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terça-feira, abril 22, 2014

Captain America: The Winter Soldier


Vou começar pelo que considerei o menos positivo. A história do Winter Soldier sabe a pouco, ou melhor dizendo, nota-se que quiseram usar esta personagem numa outra história já definida. De facto a unica coisa que trouxeram das BDs do Brubaker foi mesmo o Winter Soldier. Falam da sua origem, mas a sua história é pouco abordada e tem mínimas menções ao facto de estar associado à Rússia. Isto é importante nem que seja para justificar porque tem a estrela vermelha no braço, é que não é porque fica mais bonito com ela. Mas as coisas funcionam, os vilões deste filme meteram os dedos em todo o lado e por isso a história vai sendo desenvolvida e as peças encaixam.

Agora salto para o melhor. Este é o melhor filme da Marvel no que toca a sequências de acção. Os realizadores cortaram no CGI e isso deu frutos. Temos aqui acção filmada à boa moda antiga e a dinâmica e tensão fazem-se sentir como nunca antes nestes filmes. O actor que interpreta o Winter Soldier está fantástico, tem uma presença imponente e trabalha com a sua faca como se tivesse nascido com ela. Chris Evans volta a provar porque foi um grande casting, ele É o Captain America.

A ajudar temos o regresso da Black Widow (a bela e letal Scarlet Johanson) e a famosa introdução do Falcon, o primeiro super-herói afro-americano (pelo menos das grandes editoras). Anthony Mackie entra muito bem no papel e rapidamente se torna mais um membro que merece ser permanente neste elenco que a Marvel anda a reunir.

No fundo é mais um produto ao qual a Marvel nos tem habituado, dos melhores até. Nesse sentido é completamente honesto (sim estou a pensar no Man of Steel), aspirando a ser maioritariamente uma boa dose de diversão. Tem elementos de espionagem e até toca em temas sérios e de valor. Estou a falar da questão entre a liberdade vs a segurança. Não vai debatê-la profundamente, mas é algo que lhe fica bem, em particular à personagem do Cap, alguém que passou a vida a lutar pela liberdade do povo e que agora neste séc. XXI acorda num mundo muito diferente daquele que idealizou. 

Para quem segue a série "Agents of S.H.I.E.L.D.", a narrativa deste filme está interligada com os acontecimentos dos últimos episódios. Aqui a Marvel soubre aproveitar as potencialidades do filme para criar uma ponte entre este e a série.

terça-feira, abril 15, 2014

Já Vi(vi) este Filme


A Inês Moreira Santos do blog Hoje Vi(vi) um filme lançou-me um desafio muito divertido. Falar de um qualquer filme no qual tenha revisto ou revivido algum momento da minha vida.

Porque a realidade e a ficção se cruzam constantemente, gostei muito da ideia de partilhar e conhecer, também, uma série de situações destas. Quantos de nós nunca viram um filme e se identificaram mais com determinada cena ou personagem?

Pois bem, a minha cena escolhida pode ser lida aqui. Se quiserem ver todas cliquem aqui.

domingo, abril 13, 2014

Killer Joe (2011)


William Friedkin não é para os fracos de coração, é um daqueles realizadores cujo trabalho tem um impacto visual que fica connosco para sempre. E Cinema é isso mesmo, a utilização de imagens em movimento para contar uma história. Ora Friedkin é exímio na arte da realização, sendo um autor frontal, directo e sem rodeios.

O seu mais recente filme "Killer Joe" passou algo despercebido e culpa disso é também da distribuição. Uma pena que o realizador de filmes como o "The Exorcist" e o "French Connection" não tenha tido o seu filme distribuido por cá. Uma pena, porque é mais um trabalho formidável e visceral do realizador que merece toda a nossa atenção.

Num dos papéis principais temos Matthew McConaughey, como Killer Joe. É muito possível que McConaughey seja melhor actor hoje do que há 10 anos atrás. Uma questão de ter mais prática. Mas sempre o achei muito competente e se a sua carreira parece estar agora no auge isso deve-se a uma cuidada atenção da sua parte (ou do agente) na escolha de papéis. "Killer Joe" é mais uma prova de como McConaughey se encontra na mó de cima. a fazer-lhe companhia temos um leque bem forte, com Emile Hirsch, Thomas Haden Church, Gina Gershon e Juno Temple.

"Killer Joe"é sobre uma conspiração familiar para matar um ente querido e receber o dinheiro do seguro. Uma história simples e muito bem contada. O nível de realização e edição são fantásticos e a prova de que Friedkin continua a ser um realizador extremamente estimulante de seguir.

E aquela sequência com a asa de frango? Nunca mais ninguém vai ao KFC sem se livrar dessa na cabeça.

terça-feira, abril 01, 2014

The Immigrant (2013)


James Gray não será dos nomes mais conhecidos, mas está a cada vez mais a tornar-se um dos grandes realizadores da actualidade.

