quarta-feira, julho 16, 2008

Optimus Alive 12 de Julho 2008

O terceiro e com muita pena nossa, último dia do festival tinha chegado. Se o dia anterior tinha sido o mais variado este por sua vez era sem dúvida o mais homogéneo.
Era um dia para ter boas vibrações ou não estivessem no "Palco Optimus" Braddigan, Xavier Rudd, Donovan Frankenreiter e Ben Harper. Num estilo diferente mas em nada a destoar estava um monstro do Rock N´Roll e que proporcionou um dos melhores concertos não só do terceiro dia, como de todo o festival, senhoras e senhores falo de Neil Young.
Há semelhança do primeiro dia o cartaz do "Metro on Stage" era fantástico e competia vigorosamente com o do "Palco Optimus" e como (felizmente) não houve nenhum cancelamento foi o dia de maior correria ente palcos.
Eu gostei muito da onda boas vibrações mas pessoalmente acho que era muito saudável ir alternando-a com os rasgos de loucura e electrónica que iam passando pelo "Metro on Stage". Posso dizer que o choque entre géneros soube-me mesmo bem, o que é normal uma vez que me considero uma pessoa com gostos bastante diversificados.


Hoje foi o dia em que chegámos mais cedo ao recinto e por isso aproveitámos para ir ver a exposição de Cartoon de Samuel Azavey Torres de Carvalho autor de personagens como o "Guarda Ricardo".
Aqui ficam algumas imagens.






Braddigan

O antigo elemento dos Dispatch teve a seu cargo a função de abrir o "Palco Optimus" e de receber os primeiros visitantes.
Não sou conhecedor da sua obra, mas penso que cumpriu a sua obrigação anunciando em boa forma o género de dia que ia ser este terceiro. Um dia para relaxar e simplesmente deixar-se levar por sons tribais, de reggae e de rock.


Xavier Rudd

Este conheço melhor e já tinha muita mais curiosidade em ver ao vivo uma vez que é um "One Man Show".
Desta vez vinha acompanhado de um amigo na percursão, mas não foi por isso que fiquei menos intrigado com o seu concerto que acabou por ser fantástico, não só pela qualidade das suas canções mas também pelo espectáculo de o ver tocar tantos instrumentos.
Saliento os momentos do didjirido que são absolutamente fantásticos.
No final do concerto ainda nos deixou uma mensagem, chamando-nos a atenção para que "Burrup" seja preservada.


Xavier Rudd - didjirido parte 1




Xavier Rudd - didjirido parte 2





Xavier Rudd - didjirido parte 3





Xavier Rudd - Messages



Midnight Juggernauts

Após Xavier Rudd seguia-se Donovan Frankenreiter. Pelo que conheço um artista muito similar ao Jack Johnson. Não era um concerto que tinha muita vontade de ver até porque dentro do género os que queria mais ver era Ben Harper e Xavier Rudd. Ain da para mais Donovan ia tocar ao mesmo tempo que os Midnight Juggernauts banda por qual estava ansioso ver.
Os Midnight Juggernauts lançaram o ano passado "Dystopia" um álbum que é no mínimo formidável e cuja oportunidade de o ouvir ao vivo não ia perder.
Se houve alturas em que foi díficil escolher entre estar no "Palco Optimus" ou no "Metro on Stage" esta não foi uma delas.
O concerto deles foi electrizante carregado de rock e electrónica. Infelizmente tiveram um corte de energia a meio da "into The Galaxy", mas felizmente conseguiram resolver o problema e voltaram ao palco para tocar novamente a canção que afinal era a última do espectáculo. Por esta altura o publico já estava mais do que rendido à qualidade destes três rapazes.



Midnight Juggernauts - Ending of an Era



Midnight Juggernauts - Shadows



Midnight Juggernauts - Into The Galaxy



Donovan Frankenreiter

Não tenho nada a apontar, apenas que no intervalo entre Midnight Juggernauts e Róisín Murphy deu para dar uma espreitadela ao concerto de Frankenreiter.




Róisín Murphy

Fotografia tirada por Menphis


Gosto de Moloko e gosto do álbum a solo da Róisín Murphy por isso um concerto em que passaram músicas de ambos aliado à enorme sensualidade de Róisín o resultado só podia ter sido mais do que favorável.
De cinco em cinco minutos pessoas saiam da tenda, a hora de Neil Young aproximava-se.
Penso que todos (ou quase) estávamos a adorar este concerto mas já tínhamos combinado que Neil Young era concerto obrigatório e por isso há hora exacta (porque há sempre atrasos) lá fomos nós.



Neil Young

Atrasou-se mais do que esperávamos, muito provavelmente porque estavam à espera que mais pessoas chegassem até ao recinto. Se nós soubéssemos ainda tínhamos aproveitado um pouco mais do concerto anterior mas nestas situações é mesmo impossível.
Mas a espera valeu a pena Neil Young entra em grande força no palco ao som da sua guitarra eléctrica e a partir daqui estava garantido que este seria um concerto memorável.
Aqui houve de tudo o Neil Young eléctrico que termina uma das canções a partir as cordas da guitarra e também o Neil Young mais romântico. Fantástica a canção "Mother" onde vemos Young ao piano com a imagem da Lua sobreposta.
Uma ideia que achei muito interessante foi o facto de a cada canção corresponder uma pintura diferente que ia sendo colocada no palco.
Não sou grande conhecedor da sua obra e com muita pena minha pois foi para mim o melhor concerto deste dia. Neil Young provou que ainda está aqui para o que der e vier, cheio de energia, cheio de música e cheio de boa disposição.
Se acima disse qual a decisão mais fácil deste "Alive" agora digo a mais difícil. Gossip tocou ao mesmo tempo que Young e a vontade de os ir espreitar era muita. Decidimos ficar até ao fim e esperar por outra oportunidade de ver Gossip. Assim fomos presenteados com uma fabulosa cover dos Beatles "A Day in the Life".
Por outro lado o concerto de Gossip parece ter sido dos mais loucos deste festival. Como não vi deixo-vos um link do Já Cheiro o Samádhi que mostra várias pessoas a subirem ao palco no final do concerto durante a "Standing In The Way Of Control", filmado pelo Maurobindo.



Neil Young - Keep On Rocking In A Free World (Parte 1)




Neil Young - Keep On Rocking In A Free World (Parte 2)




Ben Harper

Arrisco-me a dizer o nome mais esperado do dia. O público já estava conquistado antes de Harper pisar o palco. Aliás já em Neil Young pessoas guardavam o lugar para este concerto, eus ei disto infelizmente porque não se calavam que queriam ver Ben Harper e não Neil Young. Ora se não querem ver ninguém vos obriga, acho uma total falta de respeito incomodar quem pagou e se dirigiu ao festival para assistir a este concerto, mas isto são histórias que não interessam.
Nunca tinha visto Ben Harper ao vivo mas pelo que conheço dos seus concertos arrisco-me a dizer que "foi mais do mesmo" mas quando se trata de Ben Harper o mesmo é sempre interessante.
Foi um concerto que começou algo "morno" mas que foi crescendo ao longo do tempo terminando de uma forma fantástica. Pelo meio houve tempo para Donovan Frankenreiter subir ao palco e cantar "Diamonds on the Inside" com Ben Harper.
O momento alto foi sem dúvida, perto do final, quando Harper pede ao público para cantar com ela Good Luck/Boa Sorte. Aliás o nome da canção nunca foi proferido mas todos sabíamos do que ele estava a falar quando pediu para cantarem com ele. Sem dúvida um momento inesquecível.



Ben Harper e Donovan Frankenreiter - Diamons on the Inside (Parte 1)




Ben Harper e Donovan Frankenreiter - Diamons on the Inside (Parte 2)




Ben Harper e Donovan Frankenreiter - Diamons on the Inside (Parte 3)




Ben Harper - Boa Sorte/Good Luck


E assim se passaram três dias fantásticos. Com muita amizade, muita música e muitos líquidos.
Para o ano há mais, para já a organização já garantiu ter um nome de peso no próximo cartaz, mas para já só revela que esse nome começa por D.
Há apostas? Eu escolho já David Bowie e se for ele lá estarei novamente.

Fotografia tirada por Cube

terça-feira, julho 15, 2008

Optimus Alive 11 de Julho 2008

O segundo dia do festival foi o menos concorrido, no entanto era o que apresentava um público mais heterógeneo. O que já seria de esperar de um cartaz que reúne Bob Dylan, The John Butler Trio e Within Temptation no mesmo dia.

