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segunda-feira, março 19, 2012

The Uncanny X-Men: The Dark Phoenix Saga


Serão muitas, mas "The Dark Phoenix" conquistou definitivamente o seu lugar como uma das sagas mais clássicas da Marvel em geral e dos X-Men em particular.

Actualmente a Phoenix Force é conhecida como uma das mais poderosas forças cósmicas do universo Marvel, sendo descrita como: "The embodiment of the very passion of Creation – the spark that gave life to the Universe, the flame that will ultimately consume it" [1]. Trata-se de uma manifestação da força universal da vida e da paixão, imortal e, quiçá, além do Criador, invencível. Porém, nem sempre foi assim.

Originalmente a entidade Phoenix, criada por Chris Claremont e Dave Cockrum em 1976 é na sua génese, pura e simplesmente, uma mulher, uma mutante, de seu nome, Jean Grey. Quando Jean atinge o seu potencial máximo, torna-se neste ser de pura energia, renascendo como a Phoenix. Tal ocorre quando os X-Men regressavam de uma missão espacial e Jean pilotava a nave danificada. Estando a morrer devido à radiação de uma explosão solar à qual foi exposta, Jean dá tudo por tudo para salvar Cyclops e os seus amigos e é aqui que o seu poder é levado ao extremo. Quando emerge victoriosa da sua tarefa, já não é a Marvel Girl que temos à nossa frente, mas a Phoenix. Num estalar de dedos Jean deixa de ser o membro mais fraco da equipa para se tornar o mais poderoso [2].

É muito importante ter estes conceitos ao ler estas histórias porque mudam significativamente a nossa percepção da leitura. É que a possessão de Jean Grey por uma entidade cósmica, a Phoenix Force (tal como é considerado oficial hoje em dia), torna todas as suas acções nesta história desculpáveis. Se tivermos em conta que na altura Chris Claremont e John Byrne escreveram isto apenas com a Jean Grey em mente, mesmo que uma Jean levada à loucura pela imensidão do seu poder, as coisas são totalmente diferentes e o final muito mais trágico.


Assim fica muito mais clara a importância que esta história teve na década de 80. Os X-Men foram muito importantes, neste género de BD, ao introduzirem fortes personagens femininas e heróis humanos, com falhas, tal como tu e eu. "The Dark Phoenix" foi mais um desses marcos na História desta editora e que ainda hoje é relembrada como um dos seus pontos altos. Na sua génese estamos perante uma história que aborda a corrupção pelo poder, como Jean Grey se deixa consumir por uma força demasiado poderosa para ela conter e como isso afecta a sua vida e a de todos. É curioso constatar, no entanto, que apesar de originalmente a Phoenix se tratar apenas de Jean Grey nem todos olhavam para ela da mesma forma. Já durante este arco um dos autores, John Byrne afirmava ver a personagem de Jean como um ser possuído por uma outra entidade, que não simplesmente o seu lado negro. E tal visão acaba por fazer-se sentir ligeiramente ao ler a história.

Os membros dos X-Men, durante esta fase são: Cyclops (o líder), Phoenix (Jean Grey), Wolverine (o melhor naquilo que faz), Colossus (o tanque metálico), Nightcrawler (o demónio azul) e a bela Storm (deusa do tempo). As personagens com que estamos a lidar fazem toda a diferença numa história e felizmente estamos perante um dos tempos mais gloriosos desta equipa, até porque o Beast (nesta altura Avenger), um dos meus favoritos, também surge a dada altura tal como o Angel. Ficou só a faltar o Iceman para vermos os membros originais reunidos. O ausente professor Xavier, também regressa neste arco à equipa. O seu afastamento dos X-Men fragilizou-lhe a auto-confiança e ego, fazendo-o comportar-se por vezes de uma forma bastante infantil, nomeadamente com o seu protegido, Cyclops. Felizmente há medida que a história progride também a personalidade de Xavier.

Podemos dividir "The Dark Phoenix Saga" em duas partes. A primeira prende-se com o arco do "the Hellfire Club" que faz aqui a sua primeira aparição dos X-Men, um grupo de poderosos mutantes que usam as suas ligações para reunir poder. Hoje em dia são um grupo que dispensa apresentações e escolhido para integrar o mais recente filme desta saga, "X-Men: First Class".
Jason Wyngarde, misterioso membro deste clube elitista tem a seu cargo o controle do membro mais poderoso dos X-Men e que seria uma mais valia para o clube. Wyngarde é na realidade um antigo vilão bem conhecido desta equipa e que usa os seus dotes para manipular a mente de Jean de forma a ela acreditar que é a sua mulher e a Black Queen do Hellfire Club. Porque a White Queen é um cargo já ocupado por Emma Frost (mal ela sabe aqui que um dia irá estar lado a lado dos X-Men e a partilhar a cama com Cyclops).
Jean por sua vez vai sentido estas interferências na sua mente, mas quando ocorrem fica impotente acreditando em tudo que Wyngarde lhe diz. Os seus poderes são também cada vez mais incríveis, através da sua telequinésia é capaz de ordernar os átomos na forma que quer alterando assim a matéria. Cyclops teme pela vida da sua amada sempre que a vê usar os seus poderes a um nível tão divino.


Durante este arco temos alguns momentos muito interessantes, uma vez que mostram as primeiras aparições das futuras X-Women, Kitty Pride (Shadowcat) e Alison Blaire (Dazzler). Ambas acabam por ter um papel importante no primeiro arco, especialmente Kitty com apenas 13 anos, ainda que não seja desta que integram a equipa.
O confronto com o Hellfire Club é também um grande momento de aventura. É a primeira vez que tanto nós como os X-Men têm conhecimento do que Sebastian Shaw e companhia são capazes o que a início dificulta os heróis. Wolverine é talvez o X-Men que brilha mais nesta parte tendo até um monólogo digno de Dirty Harry. Atente-se que em toda a história nunca fazem sequer uma única menção ao seu factor de cura, o seu poder mutante mais relevante, estamos portanto bem distantes dos tempos actuais em que este é usado até à exaustão.

No final acaba por ser graças à força do amor de Jean por Cyclops que ela quebra a interferência de Wyngarde, mas estragos maiores foram feitos e parecem ser agora irreversíveis. Uma nova personagem emerge da mente de Jean auto intitulando-se de Dark Phoenix e ao contrário da antiga, esta não se preocupa com nada além da sua fome por poder.
Wolverine é de todos o primeiro a ver que esta nova personna a não se trata mais de Jean Grey e por isso o primeiro a ter noção do que é necessário fazer. Porém, sempre que a Phoenix se mostra como Jean, Logan hesita. Ele não é capaz de matar a mulher que ama e sabe-o. É curioso vê-lo, no futuro, a colocar esta missão nas mãos de Colossus. O problema é que o coração de Colossus é demasiado puro para este atacar a sua velha amiga de forma letal. E na realidade qual o X-Men que é capaz de o fazer?

Xavier, que se trata de um dos mais poderosos telepatas da Terra, acaba por ser o único a conseguir acalmar a Phoenix ao esconder a sua personalidade negra na mente de Jean. Mas, quanto tempo isto durará? Os X-Men estão dispostos a correr o risco, mas o Império Shi'ar, após assistir à devastação causada pela Phoenix, não.
É nesta aventura que a tropa real dos Shi'ar enfrenta o X-Men num confronto pela vida de Jean Grey. A tropa real Shi'ar, não são meros adversários, prova disso é o seu líder, o confiante Gladiator, uma espécie de Superman do universo Marvel.

