quarta-feira, novembro 21, 2007

Beowulf

"Beowulf" é um poema épico anónimo escrito algures entre o século VIII e XI.
Este épico tem início nos finais do século V e conta a estória de Beowulf um guerreiro Geat em busca de glória, que juntamente com os seus bravos guerreiros pretende salvar uma aldeia Dinamarquesa dos terríveis ataques que tem sofrido por parte de um monstro chamado Grendel.
Mas Grendel é mais do que um típico monstro, é o fruto de uma relação de luxúria e ganância, fruto da eterna tentação que faz os Homens venderem a alma em troca de glória e riqueza.
Após a morte de Grendel os ataques não param e Beowulf terá agora de enfrentar a mãe do monstro em um conflito mais espiritual do que físico, obrigado como outros antes dele, a tomar uma decisão que para sempre alterará o curso da sua vida.
Uma das grandes atracções deste filme é o formato em que nos é apresentado, ou seja, existe a possibilidade de visualizar este filme em 3D e se puderem optar é este o formato que aconselho. O 3D não é de longe uma tecnologia recente (apesar de ter sofrido melhoramentos ao longo dos anos), mas também não é comum. Eu pessoalmente nunca tinha visto um filme neste formato e por isso a curiosidade em ter uma experiência do género era enorme.
O filme é também de animação utilizando a técnica motion capture que Zemeckis já tinha experimentado em "Polar Express", mas elevando-a a outro nível neste filme.
O argumento é de Roger Avary e Neil Gaiman, este último um escritor por quem nutro um enorme respeito e admiração.
No entanto "Beowulf" para mim não cumpriu as expectativas. Gostei do filme, alguns momentos de animação são fantásticos e a experiência em 3D é sem dúvida muito interessante com momentos em que me encontrei a desviar de flechas, mas no final não pude deixar de sair da sala com a sensação de que soube a pouco em termos de desenvolvimento da estória.
Nunca é de mais lembrar que "Beowulf" pode ser uma obra recente no cinema, mas já existe há muitos anos e tem influenciado várias gerações no mundo do fantástico, inclusivé um dos grandes senhores do género, Tolkien.
Durante o filme enquanto observava Ray Winstone como o valente Beowulf, não podia deixar de me lembrar de Gerard Butler como Leónidas em 300 e como seria vê-lo a ele interpretar esta personagem, coincidência ou não, a verdade é que ele já o fez na adaptação de 2005 desta obra de nome "Beowulf & Grendel".
Para finalizar, penso que vale a pena ir ver este filme a uma sala de cinema, nem que seja pela experiência diferente que proporciona, mas não tenho dúvidas que daqui a uns anos quando estiver a falar de filmes que adoro este será um daqueles que não me irá passar pela cabeça.
Agora afastando-me um pouco do filme, pergunto-me se já que esta técnica de filmagem é utilizada em alguns jogos da PlayStation 3, porque não usar isto com o formato 3D também?

terça-feira, novembro 20, 2007

Decades

Uma vez que estreou recentemente "Control" não é de admirar que muitos de nós estejam a (re)visitar alguns dos grandes momentos da carreira da tão célebre banda que são os "Joy Division".
A música dos "Joy Division" é ainda hoje uma grande influência no mundo da música, como se pode constantar ao ouvir bandas como os "Interpol", "Editors" ou "She Wants Revenge".
Mas os Joy Division foram mais além do que apenas influenciar dentro da sua área. Esta banda foi uma das grandes fontes de inspiração para a criação de uma das grandes BDs do nosso tempo: "The Crow" de James O´Barr.
O´Barr perdeu a sua namorada em um acidente de trânsito, culpa de um condutor embriagado e através da sua dor escreveu em "sangue" uma estória de amor, sofrimento e morte.
Para escrever esta estória o autor em vez de ir procurar inspiração em outras BDs, foi encontrá-la na música dos Joy Division, The Cure, Iggy pop entre outros e na poesia de Arthur Rimbaud.
Deixo-vos então com uma das músicas que influenciou esta magnífica obra: "Joy Division - Decades".

segunda-feira, novembro 19, 2007

TIm Burton Realiza Alice No País Das Maravilhas!

Se me perguntassem qual o realizador que eu gostaria de ver a transpor o mundo fantástico de Lewis Carrol para o cinema, eu escolheria Tim Burton ou David Lynch.
O Papel calhou a Tim Burton que assinou com a Disney a realização de dois filmes.
O primeiro será então "Alice no País das Maravilhas". O genial conto de Lewis Carrol, será um filme de animação e será apresentado também à semelhança de "Beowulf" a três dimensões.
Espero que para este filme Johnny Depp e Helena Boham-Carter façam novamente parte de um elenco de Burton.
O segundo é o remake da sua curta-metragem "Frankenweenie". Esta curta pode ser encontrada na edição portuguesa do dvd de "The Nightmare Before Christmas".

