quarta-feira, outubro 06, 2010

O regresso às Crónicas de Gelo e Fogo


Um dos grandes prazeres em ler uma saga é sentimento de reencontrar velhos amigos. Ao pegar em "Fúrias dos Reis" o 2º volume de as "Crónicas de Gelo e Fogo" (3º pela Saída de Emergência) volto a constatar isso sem surpresas. Tem a parte triste em que relembramos as injustiças que aconteceram antes, damos as boas vindas a novos personagens e voltamos a beber um copo com os nossos predilectos que se mantêm, como é o caso de Tyrion Lannister. O "duende" tem duas particularidades que sempre gostei num personagem, é inteligente e gozão.


INÍCIO DE SPOILERS

A sua chegada a Porto Real é muito bem vinda por mim, mostrando o seu descontentamento com o que aconteceu, é bom ver um Lannister (ao menos um) ter repeito e consideração por Ned Stark. Esclarece logo que não teve nada a ver com o ataque a Bran e castiga aqueles envolvidos na traiçãod e Ned (os que pode castigar e os que sabe que o traíram), isto promete.

FIM DE SPOILERS


Aproveito isto para falar aqui da série de TV que irá começar no próximo ano. Esta série tem tudo para ser "O" acontecimento televisivo do próximo ano. Ora vejam, a história é excelente, a escolha de actores parece-me bastante boa, vai ser produzida pela HBO que nos tem habituado a séries de grande qualidade e que provávelmente não se vai acobardar nas cenas mais intensas, e o autor está envolvido no projecto. Tem tudo para ser uma vencedora.
Tyrion Lannister será interpretado por Peter Dinklage, é possível que aquela cor de cabelo não lhe assente muito bem, mas Peter Dinklage é um grande actor acho que foi uma grande escolha e não dúvido que nos trará um Tyrion perfeito para a TV. Saliento também Sean Bean no papel de Ned Stark e deixo-vos os trailers que já saíram.









domingo, outubro 03, 2010

Crime e Castigo


o "Crime e Castigo" é considerado o primeiro grande romance que Fyodor Mikhaylovich Dostoyevsky escreveu ao atingir o seu período de maior maturidade literária.
Curiosamente a ideia inicial para este livro seria a de explorar o consumo abusivo de álcool e as suas consequências, cujo título seria "The Drunkards". No entanto um homem veio mudar isso tudo, seu nome, Pierre François Lacenaire. Inspirado pelos crimes de Lacenaire, Dostoyevsky criou o crime de Raskolonikov (personagem principal da trama) e a partir daqui a história central lidaria com outras questões morais, no entanto o tema do álcool não foi esquecido e continuou a ser abordado, agora através de personagens secundárias, o que acontece com a família Marmeládov.

Esta não seria a única mudança radical a ocorrer durante a escrita deste romance. A versão inicial do livro foi escrita na 1º pessoa através da perspectiva de Raskolonikov. Com o tempo a história crescia cada vez mais na mente de Dostoyevsky, que apesar de já ter escrito grande parte da obra, decidiu alterá-la completamente ao reescreve-la do início mas agora na 3º pessoa, tendo até anunciado que teria queimado a versão anterior, facto que foi desmentido posteriormente por Joseph Frank.
A forma como o autor acabaria por escrever o livro, ligando o narrador à consciência das diferentes personagens, foi altamente revolucionária e original na época tendo até gerado alguma controvérsia. Hoje em dia é indiscutível a sua qualidade e importância.

A história começou por ser editada no jornal "The Russian Messenger" em 1866. A relação entre o autor e os editores correu bem salvo uma excepção e essa excepção prendeu-se com uma personagem em particular, Sónia. Não se sabe especificamente em relação ao quê, mas aparentemente Dostoyevsky teve de alterar algumas partes sobre ela, algo que não foi, comrpeensivelmente, fácil para o autor.

O enredo centra-se na personagem de Rodion Romanovich Raskolnikov, um ex-estudante de direito a viver em São Petersburgo. A personagem é-nos apresentada como não estando nas melhores condições, as suas roupas são velhas e rotas, o seu quarto uma sala minúscula e não tem emprego. Desde o início do livro há uma ideia que apoquenta constantemente a sua mente, que a mantém em constante turbulência e agitação, uma ideia que a pouco e pouco tem vindo a ganhar mais relevância, a ideia de assassinar Alyona Ivanovna uma velha viúva a quem várias pessoas recorrem em tempos desesperados para penhorar os seus bens.
A início Raskolnikov nunca explica a razão por qual está a considerar efectuar este crime, revela-nos que a senhora é uma aproveitadora e que se ganharia muito mais com a sua morte uma vez que com o seu dinheiro ele poderia fazer mil acções que compensariam tal acto. Mas há muito mais por trás desta ideia que só nos será revelado mais à frente.

Enquanto considera se avança com este plano conhece Semyon Marmeladov um bêbado que lhe conta toda a sua vida e como a sua família sofre com o seu alcoolismo. Incapaz de segurar um trabalho a sua filha mais velha, Sónia, foi obrigada a prostituir-se para colocar comida na mesa do pai e da sua segunda mulher (que sofre de tísica) e mais três crianças. Ráskolnikov fica impressionado com este relato, em como o ser humano é um verdadeiro patife que se habitua a tudo, ou então, pelo contrário que não é um patife, que afinal "tudo o resto é superstição, falsos medos, e então não há barreiras, e tem de ser assim mesmo!...".
Raskolnikov é realmente uma pessoa de extremos ora sente uma enorme apatia e até repugnãncia pelas pessoas ora revela-se um grande altruísta capaz de dar o seu único dinheiro para ajudar os outros.
Rapidamente conhecemos também Razumikhin um antigo colega da faculdade e um dos seus poucos amigos que ao reencontrar Raskolnikov lhe oferece trabalho na tradução, mas este recusa.
A recusa de trabalho e as suas reflexões sobre a moral após o encontro com Marmeladov poderão ser indicadores de que a razão por qual Raskolnikov ocupa o pensamento com a ideia de um assassínio, não será baseada (ou pelo menos apenas) na sua actual pobreza. Para piorar as coisas recebe uma carta da sua mãe onde lhe revela que a sua irmã irá casar com Pyotr Petrovich Luzhin um advogado que se encontra numa boa situação financeira. Não me estendendo mais, Raskolnikov retira da carta que este casamento não é mais que um sacríficio que a sua irmã está a fazer pela família o que o incomoda profundamente.

(A partir daqui é possível que me tenha entusiasmado a falar desta obra, por isso para quem não quer saber mais sobre a história, não continue a ler).
Penso que não será surpresa, devido ao título da obra, que um crime ocorre e por consequência um castigo. O crime é revelado logo na primeira parte e é a partir daqui que começa o castigo quando Raskolnikov ao contrário do que pensava não aguenta o "peso" do mesmo que o afectam tanto psicológicamente como fisicamente. A mente quando está doente afecta o corpo e Raskolnikov começa a sofrer de febres e delírios preocupando-se obsessivamente com as repercursões do seu crime. As suas obsessões e paranoias não passam despercebidos às pessoas com quem virá a conviver e será apelidado em várias ocasiões como sendo um monomaníaco.
É em conversa com Porfiry Petrovich, o detective encarregue do assassinato de Alyona Ivanovna que descobrimos a teoria de Raskolnikov, uma teoria que consiste em dividir a sociedade em duas classes distintas: os ordinários e os extraordinários. A primeira classe é a mais comum naquela em que a maioria das pessoas se enquadra, são as "abelhas" trabalhadoras que vivem de acordo com as leis e morais, já a classe dos extraordinários que é muito mais reduzida, é constituida por pessoas excepcionais que não necessitam de seguir a lei, sendo-lhes permitido transgredi-la (o que inclui matar) se isso lhes for útil para o cumprimento dos seus objectivos (que no final serão benéficos para a humanidade), pois é esta classe de indíviduos que devem ser os líderes e ditar as regras da outra. Alguns exemplos de indíviduos extraordinários são dadas, mas é na figura de Napoleão que Raskolnikov mais se foca. Ele acreditava pertencer, há semelhança de Napoleão, na classe dos extraordinários e por isso o crime que cometeu, permitido. Efectivamente o facto de não ter conseguido lidar com as consequências do seu acto, levam-no a questionar as suas crenças e a desilusão de ter falhado espelha-se no seu corpo.

