quarta-feira, outubro 01, 2008

As 7 Canções

O Queiroz desafiou-me para escolher 7 canções e desafiar 7 pessoas a fazerem o mesmo.
Ora escolher as minhas 7 canções preferidas não é só uma tarefa Hercúlea como impossível.
Mas como gosto de partilhar músicas e porque se fosse assim tão rigoroso nunca fazia tops que tanto gosto, decidi escolher 7 canções que são muito especiais para mim. Podiam ser outras, mas escolhi neste momento estas.
Outra coisa que achei curiosa foi a escolha do número 7 que simboliza a perfeição. (Se bem que tenho ideia que o 3 também).
Sem mais demoras e sem uma ordem em particular aqui ficam as minhas escolhas.


Sigur Rós - Viðrar vel til loftárása



A canção que me fez apaixonar por esta banda. Não que as outras não sejam igualmente boas, mas apenas porque foi a primeira que ouvi deles.


Radiohead - Paranoid Android

Paranoid Android - Radiohead

Os Radiohead são presença obrigatória nesta lista, afinal são uma das bandas da minha vida. Escolher uma das suas muitas canções não é fácil. Escolho "Paranoid Android" porque simboliza o quanto este á uma banda que gosta de explorar na música e porque "OK Computer" só é um dos melhores álbuns que pisou a face da Terra.


Queen - Bohemian Rhapsody

Bohemian Rhapsody - Queen

A minha canção predilecto dos "Queen". É muitas vezes considerada a melhor canção de sempre e percebe-se porquê. Toda a sua construção aliada à guitarra da May e à voz de Mercury fazem de "Bohemian Rhapsody" uma canção monstruosa.


Bob Dylan - Like A Rolling Stone
Like a Rolling Stone - Bob Dylan

Bob Dylan não é de certeza o melhor cantor do mundo nem o melhor guitarrista. é acima de tudo um poeta musical que marcou uma geração.
As suas músicas são de uma enorme qualidade e por isso não é de admirar que por várias vezes outras bandas as toquem.
A escolher uma canção deste artista escolho "Like A Rolling Stone" porque já ouvi várias das suas canções serem maravilhosamente interpretadas por outros, como é o caso dos Calexico ou dos Dave Matthews Band entre muitos outros, mas em relação a esta em particular (desculpem Rolling Stones) quem me tira a versão de Dylan tira-me tudo.


David Bowie - A Small Plot Of Land



David Bowie é um talento multifacetado na música.
Não é à toa que tem a alcunha do "Camaleão da música", pois com o passar do tempo Bowie muda de cor e fá-lo sempre (ou quase) com uma qualidade acima da média.
É um mestre e jamias faria um top destes que não incluísse uma canção sua. Podiam estar aqui muitas hoje está esta.


Tom Waits - Tom Traubert's Blues (Four Sheets to the Wind in Copenhagen)



Uma das canções mais maravilhosas que ouvi na vida.
É simplesmente arrepiante e a voz de Waits dá-lhe uma dimensão completamente distinta, pois já a ouvi pela voz de outros (Rod Stewart) e acreditem não é o mesmo.


Tool - Eulogy



Dizem que não há amor como o primeiro. Neste caso não será o caso pois acho Eulogy uma canção tão genial como muitas outras dos Tool.
Mas sendo obrigado a escolher uma e não estando a conseguir decidi optar pela primeira música que ouvi deles que continua a ser uma das minhas favoritas (juntamente com outras 20).
A canção é do álbum "Aenima" o meu álbum predilecto.

Passo este desafio a estes 7 magníficos:

- Cube
- Maria del Sol
- Menphis
- Gonçalo (para o Shadowplay)
- Amorita
- The Tripper
- Já Cheiro o Sámadhi

terça-feira, setembro 30, 2008

The Curious Case of Benjamin Button - Trailer 2

O último filme de David Fincher já tem um novo trailer.
Neste temos uma maior noção de como a história se irá desenrolar e de como será o amor entre duas pessoas que envelhecem ao contrário uma da outra e que a certa altura no tempo se encontrarão na mesma idade física.
Fincher e Pitt já demonstraram por duas vezes que sempre que trabalham juntos são uma força imparável, esperemos que o mesmo aconteça em "The Curious Case of Benjamin Button". Para já a curiosidade é muita e além dos mencionados este filme conta ainda com a grande Cate Blanchett.
Cliquem na imagem para ver o trailer.

segunda-feira, setembro 29, 2008

Time To Pretend

Agora que ando a ouvir "MGMT" questiono-me sobre quem terá tido a brilhante ideia de os ter colocado a tocar ao mesmo tempo que os "The National" no "Optimus Alive"?
Resta-me então dizer que ainda bem que optei por não os ouvir na altura, não que a escolha fosse diferente mas assim não custou tanto.
Time To Pretend - MGMT

sábado, setembro 27, 2008

quinta-feira, setembro 25, 2008

Momento SNL

Uma vez que isto tem andado um bocado parado e infelizmente continuará assim durante os tempos mais próximos decidi animar as coisas com dois vídeos do "Saturday Night Live".

