quinta-feira, novembro 03, 2011

Johnny Depp & Heath Ledger

Apeteceu-me revisitar este post de 2007 acrescentando mais qualquer coisa.



Estes senhores já foram dois dos maiores sedutores da história...


Don Juan DeMarco (de Jeremy Leven)




Casanova (de Lasse Hallström)





Já foram poetas, embriagados nos seus vícios e paixões...


The Libertine (de Laurence Dunmore)





Candy (de Neil Armfield)





Já interpretaram uma lenda musical na grande tela...


Cry-Baby ( de John Waters)





I´m Not There (de Todd Haynes)





Já foram uma espécie de Cowboys...


Dead Man (de Jim Jarmusch)





Brokeback Mountain (de Ang Lee)





Até já trabalharam ao serviço da lei...


Donnie Brasco (de Mike Newell)




Monster´s Ball (de Marc Forster)





Ou até mesmo contra forças sobrenaturais...

Sleepy Hollow (de Tim Burton)



The Brothers Grimm (de Terry Gilliam)






Em 2008 foram os assassinos mais esperados no cinema...


Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street (de Tim Burton)




The Dark Knight (de Christopher Nolan)






...No fim, foram a mesma personagem.


The Imaginarium of Dr. Parnassus (de Terry Gilliam)




The Imaginarium of Dr. Parnassus (de Terry Gilliam)





Nota: Ambos também já interpretaram padres católicos. Ledger em The Order e Depp (muito brevemente) em Once Upon a Time in Mexico. Mas não encontrei a imagem de Depp, é uma aparição mesmo muito curta.

quarta-feira, novembro 02, 2011

Os Novos 52

Um pouco tarde, mas aqui ficam as minhas primeiras impressões dos comics que ando a seguir dos "Novos 52 da DC".



JLA #1



Jim Lee regressa a lado do "Man of the hour" da DC, Geoff Johns.
Logo a início somos avisados que esta história decorre 3 anos antes da cronologia usada nos comics das respectivas personagens.
É um novo início para esta Liga e Johns quer contar a história com calma, saboreando cada momento e por isso mesmo não se optou por colocar todas as personagens da equipa neste primeiro número.
Aqui seguimos Batman a perseguir um E.T., enquanto ele próprio é perseguido pela polícia. Batman é portanto procurado pelas autoridades e considerado uma ameaça para Gotham City.
Durante a perseguição surge Hal Jordan aka Green Lantern, afinal se envolve criaturas alienígenas isto é um caso para a polícia universal. O momento em que estes dois heróis se conhecem é bastante engraçado, vemos por exemplo que o Lantern pensava que o Batman não passava de uma lenda urbana e a sua expressão quando descobre os "poderes" de Batman é excelente.
Tinha algum receio de ver como seria o Batman de Johns, pois o autor não é famoso pela escrita desta personagem. Mas até agora está tudo OK e para minha surpresa até o colocou a ridicularizar o Lantern (vamos pensar que Jordan é muito novato).
A personagem de Victor também é introduzida numa história em paralelo naquele que é o substituto do Martian Manhunter na formação original da Liga. Tenho pena, não conheço muito bem o Cyborg nunca segui Teen Titans, mas o Marciano é membro fundador da Liga e de todos é o único que falha neste novo início, não devia. O que me deixa mais tranquilo é que ele estará junto de uma equipa que tem tudo para brilhar, falo de Stormwatch. Mas esse vou adquirir em trade paperback e falarei mais tarde.
Este é uma boa opção para quem quiser ler BD da DC e não conhece muito bem este universo. Os que conhecem adiantam-se um bocadinho e ficam logo a saber quem é o vilão que está por detrás desta trama.
No número 2 vamos ter Superman VS Batman & Green Lantern. Mal posso esperar.





Detective Comics #1



Esta publicação é dedicada a Batman. Estamos perante um Batman em início de carreira. Harvey Dent ainda é um promotor público e duvido que já tenha existido algum Robin.
Para primeiro vilão temos o maior deles todos, The Joker.
O duelo entre Joker e Batman é interessante, mas é o final da história que me deixou mais intrigado. É um daqueles momentos what the fuck? Que realmente só podia ser executado pelo Joker, não imagino mais nenhum vilão a ser capaz de tal coisa.
Não faço ideia como isto vai terminar, mas para já promete.
O argumento e desenho estão a cargo de Tony S. Daniel.




Action Comics #1



Se a de cima é dedicada a Batman esta só podia ser ao Superman. E juntamente com essa foi das minhas leituras preferidas desta nova vaga.
Aqui também Superman é jovem nestas andanças. Já está em Metropolis a trabalhar num jornal rival ao Daily Planet e é portanto concorrente de Lois Lane. Os seus poderes ainda não estão totalmente desenvolvidos, é um super mais fraco, menos resistente e que ainda não tem a capacidade de voar. Uma abordagem que gostei bastante.
O escritor, e a razão porque decidi comprar, Grant Morrison, opta por trazer-nos um Super diferente ao que estávamos habituados. Kal-El é mais arrogante é certo mas a sua atitude rebelde de esquerda a lutar contra o sistema, preocupado sempre com os mais desfavorecidos é executada com muito estilo. Não me parece que este Super seja manipulável politicamente como era o escrito por Frank Miller.
Diz quem conhece melhor que este Super tem muito do mais antigo.
De salientar também a introdução de Lex Luthor. Frio, calculista, manipulador e sem escrúpulos, que tem neste número a função de prender o alienígena que anda a saltar pelos prédios de Metrópolis. Luthor é implacável, Kal-El mal sabe o que o espera.
O desenho é de Rags Morales.





Batman #1



Scott Snyder e Greg Capulo trazem-nos o primeiríssimo número de Batman. E aqui se começa a notar que este "novo" universo da DC alterou muito pouca coisa em relação ao antigo, provando-se desnecessário. Os Robin's são os mesmos e o actual é precisamente Damian o filho de Batman que era já o actual no universo antigo. No fundo disseram-nos que estamos perante um novo começo, mas as ligações ao passado são idênticas salvo excepções pontuais como a personalidade de algumas personagens ou o facto de Barbara Gordon ter recuperado a mobilidade nas pernas.
O livro começa com Batman a invadir o Asilo Arkham lutando contra vários vilões (aqui já temos Two Face) aliado a Joker?????
Depois do momento Batman o livro segue num momento Bruce Wayne onde assistimos a um belo discurso sobre a sua cidade de eleição. O auge tal como em Detective Comics é o final que nos revela um suspeito inesperado na investigação de Batman. Claro que não é ele o culpado, mas ainda assim aguçou o apetite para descobrir aonde isto vai dar.






