segunda-feira, março 31, 2008

O Regresso de Blade Runner

Porque enste caso nunca é demais espalhar a notícia, fica o aviso de que "Blade Runner" vai regressar às salas de cinema portuguesas em 24 de Abril.
A "nova versão" do clássico de Ridley Scott já se encontra disponível em dvd, mas vale sempre a pena ir ver um filme destes à sala para qual foi concebido originalmente.

quinta-feira, março 27, 2008

I´m Not There - Estreia


É com muita alegria que vejo, finalmente, "I´m Not there" a estrear em salas portuguesas. E para estar dentro do espírito do filme eu não vou estar lá.
Posso dizer que é um dos filmes do ano mais esperados por mim e por várias razões. Porque é sobre Bob Dylan, porque aborda a vida do cantor de uma forma completamente diferente e porque é um filme de Todd Haynes um realizador que quanto a mim transpira personalidade.
Queria dedicar um post à banda sonora deste filme, mas ultimamente ando com pouco tempo para escrever, por isso aproveito para dizer apenas e por enquanto que é muito boa, reunindo excelentes artistas para interpretar cançoes de Dylan. Até na banda sonora do seu filme "He´s not there" (excepto numa música, precisamente a que dá título ao filme).
Se quiserem ver o segundo trailer deste filme cliquem na imagem.

segunda-feira, março 24, 2008

Silver Surfer - In Thy Name

Após a saga "Requiem" que abordou de forma sublime a morte do herói, o Silver Surfer está de volta. O seu regresso vem reforçar a ideia de que tal como se suspeitava "Requiem" é muito provavelmente uma estória que se desenrola fora da continuidade da Marvel, há semelhança de um "The Dark Knight Returns" da DC Comics, ou apenas mais um título "The End". Este último consiste em estórias publicadas pela Marvel que abordam possíveis mortes de alguns dos seus personagens .
Portanto antes de "Requiem" a última vez que tínhamos ouvido falar neste herói ele era novamente Herald de Galactus, cargo que aceitou devido aos acontecimentos que ocorreram durante a saga "Annihilation". Apesar de o próprio Galactus ter partilhado que o Surfer o iria trair novamente, não temos qualquer conhecimento desse acto, pois em "In Thy Name" o Surfer encontra-se "livre", o que nos leva a especular se esta estória se passa no presente ou no passado. Mas duvido que isto tenha sido uma preocupação da editora uma vez que como Simon Spurrier, o escritor desta estória, já afirmou a Marvel apenas queria ter uma série do Silver Surfer na mesma altura em que o DVD do Fantastic Four 2 estivesse à venda.
A estória tem início com o Silver Surfer a meditar algures no Universo sobre a vida, como surge, como é maravilhosa e como ele se encontra numa posição de a valorizar, mas também como por vezes é impossível não a odiar. É durante este monólogo que o herói é atacado por uma nave de OrganPirates, piratas espaciais que traficam órgãos, campos de bioenergia, tudo que possa ser usado para curar àqueles que pagarem melhor.
Durante este encontro o Surfer é ajudado por Ruqtar Koil um membro da Ama Collective que consiste em uma federação de planetas que se desenvolveu em uma sociedade Utópica. Sendo um pacifista por natureza, e porque as utopias são poucas Norrin Radd (Silver Surfer) decide conhecer esta Ama Collective, até porque esta ideia lhe traz recordações do seu planeta Natal Zenn-La, também ele um mundo utópico onde todos viviam em paz até à chegada do "Devorador de Mundos", Galactus.
O Surfer desloca-se até à capital Ama-Prime para conhecer a sua Imperadora e o mundo pacífico que lhe prometeram. Aqui ele não encontra classes divididas, horror, nem ódio, é como tenho vindo a dizer utópico. Mas com o tempo começa a descobrir que nem tudo é tão pacífico como aparenta, nomeadamente Brekknis um planeta industrial, pobre e muito menos desenvolvido que a capital de Ama.
Brekknis encontra-se no momento a ser atacada por um monstro espectral e a Imperadora pede a ajuda do Surfer.
Os Brekks são um povo religioso e quando testemunham a sua salvação às mãos do Silver Surfer, julgam que o seu Salvador, o seu Messias está de regresso para os guiar e salvar.
O Surfer recusa tal título e decide abandonar a confederação, mas é impedido pelo mesmo grupo de OrganPirates que o tinham previamente atacado. Já desconfiado que algo não está certo e de que esta sociedade se comporta aos seus olhos cada vez menos de uma forma utópica, decide descobrir o que se está verdadeiramente a passar acabando por se envolver numa complicada trama que tem por objectivo iniciar uma guerra entre os dois povos de Ama-Prime e Brekknis. Mas nem tudo é o que aparenta ser e há medida que vamos descobrindo mais sobre a estória de ambos os povos nos questionamos quem serão afinal os bons e os maus? E se essa divisão poderá ser assim tão simples.
Assim e até ao final da estória o Surfer tentará por todos os meios e a todo o custo que ambos os povos vivam pacificamente
Esta estória de Spurrier é bastante interessante, no entanto um Ser como o Silver Surfer já deveria saber que a paz nunca poderá ser atingida através do medo e da força e aqui acho que o escritor poderá ter falhado no que toca à personalidade do herói. Estamos a falar de alguém que já viveu e assistiu a muita coisa, jamais imaginaria um filósofo como é o Silver Surfer a sugerir que se o medo é capaz de parar guerras, então essa será a sua missão no Universo, pois ele já devia saber que o medo até pode parar guerras, mas nunca trará paz aos seus povos.
Mas como disse acima, esta estória poderá decorrer no passado e por isso podemos ter aqui um Silver Surfer inexperiente e esta ser apenas mais uma estória onde ele aprende uma lição valiosa.
A arte está a cargo de Tan Eng Huat que tinha chamado a atenção há uns anos atrás pelo seu trabalho em Doom Patrol. Agora com um estilo bem diferente desses tempos e aliado às cores de Jose Villarrubia, traz-nos um desenho bastante interessante com algumas imagens de uma enorme beleza.

sábado, março 22, 2008

Bob Dylan no Oeiras Alive

E descobri ontem que vou ao Oeiras Alive.


