quarta-feira, novembro 30, 2011

Torneio de Personagens de BD Asiática: Grupo VI

D

Vampire Hunter D não nasce no mundo da BD, mas antes das novelas ilustradas. Escrito por Hideyuki Kikuchi e ilustrado por Yoshitaka Amano começou a ser publicado em 1983 e conta com 22 volumes.
Devido ao seu sucesso foi adaptado a vários formatos como 2 filmes de animação e mangá. É por esta personagem existir no formato mangá que decidi aceitar a sua participação.
Neste universo ficcional criaturas demoníacas habitam a Terra e ao contrário do mito do vampiro tradicional em Vampire Hunter D estes podem procriar.
D é um dhampir, ou seja, filho de um vampiro (pai) e de um humano (mãe) o que fazem dele um dos caçadores de vampiros mais perigosos de sempre, pois D possui quase todas as forças de um Vampiro e níveis mais baixos das suas fraquezas. Por exemplo D também partilha de uma fraqueza à luz solar, mas a sua resistência a ela é muito superior e por isso tem a capacidade de caminhar durante o dia. Apesar de normalmente usar apenas as suas habilidades físicas de dhampir, também possui vastos poderes mágicos.
Há primeira vista D trabalha sozinho, mas tal está longe de ser verdade. Ele possui na palma da sua mão esquerda um simbonte cujas origens são desconhecidas. Este simbionte tem vontade própria e age como um guia. Este simbionte tem um leque de poderes que também ajudam D, por exemplo já foi capaz de lhe devolver a vida após este ter levado com uma estaca no coração.
A acção desenrola-se numa Terra no futuro após uma guerra nuclear que ocorreu em 1999 planeada pelos nobres vampiros. Para assim mais tarde reconstituírem o mundo e a civilização há sua imagem.
D é considerado por muitos o dhampir mais poderoso de todos possuindo habilidades superiores aos da sua própria raça. Aliás D é uma das criaturas mais poderosas que caminha na Terra, perdendo talvez e apenas para o seu pai.










Son Gohan


A primeira coisa que salta à vista quando vemos pela primeira vez Dragon Ball Z é que o nosso amado Son Goku teve um filho. Esse filho é Son Gohan.
Gohan é também o primeiro híbrido entre um Sayan (guerreiro do espaço) e um humano (Chi Chi). Claro que no início desconhecemos que Goku é um alienígena mas rapidamente esta história é revelada.
Aparentemente a mistura genética entre humanos e Sayan’s é poderosa. Gohan mesmo ainda uma criança é apresentado como tendo um potencial devastador. De salientar também que Gohan é o único híbrido da série a ter nascido com uma cauda e a ser também capaz de se transformar em lua cheia num daqueles monstruosos macacões.
A início Gohan é muito bébe, timido e assustadiço. A mãe galinha nunca quis que treinasse artes marciais como o pai e prefere que Gohan siga uma carreira académica.
No entanto após a morte do pai e do conflito eminente com os Sayans, Piccolo rapta-o para o treinar, afinal de contas Gohan é o guerreiro mais promissor da Terra. Piccolo que até aqui tinha demonstrado uma personalidade de vilão apega-se pela primeira vez a alguém. Gohan torna-se o seu pupilo e mesmo nunca lho demonstrando cria empatia com o garoto. Aproveito para dizer que uma das minhas cenas predilectas desta fase é quando Piccolo se sacrifica por Gohan para este não morrer.
Este rapaz também teve muita sorte com esta história do potencial. Por duas vezes pelo menos grandes mestres despertaram a força contida dentro de si para o tornarem mais forte. Basicamente saltou a parte do treino árduo.
No entanto na saga Cell é que vemos mesmo o quão poderoso é. O seu pai reparou nisso e levou-o para treinar, acreditando que Gohan era o único capaz de derrotar Cell... e tinha razão.
Goku foi o primeiro a transformar-se em Super Sayan, mas Gohan foi o primeiro a transformar-se em Super Sayan 2. Se a Vegeta já foi um insulto quando Goku foi capaz, um miúdo como Gohan foi mais doloroso que qualquer golpe mortal.
Gostei também que depois do treino com o pai, Gohan tenha pedido para usar o uniforme de Piccolo, o seu primeiro mestre. A relação entre os dois ficou para sempre ao longo da série. Curioso que apesar de Gohan ser muito bondoso e inocente em combate quando se deixa dominar pela fúria é muito mais severo que o pai, lembrando muito mais um Piccolo.
No final do arco do Cell percebe-se que Gohan vem com o papel de substituir o pai na história. Mas Toriyama muda de ideias ao iniciar o arco do Buu. Talvez porque a popularidade de Goku fosse impossível de superar ou porque simplesmente Goku é insubstituivel. Não sei a razão.
Na saga de Buu, Gohan é já um adolescente. Continuou com os estudos e começa a usar os seus poderes para ajudar os outros assumindo o alter ego de Great Saiyaman, o primeiro super-herói em Dragon Ball.
Mas tarde quando os verdadeiros vilões surgem Gohan está bastante mais fraco do que seria de esperar. A continuação dos estudos e o pouco treino são reflexo disso. Ainda assim quando Elder Kai faz uma cerimónia para libertar todo o potencial de Gohan este volta num estalar de dedos ao topo da cadeia alimentar. Depois disto já nem precisa de se transformar em Super Sayan para atingir tais níveis de poder e superando-os até. As fusões acabam por ter um grande protagonismo nesta saga mas sem contar com elas o único guerreiro a conseguir dar um valente excerto de porrada num Buu é precisamente Gohan, novamente o mais poderoso dos heróis (sem contar com fusões). Mesmo assim os seus dias como guerreiro estavam contados, no último episódio mostram-no como alguém que se dedicou à familia e à vida académica abandonando de vez as artes marciais. Uma pena.









Spike Spiegel



Spike é a segunda personagem deste torneio a não ter nascido em mangá. Foi criada primeiro em animé e só depois é que foi adaptada para mangá. Foi criado por Shinichirō Watanabe que realizou os episódios da série. O argumento é de Keiko Nobumoto.
Spike pertence a um grupo de caçadores de prémios que navega a bordo de uma nave apelidada de Bebop.
Nesta história futurista uma explosão bombardeou a Lua e destroços deste planeta secundário atingiram a Terra eliminando grande parte da sua população e tornando o nosso planeta pouco habitável, obrigando vários a procurarem refúgio em outros locais do espaço.
Spike nasceu 22 anos depois deste evento em 2044 e no planeta Marte.
Há semelhança de Trigun trata-se portanto de mais um space western.
A título de curiosidade o seu olho direito é cibernético.
Vejam o genérico da série é do caraças.









Trunks


A primeira vez que Trunks surgiu em cena introduziu alguma informação bem aliciante na série. Em primeiro lugar as viagens no tempo. Trunks é o primeiro a conseguir voltar ao passado com a missão de avisar os seus amigos dos perigos que se avizinham e assim salvar o mundo. Infelizmente sempre que altera algo no passado cria uma nova ramificação e o seu presente mantêm-se inalterado. Foi treinado por Gohan e é filho de Vegeta com Bulma, sendo o 2º híbrido da série. Na altura esta revelação foi uma surpresa afinal Bulma tinha era uma relação com Yamcha.
Trunks é também o primeiro Sayan a não ter cabelo preto. Os cabelos dos híbridos ao contrário do dos Sayans puros além de não terem de ser negros também crescem.
No final do arco do Cell, Trunks abandona os nossos amigos para regressar ao seu tempo e destruir os cyborgs #17 e 18 que nesta linha temporal são umas bestas.
Este foi o final do Trunks porreiraço que chegou cheio de estilo e a enveredar uma espada. Porém não foi o fim de Trunks enquanto personagem na série, pois entretanto havia já nascido no presente. Na saga de Buu seguimo-lo enquanto criança e às suas aventuras com Son Goten, o 2º filho de Son Goku. Os dois são as primeiras personagens a executar a técnica da fusão criando assim Gotrunks. Enquanto criança é bastante diferente da sua versão adolescente. Notório da influência que o pai tem nele, Trunks quer ser o maior guerreiro de todos e não se poupa a esforços para isso, ganhando também alguma arrogância. Quando cresce, no entanto, torna-se obviamente mais maturo e segue um percurso mais ligado à ciência tal como a familia do lado da sua mãe e relembrando mais o Trunks que vinha do futuro.









