terça-feira, janeiro 13, 2009

Top filmes de 2008

Estes são os filmes que mais gostei de ver no Cinema em 2008. Como sempre faltaram ver muitos mas não podia adiar mais esta lista se não daqui a anda já estamos no meio de 2009.


10 - Iron Man

Este foi sem dúvida um excelente ano para os Blockbusters. Quem abriu as hostilidades foi precisamente "Iron Man" que foi uma das melhores peças de entretendimento do ano passado.
Ler mais aqui.


10 - Cassandra´s Dream


Pode não ser tão bom como "Match Point" mas continua a ser Woody Allen e isso já é um grande elogio.
Sou um amante da tragédia e talvez por isso tenha gostado bastante deste filme, para mim vale a pena nem que seja para ver um soberbo Colin Farrel amargurado.


9 - [Rec]

Gosto de terror e raramente vejo bons filmes do género no Cinema. Este ano fui ver [Rec] e valeu bem a pena.
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8 - We Own The Night

James Gray volta a juntar Joaquin Phoenix e Mark Wahlberg desta vez ao lado de Robert Duvall e Eva Mendes em um dos grandes policiais do ano.


8 - Hellboy II - The Golden Army

O regresso do demónio vermelho foi um dos momentos mais divertidos que passei no Cinema em 2008.
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7 - I´m Not There


O filme que tentou abordar a vida do homem/lenda/poeta que foi/é/poderia ter sido, Bob Dylan.
Ler mais aqui.


6 - Persepolis


Foi um enorme prazer assistir à adaptação da BD de Marjane Satrapi. Sem dúvida um belíssimo ano no que toca a adaptações de BD ao grande ecrã.
Esta história é baseada na vida de Marjane Satrapi que viveu no Irão até ser enviada pelos pais para França a fim de ter uma vida melhor.
Uma obra tocante, que nos consegue fazer tanto chorar como rir.


5 - Wall-E


O melhor filme de animação que estreou por cá em 2008. A Pixar continua a somar vitórias e este é até à data o meu favorito desta companhia. Para mais informações clicar aqui.


4 - Before The Devil Knows You´re Dead


A premissa era simples, dois irmão planeiam assaltar a joalharia dos seus pais. Conhecem a loja, sabem a que horas trabalha a funcionária, enfim como disse, a premissa era simples, mas nestes casos quase nunca realmente o são.
Phillip Seymor Hoffman, Ethan Hawke e Albert Finney são os dois irmãos e o pai respectivamente.
A melhor frase que descreve o filme é precisamente a usada no ínicio: "May You Be In Heaven Half an Hour... Before The Devil Knows You´re Dead".


4 - The Kite Runner


Quando vou ver um filme de Marc Forster já sei que muito provávelmente irei embarcar em uma grande viagem sentimental, não é à toa que dizem que "Quantum of Solace" contém o Bond mais amargurado de sempre (ainda não vi o novo James Bond).
Um filme sobre a amizade e sobre a honra. Amir e Hassan eram dois grandes amigos durante as suas infâncias passadas no Afeganistão. Amir e o seu pai fugiram para a América em busca de uma vida mais segura. Agora passado muitos anos Amir receberá uma carta de Hassan que o fará tomar a difícil decisão de abandonar a segurança da América e regressar à sua terra Natal.

4 - Gone Baby Gone

A estreia de Ben Affleck na realização e que estreia promissora. "Gone Baby Gone" conta a história de uma criança raptada e da luta de um investigador privado (interpretado por Casey Affleck) em encontrar essa criança. O que parecia algo simples vai evoluindo cada vez mais numa teia complexa e espantosa.
O final é assombroso. Qual a decisão que vocês tomariam?


3 - In Bruges
Escrito e realizado por Martin McDonagh, este foi uma das maiores surpresas de 2008. Adoro o género e o tipo de diálogos. Dois assassinos fogem para Burges após um trabalho mal executado. Lá têm tempo para pensar na sua vida e no que querem fazer com ela no futuro.
Colin Farrel e Brendam Gleeson constituem assim uma das duplas mais divertidas do ano passado e Ralph Fiennes ainda dá o seu ar de graça para tornar o filme ainda melhor.


2 - No Country For Old Men


Eu gostei de "Burn After Reading" tem momentos deliciosos, mas "No Country For Old Men" foi o grande regresso dos irmãos Coen o ano passado. Este filme é portentoso e contém também interpretações de encher o olho, seja através do tão aclamado Javier Bardem, como do veterano Tommy Lee Jones e do agora tão popular Josh Brolin.


2 - There Will Be Blood


Paul Thomas Anderson é um dos meus realizadores predilectos. Este é o quarto filme seu que vejo e como sempre Anderson não desilude.
Daniel Day-Lewis mostra-nos mais uma vez porque é um dos melhores na sua área. O filme incide maioritariamente sobre a sua personagem e Day-Lewis mantém-se imaculado do início ao fim. Paul Dano merece também todo o reconhecimento, os seus diálogos com a personagem de Day-Lewis são fantásticos.
Se "The Dark knight" tem o melhor início de 2008, "There Will be Blood" tem provávelmente o melhor final.


2 - The Dark Knight


Não só um dos melhores filmes de super heróis como também um dos policiais do ano.
Ler mais sobre o filme aqui.


1 - Into The Wild


Um dos filmes mais intensos e apaixonantes de 2008.
Poderá não ter sido o melhor filme de 2008 mas foi o que mais me tocou. Para ler mais sobre o filme clicar aqui.