O actual cartaz pode ser visto aqui.

quinta-feira, março 20, 2008

Top 5 "Os Piores Disfarçes De Um Super Herói"

05 - Phantom

O "Phantom" é um herói clássico que foi criado por Lee Falk e data de 1936. É clássico porque foi o primeiro super herói a usar os famosos fatos apertadinhos ao corpo e também o primeiro a usar uma máscara que tapa os olhos, mostrando aquela cor branca que tanto estilo deu e continua a dar a vários heróis.
Mais que um super herói o "Phantom" é uma lenda. É conhecido entre os habitantes de África como "O Espírito que Anda". Poucos sabem que o manto deste protector não é mais que um legado passado de pai para filho e por isso pensam que o "Phantom" é precisamente isso, um "fantasma" protector das selvas Africanas.
Na altura que foi criado era Christopher Walker, mais conhecido por Kit Walker, o herói que ocupava este importante cargo.
Kit Walker está nesta lista porque não deixa de ser curioso que ele utiliza um fato que lhe cobre o corpo inteiro excepto a cara, que é precisamente a parte pela qual costumamos ser reconhecidos. Ora se ele não quer que descubram a verdade sobre o legado do "Phantom" se calhar devia esconder melhor a face, pois aquela máscara preta pequenina que apenas lhe tapa os olhos não chega.
E o fato roxo, quando se combate grande parte do tempo, o crime nas selvas Africanas? Sou só eu ou o roxo sobressai no verde selvagem?
Como curiosidade posso dizer que Lee Falk queria que o fato fosse maioritariamente cinzento.
Apesar de ser um herói que muda de geração em geração há sempre alguém na estória que conhece Kit Walker sem e com a máscara e o facto de não distinguirem um do outro é um caso severo de problemas oftalmológicos.



04 - Robin


Em número quatro poderiam estar imensos heróis pois a característica que os coloca nesta posição é partilhada por vários. Mas para explicar chega escolher um e por isso escolhi o "Robin".
O problema do Robin é semelhante ao do "Phantom", ou seja, a pequena máscara que utiliza e apenas lhe cobre os olhos não chega para esconder a sua identidade. É certo que se somos salvos de um assalto por um herói, estamos muito provavelmente tão assustados que nem olhamos bem para a sua cara, e se o virmos na rua talvez nem o reconheçamos (até porque estes tipos são como ninjas a moverem-se). O problema vem do facto que muitas vezes interagem com certas pessoas tanto com ou sem o fato e para esses não há desculpas no facto de não serem reconhecidos.
Porque é que o "Robin" está à frente do "Phantom"? Porque ao menos este último tapava o cabelo.
Quanto às cores não aconselho o uso de cores vivas como vermelho, verde e amarelo quando se pretende passar despercebido na noite. Por vezes questiono-me se é para chamar a atenção porque é que ele não veste um colete reflector.



03 - Wolverine (Caolho)

Após a Queda dos Mutantes, os X-men foram dados como mortos em Dallas, por isso durante uns tempos "Wolverine" vai viver para Madripoor, onde tenta esconder a sua verdadeira identidade. Para isso assume o nome de Caolho, tenta não demonstrar em público as suas garras (no fundo são a sua imagem de marca e denunciariam-no) e... usa uma pala no olho??
Lembro-me que a primeira vez que o li foi como Caolho, pois nos anos 80 e 90, grande parte das suas aventuras a solo decorriam precisamente em Madripoor. Uma vez que possui um factor de cura, não havia nada de errado com o seu olho, o que me levou a pensar que usava esta pala apenas para o belo do estilo. Aparentemente usava-a como parte do seu disfarce. Eu se fosse ele a primeira coisa que fazia era cortar o cabelo, então ele está preocupado com um olho e mantém o mesmo penteado que apenas uma pessoa no mundo usa? Não faz sentido.
A imagem é de Doug Wheatley e foi retirada do blog 9ºArte, onde se começou a falar deste assunto. Na altura já tinha tido a ideia deste top, mas o "Wolverine" ainda não fazia parte dele.



02 - Superman

Quando se aborda o tema deste post sabemos que o nome do "Superman" irá surgir mais tarde ou mais cedo. É um dos disfarces mais clássicos da história, que consiste no simples usar de um par de óculos.
Não há muito a dizer sobre isto principalmente quando se trabalha com a pessoa amada que não é capaz de reconhecer o mesmo homem com e sem óculos.



01 - He-Man

Quanto a mim o "He-Man" eleva a fasquia ainda mais alto que o "Superman" uma vez que ele é idêntico ao Príncipe Adam, só que apenas mais bronzeado.
Eu penso que quando Adam eleva a sua espada mágica e profere as palavras "By the Power of Greyskull", o brilho emitido pela sua espada, não é nada mais nada menos do que uma quantidade massiva de radiação ultravioleta. O resultado é um fantástico bronze ao longo do seu corpo, até o cabelo apresenta uma tonalidade mais escura, parece um surfista.
Podem comprovar a ver este vídeo:

quinta-feira, março 13, 2008

The Incredible Hulk - Trailer

Já se encontra disponível o primeiro trailer de "The Incredible Hulk".
Eu até gostei da forma como Ang Lee abordou o personagem, mas devido aos fracos resultados nas bilheteiras decidiram mudar tudo, inclusive todos os actores. O que quanto a mim era também desnecessário uma vez que estiveram todos bem e gostei do Bruce Banner de Eric bana.
Mas as alterações foram feitas e desta vez é Edward Norton quem vai ter o prazer de interpretar o gigante verde. Norton é um excelente actor por isso o papel está seguro.
Quanto ao trailer, não estava à espera que mostrassem já o vilão Abomination interpretado por Tim Roth, mas pelo que se vê dá para perceber que este filme vai ter porrada da grossa entre dois monstros verdes enormes. Quanto a mim continuo de pé atrás em relação ao filme, vamos ver o que sairá daqui.

terça-feira, março 11, 2008

Beirut ao vivo


Já perdi a conta aos músicos que se deslocam até ao nosso país este ano. É uma perdição e uma impossibilidade comparecer a todos.
Hoje apeteceu-me mencionar que os "Beirut" vêm até cá. A notícia não é recente, mas aproveitei-a para referir o quanto acho este projecto de Zach Condon espantoso.
Em primeiro lugar deslocam-se até ao Festival de Sines a 24 de Julho e depois até ao coliseu de Lisboa no dia 27 de Julho.
Para quem gosta deve ser um espectáculo a não perder, os "Beirut" transpiram talento, basta andarem na rua a tocar em caixotes do lixo ao som da voz de Zach Condon para termos uma excelente manifestação de música.
Por isso aposto que ver estes senhores ao vivo será dos melhores concertos de 2008. E pela amostra dos seus vídeos ao vivo, duvido que vá perder esta aposta.