Superman #1



Este juntamente com a Liga não estava nos planos de compras. Os comics saem muito caros.
Porém acabei por decidir arriscar até para ver se os acontecimentos em Action Comics se poderão notar neste.
Novamente sentimos uma desilusão em termos de "novo universo DC". Tiraram-lhe as cuecas por cima do fato e modernizaram o espaço e personagens. As pessoas usam o twitter, o jornal impresso sofre problemas com a evolução do digital, enfim situações que facilmente seriam introduzidas no universo tradicional, afinal de contas presidentes são eleitos, monumentos construídos, mas os super-heróis mantêm-se, intocáveis pelo tempo.
Seguimos a aquisição do Daily Planet por um novo empresário e um estranho inimigo que acabará a defrontar o grande azulão. De todos foi o que menos apreciei.
George Perez escreve e Jesus Merino desenha.

segunda-feira, outubro 31, 2011

Porque é que Lucas mexe tanto nos Star Wars?



O Imperador a falar com George Lucas sobre o que ele devia fazer a todos os filmes da saga Star Wars.

PS: o que dói mais é que provavelmente não vou conseguir resistir em ir vê-los em 3-D. Damn you dark side of the force!!!

quinta-feira, outubro 27, 2011

Uma injecção de Woody Allen

Este fim-de-semana passado foi dedicado a Woody Allen. Um realizador com uma filmografia tão extensa como invejável.




Bananas



Até agora ainda só tinha visto um filme da fase "pré-Annie Hall" de Woody Allen, o Every Thing You Always Wanted to Know About Sex * But Were Afraid to Ask que se trata de um conjunto de divertidíssimas curtas.
Já tinha visto algumas cenas de determinados filmes também e adorado este tipo de humor que Allen praticava.
Bananas foi portanto um sucesso. O filme é hilariante do início ao fim.
Fielding Mellish (Woodie Allen) envolve-se amorosamente com uma fogosa activista. Quando o seu relacionamento termina, Fielding decide partir para a América do Sul até um país em opressão cujo grupo de rebeldes era apoiado pela sua ex-namorada (apoiado ideologicamente).
Fielding acaba por se encontrar envolvido numa disputa governamental entre a força ditatorial governante e a força libertadora rebelde que provam não ser tão diferentes assim. Um filme onde o humor é capaz de atingir níveis de parvoíce lendários (e digo isto como elogio) mas não descurando a crítica.
De salientar ainda que este é um dos primeiros filmes em que participa Stallone, futuro herói de acção, que aparece numa curta mas memorável cena.
Se rir é o mote então este é o filme a escolher.






Crimes and Misdemeanors




Costumo referir que considero Match Point o melhor filme de Woody Allen "pós-2000". Profiro tal afirmação por algumas razões. Nomeadamente porque, na minha opinião, é simplesmente o melhor filme de todo esse leque e porque é também o mais diferente da sua filmografia. O tom é mais negro que o habitual, o jazz é substituído pela clássica e não temos nenhuma personagem a encarnar Woody Allen, seja interpretado pelo próprio ou por outro.
Logo a seguir (depois do Scoop) veio Cassandra's Dream que se toca com Match Point em alguns pontos, principalmente no tom negro. Este não foi tão amado e concordando que não é melhor que o outro é bem capaz de ser o meu segundo favorito dele (de 2000 para a frente volto a lembrar). Ah e reforçou a minha ideia que o Colin Farrel é bom actor.

Isto tudo para dizer que desconhecia que Allen já tinha enveredado no passado por tais caminhos tão obscuros. Crimes And Misdemeanors já o tinha feito uns bons anos antes e com muita qualidade também.
Crimes and Misdeameanors divide-se em duas histórias. Numa temos Judah Rosenthal (Martin Landau) um famoso oftalmologista que começa a ter problemas com a sua obcecada amante e terá de decidir entre quebrar os seus ideais ou quebrar o seu casamento.
Do outro lado temos Cliff Stern (Woody Allen) um realizador de documentários que se vê obrigado a ter de realizar um sobre o seu pedante cunhado (Alan Alda).
No fundo temos aqui dois filmes completamente distintos que se tocam no final numa breve conversa entre a personagem de Landau e de Allen. De salientar que Martin Landau é um actor excepcional e aqui volta a brindar-nos com mais uma excelente interpretação.

Na primeira história temos então o "Match Point". Judah após ter consentido no assassinato da sua amante para preservar a sua vida, começa a ser assombrado pela sua educação judaica. Sente que lhe é impossível retomar a sua vida, pois nenhum ser humano tem o direito de tirar a vida a outro. Como pode alguém recuperar de um acto tão cruel? Tudo isto acaba por culminar numa fantástica resolução do seu espírito humano, onde o tempo assume uma importância fulcral.
A segunda história é uma típica aventura de Woody Allen, onde este deambula entre um casamente falhado e uma paixão intelectualmente estimulante. Tudo isto enquanto ridiculariza o seu cunhado pelo caminho e vai discutindo os problemas da sua vida com aquela que melhor o compreende... a sobrinha.






Whatever Works



A minha maior vontade em ver este filme prendia-se com a curiosidade de ver Larry David trabalhar com Woody Allen. Afinal David é uma lenda televisiva graças ao seu trabalho em Seinfeld, uma das maiores séries de comédia de sempre.
A sua personagem, Boris Yellnikoff, é um reformado professor de física e ávido defensor da teoria das cordas que após um divórcio e tentativa falhada de suicídio se encontra a viver sozinho.
Sozinho mas sempre na companhia da sua arrogância, fobia de doenças e desilusão pelo mundo. Boris diz logo ao início que não é alguém com quem vamos simpatizar, tal como Alvy Singer o fez em Annie Hall, Boris também quebra a barreira que divide espectador e filme. Boris é portanto uma pessoa com uma visão muito pessimista da vida e dos outros, mas sempre com um toque de humor nas suas tiradas certeiras e por vezes letais.
No entanto a sua vida está prestes a sofrer uma severa mudança quando decide dar abrigo a Melodie St. Ann Celestine uma rapariga do Mississipi cuja cultura entra em choque com a de Boris. Com o tempo e a influência de Boris ela acaba por se apaixonar por esta figura que assumiu um papel de mentor na sua vida. E é aí que depois chega a sua família em peso e as coisas ainda se tornam mais divertidas.
Um dos aspectos mais engraçados do filme é ver como a vida em Nova Iorque afecta esta família oriunda do Mississipi que foi educada de uma forma muito religiosa e conservadora.
Claro que o melhor está mesmo em Boris. Vê-lo interagir com os outros é sempre um momento a reter, inlusivé crianças., ninguém escapa aos seus rotativos psicológicos.





