sábado, fevereiro 19, 2011

Torneio de Personagens de BD Europeia: Grupo III

V


O V já foi amplamente falado no torneio anterior e por isso não me voltarei a debruçar sobre o mesmo.

Vou apenas voltar a explicar o porquê da sua inclusão nos dois torneios, para quem não seguiu o torneio passado.
"V For Vendetta" é uma BD da autoria de Alan Moore e David Lloyd que foi originalmente editada pela "Quality Comics" em Inglaterra. Na sua génese V é uma personagem Europeia.
Porém a BD foi cancelada e posteriormente os seus direitos foram comprados pela DC Comics que editaria, a cores, a BD completa. Em termos legais V é actualmente uma personagem norte-americana e há que dar valor à DC comics por nos ter proporcionado a história completa.
Como V foi nomeado para ambos os torneios não vi razão para não o deixar participar, afinal de contas isto é um blog e ninguém leva prémios para casa.





Obélix


Obélix é daqueles que certamente dispensam apresentações. Este gaulês saiu das mentes de René Goscinny e Albert Uderzo e surgiu pela primeira vez em 1959 quando saiu o primeiro volume de Astérix, "Astérix O Gaulês".
É o melhor amigo de Astérix e uma das personagens mais cómicas da série.
Quando era miúdo caiu no caldeirão de Getafix, nesse caldeirão o druida encontrava-se a preparar a sua famosa poção que concede temporariamente super força àqueles que a beberem. Devido a este pequeno acidente Obélix adquiriu os poderes da poção permanentemente e ao contrário de Astérix nunca precisa de a beber, facto que o incomoda severamente, pois está sempre a pedir para o deixarem fazer.
Conhecido pela sua força, bravura, ódio aos Romanos e obviamente a sua fome. Obélix está sempre ponto para caçar javalis.
É um grande amigo e Astérix pode em qualquer altura contar com ele, mesmo quando está a meio de um javali...espero eu.





Dupont et Dupond


Estes são os famosos gémeos detectives saídos da mente de Hergé e transportados directamente para o universo de Tintin. Apesar de os seus apelidos serem diferentes já foram apelidados de gémeos nos livros e uma vez que são absolutamente idênticos e apenas se conseguem distinguir pelo bigode, poucas dúvidas haveriam de tal facto.
São dois detectives consagrados mas muito trapalhões que estão sempre na pista errada, tal como o bom Inspector Gadget. Não fosse Tintin e os crimes não eram resolvidos. São portanto duas personagens que proporcionam alguns dos momentos mais cómicos nestas aventuras.
Surgiram pela primeira vez em 1932 em “Cigarros do Faraó”.





J'on


“Le Grand Pouvoir du Chninkel” é uma BD da grande dupla, Jean Van Hamme e Grzegorz Rosinski.
Curiosamente esta aventura decorre num universo fantasioso ao estilo de um “Senhor dos Anéis”, mas as grandes referências durante o desenvolvimento da história são relacionadas com a História judaico-cristã.
J’on, o protagonista, é um Chninkel (uma raça de pequenas criaturas), que apenas quer levar uma vida calma e encontrar uma Chninkel fêmea com quem possa fornicar. Os seus planos são severamente alterados quando U'n, o criador do Universo, lhe concede tal qual a Jesus Cristo, uma grande missão em seu nome.
Neste planeta existe uma terrível guerra entre três raças, onde os seus respectivos líderes são conhecidos como os três imortais. Ao pé destes J’on sente-se uma pequeno insecto fraco e miserável, mas supostamente não tem nada a temer pois U'n dotou-o de um grande poder para cumprir esta missão, o problema é que J’on ainda não descobriu que poder é esse.
Para os fãs de “2001 Odisseia no Espaço” posso adiantar que o famoso monólito faz uma aparição em todo o seu esplendor e glória.
Trata-se de uma história única dividida em três volumes na edição da meribérica. Se a encontrarem à venda deve estar a um preço muito apetecível (não mais de 3€ por volume), é de aproveitar.
Existe também uma edição, a preto e branco, em formato manga.


Nota: Algumas informações foram retirados do site da wikipédia.

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Torneio de Personagens de BD Europeia: Grupo II

Valérian



Já tinha falado da sua parceira que está a competir no grupo I. Valérian é portanto o protagonista da série de BD "Valérian et Laureline" ou "Valérian: Agent Spatio-Temporel" de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières.
Este rapaz é oriundo de Galaxity a capital do império galáctico terrestre do séc. XXVIII.
Como já tinha feito referência, Valérian (que significa Valente) é um agente espácio-temporal responsável por viajar no tempo e impedir outros viajantes de alterarem o passado.
Há medida que a série foi avançando, também Valérian se foi desenvolvendo como personagem. No início era retratado como tendo as típicas qualidades de um herói mas mais à frente a sua caracterização é alterada para a de alguém mais imbecil, o que eventualmente acabou por prejudicar a personagem na opinião dos autores que decidiram voltar a mexer na sua personalidade a fim de diminuir esse defeito.
Penso que estas alterações foram uma resposta directa às personagens mais populares em França na altura, Tintin e os super-heróis do continente Americano.
Para terminar tinha de fazer referência a uma das maiores características de Valérian, o facto de ser um viajante no tempo, mas nunca conseguir chegar a horas a nada.




Carrots



Carrots, Roodhaar, Redhair ou Ember são alguns dos nomes por quais esta poderosa ruiva é conhecida. Personagem de "Storm" criada por Don Lawrence e publicada inicialmente em 1976.
Com tantos nomes parece impossível ser uma das personagens que não encontrava nenhuma informação. É o que acontece quando temos um typo no nome.
Esta BD é sobre as aventuras de Storm um astronauta do séc. XXI que é apanhado por uma tempestade anti-ciclónica em Júpiter viajando assim no tempo e indo parar a uma Terra futura deparando-se com um planeta de regresso à barbaridade.
É aqui que conhece e se torna amigo de Carrots uma forte guerreira que o ajudará a sobreviver neste estranho mundo onde fantasia e ficção cientifica caminham lado a lado.
No fundo Storm e Ember devem ser a versão guerreira de Mulder e Scully, grandes parceiros no combate, apaixonados um pelo outro mas sem nunca consumarem o acto.





