quarta-feira, setembro 26, 2012

Batman - The Court of Owls


Tal como prometido o texto sobre "Batman - The Court of Owls" já se encontra disponível na Rua de Baixo é só clicar aqui.

Entusiasmei-me um pouco enquanto o escrevia, pois não me canso de salientar que isto é do melhor que se tem feito no género.

Foi uma boa aposta ter comprado isto em comics, normalmente sou mais de compilações, saem muito mais barato, mas esta série é muito possivelmente a melhor coisa que tenho nesse formato, artigo de colecção sim senhor.

terça-feira, setembro 25, 2012

Batman Earth One


"Earth One" é um novo título da DC Comics que tem por objectivo modernizar a origem de determinados personagens da editora. O primeiro a ter este tratamento foi, obviamente, o Superman escrito por  J. Michael Straczynski e desenhado por Shane Davis. Agora, depois do filho da luz, chegou a vez de contar a história do filho das trevas, por Geoff Johns (argumento) e Gary Frank (desenho).

Quando vi o nome de Geoff Johns associado a este título, o meu primeiro sentimento foi de desconfiança. Gosto bastante do trabalho dele e o que fez nos últimos anos com os Lanternas Verdes tem sido uma enorme diversão. Porém, sempre que ele escrevia a personagem do Batman... não resultava tão bem. Actualmente Johns é responsável pela JLA e até me parece melhor no que toca ao Batman, no entanto, foram as fortes críticas positivas a este "Earth One" que me aguçaram o apetite, os elogios são muitos e o livro saltou logo para prioritário nas minhas leituras.

Antes de continuar é necessário referir que "Earth One" é uma novela gráfica à parte da continuidade oficial. Uma vez que a DC fez um reboot ao seu universo pensei que estas iam ser as novas origens oficiais das personagens, mas estava completamente enganado, até porque além do Alfred ser fisicamente diferente, o final do livro também não deixa margem para dúvidas. Acaba por ser melhor assim, pessoalmente não queria que esta fosse a origem oficial de Batman, prefiro-a muito mais como uma variante, como uma de muitas possibilidades, um de muitos universos paralelos.

A espinha dorsal da história continua a ser a morte dos pais de Bruce Wayne, nem de outra forma poderia ser. Contudo as grandes diferenças fazem-se logo notar e são a nível das personagens, inclusive o próprio Bruce Wayne. Em miúdo é retratado como um pirralho irritante e goste-se ou não, a verdade é que não é de todo surpreendente que uma criança nascida neste seio fosse exactamente assim. Enquanto Batman temos uma visão mais "realista" da personagem, afinal de contas ele não é, na génese da palavra, um Super-Herói, e isso é um aspecto que tem particular atenção por parte dos autores, atente-se por exemplo que conseguimos ver-lhe os olhos ao invés da película branca característica deste tipo de máscaras. Além do mais, este é o início da sua carreira, então além dos perigos que um humano normal teria de enfrentar ainda temos de contar com a sua, tão evidente, inexperiência.

De todos, Alfred será porventura a personagem mais modificada. Nesta versão nunca foi mordomo dos Wayne e apenas surge na história para com a sua experiência ajudar a proteger o seu velho amigo, Thomas Wayne. Nesta versão Thomas está em plena campanha eleitoral por Gotham City e a sua popularidade aliada à vontade em "limpar" as ruas de Gotham, fizeram-no conquistar inimigos perigosos nomeadamente o actual Mayor (um velho conhecido nosso).

Há personagens que também começam de uma forma bastante diferente da qual os conhecemos, como Jim Gordon e Harvey Bullock, mas que com os acontecimentos encontram o seu respectivo lugar, aquele que nos é muito mais familiar. Nesta versão é também Alfred, aqui muito mais soldado (literalmente, pertenceu aos Royal Marines) que treina Bruce, já não temos a viagem à volta do mundo para conhecer a mente criminosa, uma pena.


Quanto aos desenhos, Gary Frank, não desilude. O retrato das personagens é muito detalhado, algo que se nota particularmente nas suas expressões faciais, e realista tal como a história pretende.

"Batman Earth One" é uma boa história, uma outra visão sobre a origem do Morcego, mas que esteve longe de me conquistar, principalmente quando já existe um "Year One" por Frank Miller e David Mazzucchelli. Continuo a sentir que Johns não entende tão bem a personagem, não como Miller, Morrison ou Snyder. Mas, em contrapartida, também parece que é propositado que este Batman seja tão diferente. Está previsto seguirem-se mais dois volumes onde a evolução de Batman será um aspecto em constante desenvolvimento.

Como disse, é uma boa história, porém, se querem ler sobre a origem do herói aconselho muito mais o já mencionado "Year One" e para aqueles que procuram histórias da actualidade desta personagem acho que o dinheiro é muito mais bem gasto no recente "The Court of Owls" de Scott Snyder e Grag Capullo, sobre o qual falarei muito brevemente.

domingo, setembro 23, 2012

Death Note na Sic Radical e no TVDependente


No passado dia 18 de Setembro, a SIC Radical começou a transmitir a série “Death Note”, um dos animés de grande culto mundial. A série irá dar todas as semanas de segunda a quinta, às 20h00.

O TVDependente decidiu aproveitar esta estreia para seguir a série de perto e estarei por lá todas as semanas a comentar os episódios dados.

Cliquem aqui para aceder aos textos sobre os três primeiros.

quinta-feira, setembro 20, 2012

Fun Home – Uma Tragicomédia Familiar


Já foi surpreendente, mas ainda assim não deixa de ser sempre curioso quando revejo o meu comportamento nos outros. Alison Bechdel teve uma infância completamente diferente da minha, não lhe encontro nada que nos una e, no entanto, partilhámos algumas das mesmas paranóias. Quando ela começa a escrever "acho eu" em todas as frases do diário, fez-me viajar no tempo, também eu com idade similar me apercebi de como a memória pode ser falível e que tudo o que dizíamos podia não ser uma descrição exacta dos factos. Não tinha diários, mas esse "acho eu" acompanhou-me muito nessa fase. Existem outras além desta, mas foi a que me chamou mais a atenção. Certamente que não somos os únicos, a unicidade é algo realmente raro se é que existe. Ainda assim, suscipta-me sempre algum fascínio descobrir isto, é que à primeira vista o meio não desempenhou o papel aqui.

Escrevi este parágrafo aqui por ser de tom mais pessoal, quanto ao livro em si, que é muito bom, podem ler mais sobre ele, no sítio do costume. Cliquem aqui.

quarta-feira, setembro 19, 2012

12 - A Doce (Lançamento)


Saiu hoje "12 - A Doce" primeiro projecto a solo de François Schuiten, artista consagrado dos livros "As Cidades Obscuras".

Há muita coisa interessante neste livro e a reter ainda antes da sua aquisição:

- Schuiten é um mestre do desenho, só aí o livro valerá certamente a pena, resta saber como se comporta na escrita também;

- É a primeira obra de BD que utiliza a técnica "realidade aumentada", ou seja, usando uma webcam é possível visualizar em 3-D algumas das ilustrações contidas;

- Existe uma capa exclusiva para Portugal limitada a 500 exemplares.


Se BD fosse uma coisa que desse dinheiro por cá, nem imagino todas as potencialidades da ASA. Excelente aquisição, ver se passo por uma loja hoje mesmo.