Midnight In Paris




Já que estou a escrever um post intensivo deste realizador vou aproveitar para falar do seu mais recente, também visto há pouco tempo.
Eu gostei bastante deste novo filme, que de uma forma leve e descontraída nos faz visitar Paris numa época (duas até) em que a arte fervilhava por todos os poros da cidade, conseguindo juntar nomes como F. Scott Fitzgerald, Pablo Picasso, Ernest Hemingway, Cole Porter, Salvador Dali, Luis Buñuel, T.S. Elliot, entre outros.
Gosto do Owen Wilson, ele é sempre uma mais valia nos filmes do Wes Anderson e gosto dele em Midnight in Paris a fazer de Woody Allen. Sim ele não é o Woody Allen, esse só há um, mas também não tinha de o ser.
É verdade que o filme segue um caminho relativamente óbvio em certos aspectos, a sua relação amorosa por exemplo, mas nunca nada disto me fez sentir que o filme perde por isso, até porque óbvio ou não é um caminho que faz sentido percorrer.
A personagem "pedante" volta a marcar presença, Allen deve adorá-los. Em Crimes And Misdemenors era Alan Alda, aqui é Michael Sheen. Uma daqueles personagens que nos faz questionar como podem ser tão populares entre o meio feminino.
Outra personagem que é preciso salientar é Paris. Uma cidade tão bela como esta dificilmente fica mal como pano de fundo seja em que situação for.
Já agora com um poster tão bonito é curioso que Van Gogh não surja a dada altura no filme, ao lado de Toulouse Lautrec. Era a oportunidade perfeita.

quarta-feira, outubro 26, 2011

Johnny Depp em Dead Man



Ao rever Deadman a ideia de que este pode muito bem ser o meu filme predilecto com Johnny Depp voltou a pairar no ar.

Não sou particular fã de eleger um número um seja no que for e Depp tem Edward Scissorhands, Ed Wood e Fear and Loathing in Las Vegas no seu currículo, clássicos.
É um daqueles actores que costuma agradar tanto à crítica como ao grande público.

Acabaria por ficar muito associado a personagens estranhas, bizarras ou "esquizofrénicas".
Talento muito explorado por Tim Burton no início da sua carreira e que o continua a ser até hoje. Além dos títulos já mencionados não se pode deixar de lado o seu Jack Sparrow, por todo o trabalho de construção desta mítica personagem.

No entanto o actor tem outros registos, tal como em Deadman. Um registo muito calmo e pausado, uma interpretação que até poderá passar despercebida devido à passividade da personagem e da qual gosto particularmente.
A sua personagem, William Blake (numa óbvia alusão ao poeta), citando o realizador Jim Jarmush: “é como uma folha de papel em branco, em que todos escrevem alguma coisa”.

Deadman, um “western à Jarmush”, é uma viagem. A viagem entre a vida e a morte. Entre um lado do rio e outro. Filmado a preto e branco e com uma banda sonora capaz de se agarrar ao filme e não mais o largar. Ver Deadman sem as composições de Neil Young é matar uma parte do mesmo.

Sim é definitivamente uma das melhores coisas que Depp tem na sua carreira. Uma verdadeira pérola.

quinta-feira, outubro 20, 2011

terça-feira, outubro 18, 2011

Filmes no fim-de-semana

Shivers



Já andava há imenso tempo para ver isto. Passou a ser o filme mais antigo do realizador que vi e ADOREI. O estilo de Cronemberg por qual é mais conhecido está bem presente no filme. É sem dúvida alguma um filme obrigatório e foi em apenas 15 dias.
Os ingredientes para um excelente filme de terror estão todos lá. E a partir daqui o texto tem SPOILERS.

Temos um complexo de prédios situado numa ilha. Este tipo de enclausuramento contribui para o sentimento claustrofóbico que tão bem funciona no terror. É verdade que não estão na Antárctida como em The Thing ou no espaço como em Alien, mas este mal espalha-se como um vírus e rápido.
Este mal é precisamente um parasita testado para libertar a líbido do Homem, ou seja, em vez de termos um grupo de pessoas contaminadas a tentarem matar-se umas às outras o que temos é algo verdadeiramente diferente, ou seja, um grupo de pessoas a tentarem transformar todos hóspedes deste prédio nos mais recentes membros das aventuras praticadas em Eyes Wide Shut, mas sem o glamour das máscaras de Veneza.




Män som hatar kvinnor (Men Who Hate Women)



Com o remake de David Fincher a aproximar-se tinha de ver o quanto antes o original sueco.
O filme começa por contar duas histórias diferentes (até se unirem numa a meio) a nível não só de narrativa como de género também. De um lado temos o jornalista Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist)que é contratado por Henrik Vanger (Sven-Bertil Taube) para descobrir o assassino da sua sobrinha favorita Harriet. Vanger tem vivido a sua vida obcecado com esta história que já ocorreu há 40 anos.
Do outro lado temos Lisbeth Salander (Noomi Rapace) uma hacker/investigadora que teve certos problemas de agressividade no passado e por isso é obrigada legalmente a ter um tutor, o qual está responsável pela gestão do seu dinheiro. Após o seu tutor ter falecido o tribunal remete-a para outro que tem vários planos em mente sobre a forma como Lisbeth deve merecer o seu próprio dinheiro.
As histórias estão ligadas, porque Lisbeth foi contratada no passado para investigar o jornalista e motivada por um qualquer sentimento mantém-se a par da vida dele invadindo-lhe constantemente o computador pessoal.
Tentei fugir a toda a informação referente ao filme, mas alguma sempre escapa. Curiosamente a que escapou fez-me imaginar um filme mais na linha da história inicial de Lisbeth. Uma mulher com um passado obscuro que se vê envolvida com uma pessoa vil e asquerosa, contada de uma forma cru e violenta.
E apesar de isto estar presente, e bem presente, Män som hatar kvinnor é na sua génese um filme de mistério, onde Lisbeth e Mikael são uma espécie de Sherlock Holmes e Dr. Watson e disto não estava nada à espera.
Gostei bastante do filme, e vejo que Fincher vai mexer em território que lhe é familiar, por isso após um Seven e um Zodiac espero um grande filme dele apesar de muito possivelmente desnecessário. Este é de 2009.
Noomi Rapace pelas razões óbvias é a estrela do filme, ela encaixa-se muito bem no papel de Lisbeth marcando-a como mais uma grande personagem no cinema.
O filme é a adaptação do primeiro livro da trilogia Milénio de Stieg Larsson.
Já existem três filmes e uma série sobre as aventuras desta dupla.

sábado, outubro 15, 2011

The Advocate For Fagdom



Às 22 horas estava a entrar na Sala Manoel de Oliveira no São Jorge para assistir ao documentário “The Advocate for Fagdom”. Momentos antes descubro que este será precedido por um videoclip realizado por Bruce LaBruce. Uma escolha nada inocente pois é sobre ele que o documentário se debruça. Faz todo o sentido portanto. O artista é Gio Black Peter e a canção, Revolving Door (New Fuck New York). Não estava mesmo nada a contar ver um vídeo musical pornográfico as 22h, principalmente um em que um homem a personificar um porco efectua sexo oral em outro que personifica o Papa Bento XVI. Não estava a contar porque não conhecia Bruce LaBruce, não fazia a mais pálida ideia de quem é este senhor. Se o videoclip tivesse passado depois do documentário podia ter sentido muita coisa, mas surpresa já não seria certamente.