Kumpania Algazarra

O dia começou muito bem com a actuação dos Kumpania Algazarra que começaram logo a animar as pessoas que iam entrando no recinto.
A festa começava em grande e prometia outros dia carregado de boa música, no entanto as primeiras suspeitas de que algo não estava a correr bem começaram a surgir quando o concerto dos "Kumpania Algazarra" se prolongou mais do que era devido.
Não estou a apontar nada de negativo à banda por mim podiam continuar a tocar, mas como já no primeiro dia os "Cansei de Ser Sexy" tinham cancelado começavamos a questionar-nos se o mesmo não aconteceria com os "Nouvelle Vague". O pior confirmou-se a banda ficou retida no aeroporto de França.
Neste dia o "Metro On Stage" estava mais virado para os DJs e por isso não houve correria nenhuma de um palco para o outro e nem chegámos a descobrir que Uffie, Vicarious Bliss e Mr. Flash também tinham cancelado as suas prestações.




The John Butler Trio

Para quem foi de propósito ver apenas esta banda o cancelamento dos Nouvelle Vague foi uma notícica positiva, pois a banda acedeu a tocar mais 40 minutos.
Eu pessoalmente gostava de ter visto as duas.
John Butler deslumbrou todos com os seus dotes de guitarrista, mas não foi só ele a brilhar neste concerto toda à sua banda esteve à altura como podem ver num pequeno excerto que consegui gravar do solo do baterista.
Assim de repente parece uma banda deslocada quando temos um terceiro dia cheio de músicos do mesmo género. Mas a escolha acabou por ser positiva a fim de tornar o dia mais diversificado.



The John Butler Trio - Treat Yo Mama



The John Butler Trio - Zebra



The John Butler Trio - Drum Solo



Bob Dylan

O momento porque muitos de nós mais esperavam estava a chegar...Bob Dylan.
Nunca esperei uma prestação magistral por parte de Dylan não somos eternamente jovens e a voz de Dylan já não é o que era, além disto tudo o Menphis já me tinha avisado que ultimamente ele apenas se fica pelas teclas (e pela harmónica obviamente), por isso nunca esperei que ele fosse pegar na guitarra.
Munido de uma banda cheia de bons músicos o espectáculo da lenda viva estava prestes a começar.
Dylan tem uma discografia muito extensa e por isso tinha perfeita noção que ele não iria tocar todas as que queria ouvir, mas penso que alguns clássicos fizeram falta nem que fosse uma "All Along The Watchtower", "Mr. Tambourine Man" ou "Tombstone Blues".
Outros dos clássicos que tocou tinham os arranjos tão modificados que apenas passado alguns minutos é que percebi quais as canções que eram, mas isto não tem de ser necessariamente mau como muitos apregoaram pois fomos brindados com as mesmas canções sobre uma luz diferente e quantos é que tiveram esta oportunidade?
Foi um concerto estranho e normal, por vezes estranhou-se e a maior parte entranhou-se. Porque tudo isto é Bob Dylan e porque ele pode fazer o que quiser.
O momento alto do concerto foi definitivamente quando regressou ao palco para tocar "Like a Rolling Stone" e colocar todo o público em verdadeiro êxtase.
Daqui a muitos anos poderei olhar para trás e dizer "Eu vi Bob Dylan!" E só por isso já valeu a pena.



Bob Dylan - Ballad Of A Thin Man



Bob Dylan - Thunder on the Mountain


Bob Dylan - Like a Rolling Stone


Within Tempation

Neste dia foram o grupo mais deslocado. Havia claramente um grupo de pessoas que foram de propósito para os ver e muitos abandonaram o recinto depois de Dylan.
Não ouço muito este género de Metal, mas quis assistir ao concerto. Acho que cumpriram e penso que qualquer admirador que estivesse lá não saiu desapontado. No entanto os fãs da velha guarda devem ter sentido falta de canções mais antigas. Não conheço a discografia dos Within Temptation mas sei que antigamente cantava uma mulher e um homem com voz gutural. Quando os vi há uns anos no Super Bock Super Rock terminaram o concerto com estas canções e foi um espectáculo bem mais interessante para mim.




Buraka Som Sistema

Se me dissessem há uns anos atrás que eu iria estar a assistir a um concerto de uma banda deste género e a gostar, eu ia dizer-lhes que estavam completamente doidos, mas a verdade é que os Buraka Som Sistema deram um espectáculo formidável e diverti-me imenso.
Tinham a enorme responsabilidade de fechar o "Palco Optimus" e quanto a mim fizeram-no muito bem.
Para ajudar à festa trouxeram vários convidados entre eles a Deize Tigrona e Pacman. Este último soube a pouco cantando apenas uma canção com os Buraka a "Dialectos de Ternura". Outros convidados foram a Congo Love e os Pupilos do "Kuduro que proporcionaram momentos de dança muito bons, principalmente os "Pupilos" que tiveram uma actuação curta mas bem interessante.
Uma das grandes surpresas para mim foi quando os "Buraka Som Sistema" misturaram o seu Kuduro com temas dos Daft Punk ("Around The World"), Prodigy ("Breath"), Chemical Brothers ("Suturate") e AC/DC ("Thunderstruck"). Esta última pode ser vista num vídeo que gravei.



Buraka Som Sistema ft Deise Tigresa



Buraka som Sistema ft Pacman - Dialectos de Ternura



Buraka Som Sistema ft Pupilos do Kuduro



Buraka Som Sistema a tocar "Thunderstruck" dos AC/DC



Sebastian
Depois deste concerto decidimos dar um pulo ao "Metro On Stage" coisa que ainda não tínhamos feito neste dia. Pelas horas penso que quem estava a tocar era Sebastian.
Quando chegámos estava a tocar a "standing in The Way of Control" dos Gossip que fois eguida da "Boys & Girls" dos Blur, fantástico.
Aqui o cansaço começava a pedir para ir para casa e quando a música se virou mais para o techno eu já queria ir embora.
No entanto ainda saímos do recinto ao somd e Radiohead, Strokes e Rage Against The Machine, é caso para dizer "Grande Sebastian"!


Para terminar deixo-vos uma imagem do recinto no final dos concertos. Curiosamente este foi o dia que teve menos pessoas mas o mais sujinho.

segunda-feira, julho 14, 2008

Optimus Alive 10 de Julho 2008

Finalmente chegou o grande "Optimus Alive". O cartaz dispensa apresentações sendo um dos mais poderosos deste ano (a meu ver o melhor mesmo), recebendo excelentes críticas no dentro e fora do país.
No entanto houve alguns azares, nomeadamente o cancelamento dos "Cansei de Ser Sexy" e dos "Nouvelle Vague", mas não foi por isso que a festa murchou.
Vou colocar algumas das fotos e vídeos que tirei ao longo destes dias. Infelizmente a minha máquina não é muito boa e só consegue filmar um minuto de cada vez. Vou também aconselhar para quem estiver interessado a dar uma vista de olhos no Já Cheiro o Sámadhi que está carregado de fotos (vou até "roubar-lhe uma ou duas" que não cheguei a tirar) e vídeos do evento.

À entrada somos muito bem recebidos por uma banda a tocar em cima do portão. Uma ideia mesmo muito interessante e é impressão minha alguns membros eram dos Ramp? Nomeadamente o vocalista?
Depois de uma entrada muito lenta estávamos finalmente no recinto.
Para além dos concertos existiam outros interesses, nomeadamente uma exposição de Cartoon do "Guarda Ricardo" que falarei mais tarde quando escrever sobre o terceiro dia, uma tenda do Batman e o espectáculo "Optimus Oasis By The Do Lab".

Imagem retirada do Já Cheiro o Samádhi

Começando pela tenda do Batman, foi uma verdadeira desilusão. Não haviam produtos nenhuns à venda e apenas era possível concorrer aos bilhetes da ante-estreia através do bluetooth do telémovel, que eu não tenho.
Apenas ofereceram uma carta do Joker e para quem estava interessado podia ver trailers, previews e entrevistas dentro da tenda (não era o meu caso).
Mas nem tudo era aborrecido no que toca ao Batman, pois existia uma coisa chamada "Psycho Swing" que para quem andou parece ter sido bem divertido.
A ideia era dar impulso suficiente para conseguir dar uma volta de 360º.
Podem ver um vídeo que gravei com a Cube a andar. Para a próxima ela prometeu dar a volta completa.
O que eu acho mais piada neste vídeo é a música dos "Kalashnikov" como banda sonora.



Kalashnikov

Começaram a tocar quando estávamos a entrar no recinto. É um projecto que não tenho seguído minimamente e um concerto que não vi com toda a atenção, pois até perdi a subida do Fernando Ribeiro dos "Moonspell" ao palco.
Muitos palavrões, política e guitarra eléctrica serviram para entreter e anunciar que hoje era um dia para "guerrilheiros".