Adenda: Ainda não estava à venda na FNAC, provavelmente hoje (20/09/12) já está disponível.

Adenda 2: Comprado.

Autumn Leaves

"Autumn Leaves" é o novo projecto cinematográfico de Filipe Coutinho.



Para conhecerem melhor do que se trata podem consultar o site de angariação de fundos e a página no facebook. Qualquer questão que tenham certamente que o Filipe estará mais que disponível para esclarecer.

Para o conhecer melhor também aconselho a leitura da sua entrevista na revista Sombra.

segunda-feira, setembro 17, 2012

Sessões no Motelx 2012

Este ano foram só dois e em sessão dupla:



Suspiria

Uma das obras incontornáveis do género Giallo, "Suspiria" é um filme com um ambiente e uma Mise en scène maravilhosos. Desde os lindíssimos cenários cheios de cor e geometria passando pelos jogos de luzes e claro, pela música. A união de tudo isto contribuiu para uma peça notável de Cinema e que visto numa grande sala ganha a dimensão que merece, a dimensão para o qual sempre foi planeado.

O argumento e personagens são relegados para um plano secundário, são simples e directos, o que interessa aqui é a ambiência, o poder da imagem e do som e como mexe com os nossos sentidos. Eu que ligo sempre tanto à história fiquei rendido pelo poder visual deste filme, Cinema é, afinal de contas, imagem em movimento.

Voltando à música é da banda "Goblin" com que Argento já havia previamente trabalhado, veja-se "Profondo Rosso" outro grande exemplo de como a parceria entre realizador e banda resulta tão bem. "Profondo Rosso" também esteve em exibição este ano no festival, não fosse Dario Argento o convidado de honra.

Por falar em convidado de honra, não assisti à sua palestra, mas Argento brindou-nos com a sua presença antes da exibição de "Suspiria". Foi muito bem recebido por uma sala cheia e ainda falou um pouco das suas influências e motivações, aparentemente esteve também na manifestação que decorreu no mesmo dia.






Inbred



De seguida era suposto ser o já esgotado "VHS", por isso optou-se por ficar na mesma sala e ver o seguinte "Inbred" que também contou com a presença do realizador Alex Chandon que se disponibilizou para responder a algumas questões após a visualização do filme.

Eu gosto de gore, gosto da brutalidade e do humor que lhe está associado, não gostei, no entanto, de "Inbred". Faltou-lhe o prometido "humor inglês" não chega ter essa nacionalidade para usar essa expressão na sinopse. Na realidade existe essa intenção, o tom do humor negro está lá e por vezes até funciona, porém, nesse aspecto, soube-me a pouco.

No filme um grupo de adolescentes e os seus tutores decidem viajar até a aldeia Mortlake em Yorkshire. Uma aldeia que não tem em boa conta forasteiros e que pelo próprio título do filme nos revela um pouco do seu estilo de vida. A caracterização do ambiente rural deixa a desejar é demasiado simplista, claro que essa provavelmente nunca foi uma preocupação.

Mais que sangue e partes de corpos desmembradas, é um filme grotesco e de mau gosto. Ainda que queira ser tudo isso (tudo é intencional) não me convenceu, consegue-se melhor dentro do género. É que assistir a filmes como "Inbred" já é uma experiência que mexe com as tripas, por isso é melhor que valha pena. E um piromaníaco que não reconhece o fraco cheiro a álcool é simplesmente triste.




Curtas-Metragens 

Antes de cada filme foi exibida uma curta portuguesa a concurso. A primeira foi "Mutter" inspirada na série de BD "Y: The Last Man". Pelo que percebi é um projecto que pretende ter continuidade, onde todos podem participar num concurso de BD e vídeo. Saibam mais aqui. A curta em si é o início de algo, uma intro, que isaolada disse-me pouco.

A segunda curta foi "O Reino". Pode-se estranhar a inserção desta num festival de terror, ainda que se possa considerar alguma tensão psicológica do protagonista. Gostei da curta, a fotografia era boa e desenvolveu a ideia de uma forma engraçada, contudo, teria beneficiado mais se a tivessem passado a uma hora mais cedo.

Antes do "Reino" ainda foram divulgados alguns spots publicitários feitos para o festival, um dos quais censurado e que pela descrição dos criadores elevou a fasquia do moralmente incorrecto. Sabem aqueles momentos em que elevam a fasquia de algo e depois quando vemos ficamos a pensar "afinal era só isto?". Pois bem, este não foi um dos casos, o spot é, tal como prometido, completamente doentio, há que gabar a ousadia.

sexta-feira, setembro 14, 2012

Lincoln - Trailer



Não sei quem é o melhor actor do mundo, mas sei quem iria se rum dos fortes considerados, vejam o trailer do seu novo filme.

quarta-feira, setembro 12, 2012

Motelx 2012


Começa hoje, mais informações aqui.

quinta-feira, setembro 06, 2012

quarta-feira, setembro 05, 2012

Bush no Coliseu dos Recreios (02-09-12)

Ah o saudosismo musical, tema muito abordado hoje em dia, uma vez que de momento os regressos das bandas estão para os concertos como as adaptações de BD para o cinema. Para uns há coisas que já passaram, que tiveram a sua altura e hoje em dia não fazem sentido a não ser para estimular aquela zona do cérebro onde se encontra a memória (e que bem sabe por vezes), aqui o caminho, portanto, é o de seguir para à frente. Isto tem o seu quê de verdade, há músicas que envelheceram mal, são fruto de um tempo e fora dele não sobrevivem, no entanto, há músicos que conseguem quebrar essa barreira e o trabalho deles é além de brilhante, intemporal e por isso ainda hoje se ouvem os Pink Floyd e os The Beatles entre tantos outros.

Mas uma coisa é em álbum e outra é ao vivo, coloca-se a questão se as coisas funcionam? Pessoalmente sim, a experiência é algo que se faz notar e quem tem muitos anos disto sabe o que faz, não é à toa que alguns dos melhores concertos que vi este ano foram os de Bruce Springsteen & The E Street Band, dos The Flaming Lips e dos Radiohead, apesar destes últimos serem mais recentes. OK é verdade que nenhum destes é um "regresso" todos se mantêm mais ou menos no activo e continuam com a pedalada toda, mas acima de tudo são todos grandes músicos e no caso dos Radiohead ainda hoje lançam alguns dos álbuns mais interessantes do mercado mesmo que já não gozem da popularidade dos tempos do "OK Computer" e do "Kid A". E não falem no Peter Gabriel ou nos Dead Can Dance que ainda choro esses concertos por os ter falhado.

Também não sou daqueles saudosistas que acha que antigamente é que era, continuam a surgir bandas extraordinárias todos os anos e para não sair deste, posso acrescentar aos concertos acima, os de Jack White que falei ainda ontem e o de Beach House cuja atmosfera criada por este duo é de uma beleza emocionalmente esmagadora. No fundo música é música e o resto é conversa.