Um dos grandes temas que o autor aborda é o do niilismo Russo que naquela altura ganhava notoriedade, ideias ligadas ao utilitarianismo e racionalismo que aqui são fortemente criticados através da teoria de Raskolnikov. Dostoyevsky leva as ideologias destas filosofias, cuja ideia principal é serem altruistas, a uma espécie de "pior cenário possível", uma vez que a rejeição da autoridade (niilismo Russo) ou o facto de os fins justificarem os meios (utilitarianismo) podem criar uma série de situações altamente discutíveis ética e moralmente.
Outro aspecto literário muito interessante é a ligação que existe entre o estado do personagem e o estado da cidade, algo em que Dostoevsky também foi dos primeiros a explorar.

Quando esteve preso na Sibéria o autor tornou-se mais ligado ao cristianismo ortodoxo, experiência que se faz notar em "Crime e Castigo" pois contém vários simbolismos religiosos e onde Raskolnikov poderá através do amor e da fé renascer como um novo homem. Estamos também a falar de uma época em que a religião desempenhava um forte papel na sociedade Russa e independentemente das crenças do autor a forma como está retratada no livro faz-me todo o sentido.

"Crime e Castigo" foi um dos melhores livros que li, a forma como o autor escreve e explora a psique humana, tanto em acções conscientes como nas incoscientes, são excepcionais e tornam este livro numa peça absolutamente imperdível.
Li a edição da "Presença" uma vez que é traduzida directamente do russo, pois aparentemente existem várias edições traduzidas do inglês ou do francês. Claro que se perde sempre algo na tradução, como os nomes de algumas personagens conterem duplos sentidos. Este "jogo de palavras" existe também no título pois crime em russo, prestuplenie, significa uma transgressão, e neste caso o crime de Raskolnikov consiste na transgressão de uma barreira moral.


Fonte

quarta-feira, setembro 29, 2010

Anjo Exilado



Saiu um novo vídeo desta canção, que foi filmado durante este concerto.

No fundo isto é só mais uma desculpa para voltar a por aqui esta música excepcional e me gabar que estive lá.

segunda-feira, setembro 27, 2010

Receita para criar um detective memorável (um dos muito bons):

1: Colocar todas as características mentais necessárias a um profissional desta área, tais como:

- Excelente capacidade de observação;
- Inteligência acima da média;
- Raciocínio rápido;
- Capacidade de "think outside the box".


Nota: Um corpo treinado pode não ser essencial como uma mente treinada, mas é uma mais valia que irá compensar sempre nos momentos mais físicos que uma investigação pode vir a ter.


2: No ponto um cria-se a qualidade do detective e no ponto dois tornamo-lo inesquecível, pois é aqui que se molda a sua personalidade.
Para ter uma personalidade única, devemos adicionar determinadas particularidades na sua forma de pensar/viver ou determinados maneirismos, aspectos que não sejam partilhados pela maioria das pessoas e que de preferência tenham uma conotação negativa/bizarra/humorística.


3: Colocar um elemento na sua imagem que o torne facilmente reconhecível em relação a todos. Pode ser a roupa, o uso de um objecto ou algo na sua aparência como o penteado.


4: Um fiél parceiro, alguém com quem se possa contar em qualquer situação. Têm de ser espertos, pois as suas opiniões podem ajudar a desvendar o caso, mas nunca podem ser mais espertos que o detective.
Por norma estão mais perto do cidadão comum não partilhando das "pancas" do detective e por isso mesmo não se tornam tão particulares.

5: Algo que é necessário nas histórias de um bom detective é um criminoso à altura, alguém cujo intelecto rivalize com o do mesmo. Por vezes existe um que se eleva acima de todos os outros e se torne o Arqui-Inimigo.


Alguns exemplos:






Sherlock Holmes





1: O detective mais famoso da literatura, com direito a um museu e um pub em seu nome. É o orgulho da Scotland Yard, conhecido por usar o método científico e a lógica dedutiva.
2: A presunção, Holmes é o melhor naquilo que faz e sabe-o. O consumo de opiáceos.
3: O sobretudo, o chapéu e o cachimbo.
4: Dr. John H. Watson.
5: Professor Moriarty




Hercule Poirot



1: A maior criação de Agata Christie, também um dos grandes detectives da literatura. Gaba-se de conseguir resolver os seus casos sentado na sua poltrona, utilizando a psicologia para isso. Não é um detective que gosta de acção física.
2: É obsessivo-compulsivo das limpezas, nas palavras de Hastings, um pouco de pó magoam-no mais do que uma bala. Detesta ser apelidado de francês, pois é Belga.
3: O bigode. Baixinho, gordinho, com uma cabeça que faz lembrar um ovo e não dispensa o laço no seu fato.
4: Arthur Hastings.
5: X





Batman

1: O detective mais conhecido do mundo dos super-heróis. Não tem poderes mas é famoso por ter uma das mentes mais brilhantes da DC comics e por ser um praticante exímio de artes marciais.
2: De noite veste-se de morcego para combater o crime.
3: Novamente, veste-se de morcego!
4: COF COF Robin COF COF.
5: The Joker.






L


1: O melhor detective em "Death Note". Em termos de QI um dos mais geniais de sempre.
2: consumo abusivo de doces e café e pensa melhor com os pés em cima da cadeira em vez do rabo.
3: As olheiras, a forma de sentar e andar descalço.
4: Watari.
5: Kira (Light Yagami).

quinta-feira, setembro 23, 2010

Dead Can Dance

Ela:





Ele:

Petzi


Quando falo sobre as primeiras BD's que li em criança, lembro-me sempre das idas à Biblioteca da escola para pegar no Spirou, no Astérix e no Lucky Luck, etc. Lembro-me que graças a um colega do meu pai tive a sorte de ter uma quantidade enorme de livros da Turma da Mônica e depois alguns do Zero, da Turma do Arrepio e o 1º volume da edição brasileira do AKIRA (que infelizmente só concluiria anos mais tarde pois não o encontrava à venda). Depois vieram os super-heróis e com eles a entrada no mercado Americano e passado uns tempos cheguei à adolescência.
Acabo sempre por me esquecer de referir que quando era miúdo uma das primeiras BD's que li (talvez até "A" primeira) foi o Petzi. Não me lembro quem mos comprava nem quem mos dava e mais triste ainda não sei onde os tenho guardados (caso ainda estejam lá em casa), tenho apenas a vaga ideia de que eu e o meu primo tinhamos uns quantos e adorávamos. Há uns tempos lembrei-me destes livros que contam a aventura do urso Petzi e dos seus amigos, um Pinguim de laço, um pelicano que tinha de tudo dentro do seu bico e o capitão do Navio, uma morsa sempre de cachimbo na boca. Não me conseguia era lembrar do nome disto, e um dia qualquer a vaguear pela net , já nem sei aonde, deparei-me com o nome: PETZI!!!.
Portanto lembrei-me aqui de partilhar isto e perguntar se mais alguém se lembra de ler isto? Já agora isto é BD mas não usava balões quando as personagens falavam.

terça-feira, setembro 21, 2010

David Bowie - Warszawa


Como se escolhe o melhor álbum de David Bowie? como se escolhe o melhor dentro de um leque tão grande e diversificado de álbuns? Uma pergunta mais fácil de responder se estivessemos a falar de apenas um género musical, mas Bowie é apelidade de "Camaleão" por alguma razão. É sem dúvida um dos artistas cuja carreira mais admiro, mas voltando à questão, como se escolhe? A resposta é muito fácil: não se escolhe, porque não é preciso.