Questiono-me como será ver este fabuloso gato em uma adaptação de Tim Burton.

sexta-feira, novembro 16, 2007

WE3

Se vos disser que WE3, é sobre a vida de um cão, um gato e um coelho, talvez a maior parte de vocês, se lembre dos filmes de domingo à tarde da TVI e não se sinta cativado a ler, mas a verdade é que se trata de muito mais do que isso.
Escrito por Grant Morrison com arte de Frank Quitely, WE3 foi editado o ano passado na América e ainda está à espera do seu lugar cativo numa edição portuguesa. Pessoalmente acho que este livro deve ser lido sabendo o mínimo possível sobre ele, partam à aventura e confiem, porém se ainda não estão convencidos, continuem a ler.
O governo americano gastou milhões de dólares, para criar a arma perfeita. Esta arma não é nada mais do que um cão chamado Bandit, um gato chamado Tinker e um coelho chamado Pirate. Animais alterados ciberneticamente, colocados dentro de armaduras robóticas, fazem parte de um programa militar, com o fim de substituir soldados humanos.


Após completarem com sucesso mais uma missão ao assassinarem um ditador, o projecto WE3 é agendado para destruição, uma vez que se tornou obsoleto e necessita de ser substituído. Roseanne Berry, a nossa “Doctor Dolittle”, não concordando com esta decisão, liberta os animais, e assim começa esta estória, em que as forças militares procuram desesperadamente reaver a sua arma mais letal e mortífera, que se encontra algures em liberdade, em solo civil.
É incrível como WE3, com poucos diálogos, nos conta uma estória, tão terna e ao mesmo tempo tão apocalíptica. A ideia de transformar animais em máquinas assassinas, é desumana e no entanto quantos de nós duvidariam que isso acontecesse caso a tecnologia necessária fosse providenciada? Ao longo da estória acompanhamos os animais em fuga, e temos tempo de os conhecer melhor, de reparar que desenvolveram personalidades diferentes e distintas, que apesar de perseguidos e obrigados a lutar pelas suas vidas, ainda mantêm a prioridade de salvar a vida de inocentes.


Grant Morrison regressa mais uma vez com um trabalho excepcional, e como já é habitual, junta forças a um dos mais talentosos artistas do género. Frank Quitely já provou várias vezes que é um dos melhores e não só voltou a sublinhar essas palavras, como as suas novas experiências em termos de design, nos deixam boquiabertos, os pormenores, os close-up, tudo até ao mínimo detalhe é levado em consideração, proporcionando-nos até em algumas páginas uma viagem quase tridimensional.

Publicado originalmente em Rua de Baixo (Abril de 2006) por José Gabriel Martins (Loot)

quinta-feira, novembro 15, 2007

Control, American Gangster, Beowulf - Trailers

Esta quinta-feira chegam finalmente às nossas salas estas três obras.


"Control" conta a vida de Ian Curtis o famoso vocalista dos Joy Division, que é interpretado por Sam Riley cujas semelhanças físicas são bem notórias. Uma curiosidade é que Sam Riley entrou no filme "24hr party people" mas não como Ian Curtis.
Os "Joy Division" são uma das bandas, juntamente com os The Cure, que mais marcaram o rock do final dos anos 70. E é nestas situações que se comprova a qualidade dos músicos, pois mesmo após o suicídio de Curtis, a banda continuou em frente, num novo projecto, num novo registo agora mais electrónico e sempre com um grande nível de qualidade, falo claro dos "New Order".
Mas deles falarei numa outra altura, hoje é dia de "Joy Division", hoje é dia de Ian Curtis.
Cliquem na imagem para ver o trailer.


"American Gangster" é o novo filme de Ridley Scott e junta frente a frente dois grandes actores do nosso tempo, Denzel Washington e Russel Crowe. Pela amostra do trailer este duelo entre detective e mafioso promete e muito.
Cliquem na imagem para ver o trailer.


Por fim estreia Beowulf (versão 3D) de Robert Zemeckis. Já foram feitos mais filmes no passado sobre este poema, a novidade deste projecto tem a ver com a forma como foi feito. Quando começamos a ver o trailer parece que estamos a ver mesmo os actores, mas à medida que o tempo passa cedo nos apercebemos que se trata de um filme de animação.
Muito interessante é a possibilidade de ver este filme em 3D.
O argumento deste filme foi escrito por Neil Gaiman e Roger Avary.
Cliquem na imagem para ver o trailer.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Influências/Semelhanças #7

Quem nunca ouvir falar de Atlântida? Um continente ou ilha submersa em água, cuja existência nunca foi comprovada.
Mito ou realidade? A verdade é que desde há muitos anos que a sua lenda faz parte da nossa cultura, vários livros fictícios ou científicos foram escritos sobre ela, até filmes, quadros e porque não personagens de banda desenhada também?
Mencionada por Platão e eternizada na mitologia grega como a ilha que durante a divisão das terras se tornou de Poseídon, o deus dos mares, Atlântida faz e fará sempre parte da nossa história.