Natsume Maya


Maya é uma das protagonistas do mangá Tenjho Tenge da autoria de Oh! Great (pseudónimo usado por Ito Ōgure). Foi editado entre 1998 e 2010 tendo ao todo 22 volumes. Existe uma série de animé ainda em exibição, um filme e um OVA.
Quando Nagi Souichiro e Makihara Bob foram pela primeira vez ao liceu Toudou Academy foram com intenções de se tornarem os seus líderes estando prontos para enfrentar qualquer um que pensasse de forma diferente, tal como haviam feito com sucesso nos seus liceus anteriores.
O problema é que esta não é uma escola comum, aqui várias artes marciais são ensinadas e alguns dos alunos até possuem capacidades sobrenaturais.
Maya Natsume é uma estudante do terceiro ano e a líder do Juken Club a equipa onde Nagi e Makihara acabaram por ficar integrados. É uma excelente guerreira que luta com a espada amaldiçoada Reiki. Tem a capacidade de voltar à sua forma de criança para conservar o seu ki.









Takumi Fujiwara

Initial D é um mangá sobre as corridas de carro ilegais no Japão, em particular a modalidade drift que como o terceiro filme de Fast and Furious já tinha focado é muito popular no Japão.
Este mangá de Shuichi Shigeno data de 1995 e conta já com uma adaptação a série de animé (ver genérico) e a filme (em acção real).
Takumi Fujiwara é o protagonista desta aventura. Filho de Bunta Fujiwara (uma lenda entre os condutores de rua) trabalha numa loja de Tofu pertencente ao seu pai. No entanto o seu sonho é ser o condutor mais rápido de todos e treina constantemente no seu Toyota Sprinter Trueno AE86.
Pelo que percebi Takumi foi manipulado pelo seu pai em adquirir competências de condução sem se aperceber disso durante a sua adolescência.










Gemini Saga


Saga o cavaleiro de ouro do signo Gémeos é o grande vilão do primeiro arco de Saint Seiya. Antigamente era considerado um modelo de como um cavaleiro de Atena devia ser. No entanto, ironia dos destinos, começou a sofrer de dupla personalidade, culpa do seu irmão gémeo Kanon.
Controlado pelo lado maquiavélico da sua dupla personalidade, matou o Pápa do Santuário assumindo o seu manto e tentando matar o bébe em que a deusa Atena havia reencarnado. O bébe foi salvo no último minuto por Aiolos o cavaleiro do Sagitário, e irmão mais velho do cavaleiro do Leão, que tinha sido escolhido como sucessor do verdadeiro Pápa, o que despoletou a mudança de Saga.
Como todos haviam sido enganados por Saga, Aiolos é capturado e morto como um traidor acusado de roubar Atena.
Saga continuou como Pápa do Santuário até Seiya e os seus amigos cavaleiros de bronze terem descoberto o seu segredo e terminado o seu reinado de terror. No fim quando ficou livre da sua personalidade negra voltando a ser o bom e velho Saga, matou-se para expiar os seus pecados, uma pena, havia outras formas basta olhar para Kenshin.
Na saga de Hades regressa dos mortos em grande explendor e glória e prova porque é definitivamente um dos maiores cavaleiros de Atena.
Do que conheço Saga é dos cavaleiros de ouro mais poderosos, perdendo apenas para o cavaleiro de Virgem e de Balança. O cavaleiro do Carneiro também me parece estar no mesmo nível que ele, mas os restantes garantidamente perdem contra a sua força. De salientar que nunca vi o cavaleiro do sagitário lutar e sobre este não me pronuncio.












Notas:

- Algumas informações foram pesquisadas na wikipédia;
- Devido a razões de facilidade algumas imagens dos animés serão utilizadas ao invés das dos mangás.

segunda-feira, novembro 28, 2011

Torneio de Personagens de BD Asiática: Grupo V

Uchiha Itachi

Itachi é um dos membros com mais potencial do clã Uchiha. Este clã como já referi anteriormente é conhecido por possuir o dom do Sharingan. Uma técnica visual que Itacho usa com grande mestria. Foi a primeira personagem na série a demonstrar o Mangekyo Sharingan, um outro nível desta técnica que lhe possibilita um leque de habilidades mentais poderosíssimas.
As suas habilidades eram tão extraordinárias que se tornou líder da equipa especial de Ninjas ANBU aos 13 anos.
É conhecido na série por ter sido o responsável pelo genocídio que ocorreu ao clã Uchiha. Itachi matou todos os membros do seu clã há excepção do seu irmão mais novo Sasuke. É por isto que Sasuke vive apenas para a vingança, treinando árduamente até ser capaz de matar o seu próprio irmão, que agora pertence à organização criminosa Akatsuki cuja missão é capturar todos os bijū’s (demónios das caudas), incluindo a raposa de nove caudas que está dentro de Naruto.
Sempre que Itachi entra em cena, nunca me pareceu o vilão descrito na série por Sasuke. Mesmo em multidões notamos a sua solidão e melancolia. Como é que esta personagem matou assim do nada os seus pais? Algo em Itachi para mim não combinava...


SPOILERS

...e tinha razão. Itachi não tem nada de vilão. Perto do final descobrimos que o seu clã planeava invadir Konoha provocando a guerra. O seu pai insistia com Itachi para este descobrir todos os segredos de segurança da vila, uma vez que era o líder da ANBU. Mas Itachi já tinha assistido em criança aos malefícios da guerra e tornou-se um pacifista por natureza. Assim traiu o seu clã tornando-se um agente duplo. Foi Danzo um dos ninjas anciões da aldeia, que temia os poderes do clã Uchiha, quem ordenou secretamente a a sua extinção a Itachi que pediria ajuda a Madara para executar esta tarefa.
Não sendo capaz de matar o seu irmão ameaçou Danzo que se algo acontecesse ao seu irmão ele revelaria este plano secreto a todos.



parte 2; parte 3






Hiko Seijūrō XIII



Hiko Seijūrō é o grande mestre do Hiten Mitsurugi-ryū, o seu 13º sucessor e também o mestre de Kenshin.
A personagem é introduzida durante a saga de Shishio. Após o primeiro encontro de Kenshin com Soujiro, o aprendiz de Shishio, este apercebeu-se que não estava preparado para travar os combates que se avizinhavam e por isso volta a procurar o seu antigo mestre a fim de completar o seu treino. Kenshin aos 14 anos abandonou Hiko para combater na guerra tendo ido contra a vontade do seu meste que achava que se iam aproveitar das suas habilidades e sem nunca concluir o seu treino.
O desenho de Hiko foi baseado numa personagem com o mesmo nome que o autor criou na sua curta Crescent Moon of the Warring States. A capa por sua vez foi inspirada pela da personagem Spawn de Todd Mcfarlane.
Não é uma pessoa muito sociável e por isso prefere viver como um eremita sobrevivendo como um oleiro usando o nome falso Ni'itsu Kakunoshin.
É sarcástico estando sempre a gozar com Kenshin, mas preocupando-se de verdade com ele, afinal Kenshin é como um filho. Hiko salvou-lhe a vida quando era pequeno e cuidou dele, treinando-o. Costuma trazer sempre consigo uma garrafa de sake a sua bebida predilecta.
Nas palavras do criador, Hiko é demasiado poderoso para ser muito usado na história. E isso nota-se rapidamente. Hiko é muito mais poderosos que Kenshin e não há possivelmente ninguém na série capaz de o fazer suar. Basta ver o trabalho que Kenshin teve para o conseguir…arranhar.
Adoro uma frase que ele dirige a um dos ladrões que iam atacar Kenshin. Quando este o questiona sobre o seu nome Hiko apenas responde muito calmamente que não vale a pena apresentar-se aos mortos. Pode soar a arrogante da sua parte, mas a verdade é que é a realidade. Hiko é mesmo muito bom.
Deixo aqui um vídeo que mostra porque Kenshin parte de Kyoto mais descansado deixando lá os seus amigos quando a guerra com Shishio está prestes a rebentar. É que Kenshin pediu ao seu mestre para os guardar. E os escritores tiveram de inventar que Hiko se perdeu no caminho para poderem por Kaoro e companhia a lutarem um bocadito. Porque se Hiko chegasse antes ninguém precisava mexer uma palha. Podem saltar até ao minuto 5 para ver a sua entrada triunfal contra um...GIGANTE.
Teve de ser este vídeo eu não consigo ouvir estas personagens noutra língua.


Continuação.







