sexta-feira, julho 30, 2010
quinta-feira, julho 29, 2010
Questionário: Escolhe um artista III
De todos os que fiz foi um dos predilectos, gostei tanto que na altura fiz logo dois. Consiste em escolher um determinado artista/banda e responder às questões abaixo com títulos das suas canções.
Agora, a pedido, volto a recordá-lo aqui no blog, mas com um novo músico.
Os antigos podem ser vistos aqui:
- Tool
- David Bowie
A todos os que lerem isto sintam-se desafiados.
Pick an artist: Bob Dylan
1.) Are you a male or female? Minstrel Boy
2.) Describe yourself: I Am a Lonesome Hobo
3.) How do you feel about yourself: Like a Rolling Stone
4.) Describe where you currently live: Maggie's Farm
5.) If you could go anywhere, where would you go: Knockin' On Heaven's Door
6.) Your best friend is: Lily, Rosemary And The Jack Of Hearts
7.) Your favorite color is: Tombstone Blues
8.) You know that: The Times They Are A-Changin'
9.) What's the weather like? Buckets of Rain
10.) If your life was a television show, what would it be called? Highway 61 Revisited
11.) What is life to you? See That My Grave Is Kept Clean
12.) What is the best advice you have to give? It Takes A Lot To Laugh, It Takes A Train To Cry
13.) If you could change your name, what would you change it to? Mr. Tambourine Man
sábado, julho 24, 2010
The Filth

Após uns desentendimentos com a DC Comics, Grant Morrison foi trabalhar para a Marvel. Nesta altura começou a criar “The Filth” e obviamente vendeu primeiro a ideia à Marvel. Se esta ideia já seria difícil de vender a uma editora como esta, Morrison ainda sugeriu que fosse uma história do Nick Fury. Escusado será dizer que a parceria nunca aconteceu. Acabaria por ser a editora com quem teve problemas, a Vertigo (linha adulta da DC), a pegar nesta obra, com quem Morrison já tinha trabalhado previamente nos seus “The Invisibles”. E assim em Agosto de 2002 “The Filth” começou a ser publicado durante 13 comics [1].
Nesta história acompanhamos Greg Feely, um homem comum cuja vida pouco preenchida e deprimente está prestes a dar uma volta de 180º. Os seus interesses resumem-se em dois. O consumo de pornografia, o seu único escape da rotina do dia-a-dia e o seu gato Tony, sem dúvida o ser mais importante na sua vida. Pouco a pouco vai sendo contactado por estranhos que lhe dizem pertencer a uma organização secreta de nome “The Hand”. Na verdade Greg Feely é Ned Slade um agente desta organização que decidiu tirar uma licença de descanço. É aqui que entra Greg Feely, que afinal se trata de uma parapersona, ou seja, não é real, apenas uma personalidade criada como porto de abrigo para Ned Slade descansar. Infelizmente as férias de Ned tiveram de ser reduzidas pois os seus valiosos serviços voltam a ser necessários.
Ned alinha nesta aventura esperando obter respostas e que a sua memória verdadeira regresse. Apesar de recordações lhe invadirem a mente, a personalidade de Greg Feely continua muito presente na sua vida, nunca desaparecendo e sentindo-a sempre mais real que a suposta verdadeira, o que por vezes faz com que a sua equipa de trabalho tenha pouca paciência para ele e as suas preocupações com Tony. Sim porque o seu gato continua sempre a ser o foco da sua vida, a sua maior preocupação.
The Hand é uma organização policial que tenta manter a sociedade num determinado caminho, denominado por Statuos-Q. Tratam todo o tipo de problemas que são considerados demasiado bizarros, extravagantes ou perigosos para as forças policiais comuns. Aqui Morrison aproveita para descarregar uma quantidade infidável de ultra-violência, degradação sexual e morte. The Filth é uma sátira à nossa sociedade que pega nos seus piores aspectos e retrata-os de uma forma grotesca uma exploração dos sentimentos mais negativos da nossa civilização.

