segunda-feira, maio 12, 2008

Um dia no IV Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja

Como planeado eu e a Cube, lá partimos para Beja neste Sábado, a ideia original era passar o fim de semana, mas por outros motivos só foi mesmo possível estar lá um dia.
Coloquei no rádio do carro a "Heroes" tocada pelos Blind Zero e lá iniciámos a nossa viagem.
A visita acabou por se centrar na Casa da Cultura que era o grande núcleo do festival, onde estavam a decorrer as exposições de Dave Mckean (imagem de baixo), Filipe Andrade e Filipe Pina, Frantz Duchazeau, Gipi, João Lemos, Martin Tom Dieck, Nuno Saraiva , Pedro leitão, uma exposição sobre 10 anos de BD Galega e outra sobre Jovens autores Americanos.





Assistimos ao lançamento do fanzine "venham + 5" que acabei por comprar, ao lançamento do BD Jornal nº22, de uma nova revista de humor a "Moda Foca" e à apresentação do livro "BRK" (imagem da esquerda) da autoria de Filipe Andrade e Filipe Pina que deverá estar disponível em Outubro, por enquanto a estória "BRK" pode ser encontrada nos "BDs Jornais" onde tem vindo a ser publicada. E por fim o lançamento do livro "A Carga" de Susa Monteiro.
Sobre algumas das apresentações, acho que podiam ter tentado cativar mais o público, talvez mostrando mais sobre alguns dos trabalhos em questão, mostrando algumas pranchas por exemplo, mas são apenas ideias para tentar dinamizar a relação entre os apresentadores e o público.
Se a Banda Desenhada já não é por sim um evento de grandes massas, então um festival situado numa cidade do interior, não iria estar recheada de pessoas e isso como tudo tem as suas desvantagens e vantagens. As vantagens passam por tornar o festival mais acolhedor e por porporcionar encontros que de outra forma seríam impossíveis, com isto quero dizer que enquanto estávamos na fila para falar com Dave Mckean encontrámos por acaso os companheiros bloguistas DC e Bongop, que eu apenas conhecia através dos seus blogs. Depois através deles conheci também
Quando chegou a vez de entregar o "Asilo Arkham" não resisti e pedi-lhe um "Joker", está lindo!!!!!


Ainda aproveitei para ir meter conversa com Filipe Andrade e Filipe Pina sobre o seu projecto "BRK" que confesso não conhecer, pensava que apenas tinha visto alguns desenhos no FIBDA, mas rapidamente percebi que afinal conheci esta saga através do fórum da Central Comics.
Gentilmente o Filipe Andrade fez-me este belo desenho da série "BRK":



A Cube motivada por esta energia bedéfila e pela conversa que teve com a mulher do Sr. Mckean, foi comprar o "Wolves in The Walls" e ficou com este belo desenho:


Para terminar deixo-vos um pequeno vídeo onde podem ver Dave Mckean a desenhar-me o "Morpheus".



A quem puder aconselho a passagem por lá.

quinta-feira, maio 08, 2008

Novos filmes da Marvel anunciados para 2010 e 2011

Esta foi a notícia que me chegou através da newsletter da Marvel.
Depois do grande sucesso que foi o fim de semana da estreia de Iron Man, já se confirmou que em 2010 irá estrear "Iron Man 2".
Dois meses depois da estreia de "Iron Man 2" chega-nos "Thor" que será realizado por Matthew Vaughn ("Stardust" e "Layer Cake"). Sobre o deus do trovão em si, ainda não foram confirmados nomes mas tudo aponta para Kevin McKidd ("Rome").
Depois saltamos para o Verão de 2011, altura prevista para estrear "Captain America" e passado dois meses a estreia daquele revelado no final dos créditos de "Iron Man": "The Avengers".
Esta notícia pode ser lida aqui.
E vocês se pudessem escolher os super heróis que vão entrar no filme dos "Avengers", quem escolheriam? Para responderem usem a caixa de comentários ou simplesmente votem na sondagem do lado direito. Claro que não coloquei todos os membros na sondagem como podem ver aqui eles já tiveram mesmo muitos membros.

quarta-feira, maio 07, 2008

Iron Man


A época dos Blockbusters estreou-se com "Iron Man" e que estreia formidável!
Como disse foi o primeiro filme a abrir esta época e apesar de ainda faltar muito tempo até terminar, arrisco-me a dizer que é um dos grandes vencedores.
Ao comparar os mais recentes filmes baseados em personagens das duas editoras mais conhecidas de banda desenhada Americana, a DC Comics e a Marvel, posso afirmar que os filmes da DC têm demonstrado um maior cuidado, tentando sempre ter um mínimo de qualidade e talvez por isso vários projectos tenham vindo a ser adiados e cancelados. Por outro lado os filmes baseados em super heróis da Marvel explodiram e explodiram no mau sentido. Se por um lado a saga "X-Men" e "Spider-Man" resultou (apesar de mais uma vez salientar que os filmes do Aranha não me convenceram muito mas reconheço-lhes mérito) o mesmo não se pode dizer de vários outros projectos como o "Daredevil", o "Punisher" ou o "Ghost Rider". Ultimamente e apenas no caso de personagens Marvel, este género de filmes aparentava estar meio perdido e isso notou-se também no terceiro capítulo dos "X-Men" e do "Spider-Man". Antes de terminar tenho de salientar o "Hulk" de Ang Lee que não sendo perfeito foi uma abordagem bem interessante ao personagem.
Pois bem "Iron Man" traz de volta o nível de qualidade a que nos tínhamos habituado com "X-Men", sendo uma das melhores adaptações da Marvel ao cinema e com ele vem toda uma esperança de que as coisas vão mudar.
Iron Man foi criado por Stan Lee, Larry Lieber, Don Heck e Jack Kirby e surgiu pela primeira vez no comic "Tales of Suspense #39" em 1963.
Anthony Edward Stark é uma das grandes mentes do Universo Marvel, juntamente com Reed Richards (Mr. Fantastic), Victor Von Doom (Dr. Doom), Hank Pym (Yellowjacket ou Antman) e Bruce Banner (Hulk).
No filme Tony Stark é um dos maiores produtores de armas da América e no dia em que se encontra a fazer uma demonstração no Afeganistão sobre o seu mais recente trabalho, o "Jericho", é raptado por vários grupos terroristas, que o querem obrigar a criar esta nova arma a fim de ser usada por eles.
Em cativeiro Stark conhece Ho Yinsen, personagem quanto a mim muito importante no nascimento de "Iron Man". Encorajado por Yinsen, Stark decide dar tudo por tudo e em vez de criar o "Jericho" para os seus inimigos começa a trabalhar numa armadura que será a sua passagem para fora dali. Durante esta pequena experiência descobre que as suas armas têm sido vendidas a estes grupos terroristas.
Há semelhança do que têm feito nestes filmes, as estórias originais são ligeiramente (nuns casos mais que outros) alteradas para se tornarem mais actuais e sendo assim o Afeganistão substituiu o Vietname, o país onde Stark é raptado na BD (na altura decorria a Guerra com o Vietname).
Quando Stark regressa, decide terminar com a produção de armas por parte das "Indústrias Stark" e começa a trabalhar numa versão melhorada da sua armadura.
Os efeitos especiais estão sublimes, mais uma vez a "Industrial Light & Magic" está de parabéns, é verdadeiramente fantástico ver a armadura de Iron Man em todo o seu esplendor e glória no grande ecrã.
A estória está muito bem equilibrada, temos bons momentos de humor, alguma profundidade e as cenas de acção são extremamente divertidas.
Por fim o grande trunfo deste filme é mesmo Robert Downey Jr., este senhor é um actor genial e é a escolha ideal para representar Tony Stark. O resto do elenco é também ele muito bom, com Gwyneth Paltrow na pele de Virginia 'Pepper' Potts assistente e interesse amoroso (porque tem sempre de haver um) de Stark, Terrence Howard na pele do seu fiel amigo, Jim Rhodes e por fim o grande Jeff Bridges como Obadiah Stane. Como disse o resto do elenco é bom principalmente no que toca a Bridges, mas todo o filme é ofuscado pelo brilho de "Iron Man" e esse brilho vem do trabalho de Robert Downey Jr.
Como já deu para perceber fiquei bem surpreendido pelo trabalho de Jon Favreau que como realizador desconheço e confesso nunca me tinha atraído, por mim ele pode ser o realizador da sequela, que já está confirmada para 2010.
Enquanto via o filme estava na dúvida se havia alguma intenção de tornar o vilão uma surpresa para quem não está familiarizado com a BD, mas como no trailer o desvendam penso que se havia então estragaram-no.
Uma curiosidade até pela cena em que Jim Rhodes diz que quer uma armadura como a do "Iron Man": no futuro (possivelmente já na sequela) Jim Rhodes será...(quem quiser saber clique aqui).
Em jeito de conclusão, "Iron Man" é de facto um dos melhores filmes do seu género e é divertimento assegurado, mesmo para aqueles que não estão familiarizados com o personagem, dêem-lhe uma oportunidade que vão ver que não se arrependem.