O primeiro é sobre a Natalie Portman para mostrar que eu gosto muito desta senhora :)



...e o segundo é uma paródia a uma cena da série OC (a cena original pode ser vista aqui).
Depois deste vídeo muitos outros começaram a copiar a ideia para o "Matrix", "Star Wars" e muitos outros filmes. Mas não aconselho muito as suas visualizações porque basicamente é a repetição da mesma ideia e pior depois a música não vos vai sair da cabeça!!!

segunda-feira, setembro 22, 2008

Desafio: As 10+

Aceitei o desafio do Red Dust e do Fifeco para escolher as 10 actrizes da actualidade que mais gosto.
Pelo que percebi podem entrar aqui vários factores nomeadamente não só a forma de representação mas também a beleza, o empenho ou a sensualidade e tentando ser equilibrado em todos os parâmetros aqui deixo a minha lista
.


10 - Michelle Pfeiffer



9 - Rachel Weisz


8 - Emily Watson




7 - Scarlett Johansson


6 - Monica Bellucci


5 - Angelina Jolie


4 - Juliette Binoche


3- Cate Blanchett



2 - Kate Winslet



1 - Jennifer Connelly


Passo o desafio a:

Carla (Já Cheiro o Sámadhi) (apesar de já saber que o Ewan Mcgregor vai estar em primeiro)
Anita (Amorita)
Gonçalo Trindade (Cinefolia)
DC (The Void)
Ricardo (Breath Away)
Queiroz (Escritos Malditos)

sábado, setembro 20, 2008

Múrmurio das Profundezas em Almada

O livro de Banda Desenhada "Múrmurios das Profundezas" que já aqui tinha falado na altura em que ocorreu o Festival de Banda Desenhada de Beja vai ter direito a uma sessão de apresentação hoje em Almada.
Como podem ver no cartaz vai haver uma sessão de autógrafos, uma feira de BD, desenho ao vivo entre outras coisas. Aproveito também para salientar que os últimos exemplares serão vendidos aqui.
A todos os amantes de BD ou aqueles que querem descobrir mais um pouco deste mundo fica aqui a sugestão eu estarei por lá.
O evento vai ter início às 22h no bar "Fim de Página" que fica na Praça da Liberdade, Fórum Municipal Romeu Correia 2800-648 Almada.

quarta-feira, setembro 17, 2008

Fanzine dedicado ao Albatroz

A editora Qual Albatroz encontra-se a planear um Fanzine dedicado ao Albatroz a ser publicado no início do próximo ano.

Trata-se de um projecto sem fins lucrativos cujo objectivo é o de ajudar o projecto "Save The Albatross" (todas as receitas irão para esta associação) e o de promover novos escritores e ilustradores.

A editora lança então este desafio a todos os interessados, pedindo também que divulguem esta ideia para chegar a um maior número de pessoas.

Cliquem na imagem para aceder ao regulamento.

sexta-feira, setembro 12, 2008

O Regresso dos Grandes

Tanto Mickey Rourke como Robert Donwey Jr. cedo mostraram o seu enorme talento para a sétima arte.
Infelizmente devido a problemas pessoais ambos tiveram alguns precalços na sua carreira e estiveram ausentes dos grandes papéis durante um certo período de tempo. As boas notícias é que estes dois grandes talentos estão de volta e aparentam continuar em grande.

Começando por Mickey Rourke ele já tem participado em vários filmes conhecidos, mas o de maior destaque no seu regresso deve ter sido "Sin City" quando ele deu vida a Marv no que foi quanto a mim uma das melhores interpretações de um personagem de BD.
Actuamente tem recebido enormes elogios por "The Wrestler" o novo filme de Darren Aronofsky que foi o grande vencedor do Leão de Ouro no festival de Veneza.
Pelo que tenho lido Rourke tem em "The Wrestler" uma das grandes interpretações da sua vida.