Conseguirão os X-Men salvar um dos seus? Pior ainda, existe salvação possível para um ser como a Dark Phoenix? A resposta está aqui, naquele que é uma das melhores e mais grandiosas aventuras deste grupo de mutantes.

Algumas coisas que nos chamam imediatamente a atenção ao iniciar esta leitura é a forma como esta história é contada, bem diferente da BD mais moderna. Falo especificamente da existência de um narrador. Em "The Dark Phoenix" os autores narram todos os passos do enredo e quando digo todos são mesmo todos. O simples acto de Wolverine libertar as suas garras tem de ser mencionado ou na narração ou pela personagem. Ora a utilização de imagens que mostram isso tornam essas notas obsoletas e hoje em dia é uma prática que deixou de existir. Os desenhos são também diferentes, estamos numa época mais tradicional onde os programas digitais não eram tão privilegiados. Byrne o artista a cargo do desenho tem aqui mais um dos seus notáveis trabalhos e por isso não é de estranhar que, hoje, o seu nome dispense qualquer tipo de apresentações.


Como é comum, nenhum dos autores envolvidos fazia ideia na altura das repercussões que esta história viria a ter. Tanto Claremont como Byrne estavam apenas entusiasmados a escrever mais uma grande aventura dos X-Men e uma das razões que a tornou tão épica, o final, nem sequer fazia parte dos planos originais.
Como considero interessante contextualizar todo este cenário vou debruçar-me sobre este assunto em seguida e para isso terei de revelar o final. Penso que a grande maioria, mesmo quem não tenha lido a história, já o conhecerá. Contudo, tal como Stan Lee diz no prefácio da edição que li, não vou arriscar a arruiná-lo para ninguém. A partir daqui avance quem quiser.


[SPOILERS]


A ideia dos autores por detrás da criação da Phoenix era a de dar um "peso pesado" à equipa dos X-Men, aquilo que o Thor é para os Avengers. Só que no feminino uma vez que a maioria dos heróis mais poderosos eram masculinos.
O problema é que a personagem foi ficando cada vez mais poderosa e isso levantava problemas, na opinião de Byrne e do editor Jim Salicrup. "The Dark Phoenix Saga", como viria a ser apelidada no final, é a história que lida com essa questão, a de como o poder de Jean ficou demasiado grande para um ser humano conseguir suportar e como esse poder a levou à loucura, a levou à criação do seu lado sombrio, a Dark Phoenix. É de realçar, no entanto, que o vilão Mastermind teve um papel a desempenhar nesta conversão ao mexer com a mente de Jean.
Porém, nunca a Claremont e Byrne passou pela cabeça matar Jean Grey no final da história. A ideia seria tirar-lhe os poderes a este nível divino para assim integrar novamente os X-Men como sempre havia feito.

Só que algo aconteceu entretanto, Byrne, a dada altura teve a ideia de colocar a Phoenix a consumir um sol que resultou na morte de um sistema solar que era habitado. A doce Jean era agora responsável pela morte de um planeta inteiro com vida inteligente. Após ter lido isto e conhecimento do final planeado, o editor Jim Shooter não o aceitou. Na sua opinião Jean tinha de ser tida como responsável pelos seus actos. Claremont que na altura não ficou contente com isto procurou formas de alterar a história. Uma delas seria ter Jean a ser julgada pelo Império Shi'ar e condenada. Contudo, os X-Men jamais deixariam de lutar por ela. A única conclusão estava à vista de todos, por mais que custasse, Jean tinha de morrer [3].

Na altura havia também uma grande discussão à volta da personalidade da Jean Grey e da Phoenix. como referi na sua génese a Phoenix e a Jean foram criadas para serem uma única entidade. Porém, há medida que a história de "The Dark Phoenix" progride esta visão vai sendo colocada em questão. Byrne por exemplo via a Dark Phoenix como uma outra entidade que possuía Jean Grey. Isto nota-se bem na história, a dada altura parece que os próprios X-Men espelham a personalidade dos autores. Wolverine é como Byrne e separa Jean da Phoenix, Claremont como Colossus que reconhece o poder destrutivo que a Phoenix causou mas mesmo assim prefere lutar com amor e salvar a sua colega e Shooter que é mais como a Storm, ama a personagem mas não consegue ultrapassar o resultado dos seus actos, os quais abomina e vão contra tudo o que acredita.

Se de facto Jean e Phoenix fossem entidades separadas esta era a razão perfeita para desculpabilizar a personagem dos seus actos, mas Shooter não a via assim e não abdicou da sua decisão. A história é muito boa e o final culminando na morte de Jean muito mais intenso, ela suicida-se num breve momento de sanidade pois tem noção do quão perigosa se tornou e de como os seus amigos se recusam a fazer o que é necessário.

O problema aqui é que nesta altura matar uma personagem tinha mais impacto do que hoje em dia em que já ninguém acredita que a morte é eterna na BD. E Jean era uma personagem amada que muitos queriam ver regressar.
Muita conversa foi gerada em torno de um possível regresso, novamente, para Shooter a única maneira de Jean regressar era arranjar forma de a absolver dos seus pecados. Foi então em 1986, passados 6 anos da morte de Jean, que se tornou oficial a existência da Phoenix Force como uma entidade separada e a trouxeram de volta à vida.

Não chegava ficar por aqui? A existência de uma entidade que possui Jean não é suficiente para justificar a sua inocência? Para mim a resposta é um grande sim. Até porque o final continua a ter impacto uma vez que os X-Men desconhecem tal facto. Mas, infelizmente, não foi para todos. E por isso além desta decisão foi "inventado" que quando a Phoenix Force possuiu a Jean, após esta aceitar a sua ajuda para salvar os seus amigos, criou uma cópia do seu corpo deixando o original num casulo a curar-se dos ferimentos. A Phoenix Force faz com que esta "cópia" da Jean possua a essência da original que acredita tratar-se do seu verdadeiro corpo. Concluindo, todos os actos em "The Dark Phoenix" são protagonizados por um clone de Jean Grey possuído pela Phoenix Force, o que foi quanto a mim uma decisão bastante infeliz e desnecessária [4].



Nota: "The Dark Phoenix Saga" compila os números 129-138 dos "The Uncanny X-Men" editados originalmente em 1980.

quinta-feira, março 08, 2012

Avengers VS X-Men


"Avengers VS X-Men" ou "AvX" é a mais recente aposta da Marvel em uma das suas grandes sagas. Terá início em Abril e irá debruçar-se sobre o regresso da Phoenix Force ao nosso planeta.

Duas das maiores equipas de super-heróis vão estar aparentemente em desacordo no que toca às medidas a tomar em relação à Phoenix Force o que despoletará este confronto. Existem algumas personagens que pertencem a ambas as equipas e será curioso ver para o lado que pendem. Falo por exemplo do Wolverine e do Beast.

Tenho andado completamente a leste da Marvel, salvo a excepção do Moon Knight. Recentemente também voltei ao Daredevil nomeadamente na saga "Shadowland". Mas no que toca a Avengers e X-Men ando meio perdido e vou ter de me actualizar para seguir esta saga. Porque vamos ser sinceros, quem gosta de ler este tipo de BD, gosta de ler porrada da boa e quem nunca quis colocar os bons a lutar uns contra os outros? Por isso é que "Civil War" chamou tanto a atenção.