Agora ando em volta de "Low" de 77 um dos grandes álbuns que Bowie lançou nesta década, considerada, penso eu, pela maioria como tendo sido a melhor década dele. Não discordo mas também não esqueço as suas fantásticas peças dos 90 e sim eu também adoro os seus 80 (o Scary monsters já conta nos 80) mesmo sendo muitas vezes postos de lado.

Agora deixo-vos com "Warszawa" uma das melhores canções de "Low" que foi "esquecida" no best of, mas que nunca será esquecida por mim. Bowie fez de tudo e bem!

Grip Inc. - Solidify


Outro dia fui vasculhar alguns dos meus CD's antigos que estavam a descansar há demasiado tempo. Quando vi "Solidify" dos Grip Inc. as suas memórias acometeram-me imediatamente. Podemos passar anos e anos sem ouvir uma música mas quando a voltamos a escutar a letra e melodia instalam-se imediatamente na nossa mente.
Grip Inc. foi uma banda que conheci na fase da minha vida em que ouvia mais Metal, nunca deixei de ouvir este género musical que adoro, mas a verdade é que já o ouvi mais. Na altura não tinha net, não dava para pesquisar sobre a banda e o CD foi copiado do original de um amigo meu, isto para dizer que até hoje não sabia nada da banda, mas isso também não interessava, o álbum era bom e isso é o que importa.
Hoje depois de pegar no álbum descubro em primeiro lugar que é uma banda formada por Dave Lombardo, talvez, o mais icónico baterista dos Slayer (e que já tocou ao vivo com Danny Carey, como eu adorava que tivessem repetido o feito quando Tool e Slayer passaram por cá no Ozzfest), e em segundo que o vocalista, Gus Chambers, morreu em 2008. O futuro da banda de momento é incerto.
"Solidify" é o 3º de quatro álbuns da banda. Foi lançado em 1999 e conta com Dave Lombardo na bateria, Guy chambers na voz, Stuart Carruthers no baixo e Waldemar Sorychta na guitarra e teclas.
Apesar de ter gostado do álbum acabei por nunca mais lhes seguir o rasto e com o tempo caíram um pouco no esquecimento, daí ter decidido que mereciam a recordação, pois "Solidify" é um álbum sólido do início ao fim onde não há canções para encher chouriços.
"Isolation" funciona muito bem para introduzir o álbum, ao ouvi-la sabemos logo se vamos gostar dele ou não. Seguida por "Amped" vem uma das melhores canções, "Lockdown". Canções estas que de uma forma geral estão todas ao mesmo nível, havendo ocasionalmente algumas que se elevam um pouco mais alto como volta a acontecer com "Foresight" ou "Vindicate". A voz de Chambers talvez seja mais próxima do hard rock do que propriamente do metal, mas, apesar de nunca sobressair, assenta bem neste género de metal mais harmonioso.
No entanto dizem que o melhor álbum desta banda é o último "Incorporated", vou ver se concordo.


Grip Inc. - Vindicate

segunda-feira, setembro 20, 2010

Queer Lisboa & MOTELx 2010











Após as férias de verão já começaram os ciclos dos festivais de Cinema, vou então relembrar aqui dois, um que já começou e outroa que se encontra à porta.
Na passada sexta-feira foi a abertura da 14º edição do Queer Lisboa que decorrerá até 25 de Setembro.
Depois do Queer sair é a vez de o MOTELx entrar em acção com a sua 4º edição, que decorrerá entre 29 de Setembro e 3 de Outubro.
Cliquem nas imagens para aceder aos sites oficiais.
Eu pelo menos um filme de cada um tenho de ir ver, são dois festivais que se tornaram obrigatórios.

terça-feira, setembro 14, 2010

Pluto

Quando li o primeiro volume de Pluto fiquei logo conquistado. Partilhei aqui essa leitura confiante de que era uma obra em que se devia apostar. Hoje volto a falar dela após a ter terminado e volto a confirmar e sublinhar o quão fantástica e divertida esta viagem foi.
Alterei um pouco o texto pois assim em vez de dizer que o volume 1 é muito bom já posso dizer que todos 8 volumes são excelentes.
Naoki Urasawa é um nome bem conhecido do mundo da BD, mais especificamente do mangá. É o autor de "Monster" e "20th Century Boys" as suas duas séries mais premiadas até à data.
Em 2003 decidiu embarcar numa nova aventura, de nome "Pluto" (vencedor do grande prémio Tezuka Osamu Cultural Prize) ao reiventar a história clássica de Astro Boy, "The Greatest Robot on Earth", aproveitando assim para voltar a dar vida a uma das histórias que mais o marcou durante a infância e homenagear ao mesmo tempo o seu criador Osamu Tezuka.
A primeira grande surpresa do livro é que Astro Boy (Mighty Atom numa tradução mais literal do japonês) não começa por ser o seu personagem principal, mas antes Gesicht um robot detective alemão de aparência humana.
A história tem início precisamente com Gesicht a investigar a ocorrência de dois homicídios. O primeiro trata-se da morte de Mont-Blanc, um robot Suíço protector da natureza, que era não só um dos sete robots mais avançados tecnologicamente como também um dos mais amados pela população tendo estado envolvido em várias acções humanitárias sendo por exemplo um dos grandes responsáveis pela actual paz na Ásia após a 39º guerra central. A segunda vítima é Bernard Lanke um humano envolvido profundamente nos movimentos defensores dos direitos dos robots. Dois homícios, um robot e um humano, cometidos em locais diferentes e sem qualquer ligação aparente salvo a excepção de que ambos os corpos foram decorados com objectos na cabeça para terem a forma de cornos. Esta única semelhança é tão particular que é suficiente para Gesicht assumir que os casos estão ligados.
Os robots são construídos de forma a não serem capazes de matar humanos (apesar de uma excepção já ter ocorrido) e nenhum vestígio humano foi encontrado em ambos os locais do crime, o que dificulta a questão de "o quê ou quem cometeu estes crimes horrendos?".
Como tinha referido um robot já tinha sido capaz de matar um humano, seu nome Brau 1589, a sua localização, Bruxelas numa instituição correccional de alta segurança para robots. A cena em que Gesicht o questiona é uma das minhas predilectas evocando ambientes que relembram momentos clássicos do género, como o mítico encontro entre Hannibal Lecter e Clarice Starling em "Silence of the Lambs". Quando a cena termina só desejava que voltássemos a encontrar este mítico robot, felizmente o desejo concretizou-se, pois os encontros entre Gesicht e Brau 1589 irão continuar ao longo do livro e serão de grande importância..
"Pluto" é um mangá policial de ficção científica, com uma história extremamente bem desenvolvida e que se desenrola a um ritmo frenético mantendo-nos sempre presos à trama, a querer saber cada vez mais e mais sobre este mistério.
No primeiro volume a investigação de Gesicht alterna com outra história dedicada ao robot escocês North No. 2, também ele um dos sete magníficos (os mais poderosos robots) que combateu na 39º guerra central da Ásia e que começa agora uma nova forma de vida ao se tornar mordomo de um famoso pianista cego. Este pequeno momento dedicado a North No. 2 e que explora o desenvolvimento entre a sua relação e a deste pianista amargurado pelo tempo é de uma beleza notável e que mostra que os robots também podem sonhar ou ser atormentados pelo passado, fantástico.
Robots mais humanitários que um ser humano, um cientista que tentou criar a Inteligência artificial perfeita, um crime escondido e um urso de peluche que aparenta estar por detrás de toda a conspiração, são alguns dos ingredientes desta grande obra, absolutamente imperdível.
Um dos objectivos de Naoki Urasawa ao criar "Pluto" era também que leitores mais jovens tivessem curiosidade em ir descobrir o clássico dos anos 50, "Astro Boy". Por mim posso já dizer que funcionou, nunca li nem vi o animé, mas irei definitivamente procurar os livros desta obra de Osamu Tezuka.
Como não conheço a obra em que esta foi baseada não as posso comparar a qualquer nível, porém ao ler "Pluto" o nome de Isac Asimov surgiu mais do que uma vez na minha mente, pois também aqui os robots e a inteligência artificial são explorados de uma forma muito interessante.
Além de Urasawa, "Pluto" conta também com Takashi Nagasaki como co-autor e com a supervisão de Macoto Tezka (filho de Tezuka).

