segunda-feira, junho 23, 2008

The Incredible Hulk

Criado por Stan Lee e Jack Kirby, o Hulk foi publicado pela primeira vez em 1962 e apesar de ser conhecido como um grande monstro verde, a verdade é que foi criado originalmente como sendo cinzento. No entanto Stan Goldberg teve alguns problemas com a sua coloração e para o número dois Stan Lee optou pelo uso da cor verde.
A criação do Hulk foi influenciada por dois contos clássicos sendo eles, "Dr. Jekyll e Mr. Hyde" de Robert Louis Stevenson e "Frankenstein" de Mary Shelley. De um lado a dualidade da personalidade de um homem e do outro um monstro incompreendido pela sociedade.
Em 2008 este amigo verde regressa novamente ao grande ecrã mas desta vez pelas mãos de Louis Leterrier.
Como a maioria já deve saber "The Incredible Hulk" não é uma sequela do "Hulk" de Ang Lee. Aliás o corte é notório logo nos primeiros minutos onde mostram em jeito de flashback como o Hulk nasceu, nascimento esse completamente distinto do seu filme anterior e muito mais próximo da sua versão Ultimate como descobriremos mais à frente quando ouvimos a explicação do General Ross (para quem quiser saber como ele nasceu na BD dos Ultimates dê uma vista de olhos aqui).
Não o considerando dos melhores filmes sobre BD eu fui daqueles que gostou do filme de Ang Lee e da sua abordagem mais intimista a este grande monstro verde, não indo pelo caminho óbvio do "Hulk Esmaga", frase mítica na BD que nunca é proferida no filme de Ang Lee. Adorei também alguns pormenores na realização nomeadamente o que eu gosto de chamar os "planos bedéfilos".
Mas como "Hulk" não trinfou nas bilheteiras sendo considerado um fiasco, a Marvel decidiu voltar à carga com um novo filme, com um novo elenco e com uma história que prometia dedicar-se muito mais à acção.
Com esta premissa torci o nariz, imaginei um filme apenas dedicado à pancadaria e desprovido de sentimento. Felizmente "The Incredible Hulk" é bem melhor do que o imaginava. É verdade que lhe falta substância, um lado mais humano que podia ser melhor explorado com Bruce Banner, mas resulta bastante bem como filme de acção, monstrando-nos o lado mais agressivo do Hulk.
A história em si tem início no Brasil, onde encontramos um Bruce Banner (Edward Norton) a viver escondido das atenções de um certo General Ross (William Hurt) e em constante procura por uma cura. Enquanto não a descobre, Banner tenta treinar-se de forma a controlar as suas transformações e para isso aprende técnicas de relaxamento trazendo sempre no pulso um medidor de batimentos cardíacos que aqui funciona como um "Alarme de Hulk". No seu tempo livre Banner também vai tentado aprender umas palavras dessa bela língua que é o Português.
Eventualmente acaba por ser descoberto sendo obrigado a fugir novamente, o que desta vez até calha bem uma vez que tem de regressar de qualquer maneira ao seu país para recuperar os dados do seu "acidente" de laboratório, a fim de que um misterioso Mr. Blue com quem tem comunicado via internet, o possa ajudar a curar-se.
Emil Blonsky (Tim Roth) é um agente que ao contrário dos restantes membros do exército fica mais motivado do que petreficado pela oportunidade de defrontar um ser como o Hulk e fará tudo para ter uma hipótese justa contra este monstro verde. Por isso não é de estranhar que tenha aceite participar num antigo projecto do General Ross que prometia aumentar-lhe as suas capacidades físicas. É aqui que ficamos a descobrir que Bruce Banner, sem o seu conhecimento, se encontrava a trabalhar na fórmula do super soldado que criou o Capitão América na II Guerra Mundial e ao testá-lo em si próprio criou acidentalmente o Hulk. O General procurava descobrir esta fórmula perdida a fim de criar a arma perfeita, acabando por criar algo muito mais poderoso mas também muito mais díficil de controlar.
Apesar de nunca terem coseguido copiar o antigo soro criaram uma variante similar e as primeiras injecções que Emil Blonsky recebeu tiveram de facto um excelente resultado aumentando-lhe as forças e dando-lhe a capacidade de se curar muito mais rápido que um ser humano normal. Vê-lo lutar contra o Hulk fazia lembrar um autêntico Capitão América (do ponto de vista físico). O problema é que o Capitão está uns quantos níveis abaixo do Hulk e Blonsky teve de continuar a insistir em receber mais injecções até que por fim com a ajuda de alguém administrou o sangue de Banner que juntamente com o que havia tomado o tranformaram no Abomination criando um adversário à altura do Hulk.
No que lhe falta em argumento "The Incredible Hulk" compensa com acção proporcionando-nos alguns momentos de entretendimento fabulosos e quando se trata de um herói como o Hulk esses momentos também são precisos. Pessoalmente gostava de ter visto um maior desenvolvimento emotivo de algumas personagens, mas fica a questão de como seria este filme se não lhe tivessem cortado 70 minutos que felizmente poderemos ver me DVD. Aparentemente a maioria das cenas cortadas devem ter sido escritas por Edward Norton que afirma ter participado na escrita do guião mas que não aparece nos créditos.
Pelo que li foi uma pena pois existiam algumas cenas que podiam ser interessantes, nomeadamente uma onde mostram Banner a tentar suicidar-se, é quanto a mim uma cena importante para nos mostrar o verdadeiro desespero do personagem que nem sequer é capaz de se suicidar para terminar com a sua "maldição", uma vez que ao tentar tranforma-se imediatamente curando-se de quaisquer ferimentos, pois o Hulk tem uma capacidade de regeneração monstruosa (não sei se a cena decorreria assim apenas a imaginei baseado no meu conhecimento de BD).
Achei bastante curiosa a forma como usaram as transformações em Hulk para medir o tempo no filme, em vez de os comuns "passado 10 dias" ou "no dia seguinte" sabemos o tempo que passa através de um cronómetro que nos diz quantos dias passaram desde que Banner se transformou.
Em relação aos actores gostei do trabalho de todos, só tenho a apontar que achei a Liv Tyler um pouco apagada, mas talvez fosse suposto ser assim. De qualquer das maneiras entra numa das mais belas cenas do filme quando podemos vê-la a ela e ao Hulk sentados à chuva.
Gosto do rumo que estes novos filmes da Marvel estão a levar, nota-se que começam a estar cada vez mais interligados entre si caminhando para os Avengers, e se já começamos a ver alguns destes personagens em todo o seu esplendor e glória, imagino como será quando os virmos todos juntos.
Acho que podemos assumir que a partir de Iron Man, todos os filmes relacionados com os Avengers vão apresentar um cameo onde alguém irá falar deste projecto, em "Iron Man" foi Nick Fury e em "The Incredible Hulk" foi Tony Stark. Mais uma vez podemos comprovar que o papel de Stark assenta que nem uma luva no excelente Robert Downey Jr. que em menos de cinco minutos nos porporciona uma das melhores cenas do filme.
Concluindo, para mim o "Iron Man" ainda é o actual campeão do género este ano, mas apesar de estar uns furos abaixo este "The Incredible Hulk" também vale a pena.

quarta-feira, junho 18, 2008

The Curious Case of Benjamin Button - Trailer


O trailer deste filme já andava a circular mas apenas na versão espanhola, por isso andava à espera que a versão original estivesse finalmente disponível para colocar aqui.
Não há muito a dizer, estamos a falar do excelente realizador David Fyncher, do excelente actor Brad Pitt e da obra de F. Scott Fitzgerald.
Muitas vezes falam-se de relações produtivas entre um actor e um realizador e esta para mim não deve ser esquecida, sempre que Fincher e Pitt trabalharam juntos, grandes obras foram criadas, como "Fight Club" e "Seven".
Mas a verdade é que o trailer fala por si, nesta amostra aparenta ser deslumbrante.
Para ver o trailer em quicktime cliquem aqui.