Optimus Oasis By The Do Lab

Um jardim místico como foi apelidado e muito bem pela organização. Um espaço com música e muita água que serviu para refrescar o corpo. Pois no dia 10 o calor era imenso.
Além disto era o local onde os "Lucent Dossier Vaudeville Cirque" apresentavam o seu espectáculo.

Galactic

A banda seguinte no "Palco Optimus" foram os Galactic. Não conhecia nada do seu trabalho apesar de já terem editado vários álbuns. Estavam um bocado fora do contexto dentro deste cartaz e faria mais sentido ter por exemplo os "Vampire Weekend" neste palco. No entanto do pouco que tive oportunidade de ver, gostei dos seus ritmos de soul e funk e é um projecto a investigar.




Sons Of Albion
Correndo para o "Metro on Stage" ainda vimos um pouco da actuação dos "Sons of Albion" banda do filho de Robert Plant dos Led Zeppelin. Uma actuação recebida de forma muito morna por parte do público, muito provavelmente porque estávamos todos à espera dos "Vampire Weekend".



Vampire Weekend

Aqui começaram as decisões difíceis pois ao mesmo tempo dos "Vampire" tocavam os "Spiritualized". Escolhemos a banda que conhecíamos melhor e recebemos uma excelente prestação. A banda de Nova Iorque foi muito bem recebida e isso foi notório nos próprios elogios do vocalista ao público português.






The National

Mais uma escolha a ser feita, National? ou MGMT? São géneros diferentes e independentemente de gostarmos de ambos há sempre um estilo que nos corre mais nas veias. Por isso aqui a escolha não foi difícil, andava há meses ansioso para os ver.
Ainda tinham três bandas à sua frente por isso já sabia que não iam tocar muito tempo.
era interessante no entanto a ideia de os "The National" tocarem durante o "Por do sol", até Matt Berninger brincou com isso quando perguntou se o sol já se tinha posto.
Gostei do facto de terem alternando entre canções melódicas e energético. Adorei ver Padma Newsome sempre fantástico com qualquer instrumento em que pegava.
Excelente música mais a habitual simpatia de Matt Berninger que até agradeceu a carta que recebeu de um fã, fizeram deste um concerto a recordar. No entanto ficou claro que é uma banda que ganha muito mais em tocar num espaço mais intimista e não tanto neste espírito festivaleiro.






Gogol Bordello

Com o cancelamento dos "Cansei De Ser Sexy" não foi necessário andar em correrias de um palco para o outro e deu para assistir com toda a calma ao excelente espectáculo que os "Gogol Bordello" nos porpocionaram, sem dúvida um dos melhores concertos deste "Alive" tendo sido para mim a maior surpresa do festival, uma vez que não os conhecia.



The Hives

Outro concerto fabuloso. Os "the Hives" mantêm a chama do Rock N´Roll acesa e os seus concertos são a prova viva disso.
Além da sua grande música, Pelle Almqvist é um verdadeiro entertainer que juntamente com a sua banda porporcionou um excelente espectáculo de música, humor e até malabarismo.
Algures durante este concerto começaram os "Hercules And Love Affair". Apenas conheço uma música mas parece-me um projecto bem interessante, talvez numa outra oportunidade os possa ver. De qualquer das maneiras pelo que li o concerto não foi dos mais felizes, parece que Anthony fez muita falta.





Rage Against The Machine

Imagem retirada do Já Cheiro o Samádhi

O regresso dos "guerrilheiros" era sem dúvida um dos mais esperados. Muito provavelmente a razão porque o recinto estava tão cheio.
Os Rage continuam os mesmos e continuam a tocar muito mas mesmo muito bem.
Ver Tom Morello a dominar a sua guitarra foi qualquer coisa de fabuloso.
Foi o concerto onde me diverti mais, afinal de contas já são muitos anos a ouvi-los.
É verdade que foi curto, mas foi muito intenso, como se um furacão tivesse passado pelo recinto. A força dos Rage é muita e continua toda lá, espero que voltem e que voltem a lançar material original. Perdoem-me os fãs de Audioslave, mas Rage é Rage!
Ainda houve tempo para Zach De La Rocha homenagear José Saramago.
Não fiquei com nenhum vídeo de jeito deste concerto, mas há vários que podem ser encontrados no You Tube. No entanto deixo aquilo que foi possível filmar durante o furacão.




E assim terminou este primeiro dia do festival.
Foi mesmo muito bom e a companhia ainda o tornou melhor.

quinta-feira, julho 10, 2008

terça-feira, julho 08, 2008

Rage Against The Machine - Rage Against The Machine

A primeira vez, segundo o meu conhecimento, de que se tenha misturado o género Rock/Metal com o género Rap foi em 1986 quando os Run-D.M.C. regravaram "Walk This Way" dos Aerosmith. A mistura da guitarra eléctrica e seus riffs pesados com scratches e a forma de cantar do rap revelou-se uma mistura explosiva.
A partir daqui começaram a surgir as primeiras bandas que misturavam géneros pesados como o Metal, Punk e Hardcore com os ritmos do Rap ou Hip Hop, entre os quais os Biohazard em 1987 e os Clawfinger em 1989.
Em 1991 aconteceram duas coisas importantes para reforçar esta simbiose, a primeira foi o lançamento da versão dos Anthrax de "Bring The Noise" dos Public Enemy e a segunda foi a formação dos Rage Against The Machine, que acrescentaram também uma influência Funk aos géneros já mencionados.
Quando alguns anos mais tarde surgiu o movimento "Nu Metal" penso que é justo dizer que foi um género musical altamente influenciado por bandas como os Rage Against The Machine.
Com três álbuns de originais e um de covers, os Rage possuem uma discografia pequena mas invejável, todos os seus álbuns são dotados de uma enorme qualidade, no entanto se tivesse de escolher apenas um, escolheria este, o primeiro da banda.
Os Rage iniciaram a carreira de uma forma excepcional com este álbum que contém um enorme número de canções que ao longo do tempo se foram tornando verdadeiros clássicos. Para quem gosta de certeza que já ouviu uma "Bombtrack", "Killing In The Name", "Take The Power Back", "Bullet In The Head", "Know Your Enemy", "Wake Up" ou "Freedom". Como podem ver a lista é extensa e nada exagerada, aliás todas as 10 canções são fantásticas e juntas criam um dos álbuns de maior referência neste género musical.´
A "Wake Up" tornou-se muito popular quando foi usada pelos irmãos Wachowski nos créditos finais de "Matrix", mas as suas primeiras canções a serem usadas no Cinema foram "Bombtrack" e "Take The Power Back" em "Natural Born Killers" de Oliver Stone.
O álbum conta ainda com a participação especial de Maynard James Keenan (Tool) em "Know Your Enemy" no que é para mim a cereja no topo do bolo.
Além da sua marca musical os Rage também são muito conhecidos devido às suas letras políticas que os tornaram famosos como uma das bandas mais activistas da década de 90.
Dos anos 90 porque em 2000 a banda terminou apesar de ainda terem lançado "Renegades" um álbum de covers que também vale muito a pena, mas dele falarei noutra altura.
Os Rage estão agora de regresso, pelo menos para actuações e vão passar pelo "Optimus Alive" no primeiro dia. Uma enorme prenda para todos os seus admiradores os poderem ver ou rever ao vivo. No meu caso vai ser a primeira vez e é juntamente com Bob Dylan um dos concertos porque mais aguardo, sendo sem dúvida de todo o cartaz a banda que ouço há mais tempo.
São formados por Tom Morello na guitarra, Tim Commerford no baixo, Brad Wilk na bateria e Zack de la Rocha na voz.



domingo, julho 06, 2008

The Dark Knight no Optimus Alive

É caso para citar Fernando Peça e dizer "E esta hein?"
Quando se pensava que não haveriam mais surpresas no que toca a este festival eis que o Menphis me avisa desta fantástica notícia.
Vou colocar aqui o texto tal como vem na newsletter do festival:

"O Festival Optimus Alive!08 vai contar com a presença de um espaço alusivo
ao novo filme Batman: "O CAVALEIRO DAS TREVAS" (The Dark Knight), que tem a
estreia marcada em Portugal para o próximo dia 24 de Julho.
O espaço Batman irá contar com uma tenda com a máscara da personagem Batman,
com a passagem de trailers e making of do filme, uma radical experiência
intitulada Psycho Swing (um baloiço que faz um looping de 360 graus),
standee bluetooth a difundir conteúdos do filme gratuitamente para
telemóveis, oferta de merchandising exclusivo Batman, Cartas exclusivas
Joker, oferta de convites para as Antestreias do filme, tal como
impressionantes imagens da nova personagem "Joker", interpretada pelo
falecido actor Heath Ledger."