Nisto os Bush lançam um novo álbum e passam pelo coliseu no dia 2 de Setembro. Porque há dois tipos de regressos, com ou sem material novo. Este "The Sea of Memories" o 5º de originais da banda é melhor do que esperava, foi crescendo e ganhando o seu espaço, não é do melhor que a banda já fez, acho que ninguém contava com isso, mas não deixa de ser bom. Esta é uma das bandas que mais ouvi na adolescência e ainda hoje revisito com frequência o "Sixteen Stone", o primeiro e que quanto a mim é um dos melhores discos do género dos anos 90. Comecei a partir deste regresso a revisitar os restantes álbuns com o bichinho de os ver ao vivo a crescer cada vez mais, porque Bush, goste-se ou não dos álbuns, tem, indiscutivelmente, grandes canções rock que têm tudo para funcionar ao vivo, logo não lhes é muito complicado criar uma set list poderosa.

Claro que depois surgem concertos mais cedo, o dinheiro gasta-se, fazem-se planos para viagens no futuro e é preciso amealhar, com isto Bush foi caindo no esquecimento. Só que ver Jack White acordou o monstro adormecido dos concertos e no dia seguinte correu-se para comprar Ornatos Violeta, não deixar passar a nova data como aconteceu com as anteriores, e também Bush. Porque por muito irresponsável que nos parecesse naquele momento era certo que íamos ficar arrependidos se deixássemos passar esta oportunidade. Claro que ir ver com a namorada um concerto do "homem da sua vida" pode ser estranho, o que me lembra que um amigo disse uma vez que "a música é o maior chicks magnet do mundo" e... é por aí. Neste caso Gavin Rossdale já nasceu com vantagens genéticas no campo, por isso até devia ter sido proibido de ter uma banda porque juntar a beleza natural à força da música é extremamente injusto para a concorrência.


Perto das 22h os Bush surgem no palco, da guitarra de Rossdale começa a sair o fortíssimo Riff de "Machine Head" e a acompanhá-lo um jogo de luzes verdes, quanto a mim esta é uma das melhores canções da banda. Não vejo melhor abertura para isto, tirou logo as dúvidas, se alguém as tinha, de que isto ia ser memorável. Durante a música reparo que estes Bush não são os mesmo que eu conhecia, Rossdale é inconfundível e o baterista, Robin Goodridge,  parece-me o mesmo, apenas mais velho e de cabelo cortado, mas os outros dois certamente não são os membros fundadores, Nigel Pulsford e Dave Parsons. Após uma curta pesquisa em casa já sei os nomes dos dois substitutos Corey Britz no baixo e Chris Traynor na guitarra, ele que deu um grande espectáculo e que tem uma grande química com o vocalista (afinal já trabalham juntos desde 2002).

Esta é a digressão do "The Sea of Memories" por isso seria certamente um dos álbuns mais focados, com cinco canções na set list, mesmo assim o primeiro acabou por ganhar com mais uma e ainda bem. A inserção das novas canções foi feita com cuidado sempre alternando entre elas e clássicos antigos, assim nunca havia perigo de o concerto morrer. Por exemplo, depois da abertura tocam a recente "All My Life" para logo de seguida tirarem mais um coelho da cartola com "The Chemical Between Us", era claro que isto nunca ia falhar com esta receita. Já agora esta "The Chemical Between Us" é uma grande canção que talvez na altura não lhe tenha dado o devido valor, bem como ao "The Sciense of Things" onde os Bush procuraram uma nova sonoridade e prova disso é esta poderosa canção que mantendo os riffs característicos da banda mas incorporando elementos da electrónica afastando-se assim dos meandros do grunge que tantas comparações aos Nirvana lhe valeram.


Mas, voltando às novas, acho que estas canções até foram muito bem recebidas, como a seguinte "The Sound of Winter" e mais à frente a "Stand Up" que foram dois grandes momentos. Depois do último single, Rossdale afirma que vai tocar uma nova canção e o tom irónico percebe-se logo, vem aí depois do último, o primeiro single que a banda lançou, o clássico "Everything Zen". Depois é tempo de visitar "Razorblade Suitcase" com "Swallowed", caramba a canção envelheceu melhor do que pensava, grande coro do público, grande química entre nós e eles, onde a alegria era visível tanto dentro do palco como fora e ainda vamos a meio. Após a nova "The Heart of The Matter" que volta a reforçar a ideia de que são muitos os que conhecem as letras do novo álbum, vem "Prizefighter" dedicada a Cristiano Ronaldo e que foi a segunda e última canção de "The Science of Things", estranhei não tocarem a sensual "Letting The Cables Sleep" e tive muita pena que deixassem a "Warm Machine" de fora, não se pode ter tudo.

Após a já mencionada "Stand Up" ouvimos o som de uma mosca a voar, quem não sabe a música que vem a seguir é porque está só a acompanhar alguém, é tempo de "Greedy Fly", que vem também fechar as canções de "Razorblade Suitcase", ficando de fora a belíssima "Bonedriven". Voltamos ao primeiro para uma das grandes baladas de Bush, "Alien" seguida por "Afterlife" onde o vocalista decide percorrer o Coliseu inteiro. Já por várias vezes Rossdale se tinha dirigido até ao público, mas desta vez foi até às bancadas, cantou ao pé dos fãs, bebeu do copo de alguém e, se era possível, conquistou ainda mais o público.


Para finalizar mais um dos hinos da banda, Rossdale em destaque em cima de uma coluna começa a tocar "Little Things", este homem está imparável, dança, atira-se para o chão, com quase 50 anos numa forma invejável e como já referi sempre em grande sintonia com o outro guitarrista. Em "Little Things" ainda foi tocar na bateria junto ao companheiro de longa data. A banda abandona assim o palco, claro que ainda vem o encore, mas já se sente que está, infelizmente, quase a terminar.

Quando regressam trazem duas covers que tocam seguidas, "Breath" de Pink Floyd e "Come Together" dos "The Beatles" (a menção acima não foi nada inocente). Que grandes escolhas, que grandes versões às quais o público respondeu com igual euforia. Todos cantaram a alto e bom som o refrão dos Beatles,

Na recta final, Rossdale menciona algumas palavras sobre o passado e o presente, sobre como gosta de tocar aqui e que promete voltar para o ano. Mesmo que tal não aconteça, ainda falta tanto, as palavras soam a sinceras, quem no seu perfeito juizo não ia querer  repetir a emoção que se viveu nesta noite? Assim sozinho com a sua guitarra começa a tocar a balada de eleição "Glycerine" alternando com momentos à capela para no fim terminar com a banda no seu todo, foi excepcional. Para terminar "Comedown" numa versão ainda maior, porque ninguém queria dizer adeus.


Ficou de fora o 4º álbum "Golden State", é verdade que na altura foi um regresso ao passado e o que se encontra lá já se tinha ouvido no primeiro, mas tem boas canções, não merecia ficar de fora, pelo menos uma passagem era de valor.

Termina assim um concerto que superou as minhas expectativas, que já por si eram bem compostas. Muitos não vão acreditar, mas foi mesmo um dos concertos do ano.


Nota: Como as fotos que encontrei já estavam devidamente identificadas não acrescentei nada. Qualquer inconveniente é só comunicar.

terça-feira, setembro 04, 2012

Jack White no Coliseu dos Recreios (31-08-12)


Jack White é um dos nomes maiores do Rock da actualidade, conta com inúmeros projectos, onde todos merecem destaque e lançou este ano o seu primeiro álbum a solo "blunderbuss" onde o blues, o rock e até o folk se misturam em perfeita comunhão. Não estava a contar com a sua vinda cá tão rápida, o concerto foi anunciado com cerca de mês e meio de antecedência (?) e para 31 de Agosto. O Senhor White já não vinha cá há 5 anos e eu nem sequer o tinha visto na altura com os White Strip, s. Era de aproveitar e, felizmente, sem qualquer esforço, a oportunidade surgiu rapidamente.

