segunda-feira, agosto 31, 2009

Dorian Gray - Teaser Trailer

Já tinha visto algumas imagens do filme há bastante tempo, agora saiu o teaser trailer.
A adaptação cinematográfica de "THe Picture of Dorian Gray" chega aos Cinemas este ano pela mão de Olive Parker e conta com Ben Barnes (O príncipe Caspian) no papel de Dorian Gray, Colin Firth como Lord Henry e Ben Chaplin como Basil Hallward.
O trailer tem melhor aspecto do que os posters que tinha visto anteriormente mas mesmo assim ainda não susciptou em mim grande interesse.
Espero que seja uma bela homenagem à obra de Oscar Wilde que é lindíssima.
Isto recordou-me também que a Marvel chegou a adaptar este livro e acabei por em esquecer de procurar isso.

quinta-feira, agosto 27, 2009

These Are My Twisted Words

Uma das novas dos Radiohead e não é preciso dizer mais!



estou com a sensação que vêm cá para o ano. O problema é que me engano muitas vezes.

segunda-feira, agosto 24, 2009

The Wolf Man - Trailer

O trailer deste remake do horror já está disponível.
O elenco é de classe e os efeitos parecem formidáveis.
Joe Johnston, já provou o seu talento a nível visual esperemos que com este "The Wolf Man" faça a devida homenagem ao género.
Segundo o IMDB parece ser este o senhor que vai realizar o filme do Capitão América com Jensen Ackles no papel de Rogers. Será?
Cliquem na imagem para ver o trailer.

quinta-feira, agosto 20, 2009

The Walking Dead - Adaptação Televisiva

Frank Darabont, realizador de filmes como "The Shawshank Redemption", "The Green Mile" e o mais recente "The Mist" (algo me diz que este senhor gosta muito de Stephen King), vai ser o responsável por realizar a série de TV "The Walking Dead" baseada na BD criada por Robert Kirkman e Tony Moore editada pela Image Comics.

Dentro do género do horror sempre me senti mais atraido pelos vampiros do que pelos zombies, por isso ando muito mais interessado em comprar livros como "Requiem The Vampire Knight" do que este "The Walking Dead". No entanto muita da coisa que tenho lido sobre a série me tem atraido e é uma questão de tempo e dinheiro até lhe dar uma oportunidade.

O livro conta a história de como um grupo de humandos vai sobrevivendo num mundo povoado maioritariamente por Zombies.