Kojiro Hyuga


Quem não se lembra de Captain Tsubasa? Pode não ser do mangá criado por Yōichi Takahashi em 1981. Mas a série de animação que passou nas televisões portuguesas não passou despercebida à maioria dos rapazes, numa feliz altura em que se usava o nome Tsubasa e não a horrorosa dobragem espanhola de Oliver.
A história é sobre futebol centrando-se em Tsubasa. Hyuga é o antagonista a início da série.
Ele surge como o jogador mais assustador de todos, até os seus companheiros de equipa o temem por vezes. Tecnicamente não é tão bom como Tsubasa, mas compensa isso com força. Muitas vezes Hyuga nem se dá ao trabalho de fintar os jogadores, passando por eles como se de um furacão de tratasse.
Hyuga leva o futebol muito a sério, é dos jogadores mais dedicados e tem por objectivo seguir uma carreira profissional. Por isso falhar é uma palavra que não existe no seu vocabulário. A sua postura à superfície é a de alguém severo, mas no fundo Hyuga é um bom amigo que se preocupa com os seus e muito dedicado à família.
Joga a ponta de lança e tem um chute tão forte que já conseguiu meter não só a bola mas também o guarda-redes dentro da baliza bem como rasgar a própria rede da baliza. Aqui os combates são dentro das quatro linhas.










Pain

É o líder da Akatsuki que possui também há semelhança de Itachi uma habilidade visual, o Rinnegan (ver olhos na imagem) capaz de manipular os cinci elementos de chakra diferentes e a capacidade de controlar diferentes corpos ao mesmo tempo. Diz quem viu que é mais poderoso que o Sharingan.
Falar mais de Pain é complicado devido a spoilers por isso não me vou extender mais sem avisar.

SPOILERS

Deva Pain é a personagem que aparece na imagem e pertence a um grupo de 6 ninjas conhecidos por The Six Paths of Pain, todos baptizados com os nomes dos seis caminhos para a reencarnação budistas. Todos os 6 corpos são controlados por uma única mente que se mantém escondida e isolada. Essa mente é a de Nagato.
Nagato juntamente com Konan e Yahiko era um órfão que foi treinado por Jiraya.
São estes três ninjas que após crescerem fundam a Akatsuki, liderada por Yahiko, que tem como objectivo eliminar a guerra, trazendo a paz ao mundo.
Tudo isto até Hanzo, um ninja natural de Amegakure, a mesma vila de Nagato e companhia, os ter enganado e forçado Nagato a escolher entre matar Konan ou Yahiko. Para não ter de escolher Yahiko comete suícidio.
A partir daqui Nagato mudou, vingando a morte do amigo e assumindo que a única maneira de o mundo atingir a paz é ensinando-lhe a dor causada pela guerra. E é por causa desta sua missão que adoptou o título de Pain. Mais tarde nagato usaria o corpo de Yahiko como um dos The Six Paths of Pain, precisamente o de Deva Pain.


Parte 2 (não está completa)






Manji

Como já falei de Blade of the Immortal vou tirar alguns parágrafos desse texto e colocar aqui. Se quiserem ler mais sobre o 1º volume cliquem aqui onde se encontra o texto na íntegra.

Blade of the Immortal é uma série de mangá da autoria de Hiroaki Samura que começou por ser editada em 1994, contando até agora com 26 volumes e continuando a ser editada.
A história desenrola-se no Japão em 1782-3, ou seja, durante o Shogunato Tokugawa, e conta a história do samurai imortal Manji.
Manji tornou-se conhecido como sendo responsável pela morte de cerca de 100 samurais. Muitas dessas mortes foram ordenadas a mando do Lorde Horii, Manji acreditava estar do lado correcto mas quando descobriu a monstruosidade dos seus actos e como tantos inocentes pereceram na sua espada, assassinou o próprio Lord Horii. Quando um policia samurai o confronta Manji tenta explicar-lhe as razões mas é obrigado a lutar. Apesar de o nome deste seu oponente lhe soar familiar, é só quando a sua irmã entra em cena, no exacto momento em que Manji o esquarteja, que se recorda que está a matar o marido da sua irmã.
Uma misteriosa mulher de nome, Yaobikuni, que afirma ter 800 anos infecta o corpo de Manji com kessen-chu um tipo de vermes capazes de regenerar qualquer tipo de feridas tornando o hospedeiro virtualmente imortal, facto que, independentemente das suas qualidades, o tornou mais descuidado enquanto lutador. Farto de não conseguir morrer, Manji tenta a todo o custo convencer Yaobikuni a livrá-lo destes vermes. Quando ela lhe pede para ele abdicar da espada e ele recusa após a sua irmã ter sido raptada, chegam a um outro acordo. A fim de purgar os seus pecados, Manji promete-lhe a morte de 1000 vilões e em troca Yaobikuni remover-lhe-à os “malditos” vermes.
A maior qualidade de Blade of the Immortal é sem dúvida alguma a arte. Este é dos mangás que mais me fascinou em termos de desenho. As sequências de lutas e os esquartejamentos são magistrais e aqui Samura não poupa nos detalhes nem na imaginação. Os painéis que enchem uma a duas páginas com a morte de alguém são fabulosos.









Himura Kenshin


Himura Kenshin é o famoso Rurouni Kenshin (Samurai Vagabundo) criado por Nobuhiro Watsuki. O mangá tem 28 volumes ao todo que foram publicados entre 1994 e 1999. Conta com uma adaptação em animé, um filme (de animé)
Kenshin é-nos apresentado no início como um Samurai que vagueia pelo Japão (durante a era Meiji) em busca de redenção pelos seus pecados. Kenshin foi um dos maiores assassinos durante a guerra Bakumatsu, onde ganhou na altura a alcunha de Hitokiri Battōsai. Hitokiri porque é assassino em japonês e Battōsai porque Kenshin se especializou nas técnicas de combate Battō (desembainhar a espada e matar num único golpe) do seu estilo Hiten Mitsurugi-ryū.
Após terminada a guerra e se ter instalado o novo governo Meiji, por quem Kenshin lutou, este nobre samurai jurou nunca mais tirar a vida a ninguém e passar o resto da sua a ajudar os outros. Para isso luta com uma Sakabatou (katana de gume invertido), a fim de poder usar as suas técnicas de espadachim sem matar ninguém.
No entanto a sua fama precede-o e como é facilmente reconhecido pela sua cicatriz em forma de cruz e o seu cabelo vermelho, são muitos aqueles que o perseguem com o intuito de glória pois vencer o famoso Hitokiri é uma mais valia no currículo.
Existe um OVA que conta o início da história de Kenshin. Como foi salvo por Hiko, como lutou na guerra e até como ganhou as suas cicatrizes. O estilo de animação é diferente, mas também muito bom. Vale bem a pena.
De destacar a banda sonora da série de animação que tem momentos absolutamente fantásticos.
O vídeo que vou deixar é precisamente o início desse OVA que mencionei de nome tsuiokuhen para mostrar o encontro entre ele e o seu meste e também um Kenshin diferente do habitual, um Kenshin que não hesita em matar.

SPOILERS

A título de curiosidade o primeiro nome de Kenshin é Shinta. Mas Hiko achava que tal não era nome para um Samurai e então baptizou-o de Kenshin (Coração de Espada).


(saltem para o minuto 7:25 se só quiserem só ver a luta de Kenshin).