"The Yards" e "We Own The Night" são os filmes que lhe conhecia (falta-me ainda o primeiro "Little Odessa") e com os quais fiquei muito impressionado. A forma como filmou ambas as histórias mostram-nos que estamos perante alguém com uma grande noção de estilo e conteúdo. Ainda não vi o seguinte "Tow Lovers", mas parece ser um filme que se marca pela mudança na carreira do realizador que aqui parece abandonar os polícias e os gangsters.

2013 foi ano de novo filme seu que teve estreia no Estoril Film Festival, com a presença do realizador. O filme é "The Immigrant" que com pena minha não vi nessa altura, mas vi agora.

"The Immigrant" mostra-nos que Gray continua em grande forma a querer contar-nos histórias trágicas entre pessoas. Aqui a relação é entre a imigrante polaca Ewa Cybulski (Marion Cotillard) que chega aos Estados Unidos e se vê envolvida nas teias de Bruno Weiss (Joaquin Phoenix) um homem que inicialmente parece preocupado em ajudá-la mas que na realidade sempre teve a intenção de se aproveitar da sua boa vontade. Tudo isto torna-se muito mais à medida que Gray desenvolve a relação entre estes dois, mostrando-nos que são personagens muito mais complexas do que inicialmente aparentavam. Fantástico. Um filme a não perder.

sexta-feira, março 28, 2014

Her (2013)

 
Quando fui ver "Her" imaginei um filme que se debruçasse sobre a relação entre o Homem e a Tecnologia,  um filme que nos mostrasse no que esta relação, cada vez mais próxima, poderia resultar num futuro próximo. Imaginei uma crítica social que mostrasse que o Homem cada vez mais se isola na frieza das máquinas, um isolamento que o remete para uma melancolia e depressão, pois não fomos feitos para estar sozinhos. Serviria "Her" como um aviso? De que não nos devemos afastar e esconder? De que é preciso ter cuidado com o caminho que o futuro está a seguir?

Bem, talvez sim, mas claramente não só. O filme que imaginei não foi o filme que vi. Claro que existe um enfâse nesse retrato social que nos mostra como estamos cada vez mais afastados uns dos outros. A dada altura Theodore observa pessoas a passar na Rua, todas juntas e todas afastadas, a conversar com os seus sistemas operativos ao invés de uns com os outros. Mas "Her" é mais que isso, diria até que a preocupação principal do filme é outra.

Neste ambiente mais futurista Spike Jonze desenvolveu as repercurssões da existência de inteligência artificial. Já muitos autores de ficção científica o fizeram, mas esta abordagem é bastante sóbria e não muito longe daquilo que um dia poderá acontecer e, por isso, talvez a identificação com este cenário seja mais imediata, mas não menos verdadeira que as outras. O que aconteceria se de facto a inteligência artificial existisse a este nível? Samantha torna-se uma entidade, não viva no sentido biológico da palavra, mas viva no sentido de uma consciência. Como tal, à semelhança de nós, Samantha vai crescendo e evoluindo, onde a única diferença é que o faz a uma velocidade muito superior.

É um filme muito interessante precisamente porque aborda esta possibilidade com honestidade, carinho e acima de tudo sem preconceitos. A preocupação social existe, mas não da forma que inicialmente imaginei. 
"Her" está mais interessado em desenvolver uma relação entre o Homem e a Tecnologia, mas uma enquanto duas entidades conscientes e neste filme isso resulta numa história de amor. "Her" pode ser sobre muita coisa, mas acima de todas as outras é uma história de amor genuína. Existe mesmo uma preocupação no facto de esta relação nunca poder ser carnal e as repercurssões que isso pode ter. Claro que isso também coloca questões constrangedoras. Que futuro há para a espécie humana numa relação destas? (num raciocínio mais preocupado com o futuro a longo prazo). "Her" aborda muita coisa, mas sem apontar o dedo, são questões que ficam no ar para serem reflectidas e valorizo-o muito por isso.

Não nos enganemos também de que a solidão é algo de novo, que a culpa é só das máquinas (criadas por nós). Mesmo aqui a personagem de Theodore mergulha nela devido a uma relação amorosa com a sua ex-mulher. É a dor e desilusão com o mundo que o afastam do mesmo e isso é algo muito humano. Phoenix está como é costume irrepreensível, mas também Scarlett Johansson. Apesar de a actriz nunca surgir fisicamente a sensualidade da sua voz tornam-na uma escolha óbvia e que resulta maravilhosamente bem.

quinta-feira, março 27, 2014

Captain America: Ed Brubaker and The Winter Soldier


Os filmes de Super-Heróis poderão eventualmente sair de moda, mas por enquanto parece claro que este filão veio para ficar durante uns bons tempos. Pelo menos a Marvel assim está convencida, uma vez que já traçou planos que a vão manter bem ocupada nos próximos anos.