Quanto à premissa aparentemente a Phoenix Force está a caminho da Terra como foi relatado pelo Nova. Deve vir à procura de um novo hospedeiro e tudo indica que esse hospedeiro dá pelo nome de Hope Summers (filha adoptiva do Cable). Hope é a primeira mutante a nascer depois da saga "House of M" e considerada por muitos como o Mutante Messias que os salvará da extinção.
Nesse sentido Cyclops e a sua equipa (agora há outro grupo liderado pelo Wolverine) vão fazer de tudo para a proteger.
Por outro lado os Avengers não querem correr riscos com a Phoenix Force, pois sabem do que é capaz e temem pela destruição do planeta. Espero sinceramente que o plano dos Avengers não passe por matar a Hope isso seria péssimo, não aprenderam nada com a "Civil War"? Além de que hospedeiros não faltam. Quererão os X-Men usar a Phoenix Force então? Não sei.

Tenham em conta que escrevo estas linhas estando a leste do que se tem passado, nem sequer conhecia a Hope. Para mim é estranho a Phoenix vir procurá-la quando já usou durante anos a fio a Rachel Summers como hospedeira e que continua viva e activa. Se calharam zangaram-se ou então Hope Summers é a reencarnação da sua hospedeira favorita, Jean Grey.

Há medida que for lendo conto ir relatando por aqui. De momento até vou andar mais para trás para ler alguns dos clássicos e ir assim subindo gradualmente até este mega evento que esperemos não venha a desiludir como "Secret Invasion" e afins.

Vou aproveitar para deixar algumas considerações sobre as vantagens de cada equipa, o que vai ser difícil porque tenho dúvidas em quais os membros que as vão constituir e porque tendo estado ausente posso estar completamente errado. Corrijam à vontade.


- Força Física/ Poder Destrutivo



Inclino-me para os Avengers. Eles têm o Thor e o Hulk. Não sei se o verde os vai ajudar já li que não se sabe ainda e já vi publicidade que o coloca nesta equipa. De qualquer das maneiras os Avengers também têm o Hulk vermelho. Penso que o Sentry actualmente não faz parte da equipa. Este senhor é o Superman da Marvel. Demasiado forte e rápido para qualquer um dos X-men.
Agora o Namor faz parte dos X-men o que é problemático e o Colossus também é uma força a ter em conta. Mas o Colossus talvez conseguisse derrotar o The Thing, agora o Hulk? e o Namor o Thor? No Way in Hell.
Ainda há Miss Marvel VS Rogue, este de certeza que vai acontecer.
O Magneto também tem um poder que pode ser altamente destrutivo, ele que agora faz parte dos X-Men e fará de tudo para salvar a sua espécie. Ainda assim contra o Mjolnir e apostando que o Iron Man tem tecnologia para se precaver de ataques magnéticos...
Quem controla o tempo controla o campo de batalha, vantagem do lado de Storm. Porém, dúvido que a Storm consiga controlar o relâmpago quando o Mjolinr está em cena.
Não faço ideia onde anda o Quicksilver, mas o Northstar anda pelos X-Men se não estou em erro e eu privilegio sempre os speedsters em combate são importantíssimos.



- Telepatia


Se há coisa que os X-Men sempre tiveram foi telepatas. Emma Frost e Psylocke sei que fazem parte da equipa. Não sei se a Rachel vai estar lá a ajudá-los, mas, é bem possível. O Xavier não sei onde anda e se usarem a máquina Cerebro ainda pior.
Os Avengers podem vencer num confronto físico mas se as suas mentes forem controladas pelos X-Men esqueçam.




- Estratégia


O Cyclops pode ter crescido muito nos X-Men e ser um líder a ter em conta, mas neste campo dificilmente bate o Captain America. Tanto como líder como a delinear estratégias de ataque. Os Avengers levam esta.




- Corpo a Corpo


Avengers novamente. Captain America, Iron Fist, Daredevil, Moon Knight, Black Widow e quem sabe se o Black Panther não aparece também. Os melhores praticantes de artes marciais estão deste lado. Mas num confronto contra seres como Colossus, Magneto, Storm, Emma Frost, etc. Isto vale de muito pouco a roçar o nada.





- Cérebro


Novamente inclino-me para os Avengers. Beast (se ficar do lado dos X-Men) e o Magneto são dos mais inteligentes no grupo dos mutantes, mas, os grandes cientistas estão do outro lado. De momento temos o Tony Stark e o Hank Pym. O primeiro construiu a armadura robótica mais desenvolvida na Terra e o segundo a inteligência artificial mais poderosa (Ultron).
Se o Bruce Banner aparecer, se pedirem ajuda ao Reed Eichards e se por alguma razão Victor Von Doom achar que a Phoenix Force é uma ameaça ao "seu" planeta e decidir dar uma mãozinha então sim os X-Men estão definitivamente perdidos.
Há tecnologia que elimina os poderes dos mutantes e ataques telepáticos. Os Avengers têm essa tecnologia.
Se o Forge viesse ajudar os X-Men seria certamente muito bem-vindo neste campo, ainda assim não acho que suficiente.




- Poderes exóticos


Para já inclino-me para os Avengers porque têm o Dr. Strange. É verdade que ele é escrito de forma inconstante mas não há dúvidas que as suas artes mágicas são uma das maiores forças do Universo Marvel. E a partir da Magia ele consegue proteger a sua mente e entrar na dos outros. Claro que a Scarlet Witch vai aparecer e pode mudar as coisas, mas, de que lado ela estará? Da sua equipa? ou da sua raça? Ela que teve um papel crucial em "House of M" ela que é a causadora de os mutantes estarem hoje à beira da extinção.
Além do Strange ainda temos o Mjolnir do Thor capaz de feitos extraordinários como abrir portais e espetar os X-Men para outra dimensão. Porém, não posso deixar de referir o Magneto, o Iceman e a Storm. O primeiro que consegue controlar o ferro no sangue das pessoas nunca pode ser substimado. É quanto a mim um grande trunfo e se atacasse para matar causaria demasiados estragos com apenas um piscar de olhos. Era preciso era ter tomates a escrever isto.
O Iceman é nível Omega, nem sei se dá para matar o tipo actualmente e a Storm controla o tempo (metereologicamente falando).





- Piadolas


Sim há sempre a possibilidade de vencer através do riso. Aranha e Hawkeye do lado dos Avengers e Iceman ( e possivelmente) Deadpool do lado dos X-men. Vai ser complicado mas como o Deadpool é imortal o mais certo é nunca se calar. Os X-Men levam esta. Quem ganha somos nós.





- Balanço Final


Como já deu para perceber inclino-me para a vitória dos Avengers, são a equipa mais poderosa da Terra por alguma razão. Isto se não existisse uma coisa chamada Phoenix Force. Tudo o que eu disse vai directamente para as urtigas se a Phoenix chegar à Terra e ajudar os X-Men. Estamos a falar de uma entidade capaz de fazer Galactus tremer. Com ela os X-Men saem vitoriosos. Só mesmo com a união das grandes mentes talvez lá encontrem forma de a conter, mas vai ser muito complicado.