segunda-feira, setembro 13, 2010

They're Back


Finalmente regressaram os "Sons of Anarchy". Uma temporada que promete emoções intensas não fosse aquele final ao som do que me parecia um Nick Cave mas era afinal Richard Thompson.

sábado, setembro 04, 2010

Axis of Awesome - Four Chord Song



Para relaxar no fim-de-semana.

quinta-feira, setembro 02, 2010

The Expendables


Havia um sonho no ar, o sonho do regresso dos míticos heróis dos filmes de acção dos anos 80 (e também 90 vá). Um nome surgiu logo no ar para encabeçar a lista destes heróis. Um e apenas um, já estão obviamente a ver quem é: Chuck Fucking Norris!
Por questões comerciais quiseram contratar mais actores, ter uma equipa a assistir Mr. Norris o que era totalmente desnecessário, o que era precisamente... Dispensável... Daí o 1º nome com que este filme foi baptizado foi "Chuck Norris & The Expendables". As filmagens foram um sucesso, o problema é que o filme durava apenas 15 minutos, pois Mr. Norris foi demasiado rápido a resolver a missão. O estúdio não estando contente, mais uma vez por razões comerciais, decidiu cortar "Chuck Norris" do filme e posteriormente do título, passando a ser "The Expendables". Os membros do estúdio que tomaram esta decisão desapareceram misteriosamente no dia seguinte e ainda hoje as forças policiais fazem o seu melhor para os encontrar, e algumas partes já foram encontradas, mãos, pés e penso que uma orelha. Sem líder aparente Stallone decidiu pegar nas amarras deste projecto e pegando na equipa composta por Jason Statham, Jet Li, Dolph Lundgren, Terry Crews, Randy Couture e Mickey Rourke filmou tudo novamente e assim nos chega "The Expendables".
Agora a sério, Stallone realiza aqui o regresso dos grandes filmes de acção que mencionei acima. É esse o espírito e são essas as memórias que evoca. Quando miúdo devorava esses filmes todos e aqui prometia-se o regresso da velha guarda, que tão bem conheço, aliado aos heróis de acção dos tempos modernos. Claro que agora já não sou esse miúdo e no que toca a filmes de acção estou mais inclinado para um "Bourne" do que para um "Expendables" cujo argumento é coisa que não importa. Mas também se era para retratar estes filmes na perfeição, uma boa história ia mudar o registo do filme automaticamente.
Muito sucitamente temos uma equipa de mercenários liderada por Stallone a quem é apresentada uma nova missão, muito bem paga mas muito arriscada. A missão consiste em dar na boca ao General Garza (David Zayas) que usou o seu exército para controlar o seu país, uma pequena ilha na América do Sul, tornando-o numa ditadura. Com o revelar de certas informações a equipa decide que é um trabalho a não fazer, mas qual povo explorado qual quê, Stallone não consegue é tirar uma miúda, que conheceu quando esteve lá, da cabeça. Curioso que os heróis de acção que envelheceram estão aqui, mas as femme fatale continuam a ter vinte e poucos.
Como disse é um género que já não me entusiasma como há tempos, mas mesmo assim consegui divertir-me em vários momentos. A acção que é a única coisa que interessa aqui está bem conseguida, carregada de exageros como é suposto (agora ainda mais com a evolução dos efeitos especiais) e com várias cenas de luta que enchem o olho a qualquer fã do género. A arma que o personagem de Terry Crews carrega é sublime e porporciona um dos melhores momentos no filme, pois o que se quer aqui são membros do corpo a voar.
O problema é que o cinema está valentemente caro nos dias que correm e tendo isso em conta é um filme que se vê muito bem na TV pois é completamente dispensável. Mas penso que os fãs do género não vão ficar desiludidos.
Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger dão os seus ares de graça num curto cameo. A conversa entre Stallone e Schwarzenegger brinca com a rivalidade entre estes dois, afinal foram os dois grandes heróis de acção nos seus tempos, o Terminator e o Rambo.
Faltam no entanto outros nomes clássicos, Jean Claude Van Damme sendo o mais óbvio dos que não aparecem. Aparentemente foi-lhe oferecido um papel mas Van Damme recusou pois o seu personagem não tinha produndidade suficiente para o seu gosto (mas algum destes tem?).
Steven Seagal também recusou um cameo mas poderá ser visto em "Machete" num futuro próximo. Wesley Snipes devido a problemas com o fisco não pôde entrar, o que é uma pena. Para terminar, não tenho dúvidas que se Bruce Lee estivesse vivo e aceitasse estaria no lugar de Jet Li garantidamente.
Para vilões foram buscar os lutadores Steve Austin e Gary Daniels. Eric Roberts também marca presença ele que entrou em vários filmes de porrada quando mais novo, apesar de não lutar desta vez.
Outra curiosidade é que o papel de Bruce Willis foi originalmente oferecido a outra lenda de acção, se bem que de outro estilo há semelhança de Willis, Kurt Russel, mas Snake Plissken não estava interessado naquele momento.

terça-feira, agosto 31, 2010

quarta-feira, agosto 18, 2010

Os Putos da Rua [4]

sonho

Publicado originalmente no fanzine "Venham + 5" #7.


E assim terminam as tiras dos "Putos da Rua", pelo menos por enquanto pois não há mais de momento.
Esta era mais gira enquanto decorria o campeonato mas não faz mal.

Black Swan- Trailer

O novo de Darren Aronofsky. É preciso dizer mais?

terça-feira, agosto 17, 2010

Avengers e Thor - Trailers

O teaser de "Avengers" pouco diz e nada mostra, mas fica aqui o 1º vídeo sobre esta super equipa.


No que toca a Thor estamos melhor, um vídeo de 5 minutos que saiu na comic-con.

T Trailer from cine31 on Vimeo.

Uma pessoa regressa de férias e depara-se com isto (não faço ideia de que ano é apenas mo mostraram hoje):



A música pimba a elevar sempre a metáfora mais além.
E o videoclip? Sem palavras.

sexta-feira, julho 30, 2010

Férias



Até daqui a duas semanas.

quinta-feira, julho 29, 2010

Questionário: Escolhe um artista III

Recentemente voltei a lembrar-me deste antigo desafio.
De todos os que fiz foi um dos predilectos, gostei tanto que na altura fiz logo dois. Consiste em escolher um determinado artista/banda e responder às questões abaixo com títulos das suas canções.

Agora, a pedido, volto a recordá-lo aqui no blog, mas com um novo músico.
Os antigos podem ser vistos aqui:
- Tool
- David Bowie

A todos os que lerem isto sintam-se desafiados.




