
A primeira parte esteve a cargo de Rita Red Shoes que apenas conhecia da sua colaboração em "Hold Still" com David Fonseca, música lindíssima que foi tocada mais à frente. Foram cerca de trinta minutos de concerto e deu para ficar com uma boa ideia do que é o trabalho desta senhora, sem dúvida um bom início para o que viria mais tarde.
Enquanto esperávamos que os membros da banda subissem ao palco um video é projectado no coliseu, no que é uma espécie de introdução por parte do músico. após a sua visualização um grupo de mariachis entra em palco (existe uma ligação entre o vídeo e o grupo ele não aparece do nada). Após esta divertida introdução com direito a "La Cucaracha"o concerto tem início.
As músicas alternaram entre os seus três álbuns com uma maior incidência no último, como seria de esperar.
O uso dos vídeos foi recorrente ao longo do concerto e houve várias surpresas ao longo de algumas cançoes.
No entanto a maior surpresa para mim não foi tanto a nível de produção mas sim ouvir um pouco da "Space Oddity" de David Bowie a inicar uma das suas canções. Outras covers tocadas foram "All Day and All of the Night" dos The Kinks e "Together In Electric Dreams" (original de Philip Oakey) .
Uma vez ouvi um membro dos Silence Four dizer que o David Fonseca tinha uma bela voz e que poderia cantar qualquer coisa que ele ia gostar. E foi um pouco com essa opinião que saí do coliseu após ouvi-lo cantar excertos de "Wannabe" das Spice Girls, "Toxic" da Britney Spears, "Maneater" da Nelly Furtado, "Can't Get You Out of My Head" da Kyle Minogue e "Umbrella" da Rihanna. Não estou a criticar nenhuma destas canções apenas que na voz de David fonseca ganharam uma "luz" diferente, como os Travis a cantar "baby hit me one more time".
Houve tempo também para recordar os Silence Four em "Angel Song" e "Little Respect" (original dos Erasure), para ouvir a inédita "Orange Tree" e para falar da mítica frase proferida em vários concertos por homnes que é "Faz-me um filho!". Esta frase já faz parte de uma lenda urbana onde a sua origem é apontada aos concertos de Tony carreira, mas nestes ela era proferida por mulheres.
Para terminar um dos momentos mais altos do concerto foi sem dúvida o medley entre "Video Killed the radio Star" dos Buggles e a "The 80's", excepcional. De resto posso dizer que estou muito feliz por já ter ouvido a "Rocket Man" ao vivo essa música à qual tenho prestado algum culto nestes últimos tempos.

terça-feira, abril 08, 2008

Indie Lisboa 2008


O 5º Festival Internacional de Cinema Independente, está quase a chegar e vai desenrolar-se entre 24 de Abril e 4 de Maio.
O primeiro filme a abrir o festival é o tão aguardado (pelo menos por mim) "My Blueberry Nights" essa primeira experiência no cinema Americano do ´grande realizador Wong Kar Way.
Para mais informações cliquem aqui.

quinta-feira, abril 03, 2008

Beirut Cancelam digressão Europeia

É com muita pena que descubro esta notícia. Era sem dúvida das bandas que mais expectativas tinha em assistir, até porque acho que os "Beirut" foram das melhores coisas que aconteceram para a música da actualidade.
Obrigado ao Menphis e à Carla pelo aviso.
Para mais informações cliquem aqui para ler o comunicado de Zach Condon no Blitz

Resta-nos continuar a ouvi-los na aparelhagem e desejar que regressem em breve.

dEUS em Paredes de Coura

Paredes de Coura está a ficar com um cartaz poderoso, aos já mencionados por aqui "Sex Pistols" temos "Thievery Corporation", "Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra", "Primal Scream", entre outros.
O nome mais recente a juntar-se ao cartaz é nada mais nada menos do que o "Todo Poderoso", eles mesmo, os dEUS.
A todos os que forem (e eu até gostava muito de ser um deles) espero que seja um concertão. Aqui vos deixo uma pequena amostra:



Podem ver o cartaz aqui.

quarta-feira, abril 02, 2008

Jericho

A série tem início com o regresso de Jack Green (Skeet Ulrich) à sua cidade natal, Jericho no Kansas. Jake é uma espécie de filho pródigo de Jericho que regressa passado cinco anos, apenas para reclamar a herança deixada pelo seu avô. O seu regresso está envolto em mistério e por cada amigo que revê conta uma estória diferente ao lhe perguntarem o que tem feito nos últimos anos, o que nos faz pensar se Jake está a contar a verdade ou não.
Quando visita a família o seu pai, Mayor de Jericho tal como o seu avô tinha sido e o seu irmão possivelmente será no futuro, recusa dar-lhe o dinheiro e cedo nos apercebemos que algo de terrível aconteceu para Jake ter abandonado a sua vila, ou seja, muitas questões se levantam sobre este misterioso personagem, mas que apenas serão respondidas pouco a pouco ao longo do desenrolar da série.
É de salientar que Jake apenas tinha intenções de passar por Jericho e não de regressar definitivamente, todavia antes que pudesse abandonar a vila novamente, uma explosão nuclear é observada em Denver (uma cidade perto de Jericho) e de repente tudo muda.
A premissa desta série é quanto a mim muito apelativa e gira à volta de dois temas bastante interessantes. Em primeiro lugar o que aconteceria à população de um país sobrevivente a um ataque nuclear nos dias de hoje? Como lidariam com os problemas derivados da falta de energia de que estamos tão dependentes hoje em dia, principalmente nos hospitais e na passagem do Inverno. Como se protegeriam contra a radiação libertada pelas bombas e como resolveriam os problemas relacionados com a falta de alimentos.
Neste caso em particular a estória esta centrada no povo de Jericho onde observamos todas estas dificuldades, mas vamos tendo também um vislumbre do que se passa em cidades vizinhas. Um massacre deste tamanho altera as pessoas e grupos começam a formar-se a fim de lutarem pela sua sobrevivência.
O outro tema importante é a teoria por detrás do ataque. Após a explosão das bombas nucleares Jericho perdeu contacto com o mundo exterior e durante muito tempo vive um período de escuridão onde várias teorias podem ser formuladas. Terá sido o ataque proveniente de grupos terroristas? Ou de países como a Coreia do Norte ou Rússia? Terão sido extraterrestres? Ou os próprios Americanos a atacarem-se internamente? Aqui confesso que me lembrei de "Watchmen" e que poderiamos estar a falar de um plano semelhante ao que aconteceu nesta novela gráfica de Alan Moore.
Sobre este tema em particular há que salientar outro personagem da série, Robert Hawkins (Lennie James) alguém ainda mais misterioso que Jake. Um homem que se deslocou recentemente para Jericho porque tinha prévio conhecimento das cidades que iam ser atacadas, o que nos leva a questionar qual o seu papel em tudo isto.
"Jericho" foi cancelada recentemente durante a segunda temporada, decisão esta que não surgiu como surpresa e que deu tempo aos seus criadores para gravarem os episódios finais. Foram gravados dois finais, um em aberto caso a série pudesse regressar ou ser terminada em filme, há semelhança de "Firefly", ou um final definitivo. Este último foi o escolhido, que acaba por ser o final de um capítulo introduzindo-nos a uma nova aventura que pode mas não precisa de ser contada para concluir a série. Nesse sentido fez-me lembrar o final do primeiro Matrix.
Na minha opinião é uma série aconselhável que me entreteu e divertiu muito, para quem gosta do género fica a sugestão.
Encontra-se a passar actualmente no AXN às segundas-feiras pelas 21:30.