terça-feira, agosto 11, 2009

Camões - De vós não conhecido nem sonhado?

A editora Plátano lançou no ano passado o livro “Camões – De vós não conhecido nem sonhado?” da autoria de Jorge Miguel que aqui volta novamente a viajar pela História de Portugal, debruçando-se agora sobre um dos seus maiores poetas.
O autor optou por iniciar esta história no mesmo ano em que a decidiu terminar, ou seja, 1580 naquele que viria a ser o ano da morte de Camões. No entanto rapidamente vai caminhando para trás no tempo até chegar a 1542 ano em que a narrativa propriamente dita tem início, mas não sem antes passar por 1552, aproveitando para fazer referência à rixa entre Camões e Gonçalo Borges a qual conduziria o primeiro ao encarceramento na tão famosa prisão do Tronco. Desta forma o autor consegue logo no início e em poucas páginas providenciar-nos uma ideia geral do tipo de homem que Camões foi, um boémio compulsivo que não pesava as consequências das suas acções.
Como havia referido a trama propriamente dita tem início em 1542, quando o poeta, com 18 anos, regressa a Lisboa vindo de Coimbra, cidade que abandona sem completar os estudos. Consigo traz uma carta de recomendação de seu tio, D. Bento de Camões, dirigida a D. Francisco de Noronha graças à qual se tornará o educador do seu filho, António de Noronha.
Não demora muito até os seus versos começarem a fazer furor entre a corte de D. João III, derretendo o coração de muitas mulheres e causando a inveja de muitos homens.
O seu espírito rebelde, tanto na escrita como nas acções levam-no a abandonar o país em mais do que uma ocasião. Desta forma é obrigado a aventurar-se no Norte de África, em Ceuta, local onde acabará por perder o seu olho direito. Posteriormente terá de embarcar para Goa repetindo o caminho descoberto por Vasco da Gama. Aqui escreveu grande parte dos “Lusíadas”, mas teve também tempo para irritar o seu Governador, na altura, Francisco Barreto com a “Comédia de Filodemo” e os “Disparates da Índia”, obras que o obrigarão a partir novamente. Desta vez consegue embarcar para Macau mas voltará a ser preso e despachado de volta para Goa. Foi neste regresso a Goa que ocorreu o tão famoso naufrágio no qual Camões conseguiu salvar não só a sua vida como o seu manuscrito de “Os Lusíadas”.
Devido a mais algumas peripécias acaba por ir parar a Moçambique. Sem dinheiro para regressar a Portugal vai sobrevivendo graças a expedientes. Em 1570 retorna novamente à pátria amada graças à ajuda de amigos. Após a aprovação do rei D. Sebastião e do Clero, publica em 1972 aquela que viria a ser a sua obra mais conhecida, “Os Lusíadas”.
Um dos aspectos mais bem conseguidos do livro é sem dúvida a utilização de versos do poeta ao longo da narrativa, sempre perfeitamente enquadrados na história e que contribuem para enaltecer a obra e tornar mais saborosa a sua leitura. Ao longo da narrativa somos também presenteados com alguns excertos de cartas de Camões a amigos onde aproveita para descrever pessoas e aventuras. A utilização da linguagem de Camões a partir destas cartas e dos versos ajudam a tornar o seu espírito mais presente na obra, algo com que o livro só tem a ganhar.
Em apenas 65 páginas Jorge Miguel consegue a proeza de contar de forma sucinta mas elaborada a vida de um dos maiores poetas de sempre, sem nunca cair no aborrecimento ou no sentimentalismo fácil.
Um livro aconselhado a todos os apaixonados pela obra de Camões ou por Banda Desenhada, o que devia abranger praticamente todos nós.

Este texto juntamente com uma entrevista ao autor Jorge Miguel encontram-se na edição de Agosto da "Rua de Baixo". Para verem cliquem aqui.

sábado, agosto 01, 2009

Mão Morta - Mutantes S.21

Lado 1
Lisboa (Por Entre as Sombras e o Lixo) - Já estive (mal seria também)
Amesterdão (Have Big Fun) - Já estive
Budapeste (Sempre a Rock & Rollar) - Já estive
Barcelona (Encontrei-a na Plaza Real) - Já estive
Marraquexe (Pç. das Moscas Mortas) - Parto hoje para lá

Lado 2
Berlim (Morreu a Nove) - Também já lá estive
Paris (Amour A Mort) - Idem idem aspas aspas
Istambul (Um Grito) - Quem sabe um dia
Shambalah (O Reino da Luz) - Também quero

E pronto depois desta cidade ficam só a faltar duas para conhecer este álbum totalmente.
Até daqui a uma semana.
Boas férias.

terça-feira, julho 28, 2009

Se Me Amas


Se Me Amas (Bizarra Locomotiva) - Bizarra Locomotiva

Ultimamente ando a recordar algumas canções do álbum de tributo aos 20 anos dos Xutos e Pontapés. É de salientar que existem verdadeiras pérolas neste CD.
É fantástico ver uma canção dos Xutos a ser trabalhada por determinadas bandas e assistir ao resultado final, como é o caso da versão "Mãe" pelos Mão Morta, "Esquadrão da Morte" pelos Da Weasel ou esta "Se Me Amas" pelos Bizarra Locomotiva.
Estas bandas pegaram em canções dos Xutos e tornaram-nas deles.
Voltando aos Bizarra tenho ideia que na altura em que fizeram esta música, Armando Teixeira ainda pertencia à banda. Ao vivo têm um espectáculo assombroso.