Isto assumindo que a Phoenix vem mesmo pela Hope, porque neste campo haverá certamente surpresas... espreitem aqui se quiserem por conta e risco. Não creio que tal vá acontecer pelo menos em definitivo mas haverá surpresas certamente, tem de haver.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Homem Aranha: Azul


Jeph Loeb soube cedo na vida o caminho que queria seguir, e se conquistou o seu grande sonho de escrever sobre o seu super herói preferido, o Super Homem, não deixa de ser irónico que, alguns dos seus melhores trabalhos tenham sido feitos sobre Batman, como o aclamado “The Long Halloween” vencedor de dois prémios Eisner, incluindo o de melhor série de 1999.
Depois do sucesso atingido na DC Comics, com livros como o mencionado “The Long Haloween” ou “Dark Victory”, a dupla Jeph Loeb e Tim Sale iniciou um novo projecto bastante colorido na Marvel Comics, criando livros como “Daredevil: Amarelo”, “Hulk: Cinzento” ou este muito interessante “Homem Aranha: Azul”. E porquê azul e não outra cor? Muito simplesmente porque esta é uma estória de amor e tristeza, de perdas e saudade, porque esta é uma estória azul.
A origem do Homem Aranha sempre teve o seu lado dramático. Começando no dia em que por um capricho deixou escapar o homem que viria a ser responsável pela morte do seu tio Ben, teve de aprender da pior forma que “com grande poder vem grande responsabilidade”.
Mais tarde perdeu o primeiro grande amor da sua vida, quando o Duende Verde (Norman Osbourne) atirou Gwen Stacy de cima da ponte de Brooklyn, atormentando-o durante anos, pela dúvida se ela já estaria morta antes de ser atirada ou se seria ele o responsável ao ter usado a sua teia para impedi-la de cair. Também aqui, como é demonstrado no livro, a morte de Gwen poderia ter sido prevenida, quando Peter tem a oportunidade de escolher entre salvar o Duende ou deixá-lo às portas da morte. Questiono-me no entanto se um verdadeiro herói tem mesmo essa escolha. Mas chega de falar em tragédias, esta estória não pretende recordar a morte de Gwen Stacy, mas sim recordar a vida.
“Homem Aranha: Azul” é por excelência uma estória carregada de sentimentos nostálgicos, a começar na dedicatória aos clássicos, Stan Lee, Steve Ditko e John Romita Sr., passando pela arte de Tim Sale que nos remete para o estilo de desenho dos anos 50 e terminando na própria estória em si, onde através dos pensamentos de Peter Parker, recordamos o seu primeiro grande amor e de como ele e Gwen Stacy “quase não se apaixonaram”.
Estamos no dia de São Valentim e por alguma razão Peter decide gravar esta estória, talvez porque mereça ser lembrada ou porque simplesmente como ele menciona “as pessoas permanecem em nós enquanto nos lembrarmos delas”. E através das suas palavras somos remetidos para o tempo em que Peter iniciava a sua vida universitária e se encontrava na fase de transição entre Peter marrão e Peter Popular.
Em qualquer estória de amor existe sempre um triângulo amoroso, e neste caso a competição é elevada, por um lado Gwen Stacy e por outro Mary Jane Watson, curiosamente a futura esposa do Homem Aranha. É claro que enquanto Peter se aproxima destas duas raparigas, o Aranha tem de lidar com problemas maiores e descobrir quem anda a reunir vários vilões na tentativa de o matar.
E porque azul é a cor dos Blues e do Jazz, não deixa de ser muito interessante a ideia dos autores terem escolhido clássicos da música Jazz para dar nome aos capítulos desta saga. As próprias letras das canções estão no livro e encontram-se em perfeita sintonia com este Aranha azul e melancólico. Para aqueles que quiserem ouvir as músicas enquanto lêm o livro, os autores também aconselham quais as versões, como uma “My Funny Valentine” de Lorenz Hart e Richard Rodgers interpretada por Miles Davis e John Coltrane ou uma “Anything goes” de Cole Porter interpretada por Ella Fitzgerald.
Uma vez perguntaram-me porque gosto tanto deste livro. A resposta é muito simples: porque é uma estória de amor azul. E afastando-nos um pouco do Jazz, já diziam os Placebo: “All alone in space and time, there's nothing here but what here's mine, something borrowed, something blue, every me and every you.”


Publicado originalmente em Rua de Baixo (Janeiro de 2007) por José Gabriel Martins (Loot)

terça-feira, dezembro 11, 2007

Influências/Semelhanças #8

Já era tempo de falar nesta rubrica sobre os Speedsters, um termo usado para todos os indivíduos dotados de Super Velocidade.
Este é um poder muito popular na banda desenhada, mesmo super seres como o Superman ou o Silver Surfer podem ser considerados Speedsters uma vez que além de outros poderes também possuem super velocidade. Mas é evidente que só vou falar dos Speedsters puros, ou seja, aqueles cujo único poder provém da super velocidade.
Vamos poder observar no entanto, ao longo destes textos, que muitos heróis começaram a usar a super velocidade de formas muito interessantes e em vez de se limitarem a correr depressa, começaram por exemplo a movimentar rapidamente os braços criando tufões entre outros "truques" bastante curiosos.
Alguns de estes personagens prestam homenagem ao deus Romano da velocidade, Mercúrio (que corresponde ao deus Grego Hermes).
Demorei algum tempo a pensar na melhor forma de abordar estes personagens pois são imensos, principalmente se contarmos com versões do futuro ou de realidades alternativas. Sendo assim fiz uma escolha pessoal onde penso que saliento os mais importantes desde os anos 40 até à actualidade. Mas mesmo assim acabei por escolher vários personagens e a fim de não tornar estes comentários demasiados exaustivos decidi dividi-los em três blocos. Este será dedicada à "era dourada da BD" (1930s-1950s) e as próximas duas à "era prateada da BD" (1950s-1970s) e à "era moderna da BD" (1980s-actualidade), respectivamente.
Sem mais demoras aqui estão os principais Speedsters da "era dourada":


The Flash
Jason Peter Garrick ou Jay Garrick para os amigos foi o primeiro super herói da DC comics a usar o nome Flash.
Foi criado por Gardner Fox e Harry Lampert em 1938.
Jay era um jovem aluno "normal" até ao dia em que adormeceu no laboratório e respirou vapores de "Hard Water" (posteriormente foi alterado para "Heavy Water") que lhe concederam super velocidade. Mais tarde a sua estória foi novamente modificada dizendo que esses vapores apenas "despertaram" um metagene que se encontrava em estado latente.
A maior parte das pessoas está mais familiarizada com o uniforme criado para o Flash da "era prateada" mas a verdade é que Jay foi o primeiro Flash de todos.
Usa uma t-shirt vermelha com o desenho de um raio e um capacete com umas asas que foi baseado em imagens do deus Mercúrio.
Tinha a capacidade de se mover à velocidade do som, mas quando a DC comics inventou a Speed Force (uma dimensão de onde muitos speedsters retiram os seus poderes) Jay passou a mover-se a velocidades muito superiores.
Porém nem todos os heróis que possuem super velocidade acedem a esta dimensão, como é o caso do Superman, por exemplo.
Se a Speed Force deixar de ser acedida por Jay ele volta a mover-se à velocidade do som como antes.



