sábado, abril 30, 2011

Thor - Sugestões de Leitura

Este é um ano carregado em filmes de super-heróis. Na passada quinta Thor abriu as hostes, mas X-Men First Class, Captain America e Green Lantern aproximam-se também.

Como os filmes podem suscitar a curiosidade de alguns sobre as personagens vou deixar algumas sugestões de comics para os interessados.

Começo então com Thor que fui hoje ver e que é um bom filme de entretenimento sólido.

É óbvio que o início para conhecer qualquer personagem é sempre o seu 1º comic, a minha ideia é, no entanto, destacar alguns dos meus favoritos e que possam agradar àqueles que gostaram do filme.

Sem mais demoras aqui ficam duas sugestões:


THOR (Julho 2007 - Novembro 2009)


Começo por avisar que não sou um grande conhecedor desta personagem. Nunca lia os seus comics e conhecia-o mais pela participação nos Avengers ou em outras histórias.
No entanto comecei a lê-lo quando, em 2007, J. Michael Strazinsky pegou no leme.

Será um comic muito confuso para aqueles que não conhecem nada sobre Thor. Até porque no filme Donald Blake não existe, pois iria apenas complicar a sua história que tem pouco tempo para ser contada, posso, no entanto, referir que quando Thor foi enviado para a Terra por Odin foi enviado para o corpo do médico Donald Blake.

Este comic é no entanto um "novo início" para este super herói que desperta da sua hibernação e tem como missão reconstruir Asgard após o Ragnarok.

O autor Strazinsky foi também um dos autores da história do filme




ULTIMATES



Ultimates é uma versão alternativa dos Avengers da qual já falei aqui. É um Thor diferente do clássico, mas muitos dos novos filmes têm alguma inspiração nesta saga, o que faz sentido uma vez que se trata de contar a história dos Avengers se eles tivessem sido criados nos dias de hoje.

Apesar de o Mjolnir não ser tão bonito os livros valem muito a pena, pelo menos os que li, o volume 1 e 2 (o 2 se bem me lembro é o melhor).

Um grande trabalho saído da mente de Mark Millar (Kick Ass, Wanted).

X-Men First Class - New Trailer

Cliquem na imagem para ver.

Momento Favorito:

Xavier: We have it in us to be the better man.
Erik: We already are.

segunda-feira, abril 25, 2011


"Long Live The New Flesh.
Death to Videodrome"

quinta-feira, abril 21, 2011

Entrevista a Rui Zink e António Jorge Gonçalves


Já tinha falado aqui, do novo livro de Rui Zink e António Jorge Gonçalves, "O Grupo do Leão".

Agora saiu na Rua de Baixo a entrevista que fiz aos dois autores. Cliquem aqui para ver.

terça-feira, abril 19, 2011

Expo SyFy



Até 25 de Abril, das 10h00 às 00h00 vai estar disponível, no cinema São Jorge, a exibição da “ExpoSyFy”, que traz a Portugal cerca de 100 objectos originais e fotografias autografadas de alguns dos mais simbólicos filmes de ficção científica e fantasia. Uma vez que a entrada é gratuita não há desculpas para faltar.

A colecção pertence a Maite Minguez (na foto acima) que nos revela possuir cerca de 1800 artigos de cinema ao todo. Nesta exposição em particular trouxe praticamente todos os artigos que contém dentro do género.


Sobre como esta paixão pelo coleccionismo nasceu Minguez conta-nos:“A paixão por cinema vem desde pequena, costumava escapar do colégio para ver filmes e já nessa altura coleccionava os bilhetes de cinema. Depois comecei a comprar fotografias autografadas por actores e foi num desses mercados em Barcelona, o Sant Antoni, que conheci o meu actual marido, Lluis de Val enquanto procurava por uma foto. Ele tinha-a em sua casa e deu-ma porque gostou de mim. Logo nos casaríamos continuando juntos com a nossa colecção e dentro do nível monetário que tínhamos, que era pouco.