Zakarella



Há uns bons anos atrás "Zakarella" era um nome bem conhecido dos leitores de BD. A revista editada pela Portugal Press entre 1976-78.
A revista em questão era de terror e continha várias histórias curtas e a continuação da principal cujo nome era o da sua protagonista, Zakarella.
Os seus criadores são Roussado Pinto (que assinava como Ross Pynn) e Carlos Alberto dos Santos. Antes de mais quero salientar que nunca li nada desta personagem, mas que fiquei muito contente por estar no leque, pois, se não estou em erro é a única criada por portugueses.
Todos sabemos que Portugal não tem uma produção de BD competitiva, mas há excelentes trabalhos por cá são é poucos em comparação com outros mercados de BD (alguém ainda faz a piada "que mercado?" por isso adianto-me já).
Mas voltando à Zakarella. Esta mulher extremamente calorenta, pois não aguentava muita roupa no corpo, é uma extraterrestre a viver em Portugal, salvando o nosso querido país de todo o tipo de perigos.

Aproveito para agradecer ao Bongop pela imagem da Carrots e pela ajuda com esta personagem, se quiserem saber mais sobre ela vejam o post que ele lhe dedicau aqui.
Já agora será que o regresso da Zakarella está para breve, passados tantos anos? Pois assim como quem não quer a coisa uma página no facebook surgiu e eu estou cá com um pressentimento. Podem procurar por ela lá, quando tiver acesso ao facebook coloco aqui o link, mas certamente que com este nome não haverá qualquer dificuldade.





Druuna



Se no torneio anterior as personagens Norte-Americanas se podiam dividir em dois grandes grupos, os de super-heróis/personagens de graphic novel e os das tiras cómicas, neste podemos dividir em personagens de aventuras e mulheres de BD erótica. Mais uma vez os europeus a marcar pontos no meu livro.
Druuna é da autoria de Paolo Eleuteri Serpieri e entrou em 8 volumes de Morbus Gravis a começar em 1985.
Estas aventuras decorrem num futuro pós-apocalíptico, mas estamos a falar de BD erótica e por vezes pornográfica e neste género os objectivos das histórias são sempre o mesmo, a concretização do coito, como se chega lá é que varia. Mas não esperem entregadores de pizza e canalizadores a baterem à porta de Druuna, as suas aventuras estão carregadas de horror, fantasia e ficção científica.
A personagem foi inspirada na actriz Valérie Kaprisky no filme "La Femme publique", só que com traços de nativa-americana. Serpieri estava muito habituado a desenhar Westerns.
O autor também se auto-retratou nesta BD na personagem Doc.
E viva os Italianos, eles são realmente os mestres do erotismo na BD europeia.


Nota: Algumas informações foram retirados do site da wikipédia.

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Torneio de Personagens de BD Europeia: Grupo I





Laureline

A história de Valérian o agente espácio-temporal ("Valérian et Laureline") é da autoria de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières e foi publicada pela primeira vez em 1967.
A história aborda uma organização no séc. 28 que tem a responsabilidade de proteger o universo de paradoxos temporais, pois no séc. 28 a viagem no tempo é possível e não são poucos aqueles que estão dispostos a usá-la para atingir os seus objectivos.
Laureline é a parceira da personagem principal, Valérian. Ao contrário do seu companheiro de aventuras, não nasceu no séc. 28 mas sim na França do séc. 11. Foi durante uma missão que Valérian travou conhecimento com esta ruiva sedutora. Ao ser salvo e descoberto por ela, trouxe-a consigo para o futuro onde treinou para se tornar também numa agente espácio-temporal.
É uma das personagens femininas mais populares da BD de ficção-científica.




John Blacksad


O mítico gato detective da autoria de Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido.
Falei do primeiro livro "Algures entre as Sombras" aqui.
Só me falta ler o 4º e mais recente volume desta saga. Dos outros três posso dizer que valem bem a pena. Os desenhos de Guarnido são o ponto mais forte da obra, absolutamente geniais. Mas a história também é muito interessante, sendo a menos conseguida a do primeiro volume, mas que funciona muito bem a apresentar as personagens.
O 2º, "Artic Nation" é provavelmente o meu favorito em termos de argumento. Neste o conceito de racismo é explorado nos animais, usando também a separação pela cor do pêlo (neste caso) entre os brancos e os outros. No entanto muitos animais têm a possibilidade de ter mais do que uma cor e isso é usado de forma bastante engraçada na história.
Mítica a cena em que Blacksad é expulso de um café por não ser branco. Com o seu típico ar de gozo aponta para os pelinhos brancos que tem no queixo e profere "Então isto não chega?".





Sire Vampire Cryptus



Cryptus é um Lorde Vampiro da saga "Requiem Vampire Knight", a qual falei aqui.
Como explico nesse texto, aqueles que vão para aquele "Inferno" reencarnam em diferentes "monstros" consoante o tipo de atrocidades que cometeram em vida. Os mais cruéis e vis são transformados em Vampiros, a raça que domina esse planeta infernal que dá pelo nome de "Ressurection".
Neste Inferno as coisas parecem funcionar ao contrário da Terra, o próprio tempo move-se na direcção oposta e por isso todos (ou quase todos) rejuvenescem com o passar dos dias, até se tornarem em fetos e desaparecerem. Vlad o rei dos vampiros descobriu uma forma de ele e aqueles que quiser não rejuvenescerem, reinando juntos em Ressurection para sempre.
Lorde Cryptus não é um dos vampiros que beneficia dessa dádiva e encontra-se já num estágio de infância muito avançado. É também o responsável por treinar cavaleiros vampiros em troca da alma dos mesmos.
É um ser terrivelmente maligno e ambicioso, cujos gostos são de um requinte do mais macabro possível. Cada vez mais perto do fim o medo de desaparecer assombra-o e por isso aliado a Black Sabbath (Aleister Crowley) planeia destronar Vlad e governar em seu lugar.
Um aparte Sabbath parece ser também uma das personagens mais interessantes da obra, mas ainda foi pouco desenvolvido na parte em que vou (que é praticamente no início).