The National - Boxer

Em jeito de preparação para o "Optimus Alive" tenho-me dedicado mais a conhecer ou a recordar algumas das bandas que por lá vão passar.
Enquanto o festival ainda não chega, tive a ideia de ir partilhando no blog esta minha "viagem musical" e para começar escolhi o álbum Boxer dos "The National". Escolhi-o porque até à data foi das melhores descobertas que fiz.
Apesar de já ter ouvido falar muito deles no Já Cheiro o Sámadhi, só agora é que me dediquei a ouvi-los e posso dizer que me arrependo não o ter feito mais cedo.
Comecei com Boxer o último álbum da banda lançado em 2007 e descrevendo-o apenas em uma palavra considero-o simplesmente magnífico sendo a minha mais recente paixão.
Muitas pessoas tendem a ouvir apenas algumas músicas de alguns álbuns e eu entendo isso, afinal de contas existem álbuns com músicas fantásticas mas quando os analisamos como um todo deixam muito a desejar e por isso é normal que apenas algumas canções passem a ser ouvidas. Mas quando alguém me diz que faz isto com todos os álbuns eu tento explicar que devem andar a ouvir os errados e um exemplo disso é este Boxer, uma vez que todas as canções nele incluídas valem por si só e todas juntas formam um álbum coeso, poderoso e de grande qualidade. Posso garantir que quem gostar de uma música vai de certeza gostar de todas.
O álbum tem início com "Fake Empire", uma canção terna onde a voz de Matt Berninger sobressai imediatamente nos primeiros versos quando entoa as palavras " Stay out super late tonight; picking apples, making pies; put a little something in our lemonade and take it with us; we’re half-awake in a fake empire".
De seguida temos "Mistaken For Strangers" que juntamente com "Apartment Story" são das canções do álbum que mais vontade dão de pular em cima da cama, pois na sua maioria Boxer é constituído por baladas "Indie Rock", baladas essas que ganham uma nova dimensão na voz grave e melancólica de Matt Berninger, como podem comprovar ao ouvir "Green Gloves" e "Slow Show" duas canções lindíssimas capazes de aquecer o coração mais gelado do Universo.
O álbum contém ainda a participação do grande Sufjan Stevens em "Racing Like a Pro" e "Ada". E apenas digo que a mistura entre os géneros dos "The National" e de Sufjan Stevens resulta e resulta muito bem.
Os "The National" são formados por Aaron e Bryce Dessner, Scott e Bryan Devendorf e Matt Berninger. Por vezes contam com a participação de Padma Newsome em alguns arranjos musicais e em Boxer Marla Hansen contribuiu como voz de apoio.
Penso que os concertos desta banda ganharão muito mais num ambiente intimista do que no de um festival, mesmo assim tenho a certeza que os "The National" irão porporcionar um momento inesquecível no dia 10 de Julho.

terça-feira, junho 17, 2008

Punisher: War Zone - Trailer

Há semelhança do Hulk, o Punisher também teve o direito a um novo filme com novo elenco e este é o seu primeiro trailer (cliquem na imagem para ver).
Pelo que vi não fiquei convencido, as frases que Frank Castle diz não me criaram impacto nenhum, mas espero estar enganado.
Pelo menos tem aspecto de ser mais violento e isso já é bom, talvez seja uma versão mais adulta como a editada na MAX. Para quem não sabe a MAX é uma editora que pertence à Marvel, onde se editam BDs com conteúdo mais adulto.
O filme vai estrear algures em Dezembro.
Uma vez que andam com a mania de, em tão curto espaço de tempo, voltar a filmar os heróis que falharam nas bilheteiras. Relembrando o que a Syrin disse aqui no blog uma vez, podiam fazer o mesmo era para o Daredevil, não sei se foi um fracasso nas bilheteiras mas é claramente um filme muito aquém do que o Daredevil merecia.

sexta-feira, junho 13, 2008

120 Anos


Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira a entreter a razão,
Esse comboio de corda
que se chama o coração.

Fernando Pessoa





Muito Obrigado

quinta-feira, junho 12, 2008

Ultimates

Confesso que nunca li muito de "Avengers". Não era tanto por não gostar, mas apenas porque ao longo da vida temos que fazer opções e na Marvel a bem ou a mal sempre optei mais pelo Aranha, pelos X-Men e pelo Surfista Prateado. No entanto quando se ouvem tantos elogios em relação à saga "Ultimates" é impossível não ficar curioso. Para quem não conhece e se está a questionar neste momento quem são os "Ultimates" e o que é que eles têm a ver com os Avengers, tenham calma que já lá vamos.
No ano 2000 a Marvel teve a bela ideia de voltar a escrever desde o início a história de alguns dos seus personagens mais populares como se estes tivessem sido criados nos dias de hoje. A esse "Universo" de BD dar-se-ia o nome de "Universo Ultimate". O objectivo principal era o de "actualizar" vários dos heróis da Marvel e assim conquistar novos leitores. A ideia foi um sucesso e por isso não é de estranhar que observemos alguns dos novos filmes da Marvel a procurarem inspiração no "Universo Ultimate".
O primeiro super-herói deste projecto a ser editado foi precisamente o mais popular, o Homem Aranha. Uma das grandes diferenças surge logo na sua transformação, substituindo a aranha radioactiva pela manipulação genética de aranhas. Esta ideia porporcionou também uma oportunidade de voltar a escrever histórias do Aranha enquanto ele ainda andava no Liceu.
Em 2001 foi a vez de outros heróis serem transpostos para este "Universo", entre os quais se encontravam os "Avengers", que neste Universo se passariam a chamar de "Ultimates".
Esta história que li é constítuida pelos 13 primeiros comics desta saga e encontra-se compilada em dois volumes, o "Super-Human" (Ultimates #1-6)e o "Homeland Security" (Ultimates #7-13).
O princípio do livro remete-nos para o ano de 1945 onde acompanhamos um grupo de soldados Americanos liderados por Steve Rogers (Capitão América) em uma missão na Islândia, a "Terra do Gelo". Esta é a famosa missão em que o Capitão desaparece, sendo considerado por muitos como morto.
Depois de esta pequena introdução damos um salto até ao presente e a história propriamente dita tem início.
Recentemente pessoas com capacidades extraordinárias têm surgido ao longo do globo. A existência de indíviduos com poderes das dimensões do Hulk ou do Magneto, preocupam o povo e o Governo Americano. A fim de proteger o mundo de eventuais ataques por parte destes "Super Seres" Nick Fury, director da S.H.I.E.L.D. (organização super secreta dos Estados Unidos da América) encontra-se de momento a organizar uma equipa de "Super Heróis", os "Ultimates".Desta equipa fazem parte, Hank (Giant Man) e Janet Pym (Wasp), Bruce Banner (Hulk) e Tony Stark (Iron Man).
No entanto a equipa ainda não se encontra completa, Fury ainda procura o líder definitivo e para isso tem Banner a tentar recriar a fórmula de super soldado que criou o Capitão América. No entanto Banner tem provado ser incapaz de tal feito e descobrimos que ao testar a sua fórmula no passado criou acidentalmente o Hulk.
Além de todos estes heróis Fury também se encontra em conversações com Thor, um indivíduo que se autoproclama o deus do Trovão cuja missão é a de salvar a Terra, mas que esteve internado num hospício durante vários meses. Esta é uma forma interessante de abordar o personagem, onde as opiniões se dividem sobre se ele é um deus ou apenas alguém com sérios problemas mentais. Independentemente de qual destas hipóteses é a verdadeira, ele é incrivelmente poderoso e é apenas isso que interessa a Fury. Infelizmente para ele Thor revela-se um sério activista político e recusa-se a trabalhar para o Governo Americano.
Sem Thor a equipa avança como completa após descobrirem na Islândia o corpo congelado de Steve Rogers (Capitão América), que graças às propriedades dos seus poderes conseguiu sobreviver ao processo de congelação. Finalmente a equipa estava completa (ou quase).
Todo o desenvolvimento desta super equipa tem sido severamente acompanhado pela comunicação social e toda a população procura saber do que se trata e quem faz parte da mesma. Por estas razões Fury optou por não ter nenhum mutante como membro, uma vez que estes são alvos de preconceito por uma grande maioria. Neste aspecto o retrato da sociedade está mesmo muito bom, tal como nos dias de hoje o poder dos média assume um papel fulcral.
Bruce Banner agora curado do seu problema verde, continua a tentar obter em vão a fórmula do super soldado, nem uma amostra do sangue do Capitão América provou ser útil na sua investigação. Sentido-se humilhado pelos seus colegas, decide misturar o soro que tinha previamente criado com o sangue do Capitão América, transformando-se novamente no Hulk.
Neste Universo o Hulk contínua uma verdadeira força da Natureza que destrói tudo por onde passa, porém ao contrário da sua versão clássica este Hulk não tem atenção nenhuma aos humanos considerando-os até um alimento. Além de ser extremamente violento, tem uma enorme faceta de pervertido sexual, que será aproveitada de algumas formas bem engraçadas ao longo de história.
Um projecto das dimensões dos Ultimates, precisa de um bom financiamento. Ao aceitá-lo o Governo Americano gastou quantias exorbitantes para a sua criação, quantias essas que foram alvo de fortes críticas pela parte de muitos, que questionam a sua necessidade. Neste aspecto, se a acção do Hulk veio provar que existem situações que apenas uma equipa desta magnitude é capaz de lidar, também colocou a equipa em perigo uma vez que se a opinião pública descobre que foi um dos próprios membros dos "Ultimates" a causar esta devastação, o que poderia ser um projecto ambicioso terminaria num verdadeiro desastre. Para isso temos Betty Ross a agente publicitária desta equipa que rapidamente alterou os verdadeiros factos da situação, conquistando em definitivo a popularidade dos "Ultimates".
Nesta batalha é de salientar a a atitude de Thor que apenas vem em auxílio dos seus (futuros) companheiros, caso o Governo aumente o seu orçamento de ajuda Internacional, simplesmente fantástico.
No segundo volume os "Ultimates" vão sofrer algumas alterações na equipa, nomeadamente com a entrada de quatro membros do grupo de operações secretas da S.H.I.E.L.D., que ao contrário dos "Ultimates" constítuem uma equipa cuja existência é mantida no mais elevado secretismo. Os novos membros são a agente Natasha Romanova (Black Widow), o campeão olímpico de arco Clint Barton (Hawkeye) e dois irmãos mutantes que dão pelo nome de Wanda (Scarlet Witch) e Pietro Maximoff (Quicksilver).
Esta nova formação é necessária não só porque a equipa perdeu alguns dos seus membros originais, mas também porque os "Ultimates" vão ter de proteger a Terra contra a invasão dos "Chitauri" uma raça alienígena conhecida no Universo por vários nomes diferentes, sendo um dos quais..."Skrull".
Uma vez que a maior parte dos membros fundadores dos "Ultimates" é constituída por cientistas, a diferença entre a sua forma de agir e a dos novos membros é claramente notória. Black Widow e Hawkeye são muito mais impiedosos e letais, verdadeiras máquinas de matar. Quanto a Scarlet Witch e Quicksilver não me posso pronunciar pois nunca os vemos em acção, apesar de Quicksilver jurar a pés juntos que se colocarem as filmagens em câmara lenta vão poder apreciar o excelente trabalho por eles executado, e eu acredito nele.
Em relação a este mundo as primeiras diferenças que saltam à vista são as físicas, como por exemplo o facto de aqui Nick Fury ser idêntico ao Samuel L. Jackson e a Wasp ser de origem asiática. Mas a verdade é que as diferenças vão muito além destas, muitos dos personagens aqui representados são completamente diferentes das suas versões clássicas e ao longo da história essas diferenças vão sendo cada vez mais notórias.
Para concluir posso dizer que Mark Millar fez um grande trabalho a escrever estes "Ultimates", as histórias são boas e dotadas da dose certa de humor (se bem que eu dispensava a parte em que o Capitão diz que a letra na sua testa não representa a França). A arte de Bryan Hitch e as cores de Andrew Currie e Paul Neary enquadram-se perfeitamente neste estilo de aventuras e não há nada que um apreciador de BD goste mais do que ver um bom argumento ganhar vida nos desenhos e cores certas.