terça-feira, maio 06, 2008

IV Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja

Para quem tiver o interesse e a possibilidade, o "IV Festival Internacional de Banda desenhada de Beja" arranca já no dia 10 e termina no dia 25 de Maio.
Para consultarem a programação cliquem na imagem.
De momento saliento dois acontecimentos, o primeiro a presença no dia 10 de Dave Mckean provavelmente o meu artista favorito de BD, responsável pela arte de inúmeros livros entre os quais "Signal to Noise", "Mr. Punch", "Violent Cases", "Black Orchid", "Arkham Asylum", "Cages" (onde escreveu a estória também), bem como todas as capas da série "Sandman", entre outros.
Outro acontecimento é a apresentação de mais uma nova BD portuguesa, "Murmúrios das Profundezas" de Diogo Campos, Diogo Carvalho, Flávio Gonçalves, Luís Belerique, Phermad, Ricardo Reis, Rui Ramos e Vanessa Bettencourt. O livro consiste em uma série de contos inspirados pela obra "Lovecraft" e a apresentação estará a cargo de Rui Ramos.

segunda-feira, maio 05, 2008


"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente."

Fernando Pessoa

domingo, maio 04, 2008

The Dark Knight - Novo trailer

Finalmente o novo trailer (em boas condições) encontra-se disponível.
Cliquem na imagem para ver.
Novamente relembro que a campanha de publicidade deste filme tem sido um verdadeiro espectáculo.

sábado, maio 03, 2008

My Blueberry Nights


"My Blueberry Nights" é o mais recente regresso de Wong Kar Way e a sua primeira experiência cinematográfica Americana. Após ver o filme podemos concluir rapidamente duas coisas. A primeira é que o estilo de Kar Way se mantém fiél a si próprio, não importa em que país estamos as pessoas continuam a ser pessoas e um filme de Wong Kar Way será sempre um filme de Wong Kar Way. A segunda é que se "My Blueberry Nights" fosse filmado na China, o papel de Jude Law ia de certeza absoluta para Tony Leung Chiu Wai. Tony Leung e Kar Way que fazem uma das grandes duplas Actor/Realizador do cinema, há semelhança de Johnny Depp e Tim Burton ou Robert De Niro e Martin Scorscese.
Este filme marca também a primeira experiência na representação (pelo menos em cinema) de Norah Jones, que se portou à altura. O resto do curto elenco é todo ele magnífico, com Jude Law, David Strathairn, Rachel Weisz e Natalie Portman.
Elizabeth (Norah Jones) é uma jovem mulher que após um desgosto amoroso trava amizade com Jeremy (Jude Law) o dono de um café em Nova Iorque.
Apesar de todas as noites se encontrarem e partilharem belos momentos de conversa enquanto Elizabeth come um pedaço de tarte de mirtilo com gelado, algo ainda está por resolver na sua vida e por isso deixando apenas um recado a Jeremy decide partir numa jornada pelo país fora para resolver os seus dilemas sentimentais ou quem sabe descobrir-se a si própria. Durante a sua jornada, Elizabeth vai conhecendo uma série de personagens interessantes, entre eles o polícia alcóolico Arnie Copeland (David Strathairn) que conhece durante a sua estadia em Memphis. Arnie é um homem infeliz e em constante depressão fruto do afastamento da sua ex-mulher por quem ele é um eterno apaixonado. Mais tarde devido a um triste evento Elizabeth travará conhecimento com a sua ex-mulher, Sue Lynn (Rachel Weisz) num segmento onde teremos uma visão mais ampla da sua personagem e da de Arnie Copeland.
Mais tarde enquanto trabalha num casino, conhece Leslie (Natalie Portman) durante um jogo de Póker. Após Leslie perder todo o seu dinheiro, procura desesperadamente encontrar alguém que lhe "empreste" mais algum para continuar a jogar. Numa curta conversa com Elizabeth descobre que esta se encontra a juntar dinheiro para um carro e então decide pedir-lho garatindo que vai vencer o jogo devolvendo-lhe assim o dinheiro emprestado juntamente com uma percentagem dos ganhos. Mas se por acaso perder, Elizabeth fica com o seu Jaguar.
Após umas boas horas de jogo Leslie sai da sala e apenas diz a Elizabeth que o carro é dela, mas que vai precisar de uma boleia até Las Vegas.
Durante esta viagem Leslie tenta ensinar Elizabeth a não confiar em ninguém, enquanto lhe demonstra as suas grandes capacidades em ler as pessoas, característica essencial para se ser um bom jogador de Póker. E assim durante alguns dias as duas vão-se conhecendo um pouco melhor e tornando uma espécie de amigas.Ao longo das suas viagens Elizabeth vai sempre enviando postais a Jeremy que tenta com todas as forças encontrá-la através da informação que descobre neles.
Mas não é apenas Norah Jones a única cantora a aparecer neste filme, Cat Power também tem direito a uma pequena aparição como Katya, uma ex-namorada de Jeremy. No entanto se a aparição de Cat Power é curta como actriz o mesmo não se pode dizer na banda sonora. A sua canção "The Greatest" é "a" canção de "My Blueberry Nights".
Personagens cativantes, uma atmosfera enternecedora e carregada de cores como só Wong Kar Way sabe fazer, terminando com um dos mais belos beijos da história do cinema, fazem de "My Blueberry Nighst" um belo filme a não perder.

quinta-feira, maio 01, 2008

Novo Trailer de "The Incredible Hulk"