Quanto a Robert Downey Jr. nestes útlimos anos tem felizmente voltado a aparecer e com alguns excelentes e muito divertidos papeis como é o caso em "Kiss Kiss bang Bang", "Zodiac" e outros. Em 2008 teve o que aparenta ser mais um excelente ano, começando com "Iron Man" um dos grandes filmes deste Verão, "Tropic Thunder" e em Novembro regressará em "The Soloist" o novo projecto de Joe Wright.
Wright tem recebido vários elogios pelo seu trabalho em "Pride & Prejudice" e em "Atonement". Infelizmente ainda não tive oportunidade de os ver, apesar de a curiosidade ser muita, principalmente com "Atonement".
"The Soloist" aparenta ser mais uma bela e sólida obra que conta também com Jamie Foxx que para já aparenta ter neste filme um dos seus grandes papéis.
Cliquem aqui para ver o trailer deste filme.

quarta-feira, setembro 10, 2008

I Killed Adolf Hitler

Imaginem um "mundo" onde o homicídio é uma profissão tão legal e comum como outra qualquer.
Se neste "mundo" é possível ser-se um assassino tal e qual como se pode ser um médico ou um jornalista é de calcular que a actividade de matar outros se torne eventualmente em algo banal.
Pois é exactamente neste "mundo" que a acção de "I Killed Adolf Hitler" se desenrola.
O personagem principal desta história é precisamente um assassino. Como disse anteriormente a sua profissão tornou-se tão habitual que os seus trabalhos variam entre matar esposas traidoras, patrões e vizinhos que fazem simplesmente demasiado barulho.
Se estivermos num bar e subitamente alguém ao nosso lado for morto, independentemente de termos medo ou não, tal acção não nos atinge como sendo surpreendente é apenas mais um dia neste "mundo" caótico. O problema é se algum dia essa pessoa no café formos nós?
Após esta introdução, imaginem agora que são o assassino desta história e que certo dia um cientista entra pela vossa porta e requisita os vossos serviços para matar nada mais nada menos do que Adolf Hitler. Vocês fariam-no?
É sem dúvida um assunto que levanta enormes questões de moral, no entanto não demonstrando qualquer tipo de sentimento e com toda a calma e profissionalismo possível o protagonista desta história simplesmente aceita o trabalho.
Uma vez que nos encontramos no presente, a ideia do cientista é a de que o assassino utilize a sua máquina do tempo para viajar até ao passado e matar Hitler, eliminando assim a existência do holocausto. O único problema da sua máquina é que demora 50 anos a carregar, ou seja, o assassino só terá uma oportunidade.
Como seria de esperar até porque se não o fosse a história seria demasiado curta. A tentativa de assassinato de Hitler falha redondamente e este ao entrar na máquina do tempo para averiguar do que se trata regressa acidentalmente ao presente.
Agora com um Hitler solto na Berlim dos dias de hoje e com uma máquina do tempo que necessita de 50 anos para voltar a funcionar, quem conseguirá finalmente matar Adolf Hitler?
Por fim imaginem esta história desenhada num estilo cartoon, utilizando animais antropomórficos no lugar de pessoas e terão uma história divertidíssima e cheia de reviravoltas cuja cena final não sendo surpreendente é deveras curiosa, nem que seja de um ponto de vista espácio-temporal.
Este livro é da autoria do cartoonista Noruêgues John Arne Sæterøy mais conhecido neste meio por Jason. Este foi o seu primeiro trabalho que li mas aparentemente o seu uso de animais antropomórficos para contar estas histórias já se tornou bem conhecido e característico.
Antes de terminar gostava de salientar que "I Killed Adolf Hitler" foi o vencedor do prémio Eisner para a melhor edição Americana de material internacional em 2008.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Milk -Trailer

O novo de Gus Van Sant já tem trailer e pelo seu aspecto parece ser mais um projecto vencedor deste excelente realizador.
O elenco é também ele de luxo. O papel principal está a cargo do fantástico Sean Penn que na arte da representação simplesmente não falha. Como secundários temos o veterano Josh Brolin, James Franco, Diego Luna e a estrela em ascensão Emile Hirsh.
Fez-me recordar que ainda não vi o seu "Paranoid Park" que foi considerado por muitos uns dos melhores filmes de 2007.
Cliquem na imagem para ver o trailer.