Namor - The Submariner

Namor é filho de Fen (filha de Thakorr, um Imperador de Atlântida) e de um Capitão Americano de nome Leonard McKenzie. No dia em que Fen desapareceu após ter ido explorar o barco onde Leonard se encontrava, o Imperador Thakorr ordenou às suas tropas que o atacassem. No entanto Fen não corria nenhum risco, a sua ausência era devida ao facto de se ter tornado noiva de Leonard, que infelizmente foi morto durante o ataque (ou assim se presume).
Passados nove meses nasceu uma criança rosada no meio do povo azul de Atlântida, tinha nascido Namor.
Meio humano e meio híbrido, Namor apresenta uma fisiologia anfíbia, o seu corpo está preparado para aguentar as elevadas pressões dos mares, tem força sobre-humana, velocidade, resistência e durabilidade. Controle telepático sobre todas as criaturas marinhas, poderes eléctricos (similares aos das enguias) e retardamento do envelhecimento. Os seus poderes diminuem há medida que passa mais tempo afastado da água.
Todos os poderes de Namor podem ser mais ou menos explicados através da sua fisiologia metade humana metade anfíbia, todos menos um. Namor tem a capacidade de voar algo que tanto o povo de Atlântida como da Terra não é capaz. É por isso que de há uns tempos para cá que Namor tem sido apelidado como o primeiro Mutante da Marvel.
Por primeiro mutante entenda-se o primeiro a ser criado e não o primeiro na cronologia das estórias Marvel, a titulo de curiosidade o primeiro mutante da Terra é muitas vezes mencionado ter sido En Sabah Nur, mais conhecido por Apocalypse, que nasceu algures no século 30 AC.
A sua paixão por Sue Richards (Invisible Woman) é muito conhecida no mundo da Marvel e foi alvo de inúmeras discussões entre ele e Reed Richards (Mr. Fantastic).
Apesar de ter ameaçado o povo terrestre de guerra várias vezes, Namor é um dos maiores defensores do planeta, já tendo pertencido a vários grupos de super heróis, entre eles os Avengers, os Defenders e os Illuminati, este último um segredo até para a comunidade dos super heróis.
Foi criado por Bill Everett em 1939 e foi um dos primeiros personagens a apresentar características de anti-herói.

Aquaman

Aquaman foi criado em 1941 por Mort Weisinger e Paul Norris.
Este é um dos raros casos em que a personagem mais original pertence à Marvel e não à DC. Tudo bem que na altura que Namor foi criado a Marvel como editora ainda se chamava Timely, mas eventualmente mudaria o nome.
Durante os chamados anos de ouro da DC, Aquaman é retratado como o filho de um explorador que encontrou a Atlântida. A sua mãe morreu quando ele era bebé e seu pai ficou com ele a viver em Atlântida descobrindo os seus segredos. Ao aprender os mistérios deste povo foi capaz de ensinar ao seu filho a respirar debaixo de água entre outras coisas.
Esta biografia foi eventualmente alterada na idade prateada da DC, e depois de a ler percebe-se perfeitamente porquê.
Foi em 1959 que Aquaman regressou ao mundo dos comics como Arthur Curry filho de Tom Curry e de Atlanna uma mulher que tinha fugido da cidade perdida de Atlântida, ou seja, tal como Namor, pai terrestre e mãe aquática.
O Corpo de Arthur também está preparado para aguentar as baixas temperaturas e as grandes profundidades típicas dos oceanos, consegue respirar debaixo de água, tem super força, resistência, velocidade e cura-se mais rápido que o típico humano. Consegue nadar a altas velocidades, ver na escuridão e tem uma audição mais sensível. Também consegue comunicar telepaticamente com a vida marinha, e aparentemente consegue usar a sua telepatia em todos os seres que tenham evoluído a partir da vida marinha, ou seja, humanos também. Os seus poderes também diminuem quanto mais tempo estiver afastado da água.
Aquaman cedo se tornou um defensor na Terra mas só mais tarde regressou a Atlântida para se tornar o seu Rei por direito, aparentemente a sua mãe era da realeza.
Mais tarde Orin (como viria a ser conhecido também) perdeu a mão, substituíndo-a por um arpão comandado telepaticamente por ele. Mais recentemente o seu arpão foi substituído pelo "Waterbearer" uma mão encantada que lhe providencia alguns poderes mágicos, tais como protege-lo de ataques mágicos e assumir várias formas, como por exemplo a de uma lâmina.
Aquaman sempre foi dos personagens principais da DC, o mais gozado, sendo muitas vezes retratado em segmentos de comédia, como o tipo que fala com os peixinhos. Verdade seja dita aquele fato amarelo e verde também nunca ajudou.
A DC e a Marvel lançaram em tempos uma BD onde alguns dos seus heróis se confrontavam e o vencedor era escolhido por votação do público. Evidente que isto deu "barraca" pois alguns heróis eram escolhidos pela popularidade e não por serem mais poderosos, o pior caso foi o do Wolverine que venceu o Lobo. Isto tudo para dizer que nessa BD o Namor enfrentou o Aquaman e perdeu, se bem me recordo eles estão praticamente empatados e o Aquaman comunica com uma baleia que se atira em cima do Namor vencendo. Muito fraquinha esta BD, muito mesmo.



Nota: Algumas informações como por exemplo as datas foram retirados do site da wikipédia.

terça-feira, novembro 13, 2007

Eastern Promises - Trailer

David Cronemberg volta a atacar e desta vez com "Eastern Promises".
O filme foi hoje exibido no Cinema Villa, em Cascais, dentro do programa do "European Film Festival".
Infelizmente a sessão era a das 16:30 e não pude comparecer restando-me apenas esperar que esta obra cinematográfica estreie nas salas nacionais.
Cliquem na imagem para aceder ao trailer.