“Mais tarde montámos uma produtora de cinema e tivemos a sorte de trabalhar neste meio. Quando fomos a L.A. começámos a comprar objectos de filmes que consideramos muito importantes, estando aqui exposta a primeira peça de ficção científica que adquirimos, que são as fardas do filme “Dune”.


Além de “Dune” são muitos os filmes que se podem encontrar na exposição. Desde a espada usada por Arnold Schwarzenegger em “Conan e os Bárbaros”, passando pela luva de Freddy Krueger em “Pesadelo em Elm Street”, pelas máscaras de Jason em “Sexta-Feira 13” e de Tom Cruise em “A Lenda” ou mesmo a de Batman usada por Michael Keaton no filme de Tim Burton, um dos realizadores predilectos da coleccionadora.

Em relação às fotografias, são várias, onde figuram o grande Snake Plissken (“Fuga de L.A.”), a dupla de vampiros Louis e Lestat (“Entrevista com o Vampiro”), ou o cantor Sting no já mencionado “Dune” entre muitos mais. No entanto se tivesse de destacar uma teria de ser o mítico beijo entre homem e macaco num dos maiores clássicos de ficção científica de sempre, “O Planeta dos Macacos”. Claro que logo de seguida viria a foto da cena mais icónica de “E.T.”, o voo de bicicleta com a lua cheia como fundo e que está assinada por todos os protagonistas.


Todas as peças expostas são originais salvo a excepção de duas réplicas (oficiais), o capacete de Darth Vader assinado por Dave Prowse e uma pistola usada por Harrison Ford em Blade Runner.

Minguez revela-nos também que a peça mais cara, “porque era a que tinha mais interessados nela”, foi a mão de “Eduardo Mãos de Tesoura”. E que o capacete vermelho dos “Power Rangers”, na sua opinião, não é exactamente igual ao do filme.

Uma história engraçada foi a da aquisição do Relógio usado no filme “A Máscara”. Quando a peça chegou vinha quebrada. A coleccionadora preocupada entrou em contacto com os vendedores mas rapidamente foi relembrada que o relógio a dada altura no filme é partido pela personagem interpretada por Jim Carrey.


É de destacar também as caricaturas feitas a vários filmes e que se encontram expostas a meio das escadas do São Jorge. São das últimas peças adquiridas na colecção e foram elaboradas para a revista “Cinefantastique” por alguns dos caricaturistas mais famosos dos Estados Unidos.

O director geral do canal SyFy em Portugal, David Nuñez (na foto abaixo) conta-nos que esta exposição tem início aqui em Lisboa e que depois irá circular por diversas partes de Espanha. Mas ficou a sugestão de a levar a outros locais de Portugal, além da capital.



Artigo publicado em Rua de Baixo e da minha autoria.

quarta-feira, abril 13, 2011

Mortal Kombat Legacy - ep1

Lembram-se disto?
Pois bem, a ideia de Kevin Tancharoen não se desenvolveu (ainda) para um filme. De momento a Warner aceitou que ele realizasse 10 webisódios e o primeiro já pode ser visto.



De novas personagens, surge Stryker e Kano. O momento alto será o Kano a olhar para o seu futuro olho sem ainda o saber.
Claro que o que eu quero mesmo ver é a dupla Sub-Zero e Scorpion.

