segunda-feira, abril 21, 2014

Hawkeye, Vol. 1: My Life as a Weapon


Esta tem sido das séries da Marvel que mais tem dado que falar e compreende-se porquê. Acho que é preciso salientar que "Hawkeye" está a ter uma dose de elogios tão alta por ser a série que é dentro de um universo de super-heróis. Fosse esta uma série fora da Marvel, sobre um agente secreto qualquer e provavelmente não teria sofrido tanta atenção. Pois por muito bom que "Hawkeye" seja, também não é nenhum inventor da roda.

Dito isto, também há que dar mérito aonde ele é devido. Matt Fraction consegue pegar nesta personagem e torná-la uma das mais interessantes da Marvel na actualidade. Esta é a história de Clint Barton um dos poucos membros dos Avengers que não tem poderes e que por isso mesmo é dos frequentadores mais assíduos de hospitais. Fraction é um grande argumentista que tem uma escrita arrojada, muito bem humorada e que tem sempre especial atenção ao desenvolvimento das suas personagens. Ele está a traçar um caminho promissor para este herói aguçando-nos a curiosidade em querer continuar a lê-lo. É um argumentista que tem estado em alta nos dias de hoje e num registo mais original aconselho uma série que tem na Image chamada "Sex Criminals", mas sobre essa falarei mais tarde.


Outro grande trunfo de "Hawkeye", aliás não há trunfo maior, é termos David Aja no desenho. Dá vontade de ler o Hawkeye sempre desenhado por ele. Já agora uma palavra de apreço ao trabalho de Matt Hollingsworth na cor, em perfeita harmonia com o desenho e num registo que privilegia o roxo e violeta - as cores de marca desta personagem (até nos Converse All-Star pois claro). O trabalho dele merece tantos elogios como o de Aja. Se a história é boa, com estes desenhos e cor, o resultado ainda é mais aconselhado.

A substituir Aja nos números #4 e #5 temos Javier Pulido que faz um trabalho muito competente, mas que não deixa a mesma marca em nós, isto sem o Aja não é mesmo a mesma coisa. No final o volume contém ainda uma história dos Young Avengers por ter sido escrita por Matt Fraction (com desenho de Alan Davis). Trata-se de um pequeno extra, bem diferente do estilo deste "Hawkeye".

Uma palavra ainda para as capas que têm um design simples e extremamente certeiro.


7 comentários:

tadeu disse...

o que atraiu para este premiado trabalho foram as capas. acho que bom ou mau, só a capa gera curiosidade.
não li nenhuma página, li só sobre o sucesso que esta a ter :)

Optimus Primal disse...

Tadeu o sucesso é tanto que a Marvel já editou um OHC com o 1 ano da serie.Falta é saber se a Marvel não vai parar a meio tipo os Ohcs do Mesmo Fraction.Quanto a serie o mais elogiado é mesmo as capas.

Loot disse...

As capas são uma lição, foi por elas que tive pena de não ter comprado isto em fascículos.

Mas os elogios são gerais e vê-se pelas nomeações. Este ano a série volta a estar em destaque nos Eisner Awards.

Sem dúvida que em termos de desenhos e design é uma peça imperdível. Mas eu também gosto muito do Matt Fraction, principalmente na outra série que mencionei no texto.

tadeu disse...

Optimus Prime, obrigado pela nota mas vou precisar de outra: o que significa OHC? :)

Loot, "não ter comprado em fascículos"? colecção completa numa edição?

tadeu disse...

optimus primal...sorry :)

Loot disse...

Numa edição não mas em várias. Os fascículos ou comics, são as edições originais que saem mensalmente. Depois são compiladas e editadas. Este é o primeiro contém os primeiros 5 nrs acho (e um extra).

OHC devem ser as edições omnibus hardcover. São maiores, contêm mais fascículos e por norma mais extras.

Mauro ZiBex disse...

Isto já está na wishlist há muito tempo... mas terá de ficar ainda mais um tempo, se bem que é daquelas BDs que quero muito ler. As capas são mesmo um ponto altíssimo, vale a pena ter os comics só pelas capas e eu sou daqueles que pode comprar um comic só pela capa :)