Max Mercury
Este personagem foi publicado pela primeira vez em 1940 (provavelmente criado por volta de 1938 também) pela editora Quality Comics e criado por Jack Cole e Chuck Mazoujian.
Na altura surgiu com o nome de Quicksilver, um super herói que possuía super velocidade e cujo nome verdadeiro apenas se sabia que começava por Max.
Com tão pouco revelado sobre ele, quando foi comprado pela DC Comics, Mark Waid aproveitou para o reinventar, mas sem alterar nada da sua origem inicial (que diga-se de passagem é praticamente inexistente).
Max pertencia à cavalaria dos Estados Unidos, até se ter revoltado contra os mesmos quando descobre que um dos seus oficiais ordenou um massacre a uma tribo Índia local de quem ele era bastante próximo. Antes de morrer um Xamã usou um feitiço em Max concedendo-lhe super velocidade.
Graças ao seu novo poder passou a ser conhecido pela tribo Índia por Ahwehota, que significa "aquele que corre mais rápido que o vento", e por Windrunner pelo resto das pessoas.
Os poderes de Max não são tão poderosos como os do Flash, no entanto ele chegou em tempos a ser capaz de aceder à Speed Force atingindo assim velocidades incríveis e acidentalmente viajando no tempo, indo parar a um futuro distante (na DC quando alguém atinge a velocidade da luz costuma viajar no tempo). Passou vários anos a tentar aceder novamente à Speed Force saltando de época em época até conseguir regressar.
É de salientar que apesar de Max não ser tão rápido como um Flash, tenta compensar com a sua enorme agilidade.
Quando o personagem regressou aos comics nos anos 90 a DC decidiu alterar o seu nome QuickSilver para Max Mercury, por causa do "QuickSilver" da Marvel.
A palavra quicksilver significa mercúrio (o elemento químico), o que acaba por ser indirectamente mais uma referência ao deus Romano.



WhizzerCriado em 1940 por Al Avison, surgiu pela primeira vez no número 1 da USA comics em Agosto de 1941 pela editora Timely Comics, que mais tarde se transformaria na Marvel Comics.
Devido a alguns destes super heróis terem sido criados em 1940, usei a data de publicação para os ordenar.
Robert Frank foi mordido por uma cobra durante uma viagem a África com o seu pai, Dr. Emil Frank. Para salvar o seu filho do veneno Dr. Emil Frank decide efectuar uma transfusão usando o sangue de um "mongoose". Após essa transfusão Robert começa a descobrir que desenvolveu poderes de super velocidade. Posteriormente esta estória foi alterada afirmando que o sangue que Robert recebeu apenas serviu como catalisador para "despertar" o seu gene mutante.
Após ganhar os seus poderes o Whizzer tornou-se um super herói aliando-se ao grupo Liberty Legion durante a 2º guerra mundial para lutar contra o terrífico Redskull.
Após a guerra juntou-se ao Captain America, Bucky, Namor, entre outros para formar um novo grupo de super heróis, os All-Winners Squad.


Johnny Quick

Criado por Mort Weisinger foi criado em 1940 tendo aparecido pela primeira vez na More Fun Comics em Setembro de 1941. Em 1980 a sua estória foi alterada para fazer parte da Terra-2 da DC comics.
Se calhar antes de avançar deveria explicar o que é a Terra-2. Para quem não está familiarizado com o universo da DC comics, passo a explicar. Os primeiros personagens da DC foram criados durante a chamada "era dourada da BD" temos por exemplo o Superman, o Batman, o Flash (Jay Garrick) e o Green Lantern (Alan Scott). Nos anos 50 quando entramos na "era prateada" estes personagens foram alterados. Foi uma espécie de começar de novo para heróis como o Superman ou o Batman, mas para alguns foi muito mais do que isso. Nesta nova "era" é Barry Allen quem usa o título de Flash e é Hal Jordan quem usa o título de Green Lantern, dois homens completamente diferentes das suas versões da "era dourada".
Mais tarde a DC decidiu criar Universos paralelos, podendo assim utilizar novamente as personagens que tinha criado inicialmente tendo apenas de especificar a que Universo pertenciam.
Sendo assim a terra da "era dourada" ficou apelidada de Terra-2 (apesar de ter sido criada primeiro) e a da "era prateada" de Terra-1 (por ser a principal na altura).
Voltando ao Johnny agora. O seu nome é Johnny Chambers e era um fotógrafo que ganhou os seus poderes ao recitar uma fórmula matemática que o seu guardião de custódia descobriu num túmulo de um Faraó. Aparentemente essa fórmula funciona como um canal entre a sua mente e a dimensão da Speed Force. No entanto durante muitos anos Johnny recusou-se a acreditar nesta explicação e até na existência de esta dimensão de velocidade.
Eu nunca li Johnny Quick mas aparentemente ele consegue utilizar a sua velocidade para "voar", não é muito claro se este poder resulta apenas da velocidade, sei por exemplo que alguns Flashes movimentam os pés a uma velocidade tão grande que criam remoinhos fazendo-os "voar" mas não se pode considerar um voo muito controlado.
Possui uma aura que o protege da fricção do ar entre outros problemas que resultariam dos seus poderes, tenho ideia que é uma aura que todos os Speedsters que acedem à "Speed Force" possuem.



The RivalSurgiu pela primeira vez em 1949 e é o primeiro a usar o título de Reverse Flash.
Como todos sabem na DC é muito popular criarem um super herói e depois a sua versão feminina (Superwoman, Batwoman, Mary Marvel, etc), juvenil (Superboy, Aqualad, Captain Marvel Jr., etc) e claro a sua versão "negra", ou seja, um vilão que possui os mesmos poderes (ou similares) do que o herói. Assim para um Superman temos um Bizarro, para um Captain Marvel um Black Adam, para um Green Lantern um Sinestro e para um Flash um Reverse Flash que neste caso se trata do Rival.
Dr. Edward Clariss era um professor universitário de Jay Garrick (Flash) que tentou recriar a fórmula que lhe concedeu super velocidade. Quando a sua fórmula foi recusada pela comunidade científica, passou a usar os seus poderes como um criminoso usando um fato idêntico ao do Flash mas mais escuro.
Mais tarde provou-se que os efeitos da sua fórmula de nome "velocity 9" eram apenas temporários.
Passado uns meses a sua velocidade regressou e fugiu da prisão. Enquanto estava a ser perseguído pelo Flash atingiu a velocidade da luz e desapareceu na Speed Force. Eventualmente regressou para aterrorizar o Flash.
Existiu uma outra versão de um Reverse Flash do Jay que era um robot. Este foi o primeiro a usar o uniforme por qual são conhecidos estes personagens, que consiste no mesmo uniforme do herói mas com as cores ao contrário.



Nota: Algumas informações como por exemplo as datas foram retirados do site da wikipédia.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Influências/Semelhanças #7

Quem nunca ouvir falar de Atlântida? Um continente ou ilha submersa em água, cuja existência nunca foi comprovada.
Mito ou realidade? A verdade é que desde há muitos anos que a sua lenda faz parte da nossa cultura, vários livros fictícios ou científicos foram escritos sobre ela, até filmes, quadros e porque não personagens de banda desenhada também?
Mencionada por Platão e eternizada na mitologia grega como a ilha que durante a divisão das terras se tornou de Poseídon, o deus dos mares, Atlântida faz e fará sempre parte da nossa história.