Notas:

- Algumas informações foram pesquisadas na wikipédia;
- Devido a razões de facilidade algumas imagens dos animés serão utilizadas ao invés das dos mangás.

sexta-feira, novembro 25, 2011

Torneio de Personagens de BD Asiática: Grupo IV

Andromeda Shun


Saint Seiya (os Cavaleiros do Zodíac) foram dos primeiros animés que me lembro de ter visto. A ideia, saída da mente de Masami Kurumada, consiste em ter criado guerreiros que usam o poder do cosmos (derivado do Big Bang) e combatem em armaduras místicas que simbolizam constelações (são chamados de Saints).
Shun é um desses guerreiros, um cavaleiro de bronze da constelação Andrómeda e pertencente ao grupo principal.
O mangá começou a ser editado em 1986 e durou até 1991 com 28 volumes ao todo. Sofreu também várias adaptações em animés, jogos de vídeo, etc. Uma série também muito popular.
Há primeira vista Shun parece uma mulher e foi confundido como tal por várias pessoas, principalmente por ter sido dobrado por mulheres em vários países. É que além de ter um aspecto feminino (comum em alguns personagens de mangá) Shun usa a armadura de uma constelação que simboliza uma mulher, Andrómeda. Até a própria armadura na sua primeira versão tinha a forma dos seios e é rosa. No entanto a cor foi escolhida para ser igual à que identifica a nébula de andrómeda encontrada na cosntelação.
Shun juntamente com os outros protagonistas é órfão. Foi acolhido num orfanato que planeou enviar todas as crianças para as várias zonas do mundo em que as armaduras místicas se encontravam. A escolha foi através de um sorteio e a Shun calhou ir para a Death Queen Island em busca da armadura da Fénix. Esta ilha é conhecida por ser um dos locais mais perigosos da Terra. Em sua defesa, como sempre o fez, Ikki o seu irmão mais velho trocou de lugar com ele e assim Shun partiria em busca da armadura de Andrómeda.
É um pacifista por natureza, não tem prazer na violência e no início aparenta ser dos mais fracos no grupo, quando na realidade é dos mais poderosos. Quando Shun se entrega ao seu poder, o seu potencial é monstruoso.
O seu cabelo no mangá é castanho mas para o animé foi alterado para verde. Tem o signo Virgem e em determinados momentos já usou a armadura de ouro correspondente a esta constelação.
A sua arma de eleição é a corrente de Andrémeda, uma das armas mais fantásticas que surge na série como pudemos comprovar quando lutou pela primeira vez contra o cavaleiro do Unicórnio, foi um momento icónico, Jabu do Unicórnio nunca teve a hipótese. infelizmente não encontrei o combate na versão original por isso deixo-o aqui ao som da chop suey dos System of a Down e em baixo o seu combate no original com o Cavaleiro de ouro de Peixes.


Parte 2; Parte 3





Shiryu Choun



Choun é uma personagem do mangá Ikki Tousen. Pertence ao liceu Seito e surge como sendo a sua “arma secreta”, uma vez que pertence à classe dos melhores lutadores.
Luta com uma espada Hyakuhekitō, com a qual é uma lutadora exímia. A sua característica mais particular é que quase sempre está de olhos fechados incluindo nas lutas.
É também a única personagem do seu liceu que não usa o uniforme correspondente e curiosamente não é adepta de violência preferindo resolver conflitos com diplomacia.
É considerada por muitos como a melhor lutadora de Ikken Tousen.





Ogami Ittō


É a personagem principal de Lone Wolf and Cub, criado por Kazuo Koike (argumentista) e Goseki Kojima (desenhador) e editada entre 1970 e 1976 contando com 28 volumes ao todo.
Ogami Ittō era o Kogi Kaishakunin, ou seja, o executor do Shogunato Tokugawa, um dos principais responsáveis em exercer as ordens do Shogunato, assistindo vários samurais e lordes nas suas mortes.
Certo dia Ittō regressa a casa para encontrar a sua mulher e todos os membros da sua casa assassinados, salvo a excepção do seu filho recém nascido.
Tudo isto fazia parte de um plano para Ittō ser considerado um traidor e assim forçado a abdicar da sua posição. O livro gira portanto em torno da sua vingança.
infelizmente as edições que conheço deste mangá em inglês são muito pequenas, parecem livros de bolso de BD, preferia algo maior para apreciar mais a arte. Livros de bolso de BD é um conceito que dificilmente pega.
Existem uma série de filmes, 7 ao todo, de Lone Wolf and Cub. Deixo o trailer do primeiro para verem:









Edward Elric



É a personagem principal de Fullmetal Alchemist, série criada por Hiromu Arakawa. A série encontra-se concluída em 27 volumes editados entre 2001-2010. É uma das séries de maior sucesso da actualidade, o que resultou obviamente em que se espalhasse como a boa nova, por entre animés, OVA’s, jogos de vídeo e pelo que percebi até livros (novelas).
Ed é como o próprio nome da série indica um alquimista e apesar de ser bastante novo a vida já lhe pregou uma série de partidas. Magoou a sua pena esquerda quanto tentou ressuscitar, em vão, a sua mãe, sacrificou o braço direito pela alma do seu irmão e outros membros foram substituídos por próteses chamadas de automail.
Juntamente com o irmão Alphonse Elric, partem à procura da Pedra Filosofal capaz de lhes devolver os corpos.
Em tom de brincadeira e assim de repente o Ed parece o Darth Vader no mundo do Harry Potter.









Elijah Ballard

Trata-se do protagonista do mangá Eden: It’s na Endless World! de Hiroki Endo.
A acção decorre num futuro onde uma uma pandemia viral eliminou 15% da população mundial e mutilou uma outra parte.
No início são introduzidas as personagens Ennoia Ballard e Hannah Mayall a viverem juntos numa ilha chamada, Eden. Depois a história dá um salto de 20 anos e é aí que Elijah, o filho deste casal, surge em cena.
O seu pai Ennoia tornou-se um poderoso barão da droga na América do Sul e a sua mãe, juntamente com a sua irmã são raptadas quando os três abandonavam Ennoia.
A história debruça-se na sobrevivência de Elijah neste mundo caótico, que a dada altura se vê obrigado a juntar-se a um grupo de mercenários e a tornar-se um assassino. Tudo isto nunca esquecendo o seu objectivo principal de vida, salvar a mãe e irmã que são mantidas vivas para servirem de ameaças ao seu pai, Ennoia.
A série inspira-se muito em mitologia gnóstica e é composta por 18 volumes editados entre 1998-2008.
O seu apelido, aparentemente, é uma homenagem ao escritor de ficção científica JG Ballard.






Hatake
Kakashi



Não é que o trio principal da série Naruto não seja castiço. Naruto, Sasuke e Sakura são três personagens distintas de quem se gosta facilmente. Porém, para mim, Kakashi foi a primeia Grande personagem a surgir. Outros se seguiriam, mas Kakashi foi o primeiro, ninguém lhe tira isso.
Nunca revelando a sua cara (aparentemente ele é belíssimo) e com um olho tapado, Kakashi entra na história quando vai treinar a equipa de Naruto (os três mencionados acima). Sabemos que Kakashi é um excelente ninja, mas de resto tudo está envolto em mistério (nem a cara lhe conhecemos) e ao longo da história esses pormenores vão sendo revelados como quando descobrimos porque tapa o olho.
É uma personagem com bom humor e gosta tanto da arte ninja como de ler. Nunca treinou ninguém pois chumbou todos os alunos após a primeira lição que consiste à primeira vista em tirarem-lhe um pequeno sino. Nestas alturas aproveita para ler o seu mais recente livrinho. Sim ele lê e luta ao mesmo tempo...classe. Claro que Naruto e companhia passaram no teste que no fundo era uma lição para trabalharem em equipa.
Naruto é da autoria de Masashi Kishimoto é uma das séries que mais vende no mundo editada desde 1999 (mas o primeiro saiu em 1997) e continuando a ser editado actualmente. Originou uma série e filmes de animé também.

SPOILERS

Sobre o olho tapado de Kakashi. Um grande amigo seu que morreu pertencia ao clã Uchiha (o de Sasuke) e este povo é possuidor de um poder que se manifesta nos olhos, o chamado Sharingan. Antes de morrer deu a Kakashi um dos seus olhos para este transplantar para si.
O Sharingan possui várias habilidades e vai evoluindo à medida que o utilizador melhora o seu uso. Uma das suas técnicas mais conhecidas é que consegue imitar qualquer golpe que observa. Normalmente o clã Uchiha nunca usa o sharingan desta forma, mas Kakashi sim e isso valeu-lhe a alcunha do Ninja Copy Cat.









Killy

Killy é o protagonista do mangá Blame! (pronunciar Blam) de Tsutomu Nihei. Ao todo são 10 volumes editados entre 1998-2003. Em 2005 foram lançados 6 episódios de animação na net e ao dvd que foi posteriormente lançado adicionaram um sétimo.
A acção desenrola-se em The City situada numa versão tecnologicamente muito evoluída do nosso mundo. Estamos portanto perante mais um universo cyberpunk estilo há semelhança do steampunk amplamente explorado em mangá.
A missão de Killy é encontrar alguém que possua o Net Terminal Gene que consiste num marcador genético que permite aos humanos acederem à Netsphere, uma rede computacional de controlo de The City. Este mundo é povoado, além dos humanos, por transhumanos e cyborgs.
A sua arma de escolha é um Gravitational Beam Emitter capaz de criar sérios estragos na Megaestrutura (barreiras quase impenetráveis que protegem The City).