Tintin

Tintin é sem dúvida alguma uma das personagens mais populares da BD francófona. O homem que pisou a lua antes de Armstrong.
Trata-se do famoso repórter/detective de Hergé e data de 1929. Foi baseado em Totor um escuteiro criado pelo mesmo autor e que foi publicado entre 1926-1929.
Pouco ou nada se sabe do passado desta personagem. Nunca lhe conhecemos um familiar, nem nunca é dito que é órfão. Não sabemos se Tintin é o seu nome verdadeiro ou o pseudónimo que usa como escritor. A sua idade é também outro mistério.
No entanto é um rapaz corajoso e inteligente. Acompanhado sempre do seu fiel cão Milu e dos seus grandes amigos, onde se inclui o divertido Capitão Haddock.
Este ano preparem-se para a adaptação de Tintin ao grande ecrã pelas mãos do, não menos conhecido, Steven Spielberg. Certamente que graças a isto os eu nome voltará a estar em destaque.
Actualmente a ASA anda a reeditar a sua obra, porém em livros de tamanho menos aos originais e típicos francó-belgas.


Nota: Algumas informações foram retirados do site da wikipédia.

domingo, fevereiro 13, 2011

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

X-Men: First Class: Teaser Trailer



Razões para acreditar:

O realizador (Matthew Vaughn) de "Kick Ass" e "Stardust";

Michael Fassbender e James McAvoy como Magneto e Xavier respectivamente;

Um restante elenco interessante, com Kevin Bacon como Sebastian Shaw entre muitos outros;

Mystique;

Darwin.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Torneio de Personagens de BD Europeia - O Início


Como já é notório, o blog está a entrar em modo "BD Europeia".

O que significa que o novo "Torneio de BD" está para breve.

São 32 personagens, significativamente menos do que as que foram nomeadas no anterior, dedicado à BD Norte-Americana (ver aqui).

O torneio irá decorrer de forma similar ao anterior e para a semana podem contar já com os nomeados e as votações disponíveis.

Alguns dos nomeados já se estão a revelar por aqui.

terça-feira, fevereiro 08, 2011

2001 A Space Odyssey - Na Casa da Música


E porque um blog também serve para meter nojo aos outros, não podia deixar passar despercebido o concerto que decorreu na casa da música no passado Sábado dia 30 de Janeiro.

A ideia parte do maestro Enrico Marconi, que após a visualização de uma cópia restaurada do filme, achou que seria uma excelente ideiatocar a sua banda sonora ao vivo enquanto o filme é projectado. E que belíssima ideia.

A qualidade do som era maior do que a da imagem obviamente, afinal estamos na casa da música. Mas viu-se bem sem falhas e é sempre uma oportunidade de ver o filme projectado numa tela maior que a TV lá de casa.

Quanto à orquestra do Porto sob a batuta de Marconi, estive deslumbrante. Todos os músicos estão de parabéns. Ouvir as sinfonias que compõem 2001 ao vivo e enquanto o filme passa é um privilégio que nunca esquecerei.
A magnífica "Assim Falou Zaratustra" de Richard Strauss (que compôs esta sinfonia e o álbum em questão, inspirando-se na obra de Nietzsche com o mesmo nome) foi a 2º vez que ouvi ao vivo, também na casa da música. O ano passado houve um concerto dedicado a cinema com excertos de filmes, todos musicais, como o "Singing in the Rain", salvo a excepção deste tema de Strauss escolhido para abrir o espectáculo.

As sinfonias tocadas foram:

- Atmosphères de György Ligeti;
- Assim Falou Zaratustra de Richard Strauss;
- No belo danúbio Azul de Johann Strauss II;
- Adagio de Gayaneh de Aram Khatchaturian.

Estou a ficar viciado neste tipo de iniciativas, já o "Star Wars in Concert" tinha sido algo de bestial.
Mas estejam atentos à programação da casa da música, costuma haver umas belas surpresas e aquela acústica é invejável.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

É hoje! É hoje!

Band Of Horses - Island on the Coast

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Top Séries de 2010

Tenho andado a adiar este top e já estamos em Fevereiro. Está na altura de fazer o balanço das séries de 2010 que vi.

Apesar de ter visto algumas pérolas foi um ano mais fraco, muitas séries que vejo não regressaram na sua melhor forma.

No entanto 2010 fica marcado como um dos anos em que vi melhores séries, como as que vou mencionar em seguida e que ficaram fora do top apenas porque não foram exibidas em 2010.
Este ano decidi que era mais que altura de corrigir algumas falhas gigantes do meu currículo de séries, e então vi: "The Sopranos" (completa), "Breaking Bad" (1º e 2º temporada) e "The Wire" (completa).
Sopranos é um portento, Breaking Bad só não está na lista porque a 3º temporada é que é de 2010 e The Wire conquistou o lugar de série predilecta na minha lista pessoal.
Também vi Naruto que me surpreendeu, não pensava que a série fosse tão divertida, excepto nos fillers, uma coisa abominável que jamais em tempo algum devia ter existido.