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Globos de Ouro

Ontem a noite dos "Globos de Ouro" será lembrada por aquela em que o prémio mais aguardado era o de "melhor actor secundário" em vez de "melhor filme" e felizmente não desiludiu, Heath Ledger venceu o merecido prémio. É certo que no futuro irão dizer que isto ocorreu apenas devido à sua morte e o maior problema desta frase é que pode ser verdade, de facto a sua morte pode ter, em muito, contribuído para esta vitória. Pessoalmente espero que não, acredito que seja mais que merecido e completamente justo.
Colin Farrel levou o Globo de "melhor actor principal em comédia/musical", também muito bem merecido, aliás Farrel teve um excelente ano em termos de interpretações, também o adorei em "Cassandra ´s Dream". Depois de um bonito abraço Farrel ainda mencionou que metade do prémio pertence a Brendan Gleeson e percebe-se porquê, afinal ambos igualmente o mereciam. ainda sobre o "In Bruges". estava a torcer por este ele na categoria de "melhor filme comédia/drama" mas o prémio acabou por ir para Woody Allen e o seu "Vicky Christina Barcelona".
"The Wrestler" venceu duas das três categorias em que estava nomeado, ou seja, "melhor canção" do grande Bruce Springsteen e "melhor actor principal em drama" o não menos importante Mickey Rourke que além de Farrel nos trouxe outro dos melhores momentos de cumplicidade entre dois colegas quando ao falar para Aronofsky este lhe mostra o "dedo".
Das actrizes a grande vencedora foi uma das minhas predilectas Kate Winslet que levou para casa os globos de "melhor actriz principal em drama" e "melhor actriz secundária".
A obra "Happy-Go-Lucky" não saiu de mãos vazias levou pelo menos o globo de "melhor actriz principal em comédia/musical", a vencedora foi Sally Hawkins.
Dos filmes o grande vencedor foi "Slumdog Millionaire" este filme venceu "melhor filme drama", "melhor realizador", "melhor banda sonora" e "melhor argumento". Fiquei contente "Slumdog" parece ser uma obra maravilhosa e refrescante.
O troféu para "melhor filme de animação" foi para o já esperado "Wall-E". "Waltz With Bashir" pode não ter sido nomeado na categoria anterior mas foi para casa com o globo de "melhor filme estrangeiro".
Nas séries não me vou estender muito, o grande vencedor em comédia foi "30 Rock" que apesar de não ver, acredito que tenha sido mais que merecido, mesmo assim gostava de ter visto Hank Moody levar para casa o globo. Em "melhor série drama" também não houve surpresas "Mad Men" levou o globo e Gabriel Byrne venceu a dura competição em "melhor actor em série de drama". Nas diversas categorias para os melhores telefilmes e mini-séries John Adams "varreu" os globos.
Os momentos mais engraçados da noite estiveram a cargo dos hilariantes Ricky Gervais e Sacha Baron Cohen, que entrou logo a matar.
O prémio de carreira de nome "Cecil B. DeMille" foi entregue este ano a Steven Spielberg sem dúvida um dos grandes nomes da sétima arte.
Já agora foi impressão minha ou este ano o evento foi feito "a correr"?
Para verem a lista completa de vencedores cliquem aqui.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Aquasounds

Felizmente "Aquasounds" não é o novo livro de Aquaman, mas antes a exposição de aguarelas de Hugo Teixeira. Muito curioso é o facto de que estes trabalhos foram influenciados por determinadas músicas.
Hugo Teixeira é autor de Banda Desenhada (Bang Bang), artista plástico e dono da loja Asa Negra. Para quem está familiarizado com o seu trabalho em aguarelas sabe que este é um evento a não perder.
A exposição já foi inaugurada dia 2 de Janeiro e encontra-se disponível até ao fim do mês no bar "Acerca da Noite" em Almada.

Nas suas palavras a exposição nasceu como:
“ O resultado recente de um exercício de pintura livre com aguarelas fez-me lembrar o tema “Light My Fire” dos The Doors. Foi o começo de um processo criativo ao mesmo tempo natural e febril. Coloquei os auscultadores e pintei sem parar durante três meses, tendo terminado esta série de aguarelas a ouvir a banda sonora da trilogia “O Senhor Dos Anéis”.
Experimentei bastante e desenvolvi novas técnicas que conduziram aos resultados artísticos diversos que apresento nesta exposição.
Para quem habitualmente vive no mundo a preto e branco da tinta da china, foi um período muito relaxante.”

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Top Séries de 2008

Este é o meu balanço no que toca a séries de TV que passaram em 2008. Foi um bom ano e faltaram de certeza muitas séries de excelente qualidade. Mas das que vi, estas foram as minhas predilectas.
Não liguem muito aos números servem só para dar uma ideia, pois quando as séries são de géneros tão diferentes como é possível dizer que uma é a 1 e outra é a 2? Digo isto principalmente para o pódio. Adoro aquelas três séries e são todas de géneros completamente diferentes.
Coloquei no final de cada texto aquele que considerei "O Melhor Momento" (pelo menos o que me lembrei pois muitas destas séries já vi há uns bons meses). Como esse "momento" contém SPOILERS coloquei-o "invisível", aqueles que quiserem lê-lo só têm de seleccionar essa parte do texto.
Aqui ficam então as melhores 10 séries que vi em 2008.