Este é um dos trabalhos mais autorais de Morrison e uma continuação da temática que abordou em “The Invisibles” e “Flex Mentallo”. Felizmente “The Filth” não sofreu de tanta censura como “The Invisibles”, digo de tanta porque acho que ainda existe alguma. Como uma cena em que uma mulher aparece coberta por sémen negro que foi cortada e a personagem de Tex cujos genitais são pixelizados, apesar de Morrison afirmar que a ideia era mesmo a de aparecer pixelizado.
O desenho é de Chris Weston e a cor de Gary Erskine, que fazem uma excelente trabalho, que se adequa perfeitamente à podridão que é “The Filth”, às vezes a arte até cheira mal. Mas não podemos esquecer as capas de Carlos Segura que fogem ao estilo tradicional dos comics e são de uma creatividade e bom gosto enormes.
Nesta mistura toda ainda há tempo para mundos de BD dentro de “The Filth” (se bem que “The Filth” poderá ser já por si isso mesmo) e chimpazés comunas assassinos (grande Dmitri que se lixem os humanos).
Para quem leu em inglês, entender o sotaque inglês da Spector foi uma verdadeira aventura por vezes.
sexta-feira, julho 23, 2010
quarta-feira, julho 21, 2010
terça-feira, julho 20, 2010
Shutter Island

É o meu tipo de história por isso tinha de gostar, claro que pela mesma razão cedo comecei a ver o caminho que o filme estava a seguir, porque são opções que me imagino a escolher caso estivesse a escrever a história.
Mas voltando ao filme. Este é mais um da dupla Scorscese/DiCaprio que tem dado valentes frutos, "Shutter island" é mais um deles.
No final foi mais cruel do que esperava, mas também é essa crueldade que lhe dá mais verosimilhança. E o momento final? A troca de palavras entre DiCaprio e Mark Ruffalo? Muito bom.
sexta-feira, julho 16, 2010
The Dark Side of the Voice

Star Wars é uma saga épica que dispensa apresentações. Um novo universo saído da mente de George Lucas que criou um legado que perdurará para sempre.
Três filmes clássicos que mudaram o Cinema e três mais recentes em busca de novos fãs e para animar os antigos.
Nem todas as escolhas foram certeiras em Star Wars, mas no fim de contas a verdade é que é um marco.
Lucas sempre teve atenção a muitos pormenores na realização de Star Wars. Um deles é sem dúvida o som. Começando na banda sonora, que é um trabalho magistral de John Williamas. Star Wars teve altos e baixos mas a sua banda sonora foi sempre constante, de elevada qualidade e sem nunca falhar.
Os efeitos sonoros são clássicos, podia falar das naves, dos alienigenas, mas quando se pensa num efeito sonoro em Star Wars o primeiro a vir à mente é o do mítico sabre de luz. Quantas armas foram inventadas que fossem tão estilosas como um sabre de luz?
O que me leva ao tópico deste texto, a voz. Ou mais especificamente, a voz dos Sith. Claro que as vozes dos Jedi são seguras e fortes e a do Yoda uma das mais conhecidas e sábias, mas as vozes dos senhores cujo primeiro nome é sempre Darth, têm uma atenção extra. São vozes realmente poderosas e negras, repare-se que Anakin só teve uma voz verdadeiramente portentosa depois de passar para o lado negro.
Darth Vader