quarta-feira, junho 11, 2008

Hip Hop Pessoa

A fim de celebrar os 120 anos de nascimento de Fernando Pessoa, dia 13 de Junho a partir das 18:00 no Terreiro do Paço em Lisboa poderão assistir ao evento "Hip Hop Pessoa", que tem sido definido como um encontro entre os poemas de Pessoa e algumas das vozes do movimento Hip Hop nacional.
Nesta festa vão estar presentes, Maze e Fuse dos Dealema, Melo D., Sagas, entre outros.
Daqui pode-se esperar, muita poesia, muito Hip Hop e algum Graffiti também.
Para mais informações cliquem aqui ou aqui.
Para aguçar o apetite deixo aqui um poema de Fernando Pessoa e uma música do Sam The Kid com a participação de NBC e Pacman (Da Weasel).


Tudo que faço ou medito

Fica sempre na metade,

Querendo, quero o infinito.

Fazendo, nada é verdade.


Que nojo de mim me fica

Ao olhar para o que faço!

Minha alma é lúcida e rica,

E eu sou um mar de sargaço-


Um mar onde bóiam lentos

Fragmentos de um mar de além...

Vontades ou pensamentos?

Não o sei e sei-o bem.

Fernando Pessoa

Tempo - Sam the kid

quinta-feira, junho 05, 2008

Moonspell - Novo Álbum


O novo álbum dos Moonspell já se encontra disponível desde 19 de Maio e tem o nome de "Night Eternal" no que aparenta ser um disco dedicado à Mulher.
Ainda só tive oportunidade de ouvir o single "Scorpion Flower" com a participação de Anneke Van Giesbergen a ex-vocalista dos The Gathering e actual dos Agua de Annique. O álbum conta também com Niclas Etelavouri e o coro The Crystal Mountain Singers constituído por Cármen Simões dos Ava Inferi, Sofia Vieira dos Cinemuerte e Patrícia Andrade dos The Vanity Chair.
Para mais informações ler aqui.
Ainda não tive oportunidade de ouvir o álbum, apenas o single do qual posso adiantar que gosto. Como apreciador da música dos Moonspell estou bastante curioso em ver qual o passo que seguíram após o grande "Memorial". Posso dizer que para mim "Memorial" foi dos melhores trabalhos feitos pelos Moonspell.

segunda-feira, junho 02, 2008

Desafio


"Sentir Tudo de Todas as Maneiras" - Álvaro de Campos

Desta vez fui desafiado pela Maria del Sol a escolher uma frase sobre mim e uma imagem que vá reforçar o seu sentido (a frase deve ser o mais curta possível, o ideal são seis palavras, mas pode ter mais).
Este desafio tem-se espalhado muito pela blogosfera e tenho gostado de descobrir as diferentes e interessantes escolhas que cada blog que consulto escolheu, nomeadamente a da própria Maria que é uma frase lindíssima de um dos meus poetas favoritos e curiosamente o autor da frase que escolhi.
Esta é uma daquelas frases que sempre que penso na minha vida me lembro dela, já me tem acompanhado durante muitos anos, desde que entrei em contacto com a poesia deste senhor.
A imagem é também de um artista que prezo muito, Dave Mckean.

Aos que ainda não o fizeram considerem-se todos desafiados.

domingo, junho 01, 2008

Kings of Convenience ao vivo


Já sabia que os Kings of Convenience vinham até cá, mas apenas ao Porto. Agora descubro que passam por cá no "Cool Jazz Fest" a 24 de Julho, na Cidadela de Cascais e vejo uma luz ao fundo do túnel.
Curioso que vêm tocar no dia de estreia de "The Dark Knight", mas para quem esperou tanto tempo mais um dia ou dois não fará diferença, afinal de contas são os Kings of Convenience e eles são fantásticos.
Podem ver aqui o resto do cartaz que está muito bom, com Caetano Veloso, Mayra Andrade, entre outros.

sábado, maio 31, 2008

Burn After Reading - Trailer


Mais um trailer para maiores de 17 anos (?), desta vez do novo filme dos Irmãos Coen, "Burn After Reading".
Após o excelente "No Country For Old Men" Os Coen parecem regressar novamente em grande forma.
Se o trailer cumprir temos aqui uma grande paródia.

quinta-feira, maio 29, 2008

Sondagem: Avengers

A sondagem que se encontra do lado direito do blog, sobre "Qual destes heróis gostarias de ver no filme "The Avengers"?" Já terminou à alguns dias.
Ao todo tive 35 participações e agradeço a todos os que votaram. Como os personagens eram muitos os votos acabaram por se espalhar, como era esperado. De qualquer das maneiras há um claro vencedor a maioria, 9 pessoas (25%) querem que o Iron Man entre em "The Avengers".
Tenho ideia que esta vitória não tem nada de surpreendente, uma vez que o filme de "Iron Man" tem tido bastante sucesso e tornado o personagem mais conhecido. Eu por acaso votei também neste personagem, porque é um dos membros fundadores da equipa e porque dos "Avengers" sempre foi dos meus favoritos.