terça-feira, abril 12, 2011

O Clube de Cinema


Um proposta interessante que a Pergaminho editou recentemente por cá, foi este "O Clube de Cinema" (de 2007). Da autoria de David Gilmour, não o dos Pink Floyd, mas o do crítico de cinema e jornalista canadiano.
Trata-se de uma história auto-biográfica em que o autor nos relata a sua relação com o filho, Jesse, durante os seus últimos anos na adolescência.
A ideia é muito curiosa mas também assustadora se pensarmos do ponto de vista de um pai. Nos seus 15/16 anos Jesse cada vez mais se distanciava e desmotivava da vida académica. Durante a altura em que Jesse se encontrava a viver com o pai este percebeu que algo teria de mudar em relação à vida do filho, pois o caminho que este seguia não o estava a ajudar.
É aqui que lhe surge uma ideia, certamente radical para a maioria de nós. David deixaria o filho desistir da escola e em troca este teria apenas de ver 3 filmes por semana com ele.
É notório ao longo do livro que esta nunca foi uma decisão fácil para o pai que constantemente a questiona. Que a escola não estava a resultar na vida do filho era óbvio, mas abdicar dela, não tentar outros meios de ensino escolar, isso sim atormenta-o.
O livro vai-se dividindo então em duas grandes partes. O relatar desta relação entre pai e filho e as sessões de cinema que eu ansiava por ler. São vários os filmes visualizados e David faz sempre ao filho uma breve introdução sobre os mesmos.
Surgem nesses capítulos algumas histórias verdadeiramente fantásticas sobre vários filmes, a reter o murro que William Friedkin deu a um padre durante a realização de "The Exorcist", por exemplo. Como padre Damien o realizador usou um padre verdadeiro ao invés de um actor. A dada altura numa determinada cena descontente com o desempenho do padre perguntou-lhe se este confiava nele. O padre respondendo que sim levou de surpresa um murro na cara do realizador. Quando a cena foi novamente filmada o padre tremia enquanto terminava o seu ritual ao fundo das escadas. Isto é completamente louco e brilhante ao mesmo tempo. A ideia é genialmente louca e funcionou na perfeição para colocar a tensão necessária na personagem.
A educação pela arte é algo em que acho que devemos seriamente investir. O cinema pode ser mais do que entretenimento disso poucos terão dúvidas. Porém isso não torna a decisão do autor mais fácil, afinal de contas Jesse podia ter o clube de cinema e continuar na escola. Se as coisas corressem mal, muito provavelmente não estava a escrever este post, pois duvido que o livro tivesse sido escrito.
Gostei bastante do livro, aborda temas que me apaixonam de uma forma leve e descontraída. Sendo por momentos cativante ao ponto de querermos entrar na conversa que está a decorrer naquele momento.

Jesse é um apaixonado por hip-hop e ao longo do livro esta actividade está bem presente. por isso a título de curiosidade deixo aqui o único vídeo que o seu grupo "Corrupted Nostalgia" gravou:

segunda-feira, abril 11, 2011

No More Nathan


Caramba nao me chegou ter descoberto no fim-de-semana que a edição portuguesa do "The Brood" contém a versão do filme cortada (menos 4 minutos, nunca mais compro filmes de terror sem pesquisar antes) e agora leio que o Robert Sheehan vai abandonar uma série muito amada por mim "The Misfits".

Sempre disse que este actor ia longe, tem muita personalidade e o seu papel em Misfits chamou óbviamente a atenção de outros. Sheehan abandona assim a série para se dedicar a outros projectos.

Tenho pena porque como disse gosto muito de Misfits e sem o grande Nathan a série perde metade do seu brilho.

Haverá um substituto da sua personagem, tarefa ingrata e que dificilmente funcionará. Misfits terá uma 3º temporada, pessoalmente acho que será a última.

segunda-feira, abril 04, 2011

Green Lantern WonderCon Footage


Melhor que o trailer. Mas ainda não sei bem o que pensar disto.
A vozinha no final não me convenceu.

terça-feira, março 29, 2011

Despertar

Vou aproveitar que a "Zona Negra II" já se encontra disponível na Fnac, para colocar aqui a minha primeira história de BD que se encontra nesta revista.
Um muito obrigado ao Rui Alex por ter aceite desenhar esta história, sem ele nada disto tinha sido possível.