Já tivemos um pouco de tudo por estas andanças, obras refrescantes e inovadoras e peças completamente dispensáveis. Diria até que os últimos são os que devem imperar. Uma coisa é certa a Marvel com a máquina da Disney por trás parece ter o que é necessário para criar filmes minimamente respeitáveis. De todos os seus planos fiquei particularmente entusiasmado com esta sequela do Captain America. Se me dissessem isto há uns anos não acreditava.

O primeiro filme realizado por Joe Johnston foi uma boa surpresa. Apesar de achar que na segunda parte acaba por acusar cansaço, já a primeira é muito boa, onde se soube desenvolver o lado humano deste herói e onde nos souberam trazer também um dos vilões mais icónicos da editora, o Red Skull.

Para a sequela o realizador é substituído pelos irmãos Russo e o argumento irá beber inspiração à fase em que Ed Brubaker escreveu Captain America. Brubaker é um dos argumentistas mais talentosos a trabalhar no mercado norte-americano e quando pegou na série do Captain America conseguiu revitalizar a personagem e dar-lhe um lugar de destaque nestes tempos modernos. Fantástico. Este post serve precisamente para chamar a atenção a isto. A todos os que queriam saber mais sobre o Winter Soldier, peguem na revista do Captain America desta altura que não vão ficar desiludidos.

Quanto ao filme, o trailer tem bastante bom aspecto, mas depois do "Man of Steel" já não digo nada. De qualquer das formas acho que há material aqui para termos um filme bem interessante. Oxalá que "Captain America: The Winter Soldier" se sobressaia como um dos melhores filmes da Marvel. Era de valor.

Também vamos ter a primeira aparição de Falcon o primeiro herói afro-americano a surgir nos comics (pelo menos das grandes editoras) e está com bom aspecto.


quarta-feira, março 26, 2014

O Menino e o Mundo


Falei dele ainda à pouco. Aqui fica o meu texto sobre "O Menino e o Mundo" na Rua de Baixo.

terça-feira, março 18, 2014

A Coragem no Cinema


O blog "Caminho Largo" voltou à carga para mais uma rubrica conjunta de cinema. Desta vez o desafio recaiu sobre o tema da coragem. Como é costume no blog dos irmãos Teixeira o leque de convidados é extenso tornando díficil encontrar melhor amostra da blogoesfera nacional sobre este tema.

Aproveito para agradecer o convite e por poder estar incluído nesta estimulante comunidade. Quanto às minhas escolhas, já podem ser consultadas aqui.

segunda-feira, março 17, 2014

MONSTRA 2014 – Sessão de Abertura


Na passada Sexta-Feira abriram-se oficialmente as portas do festival com uma sessão apresentada pelo entusiástico Fernando Galrito (director do festival) e que primou por nos apresentar uma breve, mas estimulante, amostra daquilo que nos espera durante a próxima semana no festival.

Mais sobre a sessão de abertura aqui na Rua de Baixo.

sexta-feira, março 14, 2014

MONSTRA 2014


A animação volta a ser rainha durante uma semana.

Continuo a achar que este é o festival que mais procura discutir outras expressões artísticas de forma a misturá-las com a linguagem da animação. Faz sentido se nos recordarmos que esta é uma arte que nasce do experimentalisto.

Mais sobre o festival aqui.

sexta-feira, fevereiro 28, 2014

Viridiana (1961)



Esta será talvez a maior imagem de marca de "Viridiana" de Luis Buñuel, onde o realizador recriou a cena da última ceia a partir de um grupo de sem abrigos que abusa da hospitalidade oferecida. 10 anos depois de "Susana" o realizador espanhol surge-nos com um filme cuja crítica social não se encontra tão escondida, tão subtil.

Após a sua visualização - que já decorreu há muito tempo perdoem qualquer falta de memória - entrou logo para o leque de favoritos do realizador, que tendo em conta a qualidade do mesmo é dizer muito. A crítica social e religiosa em "Viridiana" - carregada de simbologia - é fortíssima e mostra-nos o quanto este realizador consegue ser ácido e severo, mas nunca descurando o humor ainda que seja negro.

Uma das cenas que mais me marcou foi a do cão que se encontra preso a uma carroça. A personagem Jorge, para o salvar tem de o comprar, mas ao fazê-lo surge-lhe novamente a mesma situação com outro cão. Pessoalmente considero esta uma metáfora muito rigorosa do nosso mundo. É aquela sensação de que a solução para o problema não está numa qualquer ajuda individual, ainda que esta seja relevante. Uma boa acção é melhor que nenhuma. Mesmo assim sentimos-nos esmagados com o peso do mundo onde mudá-lo é como remar contra a maré.

sábado, fevereiro 22, 2014

Guardians of the Galaxy - Trailer



Quando os "Guardians of the Galaxy" regressaram durante a saga "Annihilation: Conquest" foram um sucesso. Uma equipa completamente desequilibrada que era tanto perigosa como divertida. Contudo, não contava que a Marvel fosse apostar neles para um filme uma vez que não são das personagens mais conhecidas que a editora tem. Mas a editora tem planos a longo prazo para isto, está a introduzir a componente espacial do seu univeros que certamente continuará a ser aprofundanda. Tudo parece se encaminhar para uma "Infinity Gauntlet" com Thanos como vilão.