De resto destacam-se os 3 votos (8%) para o Captain America e para a Ms. Marvel. O Capitão pode não ter sido um dos membros fundadores, mas é quase como se tivesse sido, afinal de contas sempre foi a imagem dos "Avengers".
Quanto à Ms. Marvel ela é actualmente a lider dos "Mighty Avengers".


































Com 2 pontos (5%) ficaram o Thor, Ant-Man, Hulk e Luke Cage. Novamente os três primeiros são membros fundadores da equipa e faz todo o sentido que estejam num primeiro filme dos "Avengers", aliás não se pode ter um filme dos "Avengers" sem o Ant-Man (na imagem está com o fato de Yellowjacket, não encontrei uma boa imagem dele com o fato de Ant-Man).
Nunca li muito sobre o Luke Cage, apenas o tenho seguido mais de perto actualmente em "The New Avengers" onde ele faz parte do grupo dos "Avengers" que não respeita a lei de registro sobre-humano.




























De resto, Spider-Woman, Quasar, Black Widow, Scarlet Witch, Vision e Hawkeye tiveram todos 1 ponto (2%) e cinco pessoas (14%) preferiam ter um personagem que não estava na lista.

Mais uma vez obrigado pela participação, em breve colocarei uma nova sondagem, mas sobre algo diferente.

quarta-feira, maio 28, 2008

Desafio: Citação

Porque há frases fantásticas e porque as gosto de ler, aceitei o desafio que o dcc me propôs, onde é suposto eu escolher uma citação.

"The One Who Does Not Remember History Is Bound To Live Through It Again"

de George Santayana


Era para escolher esta, mas como já a usei no blog decidi-me por outra (e assim como quem não quer nada espetei duas citações neste post, porque sim, sou um batoteiro).
A todos os que passam por cá sintam-se desafiados ao ler isto, porque há frases que devem ser partilhadas.

Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull

Indiana Jones tornou-se sinónimo de cinema de aventura. Todos sabem o seu nome e foram muitos que tal como eu cresceram ao som da famosa música de John Williams.
Quanto a mim os três filmes de Indiana Jones, constituíam uma das melhores trilogias de sempre do Cinema (já não constituem porque deixaram de ser uma trilogia) e por isso o seu regresso era aguardado com muito entusiasmo.
O problema é que quando passamos anos e anos a ver e rever filmes que adoramos estes acabam por ter um lugar demasiado especial no nosso coração e por isso para alguns as expectativas em relação a este filme eram demasiado elevadas e muito difíceis de cumprir.
Pessoalmente nunca estive à espera que "Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull" fosse superar o que se tinha feito (tão bem) nos anos 80, fui de mente aberta e agradecido por ter a oportunidade de rever um velho amigo uma vez mais e por isso valeu a pena. Por exemplo a cena inicial em que vemos através da sua sombra Indy a pegar e colocar o chapéu na cabeça foi mágica até dá vontade de chorar.Nesta nova aventura o Doutor Henry Jones Jr. (Harrison Ford) terá de enfrentar Irina Spalko (Cate Blanchett) e o seu temível exército soviético pela posse da famosa Caveira de Cristal de Akator. Mas Indy não está sozinho, contando com a ajuda de Mutt Williams (Shia LaBeouf), da regressada Marion Ravenwood (Karen Allen) uma das suas antigas paixões e do seu velho amigo Oxley (John Hurt) que por vezes complicava mais do que ajudava.
A decisão de misturar as aventuras de Indiana Jones com alienígenas pode ter sido um risco, mas foi feito da maneira mais correcta possível jogando com as teorias que defendem que os extraterrestres tiveram influência no desenvolvimento de algumas civilizações antigas (e aqui tive de me recordar do "Stargate" e da teoria de que as pirâmides do antigo Egipto foram construídas por extraterrestres).
Além disto tudo as próprias caveiras de cristal existem de facto, agora se são verdadeiras ou não, isso é outra conversa.
Por isso todos os típicos detalhes históricos são falados no filme e o espírito das aventuras do nosso arqueólogo favorito continua lá.
Antes de mais há que fazer uma grande vénia a Harrison Ford que nos brindou com tantos personagens memoráveis e que quase esteve para não ser Indiana Jones (o Horror). Harrison Ford na casa dos sessenta anos não só regressa em grande forma, como soube envelhecer na perfeição o personagem. Sim porque Indy continua a ser ele próprio, mas as pessoas envelhecem e mudam e Ford soube alterar esses pormenores na perfeição trazendo novamente o mesmo Indiana Jones mas mais sábio, mais calmo e até mais paternal.
Shia LaBeouf, saído de um grupo de fãs de Elvis, encarna muito bem o jovem rebelde que quem sabe um dia seguirá ou não as pisadas de Indiana Jones. É sempre um prazer ver Cate Blanchett a representar e neste filme traz-nos um excelente vilão característico do estilo. Também gostei muito de rever Marion, apesar de muito provavelmente o meu filme favorito ser "O Templo Perdido" se tivesse de escolher uma mulher para regressar nesta quarta aventura seria sem dúvida Marion.Pessoalmente não fui particular fã de algum CGI utilizado em exagero nomeadamente em algumas cenas da selva, eu gostava daquele aspecto mais clássico dos filmes anteriores, gostava que o tivessem mantido, mas os tempos são outros.
Em relação ao que se tem falado no que toca ao exagero de algumas cenas, elas de facto existem, o que é perfeitamente normal pois os filmes de Indiana Jones nunca primaram pela autenticidade e há cenas que por mais irreais que sejam são Indiana Jones no seu melhor e para comprovar isso não há nada como rever a trilogia original (que é o que eu tenho vontade de fazer agora mesmo).
Resumindo, este é para mim o pior filme da saga, considero sem dúvida os outros três melhores, mas não é por isso que deixa de ser um bom filme, que diverte como só Indiana sabe e se me questionar sobre quando foi a última vez que me diverti tanto a ver um filme de aventuras sei que não vou saber responder, ou seja, Spielberg e companhia independentemente de já terem feito melhor, continuam a saber o que fazem.
Podia dizer várias coisas para aconselhar ou não a ir ver este filme, mas a verdade é que seja excelente ou péssimo para quem é fã deste arqueólogo todas as opiniões vão ser indiferentes pois vão ter de ir ver este filme de qualquer das maneiras. Por isso a única coisa que posso dizer é juntem um grupo de amigos que vibra com as aventuras de Indiana Jones e divirtam-se pois foi exactamente o que eu fiz.

segunda-feira, maio 26, 2008

Alternative Prison Reeditado

Não podia deixar passar esta notícia sobre o álbum que deu nome a este blog, falo obviamente de "Alternative Prison" dos Primitive Reason e como dá para perceber é um álbum muito acarinhado por mim.
Passado 12 anos "Alternative Prison" volta às lojas em formato digipac e para comemorar esta reedição os Primitve Reason planearam uma tour pela Península Ibérica. O primeiro concerto foi já em 9 de Maio na fábrica do Braço de Prata. Para saberem as restantes datas cliquem aqui.
Gosto muito do trabalho dos Primitive Reason, mas sou obrigado a destacar este álbum em particular, porque é na minha opinião "o" álbum desta banda. É um álbum muito heterogéneo que mistura vários estilos musicais, uma explosão de sons, mas sobre ele já falei aqui no primeiro post que fiz para este blog.
Passados 15 anos apenas Guillermo de Llera se mantém da formação original. Podem ler uma entrevista com ele aqui sobre a reedição do álbum.
Para terminar deixo-vos uma excelente música do álbum.
Hipócrita - Primitive Reason

domingo, maio 25, 2008

The Happening - trailer



Estou muito entusiasmado com este filme, posso estar enganado mas sinto que vem aí um filmão. Sempre o senti desde que vi o teaser, mas depois de ver este trailer para maiores de 17 anos fiquei a delirar.