quarta-feira, setembro 03, 2008

WALL·E

“Vem aí o E.T. versão século XXI” anuncia o jornal Expresso e anuncia muito bem, afinal de contas as semelhanças entre o personagem de StEVEn Spielberg e WALL•E são claramente notórias onde um terá sido garantidamente fonte de inspiração do outro.
E há semelhança de E.T. em 1982, WALL•E conquistou o coração de muitos nós, garantindo já um lugar na memória do Cinema.
Existem sequências inicias num filme que nos marcam para sempre. Dentro da animação temos por exemplo o caso do “Rei Leão”. Aquele pôr-do-sol e reunião dos animais são simplesmente majestosos. WALL•E apesar de num tom mais apocalíptico possui também uma daquelas aberturas que para sempre permanecerão nas nossas mentes. Há medida que nos vamos aproximando do planeta Terra, começamos a conseguir observar a existência de vários arranha-céus, até que nos apercebemos que no fundo não são edifícios o que observamos mas sim colunas gigantes de lixo. Aterrador e magnífico ao mesmo tempo, tudo isto é WALL•E.
O filme desenrola-se num futuro onde os habitantes da Terra há já muito abandonaram o seu planeta que se encontra completamente atolado em lixo. Salvo a excepção de um robot WALL•E e de uma barata (sem dúvida os derradeiros sobreviventes) não existem aparentemente mais habitantes no planeta. Os robots WALL•E foram criados para compactar e armazenar o lixo produzido pelos Humanos. Actualmente apenas um desses robots ainda se encontra activo e a cumprir o trabalho para o qual foi criado, mas este pequeno amigo tem qualquer coisa de diferente, qualquer coisa de humano.
Há medida que o nosso amigo vai recolhendo o lixo vai também guardando alguns objectos que lá encontra e considera interessantes. Ao fim do dia quando se desloca até sua casa, vemos que possui uma vasta colecção dos mais variados artigos e que adora musicais. Apesar de agora ter um novo amigo (a barata) toda a sua vida continua a ser muito solitária e WALL•E sonha com o dia em que poderá pegar na mão de alguém tal e qual como viu no filme “Hello, Dolly!”.
No entanto o destino tem algumas surpresas reservadas para a vida deste pequeno robot que nunca mais será a mesma. O primeiro factor de mudança na sua rotina ocorre quando este descobre que existe novamente vida no planeta ao encontrar dentro de um frigorífico uma planta. O segundo grande acontecimento é a chegada de EVE um robot super avançado que foi deixado na Terra para procurar a existência de vida.
WALL•E apaixona-se assim por EVE e faz de tudo para se aproximar dela na busca infinita por aquele cruzar de mãos, aquele toque metálico que embora frio por fora nos aquece a todos.
Quando EVE descobre a planta armazena-a dentro de si e aguarda em modo “Stand-by” até que a venham recolher. Nesse período WALL•E cuida e está sempre a seu lado, um eterno apaixonado à espera que a sua “bela adormecida” desperte. Quando a Nave Mãe regressa à Terra e leva consigo EVE, WALL•E larga tudo e parte nessa viagem para ir atrás dela, mal sabendo que não estava a caminhas apenas para uma aventura de amor, mas também para uma aventura que poderá salvar o seu Planeta.
Uma vez que EVE é um robot não só feminino como muito mais avançado que WALL•E, Andrew Stanton foi procurar inspiração aos computadores da APPLE, na sua opinião os mais bonitos. A ideia de escolher formas redondas e curvilíneas para a construção de EVE e rectangulares para a construção de WALL•E a fim de tornar um robot mais feminino e outro masculino, apesar de me parecer normal, não deixou de ser curiosa. Stanton tirou a ideia de um concerto de Peter Gabriel onde este sempre que cantava uma música de teor mais feminino subia para cima de um círculo e quando tocava uma canção de teor mais masculino subia para cima de um quadrado.
Coincidência ou não, porque Stanton já queria trabalhar com ele há muito, Peter Gabriel participa na banda sonora do filme com mais uma grande canção.
Um filme que de certo agradará tanto a miúdos como a graúdos, que acima de tudo fala de amor, mas que também vem com o bónus de nos fazer sair do cinema além de apaixonados com uma bela lição ambiental.

Cini Minis - Edição Especial "The Dark Knight" Parte 2

O Menphis perguntou-me se a edição especial dos Cini Minis trazia alguma oferta e eu na altura disse que não. Hoje descobri em casa que estava enganado, afinal oferecem um Carro do Batman que serve de tigela para comer os cereais.
Citando o Celtic "Que marketing tão massivo!".

terça-feira, setembro 02, 2008

MOTELx 2008

Começa amanha mais uma edição do "Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa", o MOTELx.
Mais uma vez a edição vai decorrer nos cinemas São Jorge entre 3 a 7 de Setembro.
O ano passado ainda consegui passar por lá para ver "El Espinazo del Diablo" e não só adorei o filme como adorei a decoração do São jorge.
Este ano vai ser mais complicado mas espero ter a oportunidade de pelo menos dar lá um salto.
A todos os interessados cliquem na imagem para aceder ao site oficial.