domingo, março 09, 2008

The Cure no Atlântico 08/03/2008

Os "The Cure" captaram-me a atenção quando vi pela primeira vez o filme "The Crow" e ouvi a canção "Burn", composta de propósito para este filme. Curiosamente a canção que me deu a conhecer esta banda seria uma daquelas que tinha quase a certeza que não iria ser tocada ontem à noite, e não foi.
Desta vez ao contrário da última em que fui ao Pavilhão Atlântico, a entrada funcionou perfeitamente, sem haver necessidade de estar em grandes filas. A organização esteve muito melhor. E por isso às 20:00 certas, tal como indicava no bilhete, o espectáculo teve início.
A banda a cargo da primeira parte foram os "65daysofstatic"uma banda Inglesa, de Sheffield, que vieram pela primeira vez a Portugal mostrar-nos o seu pós-rock instrumental. Na curta meia hora de concerto, mostraram simpatia e qualidade, um projecto que vou seguramente investigar mais de perto.
Passado pouco tempo das 21:00 os "Cure" sobem ao palco e abrem o concerto com a lindíssima "Plainsong", a magia começou assim.
Com uma viagem de três horas pelo universo desta banda deu para visitar várias clássicos conhecidos por todos, como "Love Song"; "Pictures of You" no que foi provavelmente o momento mais alto do concerto, "Lullaby"; " Friday I'm In Love"; " Just Like Heaven". Como apreciador do "Pornography" adorei as pequenas visitas a este álbum principalmente quando ouço o grande ínicio de " One Hundred Years".
A banda brindou o público não com um, não com dois, mas com três encores, mostrando que ainda não se iam embora sem tocar músicas como "A forest"; "Freak Show" e obviamente aquela que foi o primeiro sucesso da banda e que eu apostei ser a canção com que terminariam o concerto (não foi) "Boys don´t Cry", outro grande momento ao vivo.
Houve tempo também para conhecer novas canções com "A Boy I Never Knew", num álbum que é suposto sair algures neste ano.
Em termos visuais, diferentes imagens colocadas atrás da banda, iam alternando entre si ao longo das várias canções, envolvendo-nos ainda mais com o conteúdo de cada uma.
Alternando em diferentes níveis de intensidade o resultado final foi claramente mais do que satisfatório, num concerto que irei recordar com muito carinho.
Roberth Smith mantém-se igual a si mesmo, o mesmo cabelo e maquilhagem, à distância parece que os anos não passam por ele que se imortalizou não só musicalmente mas fisicamente nos "The Cure". O resto da banda era constituída por Porl Thompson na guitarra, Jason Cooper na bateria e Simon Gallup no baixo.
Apesar de tudo confesso que fiquei com muita pena que a "The Kiss" não tivesse sido tocada, mas já sabemos que não há tempo para tudo nem para agradar a todos.
Agora é esperar que voltem um dia, até lá recordarei a imagem que se tornou mítica de Roberth Smith a tocar guitarra ou de lado ou de costas.

sexta-feira, março 07, 2008

Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street

A relação entre Tim Burton e Johnny Depp tornou-se especial desde muito cedo. Burton encontrou em Depp o actor perfeito para encarnar as personagens dos seus mundos fantásticos. A química entre os dois é notória e os resultados são mais do que positivos desde o primeiro filme em que trabalharam juntos. Aliás os primeiros trabalhos de ambos são quanto a mim dos melhores filmes que possuem na carreira, falo de "Edward Scissorhands" e "Ed Wood". Mais tarde trabalharam juntos em "Sleepy Hollow" que apesar de não se encontrar ao mesmo nível dos anteriores, continua a ser um belo filme.
E se Depp é o homem perfeito para viver no mundo de Burton, Helena Boham Carter é a mulher. Trabalhando com Burton em "Planet of the Apes" e em "Big Fish" (nada a apontar a Ewan Mcgregor, mas também imaginava Depp neste filme), não passaria portanto de uma questão de tempo até que Depp e Carter se juntassem num filme de Burton, o que aconteceria pela primeira vez no alucinante "Charlie and the Chocolate Factory" e posteriormente em "Corpse Bride". No primeiro o papel de Carter é significativamente pequeno e penso que só contracena em uma cena com Depp. Já em "Corpse Bride" são ambos protagonistas, mas animados.
Por isso posso dizer que o primeiro filme em que os "actores especiais" de Tim Burton protagonizam um filme juntos lado a lado e em carne e osso, foi precisamente neste "Sweeney Todd".
E que espectáculo foi ver estes dois contracenarem juntos. É quanto a mim e sem qualquer dúvida o melhor deste filme. Se havia algum receio seria na parte do cantar, mas mesmo aí ambos brilham com duas das melhores cenas do filme, a das "piores empadas de Londres" por Helena Boham Carter e a cena em que Depp começa a barbear Alan Rickman e termina na rua a oferecer os seus serviços (esta é mesmo a cereja no topo do bolo, a minha favorita).
Helena Boham Carter disse algures sobre o filme, que teve de ir a audições como outra pessoa qualquer para lutar pelo papel e que não o ganhou simplesmente porque anda a dormir com o realizador. Apesar do comentário ser engraçado é-o também, no seu caso, completamente desnecessário, pois duvido que hajam muitos a não reconhecer o seu talento e mais do que isso a não constatar que ela é há semelhança de Depp a actriz de "filmes Burton" por excelência.
Mas apesar do trabalho excepcional destes dois grandes actores nem tudo é perfeito em "Sweeney Todd". Aliás as falhas que vou mencionar são precisamente sobre os personagens secundários, não que tenham sido mal representados, mas porque é pena ver por exemplo um excelente Alan Rickman a aparecer tão pouco quando desempenha um personagem tão importante para a estória, o do vilão Juiz Turpin. A estória de amor entre Anthony Hope (Jamie Campbell Bower) e Johanna (Jayne Wisener), a filha de Benjamin Barker, acaba também por ser "morna" não captando a nossa atenção como devia.
Não posso esquecer de mencionar Sacha Baron Cohen, na pele do hilariante Signor Adolfo Pirelli, um suposto barbeiro italiano que se auto intitula como o melhor barbeiro do mundo, onde sempre que aparecia, pelo menos uma garagalhada era garantida.
"Sweeney Todd" é uma adaptação do musical de Stephen Sondheim e Hugh Wheeler e conta a estória do barbeiro Benjamin Barker (Johnny Depp), que é falsamente acusado e enviado para a prisão pelo cruel e lascivo Juiz Turpin (Alan Rickman). Casado e com uma filha Barker era um homem feliz e completo mas por causa dos sentimentos de luxúria que o Juiz nutria pela sua mulher, a vida da sua família foi condenada para sempre.
Quando conseguiu fugir da prisão, o homem que ele tinha sido não existia mais e assim Benjamin Barker deu lugar a Sweeney Todd.
Ao regressar a Londres descobre, a partir de Mrs. Lovett (Helena Bonham Carter), que a sua mulher morreu e que a sua filha se encontra aos cuidados do seu arqui-inimigo.
Com a ajuda de Mrs. Lovett, volta a abrir uma barbearia de forma a conseguir cumprir o seu plano de vingança, ajudando-a ao mesmo tempo no seu negócio de empadas ao lhe providenciar um nutriente essencial para o seu futuro sucesso.
É uma estória simples e clássica sobre a vingança, uma estória que nasce e termina em tragédia, e que apesar de não ser dos meus trabalhos favoritos do realizador, não deixa de ser um bom filme e quanto a mim uma proposta interessante.

