terça-feira, outubro 18, 2011

Filmes no fim-de-semana

Shivers



Já andava há imenso tempo para ver isto. Passou a ser o filme mais antigo do realizador que vi e ADOREI. O estilo de Cronemberg por qual é mais conhecido está bem presente no filme. É sem dúvida alguma um filme obrigatório e foi em apenas 15 dias.
Os ingredientes para um excelente filme de terror estão todos lá. E a partir daqui o texto tem SPOILERS.

Temos um complexo de prédios situado numa ilha. Este tipo de enclausuramento contribui para o sentimento claustrofóbico que tão bem funciona no terror. É verdade que não estão na Antárctida como em The Thing ou no espaço como em Alien, mas este mal espalha-se como um vírus e rápido.
Este mal é precisamente um parasita testado para libertar a líbido do Homem, ou seja, em vez de termos um grupo de pessoas contaminadas a tentarem matar-se umas às outras o que temos é algo verdadeiramente diferente, ou seja, um grupo de pessoas a tentarem transformar todos hóspedes deste prédio nos mais recentes membros das aventuras praticadas em Eyes Wide Shut, mas sem o glamour das máscaras de Veneza.




Män som hatar kvinnor (Men Who Hate Women)



Com o remake de David Fincher a aproximar-se tinha de ver o quanto antes o original sueco.
O filme começa por contar duas histórias diferentes (até se unirem numa a meio) a nível não só de narrativa como de género também. De um lado temos o jornalista Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist)que é contratado por Henrik Vanger (Sven-Bertil Taube) para descobrir o assassino da sua sobrinha favorita Harriet. Vanger tem vivido a sua vida obcecado com esta história que já ocorreu há 40 anos.
Do outro lado temos Lisbeth Salander (Noomi Rapace) uma hacker/investigadora que teve certos problemas de agressividade no passado e por isso é obrigada legalmente a ter um tutor, o qual está responsável pela gestão do seu dinheiro. Após o seu tutor ter falecido o tribunal remete-a para outro que tem vários planos em mente sobre a forma como Lisbeth deve merecer o seu próprio dinheiro.
As histórias estão ligadas, porque Lisbeth foi contratada no passado para investigar o jornalista e motivada por um qualquer sentimento mantém-se a par da vida dele invadindo-lhe constantemente o computador pessoal.
Tentei fugir a toda a informação referente ao filme, mas alguma sempre escapa. Curiosamente a que escapou fez-me imaginar um filme mais na linha da história inicial de Lisbeth. Uma mulher com um passado obscuro que se vê envolvida com uma pessoa vil e asquerosa, contada de uma forma cru e violenta.
E apesar de isto estar presente, e bem presente, Män som hatar kvinnor é na sua génese um filme de mistério, onde Lisbeth e Mikael são uma espécie de Sherlock Holmes e Dr. Watson e disto não estava nada à espera.
Gostei bastante do filme, e vejo que Fincher vai mexer em território que lhe é familiar, por isso após um Seven e um Zodiac espero um grande filme dele apesar de muito possivelmente desnecessário. Este é de 2009.
Noomi Rapace pelas razões óbvias é a estrela do filme, ela encaixa-se muito bem no papel de Lisbeth marcando-a como mais uma grande personagem no cinema.
O filme é a adaptação do primeiro livro da trilogia Milénio de Stieg Larsson.
Já existem três filmes e uma série sobre as aventuras desta dupla.

sábado, outubro 15, 2011

The Advocate For Fagdom



Às 22 horas estava a entrar na Sala Manoel de Oliveira no São Jorge para assistir ao documentário “The Advocate for Fagdom”. Momentos antes descubro que este será precedido por um videoclip realizado por Bruce LaBruce. Uma escolha nada inocente pois é sobre ele que o documentário se debruça. Faz todo o sentido portanto. O artista é Gio Black Peter e a canção, Revolving Door (New Fuck New York). Não estava mesmo nada a contar ver um vídeo musical pornográfico as 22h, principalmente um em que um homem a personificar um porco efectua sexo oral em outro que personifica o Papa Bento XVI. Não estava a contar porque não conhecia Bruce LaBruce, não fazia a mais pálida ideia de quem é este senhor. Se o videoclip tivesse passado depois do documentário podia ter sentido muita coisa, mas surpresa já não seria certamente.