sexta-feira, maio 23, 2008

Pura Anarquia

Este é o primeiro livro que leio de Woody Allen. Se há uns tempos para cá me tenho esforçado por conhecer cada vez mais a sua filmografia porque não dar uma espreitadela aos seus textos?
“Pura Anarquia” consiste em um conjunto de dezoito contos, dez dos quais publicados no “The New Yorker” e oito inéditos. São contos sobre o dia-a-dia de diferentes pessoas, todos eles carregados do humor e inteligência característicos de Allen.
A fim de transmitir uma pequena ideia do que pode ser encontrado neste livro, deixo-vos uma pequena impressão sobre algumas das minhas estórias predilectas.
Em “O Resgate do Tandoori” podemos seguir de perto a carreira de um actor que luta desesperadamente por conseguir “o” papel da sua vida, mas que apenas consegue ser contratado para trabalhar num filme como uma espécie de duplo do protagonista devido às semelhanças físicas entre os dois. O seu trabalho consiste em ficar de pé durante horas a fio sobre uma marca, a fim de os cameramens poderem testar os projectores e as sombras. No entanto, a sua verdadeira aventura começa quando é raptado, por engano, ao ser confundido com o actor principal.
Não sendo das preferidas, não posso deixar de falar de “Sam, fizeste as calças demasiado bem-cheirosas” uma sátira às novas tecnologias aplicadas aos tecidos. Aqui podemos conhecer alguns dos mais extravagantes fatos da História. Fatos que transmitem corrente eléctrica possibilitando assim o carregamento de por exemplo telemóveis; fatos com mil e um odores diferentes; fatos com líquidos armazenados e com uma palhinha no colarinho para os podermos beber e até fatos que aprisionam odores não desejados, como o fumo do tabaco ou quem sabe o perfume de uma amante.
No ramo da nanotecnolgia tem-se trabalhado em coisas formidáveis nomeadamente em roupas cujos poros fecham assim que expostas a material perigoso. Quem sabe se num futuro próximo esta tecnologia não venha a ser aplicada em coisas similares aos de este conto, não me surpreenderia nada (com o da corrente eléctrica é que é preciso ter muito cuidado principalmente quando chove).
Em “Querida Ama” temos uma divertidíssima tentativa de assassinato de uma ama por parte dos seus patrões após descobrirem que ela se encontra a escrever um livro sobre eles. A conclusão desta estória é simplesmente hilariante e Allen nunca se esquece de pormenorizar as situações que aborda, pormenores esses, onde se encontram alguns dos melhores momentos das suas estórias.
Adorei “A física do físico” onde as várias leis da física são aplicadas à vida do quotidiano. Temos aqui momentos que são verdadeiras pérolas de humor onde a física quântica e a teoria das cordas são misturadas com algumas das situações mais banais do dia-a-dia.
Mais perto do fim temos um livro de dietas escrito por, nada mais nada menos, do que Friedrich Nietzsche em “Assim comia Zaratustra” e um julgamento fabuloso em que a testemunha principal é o rato Mickey e onde há tempo para falar do alcoolismo de Pateta e dos vários casos amorosos de Donald, simplesmente fantástico. O livro termina com “A Lei de Pinchuck” onde vemos retratada uma das mais divertidas investigações policiais que já tive o prazer de ler, onde cada membro novo da polícia que vai aparecendo é melhor que o anterior.
A todos os que quiserem passar momentos de boas gargalhadas, experimentem.

terça-feira, maio 20, 2008

Apuesta por el Rock and Roll


Porque neste Sábado recordei tempos mais antigos, esta é dedicada a ti Carla ;)

segunda-feira, maio 19, 2008

The Dark Knight - Novo Poster

Photobucket
E eles não param de aparecer.
Este é dedicado ao Joker, tinha mesmo de o por aqui.

domingo, maio 18, 2008

Influências/Semelhanças #10

Finalmente completei o segmento final sobre os speedsters, neste caso aqueles correspondentes à "Idade Moderna". Não sei se me afastei um pouco da ideia original desta rubrica, mas de qualquer das maneiras tinha de terminar o que comecei, ou seja, uma breve descrição de alguns dos speedsters mais relevantes nos comics, baseado obviamente na minha opinião e conhecimento. Antes de continuar, para melhor percepção dos textos é aconselhada a leitura dos segmentos anteriores:

- Speedsters da "Idade de Ouro" (1930s-1950s)

- Speedsters da "Idade de Prata" (1950s-1970s)


Jesse Quick


Jesse Chambers foi criada por Len Strazewski e Mike Parobeck e surgiu pela primeira vez nos comics em 1992.
Jesse é filha de Johnny Chambers, o famoso super herói Johnny Quick (ver speedsters da "Idade de Ouro"). Johnny decidiu ensinar à sua filha a fórmula que lhe concedeu a sua super velocidade a fim de ter alguém que continuasse o seu legado no combate ao crime. E quem melhor para continuar o seu trabalho do que a própria filha?
Wally chegou a pedir a Jesse para ela o substítuir como Flash, caso alguma coisa lhe acontecesse, mas provou-se mais tarde que tudo não passava de um truque para levar Bart Allen a levar o seu papel no legado dos "Flash" mais a sério, mas dele falarei mais tarde. Quando Jesse descobriu isto ficou muito magoada, mas eventualmente os dois continuaram amigos.
Jesse possui os mesmos poderes que o seu pai, quando visualiza a fórmula "3x2(9YZ)4A" consegue voar e mover-se a grandes velocidades. Aparentemente quando está em grande stress, possui um certo nível de super força que herdou da sua mãe a Liberty Belle, mas o porquê de isto acontecer não é explicado.
Jesse começou por usar o nome de "Jesse Quick" e mais tarde adoptou o de sua mãe, "Liberty Belle".


Meanstreak


Foi criado por John Francis Moore e Ron Lim, para integrar o grupo de heróis "X-Men" do ano 2099. A saga da Marvel sobre o ano 2099 começou em 1993 e soube-se mais tarde que não seguia a continuidade da Marvel, ao invés de ser o mesmo Universo no futuro, tratava-se de facto de um Universo paralelo.
Henri Huang é há semelhança de Quicksilver (ver speedsters da "Idade de Prata") um mutante com o poder da super velocidade. Foi escolhido por Xi'an para integrar o grupo de mutantes "X-Men". Além da sua super velocidade é um grande génio no que toca a tecnologia.
É capaz também de se curar mais depressa devido aos seus poderes de velocidade.
Não se sabe se Meanstreak morreu ou não no final da saga 2099, pois a sua última aparição foi a cair de um penhasco e como a série foi cancelada nunca se soube o destino desta personagem.
Do Universo 2099 apenas um personagem continuou a ser utilizado, o Spider Man 2099 que é membro activo da equipa "Exiles" uma equipa constituída por membros de vários Universos Alternativos, talvez há semelhança de Spider-Man, Meanstreack ainda volte a aparecer nos comics.