Hellboy II: The Golden Army

Como para mim a filmografia de Guillermo Del Toro tem sido uma descoberta recente, aproveitei para a ir partilhando aqui no blog há medida que via os seus filmes. Fiquei, como disse na altura, fascinado com o mundo fantasioso e sonhador que descobri em “El Laberinto del Fauno” e em “El Espinazo del Diablo”.
Na altura como apenas conhecia “Blade II” e baseando-me neste último tracei uma linha no cinema de Del Toro, colocando de um lado filmes como “Blade II” e “Hellboy”, obras mais Hoolywoodescas e do outro os dois mencionados acima, mais intimistas e mágicos. Sem dúvida estes últimos eram os que mais vontade tinha de conhecer.
Não que não tivesse gostado de “Blade II”, mas tal como “Hellboy” são adaptações do mundo de outros e naquele momento eu estava mesmo era interessado no seu “mundo”.
Um pensamento destes vem também do facto de na altura nunca ter lido a obra mais popular de Mike Mignola. Após ter lido uma BD e visto o primeiro filme percebo que “Hellboy” tem tudo para triunfar nas mãos de Del Toro, que é fã assumido do livro. Após a leitura acredito até que ao longo dos anos Mignola possa ter sido uma grande influência na criação de algumas das atmosferas nos filmes de Del Toro.
O primeiro filme sobre este diabo vermelho constitui uma adaptação da graphic novel “Hellboy: Seed of Destruction”, ou seja, este primeiro filme consistia na adaptação do mundo de Mike Mignola ao cinema pelas mãos de Del Toro, o homem ideal para trabalhar este herói.
Até aqui nada de estranho. Pois bem é aqui que entra “Hellboy II: The Golden Army”. Esta sequela não se trata da adaptação de nenhuma BD mas é antes uma história escrita tanto por Mignola como por Del Toro e que resulta numa mistura dos seus dois mundos.
Agora as personagens criadas por Mignola terão de deixar de parte os típicos vilões nazis para entrar no mundo de fantasia de Guillermo Del Toro e enfrentar as suas criaturas mágicas numa espécie de “Hellboy visita o Labirinto de Fauno” e o resultado é, além de visualmente fantástico, mesmo muito divertido.
Para quem não sabe Hellboy é um ser proveniente de outra dimensão. No ano de 1944 quando Grigori Rasputin (aliado aos Nazis) conseguiu abrir um portal entre dois mundos e antes que os aliados o conseguissem fechar, uma criatura vermelha ainda bebé conseguiu passar. Em vez de vir a ser destruído este pequeno demónio acabou por ser adoptado pelo exército dos U.S.A. e por toda a equipa da B.R.P.D. (Bureau for Paranormal Research and Defense) mais especificamente pelo professor Trevor 'Broom' Bruttenholm (John Hurt). Como já perceberam este bebé é Hellboy.
Uma das grandes temáticas na BD de Mignola e com a qual somos novamente confrontados neste filme nem que seja por um muito breve momento, consiste no facto de Hellboy ser na verdade o Anticristo (apesar de tal palavra nunca ser mencionada nos filmes), o filho do Anjo caído cujo destino é o de destruir a Terra. Até agora Hellboy tem provado ser um digno defensor da mesma, mas até quando? Se o meio é de facto fundamental no desenvolvimento da personalidade, Hellboy tem sido até agora a prova viva disso. Eu cá continuo a acreditar no grandalhão.
Uma das suas características mais engraçadas consiste no facto de ele aparar os seus cornos na tentativa de se assemelhar mais aos humanos.
Quando Hellboy era ainda uma criança, o seu pai adoptivo contou-lhe a história sobre o exército dourado. Em tempos de guerra entre os Humanos e os seres do mundo fantástico, houve um Orc que ofereceu ao Rei do mundo místico, o Rei Balor (Roy Dotrice), construir-lhe um exército indestrutível. Seguindo o conselho do seu filho, o Príncipe Nuada o Rei aceitou. Para controlar o exército foi criada uma coroa que apenas poderá ser usada por aqueles que possuírem sangue real.
Os Humanos que até agora tinham sido os grandes vencedores desta guerra foram devastados quando o exército dourado se ergueu. Arrependido por ter cometido tal destruição o Rei Balor fez um tratado de tréguas com os Humanos deixando-os viver na Terra e ficando com o seu povo a ocupar as florestas. Além disso escondeu o exército dourado e partiu a coroa que os controlava em três pedaços, dois para o seu povo e um para os Humanos. Não compreendendo a decisão de seu pai o Príncipe Nuada exilou-se jurando regressar mais tarde quando o seu povo mais precisasse dele.
O problema das histórias é que algumas são verdadeiras.
Nos tempos presentes Nuala sente agora que é tempo de agir e fará tudo ao seu alcance para despertar o exército dourado e devolver a Terra ao seu povo. Claro que para conseguir concretizar o seu plano terá de enfrentar a super equipa da B.P.R.D.
Ron Perlman, Doug Jones e Selma Blair regressam novamente e muito bem a encarnar os papéis de Hellboy, Abe Sapien e Liz Sherman respectivamente. John Myers (Rupert Evans) que tinha sido criado de propósito para o primeiro filme não regressa nesta sequela.
A esta equipa juntar-se-á um novo líder, Johann Krauss um personagem absolutamente delirante, cuja voz é dada por Seth Mcfarlane, esse mesmo, o génio por detrás de “Family Guy”.
Luke Goss já tinha trabalhado com Del Toro em "Blade II" como Nomak e apesar de ainda não ter visto o terceiro arrisco-me a dizer que foi o melhor vilão da trilogia. Em “Hellboy II: The Golden Army” ele é o Príncipe Nuada e volta mais uma vez a criar um vilão de peso. Claro que chamar vilão a Nuada é exagerado, é certo que os seus meios não são os mais correctos, mas ele apenas luta para devolver o mundo ao seu povo, afinal de contas a Terra é tanto deles como nossa. É curioso que nunca vejo Luke Goss em mais nenhum filme, o que é pena pois pelo menos como vilão de acção, este actor tem muita classe e talento, o seu príncipe Nuada alia graciosidade a temor.
Doug Jones cada vez mais se torna “o” actor de Del Toro e juntos têm criado alguns personagens simplesmente maravilhosos. Além de ser um Abe Sapien formidável, nesta sequela Jones também interpreta “The Chamberlain” e “The Angel Of Death”, dois personagens que são visualmente impressionantes, como seria de esperar vindo desta dupla fantástica.
Hellboy junta-se assim a “Iron Man”, “The Dark Knight” e “Wall-E” no grupo dos grandes vencedores deste Verão. Filmes como “The Incredible Hulk” que eu até gostei, arriscam-se a ser esquecidos rapidamente tal a qualidade destas outras obras.