Comecemos pelos primeiros filmes (cronologicamente).
Em A New Hope o primeiro Sith a surgir é aquele que ficaria conhecido por todo o mundo, Lord Vader. O personagem tinha de ser imponente e a voz era crucial, aliás a parte mais difícil de encaixar no personagem. Como Vader fala por uma máscara, a pessoa que o interpretava podia ser qualquer um, desde que tivesse a estatura necessária. David Prowse foi o actor que vestiu o fato mas foi James Earl Jones que lhe deu a voz. Curiosamente Prowse não foi informado de que ia ser dobrado e acreditou sempre que a voz de Vader seria a sua. Mas o seu sotaque inglês, sem querer ofender, ia arruinar Vader. Já Earl Jones criou uma lenda.
Darth Sidious
Em The Empire Strikes Back surge um novo Sith num holograma, mas seria em Return of the Jedi que o iríamos ver em carne e osso (até porque Ian McDiarmid não lhe deu voz no episódio V), estou a falar obviamente de Lord Sidious, o Imperador.
A voz de Ian McDiarmid é magestosa. Sidious é o mais negro de todos os personagens de Star Wars e a sua voz transmite toda a sua maldade e desprezo. É um mestre manipulador, sem dúvida, um verdadeiro Dark Lord of the Sith. Voltou a estar em alta no mais recente filme Revenge of the Sith.
Darth Maul
O costume dos Sith (nesta altura) é de haver apenas dois, um mestre e um disciplo, por isso nunca em nenhum filme houve mais de dois a partilhar o ecrã.
O próximo Sith surgiria em The Phantom Menace e seria talvez a melhor coisa que apareceu no filme, Lord Maul.
Maul é do tipo calado e contam-se pelos dedos de uma mão as falas que tem no filme (duas???).
Não sei se o personagem é calado por natureza ou simplesmente porque o actor que o interpreta (Ray Park) não tinha uma voz adequada para um Sith. Sim porque quando Maul abre a boca não é Ray Park que fala mas sim, Peter Serafinowicz. E dobrar um ser humano a falar não é tão adequado como um que usa uma máscara. Compreende-se por isso a fraca participação vocal de Maul. Mas a atenção às vozes do Sith mantêm-se incólume, Peter Serafinowicz tem bastante pinta a falar.
Darth Tyrannus
Em Attack of The Clones surge o último dos Sith que iríamos ver nesta saga, Lord Tyrannus. Ora Christopher Lee tem uma voz sobejamente conhecida, pois não são raras as vezes em que é usada, tal como recentemente em Alice in Wonderland de Tim Burton, ou o seu pouco aproveitado Saruman em Lord of the Rings. Lee pode ter necessitado a utilização de duplos ou de CGI para as suas cenas de combate (afinal a idade já pesa), mas basta pronunciar meia dúzia de palavras para colocar qualquer jovem de vinte e tal anos a tremer.
Festival Marés Vivas 2010

sábado, julho 10, 2010
quarta-feira, julho 07, 2010
segunda-feira, julho 05, 2010
Filmes no fim-de-semana
Agora não gosto de parar de escrever enquanto não tiver dito tudo que está cá dentro. No entanto o tempo é escasso e porque mais vale dizer alguma coisa do que nada ficam aqui uns muito curtos comentários sobre os últimos filmes que vi.
Tropa de Elite

É um filme intento que retrata de uma forma muito cruel mas, acredito, verdadeira sobre a zona das favelas no Rio de Janeiro. A história é narrada pelo capitão Nascimento (Wagner Moura) que com um filho a caminho procura encontrar um substituo seu para integrar o BOPE. A história acompanha as vidas daquele que será o seu substituto, André Matias (André Ramiro) ou Neto (Caio Junqueira).
A relação entre o BOPE e os traficantes é uma autêntica guerra urbana, com a ajuda de uma policia por vezes terrivelmente corrupta. A cena em que os polícias mudam os corpos de local para não lhes estragar as estatísticas é cinematograficamente hilariante mas na realidade muito muito triste.
Como se resolve um problema destes, sme que se matem todos uns aos outros?
Chun gwong cha sit

O filme conta a história de Lai Yiu-fai (Tony Leung Chiu Wai) e Ho Po-wing (Leslie Cheung). Este casal vive num ciclo de término e reconciliação. Actualmente estão na Argentina a planear ver as cataratas de Iguazú. Pelo caminho as coisas voltam a não resultar e ambos seguem um caminho separado nunca chegando a ver as cataratas.
Lai Yiu-fai acaba a trabalhar num bar de Tango quando volta a rever Ho Po-wing que leva uma vida muito mais libertina e boémia. Os seus caminhos voltam a cruzar-se assim naquele que será o tempo em que viverão os seus dias mais felizes, segundo Lai Yiu-fai.
Kar Wai e Tony Leung são uma das maiores duplas da 7º arte, os seus trabalhos juntos têm sido memoráveis e "Chun gwong cha sit" não é excepção.
O ambiente e o casal recordou-me "Soundless Wind Chime" um filme de 2009 do qual gostei bastante.
sábado, junho 26, 2010
Akinator o Génio da Internet
segunda-feira, junho 21, 2010
terça-feira, junho 15, 2010
domingo, junho 13, 2010
As Crónicas de Gelo e Fogo: A Guerra dos Tronos + A Muralha de Gelo