Parece que além dos concertos vai valer muito a pena dar uma volta pelo recinto e mais uma vez a campanha de marketing deste filme volta a dar cartas.
Podiam era arranjar-me um convite para a antestreia aposto que é no dia do meu aniversário e tudo e já agora quem é que quer dar uma voltinha no Psycho Swing?

quinta-feira, julho 03, 2008

Blindness - Trailer

Este é daqueles imperdíveis para mim. Não quero saber que tenha tido uma má recepção em Cannes, aliás depois disto acho que nem o próprio Fernando Meirelles se importa. Depois de uma reacção destas por parte do criador da obra, para Meirelles de certeza que já valeu a pena fazer o filme mais do que qualquer elogio ou prémio.
É um livro talvez difícil de adaptar, mas é uma grande história, é de José Saramago e é realizado por Fernando Meirelles, como disse este para mim é imperdível.
Cliquem na imagem para ver o trailer.

quarta-feira, julho 02, 2008

The Dark Knight - Novo Poster

Dark Knight poster

Já vários elogios foram tecidos em relação à campanha publicitária de "The Dark Knight". No entanto eu já estava a ficar farto dela, pois estarem constantemente a falar deste filme quando ele nunca mais estreia já começava a cansar e por isso decidi afastar-me dela até para não ver mais imagens sobre o filme.
Isto é tudo muito bonito até me ter deparado com este novo poster que é, em uma palavra, magnífico.
Este eu não podia deixar passar despercebido.

segunda-feira, junho 30, 2008

Influências/Semelhanças #11

Não podia deixar passar este mês de Junho sem mencionar os 70 anos do Superman. Sem dúvida, para quem goste ou não, um ícone da Banda Desenhada que se tornou um ícone da cultura popular. O problema é que hoje já é dia 2 de Julho, pois não tive tempo de escrever isto antes.
Por isso em jeito de homenagem ao próprio herói, vou há sua semelhança voar à volta da Terra à velocidade da luz para voltar atrás no tempo, que é como quem diz, alterar a data deste post.
Após esta introdução queria apenas dizer que este Influências/Semelhanças é dedicado aos seus 70 anos, sem dúvida um marco.



The Last Son of Krypton


Criado em 1932 por Jerry Siegel e Joe Shuster, Kal-El é um ser oriundo do Planeta Krypton.
O seu pai Jor-El era um cientista que acreditava que o seu planeta natal estava condenado e sugeriu que todos os Kryptonianos abandonassem o planeta a fim de evitar a sua extinção. Como os governantes de Krypton se recusaram a acreditar nos estudos de Jor-El, ninguém abandonou o Planeta ou assim se pensava.
Recusando-se a abandonar o seu povo Jor-El e sua mulher permanecem em Krypton, mas o mesmo não se pode dizer do seu filho. O casal recusando-se a ver Kal-El morrer enviam-no numa nave para o Planeta Terra.
Eventualmente Jor-El estava correcto e Krypton explode destruindo tudo e todos. Enquanto Kal-El é criado numa cidade do Texas de nome Smallville pelos Kent, um casal incapaz de ter filhos que olha para esta criança como uma dádiva. Kal-El passaria então a ser conhecido na Terra por Clark Kent.
Desde criança que começou a desenvolver vários poderes à medida que ia crescendo. Isto deve-se à constituição física dos Kryptnonianos que é capaz de desenvolver habilidades extraordinárias quando absorve radiação emitida por um sol amarelo. É preciso salientar que o sol tem de ser amarelo, pois Krypton era iluminado por um sol vermelho e por isso ninguém desenvolvia poderes, caso contrário os Kryptonianos poderiam ter sobrevivido à explosão do seu planeta.
Os seus poderes têm variado ao longo dos anos, mais especificamente a sua intensidade.
Quando surgiu nos anos 30 apresentava super força que lhe possibilitava levantar carros, super velocidade que o tornavam mais rápido que um comboio e a sua pele era extremamente resistente sendo muito difícil perfurá-la, estávamos na Idade de Ouro do Superman.
Nesta altura todos os Kryptonianos eram retratados como tendo poderes, apenas nos anos 40 é que foi introduzida a explicação da radiação solar. A partir destes anos e até meados dos anos 80 os poderes do Superman aumentaram significativamente, a sua força era agora capaz de mover planetas, a sua velocidade capaz de superar a da luz, dono de uma invulnerabilidade monstruosa e era agora também capaz de voar.
Além destes os autores começaram a experimentar outros poderes no personagem, alguns que apenas foram usados uma vez e outros que devido ao sucesso ficaram na sua imagem de marca, tais como, a visão telescópica, microscópica e de calor e o super sopro ou sopro de gelo.
Durante esta época o Superman era virtualmente invencível sendo capaz de se regenerar e não necessitando de comida, bebida ou ar, possuindo apenas duas fraquezas, a Kryptonite e a magia.
Devido a uma queda nas vendas e a fim de os escritores poderem criar mais desafios para este herói, John Byrne fez em 1986 uma revisão do personagem reduzindo-lhe significativamente os poderes. Usando uma expressão em inglês, tornou o personagem mais "Down to Earth".
No fundo ele manteria todos os poderes acima mencionados (excepto a regeneração e o facto de não necessitar de comer, beber e respirar) mas a um nível inferior. A sua força e velocidade continuariam incríveis, mas agora já não seria capaz de mover planetas nem de atingir a velocidade da luz. Durante estes anos a relação entre a sua fisionomia e a radiação solar foi também mais explorada.
Em linguagem geek, costumamos chamar Superman Pre-Crisis à sua versão anterior a 1986 e Superman Post-Crisis à sua versão actual. Este nome vem da saga "Crisis On Infinite Earth" publicada em 1985-86.
Após a saída de John Byrne da série, os poderes do Superman foram aumentando novamente, mas ainda estamos longe dos seus feitos Post-Crisis.
Por ser o último sobrevivente do seu mundo é muitas vezes apelidado como "The Last Son Of Krypton". Mas como todos sabemos não existem absolutos em BD e por isso palavras como´"último", "morto" ou "invencível" não têm aqui o mesmo significado e mais tarde outros seres oriundos de Krypton iriam aparecer nas suas aventuras, entre as quais Kara Zor-El a sua prima que viria a ser conhecida como Supergirl.