Agora sigo então para aquelas que foram exibidas no ano passado:



9 - Sons of Anarchy (3º temporada)



Gosto bastante de "Sons of Anarchy" mas esta 3º temporada foi sem dúvida alguma a mais fraca. Tem trazido maior reconhecimento a Katey Sagal (A estrela da série) mas na verdade é um reconhecimento que faria mais sentido nas temporadas anteriores.
Teve bons momentos, até gostei do final, mas de uma forma geral teve episódios bastante aborrecidos. E se não fosse o facto de ter ficado sem episódios de "Wire" a dada altura, acho que ainda não a tinha terminado de ver.




8 - Entourage (7º Temporada); The Big Bang Theory (4º temporada); How I Met Your Mother (6º temporada)










Estas séries não estão actualmente na sua fase dourada. Já todas elas foram melhores, no entanto continuo a gostar de as seguir e assim continuarei a fazer. Mas é muito complicado escolher qual a melhor de 2010. Sinceramente acho que é ela por ela e por isso meto-as no mesmo saco.
O fim de "Entourage" é que já se aproxima e Ary Gold vai deixar saudades.




7 -Dexter (5º temporada)


Falei dela aqui.




6 - The Vampire Diaries (2º temporada)


Série descontraída e bem humorada, continua a ser um bom entretenimento. E provavelmente enquanto tiver o Damon, assim se manterá.
Há semelhança de "True Blood" introduziu os lobisomens nesta temporada, que também são lobos. Vamos ver como terminará.
Regressou a semana passada depois de uma longa pausa e como já estou com saudades tenho de pegar nisso.




5- The Walking Dead (1º temporada)


O piloto foi um grande episódio. Mostrou-nos uma série com uma fotografia fabulosa, uns Zombies incrivelmente caracterizados e uma história apelativa.
Infelizmente o primeiro foi também o melhor, para mim a série nunca mais voltou a esse nível (em termos de história) nos restantes cinco episódios.
Ainda assim foram 6 episódiso que valeram a pena e irei seguir a 2º temporada quando regressar.




4 - True Blood (3º temporada)


Esta foi outra série que padeceu da "maldição da 3º temporada". Foi portanto a mais fraca até agora, tendo sido a 2º a minha preferida.
Porque está em 4º? A grande razão é: Russell Edgington (Denis O'Hare), as cenas em que este senhor entrava foram do melhor.
Já agora a 3º tem a famosa cena de sexo que dá a volta à cabeça de qualquer um, pessoalmente adorei.
Esqueci-me de referir o grande Franklin, definitivamente esta temporada foi mais de grandes personagens do que grandes episódios.



3- Lost (6º temporada)


Confesso que é com alguma surpresa que acabo por meter "Lost" em 3º lugar. Sempre achei que ficaria mais abaixo na lista pois não fui dos que ficou apaixonado pelo final.
No geral adoro Lost, continua a ser uma série por mim muito apreciada e que me proporcionou dos melhores momentos em TV. A 6º temporada teve grandes episódios também, nomeadamente este.
Quanto ao final, no que toca à parte da ilha esperava pura e simplesmente mais e melhor, e não falo necessáriamente de resolver os mistérios, nada disso. Fora da ilha preferia de longe que outro caminho tivesse sido seguido. Ainda assim Lost sempre se dividiu emtre dois mundos e introduziu-os a ambos na série, logo este final não surge como vindo do nada.
A última sequência é, no entanto, divinal, o fechar de um ciclo.




2- Community (1º e 2º temporada)


Série espectacular, hilariante e cheia de referências a cinema e TV, ou seja, imperdível.http://www.blogger.com/img/blank.gif
As personagens são um mimo e rapidamente nos apegamos a elas, o que é sempre importante numa série. "Walking Dead" por exemplo, são poucas aquelas personagens que me dizem alguma coisa.
Saliento o episódio em que se fez uma homenagem a "Goodfellas", o do Paintball que é genial, o último de 2010 um especial de Natal com bonecos em slow-motion.
"Community" foi das melhores surpresas do ano passado e espero que continue em força por mais tempo.





1- Misfits (2º temporada)


Andei a espalhá-la como quem espalha a boa nova, pois é uma excelente série que passou despercebida. Falei da 1º temporada aqui.
É uma pena que ambas as temporadas tenham tão poucos episódios, mas antes poucos e bons que muitos e maus.
A grande razão de a colocar em primeiro é mesmo pelas personagens. A dupla Nathan e Simon, continuam a ser os melhores. Simon que tem sido a personagem que mais tem evoluído ao longo da série e Nathan é pura e simplesmente a mais hilariante, uma das grandes personagens de TV de sempre. Aqui é sempre de notar o excelente trabalho de Robert Sheehan.

Monty Pythons - Dirty Fork



"Easy Mongo"