10 - Heroes (3º Temporada, Capitulo III - Villains)

"Heroes" tinha tudo para me conquistar, é uma série que faz muito o meu género e que teve um início bastante promissor. Infelizmente com o tempo foi esmorecendo. E se esta 3º temporada consegue ser melhor que a 2º ainda não conseguiu voltar à boa forma. Houve sem dúvida episódios muito bons, mas no geral esperava mais desta temporada. Tim Kring já fez algumas alterações na equipa técnica desta série o que prova que muito provavelmente nem ele, o próprio criador está contente com o rumo da série.

Melhor Momento: Quando vemos um Sylar bom no futuro em "I Am Become Death".

9 - Conta-me Como foi (1º Temporada)

Não a comecei a ver desde o inicio mas depois de a descobrir tornou-se obrigatória. todos os Domingos à noite tinha de se guardar um tempo para assistir a esta bela série portuguesa. Sem dúvida dos produtos nacionais mais interessantes da actualidade.
Aposto que tal como eu muitos dos que viram a série reconheceram vários objectos que encontravam na casa dos avós ou dos pais.
Uma série que decorre antes do 25 de Abril com um elenco de grande qualidade onde há destaque para os veteranos Miguel Guilherme e Rita Blanco.

Melhor Momento: O António interpretado por Miguel Guilherme a chorar por causa da prisão do filho.

8 - Jericho (2º Temporada)

Como ia ser cancelada teve de ter um final alternativo e por isso esta temporada conta apenas com 7 episódios. A 2º temporada teve uma abordagem diferente à série que também foi muito interessante. Podem ler mais sobre ela aqui.

Melhor Momento: A vingança de Stanley Richmond.


7 - How I Met Your Mother (1º Parte da 4º Temporada)

O humor simples e eficaz desta série cedo conquistou o público. A premissa era engraçada, um homem (Ted) a contar aos seus dois filhos como conheceu a mãe deles. Pelo meio há muita aventura e um leque de personagens "legen..wait for it...DARY". Sim o primeiro que vem à mente é Barney Stinson brilhantemente interpretado por Neil Patrick Harris. Ele é o eterno mulherengo e metrosexual cujo objectivo de vida é ter sexo todos os dias de preferência sempre com uma mulher diferente. O resto dos amigos são também eles fabulosos, a criança grande que é Marshall, a maníaca-compulsiva Lily e a "mulher de armas" Robin. Juntos com Ted as suas aventuras são hilariantes.
Nesta 4º temporada o enredo principal da mãe não evoluiu em nada, o que foi uma pena, mas me leva a crer que é uma decisão tomada com o objectivo de manter esta série mais tempo no ar e isso é uma boa coisa, desde que a série mantenha o nível a que nos tem habituado.
Nesta 4º houve sem dúvidas momentos mais baixos mas dificilmente se torna aborrecido ver qualquer um deles.

Melhor Momento: Marshall a falar de Star Wars em "Do I Know You?".


6 - Damages (1º temporada)

Já o disse várias vezes a Glenn Close nasceu para interpretar vilões. A sua Patty Hewes é qualquer coisa de estrondoso.
Esta série é um manto enorme de manipulações e com o seu avanço vamos mergulhando cada vez mais numa teia complexa e perigosa.
Para quem como eu gostou a segunda temporada está mesmo quase a chegar.

Melhor Momento: A queda e redempção de Ray Fiske muito bem interpretado por Zeljko Ivanek.


5 - True Blood (1º Temporada)

O regresso do grande Alan Ball o homem que criou uma das séries que mais me marcou na vida "Sete Palmos de Terra".
E talvez por isso "True Blood" tenha desiludido tanta gente quando saiu o piloto, uma vez que as expectativas eram enormes. Eu pessoalmente nem desgostei do episódio piloto, mas nunca desisto de uma série com base no primeiro episódio (a não ser que dê para ver que é algo que não é mesmo nada o meu género) uma vez que muitas vezes é o pior episódio, pois é aquele que tem o objectivo de nos introduzir as personagens e colocar num determinado espaço e tempo. Eu deixo sempre a história fluir até me decidir e "True Blood" valeu bem a pena. Além disso achei a ideia muito engraçada, Vampiros que se decidem assumir perante o mundo e com isto tudo o que isso implica, tais como a aceitação, o preconceito, etc.

Melhor Momento: Bill a caminhar à luz do sol para salvar Sookie. Apesar de já existir uma cena similar no animé "Vampire Hunter D.".


4 - Dexter (3º Temporada)

O Serial Killer justiceiro. O "monstro" que todos nós acabamos por gostar e ver no activo quando começamos a ver a fabulosa série que é "Dexter". Apesar de achar que podiam ter feito mais nesta terceira temporada nomeadamente nos últimos episódios, não deixa de ser "Dexter" que é o mesmo que dizer, uma das melhores séries que surgiu na actualidade.

Melhor Momento: Quando Miguel mostra as suas verdadeiras cores e Dexter se apercebe que tem vindo a ser manipulado.