segunda-feira, setembro 01, 2008

Cini Minis - Edição Especial "The Dark Knight"

Uma pessoa chega a casa e depara-se com isto. Ora com esta é que eu não estava à espera.
Já aqui muito se falou sobre a qualidade de "The Dark Knight" ou até sobre a sua gigantesca campanha de Marketing, no entanto com esta apanharam-me de surpresa.
Pois é, os meus actuais cereais de eleição, possuem agora uma edição limitada sobre o filme "The Dark Knight".
Nem sei o que dizer sobre isto é sem dúvida uma grande prova da popularidade que este filme tem conquistado, mas talvez estejamos a cair no exagero.
O que eu sei é que agora até estou com pena de os comer.

sexta-feira, agosto 08, 2008

A Black and White World


Uma vez que amanha parto rumo ao campo (com uma paragem no Porto) e a minha possibilidade de me ligar à Internet vai diminuir drasticamente venho avisar que este blog vai entrar em modo de pausa.
Mas antes de partir deixo a todos um presente.
Como já tinha feito anteriormente neste blog, volto aqui a colocar uma história de Batman - Black & White Vol.1.
A ideia deste livro consiste em convidar vários artistas conceituados da nona arte, para criarem mini-estórias a preto e branco sobre o Cavaleiro das Trevas.
Ao todo são quatro livros cada um com cinco estórias e cada estória com oito páginas.
Da primeira vez fui ao primeiro livro e escolhi "The Devil´s Trumpet". Agora chegou a vez de passar ao segundo livro e desta vez as honras couberam a "A Black and White World" escrita por Neil Gaiman (The Sandman, Signal To Noise) e desenhada por Simon Bisley (Lobo).
Deste segundo livro esta é a minha predilecta, uma história fictícia em que Batman e Joker são actores que fazem Banda Desenhada.
Esta é a única história de Batman escrita por Neil Gaiman até à data e a única de tom humorístico neste Batman - Black & White Vol.1. Sublinho o até à data porque segundo me contaram Gaiman encontra-se a preparar uma nova história sobre o Homem Morcego.
Tal como da primeira vez a ideia destes posts é tentar cativar mais leitores de BD e partilhar o meu fascínio por esta obra cuja colecção estou prestes a terminar. O Volume dois vem a caminho por correio e o Volume três já está aqui na prateleira lado a lado com o Volume um.
Como sempre estas histórias virão acompanhadas por uma canção. Sem mais demoras fiquem com "A Black and White World" ao som de "Deranged" por David Bowie.