Impulse /Kid Flash II /The Flash IV


Bartholomew Allen (mais conhecido por simplesmente Bart Allen) já foi conhecido por muitos nomes, surgiu pela primeira vez no número 91 de "Flash vol. 2" em 1994 e ostentava o nome de código "Impulse". Em 2003 adoptou o título de Kid Flash, e em 2006 substituiu Wally West após o seu desaparecimento durante a "infinite Crisis", usando pela primeira vez o nome de "Flash". Foi criado por Mark Waid e Mike Wieringo.
Se repararem no apelido de Bart vão aperceber-se que é o mesmo do segundo Flash, Barry Allen, pois Bart é nada mais nada menos do que o seu neto, ou seja, o sangue do "Flash" já lhe corria nas veias desde o início. É filho de Don um dos Tornado Twins que mencionei brevemente ao falar de Barry na secção de Speedsters da "Idade de Prata", para quem não leu os Tornado Twins são os filhos que Barry teve no século XXX. Curiosamente pelo lado da mãe é descendente do arqui-inimigo do seu avô, o Professor Zoom.
Bart nasceu com um metabolismo super acelerado, então com apenas dois anos aparentava ter 12. De forma a que ele não sofresse problemas mentais foi criado durante algum tempo numa máquina de realidade virtual. Uma vez que este método não estava a resultar a sua avó Iris West decidiu levá-lo para o presente onde Wally West (terceiro flash) conseguiu finalmente "curá-lo" desta condição. Permanecendo no presente iniciou um treino com Max Mercury (ver Speedsters da "Idade de Ouro").
Após se aliar ao grupo "Teen Titans" Bart foi baleado no joelho por Deathstroke (quando possuído por Jericho) durante o período em que esteve parado alterou o seu nome para "Kid Flash" (à esquerda temos uma imagem dele com o Fato de "Impulse" e de "Kid Flash").
Agora vem a parte complicada, durante a saga "Infinite Crisis", Wally, Jay e Bart tentam impedir o Superboy Prime usando as suas velocidades para o enviar para a dimensão da Speed Force, durante este processo Jay fica para trás pois dos três é o menos rápido e Wally transforma-se em energia e desaparece. Quando tudo parece perdido para Bart, Max Mercury, Johnny Quick e Barry Allen aparecem para o ajudar (todos tinham sido absorvidos pela Speed Force no passado). Durante este feito Bart desaparece para uma realidade alternativa onde passa quatro anos até conseguir regressar ao tempo em que decorria a batalha contra o Superboy Prime, ou seja, para os seus amigos apenas segundos passaram entre o seu desaparecimento e o seu regresso, mas quando Bart regressou veio quatro anos mais velho e a usar o fato do Flash.
Bart é um jovem muito dotado, além das habilidades comuns de um speedster (correr sobre a água, criar tufões, etc), é capaz de criar uma espécie de "réplicas" que consegue enviar através do tempo, mas é uma manobra muito perigosa uma vez que a morte de uma dessas "réplicas" o colocou em coma. Tem também a habilidade de memorizar tudo o que leu, ouviu ou viu.
Após a "infinite Crisis" a Speed Force ficou contida nos eu corpo tornando-o mais poderoso, mas dando-lhe uma maior dificuldade em controlar os seus poderes.
Bart é um dos speedsters mais poderosos e o tempo indicava que possívelmente se iria tornar no mais poderoso de sempre, mas poder não é tudo e Bart não foi capaz de preencher o vazio deixado por Wally, da mesma forma que este o fez com Barry talvez por isso tenham decidido em matá-lo, trazendo de volta Wally West.
Sobre a sua morte, muito rapidamente ocorreu às mãos de vários vilões, mas o principal culpado terá sido, Inertia que por acaso também é em parte seu clone. Inertia tenta utilizar uma máquina para roubar a velocidade a Bart, este sem poderes e contra vários vilões, nunca teve hipótese de sobreviver.
A sua morte no entanto aconteceu na mesma altura do regresso de Wally e aparentemente não foi a máquina que roubou a Speed Force a Bart, mas Wally uma vez que ao regressar absorveu-a acidentalmente.


Black Flash


O Black Flash foi criado por Mark Millar, Pop Mhan e Christ Ivy e foi publicado pela primeira vez em 1998.
Este personagem da DC Comics consiste na personificação da Morte para todos os que possuem super velocidade, portanto os speedsters. A sua existência ainda não foi totalmente explicada, há quem sugira que ele existe porque os speedsters são demasiado rápidos para a Morte tradicional os conseguir apanhar ou que simplesmente é um efeito relacionado com a speed force, pois quando o Black Flash vem capturar estes personagens é para os levar até essa dimensão. Quanto a mim a primeira explicação faz pouco ou nenhum sentido, a Morte não tem de correr para apanhar quem está na sua lista.
O ditado sobre este personagem é que "Ninguém é mais rápido que o Black Flash", eventualmente ele irá capturar-te. Nos comics já apareceu a vários speedsters, no entanto Wally West conseguiu vencê-lo ao correr até o fim dos tempos até um ponto onde a morte não fizesse mais sentido fazendo com que o Black Flash acabasse por desaparecer (as condições em que Wally se conseguiu safar são incertas pois ainda não li a estória em questão, apenas me baseei na informação disponível no site da Wikipédia).


Zoom


Criado por Geoff Johns e Scott Kolins, Hunter Zolomon é o terceiro homem a usar o título de "Reverse Flash". Surgiu pela primeira vez nos comics em 2001, mas só apenas em 2003 como Zoom.
O seu pai era um assassino em série que quando foi denunciado à polícia pela sua própria mulher, matou-a também. Desde esse acontecimento que Zolomon ficou obcecado em parar criminosos como o seu pai, tendo mais tarde alistado-se no F.B.I.
Após ter sido expulso do F.B.I. devido a um caso que resultou na morte do pai da sua mulher e colega Ashley, foi trabalhar divorciado para Keystone City como Profiler. Aqui ele começou a trabalhar em casos com Wally West e juntos desenvolveram uma amizade.
Certo dia durante um ataque do Gorila Grodd, ficou paralisado da cintura para baixo e pediu a Wally para usar uma máquina de viajar no tempo que se encontrava no "Museu Flash" a fim de o ajudar. Wally recusou pois as consequências em alterar a continuidade do tempo podem ser dramáticas. No entanto a explicação de Wally não foi suficiente para o fazer mudar de ideias e assim Zolomon invadiu o museu e tentou usar a máquina, resultando numa explosão que destruiu o museu e alterou a sua ligação ao tempo para sempre, isto é, Zolomon é capaz de manipular o tempo, diminuindo-o em relação à sua pessoa e dando assim a ilusão que se move a grandes velocidades quando na verdade é o resto do mundo que se está a mover muito devagar.
No fundo Zolomon não é verdadeiramente um speedster e por isso não tem acesso à Speed Force, uma vez que os seus poderes são fruto da manipulação do tempo, no entanto achei que o"Reverse Flash" de Wally tinha de ser mencionado, e porque é sem dúvida uma característica muito engraçada do personagem.
Como ele manipula o tempo à sua volta, Zoom não sofre de problemas provocados pela supervelocidade, como problemas de fricção (claro que quem usa a speed force consegue vencer esses problemas também). No entanto há desvantagens, uma vez que ele não se está a mover a grandes velocidades não cosnegue vibrar através de matéria sólida.
Zoom acha que Wally não o ajudou no passado porque ao contrário do seu tio Barry nunca experenciou tragédia na sua vida (Barry tinha perdido a mulher), então torna-se obcecado em trazer essa tragédia a Wally com o objectivo de o tornar num herói melhor. Zoom é sem dúvida um dos mais temíveis vilões do Flash.


