quinta-feira, dezembro 16, 2010

Torneio de Personagens de BD Norte-Americana - Grupo II

Batman


Tinha dito que o Rorschach seria o personagem que mais desenvolvi no blog, mas estava a esquecer-me do Homem Morcego.
Falei do personagem na rubrica Influências/Semelhanças duas vezes, uma comparando-o ao Daredevil e outra ao Moon Knight.
De livros, infelizmente, só fiz um comentário maior em relação a um, esta maravilha que é Black and White Vol 1. Deste volume que contém curtas de 8 páginas de Batman, duas das minhas predilectas podem ser vistas aqui.
Além do mais este dispensa apresentações.




Marv


Marv é um dos personagens mais conhecidos e mais populares da saga de Frank Miller "Sin City".
É o personagem principal de "The Hard Goodbeye" o primeiro livro desta série que rapidamente conquistou um leque de leitores fiéis. Em "A Dame to Kill For" voltaríamos a encontrá-lo como personagem secundário quando ajuda Dwight.
Marv é incrivelmente bruto, mas no que o seu corpo ganha em força, a sua mente perde. Marv apesar de já bem adulto tem uma mente pouco desenvolvida. Mas por detrás deste aspecto assustador está um grande coração.
Alguns dos seus grandes momentos são as torturas porque faz passar os seus inimigos, hilariantes.
Entrou também em "Silent Night" e "Just Another Saturday Night".
No cinema foi interpretado por Mickey Rourke. Muitos disseram que Rourke voltou em grande no "Wrestler" mas para mim já tinha regressado em "Sin City". Rourke estava completamente mudado fisicamente, mudanças estas que vieram beneficiar a sua caracterização de Marv, dúvido que se estivessemos perante o Rourke de "Orquídea Selvagem" o papel fosse seu.
Quanto ao filme em si realizado por Robert Rodriguez e Frank Miller. É um exercício de estética muito interessante, eles conseguiram transpôr a BD para o grande ecrã, mas infelizmente o filme não traz nada de novo, apenas deu movimento à BD.
Aqui o deixo num dos seus momentos altos:






Little Nemo



Este foi daqueles que nunca tinha ouvido falar.
Trata-se de um personagem de tiras cómicas, criado por Winsor McCay, que teve o seu início de carreira em 1905.
As tiras contavam a história de Nemo um rapaz que quando sonhava partia para grandes aventuras. Aventuras essas que acabavam sempre com o rapaz a acordar, por exemplo caindo da cama.
Gostava de deixar algumas tiras mas a única que encontrei cujos balões se conseguem ler foi esta. Pelas imagens gostei muito desta.
Sem dúvida algo a descobrir, o mundo dos sonhos sempre foi algo que me fascinou, não fosse eu grande apaixonado por "The Sandman" de Neil Gaiman, mas isso fica para mais tarde afinal o Sandman também está nomeado.





Yorick Brown


Este é o personagem principal da série "Y The Last Man" de Brian K. Vaughan (que esteve envolvido em alguns episódios de Lost) e Pia Guerra.
Nesta história, Brown é o último homem, com a capacidade de respirar, à face da Terra, aliás juntamente com o seu macaco são os últimos seres a possuir um cromossoma Y. Isto assim de repente parece ser um sonho tornado realidade para muitos, mas fechem os olhos e imaginem lá isto, ia ser terrífico.
Aparentemente houve algum tipo de contaminação que matou todos os seres masculinos no planeta. Para quem está farto de pragas a transformar a malta em zombies, têm aqui uma opção bem viável. "Y The Last Man" está concluido em 10 volumes e (estava-se mesmo a ver) já há planos para fazer uma adaptação televisiva. Nunca a BD foi tao falada como agora graças aos filmes.




Hobbes
Quem nunca leu uma tira de "Calvin & Hobbes" que levante o braço? Serão muito poucos a levantar o braço e provavelmente ainda não estão na idade de aprender a ler.
Esta tira é das mais populares de sempre e tornou o nome do seu criador, Bill Waterson, sinónimo de Humor em BD.
Lembro-me que quando peguei no livro pela primeira vez pensava que o tigre era real. Afinal ele mexia-se falava, enfim fazia tudo. Rapidamente descobri que não, Hobbes é um peluche e vive na mente de Calvin.
Isto lembra-me que certo dia deparei-me com aquela que é a tira mais triste desta saga. Não é oficial pois não foi criada por Waterson, mas está bastante bem conseguida. Só peca pela referência a medicamentos, não precisava abordar isso podia ser o Calvin a crescer.
Deixo-a aqui para verem:


Quando li isto pela primeira caíu-me a bela da lágrima pela cara, isto prova o poder que estes dois têm.
Depois ainda fizeram a tira seguinte, para nos deixarem mais felizes:
Podia dizer que o Hobbes é a única personagem a concorrer que é um peluche, mas estava a mentir. Hobbes é e sempre será mais do que um mero peluche, Hobbes é um amigo.

Tree of Life - Trailer



Porque para eu ir ver um filme do Terrence Malick só é preciso uma coisa: eles existirem.

"Tree of Life" ia contar com a participação de Heath Ledger, agora substituído por Brad Pitt.

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Torneio de Personagens de BD Norte-Americana - Grupo I

Como já repararam há 8 grupos na barra lateral do blog onde podem votar escolhendo o vosso personagem favorito.

Neste primeiro grupo a primeira coisa que me saltou à mente foi que metade dele é constituído por personagens criadas por Alan Moore. Quando se escolhe aleatoriamente, surpresas destas acontecem. No entanto Moore é o autor que mais possui personagens da sua autoria neste torneio (alguns deles inspirados em outros personagens e outro inspirado em alguém real).

Mesmo assim tinha logo de calhar o Rorschach contras o V na primeira volta? É que são dos meus personagens predilectos, dois dos melhores anti-heróis que a ficção já produziu.
uma curiosidade é que excepto um já todos foram adaptados ao Cinema.

Mas avançando, aqui ficam os nomeados:




Rorschach


Não deve existir personagem que eu mais tenha falado aqui do que Rorschach, um dos meus favoritos, criado por Alan Moore e Dave Gibbons.
Dito isto aos que quiserem cliquem aqui para ver o meu comentário sobre o livro Watchmen e aqui para lerem sobre a personagem e aqueles em que foi baseado.
Jackie Earle Haley foi quem lhe deu vida no cinema e goste-se ou não do filme há que admitir que fez um excelente trabalho sendo talvez o ponto mais alto da obra de Zach Snyder.