Bruce LaBruce será para a maioria de nós, para mim era de certeza, um completo estranho, um total desconhecido. No entanto trata-se de um dos artistas mais transgressores do movimento Queer e apelidado por muitos como o líder do movimento Queercore.



Certos realizadores que se debruçam por temáticas Queer como Gus Van Sant, que participa neste documentário, atingiram hoje em dia um reconhecimento enorme e dispensam qualquer tipo de apresentações. LaBruce que começou a sua carreira cinematográfica mais ou menos na mesma altura, jamais em tempo algum conquistará o mesmo tipo de consideração e mediatismo. Dois realizadores conterrâneos e amigos, dois caminhos totalmente distintos.

É certo que Van Sant tem uma carreira que se pode dividir em duas ramificações. De um lado um cinema mais experimentalista e do outro mais mainstream. Filmes como o “Bom Rebelde” foram sem dúvida alguma cruciais no seu reconhecimento, mas é em filmes como “A Caminho de Idaho” que é mais amado pela crítica. Van Sant consegue assim ter o melhor de dois mundos.

LaBruce por seu lado sempre se manteve um realizador infractor e insubordinado. Para além das suas mensagens políticas e da violência nos seus filmes, o maior entrave numa maior projecção da sua carreira é, sem dúvida alguma, a constante utilização de sexo explícito. Por mais qualidade que tenham os seus filmes, por mais geniais que pudessem ser, a quantidade de sexo presente nos mesmos nunca os deixaria passar essa “barreira invisível” que existe no Cinema de Hollywood (e não só).



Ao se manter fiel a si próprio durante toda a carreira continua a ser obrigado a filmar com baixíssimos orçamentos porém é essa mesma veia transgressora que também não o deixa passar despercebido. Para os mais entendidos no universo Queer, LaBruce é considerado um marco, um ícone.

The “Advocate for Fagdom” é a oportunidade perfeita para conhecer os seus trabalhos, bem como o homem por detrás deles. Com convidados muito especiais como o já referenciado Gus Van Sant, Rick Castro, Bruce Benderson e o mítico John Waters, que numa temática diferente é também um dos realizadores mais transgressores da História do Cinema, “The Advocate for Fagdom” foi possivelmente um dos documentários mais interessantes que passaram no Queer Lisboa deste ano, cuja presença fazia todo o sentido num ano em que o tema de foco era, precisamente, a transgressão.

Publicado na Rua de Baixo por Gabriel Martins (Loot)

quinta-feira, outubro 13, 2011

Tom Morello & Scott Hepburn's Orchid Trailer


A editora Dark Horse traz-nos Orchid, escrita por Tom Morello, esse mesmo o guitarrista dos Rage Against The Machine, e desenhada por Scott Hepburn, esse mesmo o que desenhou Star Wars para esta editora.
O 1º comic saiu hoje e todos serão acompanhados por uma nova canção de Morello.

quarta-feira, outubro 12, 2011

Tony Stark VS Steve Rogers

Baseando-me no trailer do post anterior, acho que o Iron Man devia perguntar ao Captain America o que ele é sem as drogas? Nomeadamente um tal soro de super soldado.

terça-feira, outubro 11, 2011

The Avengers - Trailer



Notas:

- Mas que fato é aquele do Capitão América? No filme estava bem melhor.

- Nine Inch Nails na banda sonora é uma win/win situation sempre.

- Iron Man continua a ser o maior. Aquela boca ao Cap é o melhor do trailer. Sim Rogers pia baixinho tu nem és assim tão forte pá.

- Gosto do Loki, já tinha gostado no filme do Thor.

segunda-feira, outubro 10, 2011

Dead Man


‎- You're William Blake?
- Yes I am. Do you Know My Poetry?


Este mês na cinemateca, quarta 19 às 19h.
A não perder.

sexta-feira, outubro 07, 2011

As Extraordinárias Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy II - Apocalipse


O muito aguardado regresso das aventuras da equipa mais estrambólica de Portugal chegou finalmente. A espera terminou.

Filipe Melo e Juan Cavia voltam a juntar forças para uma nova ameaça que promete ser a mais devastadora que alguma vez enfrentaram ou não fosse o título desta sequela...APOCALIPSE.

O livro será lançado no festival da Amadora e contará com a presença dos dois autores e do colorista Santiago Villa.

Deixo-vos o comunicado de imprensa (Retirado do blog Leituras de BD):

"Um lobisomem de meia-idade, um distribuidor de pizzas, um demónio de seis mil anos e a cabeça de uma gárgula estão de regresso para salvar o mundo. Este improvável quarteto terá de enfrentar a maior das catástrofes – o Apocalipse, tal como descrito no Livro das Revelações. Pragas de insectos, criaturas gigantes e duzentos mil demónios invadem a Terra, arrastando os nossos heróis para uma aventura de proporções bíblicas! O destino do mundo vai ser decidido em Lisboa… outra vez! Escrita por Filipe Melo (I’ll See You in My Dreams e Um Mundo Catita) e desenhada por Juan Cavia (director de arte e cenógrafo argentino premiado com um Óscar da Academia), finalmente chega a muito aguardada sequela do best-seller de banda desenhada lançado em 2010, vencedor do prémio de Melhor Argumento do Festival de BD da Amadora."


Aproveito para relembrar a entrevista que fiz a Filipe Melo em relação ao 1º volume.

quinta-feira, outubro 06, 2011

Passatempo - Tour do Trono de Ferro


Para quem conhece "Game Of Thrones" o famoso trono de ferro forjado com várias espadas por Aegon Targaryen é algo que dispensa apresentações.

Se for o vosso caso, este comunicado do canal Syfy é direccionado a vós:

"No próximo dia 17 de Outubro estreará em Portugal, no Canal Syfy, a consagrada série “A Guerra dos Tronos”, inspirada na saga de best-sellers com o mesmo nome, de George R.Martin.