Nota: Algumas informações como por exemplo as datas foram retirados do site da wikipédia.

quinta-feira, maio 15, 2008

Rua de Baixo V.2


A "Rua de Baixo" começa a dar os seus primeiros sinais de vida, se forem até ao site da "Rua" já podem ter acesso a um pequeno trailer e um podcast. Eu confesso que ainda não ouvi o podcast porque não tenho o itunes instalado.
O regresso está próximo e isso para mim são óptimas notícias.
Cliquem na imagem ou no nome para aceder à página.

terça-feira, maio 13, 2008

The Clone Wars - Novo Trailer

Desde que vi o primeiro filme que saiu da "Guerra das Estrelas", actualmente conhecido como "Episode IV: A New Hope", que tenho uma enorme vontade de ver a "Clone Wars".
Tudo começa quando Ben Kenobi conta a Luke Skywalker que ele e o seu pai lutaram juntos nesta temível guerra. Foi o suficiente, apenas meia dúzia de palavras proferidas pelo senhor Kenobi, para tantos como eu terem sonhado com a "Clone Wars".
Ora nos filmes Lucas salta esta parte, se no "Episódio II" nos mostra como esta guerra tem início, no "Episódio III" mostra-nos como termina. Mas ainda há tanta coisa para contar, como por exemplo a passagem de Anakin de Padwan para Jedi. Para isto existiram uns desenhos animados com episódios na ordem dos 3 minutos que vierama crescentar mais informação sobre esta batalha épica. depois há ainda as BDs.
Agora em Agosto de 2008 a "Clone Wars" regressa e pela primeira vez ao grande ecrã.
O filme será animado e finalmente vai-nos mostrar Obi-Wan Kenobi e Anakin Skywalker a lutar lado a lado, como irmãos. Acho que apenas pelo "Episódio III" quase que não dá para ter a noção de como estes dois eram chegados e por isso o final entre eles ser um tão trágico.
Cliquem na imagem para ver o novo trailere espero que isto estreie por cá.

segunda-feira, maio 12, 2008

Um dia no IV Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja

Como planeado eu e a Cube, lá partimos para Beja neste Sábado, a ideia original era passar o fim de semana, mas por outros motivos só foi mesmo possível estar lá um dia.
Coloquei no rádio do carro a "Heroes" tocada pelos Blind Zero e lá iniciámos a nossa viagem.
A visita acabou por se centrar na Casa da Cultura que era o grande núcleo do festival, onde estavam a decorrer as exposições de Dave Mckean (imagem de baixo), Filipe Andrade e Filipe Pina, Frantz Duchazeau, Gipi, João Lemos, Martin Tom Dieck, Nuno Saraiva , Pedro leitão, uma exposição sobre 10 anos de BD Galega e outra sobre Jovens autores Americanos.





Assistimos ao lançamento do fanzine "venham + 5" que acabei por comprar, ao lançamento do BD Jornal nº22, de uma nova revista de humor a "Moda Foca" e à apresentação do livro "BRK" (imagem da esquerda) da autoria de Filipe Andrade e Filipe Pina que deverá estar disponível em Outubro, por enquanto a estória "BRK" pode ser encontrada nos "BDs Jornais" onde tem vindo a ser publicada. E por fim o lançamento do livro "A Carga" de Susa Monteiro.
Sobre algumas das apresentações, acho que podiam ter tentado cativar mais o público, talvez mostrando mais sobre alguns dos trabalhos em questão, mostrando algumas pranchas por exemplo, mas são apenas ideias para tentar dinamizar a relação entre os apresentadores e o público.
Se a Banda Desenhada já não é por sim um evento de grandes massas, então um festival situado numa cidade do interior, não iria estar recheada de pessoas e isso como tudo tem as suas desvantagens e vantagens. As vantagens passam por tornar o festival mais acolhedor e por porporcionar encontros que de outra forma seríam impossíveis, com isto quero dizer que enquanto estávamos na fila para falar com Dave Mckean encontrámos por acaso os companheiros bloguistas DC e Bongop, que eu apenas conhecia através dos seus blogs. Depois através deles conheci também
Quando chegou a vez de entregar o "Asilo Arkham" não resisti e pedi-lhe um "Joker", está lindo!!!!!


Ainda aproveitei para ir meter conversa com Filipe Andrade e Filipe Pina sobre o seu projecto "BRK" que confesso não conhecer, pensava que apenas tinha visto alguns desenhos no FIBDA, mas rapidamente percebi que afinal conheci esta saga através do fórum da Central Comics.
Gentilmente o Filipe Andrade fez-me este belo desenho da série "BRK":



A Cube motivada por esta energia bedéfila e pela conversa que teve com a mulher do Sr. Mckean, foi comprar o "Wolves in The Walls" e ficou com este belo desenho:


Para terminar deixo-vos um pequeno vídeo onde podem ver Dave Mckean a desenhar-me o "Morpheus".



A quem puder aconselho a passagem por lá.

quinta-feira, maio 08, 2008

Novos filmes da Marvel anunciados para 2010 e 2011

Esta foi a notícia que me chegou através da newsletter da Marvel.
Depois do grande sucesso que foi o fim de semana da estreia de Iron Man, já se confirmou que em 2010 irá estrear "Iron Man 2".
Dois meses depois da estreia de "Iron Man 2" chega-nos "Thor" que será realizado por Matthew Vaughn ("Stardust" e "Layer Cake"). Sobre o deus do trovão em si, ainda não foram confirmados nomes mas tudo aponta para Kevin McKidd ("Rome").
Depois saltamos para o Verão de 2011, altura prevista para estrear "Captain America" e passado dois meses a estreia daquele revelado no final dos créditos de "Iron Man": "The Avengers".
Esta notícia pode ser lida aqui.
E vocês se pudessem escolher os super heróis que vão entrar no filme dos "Avengers", quem escolheriam? Para responderem usem a caixa de comentários ou simplesmente votem na sondagem do lado direito. Claro que não coloquei todos os membros na sondagem como podem ver aqui eles já tiveram mesmo muitos membros.

quarta-feira, maio 07, 2008

Iron Man


A época dos Blockbusters estreou-se com "Iron Man" e que estreia formidável!
Como disse foi o primeiro filme a abrir esta época e apesar de ainda faltar muito tempo até terminar, arrisco-me a dizer que é um dos grandes vencedores.
Ao comparar os mais recentes filmes baseados em personagens das duas editoras mais conhecidas de banda desenhada Americana, a DC Comics e a Marvel, posso afirmar que os filmes da DC têm demonstrado um maior cuidado, tentando sempre ter um mínimo de qualidade e talvez por isso vários projectos tenham vindo a ser adiados e cancelados. Por outro lado os filmes baseados em super heróis da Marvel explodiram e explodiram no mau sentido. Se por um lado a saga "X-Men" e "Spider-Man" resultou (apesar de mais uma vez salientar que os filmes do Aranha não me convenceram muito mas reconheço-lhes mérito) o mesmo não se pode dizer de vários outros projectos como o "Daredevil", o "Punisher" ou o "Ghost Rider". Ultimamente e apenas no caso de personagens Marvel, este género de filmes aparentava estar meio perdido e isso notou-se também no terceiro capítulo dos "X-Men" e do "Spider-Man". Antes de terminar tenho de salientar o "Hulk" de Ang Lee que não sendo perfeito foi uma abordagem bem interessante ao personagem.
Pois bem "Iron Man" traz de volta o nível de qualidade a que nos tínhamos habituado com "X-Men", sendo uma das melhores adaptações da Marvel ao cinema e com ele vem toda uma esperança de que as coisas vão mudar.
Iron Man foi criado por Stan Lee, Larry Lieber, Don Heck e Jack Kirby e surgiu pela primeira vez no comic "Tales of Suspense #39" em 1963.
Anthony Edward Stark é uma das grandes mentes do Universo Marvel, juntamente com Reed Richards (Mr. Fantastic), Victor Von Doom (Dr. Doom), Hank Pym (Yellowjacket ou Antman) e Bruce Banner (Hulk).
No filme Tony Stark é um dos maiores produtores de armas da América e no dia em que se encontra a fazer uma demonstração no Afeganistão sobre o seu mais recente trabalho, o "Jericho", é raptado por vários grupos terroristas, que o querem obrigar a criar esta nova arma a fim de ser usada por eles.
Em cativeiro Stark conhece Ho Yinsen, personagem quanto a mim muito importante no nascimento de "Iron Man". Encorajado por Yinsen, Stark decide dar tudo por tudo e em vez de criar o "Jericho" para os seus inimigos começa a trabalhar numa armadura que será a sua passagem para fora dali. Durante esta pequena experiência descobre que as suas armas têm sido vendidas a estes grupos terroristas.
Há semelhança do que têm feito nestes filmes, as estórias originais são ligeiramente (nuns casos mais que outros) alteradas para se tornarem mais actuais e sendo assim o Afeganistão substituiu o Vietname, o país onde Stark é raptado na BD (na altura decorria a Guerra com o Vietname).
Quando Stark regressa, decide terminar com a produção de armas por parte das "Indústrias Stark" e começa a trabalhar numa versão melhorada da sua armadura.
Os efeitos especiais estão sublimes, mais uma vez a "Industrial Light & Magic" está de parabéns, é verdadeiramente fantástico ver a armadura de Iron Man em todo o seu esplendor e glória no grande ecrã.
A estória está muito bem equilibrada, temos bons momentos de humor, alguma profundidade e as cenas de acção são extremamente divertidas.
Por fim o grande trunfo deste filme é mesmo Robert Downey Jr., este senhor é um actor genial e é a escolha ideal para representar Tony Stark. O resto do elenco é também ele muito bom, com Gwyneth Paltrow na pele de Virginia 'Pepper' Potts assistente e interesse amoroso (porque tem sempre de haver um) de Stark, Terrence Howard na pele do seu fiel amigo, Jim Rhodes e por fim o grande Jeff Bridges como Obadiah Stane. Como disse o resto do elenco é bom principalmente no que toca a Bridges, mas todo o filme é ofuscado pelo brilho de "Iron Man" e esse brilho vem do trabalho de Robert Downey Jr.
Como já deu para perceber fiquei bem surpreendido pelo trabalho de Jon Favreau que como realizador desconheço e confesso nunca me tinha atraído, por mim ele pode ser o realizador da sequela, que já está confirmada para 2010.
Enquanto via o filme estava na dúvida se havia alguma intenção de tornar o vilão uma surpresa para quem não está familiarizado com a BD, mas como no trailer o desvendam penso que se havia então estragaram-no.
Uma curiosidade até pela cena em que Jim Rhodes diz que quer uma armadura como a do "Iron Man": no futuro (possivelmente já na sequela) Jim Rhodes será...(quem quiser saber clique aqui).
Em jeito de conclusão, "Iron Man" é de facto um dos melhores filmes do seu género e é divertimento assegurado, mesmo para aqueles que não estão familiarizados com o personagem, dêem-lhe uma oportunidade que vão ver que não se arrependem.