Flash Gordon



Criado por Alex Raymond e publicado pela primeira vez em 1934, Flash Gordon tornou-se rapidamente num ícone da ficção científica. Na altura foi criado para competir com outra personagem mítica do género, Buck Rogers.
Flash tinha uma vida normal e popular (licenciado em Yale, jogador de polo) até ao dia em que foi, juntamente com a sua amada, raptado pelo seu amigo Dr. Hans Zarkov e levado para o planeta Mongo. É aqui que as suas verdadeiras aventuras começam numa luta intensa contra o governador do planeta, o terrível Ming.
o sucesso foi tal que sofreu inúmeras adaptações à TV e ao cinema. Destas destaco o filme de 1980 realizado por Mike Hodges e a série animada Defenders of the Earth que juntava Flash Gordon aos heróis: Fantasma, Mandrake e Lothar (para recordarem a intro cliquem aqui). Todos eles também figuras clássicas da 9º arte.
Neste momento há interessados em trazer o herói de volta à grande tela, desta vez em 3-D (só podia).



V

V é o mítico anarquista que protagoniza um dos melhores livros que já li "V For Vendetta".
Foi criado por Alan Moore e David Lloyd. Este último que tive o prazer em entrevistar o ano passado e que me autografou o meu belíssimo Absolute V For Vendetta (quando arranjar uma máquina coloco aqui o desenho).
A entrevista pode ser lida aqui e o meu comentário ao livro aqui. Este foi o 2º livro que comentei ainda estava verde. Não que esteja muito melhor agora.
Não me vou alongar mais porque tanto na entrevista como no comentário o livro e o personagem são falados em abundância.
Concluo apenas que este personagem tem tudo para apaixonar qualquer um. Inteligência, humor, cultura e demência. No fundo se o Joker tivesse tido a ideia de praticar o bem, podia ser um V também.
A voz de Hugo Weaving acentou magistralmente na sua interpretação de V em cinema.



Nightcrawler


Kurt Wagner pode não ser o meu X-Men de eleição mas anda lá muito perto.
Este rapaz azul foi criado por Len Wein e Dave Cockrum e teve a sua estreia em 1975 no comic: Giant-Size X-Men #1.
Aparentemente Kurt Wagner foi rejeitado pela DC Comics. E com a perda de uns, outros ganham, como foi o caso da Marvel e mais especificamente dos X-Men que ganharam aqui um dos seus mais icónicos heróis.
Sem nunca ter conhecido os seus pais, acabou por crescer no circo, onde desenvolveu as suas habilidades acrobáticas.
Mais tarde descobriu-se a identidade da sua mãe, que é a mutante Mystique. O seu pai também viria a ser descoberto, apenas mais tarde. Em relação à paternidade de Wagner, Chris Claremont teve um momento de génio, a ideia de que ele não teria um pai, mas seria antes filho de duas mulheres mutantes, Mystique e Destiny. Uma vez que Mystique tem o poder de se tranformar em qualquer pessoa, ter-se-ia tranformado num homem e engravidado Destiny. Infelizmente esta ideia foi muito radical para a editora que acabaria por dar a paternidade de Wagner ao demónio Azazel, o que funcionaria como explicação das características físicas de Wagner que apresentam traços demoníacos. Até quando usa o seu teletransporte um aroma a enxofre fica no ar. É também dos mutantes, que são fisicamente diferentes dos humanos, um dos que melhor aceita a sua condição. Ao contrário de Beast que sofre por ser um monstro peludo azul, Wagner aceita-se como é.
É muito religioso (tendo-se tornado quase padre) e também brincalhão. O seu sentido de humor e tendência para a brincadeira são dos aspectos que mais gosto nele.
No filme "X2" foi interpretado por Allan Cumming. Esteve bem retratado apesar de terem, infelizmente, deixado o seu lado brincalhão de fora e focado-se mais no religioso que até veio depois na BD. Ainda assim é protagonista de uma das melhores cenas iniciais de um filme deste género, relembrem-na aqui.



Popeye

Popeye o Marinheiro foi originalmente criado por Elzie Crisler Segar, tendo surgido pela primeira vez no Jornal Thimble Theatre em 1929. É deste grupo o mais antigo.
A sua popularidade é imensa, afinal quem nunca viu este marinheiro com os seus estranhos braços que ostentam âncoras tatuadas? Sem um olho e sempre com um cachimbo na boca? Claro que a sua maior imagem de marca terão de ser os espinafres. Sempre que Popeye estava em sarilhos comia uma lata de espinafres e as suas forças triplicavam. Quantos de nós em miúdos não decidiram passar a comer espinafres por causa disto? (algo que rapidamente desvaneceu após prová-los).
No cinema foi interpretado por Robin Williams no filme de 1980 realizado por Robert Altman.
Deixo-vos a sua célebre canção aqui.




Promethea

Tenho ali na estante o Absolute Promethea vol.1 para ler mas ainda não lhe peguei. Aproveitei uma estrondosa promoção na altura e como já tinha intenções de comprar os paperbacks decidi arriscar.
Promethea é uma série de BD criada por Alan Moore, J. H. Williams III e Mick Gray que foi editada entre 1999 e 2005. Se Popeye era o mais antigo, agora temos o mais recente do grupo.
A história desta saga é sobre Sophie Bangs, uma estudante que se torna a portadora da entidade Promethea cujo objectivo é o de trazer o Armageddon.
Um livro onde Moore aproveita para abordar uma série de temas do seu interesse, que vão desde o misticismo, à religião, filosofia entre muitos outros. Algumas das suas ideias aqui expostas voltariam a ser abordadas na sua novela "A Voz do Fogo".
Deixo-vos uma das páginas mais conhecidas da obra:

Torneio de Personagens de BD - O Início


Estão oficialmente encerradas as nomeações para "Melhor personagem de BD Norte-Americana".
As votações irão ter inicio hoje. Colocarei na barra lateral do blog 8 grupos de personagens dos quais terão de escolher o vosso preferido, reduzindo assim um leque de 42 personagens a 8. A partir daí esses 8 irão enfrentar-se um a um, até termos um vencedor, há semelhança dos saudosos torneios do Dragonball.

A votação irá decorrer até ao final da próxima semana, perto do Natal. Entretanto irei durante estes dias apresentar os grupos um a um. Todos os personagens terão direito a pelo menos uma imagem e frase de apresentação. Afinal a ideia é dar a conhecê-los todos e espero que muitos conquistem novos leitores se possível. Eu já sou um deles, pois este torneio já serviu para descobrir novos personagens e consequentemente novos livros.

Para terminar aviso que mantenho as nomeações abertas para as outras duas categorias do torneio.

terça-feira, dezembro 14, 2010

Torneio de Personagens de BD - Prelúdio


Ontem fecharam as nomeações dos personagens que vão entrar no torneio.

Antes de inicar as votações umas pequenas notas.

Houve alguns pormenores que me escaparam, um que tinha intenção de fazer referência e depois esqueci-me e outro que me passou completamente despercebido.

O primeiro é em relação ao V da BD "V for Vendetta". O V surgiu nas nomeações tanto de personagens de BD americana como de BD europeia. Isto prende-se com o facto de o livro ter sido originalmente editado em Inglaterra pela Quality Comics em preto e branco. O problema foi que a revista onde V era publicado foi cancelada antes de a história de Moore e Lloyd estar terminada. Posteriormente a série seria editada na América pela DC Comics (agora a cores) onde se concluiu.