Pick an artist: Bob Dylan

1.) Are you a male or female? Minstrel Boy

2.) Describe yourself: I Am a Lonesome Hobo

3.) How do you feel about yourself: Like a Rolling Stone

4.) Describe where you currently live: Maggie's Farm

5.) If you could go anywhere, where would you go: Knockin' On Heaven's Door

6.) Your best friend is: Lily, Rosemary And The Jack Of Hearts

7.) Your favorite color is: Tombstone Blues

8.) You know that: The Times They Are A-Changin'

9.) What's the weather like? Buckets of Rain

10.) If your life was a television show, what would it be called? Highway 61 Revisited

11.) What is life to you? See That My Grave Is Kept Clean

12.) What is the best advice you have to give? It Takes A Lot To Laugh, It Takes A Train To Cry

13.) If you could change your name, what would you change it to? Mr. Tambourine Man

sábado, julho 24, 2010

The Filth


Após uns desentendimentos com a DC Comics, Grant Morrison foi trabalhar para a Marvel. Nesta altura começou a criar “The Filth” e obviamente vendeu primeiro a ideia à Marvel. Se esta ideia já seria difícil de vender a uma editora como esta, Morrison ainda sugeriu que fosse uma história do Nick Fury. Escusado será dizer que a parceria nunca aconteceu. Acabaria por ser a editora com quem teve problemas, a Vertigo (linha adulta da DC), a pegar nesta obra, com quem Morrison já tinha trabalhado previamente nos seus “The Invisibles”. E assim em Agosto de 2002 “The Filth” começou a ser publicado durante 13 comics [1].
Nesta história acompanhamos Greg Feely, um homem comum cuja vida pouco preenchida e deprimente está prestes a dar uma volta de 180º. Os seus interesses resumem-se em dois. O consumo de pornografia, o seu único escape da rotina do dia-a-dia e o seu gato Tony, sem dúvida o ser mais importante na sua vida. Pouco a pouco vai sendo contactado por estranhos que lhe dizem pertencer a uma organização secreta de nome “The Hand”. Na verdade Greg Feely é Ned Slade um agente desta organização que decidiu tirar uma licença de descanço. É aqui que entra Greg Feely, que afinal se trata de uma parapersona, ou seja, não é real, apenas uma personalidade criada como porto de abrigo para Ned Slade descansar. Infelizmente as férias de Ned tiveram de ser reduzidas pois os seus valiosos serviços voltam a ser necessários.
Ned alinha nesta aventura esperando obter respostas e que a sua memória verdadeira regresse. Apesar de recordações lhe invadirem a mente, a personalidade de Greg Feely continua muito presente na sua vida, nunca desaparecendo e sentindo-a sempre mais real que a suposta verdadeira, o que por vezes faz com que a sua equipa de trabalho tenha pouca paciência para ele e as suas preocupações com Tony. Sim porque o seu gato continua sempre a ser o foco da sua vida, a sua maior preocupação.
The Hand é uma organização policial que tenta manter a sociedade num determinado caminho, denominado por Statuos-Q. Tratam todo o tipo de problemas que são considerados demasiado bizarros, extravagantes ou perigosos para as forças policiais comuns. Aqui Morrison aproveita para descarregar uma quantidade infidável de ultra-violência, degradação sexual e morte. The Filth é uma sátira à nossa sociedade que pega nos seus piores aspectos e retrata-os de uma forma grotesca uma exploração dos sentimentos mais negativos da nossa civilização.
Em 1999 Morrison esteve de baixa durante alguns meses sozinho em casa com o seu gato, nas suas palavras “Ao invés de ficar a lamentar-me, decidi transformar tudo num processo horroroso de solidão e decadência, em um tipo de purificação - ou putrefação – poética” [2]. E assim foi, Morrison mergulhou a fundo no mundo da morte, do sofrimento, de pornografia levada ao extremo, da decadência, ou seja, no mundo do caos, o Qliphoth (árvore da morte) que consiste no oposto da mais conhecida, árvore da vida. “The Filth é uma tentativa de injetar nos meus leitores uma mistura curativa de idéias vis, emoções nocivas e imagens inaceitáveis" [2].
Este é um dos trabalhos mais autorais de Morrison e uma continuação da temática que abordou em “The Invisibles” e “Flex Mentallo”. Felizmente “The Filth” não sofreu de tanta censura como “The Invisibles”, digo de tanta porque acho que ainda existe alguma. Como uma cena em que uma mulher aparece coberta por sémen negro que foi cortada e a personagem de Tex cujos genitais são pixelizados, apesar de Morrison afirmar que a ideia era mesmo a de aparecer pixelizado.
O desenho é de Chris Weston e a cor de Gary Erskine, que fazem uma excelente trabalho, que se adequa perfeitamente à podridão que é “The Filth”, às vezes a arte até cheira mal. Mas não podemos esquecer as capas de Carlos Segura que fogem ao estilo tradicional dos comics e são de uma creatividade e bom gosto enormes.
Nesta mistura toda ainda há tempo para mundos de BD dentro de “The Filth” (se bem que “The Filth” poderá ser já por si isso mesmo) e chimpazés comunas assassinos (grande Dmitri que se lixem os humanos).
Para quem leu em inglês, entender o sotaque inglês da Spector foi uma verdadeira aventura por vezes.

sexta-feira, julho 23, 2010

Os Putos da Rua [3]

Os Putos da Rua - Diabo

Publicado originalmente no fanzine "Venham + 5" #7.

quarta-feira, julho 21, 2010

Roxy Music ao vivo



Ao vivo amanhã em Oeiras, por 25€.
Era de ir caramba.

terça-feira, julho 20, 2010

Shutter Island


É o meu tipo de história por isso tinha de gostar, claro que pela mesma razão cedo comecei a ver o caminho que o filme estava a seguir, porque são opções que me imagino a escolher caso estivesse a escrever a história.
Mas voltando ao filme. Este é mais um da dupla Scorscese/DiCaprio que tem dado valentes frutos, "Shutter island" é mais um deles.
No final foi mais cruel do que esperava, mas também é essa crueldade que lhe dá mais verosimilhança. E o momento final? A troca de palavras entre DiCaprio e Mark Ruffalo? Muito bom.

sexta-feira, julho 16, 2010

The Dark Side of the Voice


Star Wars é uma saga épica que dispensa apresentações. Um novo universo saído da mente de George Lucas que criou um legado que perdurará para sempre.
Três filmes clássicos que mudaram o Cinema e três mais recentes em busca de novos fãs e para animar os antigos.
Nem todas as escolhas foram certeiras em Star Wars, mas no fim de contas a verdade é que é um marco.

Lucas sempre teve atenção a muitos pormenores na realização de Star Wars. Um deles é sem dúvida o som. Começando na banda sonora, que é um trabalho magistral de John Williamas. Star Wars teve altos e baixos mas a sua banda sonora foi sempre constante, de elevada qualidade e sem nunca falhar.

Os efeitos sonoros são clássicos, podia falar das naves, dos alienigenas, mas quando se pensa num efeito sonoro em Star Wars o primeiro a vir à mente é o do mítico sabre de luz. Quantas armas foram inventadas que fossem tão estilosas como um sabre de luz?

O que me leva ao tópico deste texto, a voz. Ou mais especificamente, a voz dos Sith. Claro que as vozes dos Jedi são seguras e fortes e a do Yoda uma das mais conhecidas e sábias, mas as vozes dos senhores cujo primeiro nome é sempre Darth, têm uma atenção extra. São vozes realmente poderosas e negras, repare-se que Anakin só teve uma voz verdadeiramente portentosa depois de passar para o lado negro.