Quanto ao trailer do filme, já disponível, parece aquilo que devia ser, ou seja, muita diversão descomprometida. Não me recordo do Starlord ser tanto assim, mas as coisas parecem estar a funcionar e estou muito curioso por ver o Rocket Raccoon em acção. Já agora esta personagem nasce da canção dos Beatles "Rocky Raccoon".

sexta-feira, janeiro 31, 2014

The Zero Theorem - trailer



O regresso de Terry Gilliam ao tema dos futuros distópicos, tão bem explorados em "Brazil", é sinal de alegria por aqui. Isto promete.

segunda-feira, janeiro 27, 2014

The Secret Life of Walter Mitty (2013)


Filho de Jerry Stiller - o hilariante pai de George Constanza em "Seinfeld" - Ben Stiller foi um homem que chegou até nós também pela comédia. Nem sempre pela melhor comédia, aliás muitos dos seus filmes nunca me suscitaram grande curiosidade. Nem tenho ideia de Stiller ser um nome popular entre os amantes de cinema. Contudo, cada vez mais me parece que isso está a mudar, que Stiller está a construir uma carreira cinematográfica muito interessante e promissora.

Outro dia estava a pensar no momento em que Stiller me conquistou e me fez estar mais atento ao seu percurso. Pensava que tinha sido nas participações que fez em algumas séries, tais como "Arrested Development" e "Extras", onde esteve soberbo. Mas não. Foi antes, foi quando Wes Anderson nos trouxe essa peça exímia que é"The Royal Tenenbaums".

Depois do divertido "Tropical Thunder" Stiller volta à realização com este "The Secret Life of Walter Mitty", o seu filme mais intimista até à data. A comédia em que se especializou continua aqui presente, mas este é um filme completamente distinto daqueles que realizou até à data.

Um dos aspectos que mais gostei no filme foi o facto de Walter Mitty já ser uma personagem fascinante, muito antes de partir à aventura pelo mundo fora em busca de uma fotografia. Esta não deixa de ser uma história de coragem e verdadeiramente inspiradora, mas não foi preciso esse "salto" para a aventura para Mitty se definir enquanto ser humano. Ele é especial, a sua vida tocou a de outros e o final é especialmente bonito por causa disso.

Todo o filme é acompanhado por uma banda sonora lindíssima que capta esse sentimento de inspiração que o filme procura ter. Temos canções de José Gonzalez, Junip, Of Monster and Men e claro Mr. David Bowie - a sua Space Oddity está interligada a todo o filme. A fotografia também deixa a sua presença bem vincada, mas aqui o trabalho é facilitado pela escolha dos locais de filmagem, arrebatadores.

O tom de comédia apanhou-me algo de surpresa, não esperava nada a cena do "Benjamin Button" que é tão engraçada. Gostei, provavelmente é o filme mais bem conseguido de Stiller até à data e também, enquanto actor, a sua personagem mais complexa e bem desenvolvida.

Nota: Não fazia ideia que já existia um filme de 1947 com o mesmo título. São amb os inspirados na curta história de James Thurber, mas pela sinopse parecem filmes diferentes, apesar de se tocarem na personagem.

quarta-feira, janeiro 15, 2014

Halloween (1978)


Finalmente vi esse clássico de terror que é o "Halloween" do Carpenter. Das personagens mais conhecidas do cinema de terror, como Freddy Krueger, Jason ou o Leatherface, fazia-me muita comichão ainda conhecer o Michael Myers, até porque de todos estes realizadores o Carpenter é o meu predilecto.

Ao longo dos anos a admiração e respeito por John Carpenter só tem crescedido. Este homem dos sete ofícios no cinema, é realmente um "faz tudo" dotando os seus filmes de uma atmosfera ímpar. E é nisto que "Halloween" deslumbra, na forma como Carpenter sabe filmar o suspense, o temor, sempre acompanhado de um tenebroso tema sonoro, composto pelo próprio.

Myers é-nos apresentado logo no início do filme, quando em criança assassina a sangue-frio a sua própria irmã. Nunca entramos dentro da personagem, nem sabemos o que lhe passa pela cabeça (era tirar-lhe força), mas o que nos é sugerido, através do seu médico, é que Myers é, pura e simplesmente, o mal. Porque nem sempre há passados trágicos, ou momentos na infância que definam as pessoas. Nesse sentido Myers espelha esse lado negro da vida no seu estado mais pura, essa força que é o mal. Talvez por isso a personagem pareça ser incapaz de ser morta, porque esta já se tornou mais do que um Homem, tornou-se uma força da natureza.