domingo, novembro 11, 2007

V For Vendetta

Uma vez que a adaptação ao cinema da novela gráfica “V For Vendetta” está quase a chegar às salas portuguesas, faz sempre bem recordar este clássico escrito por Alan Moore com arte de David Loyd.
A acção desenrola-se num futuro alternativo, pós 3º guerra mundial. África e Europa foram devastadas, Inglaterra sobreviveu mas a que custo? O caos estava instalado, a ordem era necessária, e foram os grupos fascistas que a tentaram restabelecer sob a forma de ditadura. Erradicando a cultura, controlando os media, criando campos de concentração para as minorias étnicas, radicais de esquerda, socialistas e homossexuais, a liberdade não passava de uma palavra vazia na boca de todos, uma memória do passado.
A estória tem inicio 5 anos após os conflitos políticos, os campos de concentração encontram-se agora encerrados, uma vez que já cumpriram o seu objectivo. As ruas de Inglaterra continuam altamente vigiadas, o governo controla tudo e todos e o povo vive agora conformado com o seu estado de vida.
Tudo muda com o aparecimento de um estranho vigilante que dá pelo nome de V. O que começa por parecer uma vingança pessoal, mais tarde começa a tomar a forma de um plano muito mais complexo. Juntamente com Evey sua aprendiza, V instala o caos no país e é através deste, que poderá nascer a anarquia, onde o poder será restituído ao povo. Apesar de muitas das acções de V não serem de cariz heróico este surge aqui como uma espécie de Salvador, um Messias, mostrando que não é o povo que deve temer o seu governo, mas sim o governo que deve temer o seu povo.
Durante as séries existem muitas referências à letra V. Todos os capítulos da série começam por esta letra, o personagem principal esteve preso na cela 5 (V em numeração romana), este é visto várias vezes a ler e citar “V” de Thomas Pynchon, e é também curiosa a alusão à 5º sinfonia de Beethoven (onde as primeiras quatro notas representam a letra V em código morse).
Por fim V de Vingança, V de Vitória e V de Vendetta.

Publicado originalmente em Rua de Baixo (Março de 2006) por José Gabriel Martins (Loot)

sexta-feira, novembro 09, 2007

Genesis: Peter Gabriel VS Phil Collins







VS



Depois da conversa sobre DC VS Marvel, decidi mudar de tema e desta vez escolhi música.
Sou o que se pode chamar um recente apreciador da famosa banda "Genesis". Por recente não falo de semanas, mas reconheço que ainda me falta ouvir muita coisa, obviamente que para lá estou a caminhar.
Recentemente tem surgido em algumas conversas a questão sobre qual a melhor fase dos "Genesis"? Se com o Peter Gabriel ou se com o Phil Collins? Está bem surgido é uma palavra muito forte a verdade é que sou eu que tenho introduzido a questão em várias conversas, sou esse tipo de chato.
A maior parte das respostas que tenho obtido são em favor do Phil Collins, o que é normal pois tal como eu quase todas as pessoas da minha geração conheceram "Genesis" com Collins e muitos duvido que sequer tenham ouvido uma música na altura de Gabriel.
Não estou aqui para falar mal de ninguém, nem é essa a intenção destes "Versus" que ando a criar, a ideia é apenas trocar algumas impressões sobre variados assuntos e se possível que a escolha seja sempre difícil. Neste caso em particular para mim não é, apesar de respeitar imenso o Phil Collins como artista e gostar dele nos "Genesis", ao contrário de Patrick Bateman (revi o American Psycho recentemente) sou da opinião que esta banda é muito mais interessante no principio de carreira, ou seja, com Peter Gabriel.
Pelo pouco conhecimento que tenho da banda dá-me a sensação que na fase Peter Gabriel os "Genesis" eram mais ousados, alternativos, inovadores e arrojados. Essa foi a verdadeira altura visonária da banda.
Antes de começar a escrever este post, descobri que o último álbum de originais da banda "Calling All Stations" de 1997 é com o vocalista dos Stillskin, Ray Wilson.
Por isso fica a questão no ar para quem estiver interessado em comentar: Qual a vossa fase predilecta da carreira dos "Genesis"? (Falando apenas dos vocalistas).
Desta vez vou experimentar pela primeira vez usar uma sondagem por isso podem votar no lado direito, apesar do duelo ser entre Gabriel e Collins na sondagem acrescentei o nome de Ray Wilson pois também ele foi vocalista da banda mesmo que apenas por um muito breve período de tempo.


Genesis - Dancing with the Moonlit Knight (Peter Gabriel)


Genesis - Land Of Confusion (Phil Collins)


Genesis - Shipwrecked (Ray Wilson)

quarta-feira, novembro 07, 2007

O Desafio da Página 161

O Desafio da página 161 consiste em pegar no livro que nos está mais próximo, abrir na página 161 e transcrever a 5º frase completa.
O Menphis_Child desafiou-me e eu decidi aceitar.
O livro mais próximo de mim neste momento é "O Retrato de Dorian Gray" de Oscar Wilde. O problema é que o autor utiliza muitos pontos e para a 5º frase não ser apenas "Mas que importava?" decidi escrever mais um pouco para fazer sentido.
A frase é esta:

"Mas que importava? Que tinha Dorian Gray a ver com a morte de Sybil Vane? Não Havia nada a temer. Dorian Gray não a tinha assassinado."

O problema foi mesmo eu ainda estar na página 110 e não saber da morte de Sybil Vane, mas não faz mal já sentia que as trevas se estavam a aproximar da vida de Dorian Gray e esta revelação não foi de todo uma grande surpresa.