Darth Vader



Comecemos pelos primeiros filmes (cronologicamente).
Em A New Hope o primeiro Sith a surgir é aquele que ficaria conhecido por todo o mundo, Lord Vader. O personagem tinha de ser imponente e a voz era crucial, aliás a parte mais difícil de encaixar no personagem. Como Vader fala por uma máscara, a pessoa que o interpretava podia ser qualquer um, desde que tivesse a estatura necessária. David Prowse foi o actor que vestiu o fato mas foi James Earl Jones que lhe deu a voz. Curiosamente Prowse não foi informado de que ia ser dobrado e acreditou sempre que a voz de Vader seria a sua. Mas o seu sotaque inglês, sem querer ofender, ia arruinar Vader. Já Earl Jones criou uma lenda.






Darth Sidious




Em The Empire Strikes Back surge um novo Sith num holograma, mas seria em Return of the Jedi que o iríamos ver em carne e osso (até porque Ian McDiarmid não lhe deu voz no episódio V), estou a falar obviamente de Lord Sidious, o Imperador.
A voz de Ian McDiarmid é magestosa. Sidious é o mais negro de todos os personagens de Star Wars e a sua voz transmite toda a sua maldade e desprezo. É um mestre manipulador, sem dúvida, um verdadeiro Dark Lord of the Sith. Voltou a estar em alta no mais recente filme Revenge of the Sith.






Darth Maul



O costume dos Sith (nesta altura) é de haver apenas dois, um mestre e um disciplo, por isso nunca em nenhum filme houve mais de dois a partilhar o ecrã.
O próximo Sith surgiria em The Phantom Menace e seria talvez a melhor coisa que apareceu no filme, Lord Maul.
Maul é do tipo calado e contam-se pelos dedos de uma mão as falas que tem no filme (duas???).
Não sei se o personagem é calado por natureza ou simplesmente porque o actor que o interpreta (Ray Park) não tinha uma voz adequada para um Sith. Sim porque quando Maul abre a boca não é Ray Park que fala mas sim, Peter Serafinowicz. E dobrar um ser humano a falar não é tão adequado como um que usa uma máscara. Compreende-se por isso a fraca participação vocal de Maul. Mas a atenção às vozes do Sith mantêm-se incólume, Peter Serafinowicz tem bastante pinta a falar.








Darth Tyrannus


Em Attack of The Clones surge o último dos Sith que iríamos ver nesta saga, Lord Tyrannus. Ora Christopher Lee tem uma voz sobejamente conhecida, pois não são raras as vezes em que é usada, tal como recentemente em Alice in Wonderland de Tim Burton, ou o seu pouco aproveitado Saruman em Lord of the Rings. Lee pode ter necessitado a utilização de duplos ou de CGI para as suas cenas de combate (afinal a idade já pesa), mas basta pronunciar meia dúzia de palavras para colocar qualquer jovem de vinte e tal anos a tremer.


Suds & Soda

Depois de o Papa ter passado por Portugal é a vez de dEUS!


Festival Marés Vivas 2010

Gostava muito de ir ao Super Bock. Além da qualidade do cartaz tem nomes que não passam por cá regularmente comos os "Pet Shop Boys" ou o "Prince". Infelizmente não vai ser possível, mas para colmatar vou passar o sábado no festival "Marés Vivas" quem tem uns belíssimos nomes, tais como os dEUS. MAs há também Ben Harper e Editors.

sábado, julho 10, 2010

E já conformado que não ia, recebo ontem a surpresa do ano e lá fui ver isto:










E hoje há mais!!!

quarta-feira, julho 07, 2010

Os Putos da Rua [2]

Os Putos da Rua

Publicado originalmente no fanzine "Venham + 5" #7.

segunda-feira, julho 05, 2010

Filmes no fim-de-semana

Quando comecei a escrever neste blog os textos eram relativamente curtos, hoje em dia são muito mais extensos, o que não sei se é necessariamente melhor, mas pelo menos sinto-me mais à vontade a fazê-lo.
Agora não gosto de parar de escrever enquanto não tiver dito tudo que está cá dentro. No entanto o tempo é escasso e porque mais vale dizer alguma coisa do que nada ficam aqui uns muito curtos comentários sobre os últimos filmes que vi.



Tropa de Elite


O filme brasileiro sensação de 2007 vencedor do urso de Ouro em Berlim e cuja sequela sairá este ano.
É um filme intento que retrata de uma forma muito cruel mas, acredito, verdadeira sobre a zona das favelas no Rio de Janeiro. A história é narrada pelo capitão Nascimento (Wagner Moura) que com um filho a caminho procura encontrar um substituo seu para integrar o BOPE. A história acompanha as vidas daquele que será o seu substituto, André Matias (André Ramiro) ou Neto (Caio Junqueira).
A relação entre o BOPE e os traficantes é uma autêntica guerra urbana, com a ajuda de uma policia por vezes terrivelmente corrupta. A cena em que os polícias mudam os corpos de local para não lhes estragar as estatísticas é cinematograficamente hilariante mas na realidade muito muito triste.
Como se resolve um problema destes, sme que se matem todos uns aos outros?



Chun gwong cha sit


Adoro Wong Kar Wai e já tinha saudades de ver um novo filme seu. Já andava na lista de espera à tanto tempo e finalmente tive tempo para o ver.
O filme conta a história de Lai Yiu-fai (Tony Leung Chiu Wai) e Ho Po-wing (Leslie Cheung). Este casal vive num ciclo de término e reconciliação. Actualmente estão na Argentina a planear ver as cataratas de Iguazú. Pelo caminho as coisas voltam a não resultar e ambos seguem um caminho separado nunca chegando a ver as cataratas.
Lai Yiu-fai acaba a trabalhar num bar de Tango quando volta a rever Ho Po-wing que leva uma vida muito mais libertina e boémia. Os seus caminhos voltam a cruzar-se assim naquele que será o tempo em que viverão os seus dias mais felizes, segundo Lai Yiu-fai.
Kar Wai e Tony Leung são uma das maiores duplas da 7º arte, os seus trabalhos juntos têm sido memoráveis e "Chun gwong cha sit" não é excepção.
O ambiente e o casal recordou-me "Soundless Wind Chime" um filme de 2009 do qual gostei bastante.

sábado, junho 26, 2010

Akinator o Génio da Internet



Escolham um personagem, real ou irreal, vivo ou morto, que tome banho ou não (sim esta pergunta já me apareceu) e respondam às questões.

Cliquem na imagem para testar os conhecimentos de Akinator.

segunda-feira, junho 21, 2010

terça-feira, junho 15, 2010

Os Putos da Rua [1]

Os Putos da Rua

Publicado originalmente no fanzine "Venham + 5" #7.

domingo, junho 13, 2010

As Crónicas de Gelo e Fogo: A Guerra dos Tronos + A Muralha de Gelo



















As Crónicas de Gelo e Fogo são uma saga de fantasia da autoria de George R.R. Martin. Pensadas para sete livros, três dos quais ainda não foram publicados.
O primeiro volume, no original, "A Game Of Thrones" foi dividido em dois livros na edição Portuguesa, a cargo da Saída de Emergência. O primeiro volume chama-se "A Guerra dos Tronos" e o segundo "A Muralha de Gelo". Aproveito para avisar que todas as edições destes livros se encontram divididos em dois volumes nas da Saída de Emergência.
A acção desenrola-se num mundo fictício similar ao nosso durante os tempos medievais europeus. A história é contada através do ponto de vista de diferentes personagens, oito ao todo, neste volume em particular.