Photobucket
Como já tinha dado para perceber através do primeiro trailer, não será apenas na estória e nos actores que "The Incredible Hulk" e "Hulk" serão completamente diferentes, pois nos efeitos especiais também. Aqui o Hulk aparenta ser mais "plasticina" do que o digital de Ang Lee.
Desconhecia era que o próprio Edward Norton tinha participado na escrita deste argumento, aparentemente ele gosta bastante desta máquina verde de destruição.
Quanto a mim continuo de "pé atrás!, o "Iron Man" parece-me mais apelativo, mas já faltou mais para descobrir.
Algo muito engraçado neste filme é que terá uma cena em comum com o "Iron Man", ou então o Tony Stark fará apenas uma pequena aparição neste, não tenho a certeza de qual (mas preferia a primeira).
Cliquem na imagem para ver o novo trailer.

quarta-feira, abril 30, 2008

I´m Not There

"I´m Not There" pretende abordar a vida do homem/lenda/poeta que foi/é/poderia ter sido, Bob Dylan.
Foram várias as propostas que existiram para se fazer um filme sobre a vida deste Senhor, mas acabou por ser a visão alternativa de Todd Haynes a conquistar a aceitação do músico, e depois de se ver o filme, independentemente de se gostar ou não, percebe-se perfeitamente porquê, uma vez que a ideia de Haynes é verdadeiramente aliciante.
Após o ter visto era impossível não me recordar de "Velvet Goldmine" essa obra de culto que nos mostra a visão do Glam Rock por Todd Haynes, e que visão explendorosa. Apaixonei-me por este filme na primeira vez que o vi, altura em que conhecia muito pouco sobre o movimento Glam. O filme fez-me querer conhecer mais e hoje David Bowie é um dos meus artistas de eleição e Oscar Wilde um dos meus escritores predilectos. Hoje posso ver o filme com uns olhos mais conhecedores, mas sei que é capaz de conquistar qualquer um e já com "I´m Not There" tenho as minhas dúvidas. É claramente um filme que será vivido de forma muito diferente consoante o conhecimento e paixão que se tem por Bob Dylan. Tal como em "Velvet Goldmine" ver este filme deu-me vontade de descobrir e ouvir ainda mais de Bob Dylan (e como adoro estes processos todos de descoberta). Porém e isto pode dever-se ao facto de já ter algum conhecimento da vida do artista, "I´m Not There" pareceu-me um filme mais díficil de ver para aqueles que pouco ou nada conhecem dele, no entanto, não quero com isto dizer que não possa ser apreciado pelos mesmos, aliás se este filme der vontade às pessoas de conhecerem mais sobre Dylan, então já cumpriu uma função.
O filme reparte-se por seis actores, seis pessoas diferentes que encarnam fases distintas da vida do homem/lenda/poeta.Marcus Carl Franklin interpreta um vagabundo com 11 anos cujo nome é Woody Guthrie, numa clara homenagem ao cantor folk de mesmo nome que inspirou Dylan a enveredar por esse género musical. O verdadeiro Woody Guthrie é aquele que é visitado mais tarde no hospital pela personagem de Marcus Carl Franklin.
Ben Whishaw é a figura mais poética do filme, recitando (numa entrevista?) várias frases ao longo do filme, frases poderosas que se entrelaçam com as várias estórias do filme. O nome desta personagem também foi escolhido em homenagem a alguém, neste caso um dos poetas favoritos de Dylan, falo do fascinante e alucinado Arthur Rimbaud.
A Christian Bale calhou poder interpretar duas fases da vida do artista, como Jack Rollins ele mostra-nos o Dylan profeta. Primeiro no início dos anos 60 durante a sua ascenção como estrela Folk e como cantor protestante com letras bastante políticas, estamos portanto na altura de "Blowin' In The Wind". E mais tarde na fase em que se converteu ao Cristianismo no final dos anos 70 onde experenciou com música Gospel. Para quem não sabe Bob Dylan é Judeu e caso não seja claro no filme esta sua fase Cristã não foi permanente, como disse mais tarde ele "encontra a religião e a filosofia na música".
Poderíamos dizer que Cate Blanchet teve sorte pois de todos deve ter sido a que mais material teve para estudar Dylan uma vez que o representa em uma das suas fases mais populares, no entanto por outro lado é a mais fácil de criticar pois o seu Dylan é o que está na memória da maior parte. A verdade é que nada disto interessa depois de ver o seu desempenho arrebatador. Blanchet está verdadeiramente arrepiante na pele de Jude Quinn, a fase "eléctrica" de Dylan. Como o próprio nome indica nesta fase Dylan começou a usar instrumentos eléctricos. Na altura gerou muita controvérsia e muitos dos seus fãs o chamaram de traidor, pois não esperavam tal mudança. Hoje em dia esta é considerada uma das melhores fases da sua carreira, foram nestes anos que ele compôs entre muitas o hino "Like A Rolling Stone". Nesta parte do filme é muito interessante assitir ao encontro com os Beatles, com o poeta Allen Ginsberg, com a senhora Coco Rivington e obviamente ao "duelo" com Keenan Jones, a quem mais tarde será dedicada a grande música "Ballad of a Thin Man". A escolha de Blanchet é a mais caricata uma vez que se trata de uma mulher, mas é ela curiosamente que acaba por ser fisicamente a mais parecida com Bob Dylan.Heath Ledger que apesar de ainda não ter desaparecido das telas já deixa muitas saudades, representa Robbie Clark um actor que representou em alguns filmes Jack Rollins (esse mesmo, o Dylan interpretado por Christian Bale). Aqui Ledger aborda através de Robbie Clark a vida familiar de Dylan, mais especificamente o seu casamento e divórcio com Sarah Lownds (que no filme tem o nome de Claire). Quando apareceram as filhas pensei que poderia também aparecer um rapaz, Jakob Dylan, mas afinal não.
Por fim temos Richard Gere como Billy The Kid, na parte do filme em que mais questões tive. Sei que Bob Dylan gosta muito dó personagem Billy The Kid e que até participou no filme de Sam Peckinpah, "Pat Garrett and Billy the Kid ", além de ter composto a sua banda sonora. Foi aqui que surgiu o clássico "Knocking on Heaven´s Door". É sem dúvida a parte mais bizarra do filme colocando esta versão de Dylan num Western alternativo. A personagem de Gere aparenta ser um erimita o que me faz pensar que esteja a interpretar a fase em que Dylan esteve ausente após o seu acidente de mota em 1966, acidente esse também falado no filme.
Mais uma vez a escolha de diferentes actores para interpretar diferentes fases da vida de Bob Dylan, foi um golpe de génio, mas não foi apenas na escolha de vários actores que as diferenças do filme terminam, a própria forma como Haynes escolheu filmar cada segmento é diferente. Por exemplo as cenas sobre as personagens Woody Guthrie, Robbie Clark e Billy the Kid são filmadas a cores. As cenas sobre Jack Rollins são filmadas em formato documentário a cores e em 16mm. Por fim as cenas com Jude Quinn e Arthur Rimbaud são filmadas a preto e branco, mas em estilos completamente distintos (não sei o termo técnico para a filmagem das cenas de Rimbaud, que se encontram naquele formato cheio de "grão").
O nome Bob Dylan ou Robert Allen Zimmerman (nome verdadeiro de Dylan) nunca são mencionados no filme e não fosse pela sua aparição numa imagem perto do fim, podíamos dizer que Dylan, verdadeiramente nunca "Esteve lá".
Para terminar posso dizer que para mim é um excelente filme, que acima de tudo não tem medo de arriscar e só por isso Todd Haynes já merece uma grande salva de palmas.

segunda-feira, abril 28, 2008

Welcome To A World Without Rules

Welcome To A World Without Rules
O novo poster de "The Dark Knight".

quarta-feira, abril 23, 2008

All Along The Watchtower

Ainda a respirar "Bob Dylan e "I´m Not There".