Já não vinha ao Coliseu há uns bons anos, já não me lembrava que era tão quente. Este fim-de-semana, acabaria por matar bem as saudades, apesar de por esta altura ainda não saber disso. A primeira parte esteve a cargo dos The Poppers, banda portuguesa que me era desconhecida, se bem que o nome realmente dizia-me qualquer coisa, talvez por causa de um anúncio na MEO cuçja música é da banda. Canções de puro rock n roll, que tentaram aguçar o apetite para o que aí vinha, o prato principal. Não tendo sido nada de extraordinário, foi um momento animado que quanto a mim cumpriu ao que se pretendia, saliento ainda o momento em que foram buscar alguém ao público para tocar guitarra numa das canções, naquele que foi o momento mais animado desta primeira parte. De salientar também o entusiasmo vísivel do vocalista por estar a abrir para Jack White, o que lhe parece ter dado uma força extra para continuar a acreditar.


Antes do concerto começar surge alguém no palco a avisar que o público pode deixar de se preocupar com as fotos e simplesmente desfrutar do concerto em 3D ao contrário do 2D dos aparelhos. White trouxe um fotógrafo e irá disponibilizar fotos do concerto, excelente ideia. Claro que há ainda a questão dos vídeos e por isso as máquinas marcaram, na mesma, uma forte presença.

Entra a banda em palco e começam os acordes de "I'm Shakin´", no entanto, a canção rapidamente se transforma numa jam session enquanto White entra em palco para logo de seguida se ouvir "Dead Leaves and Dirty Ground" dos White Stripes. Este início promete logo uma grande viagem não só por "blunderbuss" mas por toda a carreira do autor, ou seja, excelente. Pena foi a cover de Little Willie John  ter acabado por não ser tocada, pois é uma belíssima cover, como só Jack White sabe fazer, veja-se a recente "Love is blindness" dos U2.



Seguem-se duas do álbum a solo, "Sixteen Saltines" e "Missing Pieces". Se havia dúvidas em como o novo álbum seria recebido ao vivo, tais foram desfeitas logo em "Sixteen Saltines". Os temos funcionam muito bem ao vivo e o público responde positivamente sempre num enorme entusiasmo. Os Stripes voltam a ser lembrados em "Hotel Yorba" e se há canções do duo que ganham muita força com uma banda por trás, outras privilegiam o minimalismo que lhes é característico. Por falar em banda, White veio muito bem acompanhado, além dele os músicos eram muito bons e juntos deram aqui um grande concerto.

Depois de "Love Interruption" surgem pela primeira vez os The Racounters com "Top Yourself", seguidos por "I Cut like a Buffalo" dos The Dead Weather. Desconhecia estes últimos, mas rapidamente me conquistaram com esta canção, parece que White não é mesmo capaz de falhar.



Mais um grande tema do seu álbum é o seguinte "Weep themselves to Sleep" seguido por dois momentos mais intimistas "Blunderbuss" e "I Guess I should go to sleep" com White ao piano. Regressamos ao passado com "Cannon" e "Ball and Biscuit" dos White Stripes, isto está realmente a ser um grande espectáculo de Rock N' Roll que continua com "Trash Tongue  Talker", "Where Going to be Friends" (White Stripes) e talvez a surpresa da noite, "Two Against One" dos projecto Danger Mouse. A terminar Stripes a dobrar com "The same boy you've always known" e o clássico que já marcou presença nos Simpsons, "the hardest button to button", que "final" glorioso este.

O encore já era esperado, como sempre, e foi brilhante. A banda regressa e entra logo a matar com "Steady as she Goes" dos Racounters, que bem soou o primeiro single da banda ao vivo. "Freedom at 21" ao vivo ainda é melhor, White trara os instrumentos por tu e brinca à vontade com todas as canções que quiser. Estamos num momento imparável. Segue-se "Hypocritical Kiss", "Nitro" (cover de Hank Williams), "Blue Blood Blues" (The Dead Weather) finalizando-se com a cereja no topo do bolo "Seven Nation Army" (White Stripes), hino já entoado pelo público quando pediam este encore. Absolutamente maravilhoso esa sequência final.


O som no entanto, não foi dos melhores, tinha várias dificuldades em entendê-lo a falar por exemplo. Desta vez estive nas bancadas o que me fez ter noção de que há mesmo muitas pessoas a abandonar o concerto para comprar cerveja e abandoná-lo por cerca de 2 ou 3 canções, baseando-me nos que estavam atrás de mim. Isto para mim é um bocado como nos filmes, não gosto de perder nada, por muito que seja a sede, sem falar que estamos a falar de 30€.

Não me lembro em qual canção White tocou guitarra durante algum tempo só com uma mão, aquele pose durante aqueles segundos dizem tudo, estamos perante um dos novos ícones do género. o rock não está nada morto e como se costuma dizer nestas frases, recomenda-se.


Nota: Todas as fotos são de Jo McCaughey, foram tiradas do site de Jack White e podem ser vistas na sua totalidade aqui.

sábado, setembro 01, 2012

Diário Rasgado


A “Mundo Fantasma” em parceria com a “Associação Turbina” e o colectivo “A Mula” editaram em Maio aquele que promete vir a ser um dos melhores lançamentos editoriais do ano no que toca a banda desenhada.

Este “Diário Rasgado” trata-se, como está explícito no título, dos apontamentos de vida do autor Marco Mendes onde a realidade e a ficção se misturam. Este é um projecto que tem vindo a ser revelado desde 2005 no blog do autor e que já conta também com algumas pranchas editadas em fanzines, nomeadamente no “Tomorrow the chinese will delivery the pandas” e, obviamente, nos fanzines do colectivo “A Mula”, entre outros. Digo obviamente no que toca ao colectivo “A Mula”, uma vez que este foi formado em 2004 pelo próprio autor em parceria com Miguel Carneiro.

Mais sobre o livro de Marco Mendes na Rua de Baixo aqui.

sexta-feira, agosto 31, 2012

Thor: As Idades do Trovão


O deus (nórdico) do trovão nunca fez parte das minhas leituras, apenas quando fazia parceria com outros heróis ou nos Avengers. Talvez isto tenha acontecido por questões de disponibilidade porque sempre fui um entusiasta de mitologias e na altura que era miúdo isto não era assim tão fácil de arranjar. Peguei, muito mais tarde nos seus comics na fase de Strazinsky, quando Thor regressou dos "mortos" e a partir daí li mais algumas coisas que me levaram a tê-lo em melhor conta. gosto particularmente das histórias decorridas em Asgard onde a mitologia e a ficção se misturam em perfeita comunhão

Ora este volume reúne uma série de histórias (mais recentes, aqui os clássicos antigos ficaram de fora) onde toda a acção decorre nos mundos de fantasia da mitologia nórdica, deixando a Midgard (Terra) dos super-heróis, para outras edições.