O personagem é na sua origem Europeu em termos de edição porque em termos de criação grande parte dos personagens da indústria americana foram criados por europeus. No entanto hoje em dia está mais associado à editora americana. Se quisermos comprar o livro será a edição da Vertigo que encontraremos, até porque é a única que tem a história completa. O que até é uma pena pois há quem defenda que o livro está melhor a preto e branco (uma pena nos entido de só termos acesso a uma edição e não às duas).

Dito isto e até porque dei o V como exemplo nos comics americanos, vou deixá-lo competir nas duas categorias, afinal ninguém vai receber um Óscar. No entanto se alguém achar que é um erro abismal "manifeste-se agora ou cale-se para sempre".

O outro ponto tem a ver com alguns personagens que foram nomeados como sendo apenas um. Por ex: Dupond e Dupont ou os irmãos Dalton. Não sei se fará muito sentido separá-los principalmente no primeiro exemplo. Até porque é sempre nesse formato que surgem e é aí que está o seu poder enquanto personagens. Mas o Calvin também vai competir contra o Hobbes. Ainda estou a deliberar sobre isto, se quiserem podem dar a vossa opinião. Mas penso que se mantiver juntos será apenas o Dupond e Dupont.



Em relação aos nomeados como já suspeitava a categoria que recebeu mais participações foi a da BD americana. Faz sentido visto ser o tipo de BD que mais falo no blog. Apesar de actualmente ler na mesma quantidade os três tipos.

A categoria que teve menos participações foi a da BD asiática, mas curiosamente acabou por ter o mesmo número de nomeados que a europeia, pois nesta segunda muitos votaram nos mesmos e na mangá (todos os nomeados vieram da mangá) quase todos votaram em personagens diferentes. Aliás foi a única das categorias a não ter um só personagem que se destacasse em relação a todos os outros.
O que me lembra que no final do torneio vou comparar o vencedor com aquele que foi o mais nomeado nesta fase e ver se o resultado será o mesmo.

Esta semana darei inicio às primeias votações que irão incidir sobre o grupo de BD americana. Farei uma curta menção por post em relação a todos os personagens, nem que seja para os mostrar visualmente, pois uma das ideias deste torneio é dar a conhecer personagens e consequentemente as obras em que se inserem. Por isso aqueles que forem vencendo vão tendo direito a maiores comentários e textos da minha parte, isto porque me é impossível falar muito sobre todos.

Fica o aviso de que enquanto as votações não esitverem disponíveis ainda aceito mais nomeações, mas se tudo correr bem as primeiras votações terão inicio amanhã.

Obrigado a todos os que participaram.

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Killling Bono - Trailer

Eeste é daqueles títulos que capta a atenção de qualquer um, mas para mim o que sobressaiu foi ver ali o Robert Sheehan, que tem o potencial para ser mais popular que o Ikea.
Já vi que ele entrou no Season of the Witch com o Nicolas Cage, mas sinceramente pareceu-me muito fraquinho (o trailer). Aliás começo a acreditar que o Nicolas Cage nunca mais vai mudar o rumo da sua carreira o que é uma pena.

Já este "Killing Bono" parece muito mais divertido, espero que venha aí um filmaço, pelo menos esta amostra promete.

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Karate Kommandos

Quem destoa deste grupo: Super-Homem, Chuck Norris ou Jean Claude Van Damme?

A resposta é óbvia: Jean Claude Van Damme.

Porquê? Porque dos três é o único que não é um super-herói de BD.
Atenção, não estou a falar de BD's do "Walker o Ranger do Texas" ou daquele indíviduo que andou "Desaparecido em Combate". Não, nada disso, estou a falar desta pérola (atente-se no CN no peito):


"Chuck Norris Karate Kommandos"




Tudo começou com uma série animada criada por, precisamente, Chuck Norris. Como ia ser obviamente um sucesso a Marvel encarregou-se da BD (A Marvel a sério?).

Mas como podiam negar? Afinal ele é o melhor. De verdade está lá escrito e tudo:

Reparem nesta última vinheta, na imagem acima, onde Norris é reconhecido por uns ninjas assassinos que acabaram de invadir uma escola. Claramente este homem é reconhecido mundialmente e nem sequer precisa esconder-se atrás de uma máscara, tão grande é o terror que inspira no adversário. Bruce Wayne escolheste um morcego para incutir medo nos criminosos? Palhaço! devias era ter escolhido o Chuck Norris.

E o rapaz de vermelho que finalmente conhece o seu ídolo? "Posso colocar a mão no senhor?" pergunta ele emocionado como se estivesse a pedir para tocar no menino Jesus.


E agora quem é que tem coragem de lutar contra ele? Uma bala não pára este senhor como dizem os ninjas acima.
O que me lembra com tantas metralhadoras o melhor é mesmo investir fisicamente contra este mestre de Karaté. O resultado, é claro, um falhanço total, ora vejam:


Nisto tudo ainda há espaço para Norris usar a cultura para dar cabo dos maus:


Felizmente, para estes ninjas, Norris ainda só tinha o bigode, pois toda a gente sabe que a sua força é porporcional ao número de pêlos que tem na cara, tal como a de Sansão com o comprimento do cabelo.
No fim só não viveram felizes para sempre porque lançaram mais BD's.

Já agora deixo a intro da série animada, afinal isto nasceu primeiro nesse formato e é um clássico. Um clássico tão grande que eu nunca tinha ouvido falar (acho que nunca se repetiu tantas vezes o nome do herói durante o genérico de qualquer série que tenha existido).



"Chuck Norris stars in Chuck Norris..." Caramba isto não é para qualquer um. É melhor ainda do que Marylin Manson canta em Marylin Manson.

E por falar em heróis da vida real, do Norris não me lembro mas deste sim:



Mas este fica para uma outra oportunidade.

quarta-feira, dezembro 08, 2010



"Abashed the Devil stood and felt how awful goodness is"

The Crow

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Gantz - Trailer


Gantz em filme? Não fazia ideia.
Da BD li os dois primeiros volumes e gostei. Tenho de voltar a pegar nisso, não o fiz ainda porque são muitos volumes e deu-me a sensação que iam "encher chouriços" durante muito tempo.

Torneio de personagens de BD


Para começar a semana algo novo, mais um desafio aos leitores, mais uma sondagem. Desta vez a eleição da melhor personagem de BD.
Fiquei com vontade de fazer isto desde que vi a copa do TV dependente sobre as personagens de séries.


Neste caso vou separar as personagens em três categorias:


- Personagens de BD americana (comics, graphic novels). Ex: Batman, Spiderman, Constantine, V, Rorschach, Morpheus, Lucifer Morningstar, etc;


- Personagens de BD europeia (francófona, fumetti, etc). Ex: Astérix, Lucky Luke, Tintin, Requiem, Thorgal, Corto Maltese, Blacksad, etc).


- Personagens de BD asiática (manga, manhwa). Ex: L, Goku, Tetsuo, Kenshin, Atom, Vash, Manji, etc).