E há semelhança de Haynes que mostrou seis actores a representar Dylan, deixo aqui seis versões de uma das suas grandes canções.
Uma frase no poster do filme era, "They are all Bob Dylan", pois bem neste caso eu digo: "They´ve all played Bob Dylan":



Jimmy Hendrix


Neil Young


Brian Ferry


U2


Dave Matthews Band


Eddie Vedder

terça-feira, abril 22, 2008

Star Wars - Revelations

"Star Wars: Revelations" é um filme feito pelos fãs do maravilhoso Universo que é "Star Wars". O filme foi lançado em 2005, o que me leva a perguntar porque só agora é que ouvi falar dele? Sim porque já falei com mais pessoas que só o descobriram agora. A cube foi a primeira a avisar-me e se bem me lembro ela contou-me que falaram dele na "Antena 3", mas desconheço a razão de o terem feito apenas agora, de qualquer das maneiras isso não é importante.
O que interessa aqui é passar a palavra sobre este curto filme (cerca de 47 minutos) que se desenrola algures entre o "Episódio III: Revenge Of The Sith" e o "Episódio IV: A New Hope". Como foi feito antes do "Episódio III" estar concluído é possível que existam algumas falhas na continuidade.
O objectivo desta estória é a de explicar a extinção da ordem dos Jedis e parece que o próprio George Lucas ficou bem impressionado com o trabalho destes fãs.
Eu ainda não tive tempo de ver, mas para quem estiver interessado fica aqui o aviso. Podem tentar ver a partir deste site se não conseguirem fazer o download por algum motivo vejam directamente a partir daqui.

segunda-feira, abril 21, 2008

The Spirit - Teaser

Já se encontra disponível o teaser trailer de "The Spirit", filme baseado na personagem criada em 1940 pelo grande Will Eisner.
A realização está a cargo de Frank Miller e pelo teaser dá para perceber que será uma experiência visual muito influenciada por "Sin City".

quinta-feira, abril 17, 2008

We Own The Night - Trailer

Confesso que quando ouvi falar deste filme, passou-me completamente ao lado, mas agora todo o falatório à volta dele, me deixou extremamente curioso, parece ser unânime que temos aqui um filmão. A ver...
Cliquem na imagem para ver o trailer.

quarta-feira, abril 16, 2008



É HOJE, É HOJE, É HOJE!!!!!!!!!!!!

terça-feira, abril 15, 2008

[Rec]

Se nós não vamos ao Fantasporto, o Fantasporto vem até nós ou pelo menos alguns filmes da competição, neste caso o vencedor do prémio de melhor filme e do público, [Rec] de Jaume Balagueró e Paco Plaza.
Gosto de ir ao cinema sem saber nada sobre um filme, literalmente nada, nem do que trata. Claro que por vezes é preciso ter alguma ideia para podermos chegar às bilheteiras e escolhermos qual o filme a ver, nem que seja saber qual o realizador ou o actor que nele partecipa. Além do mais adoro ver trailers, mas claro que há filmes que nunca iremos ver no escuro, como por exemplo um "Iron Man" onde já sabemso minimamento do que vai tratar.
Conheci o [Rec] através deste trailer e adorei a forma como o publicitaram, ficando cheio de vontade de o ver. Uma vez que o trailer filma as pessoas no cinema e não o filme em si, decidi manter todo o mistério e não ver mais nada em relação ao filme. Assim no passado domingo fui vê-lo sem fazer qualquer ideia do que tratava, nem sequer que era filmado com câmara ao ombro (estilo "Blair Witch Project") e posso dizer que soube muito bem ir às escuras ao encontro de esta bela surpresa.
Devo salientar que ainda não vi "Blair Witch Project" nem "Cloverfield" (apesar de este último ter sido feito depois de [Rec]), e por isso não estou familiarizado com este estilo de filmar e muito menos cansado como já li algures, até porque achei essa decisão a mais correcta para este filme, pois torna a experiência mais real e pessoal, quase como se estivessemos dentro do próprio filme ou pelo menos a ver filmagens de algo que realmente aconteceu.
O filme começa com a repórter Ángela Vidal e com o seu operador de câmara Pablo, que se encontram num quartel de bombeiros a fazer uma reportagem sobre os mesmos e sobre as emergências que acontencem durante a noite.
A noite acaba por se tornar extremamente aborrecida e como Ángela comenta com um bombeiro durante uma entrevista, ela gostava que algo de emocionante acontecesse. Não te preocupes Ángela (penso eu) emoção vai ser o menor dos teus problemas.
Passado algum tempo chega finalmente uma chamada de emergência, sobre uma senhora idosa que se encontra presa no seu apartamento. Até agora nada que aparente ser grave.
Quando chegam ao prédio os bombeiros, os jornalistas e um polícia sobem até ao andar em questão, onde encontram uma velha com a roupa coberta de sangue e num estado mais "animal" do que humano. Ao tentarem segurar a mulher o polícia é terrívelmente mordido pela senhora. Os bombeiros tentam o mais rapidamente possível socorre-lo levando-o para fora do andar imediatamente, entretanto Ángela está simplesmente delirante por Pablo ter conseguido apanhar tudo na câmara.
O problema é que quando tentam sair para fora são impedidos pela polícia e pelas autoridades sanitárias que se encontram a selar o prédio sem lhes providenciarem quaisquer informações, dando a entender apenas mais tarde de que se trata ou de uma ameça nuclear, ou química ou biológica. A partir daqui o pânico instala-se entre os residentes do prédio mal sabendo eles que algo de terrífico se encontra junto a eles e a "espalhar-se".
Um filme claustrofóbico cheio de momentos assustadores, onde saliento o seu fantástico final, a voz de Pablo (o operador de câmara) numa das partes finais está perfeita, acho que naquela situação era mesmo assim que a sua voz de alguém soaria.
O que mais me irritou na visualização foi mesmo o intervalo dos cinemas Lusomundo. Até nem sou de me queixar dos intervalos e num filme grande percebo que possam dar jeito, caso alguém queria ir à casa de banho, mas [Rec] dura apenas 85 minutos e é um crescendo de medo onde um intervalo corta completamente esse crescendo, transportando-nos novamente para a nossa vida real e não "havia necessidade". Claro que eu aproveitei o intervalo para entrar novamente na sala a dizer em voz (relativamente) alta de que estávamos todos fechados no cinema pelas autoridades sanitárias e pela polícia, mas ninguém me prestou atenção.
Para quem gosta do género este é um filme imperdível, para os outros aventurem-se a ter uns bons sustos pois [Rec] é uma experiência intensa e que merece ser visualizada.