segunda-feira, agosto 17, 2009

A Voz do Fogo

Alan Moore é um nome que dispensa apresentações no mundo da banda desenhada, sendo considerado por muitos como um dos melhores contadores de histórias nesta arte, eu incluido. Livros como "Watchmen", "V For Vendetta" ou "From Hell" são já clássicos da 9º arte conhecidos mundialmente, nem que para isso tenham contribuído as adaptações cinematográficas.
"A Voz do Fogo" (Voice of the Fire) consiste no primeiro (e até à data único) romance deste autor, que foi editado originalmente em 1996.
O livro encontra-se dividido em 12 capítulos ao longo de 6000 anos, começando no ano 4000 a.c. e terminando em 1996 d.c.. Todas as histórias decorrem no mês de Novembro e na zona de Northampton, cidade Natal e actual do autor, em Inglaterra.
O primeiro capítulo, "O Porco de Hob" (Hob´s Hog), é aquele de maior dificuldade na sua leitura uma vez que é narrado por um rapaz que vive no ano 4000 a.c.. Moore escreve-o de uma forma muito elementar utilizando recorrentemente o presente do indicativo de forma a dotar o rapaz de uma aura mais primitiva que é precisamente o suposto. Este jovem do "tempo da pedra" é um rapaz bastante ingénuo que após a morte da sua mãe é expulso do seu grupo e obrigado a desbravar as aventuras deste mundo sozinho.
Tratando-se do primeiro capítulo poderá afastar os leitores devido às razões mencionadas, o que é uma pena pois trata-se de um dos melhores do livro cujo arrepiante final compensará a atribulada caminhada.
As histórias apesar de completamente diferentes encontram-se ligadas entre si pela "Voz do Fogo". São contos carregados de violência e luxúria, onde corpos queimados e cabeças decepadas farão grande parte da sua simbologia. No que toca à luxúria Moore entra na cabeça dos personagens e explora os seus desejos sexuais sem pudores ou eufemismos de uma forma directa e crua que para muitos terá um sabor ordinário.
Passando pela vida de um emissário Romano, de um antigo Cruzado ou até do "mendigo poeta de NorthamptonShire" John Clare ou do mulherengo Alf Rouse, esta aventura conta com um leque de personagens fascinantes, terminando no próprio autor. Sim! Alan Moore é o protagonista do 12º capítulo onde se encontra precisamente a concluir o livro em questão, como sendo "o último acto de um ritual de fé e magia", citando Neil Gaiman.
Em jeito de conclusão esta é uma viagem pela História de Northampton carregada de magia e luxúria, onde o autor mistura realidade e ficção com a classe que lhe é habitual.
A edição portuguesa da "Saída de Emergência" foi traduzida por David Soares que nos presenteia com uma secção de notas sobre cada capítulo fornecendo-nos informação base sobre a mitologia usada nas histórias e algumas ideias do autor, algumas das quais já haviam sido exploradas em outros dos seus trabalhos como por exemplo na série de BD "Promethea".
O prefácio é da autoria de Neil Gaiman que aconselha o início da leitura ou no primeiro ou no último capítulo uma vez que se trata de um livro que pode ser lido em qualquer ordem. Eu optei, tal como David Soares, por seguir o caminho de um peregrino, ou seja, começando no primeiro e terminando no décimo segundo.
Uma vez que se trata de um livro carregado de simbologia e cuja linguagem nem sempre é a mais acessível optei por ler primeiro esta edição portuguesa, até porque como referi contava com alguns apontamentos. Agora após este contacto inicial com "A Voz Do Fogo" já me sinto mais preparado para pegar na obra na sua língua original, algo que definitivamente farei daqui a uns anos. Até lá quero aproveitar também para aumentar a minha cultura esotérica a fim de conseguir mergulhar mais fundo ainda neste mundo mágico e negro.
Este foi um livro que infelizmente passou despercebido do público. Talvez por ser escrito por um autor de BD ou por simplesmente desistirem logo a início, visto o 1º capítulo ser como havia mencionado o mais desafiante. A fim de cativar novos leitores a editora "Saída de Emergência" planeia lançar uma nova edição com uma nova capa e algumas surpresas (quem sabe com as ilustrações de José Villarrubia presentes na edição de 2004 da Top Shelf)). Já agora aproveito para sugerir que corrigam nesta nova edição algumas gafes que se encontram na actual, já que estão com "a mão na massa".

terça-feira, agosto 11, 2009

Camões - De vós não conhecido nem sonhado?