E como cinema espelha a vida, seja em que género for, Myers nasce de uma experiência que o realizador teve ao conhecer um paciente que sofria de uma qualquer doença mental. Deixo aqui a citação do realizador sobre esse encontro e que pode ser vista nos extras do DVD da edição comemorativa dos 25 anos:

I met this six year old child with this blank, pale, emotionless face, and the blackest eyes; the devil's eyes […] I realized what was living behind that boy's eyes was purely and simply…evil.

quinta-feira, novembro 21, 2013

Susana (1951)


Da negra tempestade surge Susana, com seu corpo angelical e alma demoníaca. É recebida pela família Guadalupe que lhe dá abrigo e carinho. Como se fosse um membro da família Susana é assim integrada naquela dinâmica familiar tão celestial. Mas os símbolos estão lá, Susana é o mal, no dia em que chega à quinta um potro morre e uma égua adoece, se isto não fosse  claro o final volta a reforçá-lo, tudo fica bem sem a presença de Susana.

Ela é a serpente do paraíso em contraste com a família perfeita e católica (até o nome do filho é Jesus) e o efeito sedutor que tem nos homens, não demora a fazer-se sentir. Susana sabe que a sedução é algo que lhe vem de forma natural e manipula o seu dom a seu bel-prazer. Em pouco tempo, não há homem na quinta que não saiba quem ela é e que não sonhe com ela. O problema de ser demasiado sedutor é que por vezes seduzimos mesmo quando nem tentamos.

Toda a família cai em tentação, cada um à sua maneira e, no entanto, apenas Susana é recriminada como sendo "o diabo", a culpada. Ela que nos é apresentada como prisioneira num reformatório onde parece ser constantemente recriminada pelas suas acções, afinal de contas, não é pura nem virtuosa. O filme trata-a assim a partir de todos os simbolismos, mas será que a mensagem é mesmo essa por parte de Buñuel? Não é. Há aqui uma forte ironia em toda esta situação, mas uma ironia tão suave que fintou de forma genial a censura da altura como muito bem explica este belo texto de João Bénard da Costa que encontrei no Cine Resort.

Neste meu precurso pela filmografia de Luis Buñuel, chegou a vez de "Susana" o filme com a maior carga de sensualidade e erotismo que vi do realizador. A sensualidade e a nudez não são a mesma coisa e "Susana" não deixa de ser uma lição nesse campo, para muitos outros filmes que falham em capturar semelhante atmosfera.

O final recordou-me o de "A History of Violence" aquele regressar às origens como se nada se tivesse passado. Claro que neste caso o contexto é diferente e o final muito mais surreal e inverosimil. Uma coisa é certa: para passar a provação é sempre mais fácil remover a tentação.

terça-feira, novembro 19, 2013

2001: A Space Odyssey (1968) - O Regresso aos Cinemas



Cada vez mais se sente que as sessões clássicas no "UCI El Corte Inglês" vieram para ficar. Uma iniciativa que abriu as hostes com "Taxi Driver" e que continuou com "Lawrence of Arabia" e "From Here to Eternity". A preocupação na escolha dos títulos continua a mostrar-se cuidada, a encerrar o ano temos agora a estreia desse filme tão grande como a vida que é "2001 A Space Odyssey" e mais perto do Natal podem já marcar nas agendas o regresso de "Casablanca".

Vi este filme pela primeira vez em casa em DVD, tal como a maioria da minha geração. Posteriormente, vi-o na "Casa da Música" com a banda sonora tocada ao vivo pela orquestra do Porto, sem dúvida alguma uma visualização muito especial. Kubrick era um perfeccionista em todas as vertentes do processo de realizar um filme e a banda sonora não era excepção. Quem conhece o filme, sabe bem o quanto estas composições musicais fazem parte da estrutura do mesmo, da sua alma. Haverá início cinematográfico mais épico que este ao som de "Also Sprach Zarathustra" de Richard Strauss? Existe outro filme que conseguiu captar um bailado no espaço como o que vislumbramos aqui ao som de "An der schönen blauen Donau" de Johann Strauss? E o que dizer da perturbante "Requiem" de Ligeti que nos assombra ao longo da narrativa?

Se em termos musicais dificilmente voltarei a ter uma melhor experiência do que esta, em termos visuais não era o caso. Por isso desta vez não ia perder a oportunidade de ver "2001" numa sala de cinema (trata-se de uma versão restaurada digitalmente). Agora sim a imersão no espaço foi muito mais profunda, há determinadas cenas em que ganham um poder inegavelmente maior. "2001" é um filme para ser vivido numa sala de cinema, caso haja oportunidade, por isso esta é uma experiência imperdível para todos os apaixonados por Cinema.