No entanto como o Menphis me fez a sugestão de usar um livro de BD que faz todo o sentido neste blog, além de tornar este desafio mais diversificado, abri a gaveta e olhei para o livro mais próximo. Eram dois, o "Tratado de Umbrografia" de José Carlos Fernandes e Luís Henrique e "V For Vendetta" de Alan Moore e David Lloyd.
O primeiro não tem tantas páginas e por isso aqui vos deixo a 5º frase que neste caso é também o 5º balão de "V For Vendetta":

"Eventually, I was terrorized into helping him, commit murders."

Agora é a parte em que temos de escolher apenas cinco bloggers e desafiá-los, mas sintam-se desafiados todos aqueles que lerem isto e coloquem as vossas frases na caixa de comentários:

- Cube (Cube)
- Izzi (Noise and Sound)
- Maurobindo (9º Arte)
- Ricardo (Imagens Perdidas)
- Celtic Warrior (Área Negativa)

segunda-feira, novembro 05, 2007

The Sandman – Prelúdios e Nocturnos

Com a mudança de templates por parte do blogger, tive de voltar a colocar todos os links por ele apagados. Porém como já tinha mencionado anteriormente, não tenho os dos comentários às BDs, uma vez que esses foram todos feitos (à excepção de "Martian Manhunter - The Others Among Us") no âmbito da rubrica "Rua aos Quadradinhos" que eu escrevia na "Rua de baixo".
Uma vez que o site da "Rua de Baixo" se encontra literalmente em baixo, decidi colocar todos os textos que escrevi para a "Rua aos Quadradinhos" neste blog, para assim não se perderem para sempre.
Por isso aviso que é normal que ao longo destes textos faça referências a um tempo passado, uma vez que alguns já foram escritos há bastante tempo.
Sem mais demoras aqui vos deixo o primeiro texto que escrevi para a "Rua de Baixo".

E porque quando se inicia algo, deve ser em grande, aqui fica a tão aguardada edição portuguesa de um dos maiores clássicos de banda desenhada – The Sandman.
É através da Devir que passado mais de 15 anos Sandman tem finalmente edição em Portugal, encontrando-se já disponíveis, Prelúdios e Nocturnos, que juntos contêm os oito primeiros comics, formando o primeiro volume da série.
Misto de mitologias e fantasia, Sandman conta a estória de Morpheus, Rei dos Sonhos, que ao ter sido capturado por Roderick Burgess, no lugar da Morte, e aprisionado durante 70 anos, liberta-se na esperança de recuperar o seu poder e assim reconstruir o seu Reino, bem como corrigir os estragos feitos, durante a sua ausência.
Este primeiro volume pode não conter, as melhores estórias de Sandman, mas consiste numa óptima e aconselhada introdução. Passando por personagens que irão desempenhar um papel importante no futuro, até especiais aparições de John Constantine, Martian Manhunter e do demónio Etrigan, não esquecendo a pequena visita ao Asilo Arkham, Prelúdios e Nocturnos, consiste num ponto de viragem na vida do Senhor dos Sonhos. Nada voltará a ser como antes, nem mesmo ele.
Chamo especial atenção para o ambiente psicótico e claustrofóbico, característicos de “24 hours”, a descida ao Inferno em “A Hope in Hell”, onde Lúcifer Morningstar faz a sua primeira aparição na série, e por fim “The Sound of Her Wings” onde caminhamos juntos a Morpheus e sua irmã mais velha, numa pequena reflexão sobre a vida…e a Morte.
É de salientar também o prefácio desta edição, escrito pelo próprio autor, onde há tempo para falar de Fernando Pessoa e de chamar a Portugal um país de sonhadores.
Escrito por Neil Gaiman e desenhado por Sam Kieth e Mike Dringenberg, exceptuando a capa da autoria de Dave Mckean, Sandman é uma aquisição obrigatória para quem gosta de Banda Desenhada. Citando Frank McConnell: “Se a completa colecção de Sandman não é uma obra-prima literária, então eu não sei o que é”.

Publicado originalmente em Rua de Baixo (Fevereiro de 2006) por José Gabriel Martins (Loot)

Wanted - Trailer


Antes de mais gostava de perguntar se algum dos meus colegas mexeu no blog que assim do nada apagou todos os links que tinha no lado direito.
O pior de tudo é que apagou os links das críticas que tinha escrito na Rua de Baixo e não os sei recuperar uma vez que a página principal não está a funcionar.
Finalmente descobriu-se que o problema deste meu PC era de Hardware e veio agora coma RAM substituída. Espero poder finalmente voltar de vez.
A música também foi ao ar, Lamy tens de voltar a meter isso, conto contigo.

Agora deixo-vos com o trailer de um filme que já tinha mencionado aqui.
O filme não deve estar completamente fiel à BD, uma vez que esta tinha ligações profundas ao mundo da banda desenhada, tanto no estilo como nas referências aos heróis e nas influências dos vilões da DC comics.
Cliquem na imagem para ver.

terça-feira, outubro 23, 2007

Quem se lembra do He-Man?

Eu sei que se estes desenhos animados voltassem a dar iam muito provavelmente ser alvo de chacota, mas a verdade é que foram dos primeiros que vi e por isso terão sempre um lugar especial na minha memória.
Em conversas recentes descobri mais alguém que como eu adorava o He-Man ou neste caso a She-Ra (ela é uma menina por isso é normal). Esta conversa fez-me ir procurar a minha k7 de 1991 do He-Man e sabendo que dificilmente a vou voltar a ver do princípio ao fim (enquanto não tiver filhos) a verdade é que nunca me vou arrepender de a ter comprado.
E vocês também viam o He-man?