Podemos dividir esta aventura em três narrativas distintas.
Duas delas desenrolam-se em Westeros um dos três continentes deste mundo. Aqui residem os chamados "Sete Reinos" que actualmente são governados pelo Rei Robert da casa Baratheon. Antigamente cada um dos sete reinos era governado pelo seu rei, mas tudo mudou quando Aegon I da casa Targaryen decidiu conquistá-los, tomando em seu poder seis dos reinos e estabelecendo uma parceria com o que faltava. A partir daqui começou o reinado Targaryen que duraria muitos anos até a revolta de Robert (o actual rei), a chamada "Guerra do Ursurpador" e que aconteceu quinze anos antes do início deste "A Guerra dos Tronos".

Eddard Stark, Lorde de Winterfell é o governante do reino do Norte (apesar de haver apenas um rei, existe um lorde a governar cada reino). Stark Encontra-se a caminho de cumprir uma execução. No Norte ainda se mantém a tradição de que é o Lorde quem deve tirar a vida do criminoso e não um carrasco, a fim de nunca se esquecer de como é difícil tirar uma vida. A grande novidade é que pela primeira vez Ned leva Bran o seu filho de sete anos. Já está na idade de assistir e começar a compreender como funcionam as coisas. Bran acompanha assim entusiasmado o pai e os irmãos Robb (o primogénito) e Jon (o bastardo) ambos com 14 anos. Quando partem encontram na floresta cinco crias de lobos gigantes uma para cada um dos filhos de Ned. Será um presságio? Afinal o lobo gigante é o símbolo da casa Stark.
No entanto a vida de Ned está prestes a dar uma volta de 180º, quando recebe a visita do seu maior amigo e grande companheiro de batalha, o rei Robert, que vem convidar pessoalmente Ned a assumir o cargo de "Mão do Rei" após o triste falecimento de Jon Arryn. não só o antigo "Mão" como também o antigo tutor de Robert e Ned.
Ned é talvez o personagem mais honrado deste livro, é justo, sábio e corajoso, não imagino melhor homem para o serviço. Mas ser "Mão" implica mudar-se para o Sul e Ned ama demasiado a sua família e o Norte e pretende declinar a oferta do seu amigo, não fosse a súbita mensagem que ele e sua mulher, Catelyn, recebem de Lisa Arryn a recente viúva e irmã de Catelyn. Segundo Lysa, Jon Arryn foi assassinado e a mando, nada mais nada menos, do que de Cersei Lannister...a rainha. Após esta acusação Ned é forçado a aceitar o cargo e tentar desvendar este possível crime.
Esta é a narrativa maior das três que mencionei e seguimo-la através de seis dos oito personagens mencionados acima, são eles: Eddard, Catelyn, Bran, Sansa e Arya (as duas filhas de Eddard, a primeira uma donzela e a segunda uma maria-rapaz) e Tyrion Lannister um dos irmãos da rainha que é apelidado de duende por ser anão.

Outra parte da história decorre também em Westeros mas mais a norte, na muralha guardada pela Patrulha da Noite. A norte da muralha as terras não estão colonizadas e contam-se lendas de que gigantes e outros monstros vivem para lá delas. Os homens que se juntam a esta patrulha comprometem-se a proteger o continente, não podendo criar família ou abandonar o cargo até ao fim das suas vidas, vestindo-se para sempre de negro. Esta parte é contada a partir de Jon Snow o bastardo de Ned Stark. Quando Ned se muda para o Sul, pouco futuro vê para o seu filho bastardo. Ouvindo que ele mostrou interesse em seguir as pisadas de Benjen, seu irmão, na patrulha da noite decide deixar o filho partir, pois na patrulha não há bastardos, criminosos, ou nobres. Todos os que vestem o negro são iguais entre si, irmãos para a vida e um homem como Jon pode subir muito por lá, algo que nunca aconteceria em Winterfell, pois apenas os filhos legítimos de Ned têm direitos. Todos os bastardos têm um apelido característico da região a que pertencem, o de Jon é Snow.

Por fim temos a história de Daenerys Targaryen uma jovem de 13 anos que juntamente com o irmão Viserys é a última da linhagem Targaryen, a linhagem do Dragão. O último rei Dragão foi Aerys II "o rei louco", que perdeu a vida durante a rebelião de Robert. Foi morto por Jaime Lannister (irmão da actual rainha e de Tryrion o duende) o que lhe valeu a alcunha de Regicida.
Aerys II tinha três filhos, Rhaegar que foi morto por Robert em batalha e Viserys e Daenerys. Rhaegar tinha dois filhos, mas foram assassinados pelos Lannister, um deles, o rapaz, ainda dentro da barriga da sua mãe. Viserys e Daenerys foram os únicos dos dragões a escapar para Essos, um outro continente que contém as chamadas cidades livres. Viserys tem vindo assim a viver a sua vida planeando a vingança e reconquista dos sete reinos que na sua mente lhe pertencem por direito. Manipulado por outros e cego pelo poder decide vender a sua irmã a Khal Drogo, um poderoso guerreiro Dothraki, em troca de um exército com o qual pudesse reivindicar o seu reino.

A "Guerra dos Tronos" é uma aventura excepcional, com uma história muito bem pensada e orquestrada. Há tanta coisa a acontecer e digna de referência que é fácil perder-me a falar dela aqui. A crítica e o público não lhe poupam elogios, sendo vista como o novo "Senhor dos Anéis". E os elogios são merecidos, este é um livro que aconselho a todos, vale realmente muito a pena descobrir estas histórias de fogo e gelo.

Dentro dos personagens tenho de destacar Jon Snow e Tyrion Lannister. Sempre adorei personagens inteligentes e marginalizados. Snow é bastardo e Tyrion por ser anão é posto de lado pelo seu pai e maioria da familia (salvo Jaime). Jon é mais heróico mas Tyrion tem um sentido de humor perverso que é do melhor. Eddard é também um dos grandes, é como todos os Lordes deviam ser, um verdadeiro exemplo.
Mas todos os personagens estão muito bem construídos, e aqui está também uma das grandes forças do livro. Além dos "principais" tenho de referir também o Lorde Baelish (o mindinho) e Varys (a Aranha) que são manipuladores exímios e cujos planos queremos seguir com toda a atenção.
Há ainda outro personagem que gostaria de salientar, apesar de não aparecer na história, sendo apenas mencionado por outros, que é Rhaegar. Primeiro é-nos apresentado como tendo sido o raptor e violador de Lyanna Stark (irmã de Ned e prometida de Robert), o acto que acabou por despoletar a rebelião. Mas ao longo da história vamos nos apercebendo que talvez as coisas não tenham acontecido bem assim e até Ned parece ter Rhaegar em boa impressão. Isto não invalida claro que o seu pai tenha sido um rei louco. Tenho a certeza que ouviremos falar mais dele e da sua história com Lyanna que promete.

Em relação a esta edição em particular, tenho pena que ainda não tenham corrigido alguns erros (não sendo já a 1º edição) pois deparei-me com os nomes de alguns personagens trocados pelo menos duas vezes, mas nada que suscite confusão. Quanto à tradução temos uma nota a explicar o porquê de algumas decisões tomadas. Concordo em relação ao não terem traduzido alguns nomes de terras pois o subtexto perder-se-ia como em "Winterfell", mas eu ao contrário do que foi feito teria deixado todos os nomes em original, para não estar tudo misturado e não termos Winterfell e Correrrio como acontece. Mas é apenas uma opinião pessoal, os nomes traduzidos para português têm uma boa fluência.

De momento está a ser gravada a adaptação televisiva deste livro que deverá estar disponível no próximo ano. A ideia é adaptar um livro por temporada.

quinta-feira, junho 10, 2010

Mortal Kombat - Curta Metragem

Nunca fui um grande jogador de jogos de vídeo. Mas tive os meus momentos e Mortal Kombat está entre um dos poucos que me marcou. Um clássico dos Beat 'em up.
Já anda espalhado por essa net fora este vídeo. Uma curta-metragem foi feita para tentar vender a ideia de um novo filme à Warner.
Uma versão diferente mas que não parece nada mal. Bom bom era fazerem o filme.