Nota: Ao preparar este post descobri que faltavam imensas partes ao texto que escrevi sobre Batman - Black & White Vol.1, sinceramente não sei o que aconteceu mas aproveito para avisar que esse erro já foi corrigido.






























































quinta-feira, agosto 07, 2008

Watchmen - Posters

Watchmen Poster

Sairam alguns posters do filme "Watchmen" e posso dizer que estão sublimes.
Salientei este porque é o do meu personagem predilecto, o Rorschach.
Mas acho que vale muito a pena dar uma vista de olhos aos outros por isso cliquem na imagem para ver.

quarta-feira, agosto 06, 2008

Influências/Semelhanças #12

Esta comparação foi das primeiras ideias que tive quando iniciei esta rubrica, mas optei por guarda-la para o futuro uma vez que não queria torna-la repetitiva e o Batman já ia ser comparado com o Daredevil.
A escolha do Daredevil em primeiro lugar deve-se única e exclusivamente à sua data de origem que data de 1964, bem anterior à de este personagem que data de 1975. Saliento este facto porque o Daredevil até pode ter algumas similaridades interessantes com o Homem Morcego mas este, arrisco-me a dizer, é claramente influenciado por ele.
Curiosamente já tinha escolhido que era sobre estes dois que ia falar da próxima vez que escrevesse para o "Influências/Semelhanças" o que calha mesmo bem pois apanho toda esta onda referente ao filme "The Dark Knight".


The Dark Knight

Foi criado por Bob Kane e Bill Finger e surgiu pela primeira vez em 1939 no número 27 da BD "Detective Comics".
Não sei porquê mas Bill Finger nunca recebe créditos em relação ao Homem Morcego, apesar de o ter co-criado com Bob Kane. Em tom de brincadeira diria que foi o seu castigo por ter sido o grande impulsionador da criação de Robin, mas falando mais a sério penso que é importante não esquecer o seu trabalho.
Bruce Wayne nasceu num seio familiar bastante abonado. O seu pai Thomas Wayne era um dos médicos mais conceituados de Gotham City e um dos mais ricos também. Aliás a palavra rico é aqui um eufemismo a família Wayne é multi-milionária.
Certo dia quando Bruce e seus pais saíam do cinema após terem visto "Zorro" são brutalmente assaltados. Um assalto que corre mal e termina em tragédia com a morte de Thomas e Martha Wayne.
Após ter assistido à morte dos seus pais Bruce promete que um dia irá livrar a sua cidade do crime. Mas para poder cumprir a sua promessa tem de estar preparado e para isso inicia um treino muito severo a fim de se tornar o homem que Gotham precisa.
Passados alguns anos Bruce está física e mentalmente preparado mas no entanto sente que ainda falta algo para que o seu plano se possa cumprir. Além das suas capacidades acha que tem de ser capaz de incutir medo no coração dos seus oponentes e para isso assume o manto de uma das muitas criaturas da noite, neste caso o morcego.
Na altura em que Batman foi criado a escolha do morcego por Bruce Wayne foi no fundo uma coincidência uma vez que este pequeno mamífero passou pela sua janela ao mesmo tempo que este pensava sobre a melhor maneira de incutir medo nos criminosos.
Anos mais tarde Frank Miller alterou isto em "Year One" (1987) acrescentando que Bruce Wayne também escolheu o morcego porque este o assustava quando ele era mais novo. Assim o seu medo seria o terror de outros.
Como Bruce Wayne aparenta ser um playboy milionário, um homem de negócios e um filantropo. Mas como Batman é uma das mentes mais brilhantes do mundo, um excelente detective e lutador de artes marciais. Aliado à tecnologia de ponta, pois neste caso dinheiro não é um problema, Batman tornou-se um defensor nocturno, tornou-se no protector de Gotham City, tornou-se no derradeiro "Cavaleiro das Trevas".