No seguimento dessa estreia, momento tão esperado por todos (nomeadamente todos os que pertencem à equipa do Canal Syfy), teremos várias acções de comunicação, nomeadamente uma acção em parceria com a Meo e com a Fnac, intitulada “Tour do Trono de Ferro”. Essa acção é composta por várias etapas, nomeadamente:


- as pessoas dirigem-se a uma das “FNAC”s que participarão nesta acção (FNAC Colombo/ FNAC Almada/ FNAC Norte shopping/ FNAC Gaia Shopping) e tiram uma foto no Trono de Ferro.


- com essa foto (deverão estar caracterizados) poderão participar num passatempo da FNAC, sendo que se habilitam a vários prémios, entre os quais uma viagem à Irlanda para duas pessoas + título nobiliário, uma réplica da espada de ferro de Eddard Stark, uma réplica da espada de Jon Snow."




Promo

Para aqueles que decidirem participar, lembrem-se cuidado com as pontas, o trono de ferro não é suposto ser confortável.

Mahou - Na Origem da Magia


Mahou - Na Origem da Magia, trata-se de um dos mais recentes livros editados pela ASA, com argumento de Ana Vidazinha e desenhos de Hugo Teixeira.

O livro estará à venda a partir de 12 de Outubro.

Deixo o comunicado da ASA, retirado do blog Leituras de BD:

"Depois de ter consultado um livro numa biblioteca, Bia vê-se transportada para o planeta Mahou, descobrindo aí as suas raízes familiares. Em Mahou existia Magia: a Magia Comum e a Alta Magia, até que se deu o Grande Cisma e se expandiu a Tecnologia, iniciando-se uma guerra que durou anos… Mahou viu-se transformado sem respeito por nada! Mas Bia encerra em si um grande poder…"

sábado, outubro 01, 2011

bush e as Máquinas

Neste dia da música e porque estão de regresso, aproveito para relembras a relação dos bush com as máquinas. E que bela relação é.


Ver vídeo aqui.

quarta-feira, setembro 28, 2011

The Boys are Back In Town


Já sabia que esta 3º temporada ia ter o John Goodman. E sim Goodman é Grande.
Mas confesso que a maior alegria que tive ao ver o episódio foi mesmo a aparição daquele que foi uma das maiores personagens televisivas de sempre.

Abram as alas para OMAR (Michael K Williams).

terça-feira, setembro 27, 2011

Difficult Love

Segundo documentário da fotógrafa e activista Zanele Muholi, co-realizado por Peter Goldsmid.

Muholi tem desenvolvido um forte trabalho em relação à defesa dos direitos humanos na África do Sul, mais especificamente ao tratamento da homossexualidade nas mulheres. Trabalhou no FEW (Forum for the Empowerment of Women) uma organização de lésbicas negras e também como fotógrafa e jornalista na revista online Behind the Mask. Artisticamente também se tem focado neste tema, sendo mais conhecida pelos seus trabalhos de fotografia mas que se tem vindo a dedicar também à realização de documentários tais como este que foi apresentado na edição deste ano do Queer Lisboa.

Em “Difficult Love” a autora leva-nos numa viagem pela África do Sul que pretende espelhar a realidade actual das lésbicas sul-africanas. Através da sua família e amigos e do seu trabalho e dedicação o documentário revela-nos uma realidade preconceituosa, ainda muito atrasada no tempo e nas mentalidades.O que é realmente triste em relação a um documentário deste género é que este não tem qualquer tipo de surpresas. Por exemplo, basta mencionar que o filme aborda a vida de lésbicas sul-africanas e todas as imagens que se formam automaticamente na nossa mente vão ser negativas. Mesmo desconhecendo a realidade destas pessoas, temos a certeza que esta será tudo menos fácil. A sensação que fica ao assistir o filme é que já vimos isto acontecer em outro lado qualquer e isto é terrível. Terrível porque um preconceito que nunca devia ter existido ainda perdura e terrível porque aqueles que mais beneficiariam a assistir este documentário nem sequer estão presentes na sala.

Zanele Muholi continuará certamente a lutar pelo que acredita. Resta-nos a todos seguir-lhe o exemplo.


Publicado na Rua de Baixo por Gabriel Martins (Loot)

Hail Mary Mallon - Meter Feeder

segunda-feira, setembro 26, 2011

Mouse Guard

A aventura chegou finalmente cá a casa.

quarta-feira, setembro 21, 2011

Howl


Há 15 anos que o Queer Lisboa tem sido fundamental na divulgação de cinema gay e lésbico. O Cinema correspondente a esta temática e que é apelidado de cinema Queer, não é de fácil acesso para o grande público, estando na sua maioria afastado dos circuitos comerciais.

Na abertura deste 15º aniversário a responsabilidade de abrir as hostes coube a “Uivo”, título retirado do poema de Allen Ginsberg de 1955. E há semelhança do “uivo” que o poema de Ginsberg foi para a sua geração, a geração beat, podemos dizer que a escolha também soou como um “uivo” para todos os visitantes do festival. Um uivo que espelha o trabalho de 15 anos e que se mostra esperançoso em continuar a fazê-lo por muitos mais.

A narrativa do filme divide-se em três grandes partes que se vão alternando entre si. Sendo elas a declamação do poema “Uivo” pela voz de James Franco (na pele do poeta), ora para uma plateia, mas não uma plateia qualquer, a da sua vida; ora seguindo as suas palavras que atravessam o mundo em imagens de animação.

Outra das partes, baseada em gravações do poeta, tenta recriar, em jeito documental, uma entrevista. Por fim assistimos também ao célebre julgamento referente à publicação de “Uivo”. Onde o poeta Lawrence Ferlingh, editor do poema, foi preso e acusado de publicar material obsceno. Não deixa de ser irónico que a acção que mais contribui para a divulgação de uma determinada obra seja precisamente aquela que tem por motivo a sua condenação moral e por consequência extinção da face da Terra.


Jeffrey Friedman e Rob Epstein, são dois nomes mais conhecidos pelos seus trabalhos no cinema de documentário. Neste “Uivo” exploram juntos pela primeira vez, ainda que baseada em eventos reais, a realização de uma longa-metragem de ficção.

James Franco, continua a provar que é uma referência cada vez maior na sua geração e que não tem receios no tipo de desafios com que se depara. Na pele de Allen Ginsberg volta a ser um dos pontos mais altos do filme em que participa (a última vez tinha sido em 127 horas).