Sei que fizeram outras séries sobre o He-Man uma com ele no futuro e outra mais recente que tentava adaptar o cartoon para ser visto pelos miúdos de hoje, mas a verdade é que este é que é o verdadeiro clássico.

sexta-feira, outubro 19, 2007

Nip/Tuck - O Regresso


Para quem gosta de Nip/Tuck trago boas notícias no dia 30 de Outubro vai ter início a Quinta Temporada desta grande série.
Depois do último episódio da quarta temporada pensava mesmo que a série tinha terminado, mas felizmente a série vai continuar. Uma série deve ter o seu princípio meio e fim eu não alteraria nada em "Six Feet Under", mas como a quarta temporada de Nip/Tuck me deixou um sentimento do tipo "faltou qualquer coisa" fiquei muito contente por saber que a dupla Macmanara & Troy iria regressar.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Influências/Semelhanças #6 - ESPECIAL

Já tinha tido a ideia de abordar este poder, desde que comecei a ver a série "Heroes". Estou a falar da tão apetecível capacidade de absorver os poderes de outros.
Finalmente decidi a forma como vou abordar o tema, em vez de falar apenas em dois ou três indivíduos com esta capacidade, vou criar um Top 10.
Vou apenas abordar personagens que têm a capacidade de absorver os poderes de outros. Não vou falar daqueles capazes de absorver propriedades de materiais (Absorbing Man), capazes de absorver ataques e criar energia (Bishop) ou absorver energia e manipularem-na de diversas formas (Silver Surfer).
É também óbvio que há personagens tão poderosos que podem ter os poderes de todos os heróis na Terra, mas penso que esses fogem ao conceito deste post.
Sem mais demoras aqui fica a minha lista dos personagens que têm os melhores poderes de absorção.


10 – Parasite


Se este top fosse sobre os personagens mais fortes que possuem este tipo de poder, de certeza que o Parasita estaria mais à frente, no entanto, estou a escolher quais os personagens que para mim têm o melhor poder de absorção e como o parasita é um tipo que necessita de absorver a energia dos outros (além de ser roxo), faz com que fique no final desta lista. Afinal de contas existe uma razão para o seu nome ser parasita, o pobre coitado nem podia abraçar a própria família (pelo menos no caso de Raymond).
Já existiram muitos Parasitas na DC, entre eles Raymond Maxwell Jensen, Rudy Jones, Dr. Torval Freeman, etc.
Não sei especificamente os poderes de todos, mas sei que pelo menos uma versão do parasita é capaz de absorver as memórias e os poderes de outros.
Já absorveu os poderes do Superman, mas apenas uma fracção pois não é capaz de os absorver na sua totalidade.
A primeira versão do Parasita surgiu em 1966.



9 – Rogue


Como todos sabem a famosa Rogue dos X-men tem a capacidade de absorver as memórias, personalidade e super poderes de todos aqueles em que toca. É de facto um poder fabuloso mas que neste caso se pode considerar mais como uma maldição, pois infelizmente Rogue não é capaz de o controlar o que a torna incapaz de contacto humano.
E como nenhum poder que ela possa absorver superar o contacto com outra pessoa, o seu poder é dos piores desta lista.
Uma pequena curiosidade é que a Rogue tem uma grande química sexual com o Magneto e no Universo Paralelo "Age of Apocalypse" onde Magneto é um dos bons e o líder dos X-men, eles têm um filho. Isto é possível graças a um campo electromagnético que Magnus usa para proteger o seu corpo e poder tocar em Rogue.
Criada por Chris Claremont e Michael Golden em 1981.




8 – Sauron


Karl Lykos tem a capacidade de se transformar em Pterodáctilo aumentando a sua força e velocidade, sendo capaz de voar, de hipnotizar, de expelir fogo da boca (mais recente), de sentir outros mutantes e de obviamente absorver os seus poderes e energias através do toque.
Sauron é uma personagem bastante divertida e maquiavélica. A razão de estar apenas em oitavo lugar é que necessita de tocar nas pessoas para absorver os seus poderes e esta absorção é apenas temporária. Apesar de Karl possuir o poder da absorção na sua forma humana a verdade é que muitas vezes isto acciona a sua transformação em Pterodáctilo, que em BD é muito divertida mas na vida real não é muito boa para engatar.
Criado por Roy Thomas e Neal Adams, apareceu pela primeira vez como Karl Lykos no volume 1 de "X-Men #59" e como Sauron em "X-Men #60".



7 – Gideon


Gideon é um mutante com a capacidade de absorver qualquer talento ou super poder possuído por pessoas ou seres mecânicos.
Infelizmente para poder usar os poderes ou talentos dos outros Gideon tem de se encontrar perto dos mesmos.
A grande novidade deste personagem em relação aos outros é o facto de possuir a capacidade de imitar poderes de seres mecânicos, sem dúvida um aspecto muito interessante.
Além destes poderes Gideon é um External e por isso tem um certo grau de imortalidade, sendo apenas morto por decapitação, pelo vírus legacy ou por absorção das energias vitais.
Foi criado por Rob Liefeld, Fabian Nicieza e Mark Pacella e apareceu pela primeira vez no volume 1 dos "New Mutants #98"





6 – Copycat


Vanessa Geraldine Carlysle há semelhança de Mystique é capaz de se transformar em qualquer pessoa. A sua habilidade de "Shape-shifting" é tão poderosa e rigorosa que consegue duplicar qualquer pessoa até ao nível celular sendo capaz de replicar os seus poderes (caso os tenham), talentos e impressões mentais. Até os telepatas têm dificuldades em a distinguir.
O seu poder é muito bom, mas para replicar algo mais do que apenas a forma física, Copycat necessita tocar nas pessoas e isso é sempre um ponto fraco.
Foi criada por Fabian Nicieza e Rob Liefeld em 1991.