Notas:

- Algumas informações foram pesquisadas na wikipédia;
- Devido a razões de facilidade algumas imagens dos animés serão utilizadas ao invés das dos mangás.

quarta-feira, novembro 23, 2011

Torneio de Personagens de BD Asiática: Grupo III

Vegeta



Dragon Ball tornou-se mestre em passar vilões para o lado dos heróis. Veja-se mesmo Krillin. Vilão é uma palavra forte, mas Krillin sempre competiu de forma traiçoeira com Son Goku acabando por mais tarde se tornarem dos melhores amigos.
Piccolo que a início tem a morte de Goku no topo da sua lista de afazeres também acaba por unir forças com o mesmo. O mesmo se passou com Vegeta.
Quando os guerreiros do espaço (Sayans) se deslocam até à Terra para a conquistar, cabe a Son Goku e seus amigos, mais uma vez, protegerem-na.
Logo no primeiro encontro Vegeta cria uma enorme rivalidade com Goku que se mantém ao longo de todo o Dragon Ball. Como todos os grandes vilões de Dragon Ball quando surgem pela primeira vez, são significativamente mais fortes que Son Goku, mas tal só acontece mesmo na primeira aparição, pois uma vez derrotados por Goku este supera-os para sempre e isso é algo com que Vegeta nunca lidou bem.
Mesmo quando se tornam amigos Vegeta nunca pára de treinar para superar o seu camarada e até na saga de Majin Boo deixa-se controlar por Babidi para que este lhe aumente os poderes e assim poder tentar finalmente derrotar Goku.
Vegeta torna-se assim o anti-herói por excelência da série. Ao contrário de Goku é muito mais violente, severo e orgulhoso. Mas pouco a pouco a sua humanidade vai-se revelando ao longo da história. Vegeta casa com Bulma, na altura uma surpresa para muitos, é o pai de Trunks e na saga de Boo até se sacrifica para tentar vencê-lo.
Claro que Vegeta será sempre um badass e por isso uma das personagens favoritas da saga.
Já agora a ideia para o nome de Vegeta veio de Vegetal.




Resto da luta: parte 2; parte 3; parte 4.






Shimei Ryomou



Ikki Tousen ou Battle Vixen é uma série de mangá que data de 2000 e conta já com 18 volumes publicados. Na sua criação o seu autor Yuji Shiozaki baseou-se na novela Romance of the Three Kingdoms de Luo Guanzhong .
No Japão 7 liceus encontram-se em guerra. Liceus esses onde os seus lutadores possuem uma jóia sagrada possuidora que contém a essência e o destino de guerreiros oriundos dos 3 reinos da antiga China há cerca de 1800 anos atrás.
Shimei Ryomou pertence ao liceu Nanyo e do que encontrei dela foi estruturada como um valente fetiche para os homens. Começando na indumentária, Shimei veste-se de criada francesa e o seu estilo de combate é o wrestling de submissão utilizando algemas como arma… Além disso ainda usa uma pala no olho que é para não termos dúvidas que é uma durona.










Natsu Dragneel



Natsu é um dos protagonistas de Fairy Tail da autoria de Hiro Mashima. Editado desde 2006 já conta com 29 volumes mangá, 106 episódios de anime e dois OVA’s. Aparentemente uma série de grande sucesso.
Também conhecido por Salamandra, Natsu é um feiticeiro caçador de dragões. Através de magia consegue adquirir as capacidades de um dragão, tendo-se especializado em:

- Cuspir chamas;
- Lançar chamas de qualquer parte do seu corpo;
- imunidade ao fogo;
- Capacidade de ingerir qualquer tipo de chama.

Este tipo de magia na qual se tem dedicado particularmente, chama-se: Fire Dragon Slayer magic.
A lutar é como um furacão, descuidado e indiferente ao que o rodeia. Mas em relação aos amigos é dos mais leais.
Uma característica particular é que enjoa sempre que viaja em qualquer meio de transporte.









Shishio Makoto



Há quem diga que o Vilão faz o Herói. Neste caso em particular, quase que podemos dizer que o Vilão fez a história. Digo quase porque Rurouni Kenshin vive e viveu sem Shishio Makoto, mas sem ele não é a mesma coisa.
Gosto da história deste samurai vagabundo que tenta remediar os seus pecados do passado. O início deste mangá é descontraído e pautado de bom humor e de personagens interessantes. Porém é quando começa a saga de Makoto que a série se revela como algo a perdurar na História. O salto de qualidade é hercúleo e não é à toa que esta saga é a maior de toda a série de Rurouni Kenshin e ainda bem. Claro que tal não se deve só a Makoto, há outras personagens que dão novo fôlego à série também (uma delas também está nomeada neste torneio).
No final do Bakumatsu, o final do shogunato Tokugawa, Shishio Makoto substituiu Himura Kenshin como assassino do novo governo Meiji.
Quando os oficiais se apercebem que Shishio é um dos psicopatas mais perigosos à face da Terra conspiram para o assassinar, queimando-o vivo. Mas Shishio é um osso duro de roer, ou melhor, queimar e para futuro espanto de todos sobrevive conspirando em segredo contra o governo durante vários anos. E é precisamente quando coloca o seu plano em acção que surge na série.
Shishio é implacável, o seu confronto com Kenshin é lendário e para mim o melhor combate de toda a série. Dois guerreiros com uma fama que os precede mas longe do seu pico. Kenshin abdicou de matar os seus oponentes e luta com uma espada de gume invertido, e Shishio com 99% do corpo queimado já viu dias melhores.

SPOILERS

Há uma cena neste combate que é particularmente excepcional. Depois de Kenshin usar o Ougi (técnica mais poderosa) do Hiten Mitsurugi Ryu Shishio vê-se derrotado. Para o proteger a sua mulher coloca-se entre ele, caído no chão, e Kenshin que hesita ao se aproximar. Ela ama-o verdadeiramente e implora a Himura que poupe a sua vida quando de repente, sem contarmos com isso vemos uma espada sair do seu peito e acertar em Kenshin. Shishio aproveitou a situação para magoar Kenshin, mesmo que para isso tenha de ter morto a sua própria mulher. Até aqui vai a sede de vingança deste monstro. Shishio só se ama a si próprio.

Não encontrei a batalha inteira, em japonês e com a música original por isso deixo apenas um excerto da parte final onde Kenshin e Shishio usam o seu golpe mais poderoso. É uma batalha mesmo épica:








Revy



Revy (Rebecca) é uma personagem do mangá Black Lagoon, da autoria de Rei Hiroe e que contém já 9 volumes tendo o primeiro sido editado em 2002. Como acontece com vários mangás, Black Lagoon seria adaptado para uma série de animé com o mesmo nome em 2006.
A história desenrola-se nos anos 90 e segue um grupo de piratas conhecidos por Lagoon Company. Revy é um dos membros desta tripulação e de todos é a maior responsável pela secção de pancadaria. Revy é a guerreira do grupo, uma guerreira sádica que se diverte mais a chacinar pessoas do que a conversar com elas. Tal indiferença pela raça humana é aparentemente resultado de uma forma qualquer de instabilidade emocional.
A sua alcunha é Two Hand uma vez que espelha a sua habilidade em manusear duas pistolas ao mesmo tempo.








Sagara Sanosuke




Quando Criança Sano era membro do exército Sekihō que foi enganado e assassinado pelo novo governo Meiji. Por causa disto Sano cresceu a odiar a nova era Meiji tornando-se um lutador de rua, que lhe valeu a alcunha de Zanza (por lutar com uma enorme zanbatō).
Na história surge quando é contratado para eliminar Himura Kenshin o famoso Hitokiri Battousai. Uma oportunidade que Sano não quer perder uma vez que Kenshin era um assassino que lutou a favor do governo que Sano tanto odeia.
Nas palavras de Saitō, Sanosuke é um forte guerreiro, mas para esta nova era que é de paz. Quando comparado com os samurais que combateram na guerra, as suas habilidades são significativamente menores e por isso Sano nunca conseguiu sequer tocar em Kenshin quando lutaram.
No entanto é de realçar que Sano é de todas as personagens a mais resistente. Ele consegue aguentar como ninguém sucessivas cargas de porrada e levantar-se (quase) sempre.
Durante o combate Sano conhece melhor Kenshin e aquilo porque luta. Admirado com o nobre samurai decide segui-lo e ajudá-lo na sua missão em ajudar os outros, tornando-se os dois a partir daqui em melhores amigos.
Apesar de Sano lutar para manter a paz, o seu rancor pelo governo não desapareceu e num par de vezes os seus ideais voltam a entrar em confronto com os de Kenshin. Mas nada que os dois amigos não consigam resolver.
Mais tarde Sano acabará por arriscar a própria vida para defender este governo quando luta contra as terríveis forças de Shishio, num combate épico contra Anji.
Anji tinha-lhe ensinado um truque incrivelmente poderoso, capaz de reduzir num golpe uma pedra a pó, chama-se Futae no Kiwami.
O início da luta entre os dois é muito bom porque qualquer um deles pode terminar a luta com um golpe destes. Aquele que acertar primeiro vence e então a luta assume a tensão de um jogo de Xadrez culminando num grande momento de Sano. Depois a luta continua e as regras que estabeleceram no início vão para as urtigas, ainda assim, grande combate.
Sano veio adicionar à série, mais humor e divertimento. É um jogador e bon vivant mas que está sempre pronto para defender e ajudar os amigos.
Já agora a banda sonora do animé é divinal.