Anigamix 11


Para consultar o programa cliquem na imagem.

segunda-feira, março 28, 2011

MONSTRA 2011: Piercing 1 e L’illusionnist

Piercing 1



Da China chega-nos o muito interessante “Piercing 1″ de Liu Jian. Um nome até à data desconhecido no mundo da animação e que tem dado que falar com esta sua longa-metragem, tendo já conquistado em Portugal o prémio de melhor longa-metragem no Cinamina em Espinho e agora aqui na MONSTRA.

Este filme é mais uma prova de como a paixão pode levar à realização dos nossos sonhos. “Piercing 1″ é o sonho e trabalho de um homem só, Liu Jian. O filme é independente e não teve qualquer apoio do governo Chinês. Jian teve mesmo de vender a casa para poder concretizá-lo. “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena” (Fernando Pessoa). E valeu.

Utilizando um tipo de animação que evoca os saudosos Beavis and Butt-Head o autor conta-nos uma história sentida sobre a vida no seu país de origem durante a crise financeira que os tem afectado nestes últimos anos.

Na história seguimos Xiao Zhang, um jovem que veio da aldeia para a grande cidade com o objectivo de ter uma vida melhor, uma história facilmente reconhecida no mundo. No entanto os tempos agora são outros e onde o seu pai teria triunfado ele actualmente não consegue. Após perder o seu emprego considera a hipótese de regressar para junto dos pais, mas não sem antes se envolver numa série de encontros dos quais nada terá a beneficiar. Até quando tenta ajudar uma senhora idosa que tinha sido atropelada acaba por ser ele próprio acusado de tal crime sendo posteriormente torturado pela polícia (na busca de uma falsa confissão). Uma visão da China que não surpreenderá muitos e isto sim é que é realmente triste.

O final é digno de um filme dos irmãos Coen, com uma série de planos mirabolantes que nunca resultam como esperamos.




L’illusionnist




Na sessão seguinte chegou-nos “L’illusionnist” de Sylvain Chomet, já bem conhecido pelo seu trabalho anterior “Le triplettes de belleville”. Este foi, dos filmes mais actuais, o único a ter passado por cá nos circuitos comerciais nutrindo já de um grande reconhecimento e por isso mesmo não é de estranhar que tenha vencido o prémio do público aqui na MONSTRA.

Este foi também um filme que deu muito que falar ainda antes de ter estreado ou não tivesse argumento do saudoso Jacques Tati. Pessoalmente este encontro entre o humor de Tati e a animação de Chomet foi um momento maravilhoso, adorei esta peça de animação cujo resultado acaba por estar mais próxmo do título traduzido para português, ou seja, mágico.

O filme conta a história de um ilusionista francês que durante o seu percurso de espectáculos acaba por conhecer uma jovem mulher na Escócia que o segue desde então acreditando fielmente que tudo o que ele faz é magia.

Os tempos são duros para os ilusionistas, a maioria das pessoas já não se interessa por magia e os seus espectáculos acabam por ser drásticamente reduzidos. A jovem com quem está agora, não se apercebe de tais problemas, tudo para ela se resolve por magia e o ilusionista tudo faz ao seu alcance para a manter a viver nesse mundo mágico e sonhador. Mas nada dura para sempre, muito menos uma ilusão.


Publicado na Rua de Baixo por Gabriel Martins (Loot)

quinta-feira, março 24, 2011

Captain America - Trailer



Afinal as drogas são boas para nós (já o Black Panther e as suas ervinhas nunca me enganaram também).

Quanto ao trailer, parece-me bem. A música inicial faz-me lembrar o belo trailer de Star Trek do Abrams.

quarta-feira, março 23, 2011

MONSTRA 2011 – Abertura Oficial

Father and Daughter

Como nos têm vindo a habituar, as sessões de abertura deste festival são sempre muito bem pensadas e cuidadas, primando também pela diversidade artística sempre conectada com a animação. Como o próprio Francisco Galrito menciona, a MONSTRA é um festival de animação que pretende ser também um encontro entre diversas formas de arte.