A editora Plátano lançou no ano passado o livro “Camões – De vós não conhecido nem sonhado?” da autoria de Jorge Miguel que aqui volta novamente a viajar pela História de Portugal, debruçando-se agora sobre um dos seus maiores poetas.
O autor optou por iniciar esta história no mesmo ano em que a decidiu terminar, ou seja, 1580 naquele que viria a ser o ano da morte de Camões. No entanto rapidamente vai caminhando para trás no tempo até chegar a 1542 ano em que a narrativa propriamente dita tem início, mas não sem antes passar por 1552, aproveitando para fazer referência à rixa entre Camões e Gonçalo Borges a qual conduziria o primeiro ao encarceramento na tão famosa prisão do Tronco. Desta forma o autor consegue logo no início e em poucas páginas providenciar-nos uma ideia geral do tipo de homem que Camões foi, um boémio compulsivo que não pesava as consequências das suas acções.
Como havia referido a trama propriamente dita tem início em 1542, quando o poeta, com 18 anos, regressa a Lisboa vindo de Coimbra, cidade que abandona sem completar os estudos. Consigo traz uma carta de recomendação de seu tio, D. Bento de Camões, dirigida a D. Francisco de Noronha graças à qual se tornará o educador do seu filho, António de Noronha.
Não demora muito até os seus versos começarem a fazer furor entre a corte de D. João III, derretendo o coração de muitas mulheres e causando a inveja de muitos homens.
O seu espírito rebelde, tanto na escrita como nas acções levam-no a abandonar o país em mais do que uma ocasião. Desta forma é obrigado a aventurar-se no Norte de África, em Ceuta, local onde acabará por perder o seu olho direito. Posteriormente terá de embarcar para Goa repetindo o caminho descoberto por Vasco da Gama. Aqui escreveu grande parte dos “Lusíadas”, mas teve também tempo para irritar o seu Governador, na altura, Francisco Barreto com a “Comédia de Filodemo” e os “Disparates da Índia”, obras que o obrigarão a partir novamente. Desta vez consegue embarcar para Macau mas voltará a ser preso e despachado de volta para Goa. Foi neste regresso a Goa que ocorreu o tão famoso naufrágio no qual Camões conseguiu salvar não só a sua vida como o seu manuscrito de “Os Lusíadas”.
Devido a mais algumas peripécias acaba por ir parar a Moçambique. Sem dinheiro para regressar a Portugal vai sobrevivendo graças a expedientes. Em 1570 retorna novamente à pátria amada graças à ajuda de amigos. Após a aprovação do rei D. Sebastião e do Clero, publica em 1972 aquela que viria a ser a sua obra mais conhecida, “Os Lusíadas”.
Um dos aspectos mais bem conseguidos do livro é sem dúvida a utilização de versos do poeta ao longo da narrativa, sempre perfeitamente enquadrados na história e que contribuem para enaltecer a obra e tornar mais saborosa a sua leitura. Ao longo da narrativa somos também presenteados com alguns excertos de cartas de Camões a amigos onde aproveita para descrever pessoas e aventuras. A utilização da linguagem de Camões a partir destas cartas e dos versos ajudam a tornar o seu espírito mais presente na obra, algo com que o livro só tem a ganhar.
Em apenas 65 páginas Jorge Miguel consegue a proeza de contar de forma sucinta mas elaborada a vida de um dos maiores poetas de sempre, sem nunca cair no aborrecimento ou no sentimentalismo fácil.
Um livro aconselhado a todos os apaixonados pela obra de Camões ou por Banda Desenhada, o que devia abranger praticamente todos nós.

Este texto juntamente com uma entrevista ao autor Jorge Miguel encontram-se na edição de Agosto da "Rua de Baixo". Para verem cliquem aqui.

sábado, agosto 01, 2009

Mão Morta - Mutantes S.21

Lado 1
Lisboa (Por Entre as Sombras e o Lixo) - Já estive (mal seria também)
Amesterdão (Have Big Fun) - Já estive
Budapeste (Sempre a Rock & Rollar) - Já estive
Barcelona (Encontrei-a na Plaza Real) - Já estive
Marraquexe (Pç. das Moscas Mortas) - Parto hoje para lá

Lado 2
Berlim (Morreu a Nove) - Também já lá estive
Paris (Amour A Mort) - Idem idem aspas aspas
Istambul (Um Grito) - Quem sabe um dia
Shambalah (O Reino da Luz) - Também quero

E pronto depois desta cidade ficam só a faltar duas para conhecer este álbum totalmente.
Até daqui a uma semana.
Boas férias.

terça-feira, julho 28, 2009

Se Me Amas


Se Me Amas (Bizarra Locomotiva) - Bizarra Locomotiva

Ultimamente ando a recordar algumas canções do álbum de tributo aos 20 anos dos Xutos e Pontapés. É de salientar que existem verdadeiras pérolas neste CD.
É fantástico ver uma canção dos Xutos a ser trabalhada por determinadas bandas e assistir ao resultado final, como é o caso da versão "Mãe" pelos Mão Morta, "Esquadrão da Morte" pelos Da Weasel ou esta "Se Me Amas" pelos Bizarra Locomotiva.
Estas bandas pegaram em canções dos Xutos e tornaram-nas deles.
Voltando aos Bizarra tenho ideia que na altura em que fizeram esta música, Armando Teixeira ainda pertencia à banda. Ao vivo têm um espectáculo assombroso.