3 - Battlestar Galactica (1º Parte da 4º Temporada)

A nova série de "Battlestar" tem sido "o" maior vício que eu tive nestes últimos tempos. Vi toda a série de forma compulsiva e é de facto uma grande série de ficção científica (e também com bonitas mulheres).
Esta 4º temporada foi cortada ao meio e só a 16 de Janeiro de 2009 (está quase) é que será disponibilizada a segunda parte.
Como vi a série de seguida por vezes até me custa distinguir quando começa uma temporada e termina a outra. No entanto o final da 3º foi incrivelmente marcante, com o descobrimento de 4 dos últimos 5 Cylons ao som de "All Along The Watchtower".
A 4º temporada continua com a qualidade a que nos habituou só tenho pena da súbita importância que o personagem da Tory teve, todos sabemos que devia ser o Billy, mas isso são outros problemas.
Baltar continua cada vez mais a espalhar a "boa nova" como uma espécie de Messias. Ele que é a minha personagem favorita e tem tido uma evolução ao longo da série bastante interessante, mesmo que agora não seja a sua altura mais feliz.
Um personagem que continua em grande é o XO Tigh que esteve carregado de grandes momentos nesta 4º temporada.

Melhor Momento: O último episódio desta primeira parte, "Revelations" é todo ele fantástico e culmina na tão desejada chegada à Terra.


2 - Skins (2º Temporada)

Que sacrilégio já me ia esquecendo que a 2º temporada de "Skins" passou em 2008.
Esta é daquelas obrigatórias na lista. Já falei dela aqui.

Melhor Momento: A despedida em "Everyone".


1 - Lost (4º Temporada)

Depois do explosivo final da 3º temporada esta 4º era sem dúvida uma das séries porque mais ansiava.
Se a inicio e apesar de todo o mistério envolvido "Lost" aparentava poder ter uma explicação científica para tudo (nem que fosse uma explicação de ficção científica), esta 4º temporada mergulha-nos cada vez mais no campo do obscuro e do inexplicável. A qualidade, essa continua sempre lá e de uma forma geral todos os episódios desta temporada foram realmente bons. Questionei sem dúvida algumas decisões mas a verdade é que ver um episódio desta temporada sempre me deu um gozo enorme e como não podia deixar de ser a season finale foi novamente excepcional.
Infelizmente parece haver cada vez mais pessoas a desistir de "Lost" porque existem muitos episódios que não avançam praticamente nada na trama principal. Pois bem alguns desses episódios são das melhores coisas que a série tem e prova disso é o meu episódio predilecto da 4º temporada "The Constant". O Episódio é sobre um dos meus personagens favoritos, Desmond, e aborda as viagens no tempo, terminando num dos finais mais românticos que a série nos proporcionou.

Melhor Momento: No fundo todo o episódio "The Constant" é genial, escolhendo apenas um momento escolho o reencontro (via telefone) entre Desmon e Penny que foi uma brisa de esperança na série.

Outros Destaques


Não coloquei estas séries no Top apenas porque são de um formato diferente, pois a primeira é uma espécie de Talk Show e a segunda uma série de humor mas de Sketchs.
Estas foram duas das séries que mais me fizeram rir em 2008, falo de:

O Programa do Aleixo

Das mentes criativas de João Moreira, João Pombeiro e Pedro Santo nasceu Bruno Aleixo, o Ewok que teve agora de recorrer a cirurgia plástica devido a problemas com o George Lucas.
A apresentar o programa com ele temos simplesmente o Busto.
Adoro o humor deste programa, as entrevistas são formidáveis e sempre com convidados muito interessantes. E até o momento musical se tornou um dos meus momentos predilectos quando a início achei que não iria funcionar.
Já agora um pedido à Sic Radical, renovem o contrato com estes senhores.


Os Contemporâneos

Eu sempre gostei desta série, nem todos os skecths eram bons? Verdade mas em quantos programas do género é que isso acontece?
Acho que precisamos de mais programas de humor e os "Contemporâneos" foram uma excelente aposta.
Com o tempo ainda têm vindo a crescer mais e a melhorar e por isso toda a equipa esta de parabéns. Infelizmente tenho perdido muitos episódios, mas ainda bem que se encontram disponíveis no site da RTP.
Espero que continuem.

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Rua de Baixo V.2 ONLINE

A revista online "Rua de Baixo" está finalmente de volta, com um novo formato e uma maior interactividade com o leitor.
É a edição Nº40 que marca este regresso, mas todos os artigos antigos encontram-se também disponíveis.
Nesta edição há entrevistas com as mentes criadoras desse mítico personagem que é Bruno Aleixo, também a Filipe Melo um dos realizadores de "Um Mundo Catita". Uma crítica ao novo documentário de Tiago Pereira e Bfachada, "Tradição Oral Contemporânea" que estreia na ZDB a 9 de Janeiro (vou estar por lá) e muito muito mais.
Da minha parte, estive a mediar um debate entre um fã de Star Wars (Alexandre Santo) e um fã de Star Trek (Pedro Timóteo), onde se falou do que há de melhor e de pior nestas sagas e nas novidades que estão guardadas para 2009. Esta conversa amigável pode ser lida aqui.
Aproveito para agradecer ao Refém da BD pelas conversas que tivemos sobre Star Trek que se provaram úteis.
Ficamos a aguardar pelos vossos comentários e sugestões.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