5 - Halloween Jack


Jordan Boone pertence ao Universo 2099 da Marvel.
Cientista respeitado envolveu-se num projecto que pretendia criar novas versões dos deuses nórdicos. Este projecto concedia poderes a humanos que graças a um chip implantado nas suas mentes os fazia acreditar que eram verdadeiramente deuses. Jordan conseguiu safar-se do chip e ganhou os poderes de Loki o deus trapaceiro.
Há semelhança de Copycat, Halloween Jack é também um exímio "Shape-Shifter" capaz de se transformar em tudo o que ele compreenda, desde pessoas a animais. Além disto é também capaz de absorver as memórias e poderes de todos os que toca, através da absorção do material genético pela sua pele.
Em comparação com Copycat, Jack tem uma vantagem e uma desvantagem. A vantagem é que ele é capaz de usar os poderes de todos os que absorveu no passado, a desvantagem é que como absorveu muitas memórias tornou-se louco.
O facto de ser louco é de facto um aspecto que o deveria colocar mais abaixo da lista, mas ninguém o obrigou a absorver tantos poderes.
Racionalmente os poderes de Jack são mais poderosos que os de copycat e gideon, mas a loucura é um preço muito grande a pagar por ele e o facto de ele estar em 5º é também uma prova da minha pequena loucura interior.
Apenas encontrei que este personagem foi criado pela "Marvel Comics", e a sua primeira aparição foi no número 11 do "Spider-Man 2099".



4 – Mimic


Existiram dois Mimics, um que possuía os poderes dos X-men originais (Cyclops, Jean, Beast, Angel e iceman) e Calvin Rankin da Terra-12 (de um Universo paralelo), é deste último que falo.
Calvin tem a capacidade de absorver os poderes de qualquer mutante, mas apenas pode absorver cinco ao mesmo tempo, no entanto, quando lhe convém pode trocar um dos seus poderes por outro que queira absorver.
Um ponto fraco do seu poder é que os poderes absorvidos por Mimic apenas têm 50% da energia dos originais.
Não é tão poderoso como Halloween Jack, mas não é louco e é capaz de ter cinco poderes sempre com ele podendo trocá-los quando se encontra perto de outros que também possuem poderes.
Os 50% são chatos, mas sempre pode usar cinco poderes ao mesmo tempo e combiná-los entre si.
Calvin Rankin foi criado por Judd Winick e Mike McKone e a sua primeira aparição foi no comic "Exiles "1".



3 - Peter Petrelli


Quando Peter aprender a controlar os seus poderes vai ser praticamente imparável. Tem a capacidade de absorver os poderes de outros apenas estando perto dos mesmos e aparentemente o seu poder de absorção não tem limites, pois até agora tem absorvido o poder de todos aqueles com quem esteve.
O seu corpo armazena os poderes por isso ao contrários de alguns membros desta lista a absorção é permanente.
Só encontro um aspecto negativo em Peter, uma vez que ele ainda não é capaz de controlar este dom, se absorver um poder demasiado perigoso, ainda pode rebentar, como aconteceu na série com o poder da radiação.
Criado por Tim Kring na série "Heroes" estreada em 2006.




2 - Black Alice


Black Alice que veste um uniforme semelhante ao de Black Adam é uma jovem gótica com poderes místicos que é capaz de absorver poderes mágicos. Para isso apenas tem de ser capaz de os ver, caso contrário, absorve os poderes mágicos de qualquer um.
É capaz de absorver mais do que um poder ao mesmo tempo, mas não se sabe qual o limite.
O poder é temporário mas considero-o muito bom porque ela tem a capacidade de absorver a magia de qualquer um, incluíndo seres tão poderosos como o Spectre e imaginem o que se poderia fazer com os poderes de um ser tão poderoso, seria formidável.
Foi criada por Gail Simone, Joe Prado e Ed Benes em 2005.




1 – Amazo


Criado por Gardner Fox em 1960, Amazo é capaz de absorver os poderes dos outros através das suas células quando se encontra próximo dos mesmos.
No passado apenas utilizava um poder de cada vez e tinha algumas limitações. Actualmente não é o caso, tendo a capacidade de absorver permanentemente os poderes de todos aqueles que encontrou.
É basicamente um Peter Petrelli mais seguro e capaz.
Aparentemente não é necessário que o poder seja genético para ele o absorver uma vez que é capaz de usar os poderes do Lanterna Verde.
Amazo está à frente de todos porque não precisa tocar em ninguém para utilizar a absorção, porque tem os poderes permanentemente e porque rapidamente os aprende a utilizar.


Nota: Algumas informações como por exemplo as datas foram retirados do site da wikipédia.

18º FIBDA


Não podia deixar de mencionar que a décima oitava edição do festival de BD mais conceituado do país está mesmo à porta.
Falo do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora que vai ter início dia 19 de Outubro e dura até 4 de Novembro.
Em princípio eu lá estarei e vou tentar ir já este sábado.
Cliquem na imagem para aceder ao site oficial.