A ideia é escolher cinco personagens por cada categoria. Podem participar em todas ou só nas que estiverem interessados.

No final por curiosidade irei colocar os 3 vencedores a competir entre eles.

Então durante esta semana (até segunda dia 13) pedia para enviarem os escolhidos para jgabrielam@gmail.com. No cabeçalho do email pedia para escreverem “Torneio de personagens de BD”.

Consoante o número de personagens enviados irão ser colocados todos ou os mais escolhidos no blog para serem votados.


domingo, dezembro 05, 2010

Band of Horses em Portugal


Dia 7 de Fevereiro na Aula Magna vão estar, pela primeira vez em Portugal, uma banda excepcional que certamente dará um concerto memorável.

Os preços dos bilhetes são 25€ no anfiteatro e 32€ na doutoral.

Eu estou lá.

127 Hours - Trailer

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Festa de Lançamento da Zona Negra 2


Não cheguei a referir aqui no blog mas, infelizmente, na altura em que a "Zona Negra 2" foi apresentada no Amadora BD, problemas da parte da gráfica impossibilitaram a comparência do convidado mais importante, o próprio livro.

Agora que esse problema já é fruto do passado A Associação Tentáculo vai organizar uma festa de lançamento da revista (agora com a própria presente).

Para mais informações vejam o convite exposto acima.

Já agora, no norte a Zona Negra 2 já pode ser encontrada nas lojas: Lobo Mau, Mundo Fantasma e 7º Dimensão. Mas em breve estará disponível em mais locais. além de que pode ser sempre encomendada a partir do blog.

Esta revista marca a minha primeira aventura a escrever BD. Uma amostra deste trabalho, "Despertar", pode ser vista aqui.

segunda-feira, novembro 29, 2010

Game of Thrones - Winter is coming




Make no mistake people WINTER IS COMING

Irvin Kershner 1923-2010


Neste sábado passado sentiu-se, infelizmente, uma perturbação na força.

Para mim "O Império Contra Ataca" continua e continuará a ser o melhor "Star Wars" de sempre.

domingo, novembro 28, 2010

sexta-feira, novembro 26, 2010

D'artagnan e os Três Mosqueteiros



Lembro-me de cantarolar a canção quando andava na primária (a voz é que não a recordava nada assim).

Esta é a famosa série dos três mosqueteiros que contém um dos maiores Twists de sempre, maior que o Darth Vader ser o pai de Luke Skywalker. Estou a falar do episódio em que descobrimos que Aramis é uma mulher.

Nunca Dumas imaginou que tal fosse acontecer.

Já agora esta é uma série de animação japonesa cujo título original é: "Sanjushi".

quinta-feira, novembro 25, 2010

Misfits (Season 1)


Primeiro veio o filme, depois a banda e agora é a vez da série. O que é que estes três têm a ver uns com os outros? O nome e nada mais, mas é um nome poderoso: "Misfits", os desajustados, os outcast.
Esta série Inglesa é uma espécie de Skins meets Heroes. É sobre um grupo de 5 jovens que se conhecem a cumprir serviço comunitário. Durante o primeiro dia uma estranha tempestade ocorre e quando se tentam proteger são atingidos, juntamente com o supervisor, por um raio. Com o tempo começam a descobrir que desenvolveram poderes. O problema é que não foram os únicos a receber estes "dons" afinal a tempestade aconteceu por toda a cidade (quem sabe mais até) e nem todos, ao contrário deles, mantiveram a sua sanidade mental após a mesma.
Os poderes que os 5 receberam estão relacionados com as suas personalidades o que mostra que apesar de os raios terem causado poderes especiais, estes são desenvolvidos de forma diferente em cada um.
Kelly Bailey (Lauren Socha) está a cumprir serviço comunitário por ter andado à porrada. Percebe-se portanto que uma característica chave da sua personalidade é a agressividade, o que lhe valeu logo o estereótipo de chav para os outros. É também quem se preocupa mais com os amigos e apesar de não o demonstrar preocupa-se muito com o que os outros pensam dela, agora graças ao seu poder, telepatia, já vai saber, para o bem e para o mal.
Simon Bellamy (Iwan Rheon) é o rapaz estranho, o freak. Tentou pegar fogo a uma casa e é olhado pelos outros como sendo bizarro e, verdade seja dita, ele é. Simon não tem amigos, ninguém lhe liga e sempre foi invisível para o mundo. Já perceberam que o poder de Simon é o da invisibilidade. Este é um poder complicado, sejamos bons ou maus, quem for invisivel automaticamente vai cometer actos desonestos e este poder calhou logo àquele que parece ser o mais instável psicológicamente, lindo.
Curtis Donovan (Nathan Stewart-Jarrett) é a estrela caída. Atleta de competição, poderia ter tido uma carreira de futuro nas Olimpiadas se não fosse apanhado com cocaína. Curtis é o que mais sofre com a sua situação, pois de todos foi o que mais perdeu. Por momentos pensei que iria ter super-velocidade, afinal é um atleta de corrida e também por causa da forma como decorre a cena em que ele usa o poder e todos se começam a mexer muito devagar aos seus olhos. Mas estava errado, afinal o que é que Curtis mais deseja é voltar ao passado para apagar o seu erro. Pois bem, este é precisamente o seu dom. Curtis consegue voltar atrás no tempo. No entanto não é capaz de controlar o seu poder, recuando apenas em momentos de grande stress. Saliento o episódio dedicado a ele, em que volta atrás no tempo e tem a oportunidade de se livrar da cocaína antes de ser apanhado. Claro que tudo isto é um enorme paradoxo, se Curtis nunca chegasse a ser preso poderia nunca receber o seu poder então nunca poderia alterar as coisas desta forma, ou poderia? Ahh adoro histórias sobre viagens no tempo.
Em qualquer série há sempre um engraçadinho e uma gaja boa não é? Bem Alisha Dixon (Antonia Thomas) é a rapariga que irá causar arrepios nas virilhas dos rapazes. Está constantemente a usar a sua sensualidade nos outros e agora depois da tempestade está condenada a fazê-lo sempre que a toquem. Alisha deve libertar algum tipo de feromonas especiais quando a tocam, pois faz com que seja intensa e violentamente desejada. Os homens perdem o controle e nem se lembram do que aconteceu depois, mas enquanto lhe tocam só conseguem pensar numa coisa: em fazer amor com ela. Fez-me lembrar um pouco a Rogue dos X-Men, são ambas personagens que têm problemas com o toque. A 1º porque suga a energia deles e a Alisha porque, se não quiser, o mais certo é ser violada. Está a cumprir serviço comunitário por connduzir embriagada.
Por fim temos o engraçadinho, Nathan Young (Robert Sheehan) que é quanto a mim "O" personagem da série, aquele que faz com que "Misfits" seja um autêntico vício. Eu gosto dos outros também, principalmente do Simon que se vai revelando episódio a episódio, mas Robert Sheehan está para "Misfits" como Johnny Depp para os "Piratas das Caraíbas".
No final do primeiro episódio todos descobriram quais são os seus poderes, todos menos Nathan que das duas uma, ou não tem poderes, ou ainda não o descobriu. Felizmente tem outro dom o do humor. A interpretação de uma piada é importantíssima e Robert Sheehan faz um trabalho excepcional nesta série. Já espreitei a BD feita a partir da série e não é a mesma coisa sem ele.
Está constantemente a gozar com tudo e todos, e afirma que a razão de estar ali foi por ter sido apanhado a roubar doces, o que ninguém acredita.
Acho que "Misfits" está muito bem realizado, tem uma excelente banda sonora, que é crucial em determinados momentos, e tem um enredo divertido, interessante e por vezes completamente louco. Mas o seu grande trunfo quanto a mim é o humor: sujo, incorrecto, completamente errado, mas sempre, sempre muito engraçado. E aqui, novamente, tenho de salientar o nome de Robert Sheehan (este tipo vai ser grande). O seu discurso no último episódio sobre a sua geração é belíssimo e rivaliza com o de um William Wallace em Braveheart ou de um Maximus em "Gladiator".
Felizmente esta é uma série inglesa pois se fosse americana dúvido que tivessem os tomates de a filmar desta forma, uma forma carnal, arrojada e sem preconceitos.
Para verem o trailer cliquem aqui.