Namor - The Submariner

Namor é filho de Fen (filha de Thakorr, um Imperador de Atlântida) e de um Capitão Americano de nome Leonard McKenzie. No dia em que Fen desapareceu após ter ido explorar o barco onde Leonard se encontrava, o Imperador Thakorr ordenou às suas tropas que o atacassem. No entanto Fen não corria nenhum risco, a sua ausência era devida ao facto de se ter tornado noiva de Leonard, que infelizmente foi morto durante o ataque (ou assim se presume).
Passados nove meses nasceu uma criança rosada no meio do povo azul de Atlântida, tinha nascido Namor.
Meio humano e meio híbrido, Namor apresenta uma fisiologia anfíbia, o seu corpo está preparado para aguentar as elevadas pressões dos mares, tem força sobre-humana, velocidade, resistência e durabilidade. Controle telepático sobre todas as criaturas marinhas, poderes eléctricos (similares aos das enguias) e retardamento do envelhecimento. Os seus poderes diminuem há medida que passa mais tempo afastado da água.
Todos os poderes de Namor podem ser mais ou menos explicados através da sua fisiologia metade humana metade anfíbia, todos menos um. Namor tem a capacidade de voar algo que tanto o povo de Atlântida como da Terra não é capaz. É por isso que de há uns tempos para cá que Namor tem sido apelidado como o primeiro Mutante da Marvel.
Por primeiro mutante entenda-se o primeiro a ser criado e não o primeiro na cronologia das estórias Marvel, a titulo de curiosidade o primeiro mutante da Terra é muitas vezes mencionado ter sido En Sabah Nur, mais conhecido por Apocalypse, que nasceu algures no século 30 AC.
A sua paixão por Sue Richards (Invisible Woman) é muito conhecida no mundo da Marvel e foi alvo de inúmeras discussões entre ele e Reed Richards (Mr. Fantastic).
Apesar de ter ameaçado o povo terrestre de guerra várias vezes, Namor é um dos maiores defensores do planeta, já tendo pertencido a vários grupos de super heróis, entre eles os Avengers, os Defenders e os Illuminati, este último um segredo até para a comunidade dos super heróis.
Foi criado por Bill Everett em 1939 e foi um dos primeiros personagens a apresentar características de anti-herói.

Aquaman

Aquaman foi criado em 1941 por Mort Weisinger e Paul Norris.
Este é um dos raros casos em que a personagem mais original pertence à Marvel e não à DC. Tudo bem que na altura que Namor foi criado a Marvel como editora ainda se chamava Timely, mas eventualmente mudaria o nome.
Durante os chamados anos de ouro da DC, Aquaman é retratado como o filho de um explorador que encontrou a Atlântida. A sua mãe morreu quando ele era bebé e seu pai ficou com ele a viver em Atlântida descobrindo os seus segredos. Ao aprender os mistérios deste povo foi capaz de ensinar ao seu filho a respirar debaixo de água entre outras coisas.
Esta biografia foi eventualmente alterada na idade prateada da DC, e depois de a ler percebe-se perfeitamente porquê.
Foi em 1959 que Aquaman regressou ao mundo dos comics como Arthur Curry filho de Tom Curry e de Atlanna uma mulher que tinha fugido da cidade perdida de Atlântida, ou seja, tal como Namor, pai terrestre e mãe aquática.
O Corpo de Arthur também está preparado para aguentar as baixas temperaturas e as grandes profundidades típicas dos oceanos, consegue respirar debaixo de água, tem super força, resistência, velocidade e cura-se mais rápido que o típico humano. Consegue nadar a altas velocidades, ver na escuridão e tem uma audição mais sensível. Também consegue comunicar telepaticamente com a vida marinha, e aparentemente consegue usar a sua telepatia em todos os seres que tenham evoluído a partir da vida marinha, ou seja, humanos também. Os seus poderes também diminuem quanto mais tempo estiver afastado da água.
Aquaman cedo se tornou um defensor na Terra mas só mais tarde regressou a Atlântida para se tornar o seu Rei por direito, aparentemente a sua mãe era da realeza.
Mais tarde Orin (como viria a ser conhecido também) perdeu a mão, substituíndo-a por um arpão comandado telepaticamente por ele. Mais recentemente o seu arpão foi substituído pelo "Waterbearer" uma mão encantada que lhe providencia alguns poderes mágicos, tais como protege-lo de ataques mágicos e assumir várias formas, como por exemplo a de uma lâmina.
Aquaman sempre foi dos personagens principais da DC, o mais gozado, sendo muitas vezes retratado em segmentos de comédia, como o tipo que fala com os peixinhos. Verdade seja dita aquele fato amarelo e verde também nunca ajudou.
A DC e a Marvel lançaram em tempos uma BD onde alguns dos seus heróis se confrontavam e o vencedor era escolhido por votação do público. Evidente que isto deu "barraca" pois alguns heróis eram escolhidos pela popularidade e não por serem mais poderosos, o pior caso foi o do Wolverine que venceu o Lobo. Isto tudo para dizer que nessa BD o Namor enfrentou o Aquaman e perdeu, se bem me recordo eles estão praticamente empatados e o Aquaman comunica com uma baleia que se atira em cima do Namor vencendo. Muito fraquinha esta BD, muito mesmo.



Nota: Algumas informações como por exemplo as datas foram retirados do site da wikipédia.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Influências/Semelhanças #6 - ESPECIAL

Já tinha tido a ideia de abordar este poder, desde que comecei a ver a série "Heroes". Estou a falar da tão apetecível capacidade de absorver os poderes de outros.
Finalmente decidi a forma como vou abordar o tema, em vez de falar apenas em dois ou três indivíduos com esta capacidade, vou criar um Top 10.
Vou apenas abordar personagens que têm a capacidade de absorver os poderes de outros. Não vou falar daqueles capazes de absorver propriedades de materiais (Absorbing Man), capazes de absorver ataques e criar energia (Bishop) ou absorver energia e manipularem-na de diversas formas (Silver Surfer).
É também óbvio que há personagens tão poderosos que podem ter os poderes de todos os heróis na Terra, mas penso que esses fogem ao conceito deste post.
Sem mais demoras aqui fica a minha lista dos personagens que têm os melhores poderes de absorção.


10 – Parasite


Se este top fosse sobre os personagens mais fortes que possuem este tipo de poder, de certeza que o Parasita estaria mais à frente, no entanto, estou a escolher quais os personagens que para mim têm o melhor poder de absorção e como o parasita é um tipo que necessita de absorver a energia dos outros (além de ser roxo), faz com que fique no final desta lista. Afinal de contas existe uma razão para o seu nome ser parasita, o pobre coitado nem podia abraçar a própria família (pelo menos no caso de Raymond).
Já existiram muitos Parasitas na DC, entre eles Raymond Maxwell Jensen, Rudy Jones, Dr. Torval Freeman, etc.
Não sei especificamente os poderes de todos, mas sei que pelo menos uma versão do parasita é capaz de absorver as memórias e os poderes de outros.
Já absorveu os poderes do Superman, mas apenas uma fracção pois não é capaz de os absorver na sua totalidade.
A primeira versão do Parasita surgiu em 1966.



9 – Rogue


Como todos sabem a famosa Rogue dos X-men tem a capacidade de absorver as memórias, personalidade e super poderes de todos aqueles em que toca. É de facto um poder fabuloso mas que neste caso se pode considerar mais como uma maldição, pois infelizmente Rogue não é capaz de o controlar o que a torna incapaz de contacto humano.
E como nenhum poder que ela possa absorver superar o contacto com outra pessoa, o seu poder é dos piores desta lista.
Uma pequena curiosidade é que a Rogue tem uma grande química sexual com o Magneto e no Universo Paralelo "Age of Apocalypse" onde Magneto é um dos bons e o líder dos X-men, eles têm um filho. Isto é possível graças a um campo electromagnético que Magnus usa para proteger o seu corpo e poder tocar em Rogue.
Criada por Chris Claremont e Michael Golden em 1981.