sexta-feira, julho 24, 2009

Rádios Humanos Ambulantes

Na semana passada quando entrei no metro em direcção a Santa Apolónia, deparei-me com o som altíssimo de uma música qualquer que pessoalmente não faz nada o meu género (mas mesmo que fizesse não é essa a questão).
Podia ter pensado que agora os metros tinham rádio mas pelo tipo de som e pela sua qualidade claramente não era o caso. Ora bem o som vinha de um telemóvel de um indivíduo qualquer.
Tantas e tantas pessoas ouvem música no metro com AUSCULTADORES. Achei aquilo uma palhaçada e não tivesse a viagem apenas duas paragens acho que tinha de ir lá falar com o tipo para desligar aquilo que era mesmo muito irritante.
Mais curioso é que saímos ambos em Santa Apolónia e lá andava ele pela estação de comboios sempre com um som altíssimo a emanar do telemóvel, acompanhado de duas mulheres que já agora bem podiam ir a dançar também para reforçar o ambiente videoclip.
Isto tinha morrido aqui e eu nunca me lembraria de contar esta história no blog. O problema é que quando contei isto no Porto me avisaram que lá se passa o mesmo e se está a tornar uma moda. Epá!!! Isso é que não. Agora fomentamos a poluição sonora? Não pode ser, daqui a nada nem conseguimos ler um livro descansados.
Confesso que se é pra isto achava mais engraçado os rádios ao ombro.

segunda-feira, julho 20, 2009

Lua

Hoje comemoram-se os 40 anos de chegada à Lua, teorias da conspiração à parte, pois muito boa gente questiona a veracidade das imagens com Neil Armstrong, mas isso agora não importa.
A Lua sempre foi uma enorme fonte de inspiração nas mais variadas formas de arte. Vários músicos, pintores, escritores, cineastas, fotógrafos, etc lhe prestaram enormes homenagens. Na Banda Desenhada Tintin já a tinha pisado 15 anos antes de Armstrong. Goste-se ou não há que admitir que Hergé sempre manifestou um enorme interesse pela ciência que ia explorando em "Tintin".
Para não deixar passar este dia em branco coloco aqui o clássico de David Bowie que foi usado pela BBC neste dia à 40 anos atrás.

A todos os interessados aconselho uma passagem pelo blog "Sound & Vision" onde Nuno Galopim tem dedicado o dia a este acontecimento.