Os primeiros arcos, "Ages of Thunder", "Reign of Blood" e "Man of War" retratam diferentes períodos de Ragnarok e trazem-nos um Thor mais próximo do da mitologia, ou seja, antes do seu exílio na Terra por parte do pai, acção essa com que uma das histórias termina. Estas histórias vêm no seguimento da ideia de que estes deuses nórdicos viviam em ciclos de Ragnarok para entretenimento de outras entidades, até Thor ter quebrado isto em Thor #80-85 (livro do qual já tinha o texto escrito e sem querer apaguei juntamente com outros volumes da série "Disassembled"). Curioso também que em nenhuma destas histórias Odin tenha a pala no olho, quer dizer que ainda não sacrificou uma das vistas em prol da sabedoria.

Gosto bastante dos desenhos destes três arcos, principalmente dos da autoria de Patrick Zircher que consegue captar na perfeição o tom de fantasia e poder esperados deste mundo povoado por deuses e gigantes, um trabalho magnífico.


De seguida temos a história sobre Skurge o Executor e o que realmente lhe aconteceu. Aqui a arte alterna de capítulo para capítulo entre estilos mais clássicos e modernos. Uma vez que a história mexe com o fabrico da realidade que está a sofrer alterações, estas mudanças na arte não só se justificam como valorizam a história. O próprio Loki alterna entre géneros, uma vez que esta história decorre na fase em que Strazinsky estava ao leme de Thor e na qual Loki voltou como mulher.

O argumento de todas as histórias é de Matt Fraction, excepto da última "The Trial of Thor" por Peter Milligan. Uma boa história onde aparentemente o deus do trovão enlouqueceu e anda numa maré de chacina. Destaque para a atitude de Odin quando lhe acusam o filho.

quarta-feira, agosto 29, 2012

domingo, agosto 26, 2012

The Amazing Spider-Man


O Homem-Aranha está de regresso para uma nova carreira no grande ecrã uma década após a sua estreia sob o leme de Sam Raimi. Tirando o terceiro filme, a incursão do Aranha no cinema por Raimi foi um grande sucesso e por isso, para muitos, um desperdício de tempo este recomeçar do zero. Há razões comerciais para este filme existir, a FOX precisa fazê-los para manter os direitos da personagem e em vez de um Spider-Man 4 optou-se por um novo início, assim nos surge "The Amazing Spider-Man".

Não sendo grande fã dos filmes anteriores (reconheço-lhes qualidades claro, Alfred Molina será sempre o Dr. Octopus) estava muito curioso em ver esta nova abordagem de Marc Webb, pois a escolha do elenco parecia-me muito mais lógica e nesse aspecto não saí nada desiludido do Cinema, o ponto mais forte deste filme são os actores.

Não é, obviamente, necessário que um actor seja um conhecedor de comics para interpretar uma personagem deste meio, Ledger e Fassbender mais que o provaram se para tal houvesse necessidade. Claro que tal conhecimento não faz mal nenhum também e foi uma surpresa ver como Andrew Garfield é tão apaixonado pela personagem (veja-se aqui), a pressão era então ainda maior, mas o actor que não se preocupe mais tal como sempre suspeitei tens tudo para ser um grande Peter Parker, e foste. Há uma modernização da personagem, algo esperado, o Aranha tem 50 anos afinal de contas (completados este ano e caso para dizer muitos parabéns). Aqui Parker usa lentes de contacto e estranhamente anda de skate e enfrenta o matulão da escola, são escolhas que a início me surgiram estranhas, mas que em nada estragam a personagem, como disse, opções. De resto temos um Parker perfeito, a sua inabilidade social e mais importante de tudo o seu humor. Uma das características fundamentais e mais amadas do Aranha é que ele tem sempre uma piada na ponta da língua, o uso recorrente ao humor para esconder também os seus receios, como tantos de nós o fazem. A ciência é outro dos aspectos fundamentais da personagem e esse pensamento científico marca uma forte presença no filme, ou seja, nem vale a pena realçar que os lançadores de teias voltaram para ficar.


Emma Stone como Gwen Stacy, foi mais uma sábia escolha, aliás um duplo triunfo, primeiro porque a química entre Stone e Garfiel é imensa e passa para nós, a relação entre estes dois foi o que mais gostei de ver. Outra excelente decisão foi precisamente o de iniciarem a vida amorosa de Parker com Gwen Stacy. Em Cinema não temos todo o tempo do mundo como na BD para desenvolver as personagens, mas Stacy é e continua a ser uma das personagens mais importantes neste universo e o primeiro grande amor do Aranha. O seu pai que na BD admirava tanto o Aranha aqui é um dos que o procura para trazer à justiça e o papel coube a Denis Leary. Gostei do seu desenvolvimento principalmente por causa do impacto que tem na personagem, o Capitão Stacy ajuda o Aranha a encontrar-se, pelo menos eu senti isso naquela conversa ao jantar.

E não se pode falar do Aranha sem se falar nos seus tios. Martin Sheen é um grande tio Ben, e não se preocupem com a falta da frase "com grande poder vem grande responsabilidade" é algo que também não veio no comic original mas cuja mensagem se compreende na perfeição. A tia May não teve tanto tempo de antena, mas Sally Field cumpre na perfeição e terá tempo de nos mostrar mais da sua personagem, pois se há coisa que se nota neste filme é que é algo pensado para uma continuação, há uma série de informações colocadas para nos fazer entrar neste "mundo". Muitos não gostaram disto, de perguntas sem respostas, mas se a trilogia correr bem penso que no final tudo ficará no sítio certo e compensará. De salientar também que aqui vemos um desenvolvimento no percurso de Peter Parker que começa a sua carreira como Aranha alimentado por uma sede de vingança e que pouco a pouco encontra o seu verdadeiro caminho enquanto herói.

É curioso que tanto no filme de Raimi como neste, o criminoso que mata o tio Ben assalta alguém que foi um completo idiota para o Peter Parker, digo curioso porque assim a audiência sente mais simpatia pelos motivos do Aranha não o travar quando tem hipótese.e que resultam na morte do seu tio. Mas, na BD não foi assim, o Aranha não fez nada porque achava que não lhe competia, foi arrogante e pagou muito caro por isso, o sentimento que passa é bastante diferente.


Tudo indicava que o Lizard ia ser um os próximos vilões de Raimi, mas acabou por surgir primeiro neste filme. Gostei da escolha de Rhys Ifans e de uma forma geral gostei deste Lizard, mas gostava que o vilão tivesse sido mais desenvolvido, faltou até uma cena de transformação com maior suspense, e pessoalmente mantinha-lhe a família, aspecto muito importante na história do Dr. Connors. Espero que mantenham a personagem nos restantes filmes para pequenos cameos. E já que disse a palavra cameo este filme tem provavelmente o melhor de todos com Stan Lee. Já agora espero também que continuem a dar atenção ao Flash Thompson, ele pode começar por ser o colega brutamontes do Parker mas cresce muito enquanto personagem e gostava que mantivessem isso.

Mal o Aranha surge e é rapidamente apelidado de ameaça pelo Daily Bugle. J.J. Jameson no seu melhor, mas que ainda não surge neste filme, vemos isto apenas pela capa de um jornal. Foi uma decisão consciente, J.K. Simmons havia marcado muito bem o papel e ia ser uma tarefa complicada substitui-lo. Neste filme Webb safa-se com a sua não inclusão, numa sequela é algo que terá de resolver. Apesar de ser apelidado como uma ameaça, o grupo de pessoas que vai salvando em Nova Iorque acabam por vê-lo pelo herói que é criando assim uma relação entre o aracnídeo e um grupo desta comunidade. Raimi já tinha mostrado isso e Webb também não se esqueceu.