Este vídeo tem mais qualidade mas a luta tem cenas cortadas.








Notas:

- Algumas informações foram pesquisadas na wikipédia;
- Devido a razões de facilidade algumas imagens dos animés serão utilizadas ao invés das dos mangás.

terça-feira, novembro 22, 2011

Torneio de Personagens de BD Asiática: Grupo II

L



L é um dos melhores detectives ficcionais que alguma vez li. Não perde em nada para um Sherlock Holmes, Poirot ou Batman. É das personagens mais perspicazes e observadoras, características essenciais num excelente detective, tal como havia mencionado previamente aqui.
Não é à toa que se tornou uma personagem com uma enorme popularidade à sua volta. Sobre a obra à qual pertence, já falei dela aqui.
Existe uma prequela escrita por Nisio Isin onde assistimos L a caçar outro assassino antes dos eventos decorridos em Death Note. O nome deste livro é Death Note Another Note: The Los Angeles BB Murder Cases.
Existe também três filmes em acção real da saga Death Note. Os dois primeiros são a história do mangá (ver trailer do primeiro aqui) e o terceiro é uma sequela focada em L (o trailer contém spoilers para quem não conhece a série, quem quiser pode vê-lo aqui).
É na minha opinião a personagem mais inteligente da série, mais que Light que já por si é fenomenal. Mas tinha de ser assim, L está a lutar contra alguém que possui um caderno da morte, uma peça mágica que desequilibra a balança de qualquer combate e mesmo assim a forma como L pouco a pouco se aproxima de Light é muito boa.
Vejam logo no início o primeiro confronto entre os 2:









Cell




Cell faz parte do 2º grande arco de Dragon Ball Z. Após vencer o terrível Freezer numa galáxia distante, Son Gokū e companhia irão ter de enfrentar um adversário ainda mais temível e desta vez na Terra.
A maioria já conhecerá certamente esta personagem, mas talvez desconheçam que Cell esteve quase para não existir.
Akira Toriyama tinha intenções de terminar Dragon Ball Z após o arco em Namek finalizando com a morte de Gokū. Afinal Gokū sempre morreria aquando a explosão do planeta.
Mas pressionado pelo estúdio de animé continuou a escrever e desenhar estas aventuras e assim seguiu-se o arco dos cyborgs. O Dr. Gero, antigo inimigo de Gokū, dedicou a sua vida a criar cyborgs altamente poderosos incluindo o próprio, pois Gero transformou-se a si também no cyborg #20 que juntamente com o #19 são os primeiros a surgir. Mais tarde são revelados as verdadeiras ameaças, os cyborgs #17 e 18 que segundo um Trunks vindo do futuro seriam os responsáveis pela aniquilação da vida na Terra. No entanto e para surpresa de Trunks surge também um #16 que “vive” para uma única missão: matar Gokū (apesar de ser aquele que se assume como mais pacífico e dedicado à natureza).
No entanto, o editor de Toriyama mostrou-se descontente com os vilões, e percebe-se porquê, eu gosto muito do #16, 17 e 18, mas nenhum tem o estofo que um Freezer tinha, e então Cell nasceu. Um cyborg excepcional que foi criado a partir das células dos grandes guerreiros da Terra. Gokū, Vegeta, Piccolo e até mesmo Freezer.
Cell surgiu incrivelmente ameaçador, pelo seu aspecto assustador e porque era capaz de replicar todos os truques destas personagens.
Mas a história de Cell não termina aqui, se pensam que Toriyama fez com que Cell tivesse a capacidade de se transformar quando absorvia os cyborgs #17 e 18 porque lhe apanhou o gosto com Freezer, desenganem-se. A única razão para Cell ter mudado de aspecto foi porque o seu editor, que novamente meteu o dedo, achava a personagem demasiado feia.
Cell pode não ter sido a personagem mais poderosa da saga, mas foi sem dúvida das que impôs mais respeito e aquela que mais elementos de terror trouxe à série. Pelo aspecto, pela voz, pela absorção dos cyborgs, enfim por tudo. Só mesmo na última transformação é que ficou com um aspecto mais humano e menos aterrador. Depois de ter atingido todo o seu potencial, Cell não tinha mais ninguém a temer (assim pensava) e isso notava-se na sua postura.







Piccolo



Piccolo, ou Satã na versão portuguesa, é o maior dos vilões em Dragon Ball e um dos maiores heróis em Dragon Ball Z.
É a reencarnação de Piccolo Daimao (Coraçãozinho de Satã) que juntos foram a primeira personagem verdadeiramente maléfica que Toriyama criou na série. Repare-se, se não me estiver a esquecer de alguém, que é na história de Piccolo Daimao que a primeira personagem, Krillin, morre.
Descobre-se mais tarde que Picollo é a parte maléfica de um certo Namek que a eliminou para assim ser puro o suficiente e se tornar no guardião da Terra (o Todo Poderoso). Tal acto custou-lhe caro e sendo ambos a mesma pessoa um não pode existir sem o outro.
Após a morte de seu “pai”, Piccolo começa a treinar para enfrentar Gokū (que passou a treinar com o Todo poderoso) no famoso torneio mundial de artes marciais.
No início do Dragon Ball Z um extraterrestre de nome Raditz revela-se como uma grande ameaça ao nosso planeta e para ser eliminada Piccolo e Gokū terão de fazer aquilo que nunca imaginaram. Lutar lado a lado. É uma grande luta principalmente por vermos estes dois inimigos a trabalharem juntos, culminando na morte de Gokū que se sacrifica para Piccolo poder matar Raditz o irmão desconhecido de Gokū. Tal não teria acontecido se Gokū não tivesse cometido o erro de confiar no seu irmão.
Uma das particularidades desta personagem e que a distingue das outras é que Piccolo tem a capacidade de se regenerar.
Sobre uma das minhas relações favoritas nesta série, que envolve Piccolo, falarei mais tarde quando falar sobre outra personagem.









Briareos Hecatonchires



Briareos é juntamente com Deunan Knute o protagonista do mangá Appleseed de Masamune Shirow publicado entre 1985-1989.
A história tem lugar no século XXII após uma terceira guerra mundial ter devastado o nosso planeta. Briareos era um antigo membro da SWAT (Special Weapons And Tactics) que é convidado a aliar-se a uma nova equipa, ESWAT (Extra Special Weapons And Tactics).
Briareos é um cyborg. A maior parte do seu corpo é cibernética mas enquanto personagem a sua humanidade prevalece.
Algumas das suas capacidades (as que encontrei) são:

- 8 olhos que lhe proporcionam a capacidade de observar em vários ângulos distintos;
- Um segundo cérebro que funciona como um computador;
- Pele elástica onde pode controlar a sensação da temperatura, por exemplo.

Em 1988 Appleseed foi adaptado para um OVA. (ver abaixo). Em 2004 para um filme em cgi (ver aqui) e por fim em 2011 saiu a série Appleseed XIII também em CGI (ver aqui).