No leque de secundários há também nomes de referência e tanto nos actores (David Strathairn, Jon Hamm, Mary-Louise Parker, Jeff Daniels) como nas personagens (Jack Kerouac, Neal Cassady, Lawrence Ferlinghetti, Carl Solomon).


Como filme “Uivo” trata-se de uma peça bastante heterogénea, contendo tanto traços de documentário, como de animação e ficção. No entanto acaba por ser nas palavras que reside a sua maior força e não na cinematografia. São os vários “uivos” de Ginsberg que ecoam durante todo o filme que nos hipnotizam e comovem mais. Aqui as palavras prevalecem sobre a imagem, sempre.

Publicado na Rua de Baixo por Gabriel Martins (Loot)

domingo, setembro 11, 2011

sexta-feira, setembro 09, 2011

Tertúlia de Cinema


Após as férias o blog Tertúlia de Cinema está de regresso com uma ligeira modificação.
Desta vez uma pessoa será responsável por um mês. Para começar nada melhor do que espreitar o Expressionismo Alemão pela mão de Francisco Rocha do blog My One Thousand Movies.
Fica a sugestão.

segunda-feira, setembro 05, 2011

Photobucket

E ainda dizem que não tem super-poderes. Até depois de morto o seu charme prevalece no ar.

Hoje li o comic em que surge esta imagem. Mais um triunfo do Morcego (rói-te de inveja Superman).

Não sei se é o facto de ser misterioso, negro, inteligente ou simplesmente o carro, Chicks Love the Car (sim eu sei que vou para o inferno por ter citado o Batman Forever), mas a verdade é que Catwomam, Talia e Wonder Woman não é para qualquer menino.
Ainda para mais esta mulher já votou a sua expulsão da Liga da Justiça no passado.

Este comic é da Wonder Woman e pertence à saga Blackest Night que tem sido o meu maior vício agora.
Aproveito para dizer que se sente a falta do Morcego nesta saga que envolve todo o universo DC, mas nesta altura Bruce Wayne ainda está morto (Dick Grayson ocupa o seu lugar como Batman, como sempre foi suposto).
No entanto Geoff Johns, o arquitecto deste projecto, não se dá muito bem a escrever o morcego e por isso talvez tudo seja pelo melhor. Se estivessemos a falar de Grant Morrison as coisas seriam diferentes.

E claro agora que a DC revela que a Wonder Woman ama o Batman (e ele volta dos mortos) decidem começar o UNIVERSO DC DO ZERO NOVAMENTE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, setembro 01, 2011

The (New) Justice League


Neste regresso de férias e ao blog, nada como começar a falar do novo começo da DC Comics.

Em muito tem dado que falar esta medida da editora que vai iniciar uma nova continuidade no seu universo lançando, a partir de ontem, 52 comics (parece que agora já são 53) com todos a começarem no número 1.

Esta estratégia pretende, tal como a Marvel com o universo Ultimate, aliciar novos leitores. Qualquer pessoa pode pegar nalguns destes comics sem saber nada sobre eles. É, como disse acima, um novo começo. A DC já tinha tentado criar algo como a linha Ultimate com a linha All Star, mas que foi terminada.

Claro que para dificultar as coisas, pois a DC gosta é de confusão, há comics que vão manter a continuidade antiga, pelo que percebi. Isto é que vai ser uma amálgama de cronologias.

A DC tal como a Marvel sempre tiveram linhas cronológicas diferentes, mas separavam-nas em universos paralelos e reboots na DC de novidade também não têm nada. No entanto, segundo a DC este novo universo DC vai ser o oficial e não um Ultimate. No entanto o antigo mantém-se em funcionamento na linha Green Lantern por exemplo (depois do trabalhão de Geoff Johns seria herético começar do zero).

É garantido que os números 1 irão vender muito bem (há sempre a esperança de que valorizem), mas se as vendas vão realmente manter-se altas é algo que o tempo (e a qualidade das histórias) ditará.

Eu vou seguir Batman e Detective Comics por serem do homem morcego. Action Comics porque é escrito pelo Grant Morrison e o homem já fez um brilharete com o Super em All Star Superman.
Acabei por decidir dar uma oportunidade também ao Superman e há Justice League (escrita pelo Geoff Johns o homem do momento na DC).
A imagem da nova liga pode ser vista no início do post. Todos os fatos sofreram ligeiras mudanças sendo a maior, a perda das cuecas em Super e Batman (cujos fatos estão com um aspecto algo de armadura).

No fundo é a Liga original mas com o Cyborg em vez do Manhunter. Nunca prestei muita atenção aos Teen Titans por isso vou sentir a falta do Marciano, descrito como o coração da Liga por alguns.
Devo espreitá-lo em Stormwatch juntamente com o casal gay mais famoso da BD, Midnighter e Apollo. É bom saber que a DC não vai deixar as personagens da Wildstorm morrerem após a extinção da editora.

Algo a salientar é o "novo" protagonista do comic Green Lantern. Nada mais nada menos que...Sinestro. Claro que para quem andou a seguir o Lanterna isto não surgirá como uma surpresa, ainda assim é sempre um momento icónico.

segunda-feira, agosto 15, 2011

2º série dos Planos

O João Palhares, autor do blog Cine Resort, teve a amabilidade de me convidar a participar na sua rubrica dedicada a planos de cinema.

A minha escolha recaiu sobre um dos meus planos predilectos do filme The General e pode ser consultada aqui.

quarta-feira, agosto 03, 2011

segunda-feira, julho 25, 2011

Moneyball - Trailer



Este parece ser um ano em grande para Brad Pitt. Depois de nos brindar com um grande papel em "Tree of Life" parece vir a repetir o feito neste "moneyball" o segundo filme do realizador de "Capote", Bennett Miller.

quinta-feira, julho 21, 2011

Cabaret Monstra

"Cabaret Monstra" é uma curta BD da minha autoria e do FIL, que marca a minha segunda colaboração no projecto Zona, após a BD Despertar, que pode ser encontrada na Zona Negra II.

Esta história encontra-se na Zona MONSTRA que saiu em colaboração com o Festival de Cinema de Animação de Lisboa com o mesmo nome, na edição deste ano.

Aproveitando a publicidade feita no blog de Geraldes Lino, Divulgando Banda Desenhada, ao qual aproveito para agradecer a atenção dada, disponibilizo-a aqui também.




quarta-feira, julho 20, 2011

The Amazing Spider-Man Trailer



Finalmente encontra-se disponível o primeiro trailer do novo filme do Homem-Aranha.
Ainda não dá para ver muito do fato que tem preocupado muita boa gente por causa de uns certos sapatos de cristal à Cinderela.

Gostei, espero que o Peter não venha com um ar emo, pois no trailer parece mais isso do que geek. E basicamente é isso, quero que este filme seja excepcional e espero que não seja pedir muito.