sexta-feira, julho 24, 2009

Rádios Humanos Ambulantes

Na semana passada quando entrei no metro em direcção a Santa Apolónia, deparei-me com o som altíssimo de uma música qualquer que pessoalmente não faz nada o meu género (mas mesmo que fizesse não é essa a questão).
Podia ter pensado que agora os metros tinham rádio mas pelo tipo de som e pela sua qualidade claramente não era o caso. Ora bem o som vinha de um telemóvel de um indivíduo qualquer.
Tantas e tantas pessoas ouvem música no metro com AUSCULTADORES. Achei aquilo uma palhaçada e não tivesse a viagem apenas duas paragens acho que tinha de ir lá falar com o tipo para desligar aquilo que era mesmo muito irritante.
Mais curioso é que saímos ambos em Santa Apolónia e lá andava ele pela estação de comboios sempre com um som altíssimo a emanar do telemóvel, acompanhado de duas mulheres que já agora bem podiam ir a dançar também para reforçar o ambiente videoclip.
Isto tinha morrido aqui e eu nunca me lembraria de contar esta história no blog. O problema é que quando contei isto no Porto me avisaram que lá se passa o mesmo e se está a tornar uma moda. Epá!!! Isso é que não. Agora fomentamos a poluição sonora? Não pode ser, daqui a nada nem conseguimos ler um livro descansados.
Confesso que se é pra isto achava mais engraçado os rádios ao ombro.

segunda-feira, julho 20, 2009

Lua

Hoje comemoram-se os 40 anos de chegada à Lua, teorias da conspiração à parte, pois muito boa gente questiona a veracidade das imagens com Neil Armstrong, mas isso agora não importa.
A Lua sempre foi uma enorme fonte de inspiração nas mais variadas formas de arte. Vários músicos, pintores, escritores, cineastas, fotógrafos, etc lhe prestaram enormes homenagens. Na Banda Desenhada Tintin já a tinha pisado 15 anos antes de Armstrong. Goste-se ou não há que admitir que Hergé sempre manifestou um enorme interesse pela ciência que ia explorando em "Tintin".
Para não deixar passar este dia em branco coloco aqui o clássico de David Bowie que foi usado pela BBC neste dia à 40 anos atrás.

A todos os interessados aconselho uma passagem pelo blog "Sound & Vision" onde Nuno Galopim tem dedicado o dia a este acontecimento.


terça-feira, julho 14, 2009

Transformers: Revenge of the Fallen

Michael Bay costuma ser daqueles realizadores que as pessoas ou adoram ou detestam, falando de uma forma (muito) geral. No entanto e independentemente do gosto de cada um há que lhe reconhecer mérito, afinal de contas não é qualquer pessoa que é capaz de gerar receitas de bilheteira de tal magnitude.
Pessoalmente é um realizador que me diz pouco, a maior parte da sua filmografia pouco ou nada me interessa, por isso foi com alguma surpresa que assisti ao primeiro "Transformers" que longe de ser perfeito conseguia cumprir até certo grau aquilo que eu esperava de um filme sobre este Universo.
Com o tempo venho a constatar que Bay consegue criar premissas minimamente interessantes, ou seja, a ideia é boa a sua exploração é que costuma falhar, ora veja-se o caso de "The Island" ou "Transformers" cuja introdução é bastante cativante mas aquando do seu desenvolvimento Bay perde-se em fogos de artifício deixando a forma prevalecer sobre a substância.
Ora uma vez que a introdução a esta raça alienígena já havia sido feita no primeiro capítulo em "Revenge of the Fallen" o realizador perde-se logo no início o que resulta numa sequela completamente banal.
Em "Transformers: Revenge of the Fallen" ficamos a saber que o primeiro contacto desta raça com o nosso planeta ocorreu há milhares de anos atrás por um grupo de Primes, os ascendentes de Optimus.
No presente os Autobots criaram juntamente com os humanos um grupo de operações especiais chamado NEST e que tem por objectivo caçar os restantes Decepticons que continuam na Terra. Bumblebee por seu lado continua a ser o guardião de Sam (Shia LaBeouf) que se encontra prestes a partir para a Universidade.
No final do capítulo anterior pudemos vislumbrar a retirada "corajosa" de Starscream. Pois bem ele está de volta e desta vez trás um exército consigo a fim de recuperar o seu antigo líder e de continuar a sua procura incessante por Energon, a energia necessária para a vida dos Transformers.
Com a destruição da Allspark todos pensavam que a busca por Energon estava perdida mas um inimigo do passado irá emergir em busca de um segredo que se tem mantido escondido há muito tempo.
É uma pena que com tantos Transformers interessantes como Ratchet ou Ironhide tenham optado por dar tanto tempo de antena aos irritantes Mudflap e Skids, dois gémeos que têm a mania que são gangsters.
Este era o filme que ia trazer o tão famoso Devastator, um robot gigante composto por um conjunto de transformers. No filme foi uma desilusão esperava muito mais.
Os humanos continuam a ser usados maioritariamente como comic relief veja-se o caso dos pais de Sam ou do seu companheiro de quarto, Leo (Ramon Rodriguez) ou até mesmo o regresso do alucinado Seymour Simmons (John Turturro).
Megan Fox continua o seu papel como Mikaela Banes a namorada de Sam que agora se encontra a trabalhar com o pai saído da prisão. Mikaela é uma mulher de armas e continuou a ser das coisas mais agradáveis para os meus olhos durante a visualização deste filme (é impressão minha ou aqueles lábios aumentaram?).
É sempre uma honra e alegria ouvir Peter Cullen a dar voz a Optimus Prime um dos personagens mais interessantes desta saga e que neste filme assume um enorme papel. Só é pena o filme não lhe fazer jus. Bumblebee continua bastante divertido e neste filme podemos ver também a sua alma de guerreiro.
Megatron foi outra desilusão uma vez que neste filme perde todo o seu carisma de vilão e é reduzido a um mero peão neste jogo. Jamais imaginei o temível líder dos Decepticons assim.

SPOILERS

Apesar de num estilo completamente diferente do da série animada teve piada ver Jetfire que tem a particularidade de ser um antigo Decepticon que passou para o lado dos Autobots.