The Last Son Of Mars

Ma'aleca'andra (o seu nome em Marciano) ou J'onn J'onzz (o seu nome na Terra) é o famoso The Martian Manhunter criado por Joseph Samachson e Joe Certa e surgiu pela primeira vez no #225 da Detective Comics em 1955.
J'onn foi acidentalmente teletransportado para a Terra pelo Dr. Mark Erdel, que morre vítima de um ataque cardíaco ao ver o Marciano. Este abandonado decide integrar-se na Terra o que é bastante fácil para alguém que possui telepatia e é capaz de adoptar qualquer forma. Assim sendo durante vários anos assumiu a identidade do detective John Jones ajudando a combater o crime. Anos mais tarde revelou a sua verdadeira identidade ao Mundo e tornou-se membro fundador da Liga da Justiça.
Como é comum a história de J'onn foi alterada ao longo do tempo, mais especificamente o que se passou em Marte antes de ele ser teletransportado.
Os Marcianos eram uma raça muito evoluída e unida, apesar de possuírem incríveis poderes eram verdadeiros pacifistas e filósofos. No entanto Ma'alefa'ak o irmão de J'onn não era o típico Marciano pacifista e por isso lançou uma praga mental que matou todos os Marcianos, todos excepto J'onn o último sobrevivente da sua espécie.
Uma grande diferença entre Kal-El e J'onn é que o primeiro apesar de viver com a tristeza de ser o "único" sobrevivente da sua raça, não assistiu à morte do seu povo, ao contrário de J'onn que assistiu à morte da sua espécie inteira nomeadamente a sua mulher e filha e estas são cicatrizes que nunca irão sarar.
OS Marcianos estavam sempre ligados telepaticamente uns com os outros que era precisamente a forma de propagar a doença, quando a sua filha aparentava estar infectada a sua mãe não resistiu e uniu a mente com ela para a ajudar resultando apenas na morte de ambas.
É preciso salientar que existem duas raças de Marcianos, os verdes (J'onn) e os Brancos. Originalmente eram apenas uma única raça extremamente poderosa e impiedosa capaz de se reproduzir assexuadamente utilizando o fogo. Os Guardiões do Universo com algum receio em relação ao poder desenvolvido pelos Marcianos decidiram separá-los em duas raças eliminando também a sua capacidade de se reproduzir assexuadamente incutindo-lhes uma fobia ao fogo.
Se os Marcianos verdes eram pacifistas os Brancos eram uma raça violenta e guerreira. Eventualmente houve uma guerra entre ambas até que por fim os Marcianos Verdes venceram, confinando os Brancos na Still Zone uma prisão similar à Phantom Zone usada pelos Kryptonianos.
Isto tudo apenas para explicar que a praga matou todos os Marcianos Verdes e não os Brancos uma vez que estes não se encontravam no Planeta mas sim presos na Still Zone.
No que toca aos poderes o Martian Manhunter é o verdadeiro canivete suíço dos super heróis.
Tem um controle total do seu corpo ao nível molecular, conseguindo tornar-se invisível, intangível, aumentar a sua resistência, a força, a velocidade, é um transmorfo com a capacidade de aumentar e diminuir a sua massa corporal e é capaz de regenerar tecidos. Além disso é um telepata da mais alta ordem, tem visão de calor, de raios-X e super-visão. No fundo possui todos os poderes do Superman, mais os do Xavier, Morph, Deadpool, Homen Invisível e Vision, um verdadeiro peso pesado.
Pessoalmente sempre o achei mais poderoso que o Superman Post-Crisis, mesmo que fisicamente possa ser mais fraco, possui uma gama de poderes demasiado variada e poderosa.
A sua fraqueza em vez de ser Kryptonite Marciana é o fogo, uma fraqueza que tem ao longo dos anos sido explorada de forma diferente pelos escritores.
Várias explicações foram dadas para esta pirofobia, a mais recente foi a que expliquei acima.
O medo abala o sistema nervoso e se a mente pode causar estragos ao corpo, num ser cujo controle mental do corpo é ao nível molecular, os estragos são imensos, por exemplo quando um Marciano é atacado com fogo muitas vezes não é nem capaz de manter a sua forma física.
No final da saga Trial of Fire, J'onn conseguiu superar a sua fobia dizendo que agora apenas chamas de paixão ou sofrimento seriam capazes de o magoar. Sem a fobia ao fogo este Marciano era uma força ainda mais imparável.
Após a Infinite Crisis esta fraqueza voltou a ser modificada, aparentemente os Marcianos não têm medo do fogo mas podem ser mortos ou feridos por ele.
Pessoalmente toda esta história da sua fraqueza já cansa.



Nota: Algumas informações como por exemplo as datas foram retirados do site da wikipédia.

domingo, junho 29, 2008

Michael Turner (1971-2008)

Michael Turner morreu na passada sexta feira com apenas 37 anos.
Só soube da notícia hoje ao consultar o Área Negativa, onde descobri também que desde os 29 anos que Turner lutava contra um cancro.
Turner era um excelente artista de BD que para sempre será recordado. Com apenas 37 anos ainda tinha muito para dar, partiu cedo de mais.
A 9º arte ficou mais pobre.

sexta-feira, junho 27, 2008

The Hives - Your New Favorite Band

Com bandas como os The Hives é impossível o espírito do Rock & Roll morrer, antes pelo contrário.
Apesar de a banda ter lançado o primeiro EP em 1996 apenas em 2001 é que começaram a ter um maior reconhecimento internacional o que aconteceu precisamente graças a este álbum.
"Your New Favorite Band" é uma compilação que reúne temas dos dois primeiros álbuns, "Barely Legal" e "Veni Vidi Vicious", e do EP "A.K.A. I-D-I-O-T".
A ideia principal no seu lançamento era a de tornar os The Hives mais conhecidos no panorama musical Americano e Inglês. O resultado foi um sucesso.
O álbum é deveras muito bom, mas como se trata de uma compilação fica a questão se é assim tão bom porque juntou as melhores canções de outros anteriores ou porque simplesmente os The Hives são uma força que deve ser reconhecida. Como apenas tenho este álbum deles não posso responder à questão mas inclino-me claramente para a segunda hipótese, até porque já tive oportunidade de ouvir muito rapidamente o último deles e fiquei com a sensação que estava fantástico.
Canções Rock com um travo de Punk são aqui o prato principal e para quem gosta é impossível ficar indiferente a canções como "Hate to Say I Told You So", "Main Offender" ou "Untutored Youth" que já são verdadeiros hinos do género.
Um disco carregado de uma enorme energia que é tanto visível no poder dos instrumentos como na força da voz de Pelle Almqvis. Quando ouvimos uma música como a "Die, All Right!" dá vontade de literalmente "mandar a casa abaixo".
Os The Hives são característicos por vestirem fatos a combinar que mudam de álbum para álbum, mas mantendo sempre apenas as cores preto e branco.
Outra das suas particularidades consiste na sua auto-glorificação aqui lembrando um pouco os Oasis mas com muito mais estilo. Sim a postura dos The Hives é extremamente convencida como é visível no próprio nome deste álbum, mas eu penso que é uma postura apenas de aparência que tem a ver com o espírito da sua música. Já os assisti na TV a tocarem num evento qualquer de uma entrega de prémios em que no final Pelle Almqvis dizia aos membros do público que como os Hives já tinham tocado já se podiam ir embora.
Outra atitude destas prende-se com o nome do seu último álbum, "The Black & White Album". Muito simplesmente os Hives explicam que escolheram este nome porque os Metallica fizeram o "The Black Album", os Beatles fizeram o "The White Album", e por isso só uma banda como a deles poderia fazer um "The Black & White Album", simplesmente hilariante.
Já agora tanto o "The Black Album" como o "The White Album" são álbuns homónimos vulgarmente conhecidos por esse nome devido à cor das suas capas.
Os The Hives são Suecos e formados por Nicholaus Arson (Niklas Almqvist) na guitarra; Dr. Matt Destruction (Mattias Bernvall) no baixo e guitarra; Chris Dangerous (Christian Grahn) na bateria e percussão, Vigilante Carlstroem (Mikael Karlsson Åström) na guitarra e Howlin' Pelle Almqvist (Pelle Almqvist) na voz.

Sequela de Point Break?

Lembro-me de ter lido há já algum tempo este rumor e de não lhe ter prestado particular atenção.
No entanto ontem enquanto brincava com o comando da TV descobri que tenho um novo canal o "MOV" (provavelmente deve ser mais um que está em sinal aberto para conquistar adeptos e depois tem de se pagar) e nele estava precisamente a dar o "Point Break" cujo título em português é "Ruptura Explosiva". Só apanhei o final e deu-me uma vontade enorme de o rever. podemos dizer que fiquei nostálgico pois já o vi há mesmo muitos anos.
A partir daqui devo avisar que vou falar sobre o filme por isso para quem não viu aviso que contém spoilers.
Agora mais curioso fui pesquisar sobre o tal rumor e aparentemente tudo indica que é mesmo verdade. Jan De Bont realizador de "Speed" e "Twister" pretente realizar uma sequela de "Point Break" que se passa 20 anos após o desaparecimento de Bodhi (Patrick Swayze).
Ora bem qual desaparecimento? O Bodhi para mim morreu aliás a maior beleza deste filme era o seu final onde a personagem interpretada por Patrick Swayze morre a concretizar o sonho da sua vida, pois para uma alma livre como a dele mais vale morrer a fazer algo que se ama do que viver para sempre encarcerado. O sentimento é tão forte que até o agente do FBI, Johnny Utah (Keannu Reeves) que o perseguiu durante anos decidiu conceder-lhe esse desejo soltando-o.
Ao ler isto deu-me a sensãção que vão trazer a sua personagem novamente, explicando por algum milagre como ele sobreviveu. Até aposto que vão dizer que nadou até à costa da Nova Zelândia. Claro que pode ter sido impressão minha, podem ler mais aqui.
Já agora para quem não se recorda ele morre a praticar surf na Austrália durante uma tempestade histórica que apenas ocorre de 50 em 50 anos e tem a fama de criar as maiores ondas de sempre.