quinta-feira, janeiro 27, 2011

terça-feira, janeiro 25, 2011

Nosferatu, eine Symphonie des Grauens

A obra que mais popularizou o mito do vampiro, foi certamente, "Dracula" do Irlandês Bram Stoker. A partir daqui nada voltaria a ser o mesmo e hoje trata-se muito possivelmente do romance que mais vezes foi adaptado ao cinema, sem contar com futuras utilizações da personagem Drácula em outras obras, sejam elas literárias, cinematográficas, etc.. Dracula veio para ficar, disso não há dúvidas, a personagem é, na melhor das suas definições, verdadeiramente imortal.
"Nosferatu, uma sinfonia de horrores" de F.W. Murnau, foi a primeira adaptação deste romance ao cinema, tendo surgido numa das fases mais prolificas do cinema alemão, a do expressionismo, e pelas mãos daquele que é considerado um dos melhores realizadores dessa época. "Nosferatu" tinha assim à partida tudo para sincrar, tudo menos um pequeno-grande pormenor... O estúdio, Prana Film, pelo qual estava a ser produzido não conseguiu adquirir os direitos de autor para concretizar a adaptação. Felizmente isso não constituiu impedimento para Murnau, que alterou os nomes de todas as personagens e até certas partes da história, como o final (alteração que se tornaria histórica, como falarei mais à frente), para se afastar do livro em questão. Até a palavra mais importante da obra, Drácula, foi abdicada (perdendo-se a associação directa a Vlad Tepes III) e substituída por Nosferatu, uma palavra romena que se trata de um sinónimo para Vampiro usado no livro de Stoker. A sua origem é, e será provavelmente sempre, desconhecida, não se sabendo ao certo se nasceu na cultura popular romena ou na ficção.
Porém quem não iria apreciar a ousadia do realizador alemão, seria Florence Stoker, a viúva do autor do livro, que processou a Prana Film e venceu. O estúdio que até então tinha apenas produzido um filme (este), foi condenado à extinção, entrando em falência. Quanto ao filme, foi ordenado que todas as suas cópias fossem destruidas. Felizmente tal acto foi impossível de concretizar, pois este já tinha sido distribuido ao longo do globo, e cópias iam sendo salvas. De qualquer das maneiras não deixo de sentir que é um previlégio assisti-lo nos dias de hoje. Tivessem as coisas tido outro desenvolvimento e "Nosferatu" poderia ter desaparecido por completo da face da Terra.
O filme tem inicio, na cidade alemã ficticia, Wisborg, ao invés da enevoada Londres de Stoker. Thomas Hutter (representando o Jonathan Harker do livro) é enviado pelo seu (alucinado) patrão para a Transvilvânia, a fim de tratar de negócios com o Conde Orlok (Dracula).
A viagem até ao castelo decorre bem, Hutter faz uma pausa numa estalagem e passa uma noite festiva com os conterrãneos, onde o ambiente de animosidade só é alterado quando este revela o seu destino. É visível que a mera lembrança do conde Orlok instila um medo profundo a todos.
Nessa noite Hutter descobre no quarto, o livro dos vampiros, livro que é usado por Murnau para nos introduzir e explicar a mitologia do vampiro.
Quando Hutter chega ao castelo do conde, somos finalmente apresentados a Orlok. a imagem deste nosferatu, protagonizada por Max Shreck é absolutamente mítica. O actor, segundo o realizador era perfeito para o papel, derivado à sua natural fealdade, necessitando apenas de uns dentes e orelhas falsos. Pormenores à parte, Orlok tem uma imagem hipnotizante e aterradora. Nem a sua silhueta foi esquecida, que é usada no filme de forma avassaladora.
Concluindo, este é um daqueles clássicos imperdíveis, um filme intemporal sobre uma história intemporal.
Agora vou debruçar-me um pouco na mitologia do vampiro e na importância que este filme teve nela. Para quem não conhece o final aviso que contém SPOILERS.
Existem lendas sobre certas criaturas que se assemelham ao conceito de vampiro desde há milhares de anos, surgidas na antiga Mesopotâmia, Grécia, etc.. No entanto o Vampiro per se surge no início do séc. XVIII no sudeste europeu, a própria palavra vampiro é recente. O desconhecimento de certos fenómenos de decomposição tais como o facto de alguns cadáveres apresentarem sangue na boca e no estômago apenas fomentou e direccionou esta crença, reforçando a ideia de que não-mortos se levantavam de noite para beber o sangue dos vivos.
Os vampiros sempre estiveram mais ligados à noite, são criaturas das trevas e é mais fácil passarem despercebidos e alimentarem-se durante essa altura. Porém o vampiro, na sua origem, não é descrito como vulnerável à luz do dia.
Desde a criaçao desses mitos, que variam de local para local, vai um longo caminho até hoje. Através da ficção estas criaturas foram sendo moldadas e esterótipos foram-se reforçando. Um deles é o facto de os vampiros serem sensuais e com um aspecto de cavalheiros, muito diferente das primeiras imagens destes imortais.
O vampiro começou a surgir na ficção em poemas e depois em prosa, primeiro com "The Vampyre" de John William Polidori e passado pouco tempo depois com o romance que ainda hoje é a maior referência do género, "Dracula" de Bram Stoker.
Em nenhum destes livros os vampiros morrem ao sol. É certo que Drácula está num transe durante o dia, mas não é morto pela luz solar como é visível no livro.
Isto tudo para chegar à conclusão que foi Murnau o grande responsável pela introdução desta ideia. Nunca antes deste filme tal pensamento tinha sido introduzido. Uma ideia que influenciou os contos de vampiros até hoje, pois a luz solar é uma das marcas mais fortes do estereótipo do vampiro actual.
Claro que tudo o resto já foi mudado e continua a ser, mantendo-se a necessidade por sangue o maior elo entre a maioria das representações, ainda assim é sempre interessante quando descobrimos onde determinado mito nasceu e daí o meu entusiasmo com este texto.
É de salientar que em 1985 David Dolphin estabeleceu uma relação entre a doença porfíria e os vampiros. Nomeadamente em relação à vulnerabilidade a raios ultravioleta. Desde então que a porfíria tem tido algum destaque na mitologia. O filme de Murnau é de 1922, ou seja, percursor desta ideia. Claro que a associação não se prende apenas com este factor, uma vez que, doentes de porfíria sofrem de problemas na síntese de hemo, um dos constituintes da hemoglobina. Por isso um vampiro poderia necessitar de beber sangue derivado da sua carência de hemo, fruto desta doença [1].
A fim de terminar deixo outra pequena curiosidade. O morcego vampiro é originário do continente americano e só foi descoberto na Europa posteriormente à criação destes mitos. Hoje o morcego é o animal de eleição quando falamos de vampiros, mas não o era no inicio. No entanto as óbvias semelhanças entre um e outro não deixam de ser curiosas, tanto que rapidamente se associaram os dois.

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Tertúlia Cinematográfica


A ideia de criar uma tertúlia dedicada ao cinema, não foi propriamente recente.
Porém quando apresentei a ideia no grupo do facebook "Bloggers de Cinema", esta rapidamente começou a desenvolver-se e a evoluir. Este é um grupo que tem proporcionado um aumento exponencial no que toca à comunicação entre fãs de Cinema, sem o qual provavelmente não teria avançado com esta ideia.