As Crónicas de Gelo e Fogo são uma saga de fantasia da autoria de George R.R. Martin. Pensadas para sete livros, três dos quais ainda não foram publicados.
O primeiro volume, no original, "A Game Of Thrones" foi dividido em dois livros na edição Portuguesa, a cargo da Saída de Emergência. O primeiro volume chama-se "A Guerra dos Tronos" e o segundo "A Muralha de Gelo". Aproveito para avisar que todas as edições destes livros se encontram divididos em dois volumes nas da Saída de Emergência.
A acção desenrola-se num mundo fictício similar ao nosso durante os tempos medievais europeus. A história é contada através do ponto de vista de diferentes personagens, oito ao todo, neste volume em particular.
Podemos dividir esta aventura em três narrativas distintas.
Duas delas desenrolam-se em Westeros um dos três continentes deste mundo. Aqui residem os chamados "Sete Reinos" que actualmente são governados pelo Rei Robert da casa Baratheon. Antigamente cada um dos sete reinos era governado pelo seu rei, mas tudo mudou quando Aegon I da casa Targaryen decidiu conquistá-los, tomando em seu poder seis dos reinos e estabelecendo uma parceria com o que faltava. A partir daqui começou o reinado Targaryen que duraria muitos anos até a revolta de Robert (o actual rei), a chamada "Guerra do Ursurpador" e que aconteceu quinze anos antes do início deste "A Guerra dos Tronos".
Eddard Stark, Lorde de Winterfell é o governante do reino do Norte (apesar de haver apenas um rei, existe um lorde a governar cada reino). Stark Encontra-se a caminho de cumprir uma execução. No Norte ainda se mantém a tradição de que é o Lorde quem deve tirar a vida do criminoso e não um carrasco, a fim de nunca se esquecer de como é difícil tirar uma vida. A grande novidade é que pela primeira vez Ned leva Bran o seu filho de sete anos. Já está na idade de assistir e começar a compreender como funcionam as coisas. Bran acompanha assim entusiasmado o pai e os irmãos Robb (o primogénito) e Jon (o bastardo) ambos com 14 anos. Quando partem encontram na floresta cinco crias de lobos gigantes uma para cada um dos filhos de Ned. Será um presságio? Afinal o lobo gigante é o símbolo da casa Stark.
No entanto a vida de Ned está prestes a dar uma volta de 180º, quando recebe a visita do seu maior amigo e grande companheiro de batalha, o rei Robert, que vem convidar pessoalmente Ned a assumir o cargo de "Mão do Rei" após o triste falecimento de Jon Arryn. não só o antigo "Mão" como também o antigo tutor de Robert e Ned.
Ned é talvez o personagem mais honrado deste livro, é justo, sábio e corajoso, não imagino melhor homem para o serviço. Mas ser "Mão" implica mudar-se para o Sul e Ned ama demasiado a sua família e o Norte e pretende declinar a oferta do seu amigo, não fosse a súbita mensagem que ele e sua mulher, Catelyn, recebem de Lisa Arryn a recente viúva e irmã de Catelyn. Segundo Lysa, Jon Arryn foi assassinado e a mando, nada mais nada menos, do que de Cersei Lannister...a rainha. Após esta acusação Ned é forçado a aceitar o cargo e tentar desvendar este possível crime.
Esta é a narrativa maior das três que mencionei e seguimo-la através de seis dos oito personagens mencionados acima, são eles: Eddard, Catelyn, Bran, Sansa e Arya (as duas filhas de Eddard, a primeira uma donzela e a segunda uma maria-rapaz) e Tyrion Lannister um dos irmãos da rainha que é apelidado de duende por ser anão.
Outra parte da história decorre também em Westeros mas mais a norte, na muralha guardada pela Patrulha da Noite. A norte da muralha as terras não estão colonizadas e contam-se lendas de que gigantes e outros monstros vivem para lá delas. Os homens que se juntam a esta patrulha comprometem-se a proteger o continente, não podendo criar família ou abandonar o cargo até ao fim das suas vidas, vestindo-se para sempre de negro. Esta parte é contada a partir de Jon Snow o bastardo de Ned Stark. Quando Ned se muda para o Sul, pouco futuro vê para o seu filho bastardo. Ouvindo que ele mostrou interesse em seguir as pisadas de Benjen, seu irmão, na patrulha da noite decide deixar o filho partir, pois na patrulha não há bastardos, criminosos, ou nobres. Todos os que vestem o negro são iguais entre si, irmãos para a vida e um homem como Jon pode subir muito por lá, algo que nunca aconteceria em Winterfell, pois apenas os filhos legítimos de Ned têm direitos. Todos os bastardos têm um apelido característico da região a que pertencem, o de Jon é Snow.