I´m Not There - Trailer

Deixo aqui mais um trailer, porque este é também um dos filmes mais aguardados por mim.
Realizado por Todd Haynes, que nos trouxe no passado o explosivo "Velvet Goldmine", "I´m not There" mostra-nos várias visões diferentes da vida da lenda Bob Dylan. Cada visão é interpretada por um actor diferente. Desde Christian Bale, a Heath Ledger, Cate Blanchett, Richard Gere, Marcus Carl Franklin e Ben Whishaw, todos interepretarão uma faceta do músico.
Cliquem na imagem para ver.

sexta-feira, outubro 12, 2007

Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street -Trailer

Tim Burton e Johnny Depp juntos novamente em um dos filmes mais esperados do ano (por mim pelo menos).
Cliquem na imagem para ver o trailer.

quarta-feira, outubro 10, 2007

DC VS Marvel



VS




Felizmente o meu Computador regressou a casa e por isso o Blog pode regressar à vida normal. E nada melhor do que regressar com algo novo, o espaço VERSUS onde sobre vários temas vou tentar ter um mini debate, onde peço a todos os que me lêem, para postar a vossa opinião.

Hoje a pergunta é simples, das duas editoras de comics que mais vendem no mundo, qual é a vossa preferida?
A DC comics actualmente possui várias editoras como a Vertigo e a Wildstorm.
A Vertigo foi apenas criada para englobar as BDs mais adultas da DC, livros como "Sandman" e V for Vendetta". Estranhamente Watchmen ainda mantém o símbolo da DC e não da Vertigo, sei que existiram problemas legais entre Alan Moore e a editora no que toca a este livro em particular, mas desconheço as causas desses problemas.
Já a Wildstorm é um caso completamente diferente uma vez que antes de ser comprada pela DC, os seus livros já existiam e por isso peço que não contem com esta editora quando decidirem qual a vossa preferida.
Se contarmos com a Vertigo a escolha para mim é fácil, ganha a DC. MAs vamos analisar rápidamente e exclusivamente a BD de super heróis destas duas companhias.
De uma forma geral a Marvel sempre foi mais adulta no que toca a BD de super heróis e sempre teve um maior respeito pela continuidade das estórias, onde a DC apresentava personagens e estórias altamente infantis, e tinha uma continuidade muito confusa. Actualmente a DC tem melhorado neste campo, terminando com algumas invenções patetas como a fraqueza do Green Lantern à cor amarela entre outras coisas.
No entanto existe um personagem da DC que a Marvel nunca conseguiu destronar neste tipo de BD, falo obviamente de Batman. Não existe nada que a Marvel alguma vez tenha feito que supere o leque de estórias fabulosas que existem sobre o Homem Morcego.
Agora deixo a palavra a quem quiser partilhar, qual a vossa preferida? A editora de Batman e Watchmen ou a editora de Spider-Man e dos X-men?

segunda-feira, outubro 01, 2007

Os Melhores Sketches dos Monthy Python


"Always look on the Bright side of life"

Para quem adora os Monthy Python, tem entre 18 e 20 euros e mora ao pé de Lisboa este é um espetáculo absolutamente imperdível.
Se poderia existir algum temor em assistir aos famosos sketches dos Monthy Pythons sem estes serem efectuados por John Cleese e companhia ou por serem adaptados para Português, não se preocupem porque esse medo desaparece nos primeiros minutos.
O quinteto Potuguês prova-se à altura e o humor funciona perfeitamente. Para ser sincero conheci Python´s com os filmes e assisti a poucos sketches, mas garanto que as prestações de Miguel Guilherme, João Pedro Gomes, António feio, Bruno Nogueira e Jorge Mourato vão agradar a todos, incluíndo conhecedores ou não deste grupo maravilha que foram, são e serão sempre os Monthy Python.
Da velha guarda temos Miguel Guilherme, José Pedro Gomes e António Feio que dispensam qualquer tipo de apresentações.
Já não via Miguel Guilherme a trabalhar em humor à algum tempo e mais uma vez ele volta a provar que não é só um excelente actor mas também um grande comediante.
José Pedro Gomes e António Feio uma das grandes duplas do amor, como sempre a cumprirem os seus papéis. No entanto António Feio acaba por ser o actor que mais passa despercebido nesta peça, pois fiquei com a impressão que é o que participa em menos sketches.
Bruno Nogueira confirma-se como um dos grandes novos talentos do humor em Portugal, com interpretações hilariantes como a do sketche do Azul Noruêgues.

Para terminar temos Jorge Mourato, que foi para mim a maior surpresa da noite. Surpresa porque de todos era o que menos conhecia, ou melhor, aquele que não conhecia, pois as séries em que partecipou, "Residencial Tejo" e "Não há Pai" são aquele tipo de séries que quando as apanho na TV sinto um tremor a percorrer-me a mão e mudod e canal. Depois de assitir a esta peça posso comprovar que Jorge Mourato tem talento e é muito engraçado, roubando por vezes o protagonismo como no Sketche dos juízes.

A adaptação dos guiões foi feita por Nuno Markl, também ele outro humorista cuja paixão pelo trabalho dos Python´s não só é muito conhecida como notada neste trabalho, os meus Parabéns a todos.

Uma peça a ver que após terminar de ser exibida em Lisboa, espero que vá percorrer o País, pois vale a pena.