The Graveyard Book

Este é o mais recente livro de Neil Gaiman. Descobri-o durante a palestra de Dave Mckean durante o Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA) de 2008 e apesar de ser grande admirador de Neil Gaiman quando Mckean proferiu as palavras de que este era o melhor livro do autor, não hesitei em comprá-lo poucos dias depois.
Acredito que quem afirmou que esta era a maior obra de Gaiman, além de Mckean também Diana Wynne Jones o fez, estavam de facto falar apenas nas suas obras de prosa, nas suas novelas. Uma vez que nada que eu tenha lido até hoje superou (e duvido que superará) a genialidade que é “The Sandman”, na minha opinião, a maior obra-prima de Neil Gaiman.
Em relação às obras de prosa exclusivamente escritas por Gaiman apenas li “Stardust” e mesmo preferindo “The Graveyard Book” estou longe de poder afirmar que este é o seu melhor trabalho.
O título deste livro é uma clara homenagem ao “The Jungle Book” e por isso não é de estranhar que o primeiro agradecimento do autor seja precisamente a Rydyard Kipling pela sua influência consciente e inconsciente durante a sua escrita. Não tendo lido “The Jungle Book” acredito que há semelhança de “The Graveyard Book” seja uma história que faça maravilhas ao imaginário de uma criança, falo por mim quando digo que adoraria ter podido lê-lo quando era mais novo.
Este é um livro que irá tanto agradar e assustar os mais pequenos como deliciar os maiores fazendo-nos por breves instantes sentir e sonhar como se fossemos novamente crianças. Algo, penso eu, já explorado por Neil Gaiman em “Coraline”.
Existem duas edições do livro, a direccionada mais para adultos que contém ilustrações de Dave Mckean, o parceiro de longa data de Gaiman, e outra mais direccionada para as crianças, ilustrada por Chris Riddell. Comprei a versão ilustrada por Mckean que aconselho vivamente, os seus desenhos são sempre uma mais valia.
A história tem início com o assassinato da família Dorian por parte de um misterioso homem de nome Jack. Não sabemos qual a sua razão nem de quem se trata, apenas que tem como missão matar todos os membros desta família. Quando o autor começa o livro, descrevendo pormenorizadamente a arma do crime, uma faca, já Jack tinha morto o casal e a filha mais velha, faltando apenas um bebé. Quando este chega ao quarto do mesmo encontra-o vazio, a criança tinha fugido.
O assassino persegue-lhe o rasto que o conduz até um cemitério. Felizmente esta já tinha sido encontrada pelos seus residentes, mais especificamente pelo casal dos Owens. Os habitantes do cemitério são normalmente os espíritos das pessoas que lá foram enterradas, no entanto existem excepções, como é o caso de Silas um ser obscuro, que nem está morto, nem está vivo, a quem foi concedido a “Liberdade do Cemitério”. Silas trata rapidamente de proteger este bebé ao educadamente convidar o assassino Jack a abandonar o local. Após a sua expulsão, (quase) todos os membros do cemitério se reúnem para decidir o futuro desta criança. Se por um lado a maior parte não concorda que um cemitério seja o lugar adequado para uma criança viva crescer, por outro Mrs Owens já estava mais do que decidida em adoptá-lo, principalmente após o ter prometido ao espírito da falecida mãe. A discussão levou o seu tempo, mas graças à intervenção de uma enigmática mulher a cavalo (já conhecida por todos) a escolha foi finalmente tomada, Nobody Owens (como viria a ser chamado) possuiria também a “Liberdade do Cemitério” devendo ser protegido por todos os seus membros e tendo como pais os Owens e como guardião Silas, o único além de Bod (diminutivo de Nobody) que pode abandonar o cemitério para procurar comida entre outros bens que a criança pudesse precisar.
O livro encontra-se dividido em vários capítulos ao longo dos quais vamos assistindo ao crescimento de Bod. Durante cada um deles vamos acompanhando-o em diferentes aventuras, sendo a primeira, aquela em que conhece, Scarlett, uma jovem criança que costumava passear pelo cemitério e que rapidamente forma um laço de amizade com ele. Juntos partirão à descoberta do cemitério encontrando tesouros e perigos. Scarlett marca a primeira amizade criada por Bod com alguém que esteja vivo.
Silas é uma presença constante no livro, ele é o guardião e o seu melhor amigo. Quando todos evitam falar sobre um ou outro assunto Bod sabe sempre que pode contar com a sabedoria de Silas para o ajudar. No entanto existem alturas em que este guardião misterioso terá de se ausentar e para isso contará com a ajuda de Miss Lupescu para proteger, educar e alimentar Bod em seu lugar. Miss Lupescu poderá não cair nas boas graças do rapaz a inicio, mas cedo se revelará como um ser extraordinário ao ajudá-lo durante a sua aventura com os perigosos Ghouls.
Outra personagem interessante que se cruzará com Bod é sem dúvida Liza Hempstock. Uma jovem bruxa queimada na fogueira e enterrada na parte não sagrada do cemitério, não tendo nem direito a uma lápide com o seu nome. É para agradar a Liza que ele se aventurará pela primeira vez fora do cemitério.
Em tempos existiu uma história sobre um rapaz de nome Mogli que cresceu na Selva sendo criado por Lobos e educado por um Urso e uma Pantera. Agora chegou a vez de Bod um rapaz que cresceu num cemitério sendo criado por fantasmas e educado por…Bem estes dois últimos vou-vos deixar descobrir "o" que são.

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Feliz Natal


Desejo um Feliz Natal a todos!!!

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Peter Gabriel & Hot Chip - Cape Cod Kwassa Kwassa

Há algum tempo falei aqui do álbum de estreia dos Vampire Weekend. Lá falava que na não parava de entoar o verso "But this feels so unnatural, Peter Gabriel too" refrão da canção "Cape Cod Kwassa Kwassa".
Pois bem a passaear pelo blog do Nuno Markl descobri que Peter Gabriel juntamento com os Hot Chip fizeram precisamente uma cover desta música. E que engraçado é ouvir o refrão por Gabriel com uma pequena alteração.
Assim aproveito para dar a conhecer esta bela canção e para voltar a lembrar que o Peter Gabriel é um dos maiores.