Clare




Claymore é uma série de mangá que decorre desde 2001 e da autoria de Norihiro Yagi.
A acção desenrola-se num mundo onde monstros ancestrais existem, os Yōma. Tudo estaria bem se o principal alimento destes demónios não fossemos nós.
A fim de proteger a humanidade, um grupo apelidado de “A organização” criou uma ordem de guerreiros metade humanos e metade Yōma.
Estes guerreiros que possuem uma parte de Yōma conseguem aumentar as suas capacidades físicas até um nível extraordinário. Porém é preciso ter cuidado ao manipular este poder. Se um guerreiro utilizar demasiado o seu poder Yōma a sua transformação tornar-se-à irreversível perdendo a sua humanidade. Esta é uma das razões pelas quais estes guerreiros são todos mulheres. Pois quando usavam homens todos eles se entregavam à sede de poder, perdendo-se para sempre.
Por usarem longas espadas estes guerreiros ficaram apelidados de Claymore’s.
Clare é uma Claymore e a protagonista desta aventura. Ao logo da história seguimo-la nas suas missões, saltando de cidade em cidade à procura de Yōma’s. É de salientar que as Claymore’s são pagas para fazer este trabalho. Após uma missão começa a ser seguida por um rapaz, Raki, que tendo perdido a família para um Yōma decide tornar-se companheiro de viagem de Clare, independentemente dos desejos da mesma.
A princípio Clare quer afastar este rapaz, mas depois acaba por o aceitar, algo que vamos compreendendo melhor à medida que o passado de Clare vai sendo revelado.
Li alguns mangas desta série, mas desconhecia que tinham feito um anime que conta com 27 episódios.







Tetsuwan Atomu (Astro Boy)




Átomo, Iron Arm Atom, Mighty Atom ou Astro Boy (são muitos os nomes usados) é o robot mais conhecido da BD Japonesa saído da mente do grande Ozamu Tesuka (e também aquele que tem mais nomes aparentemente).
É o concorrente mais antigo de todos, tendo sido publicado entre 1952-1968 em 23 volumes ao todo. Em 63 um animé foi também desenvolvido.
As aventuras de Astro Boy decorrem num mundo futurista onde a tecnologia atingiu um grande pico de evolução culminando na inteligência artificial, culminando em robots como Astro Boy.
Astro foi criado pelo Dr. Tenma com o intuito de ser o substituto do seu filho Toby que morreu num acidente de viação. Quando Tenma se apercebeu de que este robot nunca seria capaz de substituir o seu filho, vendeu-o a um circo.
Mais tarde é descoberto pelo Professor Ochanomizu director do ministério da ciência (antigo cargo de Tenma). Tornando-se o tutor legal de Astro vai descobrindo as enormes capacidades deste robot sendo a mais surpreendente a capacidade de sentir emoções humanas. A partir daqui Astro Boy tornar-se-ía num defensor da justiça sempre pronto a proteger os inocentes.
Em 2003 Naoki Urasawa pegou na história Astro Boy The Greatest Robot on Earth e reinventou-a contando-a de uma forma mais adulta e aproveitando assim para voltar a dar vida a uma das histórias que mais o marcou durante a infância e homenagear ao mesmo tempo o seu criador Osamu Tezuka. A obra em questão chama-se Pluto e é um dos meus mangás predilectos.
Em 2009 David Bowers realizou uma longa de animação 3D desta personagem (ver trailer aqui) e actualmente a ASA encontra-se a editar o mangá, para quem estiver interessado.








Mai Kujaku




Mai Kujaku ou Mai Valentine na versão em inglês é uma das várias personagens de Yu-Gi-Oh! de Kazuki Takahashi. Com 38 volumes editados entre 1996 e 2004, Yu-Gi-Oh! tornou-se uma série de grande sucesso que teve várias adaptações para séries e filmes de animé e jogos (de vídeo e de cartas).
A história gira à volta do jogo Duel Monsters. Este jogo consiste numa batalha entre jogadores que libertam várias criaturas fantásticas que estão contidas em cartas, um pouco há semelhança de um Pokemon ou de um Bey Blade.
Mai é uma destas jogadoras. É a típica filha rica e desprezada pelos pais. Após ter descoberto este jogo começou a dedicar-se seriamente a ele desafiando milionários para jogar em busca de poder e sucesso.
Mai Kujaku é uma adversária temível mas solitária, não tendo nenhum verdadeiro amigo.











Notas:


- Algumas informações foram pesquisadas na wikipédia;
- Devido a razões de facilidade algumas imagens dos animés serão utilizadas ao invés das dos mangás.

segunda-feira, novembro 21, 2011

Torneio de Personagens de BD Asiática - Grupo I

Shima Tetsuo



Isto começa logo em grande com um dos meus favoritos, Tetsuo Shima, uma das personagens centrais de um dos melhores mangás que li na vida: AKIRA. O autor dispensa apresentações, Katsuhiro Otomo, editou este mangá entre 1982-1990. Existe mangá para todas as idades e feitios, Akira é considerado Seinen que aponta para um público entre os 20-30 anos.
Em 1988 o autor realizou um filme de animação desta história que ainda hoje é uma referência no género.
Este mangá Cyberpunk futurista decorre em 2030 em Neo-Tóquio. Neo porque em 1992 uma explosão nuclear destruiu Tóquio e deu origem à terceira guerra mundial. Passados quase 40 anos uma nova cidade foi construída numa ilha artificial na baía de Tóquio.
Tetsuo é o melhor amigo e membro do gang motoqueiro de Kaneda, cujas maiores preocupações são arranjar mulheres, drogas e the need for speed.
A história começa com o grupo de motoqueiros a conduzir pelas estradas a grande velocidade. Tetsuo surpreendido por uma aparente criança no meio da estrada envolve-se num grande acidente. Esse acidente despoleta os seus poderes psíquicos e por isso é rapidamente raptado por forças do governo, mais especificamente pelas mãos do Colonel Shikishima, líder do projecto governamental responsável por investigar pessoas com habilidades psíquicas e Tetsuo parece ser a pessoa mais promissora desde…Akira.
Cego e levado à loucura pelo seu poder, Tetsuo acabará por ter de enfrentar aquele que apelidava de melhor amigo, tal e qual um Anakin Skywalker e um Obi-Wan Kenobi.








Allen Walker





D. Gray Man
começou a ser editado em 2004 contando já com 22 volumes. Katsura Hoshino, o seu autor, traz-nos a história deste Allen Walker, um rapaz de 15 anos que tem a capacidade de transformar e aumentar o tamanho do seu braço esquerdo, tornando-o capaz de destruir Akuma (demónios).
É convidado a aliar-se a uma ordem de exorcistas que utilizam uma substância antiga, chamada Inocência para combater contra Millennium Earl e a sua horda de demónios Akuma.
Uma das grandes vantagens de Walker na ordem é que consegue detectar Akuma’s disfarçados através do seu olho esquerdo.
Deixo aqui a abertura do animé:









Kei Kishimoto




Dito da forma mais simples Kei Kishimoto é o mulherão de Gantz.
Gantz de Hiroya Oku, tem um início repleto de mistério e cenas inesperadas. Pessoas que recentemente falecidas são transportadas para um local incógnito onde são obrigadas a entrar numa espécie de jogo onde têm a missão de caçar e matar aliens.
Ninguém sabe porquê, nem como, nem quando terão de parar. Basicamente ninguém sabe nada. E já dá para perceber que volume atrás de volume, aposta-se forte nestes jogos deixando o mistério para ser revelado aos poucos o que faz com que desde 2000 já tenham saído 32 volumes.
Talvez uma forma de encontrar respostas mais depressa seja ver os dois filmes em acção real que já saíram (ver o trailer do primeiro aqui). Ou talvez vendo a série de animé.
Mas voltando a Kei. Esta rapariga tem a melhor introdução na história. Do nada assistimos ao seu corpo nú a ser transportado até...não faço ideia aonde...onde se encontram os outros jogadores. Uma cena muito engraçada que foi executada ao pormenor também no filme. Deixo o vídeo para espreitarem em baixo.
Kei é também um erro de Gantz (uma bola negra gigante que parece controlar tudo). Um erro porque Kei sobreviveu ao seu "acidente" e assim Gantz ao criar uma réplica sua colocou no mundo duas Kei’s.
Cedo se envolve num triângulo amoroso com os outros dois protagonistas.