segunda-feira, novembro 22, 2010




sexta-feira, novembro 19, 2010

O Jogador


“O Jogador” foi escrito na mesma altura em que “Crime e Castigo”. Este segundo iria abordar originalmente os problemas causados pelo alcoolismo, porém a história cresceu noutra direcção e tornou-se algo diferente. Apesar de a temática do álcool ter sido mantida a partir de alguns personagens, deixaria de ser o cerne da história (ver Crime e Castigo). Isto apenas para referir que estes dois livros nasceram da ideia de vícios, “Crime e Castigo” do álcool e “O Jogador” do jogo, neste caso em particular focando-se na roleta.

A história tem início com a chegada de Alexei Ivanovich, o narrador, a Roletemburo, uma cidade Alemã conhecida pelos seus casinos. Nela encontra-se já hospedada a família daquele que é conhecido por General, uma família Russa na qual Alexei trabalha como tutor. Ao chegar começa logo a desconfiar de várias atitudes por parte do General, que se revelam algo desesperadas no que toca a dinheiro, e das suas mais recentes companhias, entre as quais o francês De Grieux, que Alexei detesta, e a Madamoiselle De Cominges uma mulher lindíssima que parece ter conquistado o coração do pobre General. A pouco e pouco Alexei começa a desvendar o que se passa, principalmente quando percebe que Polina, a enteada do General e sua amada, também está envolvida e poderá precisar de ajuda.

A relação que Alexei e Polina mantêm é verdadeiramente particular ou talvez particularmente verdadeira. Alexei é um homem astuto e até bastante orgulhoso, no entanto, não hesita em humilhar-se perante Polina. Ele ama-a tanto que se tornou seu escravo, fazendo tudo o que ela lhe pedir, mesmo que isso inclua atirar-se de um precipício abaixo. Esta foi a forma que Alexei encontrou de passar o máximo de tempo com ela, tornando-se numa espécie de seu confidente. Infelizmente para ele, Polina despreza-o, mas por vezes, em alguns preciosos momentos, Alexei jura que consegue vê-la como mais ninguém e isso para ele é inestimável.

Dostoevsky era também, um entusiasta da roleta, por isso a sua descrição do jogo e, mais importante, de um jogador, são rigorosíssimos. Aquela impaciência que se sente por nunca mais chegar a hora de podermos jogar, os minutos que se transformam em horas tão rápido que quando nos apercebemos já passámos um dia inteiro a jogar e curiosamente sem sentir necessidade de mais nada. A frustração da derrota que nos enfurece e não nos deixa parar e aquele perigoso sabor doce, Oh tão doce e passageiro, da vitória. Tudo isto são sentimentos que são comuns na vida de um jogador, seja o jogo da roleta, ou do poker ou de outro qualquer, quem já jogou de certeza que já os vislumbrou e quem é jogador vive-os todos os dias.

Para terminar a cereja no topo do bolo, a ironia das ironias, “O Jogador” foi escrito para pagar as dívidas de jogo do autor. Caso não terminasse o livro a tempo o seu cobrador ficaria com o direito de publicar as suas obras durante 9 anos sem qualquer tipo de remuneração.

PS: Depois de o ler acabei por ir ao “Estoril Film Festival”, onde fui ver o “Scott Pilgrim VS The World”. No final acabámos por ir espreitar a sala de jogo, fiquei a olhar para a roleta, ao vivo e a cores, pela primeira vez. Nunca foi um jogo que me tinha atraído…até agora. Não joguei claro, mas tenho de experimentar um dia. Não se preocupem está tudo controlado, não há problema, a sério que não há é só vencer uma vez e ir embora, depois nunca mais volto não me deixo enganar como os outros, até tenho um método e tudo é que as probabilidades vão por água abaixo com o desgaste do material, é só descobrir quais os números em que a bola cai mais e apostar nesses, é isso, descobri, está feito, até uma próxima.

quarta-feira, novembro 17, 2010

Green Lantern - Trailer


O vilão principal parece ser Hector Hammond. Dá apra ver o Sinestro no trailer, esperemos que construam bem a sua ligação a Hal Jordan, para a explorar depois.
Mas não me convenceu confesso, resta-me deixar isto:


"In brightest day, in blackest night,
No evil shall escape my sight
Let those who worship evil's might,
Beware my power... Green Lantern's light!"

Hal Jordan

XVII Caminhos do Cinema Português


Peço desculpa pelo atraso mas aqui fica o aviso de que o festival Caminhos já começou e irá decorrer até 23 de Novembro em Coimbra. Cliquem na imagem para mais informações e deixo aqui o press release:

"Coimbra, 12 de Novembro de 2010: Realiza-se de 14 a 23 de Novembro a XVII edição do Caminhos do Cinema Português, o único festival de cinema nacional exclusivamente dedicado ao cinema português.

Durante essa semana vão estar em competição 65 filmes portugueses, entre curtas e longasmetragens, que vão tornar Coimbra na capital do cinema lusitano. Para além da secção competitiva, os espectadores podem ainda assistir a uma série de secções paralelas de forma totalmente gratuita. Entre estas inclui-se a já habitual secção “Caminhos do Cinema Europeu”, este ano dedicado ao cinema turco. De 15 a 22 de Novembro, sempre às 22 horas, o cinema turco é mostrado na sala do Theatrix, espaço recém-inaugurado a partir do antigo Cine-Teatro Avenida.
Os alunos das escolas de cinema têm também oportunidade de mostrar os seus trabalhos no mesmo local na secção “Ensaios Visuais”, com exibições a partir das 17h30, de 15 a 19 de Novembro.