Ao nos sentarmos na sala somos presenteados com uma pequena lanterna, “fará parte do espectáculo” alguém nos profere. É caso para dizer que a sessão ainda antes de começar já entusiasmava e aguçava ainda mais a curiosidade do público.

Segue-se então o espectáculo Pika Pika oriundo do Japão (um dos países cujo cinema de animação tem mais destaque nesta edição a par com o convidado, Holanda). A ideia consiste em usarmos o feixe de luz das nossas lanternas para desenharmos algo no ar enquanto o nosso movimento é captado por uma câmara (“também funciona com a luz do telemóvel” avisava a tradutora). No final criou-se um efeito de animação entre todos os desenhos elaborados, um espectáculo que divertiu todo o auditório.

Este ano a apresentação deixou de estar a cargo de Fernando Galrito para passar a ser responsabilidade do comediante Luis Franco Bastos, bem conhecido pela sua capacidade de imitação de figuras públicas. Foi uma boa aposta dotando toda a sessão de um pouco mais de humor.

Para terminar e como não podia deixar de ser, veio o cinema de animação em todo o seu esplendor e glória, coma exibição de quatro curtas do Holandês Michael Dudok de Wit: “Tom Sweep”; “The Monk and the Fish”, “The Aroma of Tea” e “Father and Daughter”.

As duas primeiras mais voltadas para a comédia rapidamente conquistaram as gargalhadas da plateia. A terceira e mais experimental, “The Aroma of Tea” consiste na sua última curta que é inteiramente feita usando chá, impressionante. Dudok de Wit é um mestre, não havia dúvidas disso por esta altura, mas se me pedissem para eleger o momento mais alto desta sessão foi sem dúvida o final de “Father and Daughter”, talvez o filme mais premiado do realizador. Esta história ternurenta sobre uma filha que após se separar do pai o aguarda durante toda a vida, arrebatou a audiência que fez questão de o demonstrar naquela que foi a salva de palmas mais sonora e sentida da noite.

A MONSTRA começou e que bom que isso é.


Publicado em Rua de Baixo por Gabriel Martins (Loot)




Torneio de Personagens de BD Europeia: Vencedor

Obélix




O Torneio de Personagens Europeias chegou ao fim. e o grande vencedor foi o não menos grande Obélix.

Ao contrário do que aconteceu no torneio de personagens norte-americanas o vencedor não foi a personagem mais nomeada pelo público. Neste caso foram dois os que obtiveram mais nomeações: Astérix e Lucky Luke.

Tenho ideia que Obélix é de facto a personagem mais popular de "Astérix", até falei sobre o facto de em miúdo (antes de ler os livros) se pensar que o nome de Obélix era Astérix.

Mesmo assim foi com alguma surpresa que vi Obélix começar a ter todos os votos e Astérix quase nenhum. Com o tempo a votação tornou-se, felizmente, mais equilibrada e estes são os resultados:

Obélix (57%): 12
Astérix (42%): 9


Curiosidade

A partir dos quartos-de-final (inclusivé) todas as personagens que apareciam primeiro nas votações passaram.



Por fim agradeço a todos os que participaram.

Astérix, Obélix e Idéafix

Photobucket

uma visão diferente por Gizenya

domingo, março 20, 2011

quarta-feira, março 16, 2011

Torneio de Personagens de BD Europeia: Resultados da Meia-FInal

Obélix VS Tintin VS Lucky Luke

Depois do empate entre Obélix e Tintin parece que a introdução de Lucky Luke a esta equação veio facilitar a vida a Obélix.
Rapidamente Tintin foi perdendo terreno enquanto uma luta renhida decorria entre Obélix e Luke. No entanto o cowboy de Morris estave sempre (ou quase) à frente...até ao dia de hoje onde foi ultrapassado pelo gaulês mais divertido da BD.