Por fim temos a história de Daenerys Targaryen uma jovem de 13 anos que juntamente com o irmão Viserys é a última da linhagem Targaryen, a linhagem do Dragão. O último rei Dragão foi Aerys II "o rei louco", que perdeu a vida durante a rebelião de Robert. Foi morto por Jaime Lannister (irmão da actual rainha e de Tryrion o duende) o que lhe valeu a alcunha de Regicida.
Aerys II tinha três filhos, Rhaegar que foi morto por Robert em batalha e Viserys e Daenerys. Rhaegar tinha dois filhos, mas foram assassinados pelos Lannister, um deles, o rapaz, ainda dentro da barriga da sua mãe. Viserys e Daenerys foram os únicos dos dragões a escapar para Essos, um outro continente que contém as chamadas cidades livres. Viserys tem vindo assim a viver a sua vida planeando a vingança e reconquista dos sete reinos que na sua mente lhe pertencem por direito. Manipulado por outros e cego pelo poder decide vender a sua irmã a Khal Drogo, um poderoso guerreiro Dothraki, em troca de um exército com o qual pudesse reivindicar o seu reino.
A "Guerra dos Tronos" é uma aventura excepcional, com uma história muito bem pensada e orquestrada. Há tanta coisa a acontecer e digna de referência que é fácil perder-me a falar dela aqui. A crítica e o público não lhe poupam elogios, sendo vista como o novo "Senhor dos Anéis". E os elogios são merecidos, este é um livro que aconselho a todos, vale realmente muito a pena descobrir estas histórias de fogo e gelo.
Dentro dos personagens tenho de destacar Jon Snow e Tyrion Lannister. Sempre adorei personagens inteligentes e marginalizados. Snow é bastardo e Tyrion por ser anão é posto de lado pelo seu pai e maioria da familia (salvo Jaime). Jon é mais heróico mas Tyrion tem um sentido de humor perverso que é do melhor. Eddard é também um dos grandes, é como todos os Lordes deviam ser, um verdadeiro exemplo.
Mas todos os personagens estão muito bem construídos, e aqui está também uma das grandes forças do livro. Além dos "principais" tenho de referir também o Lorde Baelish (o mindinho) e Varys (a Aranha) que são manipuladores exímios e cujos planos queremos seguir com toda a atenção.
Há ainda outro personagem que gostaria de salientar, apesar de não aparecer na história, sendo apenas mencionado por outros, que é Rhaegar. Primeiro é-nos apresentado como tendo sido o raptor e violador de Lyanna Stark (irmã de Ned e prometida de Robert), o acto que acabou por despoletar a rebelião. Mas ao longo da história vamos nos apercebendo que talvez as coisas não tenham acontecido bem assim e até Ned parece ter Rhaegar em boa impressão. Isto não invalida claro que o seu pai tenha sido um rei louco. Tenho a certeza que ouviremos falar mais dele e da sua história com Lyanna que promete.
Em relação a esta edição em particular, tenho pena que ainda não tenham corrigido alguns erros (não sendo já a 1º edição) pois deparei-me com os nomes de alguns personagens trocados pelo menos duas vezes, mas nada que suscite confusão. Quanto à tradução temos uma nota a explicar o porquê de algumas decisões tomadas. Concordo em relação ao não terem traduzido alguns nomes de terras pois o subtexto perder-se-ia como em "Winterfell", mas eu ao contrário do que foi feito teria deixado todos os nomes em original, para não estar tudo misturado e não termos Winterfell e Correrrio como acontece. Mas é apenas uma opinião pessoal, os nomes traduzidos para português têm uma boa fluência.
De momento está a ser gravada a adaptação televisiva deste livro que deverá estar disponível no próximo ano. A ideia é adaptar um livro por temporada.
quinta-feira, junho 10, 2010
Mortal Kombat - Curta Metragem
Já anda espalhado por essa net fora este vídeo. Uma curta-metragem foi feita para tentar vender a ideia de um novo filme à Warner.
Uma versão diferente mas que não parece nada mal. Bom bom era fazerem o filme.
E o que dizem do personagem revelado no final? Nunca pensei que fosse ele, é o maior.
Podem ler uma entrevista com o realizador Kevin Tancharoen aqui.
Às tantas diz: "Him (Scorpion) and Sub-Zero are both, to me, will be the main Mortal Kombat icons. ". O que para mim é fantástico pois se houver um novo filme feito por ele a narrativa principal centrar-se-á no duelo destes dois gigantes.
segunda-feira, junho 07, 2010
Influências/Semelhanças #2
O post de hoje será apenas referente a semelhanças e não a influências.
Normalmente existem sempre determinados personagens "tipo" num grupo, como por exemplo, o chefe, o brincalhão ou o bad boy.
Como cada vez mais se aproxima a estreia do novo filme das tartarugas ninja, decidi pegar nestes quatro amigos (e no seu sensei) que, fisicamente idênticos, possuem personalidades completamente distintas, para compará-los com os membros dos X-Men que representam o mesmo tipo de personagem.
O Mestre