8 – Sauron


Karl Lykos tem a capacidade de se transformar em Pterodáctilo aumentando a sua força e velocidade, sendo capaz de voar, de hipnotizar, de expelir fogo da boca (mais recente), de sentir outros mutantes e de obviamente absorver os seus poderes e energias através do toque.
Sauron é uma personagem bastante divertida e maquiavélica. A razão de estar apenas em oitavo lugar é que necessita de tocar nas pessoas para absorver os seus poderes e esta absorção é apenas temporária. Apesar de Karl possuir o poder da absorção na sua forma humana a verdade é que muitas vezes isto acciona a sua transformação em Pterodáctilo, que em BD é muito divertida mas na vida real não é muito boa para engatar.
Criado por Roy Thomas e Neal Adams, apareceu pela primeira vez como Karl Lykos no volume 1 de "X-Men #59" e como Sauron em "X-Men #60".



7 – Gideon


Gideon é um mutante com a capacidade de absorver qualquer talento ou super poder possuído por pessoas ou seres mecânicos.
Infelizmente para poder usar os poderes ou talentos dos outros Gideon tem de se encontrar perto dos mesmos.
A grande novidade deste personagem em relação aos outros é o facto de possuir a capacidade de imitar poderes de seres mecânicos, sem dúvida um aspecto muito interessante.
Além destes poderes Gideon é um External e por isso tem um certo grau de imortalidade, sendo apenas morto por decapitação, pelo vírus legacy ou por absorção das energias vitais.
Foi criado por Rob Liefeld, Fabian Nicieza e Mark Pacella e apareceu pela primeira vez no volume 1 dos "New Mutants #98"





6 – Copycat


Vanessa Geraldine Carlysle há semelhança de Mystique é capaz de se transformar em qualquer pessoa. A sua habilidade de "Shape-shifting" é tão poderosa e rigorosa que consegue duplicar qualquer pessoa até ao nível celular sendo capaz de replicar os seus poderes (caso os tenham), talentos e impressões mentais. Até os telepatas têm dificuldades em a distinguir.
O seu poder é muito bom, mas para replicar algo mais do que apenas a forma física, Copycat necessita tocar nas pessoas e isso é sempre um ponto fraco.
Foi criada por Fabian Nicieza e Rob Liefeld em 1991.




5 - Halloween Jack


Jordan Boone pertence ao Universo 2099 da Marvel.
Cientista respeitado envolveu-se num projecto que pretendia criar novas versões dos deuses nórdicos. Este projecto concedia poderes a humanos que graças a um chip implantado nas suas mentes os fazia acreditar que eram verdadeiramente deuses. Jordan conseguiu safar-se do chip e ganhou os poderes de Loki o deus trapaceiro.
Há semelhança de Copycat, Halloween Jack é também um exímio "Shape-Shifter" capaz de se transformar em tudo o que ele compreenda, desde pessoas a animais. Além disto é também capaz de absorver as memórias e poderes de todos os que toca, através da absorção do material genético pela sua pele.
Em comparação com Copycat, Jack tem uma vantagem e uma desvantagem. A vantagem é que ele é capaz de usar os poderes de todos os que absorveu no passado, a desvantagem é que como absorveu muitas memórias tornou-se louco.
O facto de ser louco é de facto um aspecto que o deveria colocar mais abaixo da lista, mas ninguém o obrigou a absorver tantos poderes.
Racionalmente os poderes de Jack são mais poderosos que os de copycat e gideon, mas a loucura é um preço muito grande a pagar por ele e o facto de ele estar em 5º é também uma prova da minha pequena loucura interior.
Apenas encontrei que este personagem foi criado pela "Marvel Comics", e a sua primeira aparição foi no número 11 do "Spider-Man 2099".



4 – Mimic


Existiram dois Mimics, um que possuía os poderes dos X-men originais (Cyclops, Jean, Beast, Angel e iceman) e Calvin Rankin da Terra-12 (de um Universo paralelo), é deste último que falo.
Calvin tem a capacidade de absorver os poderes de qualquer mutante, mas apenas pode absorver cinco ao mesmo tempo, no entanto, quando lhe convém pode trocar um dos seus poderes por outro que queira absorver.
Um ponto fraco do seu poder é que os poderes absorvidos por Mimic apenas têm 50% da energia dos originais.
Não é tão poderoso como Halloween Jack, mas não é louco e é capaz de ter cinco poderes sempre com ele podendo trocá-los quando se encontra perto de outros que também possuem poderes.
Os 50% são chatos, mas sempre pode usar cinco poderes ao mesmo tempo e combiná-los entre si.
Calvin Rankin foi criado por Judd Winick e Mike McKone e a sua primeira aparição foi no comic "Exiles "1".



3 - Peter Petrelli


Quando Peter aprender a controlar os seus poderes vai ser praticamente imparável. Tem a capacidade de absorver os poderes de outros apenas estando perto dos mesmos e aparentemente o seu poder de absorção não tem limites, pois até agora tem absorvido o poder de todos aqueles com quem esteve.
O seu corpo armazena os poderes por isso ao contrários de alguns membros desta lista a absorção é permanente.
Só encontro um aspecto negativo em Peter, uma vez que ele ainda não é capaz de controlar este dom, se absorver um poder demasiado perigoso, ainda pode rebentar, como aconteceu na série com o poder da radiação.
Criado por Tim Kring na série "Heroes" estreada em 2006.




2 - Black Alice


Black Alice que veste um uniforme semelhante ao de Black Adam é uma jovem gótica com poderes místicos que é capaz de absorver poderes mágicos. Para isso apenas tem de ser capaz de os ver, caso contrário, absorve os poderes mágicos de qualquer um.
É capaz de absorver mais do que um poder ao mesmo tempo, mas não se sabe qual o limite.
O poder é temporário mas considero-o muito bom porque ela tem a capacidade de absorver a magia de qualquer um, incluíndo seres tão poderosos como o Spectre e imaginem o que se poderia fazer com os poderes de um ser tão poderoso, seria formidável.
Foi criada por Gail Simone, Joe Prado e Ed Benes em 2005.




1 – Amazo


Criado por Gardner Fox em 1960, Amazo é capaz de absorver os poderes dos outros através das suas células quando se encontra próximo dos mesmos.
No passado apenas utilizava um poder de cada vez e tinha algumas limitações. Actualmente não é o caso, tendo a capacidade de absorver permanentemente os poderes de todos aqueles que encontrou.
É basicamente um Peter Petrelli mais seguro e capaz.
Aparentemente não é necessário que o poder seja genético para ele o absorver uma vez que é capaz de usar os poderes do Lanterna Verde.
Amazo está à frente de todos porque não precisa tocar em ninguém para utilizar a absorção, porque tem os poderes permanentemente e porque rapidamente os aprende a utilizar.


Nota: Algumas informações como por exemplo as datas foram retirados do site da wikipédia.

quarta-feira, outubro 10, 2007

DC VS Marvel



VS




Felizmente o meu Computador regressou a casa e por isso o Blog pode regressar à vida normal. E nada melhor do que regressar com algo novo, o espaço VERSUS onde sobre vários temas vou tentar ter um mini debate, onde peço a todos os que me lêem, para postar a vossa opinião.