domingo, abril 13, 2008

David Fonseca no Coliseu dos Recreios 12/04/2008

E lá fomos nós neste sábado ver o tão aguardado concerto "Dreams in Colour" de David Fonseca e posso dizer para já que foi um verdadeiro espectáculo, com muita música, muito bom gosto e alguns momentos de humor.
Eu gosto muito do seu trabalho e por isso ficaria sempre satisfeito em ir apenas a um concerto e ouvir pura e simplesmente as suas canções, mas felizmente ele tem uma vertente que aprecio imenso que é a de introduzir grandes músicas de diferentes artistas ao longo do seu espectáculo e por isso quando ouvi a "Song to the Siren" de Tim Buckley a ser tocada ainda no início do concerto soube logo que estávamos a assistir a algo que seria sem dúvida especial.
A primeira parte esteve a cargo de Rita Red Shoes que apenas conhecia da sua colaboração em "Hold Still" com David Fonseca, música lindíssima que foi tocada mais à frente. Foram cerca de trinta minutos de concerto e deu para ficar com uma boa ideia do que é o trabalho desta senhora, sem dúvida um bom início para o que viria mais tarde.
Enquanto esperávamos que os membros da banda subissem ao palco um video é projectado no coliseu, no que é uma espécie de introdução por parte do músico. após a sua visualização um grupo de mariachis entra em palco (existe uma ligação entre o vídeo e o grupo ele não aparece do nada). Após esta divertida introdução com direito a "La Cucaracha"o concerto tem início.
As músicas alternaram entre os seus três álbuns com uma maior incidência no último, como seria de esperar.
O uso dos vídeos foi recorrente ao longo do concerto e houve várias surpresas ao longo de algumas cançoes.
No entanto a maior surpresa para mim não foi tanto a nível de produção mas sim ouvir um pouco da "Space Oddity" de David Bowie a inicar uma das suas canções. Outras covers tocadas foram "All Day and All of the Night" dos The Kinks e "Together In Electric Dreams" (original de Philip Oakey) .
Uma vez ouvi um membro dos Silence Four dizer que o David Fonseca tinha uma bela voz e que poderia cantar qualquer coisa que ele ia gostar. E foi um pouco com essa opinião que saí do coliseu após ouvi-lo cantar excertos de "Wannabe" das Spice Girls, "Toxic" da Britney Spears, "Maneater" da Nelly Furtado, "Can't Get You Out of My Head" da Kyle Minogue e "Umbrella" da Rihanna. Não estou a criticar nenhuma destas canções apenas que na voz de David fonseca ganharam uma "luz" diferente, como os Travis a cantar "baby hit me one more time".
Houve tempo também para recordar os Silence Four em "Angel Song" e "Little Respect" (original dos Erasure), para ouvir a inédita "Orange Tree" e para falar da mítica frase proferida em vários concertos por homnes que é "Faz-me um filho!". Esta frase já faz parte de uma lenda urbana onde a sua origem é apontada aos concertos de Tony carreira, mas nestes ela era proferida por mulheres.
Para terminar um dos momentos mais altos do concerto foi sem dúvida o medley entre "Video Killed the radio Star" dos Buggles e a "The 80's", excepcional. De resto posso dizer que estou muito feliz por já ter ouvido a "Rocket Man" ao vivo essa música à qual tenho prestado algum culto nestes últimos tempos.

terça-feira, abril 08, 2008

Indie Lisboa 2008


O 5º Festival Internacional de Cinema Independente, está quase a chegar e vai desenrolar-se entre 24 de Abril e 4 de Maio.
O primeiro filme a abrir o festival é o tão aguardado (pelo menos por mim) "My Blueberry Nights" essa primeira experiência no cinema Americano do ´grande realizador Wong Kar Way.
Para mais informações cliquem aqui.

quinta-feira, abril 03, 2008

Beirut Cancelam digressão Europeia

É com muita pena que descubro esta notícia. Era sem dúvida das bandas que mais expectativas tinha em assistir, até porque acho que os "Beirut" foram das melhores coisas que aconteceram para a música da actualidade.
Obrigado ao Menphis e à Carla pelo aviso.
Para mais informações cliquem aqui para ler o comunicado de Zach Condon no Blitz

Resta-nos continuar a ouvi-los na aparelhagem e desejar que regressem em breve.

dEUS em Paredes de Coura

Paredes de Coura está a ficar com um cartaz poderoso, aos já mencionados por aqui "Sex Pistols" temos "Thievery Corporation", "Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra", "Primal Scream", entre outros.
O nome mais recente a juntar-se ao cartaz é nada mais nada menos do que o "Todo Poderoso", eles mesmo, os dEUS.
A todos os que forem (e eu até gostava muito de ser um deles) espero que seja um concertão. Aqui vos deixo uma pequena amostra:



Podem ver o cartaz aqui.

quarta-feira, abril 02, 2008

Jericho

A série tem início com o regresso de Jack Green (Skeet Ulrich) à sua cidade natal, Jericho no Kansas. Jake é uma espécie de filho pródigo de Jericho que regressa passado cinco anos, apenas para reclamar a herança deixada pelo seu avô. O seu regresso está envolto em mistério e por cada amigo que revê conta uma estória diferente ao lhe perguntarem o que tem feito nos últimos anos, o que nos faz pensar se Jake está a contar a verdade ou não.
Quando visita a família o seu pai, Mayor de Jericho tal como o seu avô tinha sido e o seu irmão possivelmente será no futuro, recusa dar-lhe o dinheiro e cedo nos apercebemos que algo de terrível aconteceu para Jake ter abandonado a sua vila, ou seja, muitas questões se levantam sobre este misterioso personagem, mas que apenas serão respondidas pouco a pouco ao longo do desenrolar da série.
É de salientar que Jake apenas tinha intenções de passar por Jericho e não de regressar definitivamente, todavia antes que pudesse abandonar a vila novamente, uma explosão nuclear é observada em Denver (uma cidade perto de Jericho) e de repente tudo muda.
A premissa desta série é quanto a mim muito apelativa e gira à volta de dois temas bastante interessantes. Em primeiro lugar o que aconteceria à população de um país sobrevivente a um ataque nuclear nos dias de hoje? Como lidariam com os problemas derivados da falta de energia de que estamos tão dependentes hoje em dia, principalmente nos hospitais e na passagem do Inverno. Como se protegeriam contra a radiação libertada pelas bombas e como resolveriam os problemas relacionados com a falta de alimentos.
Neste caso em particular a estória esta centrada no povo de Jericho onde observamos todas estas dificuldades, mas vamos tendo também um vislumbre do que se passa em cidades vizinhas. Um massacre deste tamanho altera as pessoas e grupos começam a formar-se a fim de lutarem pela sua sobrevivência.
O outro tema importante é a teoria por detrás do ataque. Após a explosão das bombas nucleares Jericho perdeu contacto com o mundo exterior e durante muito tempo vive um período de escuridão onde várias teorias podem ser formuladas. Terá sido o ataque proveniente de grupos terroristas? Ou de países como a Coreia do Norte ou Rússia? Terão sido extraterrestres? Ou os próprios Americanos a atacarem-se internamente? Aqui confesso que me lembrei de "Watchmen" e que poderiamos estar a falar de um plano semelhante ao que aconteceu nesta novela gráfica de Alan Moore.
Sobre este tema em particular há que salientar outro personagem da série, Robert Hawkins (Lennie James) alguém ainda mais misterioso que Jake. Um homem que se deslocou recentemente para Jericho porque tinha prévio conhecimento das cidades que iam ser atacadas, o que nos leva a questionar qual o seu papel em tudo isto.
"Jericho" foi cancelada recentemente durante a segunda temporada, decisão esta que não surgiu como surpresa e que deu tempo aos seus criadores para gravarem os episódios finais. Foram gravados dois finais, um em aberto caso a série pudesse regressar ou ser terminada em filme, há semelhança de "Firefly", ou um final definitivo. Este último foi o escolhido, que acaba por ser o final de um capítulo introduzindo-nos a uma nova aventura que pode mas não precisa de ser contada para concluir a série. Nesse sentido fez-me lembrar o final do primeiro Matrix.
Na minha opinião é uma série aconselhável que me entreteu e divertiu muito, para quem gosta do género fica a sugestão.
Encontra-se a passar actualmente no AXN às segundas-feiras pelas 21:30.