As cenas de acção convenceram-me, adorei os movimentos do Aranha pela cidade de Nova Iorque, a noção de equilíbrio que ele tem, as posições aracnídeas e a forma como usa as teias, está tudo lá directamente da BD para o grande ecrã, achei magnífico. A banda sonora podia ser melhor, no entanto.


O filme é bom e até acho que marca a sua posição nos filmes de super-heróis alto, no entanto, saí do cinema a sentir que podia ter sido ainda melhor, que o argumento podia ter sido mais bem desenvolvido e com mais calma, pois senti-o por vezes apressado a saltar de cena em cena.

Claro que o maior defeito deste filme, até nem é culpa sua, ou seja, é o facto de ser um reboot prematuro. Por muito que Webb tenha mudado a história da sua origem, focando aqui os seus pais, a verdade é que há lugares comuns aos quais ele não podia fugir e isso soa a repetitivo.

quarta-feira, agosto 22, 2012

The Great Gatsby


Este era um daqueles livros que queria ler há mesmo muito tempo, por várias razões: porque é uma obra amplamente conhecida e referenciada, porque queria conhecer a história de Gatsby e a escrita de Fitzgerald ou até mesmo porque D'Angelo fala do livro na segunda temporada de "The Wire". A questão assolava-me, quem é este Gatsby? De onde vem? E porque é que parece susciptar tanto fascínio nas pessoas. Pois bem, questões respondidas.

Gatsby turned out all right at the end; it is what preyed on Gatsby, what foul dust floated in the wake of his dreams that temporarily closed out my interest in the abortive sorrows and short-winded elations of men

O livro é narrado pela personagem Nick Carraway, um jovem veterano da 1º Guerra Mundial que se muda para  West Egg, Long Island. A casa que aluga é justamente ao lado de uma portentosa mansão onde são dadas as maiores e mais regulares festas da actualidade, cujo anfitrião e morador é, nada mais nada menos, do que Jay Gatsby.

Estamos no início dos anos 20, mais especificamente 1922, uma altura prolífica para os Estados Unidos economicamente falando e também a idade do Jazz, foi nesta altura que o género se insurgiu em força no país, espalhando-se pelo resto do mundo. F. Scott Fitzgerald, como até pode ser visto no último filme de Woody Allen, era um contemporâneo destes anos e um ávido conhecedor e participante da vida boémia da altura. Para conhecer uma época. não há nada como ter vivido nela e por isso o autor está em casa quando escreve "The Great Gatsby".

Everyone suspects himself of at least one of the cardinal virtues, and this is mine: I am one of the few honest people that I have ever known

Após conhecermos um pouco melhor Nick, não demora muito a este começar a participar nas festas do excêntrico e misterioso milionário que tem como vizinho, acabando, eventualmente, por travar conhecimento com o mesmo. Claro que nada disto se trata de uma coincidência, não há frutos do acaso no que toca a Gatsby cujo plano de vida foi delineado com tanto afinco e dedicação. É, apesar de tudo, um homem de imponente resolução e transformação.

Como e de onde surge Jay Gatsby? À primeira vista um veterano da 1º Guerra e um homem de Oxford. Um milionários por herança? ou talvez por contrabando, estamos afinal de contas no tempo em que saiu a lei da proibição da venda de álcool no país e que fez tantos enriquecer tão depressa. Para alguns Gatsby pode ser até um assassino, ilações que acabam por não passar de boatos, mesmo que acidentalmente tivessem pisado na verdade.

Uma coisa é certa, Gatsby - que personifica o sonho americano - provou-se um homem diferente do que esperava e com um objectivo muito mais sonhador do que antecipava. E num tempo (se não em todos os tempos) em que as pessoas vivem de ilusões e aparências, Gatsby consegue destacar-se dos restantes. Destaque esse que provém não da honestidade, mas de uma força colossal das suas ilusões, um poder tal que faz com que o maior iludido seja, tragicamente, o próprio.

They're a rotten crowd....You're worth the whole damn bunch put together

As descrições tanto espaciais como emocionais não deixam margem para dúvidas de que estamos perante um grande escritor. Porque há grandes contadores de histórias e grandes escritores e Fitzgerald é ambos. Há sempre um qualquer prazer nas suas frases, uma riqueza nas suas frases que nos fazem sentir e tremer como só um grande maestro das palavras consegue.

O livro é dedicado, como só podia ser, a Zelda, esse grande amor do autor. Para escrever "The Great Gatsby" é preciso conhecer o poder e a loucura provenientes das grandes paixões, repetindo-me, o autor estava a jogar em casa.

There must have been moments even that afternoon when Daisy tumbled short of his dreams -- not through her own fault but because of the colossal vitality of his illusion



quinta-feira, agosto 09, 2012

Capitão América: A Lenda Viva


Nunca fui grande leitor do Capitão América, sempre privilegiei outros super-heróis em prol deste, afinal de contas, não dá para os ler a todos. Com o 3º volume da colecção "Heróis Marvel" voltei a recordar-me do porquê, realmente de todos foi o volume que menos me entusiasmou, até ao momento. O que não quer dizer que não estejam aqui algumas das melhores histórias do Capitão da década de 80, confiando na selecção feita, e que certamente agradará aos fãs desta personagem.

O Capitão América (safou-se do nome Super-América) é uma das primeiras personagens da Marvel (na altura Timely Comics), criado na década de 40 por Joe Simmon e Jack Kirby. É, como todos, filho do seu tempo e neste caso em particular isso é algo ainda mais acentuado. O Capitão surge como um herói de propaganda e inspiração para o povo americano aquando da 2º guerra mundial, período durante o qual foi a personagem com maior sucesso da editora. No entanto, com o final da guerra, também a sua popularidade se desvaneceu resultando na "reforma" do herói na década de 50. Parecia o fim para esta personificação do símbolo da liberdade, mas não. Anos mais tarde, mais precisamente em 1964, Stan Lee teve a ideia de trazer o Capitão de volta, tendo sido encontrado pela super-equipa "The Avengers" congelado no Árctico (processo ao qual sobreviveu devido às propriedades do soro de super soldado).

Talvez por tudo isto muitos não o vejam hoje com os melhores olhos, afinal de contas é um "herói fora do seu tempo", questionando a sua relevância na actualidade. O facto de o Capitão personificar o espírito Americano nem sempre tem abonado a seu favor, mas estamos a falar de Super-Heróis, não vale a pena escrutinar este herói por questões político-sociais norte-americanas, o Capitão não representa, nem pretende representar, o governo Americano, o seu objectivo é lutar pela liberdade e sonho americano e isso é algo que ele irá manter em qualquer tempo e altura, até ser necessário. Por isso sentem-se, fiquem confortáveis e desfrutem do que ele vos pretende oferecer, aventuras.