O mestre é aquele que decide criar o grupo, aquele que traça um objectivo e reúne discípulos para os ensinar e educar.
É o membro mais velho e por conseguinte o mais sábio. Normalmente não participa das actividades do grupo escolhendo um líder dentro do mesmo para que este tome as rédeas durante as suas missões.
No início dos grupos o mestre é o membro mais poderoso também, Splinter é o maior conhecedor das artes ninja e Xavier través da sua telepatia podia vencer todos os X-men. Isto no início, pois alguns membros do grupo com o tempo poderão vir a superar o mestre.
Como este não participa por norma nas missões tem de ter uma característica que justifique o facto de não entrar em combate regularmente (afinal são os melhores). Splinter tem a idade avançada e Xavier é paralítico. No entanto são usados para salvar o grupo em casos extremamente complicados.
O Líder


Caracterizado por ser um excelente estratega e com grande capacidade de liderança (óbvio).
É normalmente o membro do grupo mais dedicado à sua causa.
Justo e determinado, costuma seguir sempre as regras sendo o típico herói politicamente correcto. Se Leonardo segue sempre os conselhos do seu mestre Splinter, o mesmo se pode dizer de Cyclops em relação a Xavier - pelo menos numa fase inicial.
Estão entre os membros mais corajosos de um grupo.
O Cérebro


Mas alguém tem dúvidas de que Donatello é o cérebro das Tartarugas? E Beast dos X-Men? Também pensei que não.
Não me entendam mal, existem outras personagens bastante inteligentes no grupo e normalmente o próprio líder é melhor estratega do que este. Por cérebro quero apenas salientar os cientistas do grupo, aqueles com maior conhecimento na área das ciências.
São normalmente os que têm menos aptidão para combater, uma vez que preferem usar a maior parte do seu tempo para estudar e investigar do que treinar formas de combate.
Todos os grupos devem ter um, são dos membros mais importantes, pois sem eles, muitos dos problemas não seriam resolvidos.
The Joker