Light Yagami




Light é à superfície o rapaz perfeito. Dotado de uma grande inteligência e facilmente um sucesso académico para regozijo dos pais. Além disso é também um sucesso entre as mulheres. Porém tanto o reconhecimento profissional como o sexual dizem pouco a Light que facilmente cai num sentimento de monotonia em relação à vida... Até ao dia em que encontra o death note e tudo muda.
Este caderno da morte que tem o poder de matar qualquer pessoa na Terra, desde que se conheça a sua cara e nome, é uma arma tão poderosa como perigosa. Nas mãos de outra pessoa qualquer o livro seria usado, quase de certeza, com fins egoístas ou então não seria usado de todo. Mas com Light o caso muda de figura. O seu objectivo é criar um mundo pacifico e então começa a usar o livro para eliminar todos os criminosos. Eventualmente o rapaz começa a perder-se, sacrificando inocentes, como policias, a fim de de não ser apanhado. Há semelhança de uma certa personagem em Watchmen também para ele os fins justificam os meios.
Seria interessante se Light sempre se mantivesse nesta linha e não começasse a ter delírios de grandeza querendo assumir-se como o deus de um novo mundo. Ainda assim O duelo entre Light e L é um dos mais memoráveis da banda desenhada.
A título de curiosidade existiram alguns crimes que foram inspirados em Death Note, nomeadamente a 28 de Setembro de 2007, o corpo de um homem não identificado foi encontrado ao lado de duas notas que diziam em latim: “Eu sou Kira”. Kira é o nome dado pelo público ao desconhecido Light.
Sobre os filmes falarei mais à frente.








Masaru Kato



Kato é o co-protagonista de Gantz, amigo de infância do protagonista, Kei Kurono. É por ele que Kei Kishimoto está apaixonada para terrível sina de Kurono.
Kato morreu ao mesmo tempo que Kurono quando estes tentavam salvar um vagabundo inconsciente de ser atropelado por um comboio após este ter caído nas linhas desmaiado.
Na escola acabou por ganhar uma fama de lutador, uma vez que costuma proteger os alunos mais fracos de bullying envolvendo-se em vários confrontos.







Muten Rōshi



Mais conhecido por aqui por Tartaruga Genial, estamos obviamente a falar de uma das personagens mais clássicas de Dragon Ball.
Dragon Ball de Akira Toriyama foi editado em mangá entre 1984 e 1995 com 42 volumes ao todo onde está incluída a história de Dragon Ball Z. Sim porque o GT não existe em mangá e basta ver o animé para se notar logo a diferença de qualidade.
Na altura não captou a atenção de Portugal e pudera se apenas agora a série de mangá está a ser editada em português. Claro que mesmo que este não fosse o caso dificilmente Dragon Ball teria sido por cá o fenómeno que foi não fosse a série de animação.
Na altura foi um marco, todos, de todas as idades, viam Dragon Ball. Os bares das escolas e faculdades inundavam-se de alunos quando um episódio começava e todos ansiavam por saber quem venceria tal luta, muito mais importante do que a disciplina que estava a decorrer. Nunca vi um fenómeno tal.
O Tartaruga Genial aparece cedo na história como um velho mestre de artes marciais, muito possivelmente o maior de todos os mestres da Terra.
É ele quem vai treinar Son Gokū ensinando-lhe o poder que se tornaria o mais icónico da série, o kamehameha.
Foi interpretado por Chow Yun-Fat no filme Dragon Ball Evolution.
Claro que a característica que o tornou uma das personagens mais amadas foi a sua taradice pelo sexo oposto. Tartaruga Genial é um pervertido sempre à espera de conseguir ter alguma sorte com miúdas bonitas, tais como Bulma.






Notas:


- Algumas informações foram pesquisadas na wikipédia;
- Devido a razões de facilidade algumas imagens dos animés serão utilizadas ao invés das dos mangás.

sexta-feira, novembro 18, 2011

Torneio de Personagens de BD Asiática - Algumas Notas


Uma vez que decidi aceitar mais algumas nomeações, onde acabaram por entrar cerca de 8 personagens novas, tive de voltar a organizar os grupos e por isso as personagens sobre as quais já tinha escrito ficaram espalhadas.
Dito isto não vou dar início às votações esta semana como tinha planeado. Mas Segunda o mais tardar contem com o primeiro grupo.



Até lá para ir aguçando o apetite vou revelar aqui algumas informações:


- Com as novas nomeações tornou-se de todos os torneios aquele que tem um maior número de personagens a concorrer;

- É também o torneio que conta com mais personagens do sexo feminino;

- Os futebolistas não foram esquecidos, mas por pouco a Astrologia não marcava presença;

- A saga a contar com mais personagens a concorrer, como seria de esperar, é Dragon Ball com 7 personagens ao todo;

- Logo a seguir temos Naruto e Rurouni Kenshin que contam com 4 personagens a concorrer. De salientar que nenhuma das personagens de Naruto são os 3 protagonistas (Naruto, Sasuke e Sakura);

- É o primeiro torneio que conta com um deus a concorrer.

Gonçalo M. Tavares - Errata

Ontem enganei-me e disse que a conversa com Gonçalo M. Tavares no Porto iria decorrer hoje quando é amanhã.
Peço desculpa pela distracção. Já está corrigido.

quinta-feira, novembro 17, 2011

Gonçalo M. Tavares


Já queria ter falado deste escritor há algum tempo por aqui, por isso não vou deixar passar mais uma oportunidade e aproveitar para o fazer agora, uma vez que queria também partilhar que Gonçalo M. Tavares vais estar este Sábado no Porto a iniciar o "Ciclo de conversas Porto de Encontro" que terá início pelas 17h00 e será no Palácio dos Viscondes de Balsemão.
Esta iniciativa visa promover a conversa com escritores e é organizada pelo jornalista Sérgio Almeida e promovida pela Porto Editora.

Para quem puder acho que vale a pena, já tive o prazer de conversar com o autor e recomendo.

Gonçalo M. Tavares é um nome que tem ganho cada vez mais ênfase no mundo da literatura portuguesa. Estava naquelas listas imaginárias que todos temos (alguns em papel até) para eu ler um dia, mas o tempo ia passando e nada. Este ano durante a feira do livro decidi que não passaria mais um minuto sem corrigir esta falha.





A Máquina de Joseph Walser





"Somos mais corajosos quando recebemos ordens fortes"

Comecei por ler A Máquina de Joseph Walser, um livro que pertence à colecção Reino composta por quatro ao todo. Este é o segundo na colecção mas todos podem ser lidos por qualquer ordem.
A história decorre durante uma qualquer guerra, onde tanto a história como a guerra têm início e conclusão ao mesmo tempo.
Gostei muito do livro, acho que Tavares escreve muitíssimo bem e tem uma grande capacidade para construir personagens. Pegando por exemplo em Jospeh Walser, um homem comum, completamente previsível e mecânico que se torna numa personagem absolutamente fascinante aos nossos olhos, com todas as suas peculiaridades e manias. Porque há fascínio no previsível e no banal, porque muitas vezes não olhamos duas vezes para algumas pessoas e não é por isso que deixam de ser verdadeiramente fascinantes à sua maneira, nós é que desconhecemos por completo o mundo que existe dentro delas.
A qualidade das personagens é crucial numa história e a forma como o autor as descreve ao pormenor, é fantástica. Além do protagonista ou do seu patrão Klober que sempre que entra em cena agarra o momento e faz com que tudo gire à volta dele, temos também uma outra personagem magistral que é a própria máquina de Joseph. Nunca sendo descrita na sua plenitude, nunca a conhecemos verdadeiramente, mas a sua imponência ao longo de todo o livro é sempre, fortemente, sentida.
De resto foi um dos livros com um dos finais mais coitus interruptus que li. Adorei o momento.






A perna Esquerda de Paris seguido de Roland Barthes e Robert Musil.





"Maria Bloom tinha aulas de paradoxos, duas vezes por semana, das seis às cinco e meia da tarde.
Nunca chegava a tempo porque chegava sempre adiantada."


O segundo livro foi A perna Esquerda de Paris seguido de Roland Barthes e Robert Musil. Editado curiosamente no mesmo ano que o anterior, 2004.
Este livro encontra-se dividido em duas partes.
Na primeira temos A perna Esquerda de Paris, onde a narrativa fragmentada nos conduz, através das personagens por diversas reflexões sobre a realidade em que funcionamos. Algo que já acontecia no anterior mas de uma forma mais ligada a uma história.
O final volta a ser um momento inesquecível.
Na segunda parte temos então Roland Barthes e Robert Musil, num formato totalmente diferente ao qual estamos habituados, no formato de uma tabela literária. Sim, porque a dada altura questiona-se no livro o porquê de termos de escrever em linhas se também o podemos igualmente fazer em tabelas.
Gostei muito da rebeldia, se é que lhe posso chamar isso, manifestada neste segmento.
Agora, sendo já este o segundo que li, posso reconhecer certos temas que o autor gosta de explorar, tal como as máquinas e também a matemática que faz sempre uma aparição religiosa nestes livros.