Para graúdos… e miúdos

As manhãs estão reservadas para quem não tem idade para ficar acordado até tarde. Sempre às 10h00 no TAGV, os mais novos tem a oportunidade de tomar o primeiro contacto com o cinema português através da secção “Caminhos Juniores”. Às 15 horas inicia-se a “Retrospectiva Cinema Novo”, com a exibição de películas como “Perdido por Cem”, de António Pedro Vasconcelos, e “Belarmino”, de Fernando Lopes.
Ainda no âmbito do festival, o Foyer do TAGV vai receber duas conferências que vão ajudar a tornar o “Caminhos” num espaço de reflexão cultural e cinematográfica. No dia 17 de Novembro, Paulo Granja vai moderar a conferência “Do Cinema Novo ao cinema.

domingo, novembro 14, 2010

The General

A primeira vez que ouvi falar de Buster Keaton foi no filme “Benny & Joon” de 1993, há muitos anos atrás. A personagem, Sam, interpretada por Johnny Depp era um grande entusiasta de Keaton e interagia com a vida como se fosse o próprio nos seus filmes. Foi assim que o nome daquele que é juntamente com Charles Chaplin uma das maiores lendas do cinema mudo de comédia me chegou aos ouvidos.
Em 1927 quando “The General”, realizado por Buster Keaton e Clyde Bruckman, chegou aos cinemas o resultado foi um falhanço, tanto a nível de crítica como de vendas, curiosamente este até era o filme predilecto de Keaton. Com o tempo isto mudou e hoje em dia é um dos filmes mais conhecidos e apreciados do realizador, tendo já sido considerado em 2002 numa sondagem de críticos, como um dos melhores filmes de sempre.
O filme é inspirado numa grande perseguição a uma locomotiva que decorreu em1862 durante a guerra civil americana, quando um grupo de membros do Union Army, o exército do Norte, tomaram em sua posse o comboio “The General”.
Keaton interpreta o maquinista deste comboio, um homem do Sul, que se aventura na sua perseguição imediatamente após lho roubarem. Para piorar as coisas a mulher que ama encontra-se dentro do comboio como refém.
Como não sou um grande conhecedor a frase que vou escrever vale o que vale, mas mesmo assim queria salientar que este foi o melhor filme que vi do género. Keaton tem uma grande presença cómica e é impossível não nos rendermos ao seu talento.
Ele é também o responsável por todas as suas acrobacias no filme, que são a sua imagem de marca e lhe valeram a alcunha,“The Great Stone Face”, pois durante as mesmas mantinha sempre uma expressão calma sem alterações emotivas. Algumas destas peripécias físicas eram bastante perigosas, sendo a mais famosa, neste filme, a cena inicial em que ele se encontra sentado numa das vigas que liga as rodas do comboio e este começa a andar. Se algo corresse mal ele poderia correr risco de vida. Mas Keaton era assim, se tinha graça, para ele, valia a pena.
Outra cena clássica é a da queda de um comboio de uma ponte abaixo. Não sendo fã de utilizar miniaturas Keaton quis que a cena fosse real o que tornaria, acho, este filme como a sua produção mais cara.
Palavras para quê? “The General” é um clássico e Keaton um mestre, o resto é conversa.

quinta-feira, novembro 11, 2010

Shaman Warrior Vol. 1

Já há algum tempo que queria conhecer o estilo de Banda Desenhada que dá pelo nome de Manhwa, por isso quando me deparei com este “Shaman Warrior”, de Park Joong-Ki, não hesitei e trouxe para casa o 1º volume. Manhwa está para a Coreia como Manga para o Japão. Pelo que percebi, tanto Manhwa como Manga são termos gerais para designar BD nos seus países de origem, fora deles é que ficaram associados especificamente a BD coreana e japonesa respectivamente.
Manhwa apresenta um traço muito similar ao do Manga. Algo que notei ser diferente é por exemplo a forma de desenhar as faces. O nariz e os olhos são bastante distintos dos típicos desenhados em Manga. A leitura também é diferente, pois é feita como no Ocidente, ou seja, da esquerda para a direita. Isto acontece porque o hangul é tipicamente escrito nesse sentido. Curiosamente aqui, tal como acontece frequentemente em Manga, também se mantém a tradição de desenhar alguns personagens que há primeira vista não sabemos se são homens ou mulheres.
Neste primeiro volume seguimos os personagens, Yarong, um Shaman Warrior (guerreiro com poderes especiais), e Batou o seu discípulo, que se deslocaram até uma taverna na fronteira de Kugai. Logo a inicio são atacados por um vasto grupo de combatentes e a partir daqui o que nos espera é um festival de pancada que dura praticamente até ao final do livro tendo apenas um capítulo que consiste num flashback e onde se conta um pouco sobre quem são Yarong e Batu e qual a razão de estarem ali. Ficamos também a conhecer Yaki a filha de Yarong, ainda bebé, mas que no final do livro se percebe que será uma personagem central nesta trama.
Grande parte deste volume 1, como disse consiste em porrada, a história desenvolve-se muito pouco e não posso neste momento tecer grandes comentários sobre ela, posso apenas dizer que no final torna-se mais intrigante e deu-me vontade de a continuar a descobrir. A arte é muito boa e quanto às cenas de luta o autor consegue dotá-las de uma grande velocidade e dinamismo, que irão certamente agradar aos fãs do género. Pecam no entanto, na minha opinião, por alguma censura. Não digo que todas estas histórias devam seguir o caminho de um “Blade of the Immortal” onde as cenas de luta não têm problemas em mostrar membros esquartejados e grandes quantidades de sangue a borrifar as páginas, mas logo no início de “Shaman Warrior” temos uma cena de decapitação que é tapada por um balão a expressar o som. Pessoalmente se não queriam mostrar uma cabeça a ser cortada eu optaria por mudar a cena, mas nunca tapá-la. Claro que isto é apenas um pequeno pormenor que tem a ver com o meu gosto pessoal, nada que arruíne a leitura.
Nesta edição, da Dark Horse, gostei da ideia de colocarem no final de cada capítulo uma página que nos mostra os esboços iniciais de vários personagens de “Shaman Warrior”. É muito engraçado ver como evoluíram desde essa altura.

terça-feira, novembro 09, 2010

Scott Pilgrim em Portugal





















“Scott Pilgrim” de Bryan Lee O'Malley começou por ser editado em 2010 e rapidamente se tornou um fenómeno. O sucesso foi tal que uma adaptação ao grande ecrã era inevitável e foi feita ainda antes da BD estar terminada.

Felizmente surgiu em Portugal uma nova editora, a Booksmile, que decidiu apostar em “Scott Pilgrim” lançando os dois primeiros volumes: “Na Boa Vida” e “Contra o Mundo” em português e que já se encontram disponíveis desde 4 de Novembro.

É sempre bom ver editoras a apostar em BD por cá e penso que esta edição chega em muito boa hora uma vez que graças ao filme muitas pessoas estão a conhecer este personagem e, espero eu, talvez se venham a interessar por conhecê-lo no universo da BD.