quinta-feira, março 06, 2008

Iron Man - Trailer

Antes de começar, sempre disse se algum dia fizessem um filme do Iron Man e não usassem a música de mesmo nome dos Black Sabbath no filme seria um escândalo. Felizmente não foi.
Sei que venho um pouco atrasado, mas tinha de colocar este trailer que aguça em muito o apetite para este filme, está literalmente bombástico.
A escolha de Robert Downey Jr. quanto a mim foi perfeita.
Antes de avançar para o trailer, queria deixar uma pequena brincadeira.

Aqui está um exemplo de como uma daquelas cenas em que ocorre uma explosão nas costas do protagonista pode resultar em algo muito piroso:




Ou em algo muito estiloso (ver o final deste trailer):

Iron Man Exclusive Trailer

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sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Top 10 Covers de Música

Uma cover trata-se no fundo de uma nova versão de uma canção já existente. A melhor definição para mim foi dita ao vivo pelos Tool sobre uma nova versão de uma das suas canções, nas palavras de Maynard James Keenan eles tentaram "olhar para aquela canção de um ângulo diferente, sob uma luz diferente para que a pudessem quase ver pela primeira vez".
Tive a ideia de fazer este top, porque era uma forma de partilhar estas excelentes versões. De certeza que faltarão muitas que não conheço ou muito provavelmente me esqueci. Algumas nem sequer encontrei disponíveis online, como é o caso da versão dos Massive Attack da" Light My Fire" dos The Doors, ou uma versão jazz da "Sultans of Swing" dos Dire Straits (a música magicamente desapareceu do meu computador e não me recordo do nome da banda).
De resto tentei ser abrangente para que todas as músicas escolhidas fossem originalmente de artistas diferentes.
Criei também um espaço para "Menções Honrosas", uma vez que algumas canções não podiam estar no top por não serem nem 100% covers nem 100% originais.
Para quem estiver interessado em ouvir as versões originais, basta clicar no nome das bandas que compuseram a canção.



10 - The Braids: Bohemian Rhapsody



Original: Queen

Adoro covers que não sejam simplesmente a mesma canção cantada com uma voz diferente.
Por isso fico sempre muito curioso quando decidem inventar e explorar diferentes estilos musicais em músicas que adoro, como é o caso desta versão Reggae de uma das grandes canções da história, "Bohemian Rhapsody".



09 - Scissor Sisters: Comfortably Numb



Original: Pink Floyd

Esta versão da "Comfortably Numb" dos Scissor Sisters é completamente diferente da versão original. Pessoalmente adorei, antes uma versão assim do que uma cópia barata da grande canção dos Pink Floyd.



08 - David Bowie: Across The Universe



Original: The Beatles

Uma belíssima canção interpretada por um dos melhores artistas de sempre, David Bowie.
Gosto desta canção que fica perfeita na voz de John Lennon, mas que se torna também muito interessante na voz bizarra de Bowie que a canta como se fosse sua.



07 - A Perfect Circle: When the Levee Breaks




Original: Kansas Joe McCoy & Memphis Minnie (mais tarde popularizada pelos Led Zeppelin)

Os A Perfect Circle lançaram o álbum "eMOTIVe" que está carregado de covers interessantes. Escolhi esta porque a acho dotada de uma enorme beleza e porque é também algo completamente diferente não só do original como da própria banda.



06 - Toy Dolls: The Final Countdown




Original: Europe

Imaginem que a canção dos Europe caiu pela toca do coelho até ao país das Maravilhas de Lewis Carrol, bebeu um chá com o chapeleiro louco e com a lebre, teve uma pequena conversa com o gato que fica invisível e depois decidiu ir-se embora. Pois bem penso que depois dessa pequena viagem era assim que esta música iria soar.



05 - Yann Tiersen & Neil Hannon: Life on Mars?



Original: David Bowie

Uma grande canção de Bowie interpretada maravilhosamente por Yann Tiersen e pela bela voz de Neil Hannon, vocalista dos "The Divine Comedy". Na altura em que a Maria Del Sol me deu a conhecer esta canção ouvi-a vezes e vezes sem conta, é magnífica.



04 - The Raconteurs: Bang Bang (My Baby Shot Me Down)




Original: Cher (escrita por Sonny Bono)

Mais uma canção que fugiu pela toca do coelho. Esta música na voz de Jack White é qualquer coisa de brilhante.



03 - Jeff Buckley: Hallelujah




Original: Leonard Cohen

Uma das mais belas canções do mundo. Ninguém discute a sensualidade da voz de Cohen, mas a versão de Jeff Buckley é magnífica. Uma das primeiras músicas que ouvi deste artista e rapidamente me conquistou.



02 - William Shatner: Common People





Original: Pulp

Porquê em segundo? Ora porque ele é William Shatner, porque ele fala em vez de cantar e mesmo assim transforma a versão dos Pulp num hino. Quanto a mim o seu melhor trabalho na música, de longe.