Cape Cod Kwassa Kwassa - Hot Chip & Peter Gabriel

domingo, dezembro 21, 2008

Hora do Bolo - Ingredientes

Para quem não pôde assistir deixo os ingredientes do bolo preparado pela Maria del Sol e por mim. Aproveito e coloco a imagem do bolo que foi escolhido pela Radar.


Tv on the Radio - "DLZ"
David Bowie – "Hallo Spaceboy"
Shearwater - "Rooks"
Noiserv - "Consolation Prize"
Morphine – "Early To Bed"
Calexico - "Inspiración"
Scout Niblett + Bonnie "Prince" Billy – "Comfort You"
Isobel Campbell + Mark Lanegan – "Come On Over (Turn Me On)"
Iron & Wine – "Free Until They Cut Me Down"
Samuel Úria - "Teimoso"
Beck - "Walls"
My Brightest Diamond – "Inside A Boy"
Migala – "El Tigre Que Hay En Ti"
The Racounters – "Consolers of the Lonely"

O programa ainda vai repetir no próximo Domingo às 16:00.
Foi uma receita que nos deu muito gosto fazer.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Influências/Semelhanças #13 - Especial Watchmen

Esta é uma ideia já antiga, infelizmente até à data ainda não tinha tido a disponibilidade e motivação necessárias para a cumprir.
De forma a acompanhar o desenvolvimento do filme "Watchmen" até à sua estreia, pensei que podia ir falando de vários aspectos desta obra culminando na crítica ao filme. Uma ideia interessante na minha opinião seria sem dúvida falar de alguns personagens que influenciaram a criação de "Watchmen". Para quem não sabe a grande maioria das personagens desta obra foi baseada em personagens da Charlton Comics, uma vez que Moore não pôde usá-los na sua novela gráfica.
A Charlton Comics era uma editora de Banda Desenhada Americana que foi adquirida pela DC Comics em 1985.
O primeiro personagem escolhido para esta rubrica é precisamente o Rorschach.



Mr. A



Estava eu pronto para começar a escrever sobre isto quando (como sempre) decido ir fazer uma pesquisa mais avançada. E ainda bem que o fiz, pois acabei por descobrir que Rorschach não foi baseado em um mas em dois personagens da Charlton Comics. Confesso que desconhecia por completo este Mr. A.
Foi criado por Steve Ditko e teve a sua primeira aparição em 1967 no comic Witzend #3.
Mr. A é Rex Graine um jornalista do Daily Crusader e a sua origem nunca foi revelada. Apenas sabemos que é um homem de fortes princípios que acredita que uma pessoa só pode ser boa ou má. Aquando da sua chegada utiliza cartas metade brancas e pretas que servem para simbolizar esta sua crença numa vida que pode apenas ser ou branca ou preta.
Mr. A representa a crença na filosofia do objectivismo de Aye Rand por parte do seu autor. A partir daqui compreende-se melhor porque Mr. A é retratado como não tendo qualquer tipo de remorso para com os criminosos. Mr. A apenas se preocupa com os "verdadeiros" inocentes e jamais demonstra mesiricórdia para com os outros. Apesar de esta filosofia ser severa, Mr. A tem em conta o tipo de crime cometido quando exerce a sua justiça. No entanto se uma vida inocente for ameaçada não hesitará em matar o criminoso em questão.
O seu fato é completamente branco e utiliza luvas e uma máscara de metal.


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The Question


Há semelhança de Mr. A, The Question é mais um vigilante saído da mente de Steve Ditko cuja primeira aparição data também de 1967 no comic Blue Beetle #1.
Vic Sage era um jornalista conhecido pelas suas investigações e agressividade. Enquanto investigava o Dr. Arby Twain envolveu-se com um antigo professor Aristotle Rodor. Segundo o professor ele e Twain andavam a desenvolver uma pele artificial de nome Pseudoderme. Esta pele tinha como propósito servir como curativo de ferimentos. Infezlimente provou possuir uma certa toxicidade que podia ser fatal em algumas feridas. Apesar de decidirem terminar a experiência Dr. Twain fugiu com a Pseudoderme e começou a vende-la ilegalmente.
A fim de esconder a sua identidade enquanto parava as acções criminosas de Twain, Sage usou a pseudoderme para cobrir o seu rosto. A partir daqui e com a ajuda do professor, Vic Sage tornariam-se no The Question.
The Question é tal como Mr. A o típico vigilante detective, ostentando a típica gabardine e chapéu. Ditko acabou por criar dois personagens muito similares não só fisica mas ideologicamente uma vez que também Question era seguidor do objectivismo uma filosofia já notória no modo de agir de Mr.A. No entanto isto viria a mudar após a DC ter adquirido os direitos da Charlton Comics. A editora acabaria por alterar o personagem tornando-o seguidor da filosofia do budismo-zen.
A sua origem foi posteriormente alterada, algo muito incomum na BD (ou não). Victor Sage passaria a ser então um órfão cujo nome verdadeiro é Charles Victor Szasz. Vítima de abusos durante criança num orfanato católico, Szasz tornou-se num jovem com uma clara disposição para a violência.
A pseudoderme liberta um gás que The Question utiliza para mudar a cor do seu cabelo e da sua roupa. Houve um tempo em que Sage usava cartas onde após uma reacção química ostentariam um ponto de interrogação, a sua imagem de marca.
Durante a saga "52" The Question morre deixando o seu manto para Renee Montoya a nova e actual "The Question".