Por isso venho convidar a todos os interessados em participar nesta aventura cinematográfica a passarem pelo blog da Tertúlia.

O plano de Fevereiro e respectiva apresentação da iniciativa, já lá se encontram disponíveis, por isso não me alongarei mais sobre elas.

domingo, janeiro 23, 2011

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Alex Proyas e a Escuridão

The Crow (1994)


Dark City (1998)


"Lord Proyas return to the dark side of the force and you will achieve a power greater then now."

quinta-feira, janeiro 20, 2011

AS INCONTESTÁVEIS no Cineroad


No blog Cineroad do Roberto Simões tem estado a decorrer uma nova iniciativa cinematográfica, onde o Roberto desafiou várias pessoas a escolher 5 obras-primas incontestáveis.

Uma iniciativa com escolhas muito interessantes e que tem gerado algumas discussões pertinentes.

As minhas escolhas estão agora disponíveis aqui. As respectivas justificações logo nos 2 primeiros comentários.
Gostei muito de criar a lista, foi uma boa reflexão e tentei fazer dela um exercício interessante.
É certo que interpretei mal uma parte do convite, fui mais pelo lado pessoal do que devia nalgumas escolhas, mas adoro o resultado final.

E incontestável é uma palavra que pertence mais ao domínio da ciência do que da arte, na minha opinião.

Para terminar um muito obrigado ao Roberto pela participação. Uma iniciativa que animou bastante a blogoesfera cinéfila.

Torneio de Personagens de BD Norte-Americana: Vencedor


Batman



Batman

Obrigado a todos os que participaram no torneio.

O vencedor sem surpresas foi mesmo o Cavaleiro das Trevas.

Na 1º volta Batman e Aranha mostraram que iam ser ossos duros de roer, foram reis e senhores nos seus respectivos grupos.
A partir daqui o Batman continuou a vencer sem problemas, o Aranha teve lutas mais renhidas e esteve por um triz a falhar a final.

Posso revelar agora que a personagem mais nomeada foi, o vencedor, Batman. E o Aranha (vice-campeão) foi também o 2º mais nomeado.

Resultados:

- Batman: 24 (63%)
-Spider-Man: 14 (36%)


Nota: A imagem é de George Pratt.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Game of Thrones - Novo Trailer



É isto que me vai salvar da loucura quando terminar "The Wire" (já só falta a 5º caramba)

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Batman VS Spider-Man

Batman VS Spider-Man

Já diziam os Imortais, "no fim só pode haver um".

Batman e Spider-Man defrontam-se na final deste "Torneio de Personagens de BD Norte-Americana".

E se este VS fosse um combate? Vejo dois cenários possíveis:

1- Batman e Aranha encontram-se por acaso ao virar uma esquina em Gotham City ou New York.
Neste caso o Aranha vence, é mais forte, mais rápido e ágil. Tem teias que um simples homem não tem força para quebrar (claro que há sempre as ferramentas do morcego) e há ainda o sensor aranha.


2- Batman e Aranha sabem de antemão que se vão encontrar.
Aqui Batman leva a vitória. O Aranha é muito inteligente mas Batman é conhecido como um dos maiores estrategas da BD além disso tem os meios para concretizar qualquer plano.

Em relação a qual a vossa personagem favorita. Estamos prestes a saber.
E que vença o melhor.

Para terminar deixo uma canção para banda sonora

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Spider-Man - Os primeiros passos

Spider Man

Repare-se que pela primeira vez na História a tinta negra da aranha no fato borrou.

Qualquer dia começam a fazer filmes onde o fato do Super-Homem tem rasgões e os calções do Hulk rebentam.

Fonte

Kanye West feat. Jay-Z, Rick Ross, Nicki Minaj & Bon Iver - Monster



Que grande álbum Mr. West!

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Torneio de Personagens de BD Norte-Americanas: Resultados da Meia-Final

E entramos assim na recta final deste torneio.


Rorschach VS Batman

Aconteceu o que eu previa, Batman saiu o vencedor, mas Rorschach deu mais luta do que o seu companheiro, Dr. Manhattan.
Ainda assim ninguém faz o homem morcego transpirar. Assim até parece fácil.

Resultados:

-Rorschach: 6 (17%)
- Batman: 29 (82%)




Spider-Man VS V

Sempre achei que se o Aranha não encontrasse o Batman antes, chegaria à final. Cheguei a dizê-lo num comentário algures, mas nunca pensei que fosse ser tão díficil (não o escrevi de forma clara na altura, até parece que digo que acho que o V vai vencer, mas já corrigi isso).
O Aranha esteve numa luta bem renhida com o Joker e até ontem tudo indicava que ia perder para V. Eu acho que numa hora os votos saltaram de 29 para 30 e tal. colocando o Aranha à frente. Estariam os fãs a aguardar pelos últimos momentos para não dar hipótese de o V vencer? ou alguém fez batota?
A resposta não a sei, mas senhores e senhoras, preparem-se para a grande final. DC VS Marvel, Batman VS Spider-Man.

Resultados

- Spider-Man: 20 (52%)
- V: 18 (47%)

segunda-feira, janeiro 10, 2011

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Top Filmes 2010

Aqui ficam os melhores filmes que vi no ano passado. Faltaram ver muitos, a numeração é injusta, enfim o comum num top destes.
Estou sempre a queixar-me quando faço estes tops, mas gosto de fazer o balanço e a ordenação mantenho-a porque lhe acho uma certa piada. Mas depois olho para o resultado final e é tudo uma grande confusão.