quarta-feira, junho 25, 2008

Vampire Weekend - Vampire Weekend

Apesar dos Vampire Weekend terem lançado o seu primeiro álbum (homónimo) em finais de Janeiro de 2008 ele apenas esteve disponível nas lojas portuguesas em finais de Fevereiro. Após o seu lançamento foram rapidamente aplaudidos por muitos sendo considerados a banda revelação do ano e quem sabe um dos melhores álbuns também.
Para tais afirmações serem feitas quando ainda estávamos no início do ano, é porque a banda tinha de ter mesmo qualquer coisa de especial.
O Indie Rock está actualmente em alta no panorama musical e bom exemplo disso é o sucesso obtido pelos Arctic Monkeys. Apesar de gostar destas bandas acabei por ainda não me dedicar verdadeiramente a elas e a explorar os seus álbuns que ainda não possuo.
Quando surgiram os Vampire Weekend o seu som fez-me precisamente lembrar a banda referida e por isso foram parar precisamente à lista das bandas que tenho intenções de vir a ouvir. Porém o facto de dia 10 de Julho ir assisti-los ao vivo, fez com que os Vampire Weekend entrassem na lista de prioridades.
Como não os ouvi na altura em que surgiram, todo o furor à volta desta banda passou-me completamente ao lado, desde serem considerados por muitos a banda revelação do ano ou por outros o hype do ano.
Agora após ouvir o álbum posso dizer que se vai ser dos melhores do ano não sei nem me interessa, mas que é muito bom isso é sem sombra de dúvida!
Uma das diferenças na sonoridade dos Vampire Weekend e que os torna diferentes de outras bandas do mesmo género, são as suas influências de Pop Africana. Segundo o que li no Sound + Vision ritmos particularmente oriundos do Congo.
Canções como "Oxford Comma", "M79", "Walcott" e "The Kids Don't Stand A Chance" provam o que os singles "Mansard Roof" e "A-Punk" já prometiam, ou seja, um álbum extremamente divertido e contagiante capaz de viciar qualquer apreciador do género. Falo por mim que não paro de entoar o verso "But this feels so unnatural, Peter Gabriel too" de "Cape Cod Kwassa Kwassa".
O único defeito que tenho a apontar no álbum é o facto de vir com 11 canções e a sua edição japonesa vir com 13. Isto está constantemente a acontecer e ainda não percebi bem porquê, é que as edições Japonesas têm normalmente mais canções mas elas também cabem nos CDs vendidos para o resto do Mundo.
Os Vampire Weekend são oriundos da cidade de Nova Iorque e são constituídos por Ezra Koenig, Rostam Batmanglij, Chris Tomson e Chris Baio.

segunda-feira, junho 23, 2008

The Incredible Hulk

Criado por Stan Lee e Jack Kirby, o Hulk foi publicado pela primeira vez em 1962 e apesar de ser conhecido como um grande monstro verde, a verdade é que foi criado originalmente como sendo cinzento. No entanto Stan Goldberg teve alguns problemas com a sua coloração e para o número dois Stan Lee optou pelo uso da cor verde.
A criação do Hulk foi influenciada por dois contos clássicos sendo eles, "Dr. Jekyll e Mr. Hyde" de Robert Louis Stevenson e "Frankenstein" de Mary Shelley. De um lado a dualidade da personalidade de um homem e do outro um monstro incompreendido pela sociedade.
Em 2008 este amigo verde regressa novamente ao grande ecrã mas desta vez pelas mãos de Louis Leterrier.
Como a maioria já deve saber "The Incredible Hulk" não é uma sequela do "Hulk" de Ang Lee. Aliás o corte é notório logo nos primeiros minutos onde mostram em jeito de flashback como o Hulk nasceu, nascimento esse completamente distinto do seu filme anterior e muito mais próximo da sua versão Ultimate como descobriremos mais à frente quando ouvimos a explicação do General Ross (para quem quiser saber como ele nasceu na BD dos Ultimates dê uma vista de olhos aqui).
Não o considerando dos melhores filmes sobre BD eu fui daqueles que gostou do filme de Ang Lee e da sua abordagem mais intimista a este grande monstro verde, não indo pelo caminho óbvio do "Hulk Esmaga", frase mítica na BD que nunca é proferida no filme de Ang Lee. Adorei também alguns pormenores na realização nomeadamente o que eu gosto de chamar os "planos bedéfilos".
Mas como "Hulk" não trinfou nas bilheteiras sendo considerado um fiasco, a Marvel decidiu voltar à carga com um novo filme, com um novo elenco e com uma história que prometia dedicar-se muito mais à acção.
Com esta premissa torci o nariz, imaginei um filme apenas dedicado à pancadaria e desprovido de sentimento. Felizmente "The Incredible Hulk" é bem melhor do que o imaginava. É verdade que lhe falta substância, um lado mais humano que podia ser melhor explorado com Bruce Banner, mas resulta bastante bem como filme de acção, monstrando-nos o lado mais agressivo do Hulk.
A história em si tem início no Brasil, onde encontramos um Bruce Banner (Edward Norton) a viver escondido das atenções de um certo General Ross (William Hurt) e em constante procura por uma cura. Enquanto não a descobre, Banner tenta treinar-se de forma a controlar as suas transformações e para isso aprende técnicas de relaxamento trazendo sempre no pulso um medidor de batimentos cardíacos que aqui funciona como um "Alarme de Hulk". No seu tempo livre Banner também vai tentado aprender umas palavras dessa bela língua que é o Português.
Eventualmente acaba por ser descoberto sendo obrigado a fugir novamente, o que desta vez até calha bem uma vez que tem de regressar de qualquer maneira ao seu país para recuperar os dados do seu "acidente" de laboratório, a fim de que um misterioso Mr. Blue com quem tem comunicado via internet, o possa ajudar a curar-se.
Emil Blonsky (Tim Roth) é um agente que ao contrário dos restantes membros do exército fica mais motivado do que petreficado pela oportunidade de defrontar um ser como o Hulk e fará tudo para ter uma hipótese justa contra este monstro verde. Por isso não é de estranhar que tenha aceite participar num antigo projecto do General Ross que prometia aumentar-lhe as suas capacidades físicas. É aqui que ficamos a descobrir que Bruce Banner, sem o seu conhecimento, se encontrava a trabalhar na fórmula do super soldado que criou o Capitão América na II Guerra Mundial e ao testá-lo em si próprio criou acidentalmente o Hulk. O General procurava descobrir esta fórmula perdida a fim de criar a arma perfeita, acabando por criar algo muito mais poderoso mas também muito mais díficil de controlar.
Apesar de nunca terem coseguido copiar o antigo soro criaram uma variante similar e as primeiras injecções que Emil Blonsky recebeu tiveram de facto um excelente resultado aumentando-lhe as forças e dando-lhe a capacidade de se curar muito mais rápido que um ser humano normal. Vê-lo lutar contra o Hulk fazia lembrar um autêntico Capitão América (do ponto de vista físico). O problema é que o Capitão está uns quantos níveis abaixo do Hulk e Blonsky teve de continuar a insistir em receber mais injecções até que por fim com a ajuda de alguém administrou o sangue de Banner que juntamente com o que havia tomado o tranformaram no Abomination criando um adversário à altura do Hulk.
No que lhe falta em argumento "The Incredible Hulk" compensa com acção proporcionando-nos alguns momentos de entretendimento fabulosos e quando se trata de um herói como o Hulk esses momentos também são precisos. Pessoalmente gostava de ter visto um maior desenvolvimento emotivo de algumas personagens, mas fica a questão de como seria este filme se não lhe tivessem cortado 70 minutos que felizmente poderemos ver me DVD. Aparentemente a maioria das cenas cortadas devem ter sido escritas por Edward Norton que afirma ter participado na escrita do guião mas que não aparece nos créditos.
Pelo que li foi uma pena pois existiam algumas cenas que podiam ser interessantes, nomeadamente uma onde mostram Banner a tentar suicidar-se, é quanto a mim uma cena importante para nos mostrar o verdadeiro desespero do personagem que nem sequer é capaz de se suicidar para terminar com a sua "maldição", uma vez que ao tentar tranforma-se imediatamente curando-se de quaisquer ferimentos, pois o Hulk tem uma capacidade de regeneração monstruosa (não sei se a cena decorreria assim apenas a imaginei baseado no meu conhecimento de BD).
Achei bastante curiosa a forma como usaram as transformações em Hulk para medir o tempo no filme, em vez de os comuns "passado 10 dias" ou "no dia seguinte" sabemos o tempo que passa através de um cronómetro que nos diz quantos dias passaram desde que Banner se transformou.
Em relação aos actores gostei do trabalho de todos, só tenho a apontar que achei a Liv Tyler um pouco apagada, mas talvez fosse suposto ser assim. De qualquer das maneiras entra numa das mais belas cenas do filme quando podemos vê-la a ela e ao Hulk sentados à chuva.
Gosto do rumo que estes novos filmes da Marvel estão a levar, nota-se que começam a estar cada vez mais interligados entre si caminhando para os Avengers, e se já começamos a ver alguns destes personagens em todo o seu esplendor e glória, imagino como será quando os virmos todos juntos.
Acho que podemos assumir que a partir de Iron Man, todos os filmes relacionados com os Avengers vão apresentar um cameo onde alguém irá falar deste projecto, em "Iron Man" foi Nick Fury e em "The Incredible Hulk" foi Tony Stark. Mais uma vez podemos comprovar que o papel de Stark assenta que nem uma luva no excelente Robert Downey Jr. que em menos de cinco minutos nos porporciona uma das melhores cenas do filme.
Concluindo, para mim o "Iron Man" ainda é o actual campeão do género este ano, mas apesar de estar uns furos abaixo este "The Incredible Hulk" também vale a pena.

quarta-feira, junho 18, 2008

The Curious Case of Benjamin Button - Trailer


O trailer deste filme já andava a circular mas apenas na versão espanhola, por isso andava à espera que a versão original estivesse finalmente disponível para colocar aqui.
Não há muito a dizer, estamos a falar do excelente realizador David Fyncher, do excelente actor Brad Pitt e da obra de F. Scott Fitzgerald.
Muitas vezes falam-se de relações produtivas entre um actor e um realizador e esta para mim não deve ser esquecida, sempre que Fincher e Pitt trabalharam juntos, grandes obras foram criadas, como "Fight Club" e "Seven".
Mas a verdade é que o trailer fala por si, nesta amostra aparenta ser deslumbrante.
Para ver o trailer em quicktime cliquem aqui.