São várias as virtudes de "2001", estamos a falar de um filme que marcou e até mudou o Cinema. Segundo João Lopes "2001" e "The Birds" de Hitchcock foram os filmes da década de 60 mais importantes no que toca aos avanços dos efeitos especiais. Nuno Galopim, outro dos apresentadores desta sessão de ante-estreia, também chamou muito bem a atenção para o facto de nunca antes, nem nunca depois, o cinema e a literatura de ficção-científica terem estado tão próximos como neste momento. Uma vez que estamos a falar de um filme escrito por Kubrick e Arthur C. Clark e que viria a dar origem num livro também.

(Spoilers)

Apesar de estarmos perante um filme que explora temáticas como a da existência humana, não deixo de achar curioso que a personagem mais bem desenvolvida em todo o filme seja um robô. "2001" pode ser tudo, mas não é um filme de actores, onde determinada interpretação nos tenha impressionado em particular. De facto este é talvez o ponto mais criticado do filme, a falta de uma maior caracterização de personagens e que levam a acusações de o realizador ser demasiado frio e cerebral. Há verdade nestas afirmações, "2001" não é esse tipo de filme, nem tem de ser. Contudo, considero mesmo que existe uma personagem muito bem construida e interpretada (pela voz de Douglas Rain) que é o Hal 9000. Curiosamente acaba por ser a personagem mais humana do filme, aquele momento final em que Dave está a desligar Hal é dos momentos que mais me arrepia a ver o filme, aquele "I'm afraid Dave" diz tudo.

(Fim de Spoilers)

No final acabei por conversar com amigos sobre a resposta Russa ao "2001", o "Solyaris" de Andrei Tarkovsky. Quis salientar este filme no texto porque não deixa de ser interessante reparar que a grande virtude do filme Russo reside precisamente no foco dado às personagens, estando longe da imponência visual de "2001". Apesar de um filme lembrar sempre o outro, estamos perante duas obras ímpares e muito distintas do Cinema em geral e da ficção-científica em particular.

A quem tiver a oportunidade, não a perca, certamente não dará o tempo por perdido. Não há nada como ver um filme destes no formato para o qual foi pensado e criado.

segunda-feira, novembro 11, 2013

Pickpocket (1959)


Ao tomar conhecimento de que "Pickpocket" é um filme vagamente inspirado no livro "Crime e Castigo" de Dostoevsky, não hesitei e fui vê-lo imediatamente. Queria conhecer o cinema de Robert Bresson e dificilmente iria encontrar maior estímulo do que este. Já agora sei que devem existir uma série de adaptações cinematográficas do livro, mas nunca as vi.

Apesar da história do filme ser diferente - o livro de Dostoevsky mergulha mais fundo na psique humana - é fácil reconhecer sequências do livro que aqui ganham vida na personagem de Michel (Martin LaSalle).

No início do filme Michel é-nos apresentado como alguém que vive sérias dificuldades financeiras, como o quarto onde vive o bem exemplifica. Gosto particularmente do pormenor de ele nunca fechar a porta quando sai,  afinal de contas não existe necessidade, nada há que ele tenha merecedor de ser roubado.

Tal como Raskolnikov (Crime e Castigo) é um crente no Niilismo, neste caso na liberdade de escolha por parte de determinados indíviduos mais dotados mentalmente, liberdade essa que pode ir além da autoridade. Como Michel crê pertencer a esta elite de pensadores, recusa os esforços do seu amigo em lhe arranjar um emprego e segue uma vida de carteirista, a qual vai aperfeiçoando ao longo do filme.

Sempre achei que ao adaptar uma história como esta teria de se recorrer à utilização de "voz off", neste caso, do pensamento do protagonista. De facto Bresson assim o faz, mas é de salientar que muitos dos sentimentos e ideias do filme são transmitidos fisicamente, por gestos, olhares e expressões. É notória a atenção na forma como as cenas nos são apresentadas e na postura dos actores ao longo do filme.

Esta é uma história de culpa e redenção, onde um não existe sem o outro, pois não fosse o trilho ardiloso percorrido por Michel e este talvez nunca encontrasse a paz, o amor. é um filme dotado de grande sensibilidade que me faz terminar o texto salientando que esta escolha se confirmou como uma excelente porta de entrada ao universo cinematográfico deste autor.

sábado, novembro 02, 2013

Thor: The Dark World


Chegou às salas de cinema a sequela de "Thor". O primeiro filme, realizado por Kenneth Branagh, tinha a árdua tarefa de adaptar não só uma personagem da Marvel, mas todo um Universo. Thor é mais que um super-herói, é um deus da mitologia nórdica e ao trazê-lo para o cinema teria, automaticamente, de se trazer Asgard também - Branagh conseguiu-o. É um filme que por vezes soa apressado, mas, verdade seja dita, também seria complicado Thor ter a lição da sua vida em menos de hora e meia. Contudo, apesar das suas falhas, foi um introdução interessante, que tinha como ponto forte o elenco, em particular a escolha de Hiddleston para Loki, personagem que viria a ser aproveitada para a grande reunião em "The Avengers".