01 - Tool: No Quarter


Original: Led Zeppelin

De todas as canções do top esta é a que conheço há mais tempo. Já perdi a conta às vezes que a ouvi adoro toda a sua construção, a bateria é perfeita e a utilização da voz maravilhosa.
Penso que de todas as canções dos Led Zeppelin esta é provavelmente a que fazia mais sentido ser interpretada pelos Tool.


Menções Honrosas


Tom Waits: Tom Traubert's Blues (Four Sheets to the Wind in Copenhagen)



Como já tinha mencionado não coloquei algumas canções na lista porque não são verdadeiramente covers.
Tom Waits misturou a canção clássica Australiana "Waltzing Matilda" com algum do seu material em ""Tom Traubert's Blues (Four Sheets to the Wind In Copenhagen)". Por esta razão criei uma "Menção Honrosa" para poder falar dela pois é sem dúvida alguma uma das mais belas canções que ouvi na vida.



Ben Harper: Faded/Whole Lotta Love




E já que decidi criar esta "Menção Honrosa" para Tom Waits, porque não falar desta maravilha que Ben Harper fez em concerto. Uma união entre a sua canção "Faded" e uma cover da "Whole Lotta Love" dos Led Zeppelin, que deve ser ouvida assim e nunca separada.
No fundo isto não passa de uma desculpa para em vez de dez músicas colocar mais, aproveitando o facto de não se inserirem na definição de covers.



Tool: Push It (Salival version)



Não era para colocar esta mas depois de ter escrito o texto introdutório decidi que era obrigatória. Não sei se podemos chamar de cover a uma música que é interpretada novamente pela banda original, por isso fica também do lado das "Menções Honrosas".
A versão que encontrei não tem o discurso que falo na introdução deste post, mas o mais importante é a música, por isso...
A primeira versão desta canção encontra-se no álbum "Aenima" e pode ser ouvida aqui.

Silver Surfer nos cinemas em 2009

Quando a febre dos filmes de super heróis voltou, a vontade de fazer um sobre este herói era imensa.
Em vez de ter um filme apenas dele, o Surfer fez parte da sequela do "Fantastic Four" no ano passado. Infelizmente um filme que ficou aquém das expectativas.
No entanto a ideia de fazer este filme nunca morreu e parece estar agora mais forte do que nunca.
As boas notícias é que desta vez talvez seja possível fazer algo de bom com o personagem, pois não só temos J. Michael Straczynski a tratar do argumento, como aparentemente será Alex Proyas a sentar-se na cadeira de realizador. Esperemos que seja o Proyas de "The Crow" ou "Dark City" e não tanto o de "I Robot". Não conheço muito do trabalho de Straczynski mas li recentemente o comic que escreveu sobre a morte do Silver Surfer de nome "Requiem" e adorei, por isso penso que foram escolhidos dois bons nomes para tratar deste personagem. Começo agora a criar alguma expectativa.
Parece que o Galactus também irá entrar e será completamente diferente do que apareceu no filme do "Fantastic Four". O que é óptimo só pelo simples facto de que prova que muito provavelmente não se vão seguir pelos acontecimentos contados nesse filme.
Obrigado ao Grimlock pela notícia.
Mais informações aqui e aqui.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

No Country For Old Men - Trailer

Um já está ("There Will Be Blood") agora que venha o próximo!!!

Cliquem na imagem para ver o trailer.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Into The Wild

"Into the wild" foi o primeiro filme que vi no cinema em 2008 e agora não consigo imaginar melhor forma de começar este ano cinematográfico que promete ser memorável.
A carreira de Sean Penn no mundo da representação dispensa apresentações é sem dúvida nenhuma um dos grandes actores da sua geração. Porém a sua carreira como realizador é muito mais recente e também menos conhecida. Agora depois de ter visto este filme só tenho a dizer ao senhor para não se concentrar apenas na sua vida de actor, pois é também um realizador notável e não tenho dúvidas que nos trará novas obras tão apaixonantes como esta.
O argumento também foi escrito por Penn que decidiu adaptar o livro de Jon Krakauer baseado na história verídica de Christopher McCandless e da sua grande aventura até ao Alaska.
Em 1992 após se ter licensiado na Universidade de Emory, Christopher McCandless decide que chegou a altura de cortar relações com a sociedade em que vive e após um último jantar com os seus pais e irmã, decide partir para a viajem da sua vida. Com apenas uma mochila às costas desfaz-se de todas as suas economias doando $24,000 para a caridade e cortando todos os seus cartões de crédito e documentos. Assume uma nova identidade, a de Alexandre Supertramp (super vagabundo), para assim destruir qualquer ligação que tinha com a sua vida passada e de forma a que não possa ser encontrado por ninguém, mais especificamente, pelos seus pais, que vamos descobrindo ao longo do filme não possuem uma das melhores relações com os seus filhos nem um com o outro.
Christopher cedo traça como objectivo da sua jornada, o Alaska. Não a cidade mas o Alaska selvagem e como ele próprio diz "When you want something in life, you just gotta reach out and grab it" e foi exactamente o que ele fez.
Durante o seu percurso vai encontrando uma série de pessoas cujas vidas ele marcará para sempre. O casal hippie Jan Burres (Catherine Keener) e Rainey (Brian Dierker) que vêem em Christopher um filho, ou Wayne Westerberg (Vince Vaughn, num muito divertido papel de patrão) que encontra um verdadeiro amigo, um irmão, ou Tracy (Kristen Stewart) que pensa encontrar um namorado e por fim Ron Franz (Hal Holbrook) que quer ver em Christopher um neto, num dos papeis mais emocionantes do filme.
"Into the Wild" além de ser uma peça de cinema exemplar é ao mesmo tempo um filme que tem um gosto muito pessoal. Quem nunca teve por momentos a vontade de pegar na mochila e simplesmente partir? Eu sei que sim, tal como Christopher, gostaria de partir numa demanda onde procuramos encontrar-nos, conhecer-nos, no que pode ser apelidada por alguns, uma viagem espiritual. Independentemente do caminho percorrido por Christopher não tenho dúvidas que a dada parte da sua viajem ele sentiu-se verdadeiramente livre, e quantos de nós podem dizer o mesmo? No entanto nunca tive a sua coragem, o máximo que consegui foi pegar na mochila e ir de comboio, mas não estava sozinho e não estava sem dinheiro. Um estilo de viajem diferente sim, mas memorável também.
Apesar de nutrir uma certa admiração por estas viagens não estou a aconselhar ninguém a fazer uma nas mesmas condições que Christopher fez a dele. Não só pela dificuldade em sobreviver num ambiente selvagem como o do Alaska, mas também porque o Homem não foi feito para viver sempre sem contacto humano, como a dada altura ele escreve no livro "Happiness only real when shared", uma frase que fica connosco muito tempo depois de o filme já ter acabado.
O elenco secundário é também ele incrível, além dos já mencionados tenho de salientar William Hurt e Marcia Gay Harden, no papel de pais de Christopher, mas é Emile Hirsh (Christopher McCandless) a grande revelação do filme. O seu olhar nesta cena (ver acima) enquanto ele contempla um grupo de animais é emocionalmente esmagador e sabemos logo no início do filme que se encontra aqui uma das grandes representações de 2008.
A banda sonora que nos acompanha ao longo desta caminhada é também ela uma das grandes mais valias do filme, as maravilhosas canções de Eddie Vedder estão carregadas de uma enorme beleza e ainda hoje passado quase um mês se mantêm a tocar na minha aparelhagem.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Akira & Black Hole no Cinema