segunda-feira, março 31, 2008

O Regresso de Blade Runner

Porque enste caso nunca é demais espalhar a notícia, fica o aviso de que "Blade Runner" vai regressar às salas de cinema portuguesas em 24 de Abril.
A "nova versão" do clássico de Ridley Scott já se encontra disponível em dvd, mas vale sempre a pena ir ver um filme destes à sala para qual foi concebido originalmente.

quinta-feira, março 27, 2008

I´m Not There - Estreia


É com muita alegria que vejo, finalmente, "I´m Not there" a estrear em salas portuguesas. E para estar dentro do espírito do filme eu não vou estar lá.
Posso dizer que é um dos filmes do ano mais esperados por mim e por várias razões. Porque é sobre Bob Dylan, porque aborda a vida do cantor de uma forma completamente diferente e porque é um filme de Todd Haynes um realizador que quanto a mim transpira personalidade.
Queria dedicar um post à banda sonora deste filme, mas ultimamente ando com pouco tempo para escrever, por isso aproveito para dizer apenas e por enquanto que é muito boa, reunindo excelentes artistas para interpretar cançoes de Dylan. Até na banda sonora do seu filme "He´s not there" (excepto numa música, precisamente a que dá título ao filme).
Se quiserem ver o segundo trailer deste filme cliquem na imagem.

segunda-feira, março 24, 2008

Silver Surfer - In Thy Name

Após a saga "Requiem" que abordou de forma sublime a morte do herói, o Silver Surfer está de volta. O seu regresso vem reforçar a ideia de que tal como se suspeitava "Requiem" é muito provavelmente uma estória que se desenrola fora da continuidade da Marvel, há semelhança de um "The Dark Knight Returns" da DC Comics, ou apenas mais um título "The End". Este último consiste em estórias publicadas pela Marvel que abordam possíveis mortes de alguns dos seus personagens .
Portanto antes de "Requiem" a última vez que tínhamos ouvido falar neste herói ele era novamente Herald de Galactus, cargo que aceitou devido aos acontecimentos que ocorreram durante a saga "Annihilation". Apesar de o próprio Galactus ter partilhado que o Surfer o iria trair novamente, não temos qualquer conhecimento desse acto, pois em "In Thy Name" o Surfer encontra-se "livre", o que nos leva a especular se esta estória se passa no presente ou no passado. Mas duvido que isto tenha sido uma preocupação da editora uma vez que como Simon Spurrier, o escritor desta estória, já afirmou a Marvel apenas queria ter uma série do Silver Surfer na mesma altura em que o DVD do Fantastic Four 2 estivesse à venda.
A estória tem início com o Silver Surfer a meditar algures no Universo sobre a vida, como surge, como é maravilhosa e como ele se encontra numa posição de a valorizar, mas também como por vezes é impossível não a odiar. É durante este monólogo que o herói é atacado por uma nave de OrganPirates, piratas espaciais que traficam órgãos, campos de bioenergia, tudo que possa ser usado para curar àqueles que pagarem melhor.
Durante este encontro o Surfer é ajudado por Ruqtar Koil um membro da Ama Collective que consiste em uma federação de planetas que se desenvolveu em uma sociedade Utópica. Sendo um pacifista por natureza, e porque as utopias são poucas Norrin Radd (Silver Surfer) decide conhecer esta Ama Collective, até porque esta ideia lhe traz recordações do seu planeta Natal Zenn-La, também ele um mundo utópico onde todos viviam em paz até à chegada do "Devorador de Mundos", Galactus.
O Surfer desloca-se até à capital Ama-Prime para conhecer a sua Imperadora e o mundo pacífico que lhe prometeram. Aqui ele não encontra classes divididas, horror, nem ódio, é como tenho vindo a dizer utópico. Mas com o tempo começa a descobrir que nem tudo é tão pacífico como aparenta, nomeadamente Brekknis um planeta industrial, pobre e muito menos desenvolvido que a capital de Ama.
Brekknis encontra-se no momento a ser atacada por um monstro espectral e a Imperadora pede a ajuda do Surfer.
Os Brekks são um povo religioso e quando testemunham a sua salvação às mãos do Silver Surfer, julgam que o seu Salvador, o seu Messias está de regresso para os guiar e salvar.
O Surfer recusa tal título e decide abandonar a confederação, mas é impedido pelo mesmo grupo de OrganPirates que o tinham previamente atacado. Já desconfiado que algo não está certo e de que esta sociedade se comporta aos seus olhos cada vez menos de uma forma utópica, decide descobrir o que se está verdadeiramente a passar acabando por se envolver numa complicada trama que tem por objectivo iniciar uma guerra entre os dois povos de Ama-Prime e Brekknis. Mas nem tudo é o que aparenta ser e há medida que vamos descobrindo mais sobre a estória de ambos os povos nos questionamos quem serão afinal os bons e os maus? E se essa divisão poderá ser assim tão simples.
Assim e até ao final da estória o Surfer tentará por todos os meios e a todo o custo que ambos os povos vivam pacificamente
Esta estória de Spurrier é bastante interessante, no entanto um Ser como o Silver Surfer já deveria saber que a paz nunca poderá ser atingida através do medo e da força e aqui acho que o escritor poderá ter falhado no que toca à personalidade do herói. Estamos a falar de alguém que já viveu e assistiu a muita coisa, jamais imaginaria um filósofo como é o Silver Surfer a sugerir que se o medo é capaz de parar guerras, então essa será a sua missão no Universo, pois ele já devia saber que o medo até pode parar guerras, mas nunca trará paz aos seus povos.
Mas como disse acima, esta estória poderá decorrer no passado e por isso podemos ter aqui um Silver Surfer inexperiente e esta ser apenas mais uma estória onde ele aprende uma lição valiosa.
A arte está a cargo de Tan Eng Huat que tinha chamado a atenção há uns anos atrás pelo seu trabalho em Doom Patrol. Agora com um estilo bem diferente desses tempos e aliado às cores de Jose Villarrubia, traz-nos um desenho bastante interessante com algumas imagens de uma enorme beleza.

sábado, março 22, 2008

Bob Dylan no Oeiras Alive

E descobri ontem que vou ao Oeiras Alive.