E com tantas pessoas a trabalhar neste filme será que ninguém achou que colocar um Transformer a imitar um cão com cio na perna da Megan Fox não era uma boa ideia?

sábado, julho 11, 2009

Depeche Mode Cancelam

Hoje era definitivamente o dia D em termos de concertos. Depeche Mode no Porto e Dave Matthews Band em Lisboa.
Eu optei pelos primeiros e após uma viagem atribulada cá estou pela Invicta sabendo que novamente não os irei ver. Novamente porque esta é a segunda vez que tento ir ver esta banda e eles cancelam. Desta vez a razão dada foi uma lesão na perna do vocalista.
Penso que o "Super Bock Super Rock" irá sofrer muito nas receitas, foi o problema de este ano se concentrar apenas numa banda "Depeche Mode" no Porto e "The Killers" em Lisboa. Este é o ano em que o "Super Bock" menos se assemelhava a um festival e se é verdade que as bandas mencionadas chegam para vender bilhetes também é verdade que se uma delas cancela é um enorme tiro no pé.
A substituir estão os "Xutos e Pontapés" e os "The Gift". À última da hora não é nada fácil arranjar substitutos e actuar em vez dos Depeche Mode também não é tarefa fácil, por isso há que dar mérito a estas duas bandas.
Quanto a mim optei por não ir e pedir o dinheiro de volta afinal estamos a falar de 40€.

Hoje pensávamos que íamos ver Depeche Mode ao vivo mas afinal estávamos:

Michael Jackson - O Filme

O título é enganoso pois não há nada confirmado, queria apenas mencionar que nos tempos de hoje acredito que não demore muito até alguém conseguir realizar um biopic sobre a vida deste artista. E atenção ao actor escolhido que isto é material para óscar já se sabe.
O título já estou mesmo a ver qual seria: "Moonwalker".

sexta-feira, julho 03, 2009

Hugo Teixeira na edição de Julho da Rua de Baixo

Natural de Amarante e nascido em 1980, Hugo Teixeira é artista plástico e autor de Banda Desenhada. É conhecido maioritariamente por ter sido o primeiro autor a lançar um livro de manga em Portugal, juntamente com a editora “pedranocharco”. O livro em questão é “Bang Bang” um western pós-apocalíptico bem ao género cyberpunk, cujo 2º volume foi editado no passado Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA).

Já tinha aqui falado do seu trabalho aquando da sua exposição de aguarelas intitulada "Aquasounds". Agora aproveitando a sua recente exposição no Festival internacional de BD de Beja (FIBDB) a RDB foi à sua procura.

Para quem estiver interessado em ler a entrevista é só clicar na imagem. Um especial destaque para as fotos da autoria de Marisa Cardozo.

quinta-feira, julho 02, 2009


Graham: A liar is the second lowest form of human being.
Ann: What's the first?
Graham: Lawyers.

James Spader em "Sex, Lies and Videotape"


Alan Shore: Let me tell you two things about myself. I too am a lawyer, I can be painfully vindictive, and I do not play fair.
Lester Tremont: That's three things.
Alan Shore: See? Not playing fair already. And I'm just getting started.

James Spader em "Boston Legal"

quinta-feira, junho 25, 2009

Michael Jackson (1959-2009)



Goste-se ou não há que reconhecer o seu imenso talento. Conquistou o mundo da pop, encantou com os seus passos de dança e teve um dos mais interessantes e pioneiros videoclips da História "Thriller". Se não estou em erro foi o primeiro vídeo musical estilo curta-metragem. "Thriller" é também o álbum mais vendido de sempre e foi dele o primeiro CD que comprei.
Na música era imortal há já muitos anos.

Morphine - Cure For Pain (Live)



I Need This "Cure For Pain"

quarta-feira, junho 24, 2009


Em Berlim "Nobody Puts Baby In The Corner"

terça-feira, junho 23, 2009

Batman: Reborn

Como informações destas estão sempre a circular não sei se o aviso de SPOILER é realmente necessário de qualquer da maneiras aviso que não li este "Batman: Reborn" mas que vou falar sobre a sua identidade.

Depois de R.I.P. a questão que pairava no ar era a de quem iria substituir Bruce Wayne no papel de Batman.
Para responder a essa questão tivemos "Battle for the Cowl". A resposta foi a mais óbvia (afinal o Sheldon de "The Big Bang Theory" tinha razão). Dick Grayson é agora Batman. A escolha é óbvia e provávelmente a mais acertada uma vez que Dick foi o primeiro Robin, foi trinado desde miúdo para isto e é, na cadeia de comandos, aquele que se segue a Batman, apesar de ter conquistado o seu próprio título como "Nightwing. Caso não fosse Dick teríamos de saltar para Tim Drake (3º Robin) uma vez que a personalidade temperamental de Jason Todd (2º Robin) dificilmente poderia preencher os requisitos para ser o Homem Morcego. No entanto os defeitos de Todd são o que têm tornado mais interessante e ainda iremos ouvir falar dele no futuro certamente.
Com um Batman escolhido começam agora as novas aventuras de "Batman e Robin" neste "Batman: Reborn", novamente pelas mãos de Grant Morrison que agora se junta ao seu parceiro de longa data Frank Quitely, . O Robin actual (já é o 5º nunca mais acabam) é Damian Wayne, precisamente o filho de Bruce Wayne.
Claro que Batman só há um e não dúvido que Wayne regresse, afinal em BD eles regressam (quase) sempre.
Cliquem na imagem para verem a preview deste comic.

segunda-feira, junho 22, 2009

Death Note


"The human whose name is written in this note shall die"