Quanto ao filme a sua estreia está cada vez mais próxima, pois será no dia 8 de Dezembro. Porém para aqueles que sentem não poder esperar mais, aproveitem neste Sábado para ir à antestreia do filme no Estoril Film Festival.



Deixo-vos uma sinopse da obra retirada da press release do lançamento:
"Scott Pilgrim tem 23 anos e está feliz com a vida pacífica que leva. Divide os dias entre o ócio do desemprego voluntário e os ensaios da banda de rock, os Sex Bob-Omb.
Namora com Knives Chau, uma chinesa de apenas 17 anos, facto que preocupa do seus amigos sobretudo quanto às intenções futuras de Scott para com uma rapariga tão nova.
No entanto, a rotina diária dividida entre consolas, a banda e o tempo dedicado à preguiça, vai sofrer um abalo sísmico provocado. A culpada é Ramona Flowers, uma norte-americana recém-chegada ao Canadá, a única estafeta da Amazon na região.

Dois encontros breves foram o suficiente para Pilgrim se apaixonar. Um dia decide fazer uma encomenda pela internet e fica à espera da amada. Ramona gosta de Scott e os dois começam a sair. A história poderia acabar aqui e ter um final feliz. Mas não.
O passado de Ramona vai assombrar a relação. Scott vai ter de lutar contra sete ex-namorados maléficos caso queira continuar a sair com ela. Cada um irá desafiar o herói para uma luta.
É este o universo de Scott Pilgrim. Uma mistura de elementos de videojogos, manga, filmes de kung fu, música e cinema, que se une às questões do amor jovem e do início da vida adulta."
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...


Alberto Caeiro em "O Guardador de Rebanhos"

sexta-feira, novembro 05, 2010

The Social Network

A semana passada em conversa com um amigo o nome deste filme surgiu, o “Filme do Facebook” como se tem tornado mais conhecido. Ele não demonstrava grande interesse nele, mas quando atirei o nome de David Fincher para a mesa os seus olhos brilharam num pequeno instante, o interesse, tão rápido como o premir de um gatilho, tinha nascido.
Com isto não pretendo menosprezar o tema que tem muito valor, quero apenas salientar que Fincher conquistou tal reputação e admiração, que se quisesse filmar sobre a plantação de nabos o filme iria suscitar interesse na mesma.
Como todos sabem, esta é a história do nascimento daquela que é hoje em dia a rede social mais popular a nível mundial, o Facebook, seguindo o seu criador Mark Zuckerberg muito bem interpretado por Jesse Eisenberg que lhe providencia uma aura de “génio anti-social” nas medidas certas.
Saí do filme a questionar-me em que pé estaria a Humanidade se não existissem as mulheres. Sem contar obviamente com a questão biológica pois sem elas não havia humanidade e centrando-me apenas nas grandes invenções ou mesmo obras de arte criadas pelos homens. Será que existiriam, sem uma mulher para as incentivar? Não que a capacidade não esteja lá na mesma, mas sem uma mulher para as ver, porquê darmo-nos ao trabalho? O Facebook tal como muitas ideias acaba por nascer em parte, também, por causa de uma mulher, neste caso, da necessidade que Mark Zuckerberg tinha em vencer e impressioná-la. Aliado a isto está claro outra necessidade, a de que Zuckerberg tinha em ser aceite por clubes sociais e não falo dos digitais. Em Portugal a vida académica funciona de forma bastante diferente, mas graças aos filmes Americanos temos algumas ideias de como alguns destes clubes universitários funcionam.
É um regresso em grande deste realizador que se está a tornar um cronista dos nossos tempos, primeiro com “Fight Club” e agora, de uma forma mais realista, com “The Social Network”. A construção do argumento de Aaron Sorkin (que faz um curto cameo) adaptado do livro "The Accidental Billionaires" de Ben Mezrich e a edição a cargo de Kirk Baxter e Angus Wall são impecáveis que dotaram o filme de uma grande dinâmica alternando entre as relações pessoais de Zuckerberg durante a criação do Facebook e os processos de tribunal que sofreu anos mais tarde devido a essas mesmas relações. A música de Trent Reznor e Atticus Ross também está longe de passar despercebida, o som industrial que pauta o filme é de realçar, muito bom.
Acho que o elenco também foi muito bem escolhido, já elogiei acima Eisenberg e de resto nunca me pareceu que alguém tenha destoado do seu papel. Andrew Garfield que descobri em “The Imaginarium of Dr. Parnassus” está muito bem no papel do melhor amigo de Zuckerber, Eduardo Saverin o co-criador do Facebook e que é peça fulcral na carga mais dramática do filme a sua relação com a de Zuckerber (e vai ser o novo Homem-Aranha, espectáculo). Armie Hammer também tem grande presença a interpretar os gémeos Cameron e Tyler Winklevoss. Já agora Tyler foi interpretado por Josh Pence do pescoço para baixo durante todo o filme, no entanto Armie Hammer por ser o mais parecido nas feições teve a sua cara a substituir a de Pence digitalmente. Por fim temos Justin Timberlake na pele de Sean Parker o criador do Napster. Vi-o recentemente em “Alpha Dog” e também gostei bastante da sua prestação além do mais há que adorar ver um músico como é Timberlake a gozar com a indústria musical neste filme.
É curioso, ou talvez não, que os filmes deste género têm sempre algo em comum. Quando alguém começa a tornar-se muito famoso e a receber quantidades exorbitantes de dinheiro, as relações de amizade vão, infelizmente, para as urtigas e estou a falar de filmes baseados em histórias verídicas.
Como é que o Facebook se tornou a rede social mais popular na Internet? Mais importante como é que ainda consegue manter esse estatuto? E como modificou a vida dos seus criadores e a de uma geração inteira? Não me alongando mais, fica a sugestão para irem conhecer a história do bilionário mais jovem do planeta e descobrirem as respostas ou o mais próximo que estaremos delas. Na minha opinião um dos grandes deste ano.

quinta-feira, novembro 04, 2010

O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde


Existem livros que se tornam marcos na literatura mundial, aplaudidos ou pelo público ou pela crítica ou até pelos dois. Alguns destes tornam-se conhecidos em todo o mundo outros nem por isso, o que não quer dizer necessariamente que uns sejam melhores que outros, existem obras-primas nos dois campos. No entanto por alguma razão em particular há livros que são do conhecimento público, mesmo antes de serem lidos. Tal é o caso de obras como “Guerra e Paz” ou “Crime e Castigo”. Todos sabem da sua existência e muitos até quem são os autores, mas será do conhecimento geral as suas histórias? Os seus personagens? Conhecerá a maioria das pessoas que não os leu que o primeiro decorre nas guerras napoleónicas e qual é o crime e o castigo de Raskolnikov no segundo? No geral, penso que não.