=


Rorschach


Na minha opinião o Anti-Herói por excelência e um dos grandes personagens de uma das mais aclamadas graphic novels de sempre, "Watchmen".
Foi criado por Alan Moore e por Dave Gibbons e data de 1986 ano em que saiu o primeiro comic de Watchmen.
As semelhanças entre este personagem e os criados por Steve Ditko são evidentes. Todos os personagens são do tipo vigilante detective usando uma típica gabardine e um típico chapéu. Todos cobrem a cara com uma máscara peculiar, Mr. A todo de branco, The Question cor de pele e Rorschach com... bem com manchas de Rorschach. A máscara deste último foi retirada de um vestido branco com manchas negras que iam alternando ao longo do tempo dando o efeito de estarmos perante as célebbras manchas dos testes de Rorschach.
Mas as semelhanças vão além das fisicas, a filosofia do objectivismo tão presente nos personagens de Ditko mantém-se em Rorschach. Através das acções e pensamentos bem anotados no seu caderno é claro perceber que ideologicamente Rorschach é um absolutista, anti-comunista, anti-liberal e nacionalista. A própia máscara que usa sendo branca e preta serve para simbolizar essa visão dual e simplista do mundo onde as coisas ou são boas ou más, algo que Mr. A já fazia mas com cartas.
É um personagem de extrema direita, ou seja, completamente diferente de tudo aquilo em que acredito, mas na Banda Desenhada é impossível não o adorar. Apesar de herdar características tão absolutistas dos personagens de Ditko volto a relembrar que o The Question mudou ao longo do tempo tornando-se um personagem mais liberal e equilibrado quando começou a ser escrito pela selo da DC Comics.
A crença de Rorschach em punir o mal é tão grande que ele nunca parou de ser um vigilante mesmo após ter sido aprovado o registo que tornou a actividade dos super heróis ilegal a não ser que estes trabalhassem para o governo.
Como disse, moralmente não é de todo um personagem fácil de digerir, no entanto respeitei muito a sua atitude no final de Watchmen e vê-lo punir o crime é pura e simplesmente fantástico. Célebre se tornou a frase que menciona na cadeia quando diz que não é ele que está fechado com os criminosos mas os criminosos que estão fechados com ele.
No comic #17 do The Question, existe uma referência a Rorschach. Question encontra uma BD com este personagem e acha-o tão estiloso que decide copiá-lo. A história termina com o Question a levar uma surra concluindo que afinal o Rorschach não presta. Uma pequena brincadeira neste enorme mundo que é a nona arte.
Na graphic novel, teremos acesso ao passado do personagem bem como aos momentos em particular que contribuíram para a formação deste personagem. Para falar dele vou ter de os mencionar por isso a todos os que têm intenções de vir a ler este livro aconselho a parar de ler este texto agora.
O desejo de Rorschach, ou melhor, Walter Kovacs (o seu nome verdadeiro) em combater o crime nasceu no dia em que Kitty Genovese foi assassinada e os seus vizinhos pura e simplesmente não fizeram nada. É de salientar que Kitty Genovese existiu na realidade e foi assassinada em 1964. A sua morte foi na altura muito falada precisamente devido à inanição por parte dos seus vizinhos. Esta acção fez com que Kovacs crescesse para se tornar um super herói, mas só anos mais tarde ele se desenvolveria no psicopata absolutista em que acabou por se tornar.
Kovacs acreditava no sistema legal até o dia em que descobriu que a menina raptada que ele procurava tinha sido assassinada e dada a alimentar aos dois cães do raptor. Envolto num manto de ódio Kovacs decidiu pela primeira vez qual o castigo do criminoso, acção que passaria a cumprir dali para à frente. Neste caso Kovacs prendeu o raptor com uma algema e incediou-lhe a casa que estava coberta de glicerina. Antes de acender o fósforo Kovacs dá uma serra ao raptor e diz-lhe que este não terá tempo de cortar a algema caso queira sobreviver com vida. Esta é uma cena que na minha opinião foi usada no primeiro "Saw" onde os personagens têm de cortar a perna ao invés da corrente caso queiram fugir. É uma cena de enorme intensidade e que nos mostra o nascimento de "Rorschach"



Nota: Algumas informações foram retirados do site da wikipédia.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

A Hora do Bolo

A todos os interessados no próximo Sábado às 17:00 "A Hora do Bolo" na Radar foi preparada pela Maria del Sol e por mim. Espero que a possam ouvir.
A emissão repete Domingo dia 28 às 16:00.
A nossa receita consiste em um bolo de contrastes, doçura e acidez, com alguns dos melhores ingredientes de 2008.
Sem perigo de diabetes, estes dois pasteleiros recomedam o seu consumo. Esperemos que gostem.

