
Já andava há imenso tempo para ver isto. Passou a ser o filme mais antigo do realizador que vi e ADOREI. O estilo de Cronemberg por qual é mais conhecido está bem presente no filme. É sem dúvida alguma um filme obrigatório e foi em apenas 15 dias.
Os ingredientes para um excelente filme de terror estão todos lá. E a partir daqui o texto tem SPOILERS.
Temos um complexo de prédios situado numa ilha. Este tipo de enclausuramento contribui para o sentimento claustrofóbico que tão bem funciona no terror. É verdade que não estão na Antárctida como em The Thing ou no espaço como em Alien, mas este mal espalha-se como um vírus e rápido.
Este mal é precisamente um parasita testado para libertar a líbido do Homem, ou seja, em vez de termos um grupo de pessoas contaminadas a tentarem matar-se umas às outras o que temos é algo verdadeiramente diferente, ou seja, um grupo de pessoas a tentarem transformar todos hóspedes deste prédio nos mais recentes membros das aventuras praticadas em Eyes Wide Shut, mas sem o glamour das máscaras de Veneza.
Män som hatar kvinnor (Men Who Hate Women)

Com o remake de David Fincher a aproximar-se tinha de ver o quanto antes o original sueco.
O filme começa por contar duas histórias diferentes (até se unirem numa a meio) a nível não só de narrativa como de género também. De um lado temos o jornalista Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist)que é contratado por Henrik Vanger (Sven-Bertil Taube) para descobrir o assassino da sua sobrinha favorita Harriet. Vanger tem vivido a sua vida obcecado com esta história que já ocorreu há 40 anos.
Do outro lado temos Lisbeth Salander (Noomi Rapace) uma hacker/investigadora que teve certos problemas de agressividade no passado e por isso é obrigada legalmente a ter um tutor, o qual está responsável pela gestão do seu dinheiro. Após o seu tutor ter falecido o tribunal remete-a para outro que tem vários planos em mente sobre a forma como Lisbeth deve merecer o seu próprio dinheiro.
As histórias estão ligadas, porque Lisbeth foi contratada no passado para investigar o jornalista e motivada por um qualquer sentimento mantém-se a par da vida dele invadindo-lhe constantemente o computador pessoal.
Tentei fugir a toda a informação referente ao filme, mas alguma sempre escapa. Curiosamente a que escapou fez-me imaginar um filme mais na linha da história inicial de Lisbeth. Uma mulher com um passado obscuro que se vê envolvida com uma pessoa vil e asquerosa, contada de uma forma cru e violenta.
E apesar de isto estar presente, e bem presente, Män som hatar kvinnor é na sua génese um filme de mistério, onde Lisbeth e Mikael são uma espécie de Sherlock Holmes e Dr. Watson e disto não estava nada à espera.
Gostei bastante do filme, e vejo que Fincher vai mexer em território que lhe é familiar, por isso após um Seven e um Zodiac espero um grande filme dele apesar de muito possivelmente desnecessário. Este é de 2009.
Noomi Rapace pelas razões óbvias é a estrela do filme, ela encaixa-se muito bem no papel de Lisbeth marcando-a como mais uma grande personagem no cinema.
O filme é a adaptação do primeiro livro da trilogia Milénio de Stieg Larsson.
Já existem três filmes e uma série sobre as aventuras desta dupla.

