Agora chega-nos "Thor: The Dark World" desta vez realizado por Alan Taylor. Como qualquer sequela de um franchise comercial, "The Dark World" é maior e mais esplendoroso visualmente que o seu antecessor. Passamos mais tempo na maravilhosa Asgard e as sequências de acção são pautadas por uma maior injecção de efeitos especiais. Confesso que tenho curiosidade em saber o que Branagh alcançaria a trabalhar com este material e orçamento, acredito que lhe poderia ter dado um toque mais autoral que contribuiria para destacar ainda mais o filme, mas isto é pura especulação.

A premissa é muito simples e linear, mas funcional, serve o propósito de colocar determinadas personagens em determinados lugares, algo que irá ter repercurssões no futuro. Agora temos sempre de pensar mais além nos filmes da Marvel, apesar de esta história ser fechada, tudo aqui são peças num tabuleiro a caminharem para outros eventos. Mas se uma premissa simples sobrevive bastante bem neste género de filme - ninguém espera de "Thor" grandes complexidades narrativas -, já a fraca caracterização dos Dark Elves não. Malekith parece ser uma personagem interessante, mas nunca temos um investimento emocional na mesma, os Dark Elves surgem para nos fazer regressar à escuridão e pronto acabou. Percebemos que são um inimigo perigoso, mas ao chegarmos ao final do filme a conclusão é que não passaram de personagens unidimensionais e este é claramente o calcanhar de Aquiles de "The Dark World".

Em contrapartida os diálogos e interacções entre as personagens são uma das, senão a maior, qualidade do filme. "The Dark World" sabe o tipo de filme que é e sabe divertir-se com isso. O seu argumento consegue alternar entre acção, tensão dramática e diálogos espirituosos - muito bem escritos - que para quem já conhece estas personagens ainda funcionam melhor. Existem sequências, em particular na Terra, que até parecem saídas de uma sitcom, como vermos Thor a pendurar o seu martelo num bengaleiro. Nesse sentido nota-se que estamos perante um filme que pretende ter muitos estilos, o que poderá nem sempre funcionar a seu favor, há momentos que mereciam mais atenção. No entanto, sente-se um claro prazer em brincar com este universo, estamos num mundo onde existem pessoas a voar com capas e não há vergonha nenhuma nisso.

Todo o elenco está de regresso, excepto Josh Dallas na pele de Fandral. Uma ausência que poderá ser devida ao seu papel em "Once Upon a Time", de qualquer das formas o seu subtituto é Zachary Levi, uma escolha tanto certeira como surpreendente. Chris Hemsworth continua a provar-se um deus do trovão à altura, ele tem a presença e o coração para a personagem. Desta vez Rene Russo tem um maior destaque - maior até do que Antony Hopkins -, é sempre um prazer rever esta actriz que tornou a sua personagem em uma das mais interessantes desta mitologia. eral todos os actores são bastante competentes - Idris Elba como Heimdall é sempre imponente - mas com tantas personagens o tempo de antena de muitas é sempre curto.

Apesar de achar que todo o elenco funciona bem, até Portman me parece melhor na sequela, vou ter de, mais uma vez, destacar o Loki de Tom Hiddleston. Sempre que esta personagem surge em cena, o ritmo do filme é outro, sendo sem dúvida aquele que sobressai mais em termos de representação. Hiddleston tem aqui uma grande personagem, não só possuidora dos melhores momentos, como também aquela que transparece melhor as suas emoções. Desta vez o vilão é outro, mas o que nós queremos ver é sempre mais de Loki. Ele já tinha sido o vilão no 1º, o vilão no "Avengers", poderíamos pensar que a sua ausência está para breve, mas se "The Dark World" provou alguma coisa é que esta personagem é essencial para este universo e a sua química com Hemsworth é realmente fantástica, Thor e Loki juntos é uma daquelas parcerias que não falha. Sempre acreditei que neste filme o final de Loki seria um e posso revelar que a escolha foi ainda melhor.

Quanto à premissa, como Odin diz no trailer, antes de tudo existia a escuridão... e sobreviveu. Os Dark Elves são criaturas provenientes dessa mesma escuridão, que planeiam destruir o Universo, fazendo-o retornar às trevas. Para isso acontecer precisam de esperar por o momento certo, ou seja, pela convergência, o momento em que a Terra, Asgard e todos os outros mundos se encontram alinhados. Só nessa altura Malekith poderá libertar a força destruidora que é o Aether (5º elemento?) cumprindo assim a sua missão.

No final quando temos a - sempre existente - batalha final entre protagonista e antagonista, achei interessante a forma como abordaram segmentos da luta aproveitando os locais onde as leis da física estão mais frágeis devido à convergência. Foi uma boa opção para tornar as coisas mais divertidas e aquela cena do Thor no metro é hilariante.