10- The Men Who Stare At Goats


Como não consegui separar alguns filmes, cheguei ao fim da lista e faltava-me um número 10. Complicado. Vou salientar este "The Men Who Stare At Goats" que não sendo soberbo achei uma sátira bem conseguida e engraçada.
Além de que alguém saiu do cinema a dizer que tinha sido o pior filme que tinha visto e eu achei bem piada ao seu sentido de humor. Jeff Bridges, George Clooney, Ewan Mcgregor e Kevin Spacey devem ter fartado de se divertir.




9 - Up In The Air

Deve ter sido memso dos primeiros que vi em 2010. Mas lembro-me que a achei a história muito bem contada. As personagens são todas elas muito bem construídas fazem-nos preocupar com elas. George Clooney e Vera Farminga estão fabulosos.
Uma história simples e emocionante.




8 - Inception

A nível técnico um dos melhores do ano passado. A luta no hotel teve momentos fantásticos. A história também é muito apelativa ou não tivesse a ver com sonhos.
Uma premissa aliciante nas mãos de Christopher Nolan só podia resultar bem, ainda assim não deixei de sair do cinema com um travo a sentir que podia ter sido melhor.
Eu gosto muito deste realizador e com Inception acho que mostrou que deve ser o realizador que melhor convence um grande estúdio a investir uma pipa de massa em projectos mais alternativos. Claro que para isso terá de abdicar de certas abordagens? É possível. Não há bela sem senão.
Ainda assim um filme como Inception conseguiu atrair um público muito variado e extenso às salas de cinema, foi o filme sobre o qual falei com mais pessoas, a maior parte sempre muito entusiasmada com ele. Mas como disse, acho que podia ter sido melhor, ainda assim foi uma referência em 2010.



7 - Kick Ass

Foi um bom ano para este tipo de filmes. Falei dele aqui.



6 - Tulpan

É de 2008 mas só estreou por cá este ano. É o primeiro filme de ficção de Sergei Dvortsevoy um nome mais conhecido no mundo dos documentários. Neste primeiro projecto as suas bases no filme documentário notam-se na forma como aborda a vida de uma familia do Cazaquistão.
Algo que chama a atenção é a inexistência de uma banda sonora externa ao filme. Toda a música surge de canções entoadas pelas personagens ou do rádio do único carro que vemos que parece só ter uma canção a "Rivers of Babylon" dos Boney M.
Concluindo, fiquei fã de Sergei Dvortsevoy.




5- Lola

Lola é avó e esta é uma história sobre duas. Brillante Mendoza trnasporta-nos muito bem para as Filipinas neste forte drama.
Seguimos em paralelo a história de duas avós cujas vidas se vão cruzar graças às acções dos seus netos.
Duas belas interpretações de Anita Linda e Rustica Carpio no papel das duas avós. Uma que luta para dar um funeral digno ao seu neto e outra que luta para salvar o seu da prisão.




5- The Ghost Writer

2010 marcou o regresso de outro grande realizador, Roman Polansky. Um mau ano a nível pessoal para ele, mas não a nível cinematográfico.
Já tinha saudades de ver um filme do género deste em cinema. Um thriller noir que vindo das mãos de Polansky só podia estar muito bem executado. A música de Alexandre Desplat, a fotografia, está tudo a um altíssimo nível.





5- Toy Story III

Mais um regresso da Pixar, desta vez ao primogénito. As aventuras destes brinquedos têm-nos acompanhado há já alguns anos. Desta vez Andy, o dono, já tem 17 anos, já não brinca e está prestes a partir par aa faculdade. O que será da vida dos nossos amigos?
"Toy Story III" é um regresso em força, as personagens continuam no seu melhor, o vilão é sublimem, estamos a falar d eum urso rosa que cheira a morangos, é bestial. Desta vez até temos direito a Barbie e Ken.
Mas são os últimos minutos que nos arrasam por completo, é impossível assistir a esta cena sem sentir um aperto. Muito bem conseguido e talvez o melhor final de 2010. É por ele que está nesta posição.




4- L'illusionniste

Nada contra o CGI, obviamente, mas adoro que ainda se faça animação mais tradicional. Neste "L'illusionniste", Sylvain Chomet, o realizador de "Les triplettes de Belleville", encontra-se com Jacques Tati, o autor do argumento original desta peça. O resultado, é mais próximo do título português do que do original, ou seja, mágico.
Ainda há tempo para um bonita referência a Tati dentro do filme, muito bem conseguido este filme, a não perder.



3- Shutter Island

O regresso de Martin Scorscese, novamente como Leonardo Di Caprio, dupla mais que consolidade actualmente. E que funciona muito bem junta.
"Shutter Island" é um género de filme que me agrada muito. Percorre um território que adoro explorar, a mente humana. Por isso à partida tinha tudo para me conquistar e fê-lo. Claro que pela mesma razão cedo comecei a ver o caminho que o filme estava a seguir, porque são opções que me imagino a escolher caso estivesse a escrever a história.
No final foi mais cruel do que esperava, mas também é essa crueldade que lhe dá mais verosimilhança. E o momento final? A troca de palavras entre DiCaprio e Mark Ruffalo? (Estes últimos parágrafos são auto-plágio pois já os tinha colocado por aqui).
Muito bom. Di Caprio que nos volta a presentear com mais um grande papel.



2- Scott Pilgrim VS The World

Que as adaptações de BD ao cinema estão em voga, todos sabemos. Estão tão em voga quem desta vez nem esperaram que a BD fosse concluida e começaram logo a fazer o filme. Mas estejam descansados pois quem pegou nisto foi Edgar Wright, um senhor muito talentoso.
Scott conquista-nos logo com o logo da Universal em 8 bits. Ideia de génio. Depois o que temos é um filme explosivo que junta BD e jogos de vídeo dos anos 80, tudo sempre polvilhado com excelentes diálogos e personagens.
Não é que seja melhor que alguns filmes que estão atrás nem que goste particularmente mais dele, mas é uma lufada de ar fresco, algo novo e diferente e por isso merece mais uns pontinhos.