Se tivesse de resumir esta saga em apenas uma frase esta seria sem dúvida a escolhida. É uma frase que irá acompanhar toda a obra e que consiste na sua premissa: um caderno com a capacidade de matar qualquer pessoa cujo nome nele seja escrito e cuja cara seja conhecida a quem o escreveu (esta última parte é também obrigatória de forma ao caderno não matar pessoas com o mesmo nome). Este é o caderno da morte.
Os Shinigami´s (deuses da morte) existem e são eles os detentores dos "Death Note" os quais usam para tirar a vida. O mundo dos Shinigami´s é desértico e sem vida, a maior parte dos seus habitantes passa os dias a jogar numa apatia extrema. Ryuk aborrecido com a sua vida decide terminar com esta monotonia deixando cair um "Death Note" no mundo humano.
O caderno vai parar às mãos de Light Yagami um indíviduo dotado de uma inteligência excepcional e que partilha com Ryuk o sentimento de monotonia para com o seu mundo, monotonia essa que irá terminar para ambos a partir do instante em que Light segura neste "Death Note".
A princípio Light considera que o caderno não passa de uma brincadeira ridícula, afinal de contas é impossível um objecto possuir tal poder. No entanto sente-se tentado a experimentá-lo e verdade seja dita quantos de nós não sentiriam? Decide então usar o caderno num criminoso, não vá o diabo tecê-las, aproveitando um relato na televisão sobre um homem que tinha raptado oito pessoas numa enfermaria, incluindo crianças.
Para sua surpresa o raptor morre de ataque cardíaco passado 40 segundos do seu nome ter sido escrito no caderno (quando não se especifica a morte nem o tempo, todas as pessoas morrem de ataque cardíaco e 40 segundos depois de os seus nomes terem sido escritos no caderno).
Aterrorizado a princípio decide investigar melhor a autenticidade do caderno e após a comprovar decide usá-lo para um bem maior, começando a eliminar todos os grandes criminosos com o objectivo de criar um mundo justo e pacífico, um mundo onde ele governará como o seu novo deus. Não fosse esta última parte podíamos dizer (concordando ou não) que os ideias de Light eram 100% altruístas, de qualquer das maneiras a sua maneira de pensar contribui em muito para a qualidade da obra uma vez que é muito mais interessante termos um personagem a usar este caderno para eliminar o mundo do mal, ao invés, de um tipo qualquer que o usa apenas para obter poder e dinheiro.
Esta ideia é, na minha opinião, muito apelativa e captou logo a minha atenção, no entanto, por muito interessante que seja ter alguém que possui um "Death Note" não chega para tornar a história aliciante e é aí que entra...L!
Para criar o impacto que pretende no mundo Light tem de provar que é alguém que está por detrás de todas as mortes e que estas não são casuais, para isso escolhe o ataque cardíaco como causa de morte para todos os que julga. É certo que o simples facto de morrerem apenas criminosos denúncia que algo de errado se está a passar, mas ao escolher sempre o mesmo método de homícidio Light leva não só a polícia a chegar a essa conclusão mais rápido como garante que nenhuma das suas julgações passe incólume. Assim quando algum criminoso morre de ataque cardíaco sem nunca antes ter revelado problemas do foro cardíaco a sua morte é logo associada a Kira, o nome pelo qual Light virá a ser conhecido pela multidão. A fim de deter este criminoso desconhecido que mata de uma forma inexplicável surge L, o melhor detective do mundo cujo nome e face são desconhecidos para todos inclusivé para aqueles com quem trabalha, salvo a excepção de Watari o seu fiél parceiro.
Mal começa a trabalhar no caso L descobre factos extremamente importantes sobre Kira confrontando-o em directo através da televisão. Este confronto mostra-nos que estamos perante um duelo de Titãs e que a luta entre estes dois ao longo do livro será no mínimo memorável.
O autor Tsugumi Ohba nunca teve a intenção de impingir uma ideologia ao longo da série uma vez que cada pessoa tem a sua própria noção de justiça. Isso foi provavelmente a decisão mais correcta e é engraçado constatar que há semelhança do que ocorre no Manga existem aqueles que condenam Kira e aqueles que o defendem. Na minha filosofia de vida nunca considerei as acções de Light Yagami como correctas, o mundo pacífico que idealiza baseia-se numa falsa paz que é construída através do medo, além de que nenhum ser humano tem o direito de tirar a vida a outro. No entanto o tema da justiça é algo que acho extremamente fascinante e complicado de debater, o mundo não é a preto e branco. Por isso não interpretem a minha opinião como um mero "Light é mau e L é bom", como disse as coisas não são tão lineares e se há um personagem que representa a bondade e a integridade em "Death Note" esse alguém terá de ser Soichiro um oficial da polícia que irá assistir L na sua investigação.
Aliás estando em pólos completamente opostos os personagens de L e Light tocam-se. Ambos são muito similares na forma de pensar uma vez que são extremamente inteligentes e capazes de determinadas acções quando pensam que os fins justificam os meios.
No entanto nem tudo é excelente nesta obra, na verdade podemos dividir "Death Note" em duas partes, com uma primeira fascinante e uma segunda, mais fraca, mas também de grande interesse.
A arte está a cargo de Takeshi Obata conhecido pelo seu trabalho em "Shonen Jump" e é maravilhosa. É de salientar o seu trabalho notável na criação dos personagens, criando figuras já clássicas de Manga. Tão cedo não esqueceremos o ar snob e esbelto de Light ou os tiques e maneirismos de L. E depois há ainda Ryuk, nunca um deus da morte foi tão divertido.
A série de Manga é composta por 12 volumes e existe também no formato de Animé. As diferenças entre elas são mínimas apesar de ambas conterem cenas exclusivas. A maior diferença está no final que na Manga se prolonga um pouco mais ao longo do tempo. No entanto qualquer uma delas é uma boa opção para ver esta, muito aconselhada, série.
Quanto aos livros existe ainda um 13º que consiste em extras. É um livro interessante mas não indispensável. Contém uma secção onde explica tudo o que se passa na história algo desnecessário para quem a leu com a devida atenção. É normal que por vezes surjam algumas dúvidas uma vez que "Death Note" tem um ritmo alucinante com grandes acontecimentos a ocorrer em todos os capítulos. No entanto as respostas estão todas bem fundamentadas na história e até as regras do "Death Note" vão sendo reveladas/relembradas ao longo da saga, algumas das quais são essenciais para entender algumas acções enquanto outras não passam de meras curiosidades. Este volume contém também fichas de identificação para todos os personagens, mas que claramente não foram feitas pelo criador, uma vez que ao compararmos a ficha de L, Light e Near, o primeiro é considerado o menos inteligente quando páginas à frente temos o autor do livro a dizer precisamente o oposto que L é o mais inteligente em "Death Note" isto entre outras coisas tornam estas fichas obtusas.
O que realmente vale a pena neste 13º volume são as entrevista aos criadores, as histórias humorísticas, a primeira história de "Death Note" lançada na "Weekly Jump" e um cartão com um segredo que nunca é revelado na série.
Actualmente esta obra está a ser re-lançada com uma nova edição de nome "Death Note Black Edition". Nela podemos encontrar algumas páginas a cores e as extremidades das páginas estão pintadas de negro.