Não sei se já o disse aqui, mas a obra "AKIRA" de Katsuhiro Otomo foi das melhores coisas que li e é sem dúvida nenhuma a minha mangá preferida.
Em 1988 Katsuhiro Ôtomo voltou a pegar na sua obra e realizou um animé, uma versão bastante mais reduzida que a obra de banda desenhada (como teria de ser), mas com um resultado muito positivo.
Considerado por muitos uma das obras mais influentes da animação japonesa "AKIRA" tornou-se também um clássico mundial da ficção científica, por isso não é de estranhar que mais tarde ou mais cedo uma adaptação para o grande ecrã acontecesse.
"AKIRA" irá ser dividido em dois filmes e o primeiro está previsto estrear em 2009. A realização está a cargo de Ruairi Robinson realizador de duas curtas metragens uma delas ("Fifty Percent Grey") nomeada para o óscar de melhor curta metragem em 2002.
Aparentemente Leonardo Di Caprio é um dos co-produtores e possíveis actores a entrar neste filme. Outro dos nomes avançados é o de Joseph Gordon-Levitt, resta saber quem vai ser quem. Eu arrisco no Di Caprio para Kaneda e no Gordon-Levitt para Tetsuo, claro que como é uma adaptação Americana é possível que os nomes sejam alterados.
Para mais informações clicar aqui ou aqui.



Outra notícia interessante é a de que a obra de BD "Black Hole" de Charles Burns irá também ser adaptada para cinema por David Fincher. Mas as boas notícias não terminam aqui pois o argumento estará a cargo de Neil Gaiman esse mestre da BD que escreveu The Sandman, Signal to noise, Violent Cases, Mr Punch, entre outros, e Roger Avary um dos argumentistas do fenómeno "Pulp Fiction" e que já tinha trabalho com Gaiman no argumento do recente "Beowulf".

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Influências/Semelhanças #9

Este segmento corresponde ao segundo bloco sobre os Speedsters, ou seja, indivíduos que possuem o poder da super-velocidade. E será sobre os Speedsters da "Idade de Prata" da BD (1950s-1970s).
Para ter uma melhor percepção sobre algumas características aqui mencionadas é aconselhada a leitura do primeiro segmento sobre os speedsters da "Idade de Ouro" (1930s-1950s), para isso cliquem aqui.


The Flash II

Surgiu em 1956 e foi criado por Gardner Fox, Bob Kanigher e Carmine Infantino.
Apesar de Jay Garrick (ver speedsters da "idade de ouro") ter sido criado antes, foi Barry Allen quem imortalizou a imagem do Flash, tal como o conhecemos hoje em dia. Um factor que também contribuiu para isso foi a série de televisão "The Flash" de 1990.
Barry Allen era um cientista policial que ironicamente era uma pessoa demorada e que se encontrava constantemente atrasado. Tudo isso ia mudar no dia em que um raio atingiu uma data de químicos, atirando-os para cima de Barry e concedendo-lhe o poder de super-velocidade.
Barry Allen tornou-se um Flash mais rápido do que Jay Garrick e usou os seus poderes de uma forma mais variada.
No planeta de Barry (Terra 1), Jay Garrick era uma personagem de BD na qual ele se baseou para ser um super herói. Anos mais tarde foi Barry quem descobriu que existiam outros universos paralelos, quando acidentalmente entrou num deles (quando atinge velocidades superiores às da luz consegue viajar no tempo ou entre universos). Num desses universos mais especificamente na Terra 2 descobriu que Jay Garrick existia.
Na saga Crisis on Infinite Earth, escrita por Marv Wolfman, Barry foi raptado pelo Anti-Monitor e aparentemente morreu a tentar salvar o Universo, sim porque as mortes em BD são quase sempre aparentes e o autor desta obra sempre disse que tinha deixado uma forma de trazer Barry de volta.
Mais uma vez o Flash é capaz de viajar no tempo, quando atinge determinadas velocidades, tais como ultrapassar a velocidade da luz. Devido a esta capacidade Barry viveu com Iris West no século XXX durante uns tempos, onde a engravidou. Por isso apesar de ter voltado ao presente para combater o Anti-Monitor e aí ter perdido a vida, no século XXX Barry teve dois filhos que seriam conhecidos como os Tornado Twins, que graças ao código genético do pai, herdaram a sua super-velocidade.
Barry também é capaz de vibrar a grandes velocidades atravessando matéria sólida e é um dos fundadores originais da Justice League of America.