E o que dizem do personagem revelado no final? Nunca pensei que fosse ele, é o maior.

Podem ler uma entrevista com o realizador Kevin Tancharoen aqui.
Às tantas diz: "Him (Scorpion) and Sub-Zero are both, to me, will be the main Mortal Kombat icons. ". O que para mim é fantástico pois se houver um novo filme feito por ele a narrativa principal centrar-se-á no duelo destes dois gigantes.


segunda-feira, junho 07, 2010

Influências/Semelhanças #2

NOTA: Este post data de Março de 2007, foi o 2º que construí dentro desta rubrica. é ainda hoje um dos meus predilectos, no entanto faltava adicionar um membro que na altura me esqueci. Já ando para fazer isto há mesmo muito tempo mas vou-me esquecendo. Hoje disse "Basta" e por isso aqui está ele completo.


O post de hoje será apenas referente a semelhanças e não a influências.
Normalmente existem sempre determinados personagens "tipo" num grupo, como por exemplo, o chefe, o brincalhão ou o bad boy.
Como cada vez mais se aproxima a estreia do novo filme das tartarugas ninja, decidi pegar nestes quatro amigos (e no seu sensei) que, fisicamente idênticos, possuem personalidades completamente distintas, para compará-los com os membros dos X-Men que representam o mesmo tipo de personagem.



O Mestre





















O mestre é aquele que decide criar o grupo, aquele que traça um objectivo e reúne discípulos para os ensinar e educar.
É o membro mais velho e por conseguinte o mais sábio. Normalmente não participa das actividades do grupo escolhendo um líder dentro do mesmo para que este tome as rédeas durante as suas missões.
No início dos grupos o mestre é o membro mais poderoso também, Splinter é o maior conhecedor das artes ninja e Xavier través da sua telepatia podia vencer todos os X-men. Isto no início, pois alguns membros do grupo com o tempo poderão vir a superar o mestre.
Como este não participa por norma nas missões tem de ter uma característica que justifique o facto de não entrar em combate regularmente (afinal são os melhores). Splinter tem a idade avançada e Xavier é paralítico. No entanto são usados para salvar o grupo em casos extremamente complicados.



O Líder

















Caracterizado por ser um excelente estratega e com grande capacidade de liderança (óbvio).
É normalmente o membro do grupo mais dedicado à sua causa.
Justo e determinado, costuma seguir sempre as regras sendo o típico herói politicamente correcto. Se Leonardo segue sempre os conselhos do seu mestre Splinter, o mesmo se pode dizer de Cyclops em relação a Xavier - pelo menos numa fase inicial.
Estão entre os membros mais corajosos de um grupo.



O Cérebro
























Mas alguém tem dúvidas de que Donatello é o cérebro das Tartarugas? E Beast dos X-Men? Também pensei que não.
Não me entendam mal, existem outras personagens bastante inteligentes no grupo e normalmente o próprio líder é melhor estratega do que este. Por cérebro quero apenas salientar os cientistas do grupo, aqueles com maior conhecimento na área das ciências.
São normalmente os que têm menos aptidão para combater, uma vez que preferem usar a maior parte do seu tempo para estudar e investigar do que treinar formas de combate.
Todos os grupos devem ter um, são dos membros mais importantes, pois sem eles, muitos dos problemas não seriam resolvidos.



The Joker

 























O comediante, todos os grupos têm um, é uma daquelas regras.
Nas tartarugas toda a gente sabe quem ele é: MichaelAngelo. Nos X-Men, penso que o melhor a reflectir este papel é mesmo o Iceman (versão BD e não do filme), afinal Bobby Drake está sempre na palhaçada.
É normalmente o membro mais cómico e que está constantemente a gozar com os seus companheiros.
É também dos membros mais preguiçosos.
Só soube recentemente e não tenho a certeza desta última parte, mas parece que MichaelAngelo é a tartaruga com maior potencial para as artes marciais, mas como é também a mais preguiçosa nunca o chega a atingir. Isto é curioso porque Iceman é também um dos mutantes com maior potencial sendo nível Omega.



O Anti-Herói

























É há semelhança do líder, muito dedicado (em grande parte porque quer ser o melhor), mas ao contrário não tem grande respeito pelas regras, sendo mais implacável e feroz, mas ao mesmo tempo o mais apaixonado.
Por fora querem demonstrar que são fortes e frios, que não se preocupam, mas no fundo são dos personagens que têm em maior estima a família e os amigos. Raphael é a tartaruga que mais crítica os seus irmãos, mas é também o primeiro a defendê-los. Wolverine aje como se não se importasse com ninguém mas é também o primeiro na linha de fogo quando os seus companheiros estão em perigo.
Têm uma forte personalidade que a maior parte das vezes entra em confronto com a do Líder. Raphael está sempre a discutir com Leonardo e penso que a relação entre Wolverine e Cyclops dispensa apresentações.
São também os membros mais solitários do grupo e talvez por isso os mais independentes.
Outra curiosidade/coincidência é que tanto Raphael como Wolverine lutam com armas similares (o sai e as três garras de Wolverine)

terça-feira, junho 01, 2010

Scott Pilgrim Vs. The World - Official Trailer

Inauguração expo Amadora BD Centenário República

Cartaz de Henrique Cayatte Design para a CNCCR, a partir de desenho de Stuart de Carvalhais

Segue o o press release:

"A Primeira República na Génese da Banda Desenhada e no Olhar do Século XXI”

Inaugura na próxima quarta-feira

2 de Junho, 19h00, Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem

A reconstituição do mais antigo filme de animação português, bem como alguns dos desenhos e publicações nacionais de banda desenhada originais mais antigos, vão ser apresentados na exposição “A Primeira República na Génese da Banda Desenhada e no olhar do Século XXI”, que inaugura na próxima quarta-feira, dia 2 de Junho (véspera de Feriado), às 19h00, no Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem.

Esta exposição é promovida em parceria entre a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República e a Câmara Municipal da Amadora e estará patente até dia 5 de Outubro de 2010 no Centro Nacional de BD e Imagem, na Av. do Brasil, 52-A (ao Bairro do Bosque) - Falagueira - Amadora.

É constituída por cinco núcleos:

“A 1ª República e a Amadora”,

“A Caricatura Modernista e a Primeira República”,

“A Génese da Moderna BD Portuguesa”

“A Primeira República na BD Contemporânea”

“O Primeiro Filme de Animação Português”

Reúne peças das colecções de instituições como a Biblioteca Nacional de Portugal, o Museu da Presidência da República, o Museu Nacional de Cerâmica, a Biblioteca Pública do Porto, a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, a Câmara Municipal da Amadora, entre outras, e de diversas colecções particulares.

Muitas dessas peças – desenhos originais de artistas e publicações das décadas de 1910 e 1920, assim como pranchas de BD de autores contemporâneos – são expostas em Portugal pela primeira vez e, dado o seu estado frágil de conservação, não poderão, nos próximos anos, “ver a luz” fora dos arquivos.

A exposição apresenta ainda a reconstituição do mais antigo filme de animação português, “O Pesadelo de António Maria”, realizada recentemente por Paulo Cambraia, com base nos 159 desenhos originais de 1923, da autoria do realizador da pelicula original Joaquim Guerreiro, que desapareceu.

Uma exposição a não perder. Uma experiência única para toda a família.

CÂMARA MUNICIPAL DA AMADORA

CENTRO NACIONAL DE BANDA DESENHADA

e

Comissão Nacional para as Comemorações

do Centenário da República