Há semelhança do que perguntaram a Tsugumi Ohba e a Takeshi Obata gostava de enumerar os meus três momentos favoritos desta obra que obviamente NÃO DEVEM SER LIDOS POR QUEM NÃO CONHECE A OBRA.

3 - O primeiro confronto entre L e Light. quando L o engana usando um recluso para se passar por ele. Golpe de génio que o fez reduzir a investigação ao Japão.

2 - A morte de L. O impacto é grandioso. Ohba ficou três dias sem comer depois de a ter escrito. E é de salientar que um deus da morte teve de se envolver e morrer para que L perdesse a vida. Near e Mello nunca tiveram de enfrentar um deus da morte.

1 - O momento mais "what the fuck" da série tem de ser quando L revela a sua identidade a Light. Foi uma jogada que não estava à espera de tão arriscada que é. No entanto L não falha.

terça-feira, junho 16, 2009

Berlim em 7 imagens

A fim de tentar captar um pouco a essência de como vivi esta cidade e de forma a não me exceder decidi escolher 7 imagens que espelhem estes últimos dias que estive em Berlim. Obviamente que 7 imagens não chegam para mostrar tudo que esta cidade tem de fantástico e como já lá tinha estado há monumentos obrigatórios que também não colocarei porque estas imagens que se seguem são as desta viagem.


Esta tinha de ser a primeira. Não foi só come sta máquina que trabalhei mas foi sem dúvida aquela com que mais dias passei. Fiquei um perito na sua limpeza. Trata-se de um aparelho de ATR-FTIR.



No início um por dia era sagrado. Queria provar todos, daqueles que consegui os favoritos foram o de mirtilo e o de maça.



O Cristo de Kal Hemmeter é uma obra que mete respeito. Vê-la no guia não transmite em nada a sua grandiosidade, impossível ficar indiferente.



E por falar em respeito foi coisa que não faltou ao pé deste senhor. Para mim o rei do Zoologischer Garten. O Zoo desperta-me sempre sentimentos ambivalentes. Por um lado adoro conhecer animais, mas por outro não gosto da ideia de os ter encarcerados para prazer da vista humana. No entanto tenho ideia que muitos Zoos fazem alguns trabalhos fantásticos com animais ajudando à preservação da sua espécie por exemplo. O Zoo de Berlim é muito bem conotado, considerado uma das melhores 10 coisas a ver na cidade. Sendo assim optei por partir à sua descoberta e tem de facto uma quantidade exorbitante de diferentes animais, no entanto quando lá vi ursos polares comecei a desconfiar sobre o seu tratamento. É que dá-me ideia que estes animais devem sofrer bastante com este clima.





O Berlinder Dom. Provavelmente a igreja mais majestosa de Berlim. Tanto por fora como por dentro a sua construção é qualquer coisa de especial.




O Pergamonmuseum foi sem dúvida um dos meus museus preferidos em Berlim. Desde a reconstrução do altar de Pérgamo passando por toda a sua colecção da antiguidade Grega, Romana e a secção dedicada à arte islâmica são peças que não passarão despercebidas.
Para mim esta viagem pela Grécia antiga (não só neste mas em outros museus também) teve um gosto muito especial uma vez que me encontro a ler a "Ilíada" e ao mesmo tempo a estudar a obra relembrando-me de toda esta mitologia Grega, a qual sempre adorei.
Na foto podem ver Hermes o deus mensageiro, veloz como um trovão, fez juz ao seu nome pois fugiu-me sempre da foto. Neste museu faltou-me a bateria em outra exposição (que também continha uma estátua sua) esqueci-me do cartão de memória, enfim sempre consegui a foto.



Para terminar tinha de mencionar outro dos mais poderosos museus de Berlim, neste caso o melhor no que toca a pintura, o Gemldegalerie. A quantidade de quadros é espantosa e contém obras de Rembrandt (na imagem), Caravaggio (o seu famoso quadro de Eros/Cupido), Botticelli, Rafael e muitos outros. Uma colecção riquísssima no que toca a pintura europeia, especificamente, alemã, holandesa e flamenga, francesa, inglesa, espanhola e italiana.

segunda-feira, maio 25, 2009

Berlim

Hoje parto para Berlim em trabalho. Já lá tinha passado um dia quando fiz o interrail e era definitivamente uma cidade a voltar, não pensava no entanto que o regresso estava tão perto.
Por isso é bem possível que nos próximos tempos isto vá estar parado (a ver).
Para esta "despedida" queria deixar a música "Berlim" dos Mão Morta mas não a encontrei...uma pena.
Deixo então "Beauty and The Beast" de David Bowie, retirada do álbum "Heroes" que faz parte da sua famosa "trilogia de Berlim".

domingo, maio 24, 2009

V Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja

O site do Festival de Beja já se encontra online.
Relembro que o festival tem já início no próximo Sábado.
Cliquem na imagem para aceder ao site.