As histórias são todas da equipa criativa, Roger Stern, John Byrne e Josef Rubinstein. Byrne foi de todos o nome que mais me interessou, o senhor é uma referência na história dos comics americanos e é sempre um prazer viajar pelas suas pranchas. Stern também tem algumas ideias interessantes, em particular a história em que o Capitão tem a possibilidade de concorrer à presidência dos Estados Unidos, foi de todas a minha predilecta, pela ousadia em abordar a questão tão directamente, afinal de contas estamos perante o super-herói mais respeitado na Terra. Seria interessante ver, para variar, um Super-Herói debater-se com outro tipo de questões como a paz e a fome no mundo. Afinal de contas os Super-Heróis, tecnicamente, só contribuem para manter o mundo como ele está.
No universo da DC Comics a comunidade de Super-Heróis é bastante apreciada pela população (de uma forma geral), já na Marvel não é tanto assim, o Aranha para muitos é um criminoso, o Hulk um perigo e depois há toda a questão à volta dos mutantes. No entanto, há pelo menos dois grupos de heróis altamente respeitados, o Quarteto Fantástico e os Vingadores. Neste segundo o Capitão é talvez o mais respeitado, por tudo o que simboliza e também pelos tempos da 2º guerra. Não estou nada habituado a ver um Super-Herói ostentar o seu uniforme em plena luz do dia, mas se alguém pode é o Capitão, ninguém o julga, ninguém o incomoda, ele é um símbolo de liberdade e todos o respeitam e admiram por isso.

As qualidades que fazem do Capitão o herói que é estão bem presentes nestas histórias, bem como o seu desfasamento temporal, ele é um saudosista como diz a dada altura a alguém (um novo interesse amoroso) a quem não pode revelar a sua identidade. Por isso sim, Steve Rogers é de facto um homem "fora do seu tempo" e essa foi sempre a ideia de Stan Lee quando decidiu trazê-lo de volta e integrá-lo nas histórias daquela altura.

A última história, comemorativa do 50º aniversário, faz uma boa retrospectiva da vida do Capitão, desde os tempos em que era um jovem franzino até ter sido encontrado pelos Vingadores.

Em relação à edição, parece-me que voltámos aos problemas de tradução que já tinha sentido no primeiro volume. É pena, porque de resto é tudo bastante bom.

segunda-feira, agosto 06, 2012

The Dark Knight Rises


"The Dark Knight Rises" marca uma nova etapa neste tipo de filmes, em certo sentido é um pioneiro, ou seja, este será sempre o primeiro filme da DC Comics... a mostrar o novo símbolo da editora. Pensavam que estava a falar em termos cinematográficos? "Rises" continua, como é devido, na linha dos seus anteriores, e nesse sentido dificilmente seria um marco, até porque tudo que traz, já o seu predecessor tinha feito e, na minha opinião, até melhor. Aqui simplesmente há "cenas maiores", como é típico de sequelas de filmes com sucesso comercial e se há coisa que Christopher Nolan tem é ambição neste tipo de cenas, veja-se a sobejamente conhecida explosão do campo de futebol, há toda uma noção de espectáculo muito grande aqui presente e nisso o realizador não desilude.

Há um caminho claro na realização de Nolan ao longo desta trilogia, e não só, em certa medida os dois últimos Batman até fazem melhor par com o "Inception" do que com o "Begins". Claro que em "Begins" começa muita coisa que a partir daí foi evoluindo, tal como as sequências de combate que estão melhores nos filmes posteriores. Por outro lado também Nolan e equipa têm vindo cada vez mais a abusar de um storytelling apressado, repetitivo e por vezes incoerente ou pouco inspirado (repare-se por exemplo como uma determinada personagem sabe a identidade de Batman), que tal como em "Inception" se faz notar aqui ainda mais. Não é tanto por aqui o caminho a seguir, apesar de reconhecer em determinados pontos que uma história com esta magnitude seja difícil de gerir em tão pouco tempo, privilégios que a BD tem em relação aos filmes. É complicado mostrar tantas modificações emocionais e físicas num curto espaço de tempo e por isso é que uma das cenas mais emblemáticas na BD ao ser reproduzida fielmente neste filme acaba por não resultar (nem pode) no mesmo grau de consequências, no entanto, serve e muito bem o seu propósito. O primeiro confronto entre os antagonistas principais é uma cena que vai perdurar, a máscara quebrada que se vê no trailer espelha tudo.

Este é o capítulo que pretende encerrar a história de Bruce Wayne, um milionário órfão que usa a máscara de um morcego para livrar o mal do seu berço, Gotham City, tudo isto inspirado pela morte dos seus pais, certo? Errado, Bruce Wayne é que é a máscara, a imagem do playboy milionário que, de todo, não existe. O morcego não é um alter ego e quando digo morcego não estou a falar de fatos. Bruce pode pendurar as chuteiras, reformar-se se tiver conquistado a paz da sua cidade, sacrificou a sua imagem por ela afinal de contas, mas quem está dentro daquele corpo, quem tentará levar uma vida normal, será sempre o cavaleiro negro.


A acção desenrola-se 8 anos após os eventos do filme anterior. Após uma bela introdução ao vilão (como já nos vêm a habituar) vamos ao encontro de caras familiares, para nos deparamos com um Bruce Wayne e um Comissário Gordon bastante debilitados. Ambos fizeram um pacto para manter a imagem de Harvey Dent sã e agora passados 8 anos vemos como essa mentira os tem corroído por dentro. Gordon nunca esteve satisfeito com a sua decisão está cansado, desiludido com ele próprio e isso custou-lhe a família. Quanto a Batman desapareceu por completo e com ele o seu alter ego também. Com a capa pendurada e com a morte de Rachel, não havia nada que fizesse Bruce Wayne seguir em frente e actualmente é um eremita enclausurado na sua mansão. As mazelas físicas são notórias, algo que me fez pensar que a sua carreira como vigilante mascarado tivesse durado mais tempo e resultado em maiores ferimentos, mas não.

Ter Gary Oldman no elenco é sempre uma mais valia, um privilégio. O seu Gordon é mais que um policia é a ligação de Batman ao mundo. Christian Bale foi também um nome que desde o início me inspirou confiança, gosto do seu Batman aqui ainda mais quando não tem o fato negro. Desta vez teve de levar a sua personagem até ao abismo para depois levantá-la, aliás o título "Rises" é algo que se faz sentir constantemente no filme. Em relação à personagem, confesso que sinto alguma falta do Batman mais cerebral e detective, que por vezes surge mas sempre muito ao de leve, nada a apontar ao actor, portanto.

Agora voltando ao enredo. O problema das mentiras é que têm perna curta e na ficção, mais tarde ou mais cedo, rebentam-nos sempre na cara. A preferência de Rachel por Harvey Dent, a morte de Two-Face, tudo terá de vir à tona e as consequências serão severas. Aparentemente Gotham é na actualidade uma cidade de paz, onde um povo inspirado pelo antigo procurador geral e actos planeados pelo mesmo conduziram a uma redução drástica no crime. Com a chegada de Bane tudo isto muda, a guerra regressa às ruas de Gotham e numa escala nunca antes vista, nunca antes temida. Mais do que nunca o morcego é preciso, Batman tem de voltar, mas estará em condições, tanto fisicas como mentais, para isso? Bane é de todos os vilões aquele que representa um maior desafio em termos fisicos, ele é uma figura imponente, uma máquina de combate e ao contrário deste Batman, alguém com o espírito elevado.