The National - Boxer

Em jeito de preparação para o "Optimus Alive" tenho-me dedicado mais a conhecer ou a recordar algumas das bandas que por lá vão passar.
Enquanto o festival ainda não chega, tive a ideia de ir partilhando no blog esta minha "viagem musical" e para começar escolhi o álbum Boxer dos "The National". Escolhi-o porque até à data foi das melhores descobertas que fiz.
Apesar de já ter ouvido falar muito deles no Já Cheiro o Sámadhi, só agora é que me dediquei a ouvi-los e posso dizer que me arrependo não o ter feito mais cedo.
Comecei com Boxer o último álbum da banda lançado em 2007 e descrevendo-o apenas em uma palavra considero-o simplesmente magnífico sendo a minha mais recente paixão.
Muitas pessoas tendem a ouvir apenas algumas músicas de alguns álbuns e eu entendo isso, afinal de contas existem álbuns com músicas fantásticas mas quando os analisamos como um todo deixam muito a desejar e por isso é normal que apenas algumas canções passem a ser ouvidas. Mas quando alguém me diz que faz isto com todos os álbuns eu tento explicar que devem andar a ouvir os errados e um exemplo disso é este Boxer, uma vez que todas as canções nele incluídas valem por si só e todas juntas formam um álbum coeso, poderoso e de grande qualidade. Posso garantir que quem gostar de uma música vai de certeza gostar de todas.
O álbum tem início com "Fake Empire", uma canção terna onde a voz de Matt Berninger sobressai imediatamente nos primeiros versos quando entoa as palavras " Stay out super late tonight; picking apples, making pies; put a little something in our lemonade and take it with us; we’re half-awake in a fake empire".
De seguida temos "Mistaken For Strangers" que juntamente com "Apartment Story" são das canções do álbum que mais vontade dão de pular em cima da cama, pois na sua maioria Boxer é constituído por baladas "Indie Rock", baladas essas que ganham uma nova dimensão na voz grave e melancólica de Matt Berninger, como podem comprovar ao ouvir "Green Gloves" e "Slow Show" duas canções lindíssimas capazes de aquecer o coração mais gelado do Universo.
O álbum contém ainda a participação do grande Sufjan Stevens em "Racing Like a Pro" e "Ada". E apenas digo que a mistura entre os géneros dos "The National" e de Sufjan Stevens resulta e resulta muito bem.
Os "The National" são formados por Aaron e Bryce Dessner, Scott e Bryan Devendorf e Matt Berninger. Por vezes contam com a participação de Padma Newsome em alguns arranjos musicais e em Boxer Marla Hansen contribuiu como voz de apoio.
Penso que os concertos desta banda ganharão muito mais num ambiente intimista do que no de um festival, mesmo assim tenho a certeza que os "The National" irão porporcionar um momento inesquecível no dia 10 de Julho.

terça-feira, junho 17, 2008

Punisher: War Zone - Trailer

Há semelhança do Hulk, o Punisher também teve o direito a um novo filme com novo elenco e este é o seu primeiro trailer (cliquem na imagem para ver).
Pelo que vi não fiquei convencido, as frases que Frank Castle diz não me criaram impacto nenhum, mas espero estar enganado.
Pelo menos tem aspecto de ser mais violento e isso já é bom, talvez seja uma versão mais adulta como a editada na MAX. Para quem não sabe a MAX é uma editora que pertence à Marvel, onde se editam BDs com conteúdo mais adulto.
O filme vai estrear algures em Dezembro.
Uma vez que andam com a mania de, em tão curto espaço de tempo, voltar a filmar os heróis que falharam nas bilheteiras. Relembrando o que a Syrin disse aqui no blog uma vez, podiam fazer o mesmo era para o Daredevil, não sei se foi um fracasso nas bilheteiras mas é claramente um filme muito aquém do que o Daredevil merecia.

sexta-feira, junho 13, 2008

120 Anos


Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira a entreter a razão,
Esse comboio de corda
que se chama o coração.