Kid Flash/ The Flash III


Wally West surgiu nos comics pela primeira vez em 1959 e foi criado por John Broome e Carmine Infantino.
É sobrinho de Iris West e Barry Allen e sempre teve o sonho de se tornar o Flash. Quando tinha 10 anos foi visitar o seu tio ao laboratório. Por ironia do destino ou simplesmente falta de inpiração o acidente que concedeu os poderes a Barry repetiu-se nesse dia com Wally West, que com apenas 10 anos ganhou, de um dia para outro, o poder da super velocidade.
Assumiu o título de Kid Flash (ver imagem à direita) e foi um dos membros fundadores dos Teen Titans.
Passado alguns anos os seus poderes começaram a falhar e a sua utilização tornou-se prejudicial à sua saúde, por isso Wally decidiu que era altura de se afastar da vida de Super Herói. Isto aconteceu até ao dia em que os seus serviços foram novamente necessários, durante a saga épica Crisis on Infinite Earth. Foi durante esta saga que Barry Allen morreu e por isso coube a Wally West assumir o legado do Flash. Felizmente Wally ficou curado quando exposto a determinadas energias durante a Crisis on Infinite Earth, mas os seus poderes ficaram reduzidos e sempre que os usava necessitava de grandes quantidades de comida devido ao enorme desgaste do seu metabolismo. Durante uns tempos Wally esteve longe das grandes velocidades atingidas pelo seu tio, mesmo assim foi capaz de empatar com o Superman numa corrida, nestas condições.
Eventualmente Wally atingiu todo o seu potencial acedendo totalmente à speed force e descobrindo novas formas de usar o seu poder, como por exemplo a habilidade de fornecer e roubar velocidade a pessoas ou objectos ou a capacidade de se curar mais depressa, aumentando a velocidade do seu sistema imunitário.
Wally tornou-se assim não só o mais poderoso Speedster do universo DC, como o que usava os seus poderes de velocidade da forma mais variada.
Wally é também capaz de vibrar as suas moléculas de forma a conseguir atravessar objectos, mais tarde essa habilidade alterou-se e quando os atravessava carregava-os de energia cinética fazendo-os explodir. É capaz de criar tufões rodando os braços ou correndo em círculos e é capaz de quebrar as leis da gravidade, mantendo-se no ar se correr a uma grande velocidade numa superfície vertical.



Professor Zoom

Eobard Thawne é o segundo personagem da DC a assumir o título de Reverse Flash quando surgiu em 1963. Foi criado por John Broome e por Carmine Infantino.
Eobard era um criminoso do século XXV cuja vida foi para sempre alterada no dia em que encontrou uma cápsula que continha o fato de Barry Allen (Flash II). Utilizou uma máquina para amplificar a energia do Flash contida no fato, para que assim, sempre que o vestisse tivesse a capacidade de se mover a super velocidade. Durante o processo o fato alterou-se ficando com as cores ao contrário, o uniforme por qual são conhecidos os Reverse Flash.
Os Speedsters que acedem à Speed Force possuem uma aura que os protege da friccção do ar. Barry baseou-se nesta particularidade para vencer Eobard uma vez que os seus poderes não são naturalmente seus, mas provenientes do fato.
Para se vingar Eobarn viaja atrás no tempo para se vingar. Mais tarde ficou obcecado em substituir Barry, não só na sua vida como Flash, mas também na sua vida como marido de Iris West. No entanto o coração de Iris pertence apenas a um homem e por isso Eobard mata-a brutalmente vibrando a sua mão para dentro da sua cabeça.
Quando Barry encontrou novamente o amor, Eobard regressa para mais uma vez repetir o que fez no passado. Receoso que a sua segunda mulher fosse morta à semelhança da primeira, Barry parte o pescoço de Eobard, matando-o.
Mais tarde Barry descobre que Iris West era na verdade uma criança do século XXX que foi enviada para viver no presente. Decidido a recuperar o amor da sua vida, viaja até ao futuro, para lá viver com a sua mulher.



Quicksilver

Criado pela dupla maravilha, Stan Lee e Jack Kirby, Quicksilver estreou-se no mundo da banda desenhada em 1964.
Pietro Django Maximoff é irmão gémeo de Wanda Maximoff, mais conhecida por Scarlet Witch, e filho de Magneto, o mestre do magnetismo e eterno vilão dos X-Men.
Magda (a mulher de Magneto), escondeu-se do seu marido na Roménia, onde morreu ao dar à luz os gémeos. Pietro e Wanda são assim criados por Django Maximoff, sem nunca saberem a verdadeira identidade do seu pai.
Anos mais tarde, durante uma manifestação pública dos seus poderes mutantes são atacados por um grupo de pessoas e salvos por Magneto que desconhecendo também a identidade dos filhos os convence a juntarem-se à sua Brotherhood of Evil Mutants. Como forma de agradecimento os gémeos aceitam, se bem que só o facto de este grupo ter evil no nome já devia dar a entender que não se tratam de pessoas com intenções muito amigáveis.
Felizmente acabam por deixar o grupo de Magneto e aliam-se aos Avengers liderados pelo Captain America.
Eventualmente Magneto descobre a sua relação com Pietro e conta-lhe a verdade.
O poder mutante de Pietro é o da super-velocidade, mas com o passar dos anos o personagem foi sofrendo algumas alterações. Em primeiro lugar conseguia apenas atingir a velocidade do som, mas graças à exposição do "Isótopo E" do High Evolutionary, a sua velocidade quintiplicou.
Após os acontecimentos da saga House of M, grande parte dos mutantes perderam os seus poderes, Pietro foi um deles, mas graças às Terrigen Mists voltou a possuir poderes sobre-humanos. Actualmente é capaz de vibrar os seus átomos a uma velocidade superior à da luz sendo capaz de viajar no tempo. É capaz de trazer matéria inanimada do futuro, mas esta é uma habilidade que tem provado ser prejudicial à sua saúde. Com treino conseguiu aprender a viajar somente poucos segundos no futuro criando assim um enorme número de "duplos temporais".
Após um grande período de exposição às Terrigen Mists, colocou cristais de Terrigen no seu peito ganhando a habilidade de restaurar os poderes dos mutantes que os haviam perdido na saga House of M.
A palavra quicksilver significa mercúrio (o elemento químico), tratando-se de uma referência ao deus Romano da velocidade, Mercúrio.



Whizzer II/III

A Marvel voltou a usar o título de Whizzer na "Idade de Prata" quando criou o grupo de supervilões o Squadron Sinister. Este grupo fez a sua primeira aparição em 1969 e consistiam num grupo de super vilões que tinham sido reunidos pelo Grandmaster para combater com outro grupo reunido por Kang, os Avengers. A este grupo pertencia James Sanders um homem cujo poder era o da super-velocidade e cujo nome adoptado foi o de Whizzer. Foi criado por Roy Thomas e Sal Buscema. Mais tarde alterou o seu nome para Speed Demon.
Em 1971 surgiu um novo Whizzer, Stanley Stewart (ilustrado na imagem). Stanley pertence a um Universo paralelo da Marvel e certo dia ao atravessar um nevoeiro luminiscente, ganhou o poder da super-velocidade. Mais tarde alia-se ao grupo Squadron Supreme, que se viria a descobrir ter sido o grupo em que Grandmaster se baseou para criar os Squadron Sinister.
Foi criado por Roy Thomas e John Buscema.