O actual cartaz pode ser visto aqui.

quinta-feira, março 20, 2008

Top 5 "Os Piores Disfarçes De Um Super Herói"

05 - Phantom

O "Phantom" é um herói clássico que foi criado por Lee Falk e data de 1936. É clássico porque foi o primeiro super herói a usar os famosos fatos apertadinhos ao corpo e também o primeiro a usar uma máscara que tapa os olhos, mostrando aquela cor branca que tanto estilo deu e continua a dar a vários heróis.
Mais que um super herói o "Phantom" é uma lenda. É conhecido entre os habitantes de África como "O Espírito que Anda". Poucos sabem que o manto deste protector não é mais que um legado passado de pai para filho e por isso pensam que o "Phantom" é precisamente isso, um "fantasma" protector das selvas Africanas.
Na altura que foi criado era Christopher Walker, mais conhecido por Kit Walker, o herói que ocupava este importante cargo.
Kit Walker está nesta lista porque não deixa de ser curioso que ele utiliza um fato que lhe cobre o corpo inteiro excepto a cara, que é precisamente a parte pela qual costumamos ser reconhecidos. Ora se ele não quer que descubram a verdade sobre o legado do "Phantom" se calhar devia esconder melhor a face, pois aquela máscara preta pequenina que apenas lhe tapa os olhos não chega.
E o fato roxo, quando se combate grande parte do tempo, o crime nas selvas Africanas? Sou só eu ou o roxo sobressai no verde selvagem?
Como curiosidade posso dizer que Lee Falk queria que o fato fosse maioritariamente cinzento.
Apesar de ser um herói que muda de geração em geração há sempre alguém na estória que conhece Kit Walker sem e com a máscara e o facto de não distinguirem um do outro é um caso severo de problemas oftalmológicos.



04 - Robin


Em número quatro poderiam estar imensos heróis pois a característica que os coloca nesta posição é partilhada por vários. Mas para explicar chega escolher um e por isso escolhi o "Robin".
O problema do Robin é semelhante ao do "Phantom", ou seja, a pequena máscara que utiliza e apenas lhe cobre os olhos não chega para esconder a sua identidade. É certo que se somos salvos de um assalto por um herói, estamos muito provavelmente tão assustados que nem olhamos bem para a sua cara, e se o virmos na rua talvez nem o reconheçamos (até porque estes tipos são como ninjas a moverem-se). O problema vem do facto que muitas vezes interagem com certas pessoas tanto com ou sem o fato e para esses não há desculpas no facto de não serem reconhecidos.
Porque é que o "Robin" está à frente do "Phantom"? Porque ao menos este último tapava o cabelo.
Quanto às cores não aconselho o uso de cores vivas como vermelho, verde e amarelo quando se pretende passar despercebido na noite. Por vezes questiono-me se é para chamar a atenção porque é que ele não veste um colete reflector.



03 - Wolverine (Caolho)

Após a Queda dos Mutantes, os X-men foram dados como mortos em Dallas, por isso durante uns tempos "Wolverine" vai viver para Madripoor, onde tenta esconder a sua verdadeira identidade. Para isso assume o nome de Caolho, tenta não demonstrar em público as suas garras (no fundo são a sua imagem de marca e denunciariam-no) e... usa uma pala no olho??
Lembro-me que a primeira vez que o li foi como Caolho, pois nos anos 80 e 90, grande parte das suas aventuras a solo decorriam precisamente em Madripoor. Uma vez que possui um factor de cura, não havia nada de errado com o seu olho, o que me levou a pensar que usava esta pala apenas para o belo do estilo. Aparentemente usava-a como parte do seu disfarce. Eu se fosse ele a primeira coisa que fazia era cortar o cabelo, então ele está preocupado com um olho e mantém o mesmo penteado que apenas uma pessoa no mundo usa? Não faz sentido.
A imagem é de Doug Wheatley e foi retirada do blog 9ºArte, onde se começou a falar deste assunto. Na altura já tinha tido a ideia deste top, mas o "Wolverine" ainda não fazia parte dele.



02 - Superman

Quando se aborda o tema deste post sabemos que o nome do "Superman" irá surgir mais tarde ou mais cedo. É um dos disfarces mais clássicos da história, que consiste no simples usar de um par de óculos.
Não há muito a dizer sobre isto principalmente quando se trabalha com a pessoa amada que não é capaz de reconhecer o mesmo homem com e sem óculos.



01 - He-Man

Quanto a mim o "He-Man" eleva a fasquia ainda mais alto que o "Superman" uma vez que ele é idêntico ao Príncipe Adam, só que apenas mais bronzeado.
Eu penso que quando Adam eleva a sua espada mágica e profere as palavras "By the Power of Greyskull", o brilho emitido pela sua espada, não é nada mais nada menos do que uma quantidade massiva de radiação ultravioleta. O resultado é um fantástico bronze ao longo do seu corpo, até o cabelo apresenta uma tonalidade mais escura, parece um surfista.
Podem comprovar a ver este vídeo:

quinta-feira, março 13, 2008

The Incredible Hulk - Trailer

Já se encontra disponível o primeiro trailer de "The Incredible Hulk".
Eu até gostei da forma como Ang Lee abordou o personagem, mas devido aos fracos resultados nas bilheteiras decidiram mudar tudo, inclusive todos os actores. O que quanto a mim era também desnecessário uma vez que estiveram todos bem e gostei do Bruce Banner de Eric bana.
Mas as alterações foram feitas e desta vez é Edward Norton quem vai ter o prazer de interpretar o gigante verde. Norton é um excelente actor por isso o papel está seguro.
Quanto ao trailer, não estava à espera que mostrassem já o vilão Abomination interpretado por Tim Roth, mas pelo que se vê dá para perceber que este filme vai ter porrada da grossa entre dois monstros verdes enormes. Quanto a mim continuo de pé atrás em relação ao filme, vamos ver o que sairá daqui.

terça-feira, março 11, 2008

Beirut ao vivo


Já perdi a conta aos músicos que se deslocam até ao nosso país este ano. É uma perdição e uma impossibilidade comparecer a todos.
Hoje apeteceu-me mencionar que os "Beirut" vêm até cá. A notícia não é recente, mas aproveitei-a para referir o quanto acho este projecto de Zach Condon espantoso.
Em primeiro lugar deslocam-se até ao Festival de Sines a 24 de Julho e depois até ao coliseu de Lisboa no dia 27 de Julho.
Para quem gosta deve ser um espectáculo a não perder, os "Beirut" transpiram talento, basta andarem na rua a tocar em caixotes do lixo ao som da voz de Zach Condon para termos uma excelente manifestação de música.
Por isso aposto que ver estes senhores ao vivo será dos melhores concertos de 2008. E pela amostra dos seus vídeos ao vivo, duvido que vá perder esta aposta.