Bruce LaBruce será para a maioria de nós, para mim era de certeza, um completo estranho, um total desconhecido. No entanto trata-se de um dos artistas mais transgressores do movimento Queer e apelidado por muitos como o líder do movimento Queercore.



Certos realizadores que se debruçam por temáticas Queer como Gus Van Sant, que participa neste documentário, atingiram hoje em dia um reconhecimento enorme e dispensam qualquer tipo de apresentações. LaBruce que começou a sua carreira cinematográfica mais ou menos na mesma altura, jamais em tempo algum conquistará o mesmo tipo de consideração e mediatismo. Dois realizadores conterrâneos e amigos, dois caminhos totalmente distintos.

É certo que Van Sant tem uma carreira que se pode dividir em duas ramificações. De um lado um cinema mais experimentalista e do outro mais mainstream. Filmes como o “Bom Rebelde” foram sem dúvida alguma cruciais no seu reconhecimento, mas é em filmes como “A Caminho de Idaho” que é mais amado pela crítica. Van Sant consegue assim ter o melhor de dois mundos.

LaBruce por seu lado sempre se manteve um realizador infractor e insubordinado. Para além das suas mensagens políticas e da violência nos seus filmes, o maior entrave numa maior projecção da sua carreira é, sem dúvida alguma, a constante utilização de sexo explícito. Por mais qualidade que tenham os seus filmes, por mais geniais que pudessem ser, a quantidade de sexo presente nos mesmos nunca os deixaria passar essa “barreira invisível” que existe no Cinema de Hollywood (e não só).



Ao se manter fiel a si próprio durante toda a carreira continua a ser obrigado a filmar com baixíssimos orçamentos porém é essa mesma veia transgressora que também não o deixa passar despercebido. Para os mais entendidos no universo Queer, LaBruce é considerado um marco, um ícone.

The “Advocate for Fagdom” é a oportunidade perfeita para conhecer os seus trabalhos, bem como o homem por detrás deles. Com convidados muito especiais como o já referenciado Gus Van Sant, Rick Castro, Bruce Benderson e o mítico John Waters, que numa temática diferente é também um dos realizadores mais transgressores da História do Cinema, “The Advocate for Fagdom” foi possivelmente um dos documentários mais interessantes que passaram no Queer Lisboa deste ano, cuja presença fazia todo o sentido num ano em que o tema de foco era, precisamente, a transgressão.

Publicado na Rua de Baixo por Gabriel Martins (Loot)

quinta-feira, outubro 13, 2011

Tom Morello & Scott Hepburn's Orchid Trailer


A editora Dark Horse traz-nos Orchid, escrita por Tom Morello, esse mesmo o guitarrista dos Rage Against The Machine, e desenhada por Scott Hepburn, esse mesmo o que desenhou Star Wars para esta editora.
O 1º comic saiu hoje e todos serão acompanhados por uma nova canção de Morello.

quarta-feira, outubro 12, 2011

Tony Stark VS Steve Rogers

Baseando-me no trailer do post anterior, acho que o Iron Man devia perguntar ao Captain America o que ele é sem as drogas? Nomeadamente um tal soro de super soldado.

terça-feira, outubro 11, 2011

The Avengers - Trailer



Notas:

- Mas que fato é aquele do Capitão América? No filme estava bem melhor.

- Nine Inch Nails na banda sonora é uma win/win situation sempre.

- Iron Man continua a ser o maior. Aquela boca ao Cap é o melhor do trailer. Sim Rogers pia baixinho tu nem és assim tão forte pá.

- Gosto do Loki, já tinha gostado no filme do Thor.

segunda-feira, outubro 10, 2011

Dead Man


‎- You're William Blake?
- Yes I am. Do you Know My Poetry?


Este mês na cinemateca, quarta 19 às 19h.
A não perder.

sexta-feira, outubro 07, 2011

As Extraordinárias Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy II - Apocalipse


O muito aguardado regresso das aventuras da equipa mais estrambólica de Portugal chegou finalmente. A espera terminou.

Filipe Melo e Juan Cavia voltam a juntar forças para uma nova ameaça que promete ser a mais devastadora que alguma vez enfrentaram ou não fosse o título desta sequela...APOCALIPSE.

O livro será lançado no festival da Amadora e contará com a presença dos dois autores e do colorista Santiago Villa.