Nota: Algumas informações como por exemplo as datas foram retirados do site da wikipédia.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Questionário: Escolhe um artista II

Eu sei, eu sei, um é bom, dois é demais. Mas a culpa não é minha, os títulos das músicas não me saíam da cabeça, então para terminar de vez com isto sentei-me e escrevi-as.
Depois gostei muito do resultado final e é sempre uma desculpa para falar novamente do Senhor David Bowie.
Para quem não conhece este jogo, ele consiste em responder às perguntas que se seguem com títulos de músicas de um artista/banda em particular.


Pick an artist: David Bowie


1.) Are you a male or female? Changes

2.) Describe yourself: God knows i´m good

3.) How do you feel about yourself: The Man who sold the world

4.) Describe where you currently live: Reality

5.) If you could go anywhere, where would you go: Across the Universe

6.) Your best friend is: The Shadowman

7.) Your favorite color is: Velvet Goldmine

8.) You know that: I'm Deranged

9.) What's the weather like? Lightning Frightening

10.) If your life was a television show, what would it be called? No Control

11.) What is life to you? The Heart's Filthy Lesson

12.) What is the best advice you have to give? Never Get Old

13.) If you could change your name, what would you change it to? Andy Warhol

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Top das pessoas pelas quais a minha mulher hipoteticamente me deixaria

Desta vez, fui buscar a ideia ao blog do Ricardo.
Ele teve a "coragem" de colocar quais os personagens pelos quais a sua mulher o deixaria. Eu achei a ideia bastante divertida e pedi à minha parceira no crime para fazer o mesmo.
Ela gostou da ideia, não com os nomes das personagens, mas antes com os seus nomes reais. Deve ter sido para tornar isto mais real e ainda mais me magoar, ou seja, infelizmente o Darth Vader não foi um dos escolhidos.
Achei que ela ia preparar uma surpresa e ao longo do Top ia ver uma mulher escolhida, mas também não.
E assim o que começou por ser uma ideia divertida, transformou-se num pesadelo.



10 - James Franco

Este conquistou-a com o seu ar "ganzado" na série "Freaks & Geeks", dizem que elas gostam do estilo Bad Boy, parece que se confirma.


09 - Jeremy Irons

Nada a apontar, é um actor por quem nutro um enorme respeito e até foi a melhor surpresa do Top. Nas suas palavras este senhor tem uma voz maravilhosa.


08 - Pacman

Não o do jogo, mas o vocalista dos Da Weasel. Este é mais perigoso porque vive no mesmo país. Não surgiu como surpresa, já fomos a concertos dos Da Weasel e enfim já me cansei de ouvir elogios ao senhor.


07 - Hayden Christensen

O rapaz da série "Horizonte" que mais tarde se tornou, Anakin Skywalker. Não era bem isto que eu queria dizer quando mencionei Lord Vader.


06 - David Fonseca


"Acho-o brilhante, o senhor é muito versátil e tem muito estilo". Pensava que ela estava a falar de mim, mas não era mesmo do David Fonseca.


05 - Josh Halloway


Este foi escolhido, claramente pela sua personagem Sawyer em "Lost". Apostei que ia estar no top 3, porque ultimamente ando sempre a ouvir falar dele, mas afinal enganei-me.


04 - Gael Garcia Bernal


Tem qualquer coisa de especial, diz-me ela e deve mesmo ter para estar em quarto lugar.


03 - Johnny Depp


Não posso dizer nada aqui, não surge como surpresa, Depp alia beleza a estilo e além disso é um excelente profissional naquilo que faz.


02 - James Dean


Impossível competir com lendas. Dean tornou-se um actor clássico, infelizmente ainda só vi um filme dele.


01 - Gavin Rossdale


Já há muito tempo que não ouvia falar deste senhor. Quando os bush surgiram eram uma banda que ouvia muito, comprei o "Sixteen Stone" e o "Razorblad Suitcase", álbuns influenciados pelo movimento Grunge e bastante bons. Depois acabei por lhes perder o rasto, os seus últimos trabalhos apesar de terem boas músicas já não aparentavam ser tão bons, no geral.
Neste fim de semana passado encontrei o "Science of Things" em casa dela e aproveitei para o trazer e ouvir, na altura não desconfiei, mas agora questiono-me se ela comprou os álbuns só por causa da música.

X-Men Origins: Wolverine

Por esta altura já todos devem saber que um filme sobre o Wolverine se encontra em produção.
Hugh Jackman que se afeiçoou bastante a este personagem, regressa para dar vida a um dos, se não o mais, popular dos X-Men.
Várias notícias já começaram a surgir na internet sobre este filme, mas sem nenhuma grande surpresa. Já sabíamos que um filme sobre esta personagem iria ter um Sabretooth (interpretado por Liev Schreiber), um William Stryker (Danny Huston), ou até mesmo a bela Silver Fox (Lynn Collins). Se não tivessem alterado a sua personagem tanto em "X2" até diria que Lady Deathstrike iria aparecer neste filme.
Tudo corria normalmente, como disse nada de surpreendente...nada até hoje.
É com uma grande alegria que digo, que tudo aponta para que Deadpool vá fazer uma pequena aparição neste filme. Encontrei a notícia aqui e aparentemente será Ryan Reynolds a interpretá-lo.
Para quem não conhece Deadpool é um dos vilões/anti-heróis (depende do estado mental) mais hilariante e alucinado da Marvel.
Wade Wilson (o seu nome verdadeiro) era um simples mercenário humano, até ao dia em que desenvolveu um cancro. Devido à sua condição e desesperado por uma cura decidiu participar em um projecto da Weapon X (a associação que deu o esqueleto de adamantium a Wolverine).
O projecto consistia em duplicar o factor de cura de Wolverine.
A primeira experiência não correu bem, desfigurando-o e deixando-o mentalmente instável (sim muito louco mesmo), mas eventualmente Deadpool, consegui desenvolver o seu factor de cura, que na altura era bem superior ao de Wolverine (actualmente com todas as tretas que têm impingido nos comics do Wolverine já nem sei).
Ler livros com o Deadpool valiam sempre a pena nem que fosse pelas suas piadas, ora vejam uma pequena amostra.