domingo, março 09, 2008

The Cure no Atlântico 08/03/2008

Os "The Cure" captaram-me a atenção quando vi pela primeira vez o filme "The Crow" e ouvi a canção "Burn", composta de propósito para este filme. Curiosamente a canção que me deu a conhecer esta banda seria uma daquelas que tinha quase a certeza que não iria ser tocada ontem à noite, e não foi.
Desta vez ao contrário da última em que fui ao Pavilhão Atlântico, a entrada funcionou perfeitamente, sem haver necessidade de estar em grandes filas. A organização esteve muito melhor. E por isso às 20:00 certas, tal como indicava no bilhete, o espectáculo teve início.
A banda a cargo da primeira parte foram os "65daysofstatic"uma banda Inglesa, de Sheffield, que vieram pela primeira vez a Portugal mostrar-nos o seu pós-rock instrumental. Na curta meia hora de concerto, mostraram simpatia e qualidade, um projecto que vou seguramente investigar mais de perto.
Passado pouco tempo das 21:00 os "Cure" sobem ao palco e abrem o concerto com a lindíssima "Plainsong", a magia começou assim.
Com uma viagem de três horas pelo universo desta banda deu para visitar várias clássicos conhecidos por todos, como "Love Song"; "Pictures of You" no que foi provavelmente o momento mais alto do concerto, "Lullaby"; " Friday I'm In Love"; " Just Like Heaven". Como apreciador do "Pornography" adorei as pequenas visitas a este álbum principalmente quando ouço o grande ínicio de " One Hundred Years".
A banda brindou o público não com um, não com dois, mas com três encores, mostrando que ainda não se iam embora sem tocar músicas como "A forest"; "Freak Show" e obviamente aquela que foi o primeiro sucesso da banda e que eu apostei ser a canção com que terminariam o concerto (não foi) "Boys don´t Cry", outro grande momento ao vivo.
Houve tempo também para conhecer novas canções com "A Boy I Never Knew", num álbum que é suposto sair algures neste ano.
Em termos visuais, diferentes imagens colocadas atrás da banda, iam alternando entre si ao longo das várias canções, envolvendo-nos ainda mais com o conteúdo de cada uma.
Alternando em diferentes níveis de intensidade o resultado final foi claramente mais do que satisfatório, num concerto que irei recordar com muito carinho.
Roberth Smith mantém-se igual a si mesmo, o mesmo cabelo e maquilhagem, à distância parece que os anos não passam por ele que se imortalizou não só musicalmente mas fisicamente nos "The Cure". O resto da banda era constituída por Porl Thompson na guitarra, Jason Cooper na bateria e Simon Gallup no baixo.
Apesar de tudo confesso que fiquei com muita pena que a "The Kiss" não tivesse sido tocada, mas já sabemos que não há tempo para tudo nem para agradar a todos.
Agora é esperar que voltem um dia, até lá recordarei a imagem que se tornou mítica de Roberth Smith a tocar guitarra ou de lado ou de costas.

sexta-feira, março 07, 2008

Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street

A relação entre Tim Burton e Johnny Depp tornou-se especial desde muito cedo. Burton encontrou em Depp o actor perfeito para encarnar as personagens dos seus mundos fantásticos. A química entre os dois é notória e os resultados são mais do que positivos desde o primeiro filme em que trabalharam juntos. Aliás os primeiros trabalhos de ambos são quanto a mim dos melhores filmes que possuem na carreira, falo de "Edward Scissorhands" e "Ed Wood". Mais tarde trabalharam juntos em "Sleepy Hollow" que apesar de não se encontrar ao mesmo nível dos anteriores, continua a ser um belo filme.
E se Depp é o homem perfeito para viver no mundo de Burton, Helena Boham Carter é a mulher. Trabalhando com Burton em "Planet of the Apes" e em "Big Fish" (nada a apontar a Ewan Mcgregor, mas também imaginava Depp neste filme), não passaria portanto de uma questão de tempo até que Depp e Carter se juntassem num filme de Burton, o que aconteceria pela primeira vez no alucinante "Charlie and the Chocolate Factory" e posteriormente em "Corpse Bride". No primeiro o papel de Carter é significativamente pequeno e penso que só contracena em uma cena com Depp. Já em "Corpse Bride" são ambos protagonistas, mas animados.
Por isso posso dizer que o primeiro filme em que os "actores especiais" de Tim Burton protagonizam um filme juntos lado a lado e em carne e osso, foi precisamente neste "Sweeney Todd".
E que espectáculo foi ver estes dois contracenarem juntos. É quanto a mim e sem qualquer dúvida o melhor deste filme. Se havia algum receio seria na parte do cantar, mas mesmo aí ambos brilham com duas das melhores cenas do filme, a das "piores empadas de Londres" por Helena Boham Carter e a cena em que Depp começa a barbear Alan Rickman e termina na rua a oferecer os seus serviços (esta é mesmo a cereja no topo do bolo, a minha favorita).
Helena Boham Carter disse algures sobre o filme, que teve de ir a audições como outra pessoa qualquer para lutar pelo papel e que não o ganhou simplesmente porque anda a dormir com o realizador. Apesar do comentário ser engraçado é-o também, no seu caso, completamente desnecessário, pois duvido que hajam muitos a não reconhecer o seu talento e mais do que isso a não constatar que ela é há semelhança de Depp a actriz de "filmes Burton" por excelência.
Mas apesar do trabalho excepcional destes dois grandes actores nem tudo é perfeito em "Sweeney Todd". Aliás as falhas que vou mencionar são precisamente sobre os personagens secundários, não que tenham sido mal representados, mas porque é pena ver por exemplo um excelente Alan Rickman a aparecer tão pouco quando desempenha um personagem tão importante para a estória, o do vilão Juiz Turpin. A estória de amor entre Anthony Hope (Jamie Campbell Bower) e Johanna (Jayne Wisener), a filha de Benjamin Barker, acaba também por ser "morna" não captando a nossa atenção como devia.
Não posso esquecer de mencionar Sacha Baron Cohen, na pele do hilariante Signor Adolfo Pirelli, um suposto barbeiro italiano que se auto intitula como o melhor barbeiro do mundo, onde sempre que aparecia, pelo menos uma garagalhada era garantida.
"Sweeney Todd" é uma adaptação do musical de Stephen Sondheim e Hugh Wheeler e conta a estória do barbeiro Benjamin Barker (Johnny Depp), que é falsamente acusado e enviado para a prisão pelo cruel e lascivo Juiz Turpin (Alan Rickman). Casado e com uma filha Barker era um homem feliz e completo mas por causa dos sentimentos de luxúria que o Juiz nutria pela sua mulher, a vida da sua família foi condenada para sempre.
Quando conseguiu fugir da prisão, o homem que ele tinha sido não existia mais e assim Benjamin Barker deu lugar a Sweeney Todd.
Ao regressar a Londres descobre, a partir de Mrs. Lovett (Helena Bonham Carter), que a sua mulher morreu e que a sua filha se encontra aos cuidados do seu arqui-inimigo.
Com a ajuda de Mrs. Lovett, volta a abrir uma barbearia de forma a conseguir cumprir o seu plano de vingança, ajudando-a ao mesmo tempo no seu negócio de empadas ao lhe providenciar um nutriente essencial para o seu futuro sucesso.
É uma estória simples e clássica sobre a vingança, uma estória que nasce e termina em tragédia, e que apesar de não ser dos meus trabalhos favoritos do realizador, não deixa de ser um bom filme e quanto a mim uma proposta interessante.

quinta-feira, março 06, 2008

Iron Man - Trailer

Antes de começar, sempre disse se algum dia fizessem um filme do Iron Man e não usassem a música de mesmo nome dos Black Sabbath no filme seria um escândalo. Felizmente não foi.
Sei que venho um pouco atrasado, mas tinha de colocar este trailer que aguça em muito o apetite para este filme, está literalmente bombástico.
A escolha de Robert Downey Jr. quanto a mim foi perfeita.
Antes de avançar para o trailer, queria deixar uma pequena brincadeira.

Aqui está um exemplo de como uma daquelas cenas em que ocorre uma explosão nas costas do protagonista pode resultar em algo muito piroso:




Ou em algo muito estiloso (ver o final deste trailer):

Iron Man Exclusive Trailer

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