Fernando Pessoa





Muito Obrigado

quinta-feira, junho 12, 2008

Ultimates

Confesso que nunca li muito de "Avengers". Não era tanto por não gostar, mas apenas porque ao longo da vida temos que fazer opções e na Marvel a bem ou a mal sempre optei mais pelo Aranha, pelos X-Men e pelo Surfista Prateado. No entanto quando se ouvem tantos elogios em relação à saga "Ultimates" é impossível não ficar curioso. Para quem não conhece e se está a questionar neste momento quem são os "Ultimates" e o que é que eles têm a ver com os Avengers, tenham calma que já lá vamos.
No ano 2000 a Marvel teve a bela ideia de voltar a escrever desde o início a história de alguns dos seus personagens mais populares como se estes tivessem sido criados nos dias de hoje. A esse "Universo" de BD dar-se-ia o nome de "Universo Ultimate". O objectivo principal era o de "actualizar" vários dos heróis da Marvel e assim conquistar novos leitores. A ideia foi um sucesso e por isso não é de estranhar que observemos alguns dos novos filmes da Marvel a procurarem inspiração no "Universo Ultimate".
O primeiro super-herói deste projecto a ser editado foi precisamente o mais popular, o Homem Aranha. Uma das grandes diferenças surge logo na sua transformação, substituindo a aranha radioactiva pela manipulação genética de aranhas. Esta ideia porporcionou também uma oportunidade de voltar a escrever histórias do Aranha enquanto ele ainda andava no Liceu.
Em 2001 foi a vez de outros heróis serem transpostos para este "Universo", entre os quais se encontravam os "Avengers", que neste Universo se passariam a chamar de "Ultimates".
Esta história que li é constítuida pelos 13 primeiros comics desta saga e encontra-se compilada em dois volumes, o "Super-Human" (Ultimates #1-6)e o "Homeland Security" (Ultimates #7-13).
O princípio do livro remete-nos para o ano de 1945 onde acompanhamos um grupo de soldados Americanos liderados por Steve Rogers (Capitão América) em uma missão na Islândia, a "Terra do Gelo". Esta é a famosa missão em que o Capitão desaparece, sendo considerado por muitos como morto.
Depois de esta pequena introdução damos um salto até ao presente e a história propriamente dita tem início.
Recentemente pessoas com capacidades extraordinárias têm surgido ao longo do globo. A existência de indíviduos com poderes das dimensões do Hulk ou do Magneto, preocupam o povo e o Governo Americano. A fim de proteger o mundo de eventuais ataques por parte destes "Super Seres" Nick Fury, director da S.H.I.E.L.D. (organização super secreta dos Estados Unidos da América) encontra-se de momento a organizar uma equipa de "Super Heróis", os "Ultimates".Desta equipa fazem parte, Hank (Giant Man) e Janet Pym (Wasp), Bruce Banner (Hulk) e Tony Stark (Iron Man).
No entanto a equipa ainda não se encontra completa, Fury ainda procura o líder definitivo e para isso tem Banner a tentar recriar a fórmula de super soldado que criou o Capitão América. No entanto Banner tem provado ser incapaz de tal feito e descobrimos que ao testar a sua fórmula no passado criou acidentalmente o Hulk.
Além de todos estes heróis Fury também se encontra em conversações com Thor, um indivíduo que se autoproclama o deus do Trovão cuja missão é a de salvar a Terra, mas que esteve internado num hospício durante vários meses. Esta é uma forma interessante de abordar o personagem, onde as opiniões se dividem sobre se ele é um deus ou apenas alguém com sérios problemas mentais. Independentemente de qual destas hipóteses é a verdadeira, ele é incrivelmente poderoso e é apenas isso que interessa a Fury. Infelizmente para ele Thor revela-se um sério activista político e recusa-se a trabalhar para o Governo Americano.
Sem Thor a equipa avança como completa após descobrirem na Islândia o corpo congelado de Steve Rogers (Capitão América), que graças às propriedades dos seus poderes conseguiu sobreviver ao processo de congelação. Finalmente a equipa estava completa (ou quase).
Todo o desenvolvimento desta super equipa tem sido severamente acompanhado pela comunicação social e toda a população procura saber do que se trata e quem faz parte da mesma. Por estas razões Fury optou por não ter nenhum mutante como membro, uma vez que estes são alvos de preconceito por uma grande maioria. Neste aspecto o retrato da sociedade está mesmo muito bom, tal como nos dias de hoje o poder dos média assume um papel fulcral.
Bruce Banner agora curado do seu problema verde, continua a tentar obter em vão a fórmula do super soldado, nem uma amostra do sangue do Capitão América provou ser útil na sua investigação. Sentido-se humilhado pelos seus colegas, decide misturar o soro que tinha previamente criado com o sangue do Capitão América, transformando-se novamente no Hulk.
Neste Universo o Hulk contínua uma verdadeira força da Natureza que destrói tudo por onde passa, porém ao contrário da sua versão clássica este Hulk não tem atenção nenhuma aos humanos considerando-os até um alimento. Além de ser extremamente violento, tem uma enorme faceta de pervertido sexual, que será aproveitada de algumas formas bem engraçadas ao longo de história.
Um projecto das dimensões dos Ultimates, precisa de um bom financiamento. Ao aceitá-lo o Governo Americano gastou quantias exorbitantes para a sua criação, quantias essas que foram alvo de fortes críticas pela parte de muitos, que questionam a sua necessidade. Neste aspecto, se a acção do Hulk veio provar que existem situações que apenas uma equipa desta magnitude é capaz de lidar, também colocou a equipa em perigo uma vez que se a opinião pública descobre que foi um dos próprios membros dos "Ultimates" a causar esta devastação, o que poderia ser um projecto ambicioso terminaria num verdadeiro desastre. Para isso temos Betty Ross a agente publicitária desta equipa que rapidamente alterou os verdadeiros factos da situação, conquistando em definitivo a popularidade dos "Ultimates".
Nesta batalha é de salientar a a atitude de Thor que apenas vem em auxílio dos seus (futuros) companheiros, caso o Governo aumente o seu orçamento de ajuda Internacional, simplesmente fantástico.
No segundo volume os "Ultimates" vão sofrer algumas alterações na equipa, nomeadamente com a entrada de quatro membros do grupo de operações secretas da S.H.I.E.L.D., que ao contrário dos "Ultimates" constítuem uma equipa cuja existência é mantida no mais elevado secretismo. Os novos membros são a agente Natasha Romanova (Black Widow), o campeão olímpico de arco Clint Barton (Hawkeye) e dois irmãos mutantes que dão pelo nome de Wanda (Scarlet Witch) e Pietro Maximoff (Quicksilver).
Esta nova formação é necessária não só porque a equipa perdeu alguns dos seus membros originais, mas também porque os "Ultimates" vão ter de proteger a Terra contra a invasão dos "Chitauri" uma raça alienígena conhecida no Universo por vários nomes diferentes, sendo um dos quais..."Skrull".
Uma vez que a maior parte dos membros fundadores dos "Ultimates" é constituída por cientistas, a diferença entre a sua forma de agir e a dos novos membros é claramente notória. Black Widow e Hawkeye são muito mais impiedosos e letais, verdadeiras máquinas de matar. Quanto a Scarlet Witch e Quicksilver não me posso pronunciar pois nunca os vemos em acção, apesar de Quicksilver jurar a pés juntos que se colocarem as filmagens em câmara lenta vão poder apreciar o excelente trabalho por eles executado, e eu acredito nele.
Em relação a este mundo as primeiras diferenças que saltam à vista são as físicas, como por exemplo o facto de aqui Nick Fury ser idêntico ao Samuel L. Jackson e a Wasp ser de origem asiática. Mas a verdade é que as diferenças vão muito além destas, muitos dos personagens aqui representados são completamente diferentes das suas versões clássicas e ao longo da história essas diferenças vão sendo cada vez mais notórias.
Para concluir posso dizer que Mark Millar fez um grande trabalho a escrever estes "Ultimates", as histórias são boas e dotadas da dose certa de humor (se bem que eu dispensava a parte em que o Capitão diz que a letra na sua testa não representa a França). A arte de Bryan Hitch e as cores de Andrew Currie e Paul Neary enquadram-se perfeitamente neste estilo de aventuras e não há nada que um apreciador de BD goste mais do que ver um bom argumento ganhar vida nos desenhos e cores certas.

quarta-feira, junho 11, 2008

Hip Hop Pessoa

A fim de celebrar os 120 anos de nascimento de Fernando Pessoa, dia 13 de Junho a partir das 18:00 no Terreiro do Paço em Lisboa poderão assistir ao evento "Hip Hop Pessoa", que tem sido definido como um encontro entre os poemas de Pessoa e algumas das vozes do movimento Hip Hop nacional.
Nesta festa vão estar presentes, Maze e Fuse dos Dealema, Melo D., Sagas, entre outros.
Daqui pode-se esperar, muita poesia, muito Hip Hop e algum Graffiti também.
Para mais informações cliquem aqui ou aqui.
Para aguçar o apetite deixo aqui um poema de Fernando Pessoa e uma música do Sam The Kid com a participação de NBC e Pacman (Da Weasel).


Tudo que faço ou medito

Fica sempre na metade,

Querendo, quero o infinito.

Fazendo, nada é verdade.


Que nojo de mim me fica

Ao olhar para o que faço!

Minha alma é lúcida e rica,

E eu sou um mar de sargaço-


Um mar onde bóiam lentos

Fragmentos de um mar de além...

Vontades ou pensamentos?

Não o sei e sei-o bem.

Fernando Pessoa

Tempo - Sam the kid

quinta-feira, junho 05, 2008

Moonspell - Novo Álbum


O novo álbum dos Moonspell já se encontra disponível desde 19 de Maio e tem o nome de "Night Eternal" no que aparenta ser um disco dedicado à Mulher.
Ainda só tive oportunidade de ouvir o single "Scorpion Flower" com a participação de Anneke Van Giesbergen a ex-vocalista dos The Gathering e actual dos Agua de Annique. O álbum conta também com Niclas Etelavouri e o coro The Crystal Mountain Singers constituído por Cármen Simões dos Ava Inferi, Sofia Vieira dos Cinemuerte e Patrícia Andrade dos The Vanity Chair.
Para mais informações ler aqui.
Ainda não tive oportunidade de ouvir o álbum, apenas o single do qual posso adiantar que gosto. Como apreciador da música dos Moonspell estou bastante curioso em ver qual o passo que seguíram após o grande "Memorial". Posso dizer que para mim "Memorial" foi dos melhores trabalhos feitos pelos Moonspell.

segunda-feira, junho 02, 2008

Desafio


"Sentir Tudo de Todas as Maneiras" - Álvaro de Campos

Desta vez fui desafiado pela Maria del Sol a escolher uma frase sobre mim e uma imagem que vá reforçar o seu sentido (a frase deve ser o mais curta possível, o ideal são seis palavras, mas pode ter mais).
Este desafio tem-se espalhado muito pela blogosfera e tenho gostado de descobrir as diferentes e interessantes escolhas que cada blog que consulto escolheu, nomeadamente a da própria Maria que é uma frase lindíssima de um dos meus poetas favoritos e curiosamente o autor da frase que escolhi.
Esta é uma daquelas frases que sempre que penso na minha vida me lembro dela, já me tem acompanhado durante muitos anos, desde que entrei em contacto com a poesia deste senhor.
A imagem é também de um artista que prezo muito, Dave Mckean.

Aos que ainda não o fizeram considerem-se todos desafiados.

domingo, junho 01, 2008

Kings of Convenience ao vivo


Já sabia que os Kings of Convenience vinham até cá, mas apenas ao Porto. Agora descubro que passam por cá no "Cool Jazz Fest" a 24 de Julho, na Cidadela de Cascais e vejo uma luz ao fundo do túnel.
Curioso que vêm tocar no dia de estreia de "The Dark Knight", mas para quem esperou tanto tempo mais um dia ou dois não fará diferença, afinal de contas são os Kings of Convenience e eles são fantásticos.
Podem ver aqui o resto do cartaz que está muito bom, com Caetano Veloso, Mayra Andrade, entre outros.