17º Super Bock Super (16/0711)

As hostes em todos os dias do festival foram (muito bem) abertas por bandas portuguesas e o terceiro não ia ser excepção. A tarefa coube aos energéticos X-Wife. Esta banda do norte é boa e sabe-o. Ao longo de uma hora deliciaram-nos com várias canções dos seus álbuns e foi sem dúvida um excelente começo para uma bela noite que se aproximava.



Aqui cometi o meu maior erro da noite, ir ver Brandon Flowers para perto do palco. A dada altura olhei para trás e reparei na imensidão de público que se tinha juntado no recinto. Já estava cansado para andar aos encontrões e ir até ao palco secundário ver Junip quando dali a pouco tempo os Elbow entrariam em cena. E estes queria ver bem de perto.
Sendo assim assisti ao concerto inteiro de Brandon Flowers que cheio de simpatia até deu um espectáculo competente, o problema para mim é que as suas músicas não me disseram rigorosamente nada. Não conhecia o seu projecto a solo e fiquei sem vontade de aprofundar tal conhecimento. Notou-se, obviamente, uma maior resposta do público quando tocava Killers (sempre com arranjos diferentes, mais ao género do seu reportório a solo). Infelizmente acabou por assassinar a Mr. Brightside o momento por qual mais ansiava.




Recinto cheio e no entanto havia buracos bem à frente. Eram (assumo eu) fãs de Strokes a guardar lugar sentados. Este era o 3º dia e o cansaço era muito. Se em Elbow não houve grande problema em Slash foi pior, uma pessoa quer saltar e não está a contar com pessoas sentadas no chão.
Mas voltemos a Elbow que deram um dos meus concertos preferidos do dia. Era uma banda que assentava melhor no 2º dia, tendo em conta os cartazes. Precederam Slash e Strokes e a maioria das pessoas creio que não estava lá para os ver.
Mas Guy Garvey conseguiu cativar muito bem o público e a banda fez aquilo que lhe competia, presentear-nos com grandes canções ao vivo.




Logo de seguida entra em palco a próxima banda. Ao longe vemos a cartola, o cabelo encaracolado a tapar a cara, a camisa aberta e a guitarra à cintura. É a "lenda", caramba é o Slash!!!
A voz não é a de Axel Rose mas de Myles Kennedy, o vocalista dos Alter Bridge. Não tem um timbre de voz peculiar, mas tem uma boa afinação e projecção de voz.
Não conhecia nenhuma das suas canções a solo e não me fascinaram, mas aquela guitarra ao vivo vale sempre a pena ouvir e havia sempre cerejas no topo do bolo como foi o caso de Sweet Child of Mine e Paradise City que fechou um grande concerto. Também houve tempo para relembrar a sua passagem nos Velvet Revolver com Sucker Train Blues e Slither.


" Sweet Child O'Mine" - Slash in Super Rock 2011 por menphis_child

Vídeo da autoria do meu amigo Menphis


Depois de um concerto de rock mais clássico, onde os solos de guitarra são reis e senhores, vieram aqueles que são uma das bandas mais importantes do rock actual, os The Strokes.
Uma banda pouco comunicativa entre eles e com o público mas que soube dar um bom espectáculo, principalmente os dois guitarristas da banda que brilharam em vários momentos.
Não percebi metade das coisas que Julian Casablancas dizia entre as canções mas percebia as canções que era bem mais importante. Um concerto em que o mote sexo drogas e Rock n´Roll voltou a ser evocado.

terça-feira, julho 19, 2011

17º Super Bock Super Rock (15/07/11)

O segundo dia provou ser o melhor de todo o festival. No final abandonei o recinto com uma enorme sensação de satisfação. Agora sim valeu a pena vir.

O dia começou com Noiserv. Já assisti a vários concertos deste artista que gosto muito. Sem dúvida um dos nomes que tem mais sobressaído na música portuguesa da actualidade.
Noiserv tem tudo para fazer um grande concerto num ambiente mais intimista, agora num festival a tarefa podia ser injusta. Não foi o caso, o concerto correu muito bem e foi uma bela maneira de ir recebendo todos os que chegavam. Hoje esperavam-se ainda mais pessoas, afinal esgotou.
Diana Mascarenhas acompanhou-o mais uma vez com os seus desenhos.
É evidente que é um concerto que ganha mais num espaço menor, mas isso não impede de ter resultado e resultou muito bem.



A seguir veio Rodrigo Leão. Novamente um concerto menos festivaleiro. Vi-o pela terceira vez e verdade seja dita nunca nenhum bateu o espectáculo que foi o concerto na torre de Belém que curiosamente contou com Beth Gibbons ao contrário deste. Sim foi um balde de água fria Gibbons não subir ao palco ou a Sónia Tavares.
Claro que isso não invalida a qualidade deste projecto musical que é muita. Rodrigo Leão brindou-nos com excelentes canções, mas talvez por ser, como disse acima, um concerto menos festivaleiro, não foi daqueles que nos marcou nesta noite. Mas ver Rodrigo Leão vale sempre a pena, sempre.



Até agora ainda não pus os pés no outro palco. Neste momento até era a altura ideal pois The Legendary Tiger Man iria actuar. Mas após The Gift entra Portishead e quem esteve por lá sabe que com aquele mar de gente a corrida entre palcos era uma aventura.
Eu gosto de The Gift e assisto aos seus concertos de bom grado mas algo que não captei aconteceu a dada altura nestes últimos anos. Toda a gente odeia os Gift. Só ouvia palavras de ódio neste dia e sei que o sentimento não é recente mas não me lembro da sua existência no início. Alguém sabe quando isto mudou?
Algo curioso, Gift precede Portishead e Arcade Fire, ou seja, as bandas que influenciam os primeiros discos e o último, respectivamente.
Foi um bom concerto com muita cor (como a nova imagem pede) e com uma Sónia Tavares e um Nuno Gonçalves em grande êxtase, principalmente este último como tem sido cada vez mais habitual. De salientar dois momentos altos, a Enjoy the Silence metida no meio de outra canção e a explosão de confetis no final.



Chegou finalmente a vez de uma das bandas mais esperadas do festival, os Portishead. E diga-se de passagem deram um concerto lindíssimo. Porque continuam iguais a si próprios e porque a voz de Gibbons arrepia igualmente hoje como no início. Era como se os anos nunca tivessem passado.
Foi dos concertos que teve melhor som, algo também a salientar. Apesar de no final da Machine Gun aqueles graves quase me fizeram entrar em arritmia cardíaca (estava bem próximo da coluna).
Estivemos perante um dos melhores concertos do festival que juntamente com o próximo está no meu top 3 do mesmo.