Hoje a pergunta é simples, das duas editoras de comics que mais vendem no mundo, qual é a vossa preferida?
A DC comics actualmente possui várias editoras como a Vertigo e a Wildstorm.
A Vertigo foi apenas criada para englobar as BDs mais adultas da DC, livros como "Sandman" e V for Vendetta". Estranhamente Watchmen ainda mantém o símbolo da DC e não da Vertigo, sei que existiram problemas legais entre Alan Moore e a editora no que toca a este livro em particular, mas desconheço as causas desses problemas.
Já a Wildstorm é um caso completamente diferente uma vez que antes de ser comprada pela DC, os seus livros já existiam e por isso peço que não contem com esta editora quando decidirem qual a vossa preferida.
Se contarmos com a Vertigo a escolha para mim é fácil, ganha a DC. MAs vamos analisar rápidamente e exclusivamente a BD de super heróis destas duas companhias.
De uma forma geral a Marvel sempre foi mais adulta no que toca a BD de super heróis e sempre teve um maior respeito pela continuidade das estórias, onde a DC apresentava personagens e estórias altamente infantis, e tinha uma continuidade muito confusa. Actualmente a DC tem melhorado neste campo, terminando com algumas invenções patetas como a fraqueza do Green Lantern à cor amarela entre outras coisas.
No entanto existe um personagem da DC que a Marvel nunca conseguiu destronar neste tipo de BD, falo obviamente de Batman. Não existe nada que a Marvel alguma vez tenha feito que supere o leque de estórias fabulosas que existem sobre o Homem Morcego.
Agora deixo a palavra a quem quiser partilhar, qual a vossa preferida? A editora de Batman e Watchmen ou a editora de Spider-Man e dos X-men?

quinta-feira, julho 05, 2007

A Morte de Norrin Radd?


Longe vão os tempos em que Norrin Radd era apenas um cientista no seu Planeta Natal Zenn-la. No dia em que o seu Planeta foi ameaçado pelo Devorador de Mundos: Galactus, Norrin sacrificou a sua vida para salvar o seu planeta e o amor da sua vida Shalla-Bal. Embutido com o poder cósmico tornou-se no mensageiro de Galactus o Silver Surfer.
Surgiu nestes últimos meses a mais recente aventura do Surfista de nome "Requiem". Nesta estória Norrin encontra-se a morrer e tenta aproveitar o último mês de vida de que dispõe.
Mas antes de avançar para Requiem, regressemos um pouco atrás no tempo para vermos as mudanças mais recentes que têm ocorrido na vida deste herói.
Em termos de publicações a sua revista esteve cancelada de 1998 a 2003, ano em que regressou com as sagas "Communion/Revelation". Nesta série Norrin está a ajudar uma raça alienígena a raptar as crianças mais dotadas do Planeta, uma vez que este se encontra em perigo de ser totalmente destruído.
Muita gente não gostou da série devido à falta de acção, pois temos apenas um Surfer mais cerebral em busca de sabedoria durante as suas escolhas.














Apareceu posteriormente na saga "Cable & Deadpool". Quando Cable se tornou demasiado poderoso e perigoso para o Mundo, só havia um Ser com quem podiam contar para ajuda, o Silver Surfer!!!














Mais recentemente em 2006 Norrin regressou na saga épica "Annihilation".
Annihilus da zona negativa, reuniu um exército e despoletou a sua onda de aniquilação por todo o Universo. Esta onda de destruição aniquila tudo por onde passa, incluindo Planetas e consequentemente as suas civilizações.
Quando Galactus consumia um Mundo havia um propósito, um balanço no Universo, esta onda é simplesmente inconcebível e a fim de ajudar a parar este genocídio Universal Norrin Radd é obrigado a fazer uma escolha que jamais pensaria voltar a fazer.
Norrin Radd torna-se mais uma vez o "Herald" de Galactus. Mas desta vez muitos perigos se aproximam e Galactus decide aumentar ainda mais o poder do Silver Surfer.



























Na minisérie "Heralds of Galactus" que foca quatro "heralds", Terrax, Stardust, Firelord e o Silver Surfer, observamos na estória deste último o seu grande combate contra Aegis e Tenembrous. É de realçar que estas duas entidades foram libertadas em "Annihilation" tendo vencido Galactus e Norrin em combate.
Era virtualmente impossível que o Surfista fosse capaz de vencer estes dois, mesmo com o seu novo "upgrade", mas o impossível acontece quando o surfista decide usar as energias que criaram Aegis e Tenembrous para assim os destruir. Estamos a falar de energias do princípio do Universo e que iriam custar a vida do Surfista se Galactus não viesse em seu socorro e o regenerasse.
Finalmente chegamos ao livro que me trouxe aqui a mais recente saga do Silver Surfer - "Requiem".
No primeiro comic Norrin vêm até à Terra falar com Reed Richards sobre o seu novo estado. Após uns exames o Mr. Fantastic descobre que o corpo de Norrin se encontra a deteriorar e que este tem apenas um mês de vida.
Existem duas grandes visões do Surfer, uma é que ele é composto por poder cósmico a que para mim faz mais sentido e outra que defende que por baixo da sua pele prateada existe um corpo composto por órgãos e sangue (existem estórias em que o Surfer sangra). Em "Requiem" o autor optou por esta segunda versão, no entanto continua a fazer-me confusão ouvir o Reed dizer ao Surfer que eventualmente os seus pulmões e coração vão deixar de funcionar. Se o Surfista não necessita comer, beber, dormir, etc, que diferença lhe faz não ter órgãos? O Surfer foi criado para sobreviver e viajar no espaço a sua energia vem do cosmos.
Pormenores aparte, tem sido uma estória muito satisfatória e muito sensível. O Surfer está muito bem escrito, notando-se na personagem o seu lado filosófico e pacifista. A arte é também ela muito boa.
Agora sem arrependimentos, Norrin prepara-se para se despedir do seu Planeta adoptivo, a Terra para regressar a casa em Zenn-la, terminando assim a sua existência.
Existem algumas teorias sobre a morte do Surfer, há quem defenda que são os efeitos da sua luta contra Aegis e Tenembrous, apesar de ele ter sido "consertado" pelo Galactus. Há quem diga também que esta não é uma estória "oficial" (por "oficial" entenda-se que não segue a continuidade do Universo Marvel) mas sim uma versão "The End" do Silver Surfer ou simplesmente como Reed diz algures na estória, nenhuma máquina dura para sempre (apesar de o Surfer ter a capacidade de usar o poder cósmico para se curar).
A verdade é que nem sabemos cronologicamente em que altura ocorre esta estória uma vez que nos seus números mais recentes Norrin era novamente "Herald" de Galactus e em Requiem já não o é, o que pode ser um sinal que apoia a teoria de que esta não é uma estória "oficial". (No entanto Galactus já tinha afirmado em "Heralds of Galactus" que Norrin o iria trair novamente, decidindo então ter dois em vez de um "Herald" apenas).
Talvez as respostas sejam dadas no fim, talvez ele nem morra, a verdade é que no final do segundo livro o Homem Aranha afirma que a partir daquele dia, nunca mais o voltou a ver em toda a sua vida.
Agora é esperar pelo número 3 e 4. No final volto a dar notícias sobre esta estória.
Norrin Radd, The Silver Surfer, um dos heróis mais justos e serenos do Universo Marvel, mesmo para quem não gosta há que admitir este senhor tem estilo afinal de contas quantos Super Heróis voam de pé?