Resultados:

Obélix (40%): 12
Tintin (23%):7
Lucky Luke (36%): 11





Astérix VS Druuna

Como tinha previsto a viagem de Druuna terminaria aqui. Quanto a Astérix tem tido alguma sorte no seu caminho, mas isso agora acabou. Na final irá defrontar o seu melhor amigo.

Resultados:

Astérix (71%): 20
Druuna (28%):8




Considerações Finais

Tinha dito a dada altura que gostava de ver um Astérix VS Obélix. Não necessáriamente na final, mas assim aconteceu.
São duas personagens muito amadas e com um grande leque de fãs, estou curioso para ver sobre qual destes dois caem as maiores preferências.
Será o esperto, baixo e corajoso Astérix? ou o alto, engraçado e comilão Obélix?
Os dados estão lançados, resta votar.

ZONA MONSTRA - Lançamento



No próximo dia 26 de Março no festival de cinema de animação, MONSTRA, pelas 18:45 será lançada a nova revista de BD da Zona, a "Zona Monstra".

A capa já está a ser divulgada e é da autoria de Filipe Andrade, actualmente a desenhar para a Marvel.

Nesta edição que conta com cerca de 30 autores, volto a participar com uma curtíssima história intitulada "Cabaret Monstra", uma pequena brincadeira dedicada a um dos meus festivais predilectos e que é desenhada pelo Fil o grande criador e impulsionador deste projecto.




Para mais informações consultem o blog da Zona.

sexta-feira, março 11, 2011

O Grupo do Leão



“O Grupo do Leão” consitia numa tertúlia de artistas e aficcionados do Naturalismo que tiveram uma grande importância no desenvolvimento e divulgação deste movimento artístico em Portugal. Os encontros ocorreram na Cervejaria Leão d’Ouro durante a década de 80 e contavam com membros tão ilustres como Columbano e Rafael Bordalo Pinheiro, Silva Porto, António Ramalho e muitos outros.

No ano de 1985 o pintor Columbano Bordalo Pinheiro imortalizou este grupo naquela que viria a ser a única representação deste colectivo de artistas. O quadro pode ser actualmente visitado na colecção do Museu do Chiado de Lisboa.

Ora foi precisamente a partir de um convite do Museu do Chiado que surgiu este livro da autoria de Rui Zink e António Jorge Gonçalves, uma parceria já bem conhecida no mundo da BD/ilustração (“VIH”, “Rei” e “Arte Suprema”).

Sem dúvida uma proposta muito interessante, esta de relembrar um dos movimentos artísticos mais prestigiosos do nosso país.

Os autores a quem o desafio foi lançado, seguiram um caminho pouco convencional para prestar homenagem a este “Grupo do Leão”. O resultado é um trabalho não só aliciante como original e inventivo.

A narrativa começa com a chegada do Inspector Columbano (que não é da famíla do pintor) ao Museu do Chiado. Aparentemente desapareceram três dos pintores do famoso quadro “O Grupo do Leão”. Nunca se tinha ouvido crime mais bizarro, pois o quadro permanecia intacto no museu, os três pintores, Silva Porto, José Malhoa e Moura Girão é que literalmente desapareceram da tela. Provavelmente o caso mais misterioso com que que o Inspector Columbano se deparou.

A partir daqui seguimos uma viagem pelo museu sempre acompanhados pelo inspector que se vai informando (a ele e a nós) sobre o famoso “Grupo do Leão”. Quem eram os seus membros e qual a sua relevância?

Passeando entre esculturas e atravessando vários quadros dessa época esta é uma viagem que não será rápidamente esquecida. Aqui é preciso salientar a excelente construção e desconstrução de obras por parte de António Jorge Gonçalves bem como a qualidade dos diálogos de Zink sempre pautados por uma elevada dose de bom humor.

Uma entrevista conduzida por mim aos dois autores pode ser vista aqui.

Publicado originalmente em Rua de Baixo (Março de 2011) por Gabriel Martins (Loot)