terça-feira, maio 06, 2008

IV Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja

Para quem tiver o interesse e a possibilidade, o "IV Festival Internacional de Banda desenhada de Beja" arranca já no dia 10 e termina no dia 25 de Maio.
Para consultarem a programação cliquem na imagem.
De momento saliento dois acontecimentos, o primeiro a presença no dia 10 de Dave Mckean provavelmente o meu artista favorito de BD, responsável pela arte de inúmeros livros entre os quais "Signal to Noise", "Mr. Punch", "Violent Cases", "Black Orchid", "Arkham Asylum", "Cages" (onde escreveu a estória também), bem como todas as capas da série "Sandman", entre outros.
Outro acontecimento é a apresentação de mais uma nova BD portuguesa, "Murmúrios das Profundezas" de Diogo Campos, Diogo Carvalho, Flávio Gonçalves, Luís Belerique, Phermad, Ricardo Reis, Rui Ramos e Vanessa Bettencourt. O livro consiste em uma série de contos inspirados pela obra "Lovecraft" e a apresentação estará a cargo de Rui Ramos.

segunda-feira, maio 05, 2008


"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente."

Fernando Pessoa

domingo, maio 04, 2008

The Dark Knight - Novo trailer

Finalmente o novo trailer (em boas condições) encontra-se disponível.
Cliquem na imagem para ver.
Novamente relembro que a campanha de publicidade deste filme tem sido um verdadeiro espectáculo.

sábado, maio 03, 2008

My Blueberry Nights


"My Blueberry Nights" é o mais recente regresso de Wong Kar Way e a sua primeira experiência cinematográfica Americana. Após ver o filme podemos concluir rapidamente duas coisas. A primeira é que o estilo de Kar Way se mantém fiél a si próprio, não importa em que país estamos as pessoas continuam a ser pessoas e um filme de Wong Kar Way será sempre um filme de Wong Kar Way. A segunda é que se "My Blueberry Nights" fosse filmado na China, o papel de Jude Law ia de certeza absoluta para Tony Leung Chiu Wai. Tony Leung e Kar Way que fazem uma das grandes duplas Actor/Realizador do cinema, há semelhança de Johnny Depp e Tim Burton ou Robert De Niro e Martin Scorscese.
Este filme marca também a primeira experiência na representação (pelo menos em cinema) de Norah Jones, que se portou à altura. O resto do curto elenco é todo ele magnífico, com Jude Law, David Strathairn, Rachel Weisz e Natalie Portman.
Elizabeth (Norah Jones) é uma jovem mulher que após um desgosto amoroso trava amizade com Jeremy (Jude Law) o dono de um café em Nova Iorque.
Apesar de todas as noites se encontrarem e partilharem belos momentos de conversa enquanto Elizabeth come um pedaço de tarte de mirtilo com gelado, algo ainda está por resolver na sua vida e por isso deixando apenas um recado a Jeremy decide partir numa jornada pelo país fora para resolver os seus dilemas sentimentais ou quem sabe descobrir-se a si própria. Durante a sua jornada, Elizabeth vai conhecendo uma série de personagens interessantes, entre eles o polícia alcóolico Arnie Copeland (David Strathairn) que conhece durante a sua estadia em Memphis. Arnie é um homem infeliz e em constante depressão fruto do afastamento da sua ex-mulher por quem ele é um eterno apaixonado. Mais tarde devido a um triste evento Elizabeth travará conhecimento com a sua ex-mulher, Sue Lynn (Rachel Weisz) num segmento onde teremos uma visão mais ampla da sua personagem e da de Arnie Copeland.
Mais tarde enquanto trabalha num casino, conhece Leslie (Natalie Portman) durante um jogo de Póker. Após Leslie perder todo o seu dinheiro, procura desesperadamente encontrar alguém que lhe "empreste" mais algum para continuar a jogar. Numa curta conversa com Elizabeth descobre que esta se encontra a juntar dinheiro para um carro e então decide pedir-lho garatindo que vai vencer o jogo devolvendo-lhe assim o dinheiro emprestado juntamente com uma percentagem dos ganhos. Mas se por acaso perder, Elizabeth fica com o seu Jaguar.
Após umas boas horas de jogo Leslie sai da sala e apenas diz a Elizabeth que o carro é dela, mas que vai precisar de uma boleia até Las Vegas.
Durante esta viagem Leslie tenta ensinar Elizabeth a não confiar em ninguém, enquanto lhe demonstra as suas grandes capacidades em ler as pessoas, característica essencial para se ser um bom jogador de Póker. E assim durante alguns dias as duas vão-se conhecendo um pouco melhor e tornando uma espécie de amigas.Ao longo das suas viagens Elizabeth vai sempre enviando postais a Jeremy que tenta com todas as forças encontrá-la através da informação que descobre neles.
Mas não é apenas Norah Jones a única cantora a aparecer neste filme, Cat Power também tem direito a uma pequena aparição como Katya, uma ex-namorada de Jeremy. No entanto se a aparição de Cat Power é curta como actriz o mesmo não se pode dizer na banda sonora. A sua canção "The Greatest" é "a" canção de "My Blueberry Nights".
Personagens cativantes, uma atmosfera enternecedora e carregada de cores como só Wong Kar Way sabe fazer, terminando com um dos mais belos beijos da história do cinema, fazem de "My Blueberry Nighst" um belo filme a não perder.

quinta-feira, maio 01, 2008

Novo Trailer de "The Incredible Hulk"

Photobucket
Como já tinha dado para perceber através do primeiro trailer, não será apenas na estória e nos actores que "The Incredible Hulk" e "Hulk" serão completamente diferentes, pois nos efeitos especiais também. Aqui o Hulk aparenta ser mais "plasticina" do que o digital de Ang Lee.
Desconhecia era que o próprio Edward Norton tinha participado na escrita deste argumento, aparentemente ele gosta bastante desta máquina verde de destruição.
Quanto a mim continuo de "pé atrás!, o "Iron Man" parece-me mais apelativo, mas já faltou mais para descobrir.
Algo muito engraçado neste filme é que terá uma cena em comum com o "Iron Man", ou então o Tony Stark fará apenas uma pequena aparição neste, não tenho a certeza de qual (mas preferia a primeira).
Cliquem na imagem para ver o novo trailer.