terça-feira, novembro 20, 2007

Decades

Uma vez que estreou recentemente "Control" não é de admirar que muitos de nós estejam a (re)visitar alguns dos grandes momentos da carreira da tão célebre banda que são os "Joy Division".
A música dos "Joy Division" é ainda hoje uma grande influência no mundo da música, como se pode constantar ao ouvir bandas como os "Interpol", "Editors" ou "She Wants Revenge".
Mas os Joy Division foram mais além do que apenas influenciar dentro da sua área. Esta banda foi uma das grandes fontes de inspiração para a criação de uma das grandes BDs do nosso tempo: "The Crow" de James O´Barr.
O´Barr perdeu a sua namorada em um acidente de trânsito, culpa de um condutor embriagado e através da sua dor escreveu em "sangue" uma estória de amor, sofrimento e morte.
Para escrever esta estória o autor em vez de ir procurar inspiração em outras BDs, foi encontrá-la na música dos Joy Division, The Cure, Iggy pop entre outros e na poesia de Arthur Rimbaud.
Deixo-vos então com uma das músicas que influenciou esta magnífica obra: "Joy Division - Decades".

9 comentários:

Menphis_Child disse...

Se te disser que é a primeira vez que ouço Joy Division acreditas ?

Mas pela amostra gostei. Agora é que vejo o que soa Interpol e She Wants Revenge.

_Loot_ disse...

Acredito pois, mas ainda bem que gostaste :)

Eu gosto muito deles, dos The Cure e dos posteriores The Smiths.

A música mais conhecida deles é talvez a "Love will tear us apart" e descobri há uns tempos que os Moonspell têm uma cover desta música bem engraçada.

Maria del Sol disse...

Esta semana o "Control" não me vai escapar, já que na semana passada não pude vê-lo. Toda a música dos Joy Division tem o toque de Midas :)

By the way, os Nouvelle Vague também têm uma curiosa cover do "Love will tear us apart" com uma voz feminina e sabor a Bossa Nova. Assim dito pode soar estranho mas a verdade é que até soa bem ;)

Beijinhos

_Loot_ disse...

Também tem sido complicado para mim, vou tentar ir esta semana, mas para a próxima vejo-o de certeza (como não vou estar cá no fim de semana complica mais as coisas, já que Control só estreou acho eu em 3 salas no país).

Nouvelle vague é outra banda que está na minha lista para conhecer melhor. É tanta coisa para ver, ouvir, ler que às vezes perco-me um bocado.

A cover dos Moonspell agora que penso nisso podia ser mais metaleira para ter um gosto mais diferente, mas é gira.

Já agora lembrei-me de outra cover desta canção da Susanna And The Magical Orchestra, que pode ser encontrada no álbum Melody Mountain, um álbum de covers.

maurobindo disse...

Adoro Interpol e She Wants Revenge! Gosto muito de Editors e Nouvelle Vague e já tenho bilhete para os ir ver à Aula Magna em Dezembro!

Quanto a Joy Division, é fantástico ver como uma banda que durou tão pouco tempo influenciou tanta gente que por aí anda. Não esquecer também, que apesar da morte de Curtis a banda transformou-se nos New Order, continuando em grande o trabalho inicial.

Maria del Sol disse...

Está confirmado, fui hoje ver e é um grande filme :)

Só é pena, de facto, que esteja em exibição em tão poucas salas, o que limita as hipóteses a quem o quer ver.

_Loot_ disse...

Mauro: Sortudo :P
Tens toda a razão, aliás como disse num post atrás, os Joy Division provaram ser um grupo de grande qualidade, pois mesmo após a morte de Ian Curtis, os restantes membros formaram os New Order, que num registo bastante diferente também singraram na música e são ainda hoje lembrados.

Maria: Ainda não vi em nenhum lado falarem mal deste filme, mal posso esperar para o ver :P

celtic-warrior disse...

Já ouvi uma música dos Joy Division e não me cativou muito, em grande parte devido à voz do Ian Curtis. Curiosamente, isto acontece-me sempre que ouço uma nova banda, ou seja, Joy Division é uma coisa que vai ficar para outra altura.

Editors estão aqui na minha playlist, à espera de serem ouvidos :)

_Loot_ disse...

Não a ponhas de parte, continua a ouvi-la que de certeza serás recompensado.

A mim aconteceu-me o mesmo com a voz do Mark Knopfler nos Dire Straits, não gostava da voz dele. Mas depois ouvi a telegraph road e prontos fiquei viciado e agora não me incomoda nada.
Continuo a achar no entanto que ele é muito melhor guitarrista do que vocalista e que o seu registo vocal é melhor no estilo que ele segue a solo do que nos Dire Straits, mas actualmente gosto muito da banda e o álbum ao vivo é delirante.