terça-feira, maio 19, 2009

The Stuff Of Legend

Ainda sobre o "Free Comic Book Day" quero salientar um livro que descobri de nome "The Stuff of Legend". Este comic pertence à muito recente editora th3rdworld Studios que aproveitou este evento para lançar as primeiras páginas desta história que sairá algures no Verão.
Este foi de todos os comics gratuitos que trouxe (e trouxe muitos) aquele que me chamou mais a atenção, pois tem uns desenhos absolutamente maravilhosos e é impossível resistir-lhes.
Quanto à história relembra um "Dark Toy Story", decorre no ano de 1944 e tem início com o rapto de uma criança por parte do Papão. A fim de salvar este jovem o seu cão e os seus brinquedos mais fiéis e corajosos reúnem-se para o ir buscar. Porém para o fazerem terão de entrar numa outra dimensão de nome "The Dark". O curioso é que quando os brinquedos passam para "o outro lado" ganham novas dimensões (como podem ver na capa) mas para sabermos mais temos de esperar pelo Verão.
A história parece bem engraçada e no final dá a sensação que assumirá um tom mais negro. Quanto à arte nem vale a pena dizer mais nada penso que já a elogiei o suficiente.
Mas o melhor é conferirem por vocês mesmo pois o comic encontra-se disponível online, é só clicar aqui (e não se fiem apenas na capa que mostro).

domingo, maio 17, 2009

Lost

Com o tempo há coisas que começamos a dar por garantidas na vida, para mim uma delas é que muito provavelmente irei gostar de chocolate o resto da minha vida e outra é que os episódios finais das temporadas de Lost são sempre verdadeiras pérolas.
Neste final de 5º temporada Lost voltou a cumprir e de que maneira. Como já é habitual lá teremos que nos preparar para uns quantos meses a roer as unhas.

O início do episódio foi sublime, houve momentos dramáticos, aventura, respostas que nos trouxeram mais questões mas de uma boa maneira, uma fantástica revelação final e foi muito engraçado ver o mestre da manipulação a ser manipulado.

Agora já só falta mais uma temporada que por certo deixará saudades.

Sem dúvida uma das melhores criações para TV.

sexta-feira, maio 15, 2009

25º Aniversário das Tartarugas Ninja

No início do mês de Maio existe um evento que é o "Free Comic Book Day". Penso que ocorre no primeiro Sábado deste mês, no entanto, há quem faça depois.
Como o próprio nome indica é um dia dedicado a dar comics. Uma forma de dar a conhecer várias histórias aliciando assim futuros compradores.
Este ano em jeito de comemoração um dos comics disponíveis era o número 1 das Tartarugas Ninja que comemoram este ano 25 anos de existência e por isso aproveito para dar os parabéns a Kevin Eastman e Peter Laird pelo seu trabalho que ainda hoje é recordado.
Fiquei com a ideia que será editado uma compilação com os primeiros 11 comics destas aventuras.
A capa é a que se encontra na imagem que foi inspirada na de "Ronin" de Frank Miller que juntamente com Jack Kirby é uma das maiores influências desta dupla de autores.

terça-feira, maio 12, 2009

Zachary Quinto em "Off Centre"

Até há pouco tempo Zachary Quinto não era um nome que associávamos ao Cinema, penso que "Star Trek" foi a sua primeira longa-metragem. É caso para dizer que Quinto entrou com o pé direito no mundo da 7º arte.
Porém o seu nome é já bem conhecido no mundo da televisão por causa de séries como "24" e mais recentemente "Heroes" onde criou o fantástico vilão Sylar. Uma das únicas coisas que ultimamente valem a pena na série.
Estou a escrever este post apenas porque me estava a recordar a primeira vez que vi Quinto na TV. Foi na série "Off Centre" que infelizmente foi cancelada na sua 2º temporada (mais uma injustiça). Curiosamente John Cho fazia parte do elenco principal (era o mítico Chau) que participa também em "Star Trek" interpretando o piloto Hikaru Sulu.

deixo então um vídeo que encontrei com as cenas do episódio em que Quinto participou:

segunda-feira, maio 11, 2009

Star Trek - Sabotage

Após ver o filme queria apenas dizer isto:




Espero escrever umas linhas sobre o filme algures esta semana.