terça-feira, julho 14, 2009

Transformers: Revenge of the Fallen

Michael Bay costuma ser daqueles realizadores que as pessoas ou adoram ou detestam, falando de uma forma (muito) geral. No entanto e independentemente do gosto de cada um há que lhe reconhecer mérito, afinal de contas não é qualquer pessoa que é capaz de gerar receitas de bilheteira de tal magnitude.
Pessoalmente é um realizador que me diz pouco, a maior parte da sua filmografia pouco ou nada me interessa, por isso foi com alguma surpresa que assisti ao primeiro "Transformers" que longe de ser perfeito conseguia cumprir até certo grau aquilo que eu esperava de um filme sobre este Universo.
Com o tempo venho a constatar que Bay consegue criar premissas minimamente interessantes, ou seja, a ideia é boa a sua exploração é que costuma falhar, ora veja-se o caso de "The Island" ou "Transformers" cuja introdução é bastante cativante mas aquando do seu desenvolvimento Bay perde-se em fogos de artifício deixando a forma prevalecer sobre a substância.
Ora uma vez que a introdução a esta raça alienígena já havia sido feita no primeiro capítulo em "Revenge of the Fallen" o realizador perde-se logo no início o que resulta numa sequela completamente banal.
Em "Transformers: Revenge of the Fallen" ficamos a saber que o primeiro contacto desta raça com o nosso planeta ocorreu há milhares de anos atrás por um grupo de Primes, os ascendentes de Optimus.
No presente os Autobots criaram juntamente com os humanos um grupo de operações especiais chamado NEST e que tem por objectivo caçar os restantes Decepticons que continuam na Terra. Bumblebee por seu lado continua a ser o guardião de Sam (Shia LaBeouf) que se encontra prestes a partir para a Universidade.
No final do capítulo anterior pudemos vislumbrar a retirada "corajosa" de Starscream. Pois bem ele está de volta e desta vez trás um exército consigo a fim de recuperar o seu antigo líder e de continuar a sua procura incessante por Energon, a energia necessária para a vida dos Transformers.
Com a destruição da Allspark todos pensavam que a busca por Energon estava perdida mas um inimigo do passado irá emergir em busca de um segredo que se tem mantido escondido há muito tempo.
É uma pena que com tantos Transformers interessantes como Ratchet ou Ironhide tenham optado por dar tanto tempo de antena aos irritantes Mudflap e Skids, dois gémeos que têm a mania que são gangsters.
Este era o filme que ia trazer o tão famoso Devastator, um robot gigante composto por um conjunto de transformers. No filme foi uma desilusão esperava muito mais.
Os humanos continuam a ser usados maioritariamente como comic relief veja-se o caso dos pais de Sam ou do seu companheiro de quarto, Leo (Ramon Rodriguez) ou até mesmo o regresso do alucinado Seymour Simmons (John Turturro).
Megan Fox continua o seu papel como Mikaela Banes a namorada de Sam que agora se encontra a trabalhar com o pai saído da prisão. Mikaela é uma mulher de armas e continuou a ser das coisas mais agradáveis para os meus olhos durante a visualização deste filme (é impressão minha ou aqueles lábios aumentaram?).
É sempre uma honra e alegria ouvir Peter Cullen a dar voz a Optimus Prime um dos personagens mais interessantes desta saga e que neste filme assume um enorme papel. Só é pena o filme não lhe fazer jus. Bumblebee continua bastante divertido e neste filme podemos ver também a sua alma de guerreiro.
Megatron foi outra desilusão uma vez que neste filme perde todo o seu carisma de vilão e é reduzido a um mero peão neste jogo. Jamais imaginei o temível líder dos Decepticons assim.

SPOILERS

Apesar de num estilo completamente diferente do da série animada teve piada ver Jetfire que tem a particularidade de ser um antigo Decepticon que passou para o lado dos Autobots.

E com tantas pessoas a trabalhar neste filme será que ninguém achou que colocar um Transformer a imitar um cão com cio na perna da Megan Fox não era uma boa ideia?

sábado, julho 11, 2009

Depeche Mode Cancelam

Hoje era definitivamente o dia D em termos de concertos. Depeche Mode no Porto e Dave Matthews Band em Lisboa.
Eu optei pelos primeiros e após uma viagem atribulada cá estou pela Invicta sabendo que novamente não os irei ver. Novamente porque esta é a segunda vez que tento ir ver esta banda e eles cancelam. Desta vez a razão dada foi uma lesão na perna do vocalista.
Penso que o "Super Bock Super Rock" irá sofrer muito nas receitas, foi o problema de este ano se concentrar apenas numa banda "Depeche Mode" no Porto e "The Killers" em Lisboa. Este é o ano em que o "Super Bock" menos se assemelhava a um festival e se é verdade que as bandas mencionadas chegam para vender bilhetes também é verdade que se uma delas cancela é um enorme tiro no pé.
A substituir estão os "Xutos e Pontapés" e os "The Gift". À última da hora não é nada fácil arranjar substitutos e actuar em vez dos Depeche Mode também não é tarefa fácil, por isso há que dar mérito a estas duas bandas.
Quanto a mim optei por não ir e pedir o dinheiro de volta afinal estamos a falar de 40€.