The Moon Knight

Foi criado por Doug Moench e Don Perlin e a sua primeira aparição foi feita no número 32 do comic "Werewolf by Night" em 1975.
desde cedo que Marc Spector se tornou fisicamente uma arma mortífera. Já foi um Boxeur, um Fuzileiro dos Estados Unidos, um agente da C.I.A. e até um mercenário.
Juntamente com o seu amigo, o piloto Jean-Paul DuChamp trabalhou durante algum tempo no Egipto para o mercenário Raoul Bushman.
Foi durante esses dias no Egipto que Spector se deparou com uma escavação arqueológica que havia descoberto um templo sagrado onde se encontravam vários artefactos entre os quais uma estátua do deus Khonshu (um deus Egípcio da Lua)
A fim de recolher todos os artefactos para si Raoul Bushman mata o Dr. Peter Alraune, um dos membros da equipa de escavações. Após assistir a este crime Spector luta com Bushman mas é vencido e deixado para morrer pela fria noite do deserto.
Para sua sorte um grupo de Egípcios que ainda acreditam nos deuses antigos, levam o corpo de Spector para o templo onde se encontra a estátua de Khonshu.
Quando o coração de Spector para de bater ele tem uma visão de Khonshu, onde este lhe oferece uma segunda oportunidade caso ele seja o seu Avatar na Terra.
Após esta visão Spector acorda veste a túnica branca que cobria a estátua e parte à procura de Raoul Bushman para executar a sua vingança. Neste novo confronto Spector vence Bushman e regressa à América na companhia da estátua, de Frenchie e de Marlene a filha do falecido Dr. Peter Alraune.
Após o seu regresso cria um uniforme a partir da túnica retirada da estátua e torna-se um defensor da justiça, um vigilante das ruas, torna-se no Cavaleiro da Lua.
Investindo o dinheiro que foi acumulando ao longo dos anos consegue desenvolver uma boa fortuna e para se afastar do passado cria uma nova identidade, a do milionário filantropo Steven Grant. Outra das suas identidades é a do taxista Jake Lockley, cuja intenção é a de manter o contacto com as ruas.
As semelhanças começam logo no nome, Batman é o "Cavaleiro da Noite" da DC como Moon Knight é o "Cavaleiro da Lua" da Marvel. Ambos são Humanos que combatem o crime baseando-se na sua inteligência, agilidade e tecnologia. Ambos são detectives e além disso milionários que usam o seu dinheiro para adquirir vários aparelhos que os ajudam na luta contra o crime, tais como armas (nunca de fogo), aviões, carros, etc. Tanto as armas e veículos de Batman como de Moon Knight apresentam características dos seus símbolos, no primeiro caso o morcego e no segundo a Lua.
Em relação a ambos serem simples Humanos, o caso do Moon Knight é um pouco mais complicado. Passo a explicar.
Moon Knight é há semelhança de Batman um excelente lutador corpo a corpo, rápido e extremamente ágil. Ao longo dos anos também aprendeu a manipular várias armas tornando-se um especialista em algumas delas nomeadamente a atirar shurikens (tal com Batman a atirar os batarangs) e a manejar um bastão. Actualmente Moon Knight também utiliza adamantium em algumas zonas do seu fato bem como no seu bastão.
Aparentemente após uma visita do deus Khonshu, ganhou alguns poderes. A sua força e reflexos iriam variar consoante as fases da Lua. Sendo a Lua Cheia o estado em que Moon Knight atingiria o seu pico fisicamente.
Pessoalmente não gostei nada desta ideia, para mim o personagem prima pelo facto de não sabermos se Khonshu realmente existe ou se não passa tudo de uma ilusão na mente dele. Ora se ele atingiu de facto níveis de forçam sobre-humanos dá-me a entender que Khonshu deve existir caso contrário seria impossível. Claro que aquilo em que a mente acredita pode ser muito poderoso no entanto há um limite para os feitos físicos.
Uma vez que não sou um grande leitor deste personagem e nunca apanhei nenhuma história onde este assunto surgisse não me posso pronunciar sobre ele. Posso no entanto dizer que em "The Bottom" a sua força já não depende das fases da Lua e durante toda a aventura nunca sabemos se Khonshu é ou não um produto da mente de Spector e isso foi sem dúvida o aspecto mais interessante de todo o livro.
Como já deu para perceber o Moon Knight é psicologicamente instável e esse é factor mais interessante do personagem.
Apesar de Batman ser o "Cavaleiro das Trevas", Moon Knight é significativamente mais violento que este aproximando-se muitas vezes do estatuto de anti-herói.
Como podem ver Batman e Moon Knight são personagens muito semelhantes no que toca à forma como combatem o crime e apesar de Spector ser muito mais insano, podemos dizer que ambos possuem mentes perturbadas.
No entanto no que toca aos seus motivos estes são completamente diferentes. Bruce Wayne assistiu à morte dos seus pais quando era criança e prometeu livrar a sua cidade do crime. Já Marc Spector luta porque pensa que é o Avatar do deus Khonshu na Terra (seja ou não é o que ele pensa e a vontade é tudo) e para se redimir dos erros cometidos no seu tempo como mercenário.



Nota: Algumas informações como por exemplo as datas foram retirados do site da wikipédia.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Cara ou Coroa?

"You thought we could be decent men at indecent times. But you were wrong; the world is cruel, and the only morality in a cruel world is chance."



"Call it."