domingo, maio 10, 2009

X-Men Origins: Wolverine

Antes de começar gostaria de salientar que não me considero um purista da BD e com esta afirmação pretendo dizer que não sou da opinião que uma adaptação cinematográfica de uma determinada BD deve ser idêntica à mesma, até considero que alguns filmes perderam com isso. Portanto nunca me incomodou que este Wolverine não tivesse 1,60m de altura ou fosse mais peludo. Sou daqueles que adorou ver o excelente trabalho de Hugh Jackman a encarnar um dos mais populares mutantes da Marvel. Dito isto não quer dizer que não dê comigo, por vezes, a discordar de algumas decisões, preferindo na minha opinião caminhos seguidos na BD, mas penso que (quase) sempre me consigo abstrair do livro ao ver o filme pois tratam-se de duas formas de arte distintas e que não devem ser comparadas lado a lado. Por isso quando digo que preferia que o Gambit tivesse sotaque francês, até porque mantiveram o nome dele como Remy LeBeau, não quero com isso referir-me à qualidade da obra que infelizmente é fraca, mas obviamente por outras razões.
Depois do sucesso que conquistou a trilogia "X-Men", este é o filme que pretende contar a origem de Logan, um dos membros mais activos e queridos nos filmes mencionados, ou melhor, este é o filme que pretende contar como Wolverine "recebeu" o seu esqueleto de Adamantium, pois a sua vida antes deste feito é muito pouco explorada contendo apenas uma breve sequência inicial sobre a sua infância que é retirada do livro "Origem" escrito por Paul Jenkins. A história de Jenkins é uma das mais belas sobre este personagem e aqui foi claramente subaproveitada, o que é verdadeiramente uma pena, mas como referi acima o objectivo deste filme nunca se prendeu com esta mas sim outra história e nesse sentido o início consegue em poucos segundos e de uma forma muito simples dar-nos uma breve ideia sobre de onde ele veio.
Feita a introdução ficamos a saber que Logan tem um irmão, Victor Creed e que ambos nasceram no séc. XIX (na minha opinião esta foi uma óptima decisão, pois em filme não havia tempo para complicar e uma ligação fraternal entre estes dois sempre me fez todo o sentido). Creed e Logan são dois mutantes muito similares que possuem exactamente os mesmos poderes variando apenas no tipo de garras. Uma vez que ambos contêm um factor de cura são capazes de sobreviver a terríficos ferimentos e envelhecem a uma velocidade extremamente reduzida, por isso não é de estranhar que durante os créditos iniciais nos mostrem ambos a combater na guerra civil Americana, na 1º e 2º guerra mundial (alguém andou à procura do Capitão América?) e na guerra do Vietname, uma vez que sobreviveram a todas. A grande diferença entre estes dois é que ao contrário de Logan que procura manter sempre o seu lado humano intacto, Creed abraçou com "unhas e dentes" o animal que há em si e por isso ao longo dos anos a distância entre os dois é cada vez mais notória e pouco a pouco os personagens vão-se afastando. Durante a guerra do Vietname são sentenciados à morte por fuzilamento, devido aos actos violentos de Creed que matou friamente um oficial superior ao este o impedir de violar uma jovem rapariga. O "problema" é que não importa a quantidade de cartuchos que despejem nestes dois pois no fim eles irão sempre levantar-se.
William Stryker é um oficial Americano que conhece muito bem o que os mutantes são capazes de fazer e considera que têm muita utilidade no mundo se forem devidamente controlados, isto é, controlados por ele. Stryker encontra-se a reunir uma equipa especial e quando tem conhecimento das capacidades extraordinárias destes dois irmãos não hesita em adicioná-los à sua equipa que conta já com Wade Wilson (Deadpool), John Wraith, David North (Agent Zero, que também já foi conhecido por Maverick na BD), Frederick J. Dukes (Blob) e Bradley (Bolt).
Com o tempo Logan vai cada vez mais abominando as actividades assassinas desta equipa e por isso decide afastar-se. Já Creed tem aqui a sua profissão de sonho, ou seja, a possibilidade de viver constantemente numa carnificina.
Passado seis anos vemos Logan a viver nas montanhas do Canadá com Kayla Silverfox e a trabalhar como lenhador. É um homem apaixonado a viver uma vida simples e pacífica. Mas Stryker e Creed ainda não se esqueceram dele. Stryker encontra-se de momento a fazer testes em vários mutantes e precisa de alguém com um factor de cura como o de Logan para testar uma das suas mais recentes ideias, a de cobrir o esqueleto humano com o metal adamantium, tornando essa pessoa virtualmente indestrutível. A vida pacífica de Logan tem assim os seus dias contados.
Não deixei de sentir uma certa pressa em colocar o adamantium em Logan, quase como se o personagem não fosse tão interessantes sem essa particularidade, o que é falso.
Uma vez que já todos conhecemos bem Hugh Jackman como Wolverine a grande surpresa do filme para mim foi sem dúvida Liev Schreiber que consegue criar um Creed soberbo nunca esquecendo o seu lado animalesco e sanguinário. É curioso que durante todo o filme nunca o apelidem de Sabretooth, talvez para não se fazer a ligação com o personagem de "X-Men" que utiliza o mesmo nome e que não foi devidamente explorado (provavelmente na altura ninguém pensava em fazer um filme sobre a vida de Wolverine), pelo menos espero eu que seja isso ao invés de os tornarem no mesmo personagem que seria a meu ver um erro crasso.
Por falar em nomes, reparei que começam o filme a chamar o Wolverine de James mas rapidamente ele fica conhecido por Logan sem darem qualquer tipo de explicação. Este facto fez-me pensar porque eu sei que o seu nome de baptismo é James Howlett e que ele o muda mais tarde para Logan, no entanto, quem não está familiarizado com esta história deve provavelmente assumir que o seu nome é simplesmente James Logan.
Se Brian Cox tinha interpretado um Stryker diabólico em "X2", Danny Huston em nada lhe fica atrás pegando no papel sempre com um grande nível de qualidade.
Infelizmente o filme não consegue acompanhar a qualidade dos actores acima mencionados e esta história maioritariamente sobre a procura de vingança de Wolverine torna-se, com muita pena minha, em algo enfadonho e com pouca profundidade. Onde está o humor e a imaginação característicos de "X-Men" e "X2"? Provavelmente foram-se embora com Bryan Singer.
Taylor Kitsch não deslumbre, mas cumpre no seu papel de Gambit, um dos mutantes mais pedidos para aparecer no Cinema e que ainda não o tinha feito. Visto surgir nesta linha temporal dificilmente fará parte dos X-Men no Cinema, mas como aparentemente teremos sequelas de "Wolverine" acredito que ainda podemos esperar mais deste personagem.
Penso que não é surpresa para ninguém que Wolverine perde a memória, facto bem conhecido na trilogia "X-Men". Na BD são-lhe colocados implantes de memória durante a operação cirúrgica em que recebe o adamantium. Neste filme tal não seria possível uma vez que precisavam do personagem tanto com o metal como com a sua memória intacta e por isso uma nova forma de lhe eliminar as recordações era necessária. Estando num Universo onde existem telepatas não deixo de sentir que a opção tomada para esta acção foi bem parvinha.