Deixo-vos o comunicado de imprensa (Retirado do blog Leituras de BD):

"Um lobisomem de meia-idade, um distribuidor de pizzas, um demónio de seis mil anos e a cabeça de uma gárgula estão de regresso para salvar o mundo. Este improvável quarteto terá de enfrentar a maior das catástrofes – o Apocalipse, tal como descrito no Livro das Revelações. Pragas de insectos, criaturas gigantes e duzentos mil demónios invadem a Terra, arrastando os nossos heróis para uma aventura de proporções bíblicas! O destino do mundo vai ser decidido em Lisboa… outra vez! Escrita por Filipe Melo (I’ll See You in My Dreams e Um Mundo Catita) e desenhada por Juan Cavia (director de arte e cenógrafo argentino premiado com um Óscar da Academia), finalmente chega a muito aguardada sequela do best-seller de banda desenhada lançado em 2010, vencedor do prémio de Melhor Argumento do Festival de BD da Amadora."


Aproveito para relembrar a entrevista que fiz a Filipe Melo em relação ao 1º volume.

quinta-feira, outubro 06, 2011

Passatempo - Tour do Trono de Ferro


Para quem conhece "Game Of Thrones" o famoso trono de ferro forjado com várias espadas por Aegon Targaryen é algo que dispensa apresentações.

Se for o vosso caso, este comunicado do canal Syfy é direccionado a vós:

"No próximo dia 17 de Outubro estreará em Portugal, no Canal Syfy, a consagrada série “A Guerra dos Tronos”, inspirada na saga de best-sellers com o mesmo nome, de George R.Martin.


No seguimento dessa estreia, momento tão esperado por todos (nomeadamente todos os que pertencem à equipa do Canal Syfy), teremos várias acções de comunicação, nomeadamente uma acção em parceria com a Meo e com a Fnac, intitulada “Tour do Trono de Ferro”. Essa acção é composta por várias etapas, nomeadamente:


- as pessoas dirigem-se a uma das “FNAC”s que participarão nesta acção (FNAC Colombo/ FNAC Almada/ FNAC Norte shopping/ FNAC Gaia Shopping) e tiram uma foto no Trono de Ferro.


- com essa foto (deverão estar caracterizados) poderão participar num passatempo da FNAC, sendo que se habilitam a vários prémios, entre os quais uma viagem à Irlanda para duas pessoas + título nobiliário, uma réplica da espada de ferro de Eddard Stark, uma réplica da espada de Jon Snow."




Promo

Para aqueles que decidirem participar, lembrem-se cuidado com as pontas, o trono de ferro não é suposto ser confortável.

Mahou - Na Origem da Magia


Mahou - Na Origem da Magia, trata-se de um dos mais recentes livros editados pela ASA, com argumento de Ana Vidazinha e desenhos de Hugo Teixeira.

O livro estará à venda a partir de 12 de Outubro.

Deixo o comunicado da ASA, retirado do blog Leituras de BD:

"Depois de ter consultado um livro numa biblioteca, Bia vê-se transportada para o planeta Mahou, descobrindo aí as suas raízes familiares. Em Mahou existia Magia: a Magia Comum e a Alta Magia, até que se deu o Grande Cisma e se expandiu a Tecnologia, iniciando-se uma guerra que durou anos… Mahou viu-se transformado sem respeito por nada! Mas Bia encerra em si um grande poder…"

sábado, outubro 01, 2011

bush e as Máquinas

Neste dia da música e porque estão de regresso, aproveito para relembras a relação dos bush com as máquinas. E que bela relação é.


Ver vídeo aqui.

quarta-feira, setembro 28, 2011

The Boys are Back In Town


Já sabia que esta 3º temporada ia ter o John Goodman. E sim Goodman é Grande.
Mas confesso que a maior alegria que tive ao ver o episódio foi mesmo a aparição daquele que foi uma das maiores personagens televisivas de sempre.

Abram as alas para OMAR (Michael K Williams).

terça-feira, setembro 27, 2011

Difficult Love

Segundo documentário da fotógrafa e activista Zanele Muholi, co-realizado por Peter Goldsmid.

Muholi tem desenvolvido um forte trabalho em relação à defesa dos direitos humanos na África do Sul, mais especificamente ao tratamento da homossexualidade nas mulheres. Trabalhou no FEW (Forum for the Empowerment of Women) uma organização de lésbicas negras e também como fotógrafa e jornalista na revista online Behind the Mask. Artisticamente também se tem focado neste tema, sendo mais conhecida pelos seus trabalhos de fotografia mas que se tem vindo a dedicar também à realização de documentários tais como este que foi apresentado na edição deste ano do Queer Lisboa.