Hoje pensávamos que íamos ver Depeche Mode ao vivo mas afinal estávamos:

Michael Jackson - O Filme

O título é enganoso pois não há nada confirmado, queria apenas mencionar que nos tempos de hoje acredito que não demore muito até alguém conseguir realizar um biopic sobre a vida deste artista. E atenção ao actor escolhido que isto é material para óscar já se sabe.
O título já estou mesmo a ver qual seria: "Moonwalker".

sexta-feira, julho 03, 2009

Hugo Teixeira na edição de Julho da Rua de Baixo

Natural de Amarante e nascido em 1980, Hugo Teixeira é artista plástico e autor de Banda Desenhada. É conhecido maioritariamente por ter sido o primeiro autor a lançar um livro de manga em Portugal, juntamente com a editora “pedranocharco”. O livro em questão é “Bang Bang” um western pós-apocalíptico bem ao género cyberpunk, cujo 2º volume foi editado no passado Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA).

Já tinha aqui falado do seu trabalho aquando da sua exposição de aguarelas intitulada "Aquasounds". Agora aproveitando a sua recente exposição no Festival internacional de BD de Beja (FIBDB) a RDB foi à sua procura.

Para quem estiver interessado em ler a entrevista é só clicar na imagem. Um especial destaque para as fotos da autoria de Marisa Cardozo.

quinta-feira, julho 02, 2009


Graham: A liar is the second lowest form of human being.
Ann: What's the first?
Graham: Lawyers.

James Spader em "Sex, Lies and Videotape"


Alan Shore: Let me tell you two things about myself. I too am a lawyer, I can be painfully vindictive, and I do not play fair.
Lester Tremont: That's three things.
Alan Shore: See? Not playing fair already. And I'm just getting started.

James Spader em "Boston Legal"

quinta-feira, junho 25, 2009

Michael Jackson (1959-2009)



Goste-se ou não há que reconhecer o seu imenso talento. Conquistou o mundo da pop, encantou com os seus passos de dança e teve um dos mais interessantes e pioneiros videoclips da História "Thriller". Se não estou em erro foi o primeiro vídeo musical estilo curta-metragem. "Thriller" é também o álbum mais vendido de sempre e foi dele o primeiro CD que comprei.
Na música era imortal há já muitos anos.

Morphine - Cure For Pain (Live)



I Need This "Cure For Pain"

quarta-feira, junho 24, 2009


Em Berlim "Nobody Puts Baby In The Corner"

terça-feira, junho 23, 2009

Batman: Reborn

Como informações destas estão sempre a circular não sei se o aviso de SPOILER é realmente necessário de qualquer da maneiras aviso que não li este "Batman: Reborn" mas que vou falar sobre a sua identidade.

Depois de R.I.P. a questão que pairava no ar era a de quem iria substituir Bruce Wayne no papel de Batman.
Para responder a essa questão tivemos "Battle for the Cowl". A resposta foi a mais óbvia (afinal o Sheldon de "The Big Bang Theory" tinha razão). Dick Grayson é agora Batman. A escolha é óbvia e provávelmente a mais acertada uma vez que Dick foi o primeiro Robin, foi trinado desde miúdo para isto e é, na cadeia de comandos, aquele que se segue a Batman, apesar de ter conquistado o seu próprio título como "Nightwing. Caso não fosse Dick teríamos de saltar para Tim Drake (3º Robin) uma vez que a personalidade temperamental de Jason Todd (2º Robin) dificilmente poderia preencher os requisitos para ser o Homem Morcego. No entanto os defeitos de Todd são o que têm tornado mais interessante e ainda iremos ouvir falar dele no futuro certamente.
Com um Batman escolhido começam agora as novas aventuras de "Batman e Robin" neste "Batman: Reborn", novamente pelas mãos de Grant Morrison que agora se junta ao seu parceiro de longa data Frank Quitely, . O Robin actual (já é o 5º nunca mais acabam) é Damian Wayne, precisamente o filho de Bruce Wayne.
Claro que Batman só há um e não dúvido que Wayne regresse, afinal em BD eles regressam (quase) sempre.
Cliquem na imagem para verem a preview deste comic.

segunda-feira, junho 22, 2009

Death Note


"The human whose name is written in this note shall die"