2-The Social Network

Falei dele aqui. Gostei muito, acho que tem um excelente ritmo, excelente banda sonora e o argumento está maravilhosamente escrito.



1- The Imaginarium of Dr. Parnassus

Adoro Terry Gilliam, adoro as suas bizarras e loucas realidades. Após um "The Brothers Grimm", que sendo bom, não deixou de ser um filme menor dele (derivado talvez a inúmeros problemas de produção que não interessam agora), este "The Imaginarium of Dr. Parnassus" trouxe de volta um Gilliam fantástico e fantástico é o adjectivo para descrever este belo filme.
Além disso tem uma bela homenagem a Heath Ledger, a união de Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrel para completarem este filme foi uma das mais bonitas que vi.
Ah e tem o Tom Waits como diabo.

quinta-feira, janeiro 06, 2011

terça-feira, janeiro 04, 2011

Torneio de Personagens de BD Norte-Americanas: Resultados dos quartos-de-final

Snoopy VS Rorschach VS Superman

Pensava que Superman iria, novamente, ter um arranque lento mas eventualmente dar um forte salto para a frente, mas tal nunca chegou a acontecer, o responsável por rivalizar com o vencedor Rorschach foi Snoopy. Por momentos ainda pareceu possível Snoopy vencer, mas os votos acalmaram e consolidaram Rorschach como o vencedor.

Resultado:

- Snoopy: 9 (32%)
- Rorschach: 13 (46%)
- Superman: 6 (21%)



Dr. Manhattan VS Batman

Por pouco Batman não vencia este grupo com 100% dos votos. Apenas uma pessoa votou no Dr. Manhattan, que é uma excelente personagem e merecia certamente mais. Mas ao pé do Homem Morcego as coisas complicam.

Resultado:

- Dr. Manhattan: 1 (3%)
- Batman: 28 (96%)



The Joker VS Spider-Man

Esta foi a batalha mais renhida. Desde o início que o Joker e o Aranha combatiam pela primeira posição, estando constantemente a saltarem à frente um do outro.
Ontem tenho ideia que o Aranha vencia apenas por um voto, mas hoje ao acordar vejo que vence por mais três. Como o número total de votos se mantém, parece que alguém mudou de ideias na recta final. Ou então vi mal.

Resultado:

- The Joker: 13 (44%)
- Spider-Man: 16 (55%)



Calvin VS V

O V esteve sempre a liderar, porém com o passar do tempo Calvin apoximava-se cada vez mais da liderança, acabando por perder por apenas um voto a menos. Calvin pode não ter vencido mas fez V suar.

Resultado:

- Calvin: 13 (48%)
- V: 14 (51%)


Considerações finais

Sem me estender muito, os personagens de tiras cómicas foram eliminados na sua totalidade. 50% das personagens são agora da autoria de Alan Moore. E as probabilidades são de 3 para 1 em relação à DC Comics vencer a Marvel, as duas editoras sobreviventes. Aliás o Aranha tem sido "o" grande sobrevivente da Marvel. Vamos ver até onde chegará.
Vamos ver também se Rorschach se conseguirá aguentar melhor do que o seu companheiro contra Batman.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Cândido ou O Optimismo



Passado alguns anos, depois de ter lido “O Ingénuo”, regressei aos textos de Voltaire neste “Cândido ou o Optimismo”, num regresso que peca apenas por tardio.
Gosto muito a escrita de Voltaire, se é que posso dizer isto uma vez que o leio traduzido. Mas adoro as suas ideias a forma como as desenvolve sempre cheias de bom humor e ironia. Além de que Voltaire não poupa ninguém, desde instituições religiosas até a um simples crítico que não apreciou a sua obra. Ninguém é esquecido nesta obra, uma das mais populares do autor e considerada por muitos como o seu melhor conto filosófico.

Cândido é um rapaz muito inocente que vê a sua vida a andar para trás ao ser expulso do castelo em que residia na Vestefália. Expulso apenas por ser apanhado aos beijinhos com a sua amada, Cunegundes. A partir daqui o doce e ingénuo Cândido, ao embarcar numa grande aventura povoada por desgraças e tristezas, irá descobrir que o mundo é bem diferente daquele que o seu mentor, o filósofo Pangloss, lhe tinha ensinado, cujo mote era: "tudo é pelo melhor, no melhor dos mundos possíveis". Mas aconteça o que acontecer Cândido nunca perderá a esperança em reencontar a sua doce Cunegundes com quem deseja estar acima de tudo no mundo.

O ritmo do livro é frenético, Voltaire conta muita coisa em tão poucas páginas, com um ritmo alucinante. No final, fica a lição: "...mas é preciso cultivar o nosso jardim". Nunca se esqueçam disso, Cândido também não o esquecerá.

Esta edição da Tinta-da-China é traduzida a partir de um exemplar da primeira edição, o responsável, Rui Tavares, teve por objectivo a reabilitação do texto na sua versão original, pois existem vários exemplares desde que este polémico livro foi editado na clandestinidade em 1759. Mas tudo isto está muito bem explicado na secção de "notas e comentários". Secção essa muito bem executada providenciando-nos alguma informação importante para uma melhor compreensão às várias referências que Voltaire faz.

Para nos aliciar ainda mais, esta edição conta com ilustrações de Vera Tavares, uma por capítulo (ao todo 30). Os seus traços simples e bem humorados são um belo complemento ao texto.

Concluindo temos aqui um excelente conto numa excelente edição. A colecção a que pertence tem vários títulos de renome e fica bem em qualquer estante. Para já tenho este e o "Vento dos Salgueiros", mas estou a pensar sériamente em completá-la.

Sendo assim neste meu desejo de um excelente 2011 para todos, relembro que é preciso não nos esquecermos de cuidar do nosso jardim e se possível ajudar a cuidar do dos outros também.