Em “Difficult Love” a autora leva-nos numa viagem pela África do Sul que pretende espelhar a realidade actual das lésbicas sul-africanas. Através da sua família e amigos e do seu trabalho e dedicação o documentário revela-nos uma realidade preconceituosa, ainda muito atrasada no tempo e nas mentalidades.O que é realmente triste em relação a um documentário deste género é que este não tem qualquer tipo de surpresas. Por exemplo, basta mencionar que o filme aborda a vida de lésbicas sul-africanas e todas as imagens que se formam automaticamente na nossa mente vão ser negativas. Mesmo desconhecendo a realidade destas pessoas, temos a certeza que esta será tudo menos fácil. A sensação que fica ao assistir o filme é que já vimos isto acontecer em outro lado qualquer e isto é terrível. Terrível porque um preconceito que nunca devia ter existido ainda perdura e terrível porque aqueles que mais beneficiariam a assistir este documentário nem sequer estão presentes na sala.

Zanele Muholi continuará certamente a lutar pelo que acredita. Resta-nos a todos seguir-lhe o exemplo.


Publicado na Rua de Baixo por Gabriel Martins (Loot)

Hail Mary Mallon - Meter Feeder

segunda-feira, setembro 26, 2011

Mouse Guard

A aventura chegou finalmente cá a casa.

quarta-feira, setembro 21, 2011

Howl


Há 15 anos que o Queer Lisboa tem sido fundamental na divulgação de cinema gay e lésbico. O Cinema correspondente a esta temática e que é apelidado de cinema Queer, não é de fácil acesso para o grande público, estando na sua maioria afastado dos circuitos comerciais.

Na abertura deste 15º aniversário a responsabilidade de abrir as hostes coube a “Uivo”, título retirado do poema de Allen Ginsberg de 1955. E há semelhança do “uivo” que o poema de Ginsberg foi para a sua geração, a geração beat, podemos dizer que a escolha também soou como um “uivo” para todos os visitantes do festival. Um uivo que espelha o trabalho de 15 anos e que se mostra esperançoso em continuar a fazê-lo por muitos mais.

A narrativa do filme divide-se em três grandes partes que se vão alternando entre si. Sendo elas a declamação do poema “Uivo” pela voz de James Franco (na pele do poeta), ora para uma plateia, mas não uma plateia qualquer, a da sua vida; ora seguindo as suas palavras que atravessam o mundo em imagens de animação.

Outra das partes, baseada em gravações do poeta, tenta recriar, em jeito documental, uma entrevista. Por fim assistimos também ao célebre julgamento referente à publicação de “Uivo”. Onde o poeta Lawrence Ferlingh, editor do poema, foi preso e acusado de publicar material obsceno. Não deixa de ser irónico que a acção que mais contribui para a divulgação de uma determinada obra seja precisamente aquela que tem por motivo a sua condenação moral e por consequência extinção da face da Terra.


Jeffrey Friedman e Rob Epstein, são dois nomes mais conhecidos pelos seus trabalhos no cinema de documentário. Neste “Uivo” exploram juntos pela primeira vez, ainda que baseada em eventos reais, a realização de uma longa-metragem de ficção.

James Franco, continua a provar que é uma referência cada vez maior na sua geração e que não tem receios no tipo de desafios com que se depara. Na pele de Allen Ginsberg volta a ser um dos pontos mais altos do filme em que participa (a última vez tinha sido em 127 horas).

No leque de secundários há também nomes de referência e tanto nos actores (David Strathairn, Jon Hamm, Mary-Louise Parker, Jeff Daniels) como nas personagens (Jack Kerouac, Neal Cassady, Lawrence Ferlinghetti, Carl Solomon).


Como filme “Uivo” trata-se de uma peça bastante heterogénea, contendo tanto traços de documentário, como de animação e ficção. No entanto acaba por ser nas palavras que reside a sua maior força e não na cinematografia. São os vários “uivos” de Ginsberg que ecoam durante todo o filme que nos hipnotizam e comovem mais. Aqui as palavras prevalecem sobre a imagem, sempre.