Se tivesse de resumir esta saga em apenas uma frase esta seria sem dúvida a escolhida. É uma frase que irá acompanhar toda a obra e que consiste na sua premissa: um caderno com a capacidade de matar qualquer pessoa cujo nome nele seja escrito e cuja cara seja conhecida a quem o escreveu (esta última parte é também obrigatória de forma ao caderno não matar pessoas com o mesmo nome). Este é o caderno da morte.
Os Shinigami´s (deuses da morte) existem e são eles os detentores dos "Death Note" os quais usam para tirar a vida. O mundo dos Shinigami´s é desértico e sem vida, a maior parte dos seus habitantes passa os dias a jogar numa apatia extrema. Ryuk aborrecido com a sua vida decide terminar com esta monotonia deixando cair um "Death Note" no mundo humano.
O caderno vai parar às mãos de Light Yagami um indíviduo dotado de uma inteligência excepcional e que partilha com Ryuk o sentimento de monotonia para com o seu mundo, monotonia essa que irá terminar para ambos a partir do instante em que Light segura neste "Death Note".
A princípio Light considera que o caderno não passa de uma brincadeira ridícula, afinal de contas é impossível um objecto possuir tal poder. No entanto sente-se tentado a experimentá-lo e verdade seja dita quantos de nós não sentiriam? Decide então usar o caderno num criminoso, não vá o diabo tecê-las, aproveitando um relato na televisão sobre um homem que tinha raptado oito pessoas numa enfermaria, incluindo crianças.
Para sua surpresa o raptor morre de ataque cardíaco passado 40 segundos do seu nome ter sido escrito no caderno (quando não se especifica a morte nem o tempo, todas as pessoas morrem de ataque cardíaco e 40 segundos depois de os seus nomes terem sido escritos no caderno).
Aterrorizado a princípio decide investigar melhor a autenticidade do caderno e após a comprovar decide usá-lo para um bem maior, começando a eliminar todos os grandes criminosos com o objectivo de criar um mundo justo e pacífico, um mundo onde ele governará como o seu novo deus. Não fosse esta última parte podíamos dizer (concordando ou não) que os ideias de Light eram 100% altruístas, de qualquer das maneiras a sua maneira de pensar contribui em muito para a qualidade da obra uma vez que é muito mais interessante termos um personagem a usar este caderno para eliminar o mundo do mal, ao invés, de um tipo qualquer que o usa apenas para obter poder e dinheiro.
Esta ideia é, na minha opinião, muito apelativa e captou logo a minha atenção, no entanto, por muito interessante que seja ter alguém que possui um "Death Note" não chega para tornar a história aliciante e é aí que entra...L!
Para criar o impacto que pretende no mundo Light tem de provar que é alguém que está por detrás de todas as mortes e que estas não são casuais, para isso escolhe o ataque cardíaco como causa de morte para todos os que julga. É certo que o simples facto de morrerem apenas criminosos denúncia que algo de errado se está a passar, mas ao escolher sempre o mesmo método de homícidio Light leva não só a polícia a chegar a essa conclusão mais rápido como garante que nenhuma das suas julgações passe incólume. Assim quando algum criminoso morre de ataque cardíaco sem nunca antes ter revelado problemas do foro cardíaco a sua morte é logo associada a Kira, o nome pelo qual Light virá a ser conhecido pela multidão. A fim de deter este criminoso desconhecido que mata de uma forma inexplicável surge L, o melhor detective do mundo cujo nome e face são desconhecidos para todos inclusivé para aqueles com quem trabalha, salvo a excepção de Watari o seu fiél parceiro.
Mal começa a trabalhar no caso L descobre factos extremamente importantes sobre Kira confrontando-o em directo através da televisão. Este confronto mostra-nos que estamos perante um duelo de Titãs e que a luta entre estes dois ao longo do livro será no mínimo memorável.