SPOILERS

Não queria terminar sem comentar as partes que me deixaram mais triste neste filme, mas para isso tenho de avisar que o que estou prestes a dizer contém spoilers.
Novamente sobre a perda de memória que basicamente consistiu em atirar uma bala de adamantium à testa de Wolverine. Eu sei que uma forte pancada pode causar amnésia, se a pode causar em alguém com um factor de cura já é questionável, agora pior é assumir que essa pancada irá a 100% fazê-lo. Andou Stryker a praticar este acto antes de o usar em Wolverine? Não me parece. Não era muito mais credível ter um telepata a limpar-lhe a mona? O próprio filho do Stryker (que aparece no filme) poderia fazê-lo.
E o que dizer do vilão final? Que horror! E não digo isto por preferir de longe o Deadpool da BD. O personagem foi completamente reformulado para o filme e isso não me traria quaisquer problemas se tivesse sido bem feito. Agora o personagem não transmite carisma nenhum e pior se lhe saem duas lâminas enormes dos braços como é que ele consegue dobrar os cotovelos quando elas estão retraídas? Mas pronto isto já sou eu a ser chato.

sábado, maio 09, 2009

Watchmen

Foi com muito gosto que vi "Watchmen" em destaque na edição de Maio da Rua de Baixo. Em primeiro lugar porque se trata de uma das minhas obras predilectas e em segundo porque fui eu quem escreveu o texto (onde aproveito para falar tanto do livro como do filme).
Quem segue este blog não encontrará nada referente ao livro que eu não tenha já mencionado aqui, no entanto, como tinha prometido escrever umas linhas sobre o filme aproveito para remeter-vos para lá onde poderão ler a minha opinião.
Para lerem é só clicar na imagem.

sexta-feira, maio 08, 2009

V Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja

O Festival de Beja está de regresso e irá decorrer entre 30 de Maio e 14 de Junho.
Como não podíamos deixar passar este evento, que é já um dos melhores em Portugal no que toca a Banda desenhada, a Rua de Baixo na minha pessoa teve o prazer de estar à conversa com o seu director, Paulo Monteiro.
A todos os interessados a entrevista já se encontra disponível na edição de Maio e pode ser vista aqui.

Vou aproveitar também para colocar no blog algumas informações que o Paulo me facultou sobre o festival, nomeadamente o programa (até agora) e imagens de alguns dos convidados:

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

Alex Gozblau

Alberto Vázquez (Espanha)

Carlos Rocha

Craig Thompson (Estados Unidos da América)

Denis Deprez (Bélgica)

Fernando Gonsales (Brasil)

Gary Erskine (Escócia)

Hugo Teixeira

João Maio Pinto

Lorenzo Mattotti (Itália)

Marco Mendes

Pedro Burgos

Richard Câmara

Rui Cardoso


EXPOSIÇÕES COLECTIVAS

All-Girlz
Com Ana Biscaia, Ana Freitas, Andreia Rechena, Carla Pott, Cláudia Dias, Inês Casais, Joana Pereira, Joana Sobrinho, Kati Zambito, Marta Monteiro, Rosa Baptista, Sara Franco, Sara Mena Gomes, Sofia Verdon e Sónia Oliveira

All-Girlz Banzai
Com Joana Lafuente e Selma Pimentel

Atelier de Serigrafia Mike goes West
Com Alberto Corradi, Aleksandar Zograf, André Lemos, Filipe Abranches, Gianluca Costantini, João Maio Pinto, José Feitor, Luís Henriques, Marco Mendes, Max, Miguel Carneiro e Mike Diana

Luminus Box
Com Catarina Guerreiro, Tânia Guita e Telma Guita

Venham + 5
Com Agonia Sampaio, Carlos Apolo Martins, Carlos Bruno, Diego Blanko, Inês Freitas, João Lam, Kike Benlloch, Lobato, Luís Guerreiro, Maria João Careto, Paulo Monteiro, Pedro Brito, Pedro Ganchinho, Pedro Rocha Nogueira, Susa Monteiro, Véte e Zé Pedro

Voyager
Com Diogo Campos, Diogo Carvalho, Luís Belerique, Luís Maiorgas, Nelson Nunes, Phermad, Ricardo Reis e Rui Ramos


Organização: Câmara Municipal de Beja – Bedeteca de Beja Parceria: Museu Regional de Beja / Associação para a Defesa do Património Cultural da Região de Beja.


























Alberto Vázquez



























Alex Gozblau




Craig Thompson



























Denis Deprez















Fernando Gonsales





Gary Erskine




























João Maio Pinto



























Lorenzo Mattotti




Marco Mendes



























Pedro Burgos




























Rui Cardoso



A todos os que puderem apareçam por lá, vale sempre a pena visitar Beja, principalmente quando está a decorrer um festival de tão grande qualidade e que se tem vindo a superar todos os anos.

segunda-feira, maio 04, 2009

Workshop ETICnology


A todos os interessados vai haver um workshop de Banda Desenhada nos dias 11 e 12 de Maio sob a tutela de João Mascarenhas, organizado pela ETIC (Escola Técnica de Imagem e Comunicação) e pela editora "Qual Albatroz".

Para mais informações consultar aqui ou no blog do João Mascarenhas.
O preço é de 10€ e dá direito ao livro "A Essência" do Menino Triste.

domingo, maio 03, 2009

Prémios do 6º Festival Black & White

Nestes últimos tempos o blog não tem estado nos seus melhores momentos e novamente volto a colocar algumas notícias com atraso.

No entanto não queria deixar de fazer uma breve referência aos prémios deste festival que podem ser visualizados na página oficial.

Apenas tive a oportunidade de ir ao último dia do festival onde pude observar 10 dos vídeos que entravam na competição. Nenhum deles foi premiado, porém deixo aqui um dos meus favoritos desses 10 o "Karuzele Skutery Rodeo" de Karolina Glusiec, um vídeo de animação bem engraçado que se trata de um videoclip para uma canção de Lenny Valentino.



Pude também visualizar a competição de fotografia. Nesta área o júri decidiu não dar nenhum prémio em especifico existindo apenas uma menção honrosa para a obra fotográfica "Sinto que estou a ser observado" de Alexandre Rola.
De todas as peças a única premiada foi também uma das minhas predilectas juntamente com "Retrato de Minha Mãe" de C. Mariana Baldaia.

De resto quero dar os meus parabéns à organização e para o ano espero que nos encontremos novamente.