Concluindo "Thor: The Dark World" poderá estar abaixo de "Iron Man" e "The Avengers", porém, não deixa de ser uma das propostas mais competentes produzidas pela Marvel, uma que trará diversão assegurada aos fãs deste género e sim, o Hiddleston é mesmo metade do filme, só por ele já valia a pena ter ido ver. Em adição temos um cameo surpresa extremamente divertido e não, não é o do Stan Lee.

Li algures que muitos acham que o poder de Thor nos filmes não tem sido muito explorado, mas quem passa mais despercebido nos mesmos até é Odin. Este "deus" é um Sky-father, sem dúvida o mais poderoso em Asgard e aquele que abdicou de um olho em troca de sabedoria. Coloco deus entre aspas porque tal termo advém da adoração que se criou a estes seres em tempos passados na Terra. Na realidade os Asgarnianos são seres de um outro mundo, tecnicamente extraterrestres.

Quanto às cenas pós-créditos, existe ainda uma segunda por isso fiquem até ao fim. Infelizmente esta escapou-me desta vez, normalmente faço as pessoas esperarem, mas depois de ver a primeira não me esforcei por pensar que era a única. Nunca mais!!!

Em relação à primeira: 


SPOILERS

É a prova de que a Marvel está seriamente investida numa longa continuidade destes filmes. Entram assim as "Infinity Gems", que serão certamente mencionadas em futuros filmes. Cá para mim isto tudo se encaminha para "Avengers 3" onde Thanos será, quase de certeza, o vilão. Mas até lá anda temos muito que esperar e muito para ver.

quinta-feira, outubro 31, 2013

Thor, Captain America e The X-Men - TRAILERS



"Thor: -The Dark World" chega hoje às salas de Cinema.

Gostei do primeiro, é honesto e respeito muito isso. É um filme que sabe o que quer mostrar e não tem vergonha em o dizer. Além do mais esta é uma das personagens mais complicadas de adaptar, até por Asgard, mas o resultado, mesmo que não tenha sido memorável em termos cinematográficos, foi competente.

Nesta sequela o filme parece seguir no mesmo caminho, mas a um nível ainda maior. Kenneth Branagh sai da cadeira de realizador e entra Alan Taylor mais conhecido por realizar episódios de "Sopranos" e "Game of Thrones".Uma excelente notícia é que ainda vamos ter a participação do Loki. Quanto ao vilão será Christopher Eccleston, pois claro o 9th Doctor!

Pelas opiniões que se têm levantado na internet, parece que estamos perante um dos grandes filmes da Marvel. Mal posso esperar.




O primeiro Captain America não foi dos filmes mais amados, contudo tinha uma primeira metade fantástica, só perdendo algum fulgor posteriormente. O vilão icónico também ajudou.

Pelo trailer da sequela, acho muito possível que tal como "Thor" venha a superar o primeiro. Desta vez tiveram a excelente ideia de irem buscar inspiração à saga do "Winter Soldier" criada por Ed Brubaker. O trabalho deste autor tem sido amplamente elogiado e a sua saga do "Captain America" considerada uma das melhores dentro do género do super-herói na actualidade.

Apesar de "Iron Man" ter sido uma surpresa fantástica, tornando-se rapidamente um dos melhores filmes da Marvel, a verdade é que as sequelas não conseguiram voltar a captar esse brilho. Mesmo o terceiro, não sendo um mau filme (longe disso), não me conquistou. Por isso fico bastante entusiasmado tanto com a continuação deste como com a do Thor. Claro que prognósticos são uma coisa e o resultado final outra.

O facto de a editora Marvel estar ligada a estes projectos também traz alguma segurança.

Aqui Joe Johnston também é substituído por uma dupla de realizadores mais ligadas à TV, Anthony e Joe Russo, conhecidos por "Arrested Development" e "Community".




Agora vamos para a FOX (acho) mas continuamos dentro do universo bedéfilo da Marvel: "X-Men: Days of Future Past".

Claramente andam a aprender nas escolhas. "Days of Future Past" é uma das sagas mais icónicas da história destes mutantes. Singer regressa à cadeira de realizador o que me parece uma boa escolha, apesar de Matthew Vaughn ter feito um trabalho igualmente fantástico em "First Class".

Se Singer se tivesse mantido no 3º filme, muito possivelmente adaptaria a saga da "Dark Phoenix", infelizmente arruinaram-lhe isso. Esperemos que agora tenha a oportunidade de compensar com este novo filme. Já que a história envolve viagens no tempo pode ser que eliminem o "Last Stand" da cronologia, isso é que era bonito.

O trailer graças à música do "Sunshine" e ao portentoso elenco, emociona. Caramba o Xavier e o Magneto estão tão bem representados em ambas as gerações que é impossível não ficar impressionado.

Pelo trailer podemos ver finalmente o Bishop e outros novos mutantes que irão aparecer, entre eles: Blink, Warpath e sunspot.

A cronologia é que será uma aventura, uma vez que vão misturar o "First Class" com os anteriores.