O autor Tsugumi Ohba nunca teve a intenção de impingir uma ideologia ao longo da série uma vez que cada pessoa tem a sua própria noção de justiça. Isso foi provavelmente a decisão mais correcta e é engraçado constatar que há semelhança do que ocorre no Manga existem aqueles que condenam Kira e aqueles que o defendem. Na minha filosofia de vida nunca considerei as acções de Light Yagami como correctas, o mundo pacífico que idealiza baseia-se numa falsa paz que é construída através do medo, além de que nenhum ser humano tem o direito de tirar a vida a outro. No entanto o tema da justiça é algo que acho extremamente fascinante e complicado de debater, o mundo não é a preto e branco. Por isso não interpretem a minha opinião como um mero "Light é mau e L é bom", como disse as coisas não são tão lineares e se há um personagem que representa a bondade e a integridade em "Death Note" esse alguém terá de ser Soichiro um oficial da polícia que irá assistir L na sua investigação.
Aliás estando em pólos completamente opostos os personagens de L e Light tocam-se. Ambos são muito similares na forma de pensar uma vez que são extremamente inteligentes e capazes de determinadas acções quando pensam que os fins justificam os meios.
No entanto nem tudo é excelente nesta obra, na verdade podemos dividir "Death Note" em duas partes, com uma primeira fascinante e uma segunda, mais fraca, mas também de grande interesse.
A arte está a cargo de Takeshi Obata conhecido pelo seu trabalho em "Shonen Jump" e é maravilhosa. É de salientar o seu trabalho notável na criação dos personagens, criando figuras já clássicas de Manga. Tão cedo não esqueceremos o ar snob e esbelto de Light ou os tiques e maneirismos de L. E depois há ainda Ryuk, nunca um deus da morte foi tão divertido.
A série de Manga é composta por 12 volumes e existe também no formato de Animé. As diferenças entre elas são mínimas apesar de ambas conterem cenas exclusivas. A maior diferença está no final que na Manga se prolonga um pouco mais ao longo do tempo. No entanto qualquer uma delas é uma boa opção para ver esta, muito aconselhada, série.
Quanto aos livros existe ainda um 13º que consiste em extras. É um livro interessante mas não indispensável. Contém uma secção onde explica tudo o que se passa na história algo desnecessário para quem a leu com a devida atenção. É normal que por vezes surjam algumas dúvidas uma vez que "Death Note" tem um ritmo alucinante com grandes acontecimentos a ocorrer em todos os capítulos. No entanto as respostas estão todas bem fundamentadas na história e até as regras do "Death Note" vão sendo reveladas/relembradas ao longo da saga, algumas das quais são essenciais para entender algumas acções enquanto outras não passam de meras curiosidades. Este volume contém também fichas de identificação para todos os personagens, mas que claramente não foram feitas pelo criador, uma vez que ao compararmos a ficha de L, Light e Near, o primeiro é considerado o menos inteligente quando páginas à frente temos o autor do livro a dizer precisamente o oposto que L é o mais inteligente em "Death Note" isto entre outras coisas tornam estas fichas obtusas.
O que realmente vale a pena neste 13º volume são as entrevista aos criadores, as histórias humorísticas, a primeira história de "Death Note" lançada na "Weekly Jump" e um cartão com um segredo que nunca é revelado na série.
Actualmente esta obra está a ser re-lançada com uma nova edição de nome "Death Note Black Edition". Nela podemos encontrar algumas páginas a cores e as extremidades das páginas estão pintadas de negro.


Há semelhança do que perguntaram a Tsugumi Ohba e a Takeshi Obata gostava de enumerar os meus três momentos favoritos desta obra que obviamente NÃO DEVEM SER LIDOS POR QUEM NÃO CONHECE A OBRA.

3 - O primeiro confronto entre L e Light. quando L o engana usando um recluso para se passar por ele. Golpe de génio que o fez reduzir a investigação ao Japão.

2 - A morte de L. O impacto é grandioso. Ohba ficou três dias sem comer depois de a ter escrito. E é de salientar que um deus da morte teve de se envolver e morrer para que L perdesse a vida. Near e Mello nunca tiveram de enfrentar um deus da morte.

1 - O momento mais "what the fuck" da série tem de ser quando L revela a sua identidade a Light. Foi uma jogada que não estava à espera de tão arriscada que é. No entanto L não falha.