Depois do cancelamente no Atlântico por causa da cimeira da Nato, facto que teve direito a uma brincadeira por parte de Win Butler, os fãs estavam mais do que sedentos por um concerto de uma das maiores bandas dos últimos anos. O resultado foi no mínimo memorável.
É verdade que o som não foi perfeito, não se ouviam os violinos e infelizmente pelo que tenho lido são problemas que têm sido constantes na digressão da banda. Uma banda como os Arcade Fire com tantos instrumentos precisa corrigir isso para brilharem em todo o seu esplendor e glória.
Felizmente o concerto não deixou de ser majestoso. O leque de canções escolhidas foi muito bom, a química entre a banda e o público monstruosa. Arrisco-me a dizer que a maior de todo o festival. Há bandas que quando elogiam o nosso público eu acredito nas suas palavras e os Arcade Fire foram uma delas. Posso estar enganado mas acho que é impossível não ter visto a emoção genuína nos olhos de Win Butler.
Neste concerto não houve momentos altos, houve UM momento alto que se propagou durante o concerto todo e isso é dizer tudo.




No final ainda fui assistir a um pouco de Chromeo. De onde estava via mal o concerto e apenas fiquei a admirar o som. Diz quem viu que foi muito divertido e um dos melhores também.

The Dark Knight Rises - Teaser



Foi em 2008 após The Dark Knight ter estreado que fiz esta sondagem no blog. Não temos Penguin nem Ridler mas sim Bane o homem que "quebrou" o morcego. E temos Catwoman (ainda não a vejo caramba).

Sem mais palavras vejam o teaser de "The Dark Knight Rises".

segunda-feira, julho 18, 2011

17º Super Bock Super Rock (14/07/11)

Não foi o primeiro "Super Bock Super Rock" que fui, mas foi o primeiro desde que se realiza no Meco e...não fiquei fã da localização.
As condições do campismo são muito más. Supostamente iam ser melhoradas mas a quantidade de chuveiros, WC's e pura e simplesmente fontes de água eram escassas. Claro que as pessoas também fazem a diferença. Quando saímos no domingo de manha o parque parecia uma lixeira. Sim uma equipa irá limpar tudo quando sairmos, mas eu gosto de deixar os locais como os encontrei e não uma pocilga, chamem-me excêntrico.

O recinto serve, mas as quantidades abusivas de pó que se levantam no Meco eram dispensáveis. Além de o recinto parecer estar com mais pessoas do que é capaz de suportar.

Quanto ao acesso, é o que já se sabe. Terrífico.

Agora vamos aos concertos que é o mais importante.

Entrei no recinto ao som de Sean Riley and The Slowriders. Aparentemente tiveram alguns problemas como falhas de electricidade, mas na altura em que os ouvi correu tudo bem. Era o 3º concerto que assistia da banda que decorreu bastante bem e sem surpresas.
Uma boa banda que vale a pena ter debaixo de olho.



The Walkmen continuou a festa. Não vi todo mas foi um bom concerto, o som deles ao vivo é muito energético e a presença do vocalista algo a destacar. O público ainda estava muito disperso, mas sinceramente foi o dia que muito possivelmente teve a pior audiência do festival o que não ajudou este e outros concertos.



Depois vieram os The Kooks. Não conhecia fiquei para guardar lugar para Beirut. Foi um bom concerto, penso que cumpriu mas pessoalmente não me disse nada. Há muita banda que faz este tipo de som melhor e pura e simplesmente é isso.



Um dos momentos porque mais esperava estava prestes a acontecer. Beirut sobem ao palco. Não foi, infelizmente, dos concertos mais memoráveis do festival. O som não foi dos melhores e o público terrivel. Acabei por ir mais apra trás para priveligiar a visão do concerto e tal provou-se um erro crasso. A maioria das pessoas ao meu lado não lhes ligaram nenhuma, preferia conversar e brincar com outros assuntos. A banda e nós merecíamos mais. Ainda assim só por ouvir a "Elephant Gun" ao vivo já tinha valido a pena estar lá.




Pela primeira vez (devia ter ido mais) desloquei-me até ao palco secundário para assistir a meia-hora de Lykke Li (meia-hora porque depois vinham os Arctic Monkeys). Foi um bom concerto dos melhores da noite, talvez mesmo o melhor. Uma pena não ter assistido mais.




Para finalizar no palco principal tivemos os já mencionados, Arctic Monkeys. Estes rapazes sabem tocar, não é à toa que captaram a atenção de muitos no início e que conquistaram tantos fãs, a maioria do público era obviamente para eles. Belos temas rock entreteram-nos durante cerca de 1 hora e 10 minutos.
No entanto no final do dia ficou aquela sensação de que não houve um concerto marcante, daqueles míticos cujas recordações nos irão assombrar. Isso como viria a descobrir estava reservado para o dia seguinte.



Este foi o único dia que estive pela tenda electrónica.Quando entrei tocava Tim Sweeney. Não é um género que costume ouvir e não me estava a dar prazer nenhum, não desfazendo o senhor como disse "not my cup of tea". Mas queria ver James Murphy e isso implicava esperar pelas 4 da manhã.
Não estava a contar com LCD Soundsystem isto é James Murphy DJ setting, mas para meu espanto gostei muito quando o senhor (com um ar Lynchiano) subiu ao palco e assumiu as rédeas do espectáculo.

quinta-feira, julho 14, 2011

quarta-feira, julho 13, 2011

terça-feira, julho 05, 2011

José e Pilar aos Óscares


O blog Split Screen criou o movimento "José e Pilar aos Óscares" cujo objectivo principal é, como o próprio nome indica, consciencializar o Instituto de Cinema e Audiovisual (ICA) de forma a considerarem submeter o filme "José e Pilar" aos óscares. Para isto foi já criada uma petição pública que pode ser assinada aqui.

Apesar de oportunidades não terem faltado ainda não visualizei este filme. Mas José Saramago foi um dos grandes nomes da literatura portuguesa por isso acredito que haja material para termos um belíssimo filme. É também sempre interessante ver como um filme mexe com as pessoas e a paixão deste pelo blogger Tiago Ramos é contagiante.

Para mais informações visitem os sites aqui indicados:


SPLIT SCREEN - http://splitscreen-blog.blogspot.com/2011/07/jose-e-pilar-aos-oscares.html
PETIÇÃO - http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N11961
BLOGUE - http://joseepilaraososcares.blogspot.com/
FACEBOOK - http://www.facebook.com/OscarJosePilar
TWITTER - http://twitter.com/#!/oscarjosepilar