Aqui há então uma clara divisão entre livros conhecidos e histórias ou personagens conhecidas. Mesmo quem não leu “Romeu e Julieta” sabe quem são estes dois e o triste fado que os espera, o mesmo para os “Três Mosqueteiros”. É verdade que muitos pensam que Frankenstein é o “monstro” sendo na verdade o cientista, mas ainda assim conhecem a história do homem que criou vida a partir de vários cadáveres. “Drácula” é outro caso e até não fazendo qualquer ideia de como se desenrola a história de “Dorian Gray” muitos saberão que um quadro envelhece no seu lugar, mas em menor escala que os acima referidos. É neste patamar que acredito que se encontra também o clássico de Robert Louis Stevenson, “O Estranho Caso de Dr. Jekyll e do Sr. Hyde” editado em 1886. Stevenson que é também o autor do não menos conhecido, “A Ilha do Tesouro”.
Considero que isto acontece porque os livros atrás mencionados sofreram inúmeras adaptações (nem sempre fiéis ao original). Desde adaptações ao teatro, ao cinema ou mesmo desenhos animados. Só deste livro em particular há 123 filmes. Com uma exposição em tantos meios diferentes é normal que o conhecimento delas seja vasto, são histórias que se tornaram parte do nosso meio cultural.

Este é um dos casos em que é uma pena sabermos tanto antes de ler o livro. Ao já conhecermos a ligação entre Jekyll e Hyde perdemos o mistério que lhe é inerente, ou seja, a tentativa de descobrir o que une o doutor respeitado Henry Jekyll a uma figura horripilante que dá pelo nome de Edward Hyde. Nisto tive pena, gostava de ter experienciado ler o livro sem este conhecimento, tentar descobrir por mim o que se passava, mas não foi nem será a última vez que tal acontece. Felizmente a história é sólida e muito boa, não vive apenas de uma descoberta, está muito bem desenvolvida e a sua temática é interessante, pois mais do que um mistério é um estudo sobre a dualidade do ser humano, em como uma pessoa é boa e má ao mesmo tempo.

Ao contrário da maior parte das adaptações a história não é contada do ponto de vista de Jekyll ou Hyde, nem assim deveria ser. A personagem que seguimos ao longo da história é Gabriel John Utterson (esquecido em várias adaptações), um advogado e velho amigo do Dr. Jekyll.
Tudo começa quando Utterson tem conhecimento, a partir do seu amigo Enfield, da descrição de um estranho homem que dá pelo nome de Edward Hyde. Baixo como um anão e de feições horrendas apesar de nunca ninguém as conseguir descrever muito bem, Hyde é tido em conta como uma pessoa sem escrúpulos e que liberta uma aura de incrível malevolência. O que desperta particular atenção ao advogado é a ligação que este Hyde tem ao seu grande amigo Dr. Jekyll, pois é o herdeiro de toda a fortuna do doutor e como é que duas criaturas tão díspares são agora tão próximas é um mistério que Utterson se sente compelido a desvendar, não vá o seu pobre amigo estar a ser vítima de chantagem.

Como referi acima o tema desta obra é o da dualidade entre o bem e o mal que existe dentro de todos nós. Este é o tema da pesquisa do Dr. Jekyll que se restringiu apenas a esta dualidade mas tendo consciência de como o ser humano tem várias camadas. O interesse do doutor neste assunto prende-se com o facto de mesmo sendo uma pessoa na sua maioria integra e respeitada, tem um lado negro que não consegue suprimir. O autor nunca nos revela quais são estas necessidades que tanto envergonham o personagem, quem sabe se trate da recorrência a prostitutas ou de relações homossexuais, afinal estamos em pelo séc XIX numa Londres Victoriana onde tais actos eram condenados (e nalguns locais, infelizmente, ainda são). Ou até algo realmente cruel, a verdade é que nunca saberemos.
O problema em negar e tentar esconder as nossas tentações debaixo de um tapete mental nem sempre resultam da melhor forma. Por vezes escondidos no inconsciente esses sentimentos ganham forças e um dia assaltam-nos de surpresa. Stevenson desenvolve esta ideia de uma forma mais drástica e irreal que é extremamente aliciante e assustadora.

terça-feira, novembro 02, 2010

Las Serpientes Ciegas

"Las Serpientes Ciegas" viria a nascer da vontade que Bartolomé Seguí (desenhador e ilustrador) tinha em desenhar uma história que se desenrolasse durante a guerra civil espanhola mas também numa Nova Iorque dos anos 30. Tendo dito isto a Felipe Hernández Cava (autor de BD, guionista para TV, crítico de arte e director editorial), este começou a orquestrar a trama que juntasse estes elementos. Inicialmente, Seguí, pediu a Gabi Beltrán para coloriar a BD, mas eventualmente acabaria por ser o próprio a fazê-lo.
A história começa em 1939 com a chegada de um adversário a Nova Iorque. Conta-nos que se encontra ali porque está em busca de um homem chamado Ben Koch. No entanto nunca nos revela o seu nome e qual a razão da sua perseguição. Encontra-se muito bem vestido, envergando um fato e um chapéu, vermelhos. Será este homem um detective da policia ou um investigador contratado por terceiros? Independentemente da resposta o que podemos concluir é que este misterioso homem não se preocupa em chamar a atenção, nem tem particular pressa em encontrar o seu alvo, instalando-se confortávelmente na pensão de um amigo de Koch e esperando que este venha até si enquanto conhece a cidade.
Em paralelo conhecemos a história do perseguido, Ben Koch, que curiosamente também se encontra em busca de alguém, Curtis Rusciano. A História de Ben vai alternando entre o presente e o passado, de modo a nos dar a conhecer qual a relação entre Ben e Curtis, como ambos se conheceram num grupo comunista em 1936 em Nova Iorque e como se voltaram a encontrar em Barcelona quando Ben foi combater na guerra civil espanhola.
Este foi o primeiro trabalho que conheci de ambos os autores e fiquei muito bem impressionado.
O argumento de Felipe Hernández Cava está muito bem construído, dividindo a história em 7 capitulos cada um com 8 páginas. A história surge-nos a início como um thriller policial e tal como um bom detective, há medida que a vamos descobrindo, cada vez mais mergulhamos numa outra temática, a das ideologias politicas de cada um e como podem ser perigosas quando levadas ao extremo.
A arte de Bartolomé Seguí também não fica nada atrás na qual reconheço influências de Miguelanxo Prado. Adorei o seu retrato de Nova Iorque para o qual usou como referência as fotografias de Berenice Abbott. Pelo que descobri sobre o autor costuma dedicar-se mais ao preto e branco aventurando-se aqui por um caminho menos comum ao ter decidido colori-la. Percebe-se perfeitamente o porquê da escolha pois é uma BD que ganha muito simbolismo na cor e ainda bem que o autor decidiu fazê-lo pois o resultado é espantoso.

Foi uma obra que não passou despercebida em Espanha tendo arrecadado vários prémios em 2009 e tendo sido também considerada em França como uma das melhores 15 BD´s em 2008.
Comprei-o o ano passado quando passei por Madrid. Gosto sempre de procurar pela BD de um país quando o estou a visitar. Claro que em certos locais a língua dificulta ou impossibilita a leitura, mas felizmente o castelhano não é um problema.