Publicado na Rua de Baixo por Gabriel Martins (Loot)

domingo, setembro 11, 2011

sexta-feira, setembro 09, 2011

Tertúlia de Cinema


Após as férias o blog Tertúlia de Cinema está de regresso com uma ligeira modificação.
Desta vez uma pessoa será responsável por um mês. Para começar nada melhor do que espreitar o Expressionismo Alemão pela mão de Francisco Rocha do blog My One Thousand Movies.
Fica a sugestão.

segunda-feira, setembro 05, 2011

Photobucket

E ainda dizem que não tem super-poderes. Até depois de morto o seu charme prevalece no ar.

Hoje li o comic em que surge esta imagem. Mais um triunfo do Morcego (rói-te de inveja Superman).

Não sei se é o facto de ser misterioso, negro, inteligente ou simplesmente o carro, Chicks Love the Car (sim eu sei que vou para o inferno por ter citado o Batman Forever), mas a verdade é que Catwomam, Talia e Wonder Woman não é para qualquer menino.
Ainda para mais esta mulher já votou a sua expulsão da Liga da Justiça no passado.

Este comic é da Wonder Woman e pertence à saga Blackest Night que tem sido o meu maior vício agora.
Aproveito para dizer que se sente a falta do Morcego nesta saga que envolve todo o universo DC, mas nesta altura Bruce Wayne ainda está morto (Dick Grayson ocupa o seu lugar como Batman, como sempre foi suposto).
No entanto Geoff Johns, o arquitecto deste projecto, não se dá muito bem a escrever o morcego e por isso talvez tudo seja pelo melhor. Se estivessemos a falar de Grant Morrison as coisas seriam diferentes.

E claro agora que a DC revela que a Wonder Woman ama o Batman (e ele volta dos mortos) decidem começar o UNIVERSO DC DO ZERO NOVAMENTE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, setembro 01, 2011

The (New) Justice League


Neste regresso de férias e ao blog, nada como começar a falar do novo começo da DC Comics.

Em muito tem dado que falar esta medida da editora que vai iniciar uma nova continuidade no seu universo lançando, a partir de ontem, 52 comics (parece que agora já são 53) com todos a começarem no número 1.

Esta estratégia pretende, tal como a Marvel com o universo Ultimate, aliciar novos leitores. Qualquer pessoa pode pegar nalguns destes comics sem saber nada sobre eles. É, como disse acima, um novo começo. A DC já tinha tentado criar algo como a linha Ultimate com a linha All Star, mas que foi terminada.

Claro que para dificultar as coisas, pois a DC gosta é de confusão, há comics que vão manter a continuidade antiga, pelo que percebi. Isto é que vai ser uma amálgama de cronologias.

A DC tal como a Marvel sempre tiveram linhas cronológicas diferentes, mas separavam-nas em universos paralelos e reboots na DC de novidade também não têm nada. No entanto, segundo a DC este novo universo DC vai ser o oficial e não um Ultimate. No entanto o antigo mantém-se em funcionamento na linha Green Lantern por exemplo (depois do trabalhão de Geoff Johns seria herético começar do zero).

É garantido que os números 1 irão vender muito bem (há sempre a esperança de que valorizem), mas se as vendas vão realmente manter-se altas é algo que o tempo (e a qualidade das histórias) ditará.

Eu vou seguir Batman e Detective Comics por serem do homem morcego. Action Comics porque é escrito pelo Grant Morrison e o homem já fez um brilharete com o Super em All Star Superman.
Acabei por decidir dar uma oportunidade também ao Superman e há Justice League (escrita pelo Geoff Johns o homem do momento na DC).
A imagem da nova liga pode ser vista no início do post. Todos os fatos sofreram ligeiras mudanças sendo a maior, a perda das cuecas em Super e Batman (cujos fatos estão com um aspecto algo de armadura).

No fundo é a Liga original mas com o Cyborg em vez do Manhunter. Nunca prestei muita atenção aos Teen Titans por isso vou sentir a falta do Marciano, descrito como o coração da Liga por alguns.
Devo espreitá-lo em Stormwatch juntamente com o casal gay mais famoso da BD, Midnighter e Apollo. É bom saber que a DC não vai deixar as personagens da Wildstorm morrerem após a extinção da editora.

Algo a salientar é o "novo" protagonista do comic Green Lantern. Nada mais nada menos que...Sinestro. Claro que para quem andou a seguir o Lanterna isto não surgirá como uma surpresa, ainda assim é sempre um momento icónico.