O comediante, todos os grupos têm um, é uma daquelas regras.
Nas tartarugas toda a gente sabe quem ele é: MichaelAngelo. Nos X-Men, penso que o melhor a reflectir este papel é mesmo o Iceman (versão BD e não do filme), afinal Bobby Drake está sempre na palhaçada.
É normalmente o membro mais cómico e que está constantemente a gozar com os seus companheiros.
É também dos membros mais preguiçosos.
Só soube recentemente e não tenho a certeza desta última parte, mas parece que MichaelAngelo é a tartaruga com maior potencial para as artes marciais, mas como é também a mais preguiçosa nunca o chega a atingir. Isto é curioso porque Iceman é também um dos mutantes com maior potencial sendo nível Omega.

É há semelhança do líder, muito dedicado (em grande parte porque quer ser o melhor), mas ao contrário não tem grande respeito pelas regras, sendo mais implacável e feroz, mas ao mesmo tempo o mais apaixonado.
Por fora querem demonstrar que são fortes e frios, que não se preocupam, mas no fundo são dos personagens que têm em maior estima a família e os amigos. Raphael é a tartaruga que mais crítica os seus irmãos, mas é também o primeiro a defendê-los. Wolverine aje como se não se importasse com ninguém mas é também o primeiro na linha de fogo quando os seus companheiros estão em perigo.
Têm uma forte personalidade que a maior parte das vezes entra em confronto com a do Líder. Raphael está sempre a discutir com Leonardo e penso que a relação entre Wolverine e Cyclops dispensa apresentações.
São também os membros mais solitários do grupo e talvez por isso os mais independentes.
Outra curiosidade/coincidência é que tanto Raphael como Wolverine lutam com armas similares (o sai e as três garras de Wolverine)
terça-feira, junho 01, 2010
Inauguração expo Amadora BD Centenário República
Segue o o press release:
"A Primeira República na Génese da Banda Desenhada e no Olhar do Século XXI”
Inaugura na próxima quarta-feira
2 de Junho, 19h00, Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem
A reconstituição do mais antigo filme de animação português, bem como alguns dos desenhos e publicações nacionais de banda desenhada originais mais antigos, vão ser apresentados na exposição “A Primeira República na Génese da Banda Desenhada e no olhar do Século XXI”, que inaugura na próxima quarta-feira, dia 2 de Junho (véspera de Feriado), às 19h00, no Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem.
Esta exposição é promovida em parceria entre a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República e a Câmara Municipal da Amadora e estará patente até dia 5 de Outubro de 2010 no Centro Nacional de BD e Imagem, na Av. do Brasil, 52-A (ao Bairro do Bosque) - Falagueira - Amadora.
É constituída por cinco núcleos:
“A 1ª República e a Amadora”,
“A Caricatura Modernista e a Primeira República”,
“A Génese da Moderna BD Portuguesa”
“A Primeira República na BD Contemporânea”
“O Primeiro Filme de Animação Português”
Reúne peças das colecções de instituições como a Biblioteca Nacional de Portugal, o Museu da Presidência da República, o Museu Nacional de Cerâmica, a Biblioteca Pública do Porto, a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, a Câmara Municipal da Amadora, entre outras, e de diversas colecções particulares.
Muitas dessas peças – desenhos originais de artistas e publicações das décadas de 1910 e 1920, assim como pranchas de BD de autores contemporâneos – são expostas em Portugal pela primeira vez e, dado o seu estado frágil de conservação, não poderão, nos próximos anos, “ver a luz” fora dos arquivos.
A exposição apresenta ainda a reconstituição do mais antigo filme de animação português, “O Pesadelo de António Maria”, realizada recentemente por Paulo Cambraia, com base nos 159 desenhos originais de 1923, da autoria do realizador da pelicula original Joaquim Guerreiro, que desapareceu.
Uma exposição a não perder. Uma experiência única para toda a família.
CÂMARA MUNICIPAL DA AMADORA
CENTRO NACIONAL DE BANDA DESENHADA
e
Comissão Nacional para as Comemorações
do Centenário da República