O vilão é quanto a mim um dos pontos mais altos deste filme, Tom Hardy encarna um Bane aterrador, um vilão totalmente diferente do anterior, mas também extremamente intenso. Joker tinha o poder da loucura do seu lado, era assustador por causa disso, porque não tem medo de nada, porque tudo lhe é permitido. Já Bane é força, todas as cenas em que entra mostram como é detentor de uma presença quase inquebrável. E, tal como o palhaço do crime, um grande estratega. No final fica a sensação de que se podia ter ido mais longe com Bane, a dada altura os seus actos evocam um V for Vendetta, mas infelizmente, o caminho intencionado nunca foi esse e aí perde.

Em relação às restantes personagens o destaque vai para a Catwoman de Anne Hathaway que conseguiu adaptar-se muito bem neste universo de Nolan. Selina Kyle é sensual, ambígua e Humana. Uma Catwoman que evoca a de "Year One" de Frank Miller, obra que já tinha inspirado fortemente "Batman Begins". Uma coisa é certa, por muito que estas versões do Batman sejam uma visão mais realista do mesmo (visão que faz todo o sentido nesta personagem), o realizador tem ido sempre buscar inspiração à fonte original, a BD e isso é dos meus pontos predilectos nesta trilogia. Em "Rises" não foi diferente, a atmosfera do filme evoca novamente Frank Miller em "The Dark Knight Returns" e depois há o óbvio "Knightfall".

Actualmente Christopher Nolan conquistou um lugar de destaque no cinema de Hollywood, é sem dúvida um dos realizadores que mais projecção tem tido e a confiança que os estúdios lhe depositam é notória, além de ser uma máquina no marketing, goste-se ou não, nenhum dos seus filmes passa despercebido. É também um realizador que facilmente reúne um elenco de luxo e é sempre muito bom ver Morgan Freeman e Michael Caine regressarem aos papéis de Lucius Fox e Alfred Pennyworth, respectivamente. Fox continua a ser o Q de Batman trazendo sempre um pouco de humor e boa disposição ao filme. Quanto a Alfred é sem qualquer dúvida o pai de Bruce Wayne e essa ligação assume aqui contornos muito fortes, pois nenhum pai aguenta ver o filho a cair pelo abismo.

Dos novatos temos um Joseph Gordon-Levitt seguro, mas num papel que não dá margem para dúvidas. É notório (e constantemente recordado) qual a função que esta personagem irá desempenhar e que faz todo o sentido, afinal de contas estamos a fechar um ciclo e já como diziam no início, um homem pode ser destruído, mas um símbolo não. Marion Cotillard surge com a sua Miranda Tate parceira de negócios de Bruce Wayne e que ao início parece um pouco enfiada a martelo mas que ganha o seu óbvio espaço.


Hans Zimmer continua, agora sozinho, ao leme da banda sonora que segue no mesmo estilo das anteriores e mantém o nível de excelência. Os temas estão muito bem ambientados à atmosfera do filme (ou é ao contrário?), peca apenas por denunciar a cena que se aproxima, mas tal já acontecia no anterior, rapidamente sabemos a personagem que vai surgir em cena pelo tema a ser tocado. Pensemos antes que em vez de tirar tensão gera antecipação.

Gostei bastante do final, é algo que nunca vai acontecer na BD, por motivos óbvios, mas que ficou bem, foi um um momento digno e merecido."The Dark Knight Rises" encerra assim um ciclo dedicado a um dos melhores heróis de sempre da BD. Pode não tê-lo feito da forma ideal, quanto a mim os anteriores são mais bem conseguidos, mas não deixa de o ter feito bem, até porque estão aqui algumas das cenas mais emblemáticas desta trilogia, apenas o sinto como um filme menos coeso, com maiores falhas (desta vez são demais), repetindo-me, menos inspirado e como um todo perde nesse sentido. Já agora, por falar em coesão é de valor como ela se sente numa trilogia que não tinha sido planeada. De resto, é uma saga que continuará certamente a inspirar novas adaptações do género onde a marca de Nolan se fará sentir no futuro.

Antes de terminar, um pequeno aparte, mais dirigido aos conhecedores da BD. É normal que haja determinadas cenas que sejam mais óbvias para quem está familiarizado com este Universo no papel, no entanto, não deixa de ser curioso que usem algum do material original precisamente para tentar enganar o leitor, veja-se por exemplo o Henry Ducard de Liam Neeson. Ducard existe mesmo na BD e isso levou a que muitos não pensassem que ele poderia ser o verdadeiro Ra's Al Ghul. Aqui acontece algo parecido mas a dada altura é impossível não reconhecer uma determinada personagem. O que me lembra, fui só eu que pensei em determinado momento na possibilidade de existir um Damian no futuro? Bem, não interessa, não vai acontecer. Isto foi mesmo o fim, certo?

quarta-feira, agosto 01, 2012

The Dark Knight Rises: Está Quase


Escrevia eu a dada altura após "The Dark Knight" uma breve reflexão sobre possíveis vilões para o terceiro filme, pode ser lido aqui. A minha primeira aposta na Catwoman foi logo ganha e claro que o nome do Bane tinha de ser atirado no poço de sugestões. Hoje vou ver o filme, ganhei bilhetes graças ao Ante-Cinema (muito obrigado) e vou ver a derradeira conclusão a esta trilogia que marcou os filmes de super-heróis, goste-se ou não.

Não espero ver a cena da imagem escolhida, porque muito simplesmente não há tempo para o Morcego se levantar dela num filme, a confirmar daqui a umas horas. Sobre Bane também escrevi no blog, ainda há mais anos, isto:

É conhecido pelo vilão que colocou Batman numa cadeira de rodas, mas a verdade é que ele fez mais do que isso, ele descobriu a sua identidade e não só quebrou a sua coluna, como quebrou o seu espírito também, duas coisas que nunca tinham conseguido antes. Bane utiliza uma droga que dá pelo nome de “Venom”, que lhe aumenta as capacidades físicas, atingindo níveis de força sobre-humano. Foi capaz de elaborar um plano em que solta todos os maníacos de Gotham contra o homem morcego e no final do dia quando Batman chega a casa completamente destroçado, encontra Bane à sua espera pronto a destruí-lo.

Se quiserem saber o que acontece após a "Knightfall", continuem a ler:

Depois de Batman ter ficado paralisado por Bane, Gotham City precisava de um novo protector, Robin (Tim Drake) ainda não estava pronto para assumir o papel, então Bruce escolheu Azrael, uma escolha que à primeira vista teria ido para Nightwing (Dick Grayson) o primeiro Robin. Azrael assimilou então o papel de Batman, mas aqueles mais próximos do homem morcego começaram a notar as diferenças, nomeadamente Jim Gordon, este novo Batman era mais violento e cruel: Azrael até modificou o fato criando armas mais mortíferas e um aspecto mais assustador. Com o tempo começou a considerar-se o verdadeiro Batman e começou a criar o caos, primeiro expulsando o Robin afirmando que não percebe porque um Batman necessita de um Robin (tenho de afirmar que concordo a 100% com esta frase) e quase matando o rapaz numa luta. Azrael acabou por ser destronado por Bruce Wayne quando este voltou totalmente recuperado, e pronto a desempenhar o papel que toda a vida foi dele. Há que realçar um momento na estória de Azrael que foi logo após ter vestido o manto de Batman, em que este procura por Bane dando-lhe o maior excerto de porrada que alguma vez ele poderia imaginar, vingando assim a derrota de Bruce Wayne.


Os textos foram retirados do meu top 10 vilões do Batman que está a precisar ser refeito.