O Menino Triste - Fanzine 1 & 2

No passado FIBDA foi finalmente lançado "A essência", o primeiro livro do "Menino Triste" da autoria de João Mascarenhas.
Antes de começar a falar deste livro, que constitui um dos grandes lançamentos de BD nacional, achei que podia começar por fazer uma pequena introdução ao personagem e falar dos dois primeiros fanzines lançados por J. Mascarenhas.
Assim todos aqueles que não conhecem esta obra podiam familiarizar-se com o personagem e com o seu processo de criação.
O primeiro fanzine (de capa amarela) data de 2001. Nesta história J. Mascarenhas mostra-nos pela primeira vez quem é este "Menino Triste". O livro centra-se maioritariamente na questão de que todos nós em algum momento teremos de crescer e esse "apelo" chegou finalmente até ao "Menino Triste". Durante três capítulos assistimos ao crescimento deste menino da infância até à fase adulta. Pelo caminho assistimos à sua primeira relação amorosa, à sua passagem pela Universidade de Coimbra e principalmente ao enfrentar de uma realidade antes distante e diferente dos seus sonhos.
Ao contrário do que se possa pensar o "Menino Triste" não tem de se referir necessáriamente a tristeza ou infelicidade. Para o autor a palavra "triste" neste caso simboliza preocupação. Uma preocupação que associo ao crescer e ao enfrentar a realidade e os nossos sonhos. A ideia para este nome surgiu da leitura de vários livros de psicologia em que se dizia que "Quando uma criança não tem a oportunidade de poder crescer nos braços da sua mãe, ou vê os seus sonhos serem interrompidos por algo que lhe é estranho, corre o risco de se tornar uma criança triste!".
Por isso para Mascarenhas este nome é mais um figura de estilo do que um estado de espírito já que para ele este é um menino feliz.
Em 2005 foi a vez de ser lançado o segundo fanzine desta obra (de capa azul), de nome "Os Livros". O fanzine em questão já conta com um prefácio da autoria de José de Matos-Crus. Nesta história acompanhamos o "Menino Triste" na sua descoberta pelo mundo dos livros. Como menciona, há semelhança de Sartre também ele nasceu e cresceu no meio de livros. Começando por se interessar pelas figuras, rápido quis descobrir o significado das letras e depois das palavras.Dos livros à escola, passando por museus até à descoberta do Cinema, esta é a aventura do "Menino Triste" que termina de uma forma fantástica após mais uma reflexão sobre o crescimento quando o Menino se apercebe que ao contrário dos seus amigos dos livros ele não ficará no mundo para sempre nem será uma criança para sempre, mas felizmente talvez haja algo que ele possa fazer em relação a isso.
Existem várias referências a diferentes personagens ao longo destas histórias, uma que saliento é as várias menções a Peter Pan de J.M. Barrie que é também ele à sua maneira um "menino triste", um menino que cresceu sem mãe.
Este fanzine venceu o prémio de melhor fanzine no FIBDA 2006. Algumas das informações colocadas no texto foram retiradas do blog do Menino Triste ou das memórias das minhas conversas com J. Mascarenhas durante o FIBDA.
Dessas conversas deixo-vos um dos autógrafos que ganhei:


Para início de Janeiro podem contar com o comentário referente à "A Essência". Espero que vos tenha conseguido interessar por esta obra que merece atenção e há que apoiar a banda desenhada nacional.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

O regresso do desafio da página 161

Também já tinha pairado por esta casa este famoso desafio.
Desta vez ele regressa através da Maria del Sol.

As regras consistem em:

1. Agarrar o livro mais próximo.
2. Abrir na página 161.
3. Procurar a 5ª frase completa.
4. Colocar a frase no blog.
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro! Utilizar mesmo o livro que estiver mais próximo.
6. Passar a 5 pessoas.

desta vez o livro em questão é "The Graveyard Book" o mais recente de Neil Gaiman.
A frase é esta: "'Last dance!' someone called, and the music skirled up into something stately and slow and final."

Passo od esafio a:
Anita
Celtic-Warrior
Bongop
Gonçalo
Queiroz

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Dave Matthews Band ao vivo em Portugal

Duas excelentes notícias que descobri no Já Cheiro o Samádhi.
A primeira é que Dave Matthews Band estão confirmados para tocarem em Portugal no dia 29 ou 30 de Maio de 2009 inserido num novo festival nacional.
O problema é que este festival irá decorrer na mesma altura que o "Live Earth" que já conta com 20 nomes no cartaz. Para piorar ambas as produtoras encontram-se a lutar pelo mesmo espaço. Para mais informações consultar o Blitz.
A segunda boa notícia é que outro grande nome da música começado por D já saiu da corrida imaginária para actuar no "Optimus Alive". Primeiro os Depeche Mode, agora os Dave Matthews band, todas bandas excelentes que poderiam ser o grande D do "Alive".
Já me disseram que Bowie não tem concertos agendados para o ano que vem, mas há que ter fé.



sexta-feira, dezembro 05, 2008

Nel Monteiro - Hino Euro 2008


Na altura do Euro 2008, encontrei esta pérola no Portal Pimba. Na altura não me passou pela cabeça falar disto aqui, mas esta semana durante uma conversa acabei por recordar este clássico (sim já se tornou um clássico) e achei que era um crime não espalhar tamanha preciosidade da música portuguesa.
Confesso que nunca ouvi mais do que 30 segundos, mas a introdução é a única parte que interessa. Cliquem na imagem para ouvir.
Nunca ouvi eu "A portuguesa" ser usada com tamanha graciosidade.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Festival Black & White

Sobre o 6º Festival audiovisual "Black & White" deixo mais informações e novidades.

Myspace: www.myspace.com/blackandwhitefestival

Hi5: FestivalB.hi5.com

Fórum: festivalbw.aforumfree.com